12 de novembro de 2018 - Poder Executivo

Destaques da Voz do Brasil: Alerta contra a febre amarela. Com a chegada do verão, Ministério da Saúde convoca os brasileiros para a vacinação. Quase 4 milhões de estudantes fizeram o último dia de provas do Enem. Parceria do Brasil tem mudado a vida de milhares de moradores de Moçambique, um dos países menos desenvolvidos do mundo. E equipe da Voz do Brasil foi até lá conferir de perto essa cooperação.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você, que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Segunda-feira, 12 de novembro de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Alerta contra a febre amarela.

 

Gabriela: Com a chegada do verão, Ministério da Saúde convoca os brasileiros para a vacinação. Graziela Mendonça.

 

Repórter Graziela Mendonça: A partir do fim do ano, os casos tendem a aumentar. Por isso é tão importante procurar logo um posto de saúde.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Quase 4 milhões de estudantes fizeram o último dia de provas do Enem. Danielle Popov.

 

Repórter Danielle Popov: O gabarito das provas será divulgado no dia 14 de novembro.

 

Nasi: Parceria do Brasil tem mudado a vida de milhares de moradores de Moçambique, um dos países menos desenvolvidos do mundo.

 

Gabriela: E a equipe da Voz do Brasil foi até lá conferir de perto essa cooperação. João Pedro Neto.

 

Repórter João Pedro Neto: Moçambique é o maior parceiro do Brasil em termos de cooperação técnica. São cerca de 40 projetos desenvolvidos em várias áreas do conhecimento.

 

Nasi: Na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br .

 

Nasi: Você já tomou a vacina contra a febre amarela?

 

Gabriela: É que o fim do ano está chegando e, com ele, o período mais propício para a transmissão da doença.

 

Nasi: Por isso, o Ministério da Saúde alerta para a vacinação, principalmente das pessoas que moram nas regiões de contaminação e daquelas que vão viajar para essas áreas durante as festas de fim de ano.

 

Repórter Graziela Mendonça: A paulistana Neide Moresque, de 75 anos, nunca tinha se vacinado contra a febre amarela. No fim do ano passado, quando os casos da doença começaram a aumentar na cidade, ela resolveu completar o cartão de vacinação.

 

Entrevistada - Neide Moresque: Nunca tinha tomado. Ela, não, a febre amarela, não. Foi o meu genro, ele é médico, e ele pegou e me orientou para tomar, porque eu tenho todas as minhas vacinas em dia, não é? Só faltava essa.

 

Repórter Graziela Mendonça: Assim como era o caso de Neide, muitas pessoas nunca tomaram a vacina contra febre amarela. Por isso, o Ministério da Saúde faz o alerta: Quem mora em áreas recomendadas para a vacina ou vai se deslocar para esses lugares tem que atualizar a carteirinha o quanto antes. A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, explica que, a partir do fim do ano, os casos tendem a aumentar. Por isso é tão importante procurar logo um posto de saúde.

 

Coordenadora do Programa Nacional de Imunizações - Carla Domingues: O período mais crítico da febre amarela é de dezembro a maio. No entanto, às vezes a gente identifica a antecipação da circulação do vírus de febre amarela, como aconteceu agora no estado de São Paulo, onde nós já temos um óbito no litoral. Então, nós precisamos já nos antecipar e garantir que a população esteja devidamente vacinada.

 

Repórter Graziela Mendonça: E a baixa imunização em metrópoles, como São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, vem preocupando o Ministério da Saúde. Isso porque antes esses locais não eram áreas de recomendação da vacina, e agora são. Em São Paulo, a prefeitura já está realizando várias ações, inclusive vacinação móvel pela cidade, em lugares como o metrô, por exemplo. Segundo a coordenadora do Programa Municipal de Imunizações da capital paulista, Maria Lígia Ramos, a cobertura está abaixo dos 60%, por isso as ações.

 

Coordenadora do Programa Municipal de Imunizações de São Paulo - Maria Lígia Ramos: Já há algum tempo nós temos realizado ações de vacinação extramuro, mas vamos intensificar agora, no mês de novembro, no mês de dezembro, para atingir a meta de cobertura vacinal de 95%, que hoje, no município de São Paulo, é de 58,5%.

 

Repórter Graziela Mendonça: A vacina contra a febre amarela é ofertada no calendário nacional de vacinação e distribuída todo mês aos estados. Neste ano, já foram enviados para todo o país 30 milhões de doses da vacina de febre amarela. A imunização é por dose única e é preciso tomar pelo menos dez dias antes do deslocamento para as áreas recomendadas. Reportagem, Graziela Mendonça.

 

Gabriela: Quase 4 milhões de estudantes fizeram ontem o último dia de provas do Enem.

 

Nasi: Neste segundo dia, 29% dos inscritos não foram fazer o exame.

 

Repórter Danielle Popov: As irmãs Milena e Carolina Formiga querem estudar medicina. Foram juntas fazer as provas do Enem neste domingo, em Brasília. Na primeira etapa, dia 4 de novembro, acharam a prova boa.

 

Entrevistada: Eu tive um pouco de dificuldade por causa do tempo, mas a prova em si, eu acho que eu fui bem.

 

Entrevistada: Eu gostei da prova, foi uma prova muito boa. Cansativa, mas foi uma prova boa.

 

Repórter Danielle Popov: Já na segunda etapa, disseram que as provas de matemática e ciências da natureza estavam difíceis.

 

Entrevistada: Eu achei um pouco difícil ciências da natureza, mas assim, eu já esperava, porque é a minha maior dificuldade.

 

Entrevistada: Atendeu às minhas expectativas, mas eu não sei se ainda dá para passar. Mas se não der, também, a gente tenta de novo o ano que vem e tenta até a gente conseguir.

 

Repórter Danielle Popov: E não é só estudante recém-saído do segundo grau que faz o Enem. Tem gente há muito tempo longe dos bancos das salas de aula querendo uma oportunidade de estudar novamente. É o caso do militar Gilvan Dias, que também quer tentar medicina.

 

Militar - Gilvan Dias: Como eu estou já em tempo de aposentar do Exército, ir para a Reserva, meu sonho é fazer um curso de medicina no futuro. Isso está me motivando, justamente isso aí.

 

Repórter Danielle Popov: Mais de 5,5 milhões de candidatos se inscreveram na edição do Enem de 2018. No segundo dia de provas, cerca de 3,9 milhões fizeram os exames. A ausência registrada foi de 29,2% e os estados com mais faltas foram Amazonas e Mato Grosso, nos dois dias de provas. O ministro da Educação, Rossieli Soares, falou sobre a ausência em entrevista coletiva.

 

Ministro da Educação - Rossieli Soares: Ela é um pouco maior do que o primeiro dia, o que é normal. Às vezes o aluno não tem o desempenho que deseja ou imagina, ele acaba não indo no segundo dia. O número de ausência, ele diminuiu, foi menor do que nos últimos anos, também um sucesso.

 

Repórter Danielle Popov: Para a presidente do Inep, Maria Inês Fini, o novo controle da taxa de isenção pode ter contribuído para a redução das ausências nas provas do Enem.

 

Presidente do Inep - Maria Inês Fini: A quem foi dada a isenção esse ano e não compareceu, sem uma justificativa legal, prevista, não será dada novamente a gratuidade no próximo ano. Eu acredito que acontece, por exemplo, a própria decepção. Se a pessoa foi mal no primeiro dia, já se desanima. Mas é uma ausência, uma taxa de ausência menor do que nos anos anteriores.

 

Repórter Danielle Popov: O gabarito das provas será divulgado no dia 14 de novembro. Já o resultado final estará disponível para consulta até o dia 18 de janeiro. Reportagem, Danielle Popov.

 

Gabriela: O Governo Federal vai ajudar Niterói, no Rio de Janeiro, depois das fortes chuvas que atingiram o município na madrugada de sábado e provocaram deslizamentos de terra.

 

Nasi: Quinze pessoas morreram no desabamento do Morro da Boa Esperança e cerca de 20 famílias ficaram desalojadas.

 

Gabriela: A equipe da Defesa Civil Nacional foi até Niterói e destacou a importância do cadastro no serviço de alertas de desastres naturais, que pode ajudar a evitar tragédias.

 

Nasi: Atualmente, 3,4 milhões de celulares estão cadastrados no sistema para receber mensagens de graça em todo o país.

 

Gabriela: Um número que corresponde a menos de 5% das linhas em operação no Brasil.

 

Repórter Bruna Sanieli: A União vai apoiar a prefeitura de Niterói com envio de recursos, após as chuvas que atingiram a cidade na madrugada de sábado, como conta o secretário nacional substituto de Proteção e de Defesa Civil, Élcio Barbosa.

 

Secretário nacional substituto de Proteção e de Defesa Civil - Élcio Barbosa: O Governo Federal, ele foi até o local, ele tem a disponibilidade de enviar recursos, os municípios estão levantando quais foram os danos e as necessidades, e devem estar enviando para nós. E o Governo Federal vai apoiar com tudo que for necessário de recursos.

 

Repórter Bruna Sanieli: Desde fevereiro do ano passado, o país conta com um serviço de alertas de desastres naturais da Defesa Civil Nacional, enviado gratuitamente por mensagens de texto de celular. O objetivo é prevenir riscos, preservar vidas e reduzir os impactos de desastres naturais como o que ocorreu em Niterói, orientando a população em caso de inundações, alagamentos, temporais e deslizamentos de terra. O serviço já encaminhou mais de 4,6 mil alertas de risco de desastres. O secretário nacional substituto de Proteção e de Defesa Civil falou sobre a importância do cadastramento para evitar novas mortes.

 

Secretário nacional substituto de Proteção e de Defesa Civil - Élcio Barbosa: Ela já está funcionando no Rio de Janeiro. A gente reitera a importância e a necessidade de que as pessoas se cadastrem nesse serviço. Ele é totalmente gratuito, mas ele é de suma importância para a população, sobretudo que mora em área de risco.

 

Repórter Bruna Sanieli: Os alertas são gerados pelo Centro de Gerenciamento de Riscos e Desastres, Cenad, da Defesa Civil Nacional, em parceria com os órgãos de Defesa Civil de estados e municípios. Para se cadastrar, basta enviar uma mensagem de texto por celular para o número 40199. Cada celular pode cadastrar mais de um endereço para receber os alertas. Reportagem, Bruna Sanieli.

 

Nasi: O Brasil é, atualmente, um grande produtor mundial de alimentos.

 

Gabriela: Nossas carnes, frutas, café, açúcar, saem daqui em direção a vários países.

 

Nasi: Mas o Brasil também é um dos que mais jogam fora alimentos. O desperdício nas Ceasas já chegou a 30%.

 

Gabriela: Esses produtos têm alta qualidade nutricional e vão parar no lixo só porque não estão tão bonitos assim.

 

Nasi: A repórter Luciana Collares de Holanda visitou a Ceasa do Distrito Federal e explica pra gente como evitar todo esse desperdício.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: Uma variedade de cheiros e cores, gente para lá e para cá, sacolas cheias. A tradicional feira da Ceasa, em Brasília, fica lotada aos sábados de manhã. Cláudio Mianeli vem toda semana com a esposa. O servidor público conta que, para eles, mais que uma obrigação, é um passeio.

 

Servidor público - Cláudio Mianeli: Nós temos produtos de boa qualidade, duram muito mais do que se a gente comprasse em outro estabelecimento e acaba sendo até prazeroso, por causa do contato que nós temos com as pessoas.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: Dona Marina é feirante aqui há mais de 30 anos. Na banca, ela oferece alface, couve, brócolis e cheiro-verde. A produtora rural diz que até o meio-dia, quando a feira acaba, tudo foi vendido.

 

Feirante - Marina: Nós temos clientes já que não são mais clientes, são amigos. Então, a nossa produção, ela é toda comercializada aqui e na Feira do Produtor. Então, todas as nossas mercadorias são vendidas.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: Com tanta oferta, o desperdício também é grande. É comum alimentos com pequenos machucadinhos irem para o lixo. E de um em um, somam milhares de quilos descartados no fim do dia. Na Ceasa DF, eles tentam driblar o desperdício com um programa de reaproveitamento das perdas. É o que explica Rildon Carlos de Oliveira, diretor de Segurança Alimentar e Nutricional da Ceasa DF

 

Diretor de Segurança Alimentar e Nutricional - Rildon Carlos de Oliveira: A gente pega esses alimentos todos, que estariam indo para o lixo, e faz um tratamento, uma seleção desses materiais, e a gente doa para as instituições.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: Um dos objetivos do desenvolvimento sustentável, aprovados pelas Nações Unidas em 2015, é reduzir o desperdício de alimentos pela metade até o ano de 2030. E o Brasil participa do desafio. O país aposta em políticas públicas para tentar solucionar o problema, como detalha Pablo Saldo, analista ambiental do Ministério do Meio Ambiente.

 

Analista ambiental - Pablo Saldo: O apoio ao pequeno empreendimento, à política de agricultura familiar também, o pequeno produtor agrícola, espaços como esse da Ceasa são polos de promoção desse combate.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: E quando se fala em desperdício de alimentos, uma palavra é fundamental: conscientização. E olha, alguns cuidados simples podem ajudar a reduzir esses números alarmantes: planejar a compra, comprar apenas o necessário, armazenar corretamente os alimentos, calcular as porções antes de preparar as refeições e o último, mas não menos importante, usar as sobras. Isso mesmo, usar as sobras. Fernando Souza e Fábio Marques são chefs de cozinha em Brasília e explicam como fazer macarrão de abobrinha. Fernando, o que vocês usaram aqui?

 

Chef de cozinha - Fernando Souza: Estamos fazendo uma falsa massa de abobrinha, com molho de tomate fresco, tudo reaproveitado aqui da Ceasa. Eu vou deixar o Fábio explicar um pouquinho mais sobre a massa.

 

Chef de cozinha - Fábio Marques: A gente pegou os feinhos, os tortos, tirou o que não poderia ser consumido e transformou do lixo ao luxo, que são pratos gourmets, bem apresentados e bem trabalhados, com bastante técnica.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: Entre as verduras, tomate, milho e cebola são os que mais se joga fora no país. Entre outros tipos, arroz, carne, feijão e frango lideram o ranking do desperdício. Reportagem, Luciana Collares de Holanda.

 

Gabriela: Você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Nasi: Parceria do Brasil tem mudado a realidade de milhares de moradores de Moçambique, um dos países menos desenvolvidos do mundo.

 

Gabriela: E a equipe da Voz do Brasil foi até lá conferir de perto essa cooperação.

 

Nasi: Motoristas que foram multados podem pagar a infração com 40% de desconto.

 

Gabriela: E como ter acesso a essa redução no valor da multa?

 

Nasi: Assunto do "Pra você, Cidadão" de hoje.

 

"Pra você, Cidadão".

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Você sabia que pode obter desconto de até 40% em multas por infração de trânsito? Para isso, basta o proprietário do veículo se cadastrar no Sistema de Notificação Eletrônica, o SNE. Ele é um meio de comunicação virtual, disponibilizado pelo Departamento Nacional de Trânsito, que permite o envio de notificações, comunicados e documentos em formato digital. Ao se cadastrar no SNE, o proprietário do veículo passa a ser comunicado eletronicamente sobre as notificações de autuação e penalidades interestaduais. O desconto, de até 40%, é válido até a data do vencimento da multa. Para ter acesso a essas funcionalidades, basta baixar o app do SNE no celular ou acessar sne.denatran.serpro.gov.br e se cadastrar. Beatriz Albuquerque para a Voz do Brasil.

 

Gabriela: Imagine uma área do tamanho da metade do Brasil.

 

Nasi: Esta é a extensão do chamado Mar Territorial do país.

 

Gabriela: A Amazônia Azul, como é conhecida, tem reservas de petróleo, uma grande variedade de animais e plantas aquáticas, e pode contribuir para a segurança alimentar dos brasileiros.

 

Nasi: Para comemorar a data em que a região foi reconhecida pela ONU como território brasileiro, a Marinha promoveu uma série de debates.

 

Repórter Gabriela Noronha: A área oceânica brasileira é chamada de Amazônia Azul porque é quase tão grande quanto a Floresta Amazônica. São cerca de 4 milhões de quilômetros quadrados. Rica em biodiversidade e reservas minerais, essa área tem importância estratégica para o Brasil, como explica o Almirante de Esquadra Ilques Barbosa Junior, chefe do Estado Maior da Armada.

 

Chefe do Estado Maior da Armada - Ilques Barbosa Junior: Noventa por cento do comércio mundial passa pelos oceanos. Isso significa segurança na navegação, salvaguarda da vida humana no mar e preservação ambiental. Somos um país continental, com riquezas imensas em seu território, com capacidade de escoamento, tanto do ponto de vista da exportação, como do ponto de vista também de trazer para o nosso território os bens e serviços necessários, o país é pelo menos entre as dez maiores economias do mundo.

 

Repórter Gabriela Noronha: Para conscientizar a população sobre a importância da Amazônia Azul, a Marinha promoveu, nesta segunda-feira, em Brasília, um simpósio. Entre os temas debatidos, estão a economia da região, os esforços de pesquisas e o contexto oceano-político do Atlântico Sul. Segundo Rodrigo Mori, professor da Universidade Federal de São Paulo, o oceano pode gerar riquezas e emprego, além de garantir a segurança alimentar do país.

 

Professor - Rodrigo Mori: Milhões de dólares de investimento, mas, em contrapartida, outros tantos bilhões de dólares em retorno para o país, em emprego, em desenvolvimento. Uma outra área extremamente importante para o país, como para qualquer outro país em desenvolvimento, é a área de segurança alimentar, para garantir na mesa de todo mundo, do povo brasileiro, uma quantidade necessária e satisfatória de comida, para a gente poder se desenvolver.

 

Repórter Gabriela Noronha: A estudante Ana Luiza Hoper, de 17 anos, participou dos debates. Ela conta que sabia da importância da nossa área oceânica, mas gostou de aprender mais.

 

Estudante - Ana Luiza Hoper: Eu sabia que era, tipo, bem vasta a nossa costa, que ela era bem importante, mas não tanto quanto eles estão falando aqui para a gente.

 

Repórter Gabriela Noronha: O simpósio faz parte das celebrações do Dia Nacional da Amazônia Azul. A data comemora a demarcação do território marítimo sob a jurisdição do Brasil, efetuada em 16 de novembro de 1994, pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gabriela: Hoje foi mais um dia de reuniões da equipe de transição para o governo do presidente eleito Jair Bolsonaro.

 

Nasi: E a gente vai falar, ao vivo, com a repórter Danielle Popov, que acompanhou esse dia e tem as informações. Boa noite, Danielle.

 

Repórter Danielle Popov (ao vivo): Olá, Nasi, boa noite. Boa noite, Gabriela. Boa noite, ouvintes da Voz do Brasil. Previdência social, agricultura e meio ambiente foram temas discutidos nesta segunda-feira pelos técnicos que cuidam da transição de governo. A informação foi dada pelo ministro extraordinário do Governo de Transição, Onyx Lorenzoni. Segundo ele, saúde e educação são outros assuntos que vão ser aprofundados nesta semana e na próxima. A equipe também vai se debruçar sobre uma questão considerada fundamental: a redução da burocracia. Lorenzoni informou que o governo tem que ser 100% digital.

 

Ministro extraordinário do Governo de Transição - Onyx Lorenzoni: O governo tem que ser um governo digital 100%, essa é uma meta que nós vamos perseguir, porque isso vai reduzir o custo e o tempo que o cidadão enfrenta na atividade meio do Governo Federal, e poder prestar melhores serviços para os brasileiros e as brasileiras.

 

Repórter Danielle Popov (ao vivo): Onyx Lorenzoni também falou sobre a necessidade de um ajuste fiscal. Ele afirmou que o Brasil precisa desamarrar a economia para voltar a crescer.

 

Ministro extraordinário do Governo de Transição - Onyx Lorenzoni: O Brasil, na verdade, precisa primeiro ter o equilíbrio fiscal. O Brasil precisa desamarrar sua economia para voltar a crescer, porque aí se geram recursos novos, através dos impostos. Isso vai atender tanto o Governo Federal, para poder prestar melhores serviços para as pessoas, saúde, educação, segurança, não é? E do outro lado vai atender os estados também.

 

Repórter Danielle Popov (ao vivo): E a assessoria do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, informou que Joaquim Levy, que está à frente da Diretoria Financeira do Banco Mundial, será o novo presidente do BNDES. O presidente eleito Jair Bolsonaro chega a Brasília nesta terça-feira, onde tem reuniões no Gabinete de Transição e em tribunais superiores. Na quarta, Bolsonaro vai receber parlamentares e representantes de embaixadores no Gabinete de Transição. Ao vivo, Danielle Popov.

 

Gabriela: Moçambique, na África, é considerado um dos países menos desenvolvidos do mundo.

 

Nasi: Para se ter uma ideia, a expectativa de vida por lá é de pouco mais de 58 anos, uma das piores do planeta.

 

Gabriela: E o Brasil é um parceiro do país africano para mudar esta realidade.

 

Nasi: São diversas ações na área de saúde, que estão transformando a vida da população local.

 

Gabriela: O repórter João Pedro Neto foi até lá para ver de perto que não é apenas a língua portuguesa que une os dois países.

 

Nasi: É o que você acompanha a partir de hoje, em uma série de reportagens especiais, que mostram os resultados da parceria Brasil-Moçambique.

 

Repórter João Pedro Neto: A mais de 7 mil quilômetros de distância, um país de outro continente, Moçambique fica no leste da África, na costa do Oceano Índico. Tem um território menor do que o estado de Mato Grosso. E, com mais de 28 milhões de habitantes, é hoje, segundo a Organização das Nações Unidas, um dos 10 países com menor índice de desenvolvimento humano do mundo, entre 189 pesquisados. Os desafios em Moçambique existem. Parcerias internacionais para o desenvolvimento e a melhoria das condições de vida, também. E o Brasil é um desses apoiadores. Moçambique é o maior parceiro do Brasil em termos de cooperação técnica. São cerca de 40 projetos desenvolvidos em várias áreas do conhecimento. O então embaixador do Brasil no país africano, Rodrigo Baena Soares, fala sobre os princípios dessa cooperação.

 

Embaixador do Brasil em Moçambique - Rodrigo Baena Soares: Ela é uma cooperação em que se busca uma real parceria entre os dois países. Portanto, ela não tem nenhum viés comercial, ela é baseada nos princípios da amizade e da solidariedade, que são as características da relação entre Brasil e Moçambique.

 

Repórter João Pedro Neto: Ações desenvolvidas pelo governo brasileiro por meio da Agência Brasileira de Cooperação, ABC, ligada ao Ministério das Relações Exteriores. E em Moçambique, saúde é uma das áreas de atuação, como destaca o coordenador-geral de Cooperação Técnica da ABC, Paulo Lima.

 

Coordenador-geral de Cooperação Técnica da ABC - Paulo Lima: Saúde, na verdade, é um dos principais temas, seja fábrica de antirretroviral, que agora está voltada para a produção de medicamentos para a saúde pública moçambicana, de projetos de pesquisa em saúde oral, de prótese dentária, um laboratório de prótese dentária em Moçambique, instalado no Hospital de Mavalane, e o banco de leite humano.

 

Repórter João Pedro Neto: Um apoio importante para a saúde do país, disse a ministra da Saúde de Moçambique, Nazira Abdula, em entrevista exclusiva à Voz do Brasil.

 

Ministra da Saúde de Moçambique - Nazira Abdula: Nós temos a cooperação com o Brasil há muitos anos atrás, mas especificamente no setor da saúde, nós já temos esta questão da infraestrutura, que ganhamos, e, sobretudo, a área da formação. Esta cooperação é bastante forte e esperamos contar para os próximos anos.

 

Repórter João Pedro Neto: Iniciativas que deram resultado no Brasil e que, de acordo com Luciano Queiroz, representante da Assessoria Internacional do Ministério da Saúde, são mais do que simplesmente reproduzidas, mas sim, adaptadas à realidade local.

 

Representante da Assessoria Internacional do Ministério da Saúde - Luciano Queiroz: Isso permite, a gente sempre busca trazer práticas, adaptar essas práticas à realidade local, para que elas sejam incorporadas ao sistema de saúde. E isso se transforma em políticas públicas, que tragam benefícios para a população, que, na verdade, é o principal alvo e beneficiário da nossa cooperação.

 

Repórter João Pedro Neto: O Brasil coopera hoje com cerca de 70 países do mundo. São 600 iniciativas em curso. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Gabriela: Médicos que vão fazer a segunda etapa do Revalida já podem consultar o cartão de confirmação da inscrição.

 

Nasi: No cartão estão informações como horário e o local da prova.

 

Gabriela: A segunda etapa ocorre nos dias 17 e 18 de novembro, em cinco capitais brasileiras.

 

Nasi: O Revalida é o exame que reconhece o diploma de médicos estrangeiros e brasileiros que se formaram no exterior e querem atuar no Brasil.

 

Gabriela: Para acessar o cartão, acesse revalida.inep.gov.br.

 

Nasi: A Comunidade Quilombola de Caranguejo, em Olinda Nova, no Maranhão, foi certificada pela Fundação Cultural Palmares, do Ministério da Cultura.

 

Gabriela: Com a certificação, a comunidade passa a ter acesso a políticas públicas nas áreas de saúde e educação, por exemplo.

 

Nasi: Com reconhecimento, o Incra, Instituto de Colonização e Reforma Agrária, começa o processo de regularização das terras dessas comunidades quilombolas.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Gabriela: Boa noite para você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".