12 DE MARÇO DE 2019 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: Presidente Jair Bolsonaro recebe presidente do Paraguai. Para Bolsonaro, encontro fortalece relações no comércio, infraestrutura e segurança pública. CPF vai ser documento único para acessar serviços do governo federal. Leilão de 12 aeroportos está marcado para esta semana. E A Voz do Brasil explica os benefícios dessas concessões para melhorar terminais importantes do país. E nossa equipe chegou à Antártica e traz todas as informações sobre a nova estação brasileira no continente gelado...

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentador Luciano Seixas: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Luciano: Terça-feira, 12 de março de 2019.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Presidente Jair Bolsonaro recebe presidente do Paraguai.

 

Luciano: Para Bolsonaro o encontro fortalece relações no comércio, infraestrutura e segurança pública.

 

Presidente Jair Bolsonaro: Estamos tratando de questões de interesses dos nossos países, que, juntos, poderemos, sim, progredir e trazer felicidade aos nossos povos.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Luciano: CPF vai ser documento único para acessar serviços do Governo Federal. Graziela Mendonça.

 

Repórter Graziela Mendonça: Com o CPF em mãos, o cidadão não vai mais precisar portar ou memorizar outros números de documentos para acessar serviços públicos.

 

Nasi: Leilão de 12 aeroportos está marcado para esta semana.

 

Luciano: E a Voz do Brasil explica os benefícios dessas concessões para melhorar terminais importantes do país. Pablo Mundim.

 

Repórter Pablo Mundim: O vencedor do leilão deverá, ao longo do contrato de 30 anos, cumprir metas como adequar a segurança operacional e ampliar os terminais para receber mais passageiros.

 

Nasi: E a nossa equipe chegou à Antártica e traz todas as informações sobre a nova estação brasileira no continente gelado.

 

Luciano: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Luciano Seixas e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Luciano: Brasil e Paraguai, além de vizinhos, mantém importantes relações comerciais, o Brasil é o principal parceiro de negócios do Paraguai. Em 2018 esse intercâmbio movimentou mais de US$ 4 bilhões.

 

Nasi: E para discutir esse comércio e também outros temas, o presidente Jair Bolsonaro recebeu, em Brasília, o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez.

 

Luciano: Bolsonaro disse que os dois presidentes têm muito em comum e que uma das parcerias previstas é a construção de mais pontes para ligar os dois países.

 

Repórter Eduardo Biagini: Na pauta do encontro entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, esteve o funcionamento da Usina Hidrelétrica de Itaipu, que serve aos dois países, e o combate ao crime organizado. A questão dos exilados também esteve na pauta do encontro.

 

Presidente Jair Bolsonaro: O Brasil e nosso governo não dará asilo para terroristas ou qualquer outro bandido escondido aqui no manto de preso ou refugiado político.

 

Repórter Eduardo Biagini: Os dois presidentes também conversaram sobre a possibilidade de usar o lago formado com represamento da usina de Itaipu para a produção de peixes.

 

Presidente Jair Bolsonaro: Uma novidade extra pauta, com nosso secretário da Pesca, Jorge Seif, da possibilidade de também aproveitarmos esse mar de água doce lá da Usina de Itaipu para produzirmos até 400 mil toneladas de peixe por ano.

 

Repórter Eduardo Biagini: Em dezembro do ano passado, Brasil e Paraguai firmaram um compromisso para construção de duas novas pontes entre os dois países. Uma delas vai ligar Foz Iguaçu a Presidente Franco, no Paraguai. A outra, entre a cidade de Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, e o município de Carmelo Peralta. O presidente brasileiro disse ainda que este ano deve retribuir a visita ao presidente do Paraguai e que espera que as obras já estejam avançadas.

 

Presidente Jair Bolsonaro: Se Deus quiser, no corrente ano, ainda faremos uma visita ao Abdo, né? E essa visita, com toda certeza, será pedra fundamental de uma das pontes que nós construiremos juntos, melhorando em muito a questão comercial e a facilidade de locomoção de nossos povos.

 

Repórter Eduardo Biagini: Em seu discurso, o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, afirmou que existe uma relação histórica e cultural entre os dois países e que ela está se aprofundando nesse momento. Disse que a integração entre os povos é uma das principais forças do enfrentamento a problemas e do estabelecimento da liberdade e da democracia na América do Sul. Ele citou a Venezuela e afirmou que nenhum país da região pode ficar alheio ao sofrimento do povo daquele país.

 

Presidente do Paraguai - Mario Abdo Benítez: Nem a República Federativa do Brasil e a República do Paraguai devem se manter indiferentes ante ao sofrimento de um povo como o povo irmão da Venezuela, e, hoje a Venezuela, amanhã pode ser qualquer nação.

 

Repórter Eduardo Biagini: O encontro entre os dois presidentes terminou com o almoço oferecido pelo presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Itamaraty. Reportagem, Eduardo Biagini.

 

“Expedição Antártica”.

 

Nasi: A repórter Luana Karen embarcou na última sexta-feira para conhecer a nova estação do Brasil na Antártica, que foi totalmente reconstruída, depois de um incêndio em 2012.

 

Luciano: Ela acabou de chegar no local e traz os detalhes agora, ao vivo, para gente. Boa noite, Luana.

 

Repórter Luana Karen (ao vivo): Boa noite, Luciano, Nasi. Boa noite a todos ouvintes da Voz do Brasil. Pois é, eu acabei de chegar na casa do Brasil aqui na Antártica, Estação Antártica Comandante Ferraz, e fica na Ilha Rei George. O continente gelado não nega o nome, viu, Luciano? Agora temos até agradáveis menos dois graus de temperatura e sensação térmica de menos nove graus. Mas pousamos na Antártica por volta das 9h30 da manhã de hoje e já deu para sentir na pele como é estar na porção mais fria do planeta Terra. Teve neve, ventos fortes, tempo bem fechado. Para vocês terem uma ideia, fazia menos quatro graus e a sensação térmica era de menos 22 graus. Da base chilena, onde pousemos, seguimos no navio da Marinha do Brasil, Almirante Maximiano, para a Baía do Almirantado, onde fica a estação brasileira. Essa travessia levou toda a tarde, por isso só cheguei agora há pouco.

 

Nasi: E, Luana, você esteve com os ministros que foram ontem inaugurar a antena de telecomunicação?

 

Repórter Luana Karen (ao vivo): Estive sim, viu, Nasi? Quando chegamos na Antártica eles estavam na base para retornar para o Brasil. Mas deu tempo de conversar com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que me falou da importância de o Brasil estar presente no continente antártico. O ministro citou razões ambientais, climáticas e também estratégicas, já que o continente antártico tem, por exemplo, 70% da água doce disponível no mundo. Também conversei com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que lembro eu das pesquisas brasileiras realizadas no continente antártico e disse que o novo sistema de comunicação inaugurado, na segunda-feira, vai permitir a troca do informações em tempo real entre pesquisadores e centros de pesquisa em todo o país, dando agilidade ao trabalho.

 

Luciano: E como vai ser a programação de amanhã?

 

Repórter Luana Karen (ao vivo): Amanhã, Luciano, nós vamos conhecer melhor a nova Estação Antártica Comandante Ferraz. Como chegamos aqui na Baía do Almirantado já tarde, só deu tempo de fazer uma visita rápida ao local, e está todo mundo ansioso para ver de perto como é que ela funciona. Então, eu volto amanhã com mais informações. É isso aí, Nasi, e Luciano, é com vocês.

 

Nasi: Obrigado, então, Luana, pelas informações, ao vivo, para Voz do Brasil. Até amanhã.

 

“Concessões, parcerias para o Crescimento do Brasil”.

 

Nasi: Aeroportos com melhor infraestrutura, mais conforto para os passageiros e sem aumento no preço das taxas de embarque.

 

Luciano: Essa é expectativa do governo e de usuários com o leilão que vai escolher administradores privados para 12 aeroportos brasileiros.

 

Nasi: Os terminais foram agrupados em três blocos.

 

Luciano: Na reportagem especial de hoje você vai conhecer o bloco que reúne seis aeroportos do Nordeste.

 

Repórter Pablo Mundim: Pela primeira vez os investidores vão arrematar blocos e não aeroportos individuais. Modelo que, segundo o secretário Nacional de Aviação do Ministério da Infraestrutura, Ronei Glanzmann, vai proporcionar qualidade semelhante para todos os terminais.

 

Secretário Nacional de Aviação - Ronei Glanzmann: Nós unimos aeroportos mais atrativos de maior volume de passageiro e carga com aeroportos menores, geralmente da aviação regional. Então, por exemplo, o bloco Nordeste, ele tem de um lado a aeroporto de Recife, que atrai bastante interesse, um aeroporto que já movimenta quase 9 milhões de passageiros por ano, e, do outro lado, ele tem Juazeiro do Norte, tem Campinas Grande, que tem são aeroportos menores. Esse é um passo muito importante em termos de política pública, porque é uma maneira que nós tensão de fomentar a aviação regional e permitir que o cidadão que tenha esse serviço numa capital, ele tenha o mesmo nível de qualidade do serviço no interior.

 

Repórter Pablo Mundim: Serão leiloados 12 aeroportos agrupados em três blocos, o grupo da região Nordeste tem seis terminais; Recife, em Pernambuco; Maceió, em Alagoas; Aracaju, em Sergipe; Juazeiro do Norte; no Ceará; e os João Pessoa e Campina Grande, na Paraíba. O vencedor do leilão deverá, ao longo do contrato de 30 anos, cumprir metas como adequar a segurança operacional e ampliar os terminais para receber mais passageiros. Melhorias aguardadas há tempos pelo empresário Roberto Celestino, de Juazeiro do Norte, do Ceará.

 

Empresário - Roberto Celestino: Essa concessão tem, assim, uma expectativa muito grande, porquanto, nesses anos todo em que foi deslanchado o programa de desenvolvimento dos aeroportos regionais, o nosso aeroporto não conseguiu receber investimentos. Agora, com parceiro da área privada, seguramente esse capital não será problema e o aeroporto tem um potencial muito grande.

 

Repórter Pablo Mundim: Os três blocos foram agrupados por área temática. No grupo que inclui seis aeroportos do Nordeste a ideia é atender a demanda de turistas. Para Graco Parente, representante de empresas de hospedagem e alimentação em João Pessoa, os investimentos no aeroporto da capital vão ampliar o número de visitantes na região.

 

Representante de empresas de hospedagem e alimentação - Graco Parente: A gente precisa fazer os investimentos nessa infraestrutura para que a gente possa ter uma malha aérea ainda mais forte, atendendo não só aos turistas, mas a população também.

 

 

Repórter Pablo Mundim: Esta também é a expectativa da artesã Sônia Cardoso da Costa, de Campina Grande, na Paraíba.

 

Artesã - Sônia Cardoso da Costa: Isso vai ser de grande valia para os moradores e para quem vier visitar-nos, principalmente no São João, no maior São João do mundo. Precisamos mesmo de uma boa reforma e um aeroporto com ótimo atendimento. Vai ser muito bom.

 

Repórter Pablo Mundim: A longo dos 30 anos de contrato, as concessionárias deverão investir R$ 3,5 bilhões em melhorias. Deste total, cerca de R$ 1,5 bilhão serão aplicados nos primeiros cinco anos. O jornalista de Alagoas, Edson Moura, acredita que, com os investimentos, será possível ampliar o número de voos e melhorar o atendimento aos passageiros.

 

Jornalista - Edson Moura: O aeroporto é moderno, mas carece de melhorarias, principalmente nos banheiros, estrutura para criança também, banheiros familiares, a questão também de lojas, de serviços. Espero que esses pontos sejam melhorados com a privatização e que, ao mesmo tempo, não haja um aumento tão significativo na questão das taxas aeroportuárias, né?

 

Repórter Pablo Mundim: No Brasil, dez aeroportos já são administrados por concessionárias. A experiência, segundo avalia o superintendente de Regulação Econômica do Aeroportos, Tiago Sousa Pereira, trouxe mais desenvolvimento econômico e qualidade dos serviços aos usuários.

 

Superintendente de Regulação Econômica do Aeroportos - Tiago Sousa Pereira: O que a gente nota com as concessões anteriores é que os operadores privados, eles têm uma visão de negócio muito aguçada, né? Eles têm a tendência trazer mais tráfego, de atrair mais empresas aéreas, de tentar trazer mais voos internacionais, de ampliar as opções de comércio no aeroporto e as possibilidades de exploração do sítio aeroporto portuário. Ou seja, é aumento dos negócios nessas regiões dos aeroportos que vão ser concedidos.

 

 Repórter Pablo Mundim: Nesta terça-feira foi inaugurado um novo terminal de passageiros no aeroporto de Macaé, no Rio de Janeiro, o aeroporto também vai ser oferecido no leilão da próxima sexta-feira. Macaé faz parte do bloco do Sudeste, que é tema da reportagem especial desta quarta-feira sobre as concessões de aeroportos. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Nasi: O Brasil deve colher mais uma supersafra este ano.

 

Luciano: Daqui a pouco a gente traz detalhe de quais culturas devem ser destaques nesta safra.

 

Nasi: Quando a gente precisa solicitar um serviço, emitir comprovante ou receber benefício em algum órgão público, a primeira coisa que se pensa é que documentos levar.

 

Luciano: CPF, RG, Carteira de Trabalho, certificado de alistamento para os homens. Dependendo o serviço pode ser necessário levar vários deles.

 

Nasi: É, mas com um decreto publicado hoje, isso vai ficar bem mais simples.

 

Luciano: É que o número do CPF vai poder ser usado no lugar de outros documentos, como uma chave unifica para acessar os serviços do Governo Federal.

 

Nasi: A medida vai simplificar ao atendimento e reduzir a burocracia.

 

Repórter Graziela Mendonça: Com o CPF em mãos, o cidadão não vai mais precisar portar ou memorizar outros números de documentos para acessar serviços públicos. O Cadastro de Pessoa Física vai poder ser usado no lugar dos Número de Identificação do Trabalhador, NIT, dos Programas de Integração Social, PIS, ou de informação do patrimônio do servidor público, Pasep, e também da carteira de trabalho e previdência social e da carteira nacional de habilitação. Além disso, o CPF vai substituir o número de matrícula em universidades federais, por exemplo e do certificado de alistamento militar. Segundo o secretário de Governo Digital do Ministério da Economia, Luis Felipe Monteiro, é uma inovação que vai trazer mais qualidade de vida para o cidadão.

 

Secretário de Governo Digital - Luis Felipe Monteiro: O cidadão brasileiro não precisa mais de lembrar de diversos números e carregar consigo documentos diferentes, basta saber o número do CPF que ele será atendido em todos os órgãos públicos. É uma inovação que o Governo Federal implementa, que vai dar simplicidade e melhorar, e, muito, a qualidade de vida desse brasileiro que precisa de serviços públicos. Queremos um Brasil mais simples, 100% digital.

 

Repórter Graziela Mendonça: Se o cidadão for à Caixa Econômica Federal, por exemplo, não vai precisar saber o número do seu PIS. Se for no Cadastro Único dos Benefícios Sociais, vai precisar apenas informar o número do CPF. E quem acaba de nascer vai poder usufruir os benefícios desde cedo. A pequena Maria Elisa tem apenas um mês de idade, mas já tem CPF. Desde 2017 foi determinado em lei que a Certidão de Nascimento passe a ser emitida já com o número do cadastro. Para a mãe, Maria de Fátima Costa, isso vai tornar a da filha mais simples.

 

Entrevistada - Maria de Fátima Costa: Uma mudança bem importante, né? Porque vai trazer comodidade, mais rapidez, a gente não vai precisar ficar carregando vários documentos, nem se preocupar em ficar procurando órgãos para tirar mais nenhum documento. Então, para ela é um benefício, com certeza.

 

Repórter Graziela Mendonça: De acordo com o decreto, publicado nesta terça-feira, ainda vai ser preciso portar a CNH para dirigir. Os órgãos da administração pública federal vão ter três meses para se adequarem às mudanças e um ano para consolidarem os cadastros e as bases de dados a partir do número do CPF. Reportagem, Graziela Mendonça.

 

Luciano: O Brasil está produzindo mais alimentos nessa safra em relação à anterior.

 

Nasi: A estimativa da Conab indica uma produção de 233 milhões toneladas de grãos, a segunda maior já registrada.

 

Luciano: Milho e algodão são os principais descasques.

 

Repórter Gabriela Noronha: A produção de grãos na safra de 2018/2019 deve chegar a mais de 233 milhões de toneladas, um aumento de 2,5% ou 5,6 milhões de toneladas a mais que a safra anterior. É a segunda maior registrada na série histórica do país. Os dados são do sexto levantamento da safra de grãos da Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab. De acordo do Silvio Farnese, diretor de Comercialização e Abastecimento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o bom desempenho é impulsionado pela melhora da produção do milho na segunda safra do grão e do algodão.

 

Diretor de Comercialização e Abastecimento - Silvio Farnese: Isso é suficiente para atender ao nosso consumo interno com bastante tranquilidade e cumprir os compromissos de exportação sem problemas. Então, tem uma safra boa, uma safra que vai render ao Brasil, na questão econômica, uma ajuda muito boa.

 

Repórter Gabriela Noronha: A expectativa para a produção de milho é de quase 67 milhões de toneladas, volume 23,6% superior ao registrado na safra passada. O algodão também teve descasque positivo, chegando a uma produção de até 2,6 milhões de toneladas da pluma, um incremento que chega a 28,4%. Por outro lado, as produções de soja e feijão foram prejudicadas pelo clima, como explica o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Guilherme Bastos.

 

Diretor de Política Agrícola e Informações da Conab - Guilherme Bastos: Problemas pontuais climáticos sempre vão acontecer, é difícil você ter um clima que vá favorecer todas as culturas do Brasil.

 

Repórter Gabriela Noronha: O IBGE também divulgou hoje a segunda estimativa para a safra de grãos em 2019. Segundo o levantamento sistemático da produção agrícola, a safra deve chegar a 228,8 milhões de toneladas. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Nasi: E um dos líderes na produção de grãos, o Brasil quer ganhar mercado também na indústria de alimentos mundial.

 

Luciano: É quando a agricultura e a indústria trabalham juntas no desenvolvimento de novos produtos, gerando mais empregos e renda para o país.

 

Nasi: E todo o potencial desse mercado está sendo mostrado em uma feira, em São Paulo.

 

Repórter Ricardo Ferraz: No Acre, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária desenvolveu boas prática de extrativismo para garantir a qualidade da castanha do Brasil. Joana Souza, pesquisadora da Embrapa, conta que isso trouxe mais ganhos para a comunidade de castanheiros e aumentou o reconhecimento do produto brasileiro no mercado internacional.

 

Pecadora da Embrapa - Joana Souza: Os produtores são melhor remunerados, a castanha deles alcança maiores valores de mercado.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Esses e outros exemplos de integração entre a agricultura e a industrial estão expostos na Anufood Brazil, a feira da indústria alimentícia que acontece em São Paulo. A abertura do evento contou com a presença da ministra da Agricultura, Teresa Cristina da Costa Dias, que destacou a importância do elo entre o campo e a indústria para promover o desenvolvimento do país.

 

Ministra da Agricultura - Teresa Cristina da Costa Dias: A gente tem no Brasil aí, uma enormidade de produtos e de indústrias hoje. A gente quer cada vez agregar mais valor aos nossos produtos. Acho que é muito melhor para o Brasil, porque nós daremos emprego aos brasileiros.

 

Repórter Ricardo Ferraz: A indústria alimentícia é responsável por 10% da economia brasileira, movimentando R$ 656 bilhões por ano. O setor gera metade do superávit da balança comercial e pretende trabalhar em conjunto com o Governo Federal para crescer ainda mais, como explica o presidente do Conselho da Associação Brasileira da Indústria Alimentícia, Wilson Mello.

 

Presidente do Conselho da Associação Brasileira da Indústria Alimentícia - Wilson Mello: Temos qualidade, nós temos segurança alimentar, nós temos produtividade. Então, isso tudo precisa ser liderado pelo Ministério da Agricultura. Nós precisamos abrir mais mercados.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Outro exemplo bem-sucedido é a produção da cajuína, uma bebida típica do Nordeste, feita de caju. Uma empresa do setor alimentício apostou no negócio e já colhe bons resultados, como conta o gerente Luciano Vasconcelos.

 

Gerente - Luciano Vasconcelos: A gente produziu 600 mil latinhas, nessa safra de agora. Mas o potencial pode chegar de 1 milhão a 2 milhões fácil. Ela tem um potencial muito grande, é um produto fantástico, saboroso.

Repórter Ricardo Ferraz: A Anufood Brazil é a versão brasileira da maior feira da indústria alimentícia do mundo, a Anuga, que acontece na Alemanha. Reportagem, Ricardo Ferraz.

 

 

Luciano: Reduzir problemas de baixo escolaridade, mortalidade infantil e violência. Esses são alguns dos benefícios que uma pessoa pode ter a passar os primeiros anos da infância com carinho e cuidados corretos.

 

Nasi: É a chamada primeira infância, que vai até os três anos de idade.

 

Luciano: O Brasil cuida desse público por meio do Programa Criança Feliz, que atende filhos e também pais e mães mais carentes.

 

Nasi: Um seminário internacional está sendo realizado em Brasília, e o programa foi um dos destaques.

 

Repórter Márcia Fernandes: Pesquisas apontam que intervenções nos primeiros anos garantem benefícios na vida adulta. É na primeira infância que o cérebro chega ao pico de atividade, com a até 700 conexões por segundo. A primeira-dama Michelle Bolsonaro esteve no em seminário sobre a primeira infância, organizado pelo Ministério da Cidadania. E afirmou que é preciso investir nessas crianças.

 

Primeira-dama Michelle Bolsonaro - Estudos sobre o impacto de programas sociais voltados à primeira infância nos orientam de que políticas públicas focadas neste período da evolução humana têm incrível potencial para gerar grandes transformações sociais, sobretudo, no que diz respeito aos resultados na educação, na redução de desigualdades e na saúde humana.

 

Repórter Márcia Fernandes: O Programa Criança Feliz é uma ferramenta para que famílias ofereçam aos pequenos meios para promover o desenvolvimento integral. Técnicos credenciados visitam as famílias e dão orientações para gestantes e pais de crianças de até três anos, beneficiários do Programa Bolsa Família. Crianças que têm até seis anos e que recebem o Benefício de Prestação Continuada ou foram afastadas da família por medidas protetivas também são atendidas pelo programa. O ministro da Cidadania, Osmar Terra, apontou que, até agora, cerca de 520 mil crianças foram atendidas, número que deve aumentar.

 

Ministro da Cidadania - Osmar Terra: Nós estamos em 500 mil, que é o maior número de atendimentos no mundo hoje. Mas o que nós queremos é ir muito além disso, a gente quer chegar um 1 milhão e esse ano, e até no fim dos quatro anos do governo chegar a 3 milhões.

 

Repórter Márcia Fernandes: Todas as semanas, Jéssica Chaves e o filho, Enzo Gabriel de dois anos, recebem a visita de uma técnica do Criança Feliz, na cidade do Novo Gama, em Goiás. Ela conta que o comportamento do filho mudou desde que começou o atendimento, há um ano e meio.

 

Entrevistada – Jéssica Chaves: Ele era muito tímido, aí isso já me deixou feliz porque ele não se abria para ninguém, nem para outra criança. E também o desenvolvimento dele em questão de falar mais, de pintar, aí eu gostei mais que ele está se desenvolvendo, se desprendendo, tendo liberdade.

 

Repórter Márcia Fernandes: Delegações estratégicas estão no Brasil para conhecer as políticas para infância daqui. A diretora da programas da Fundação Bernard van Leer, instituição parceira do Criança Feliz, a equatoriana Cecília Baca Jones, ressaltou que apostar no desenvolvimento infantil é uma medida de combate à pobreza.

 

Diretora da programas da Fundação Bernard - Cecília Baca Jones: Para no futuro podermos ter esse retorno social e econômico e que necessitamos em toda a sociedade.

 

Repórter Márcia Fernandes: O Criança Feliz atende quase 70% dos municípios brasileiros. Até agora, foram mais de 12 milhões de visitas feitas por 16 mil profissionais capacitados. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Luciano: Foram presos, hoje, dois homens suspeitos de matar a vereadora carioca Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, em março do ano passado.

 

Nasi: Pelas redes sociais, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afirmou que espera que as prisões e buscas relacionadas ao assassinato da vereadora e do motorista sejam mais um passo para a solução do crime e para que todos os responsáveis sejam levados à justiça.

 

Luciano: Sérgio Moro falou ainda que a Polícia Federal tem contribuído com todos os recursos necessários para a continuidade das investigações e esse trabalho, segundo ele, vai continuar.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Luciano: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Luciano: Fique agora com as Notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você e até amanhã.

 

"Governo Federal. Pátria amada, Brasil".