14/03/17 - A Voz do Brasil

Começam a valer novas regras para quem viaja de avião. E a Advocacia Geral da União recorre da liminar que suspende a cobrança da bagagem despachada. A gente explica pra você porque a medida pode ajudar a aquecer o mercado e reduzir o preço das passagens! E você também vai ouvir hoje na Voz do Brasil: Lei que define distribuição de gorjetas para os garçons foi sancionada pelo presidente Michel Temer. A gente também vai falar do saldo negativo na seguridade social, que além da previdência inclui gastos com saúde e assistência a população mais pobre! E é aí que entra a reforma da previdência. Ministro da Fazenda defende proposta no congresso.

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Transcrição

A Voz do Brasil - 14/03/2017


 
 

"Atenção, radialistas de todo o Brasil. É hora de noticiar os fatos que ajudam a construir um novo país. Direto dos estúdios da Empresa Brasil de Comunicação, em Brasília, vem aí a Voz do Brasil."

 

Apresentador Airton Medeiros: Em Brasília, 19 horas.
 
 "Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje."
 
 Apresentadora Gabriela Mendes: Boa noite.
 
 Airton: Boa noite pra você que nos acompanha em todo o país.
 
 Gabriela: Terça Feira, 14 de março de 2017.
 
 

Airton: E vamos ao destaque do dia: Começam a valer novas regras para quem viaja de avião. Mara Kenupp.

 

Repórter Mara Kenupp: A partir desta terça-feira, o passageiro tem prazo de 24 horas após a compra para desistir da passagem, sem pagar multa.

 

Gabriela: E a Advocacia-Geral da União recorre da liminar que suspende a cobrança da bagagem despachada.

 

Aírton: A gente explica pra você por que a medida pode ajudar a aquecer o mercado e reduzir o preço das passagens.

 

Gabriela: E você também vai ouvir hoje na Voz do Brasil.

 

Aírton: Lei que define distribuição de gorjetas para os garçons foi sancionada pelo presidente Michel Temer.

 

Gabriela: A gente também vai falar do saldo negativo na Seguridade Social, que, além da Previdência, inclui gastos com saúde e assistência à população mais pobre.

 

Aírton: E é aí que entra a reforma da Previdência. Ministro da Fazenda defende proposta no Congresso.

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: Para que possamos continuar investindo em saúde e educação, precisamos estabilizar o crescimento da despesa com a Previdência, senão não será viável.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Aírton Medeiros.

 

Aírton: E pra assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: Atenção, passageiros. Mudanças nas regras para quem for viajar de avião.

 

Aírton: É, a partir de hoje começam a valer novos direitos e deveres nas relações entre as empresas aéreas e os viajantes.

Gabriela: Agora, por exemplo, o consumidor tem 24 horas para desistir da compra do bilhete sem multa, além de outras novidades. Vamos conferir na reportagem de Mara Kenupp.

 

Repórter Mara Kenupp: Seis em cada 10 brasileiros preferem viajar de avião, de acordo com a Secretaria de Ação Civil. E por razões simples.

 

Entrevistada: Eu acho mais tranquilo e mais rápido, né?

 

Entrevistado: A rapidez, a facilidade também, quem tem criança, mala. Você sente mais segurança, também.

 

Repórter Mara Kenupp: O número de passageiros hoje é três vezes maior do que há 15 anos, e a tendência é continuar aumentando. O Governo Federal quer tornar o setor ainda mais competitivo e, por causa disso, adotou mudanças nas relações entre empresas aéreas e passageiros. Uma das mudanças é que, a partir de agora, o passageiro passa a ter a reserva garantida da passagem de volta, caso perca o voo de ida. As empresas também passam a corrigir erros de nomes de passageiros sem nenhum custo. Segundo o analista de Relações de Consumo, da Agência Nacional de Aviação Civil, Tiago Diniz, as medidas representam tendências de vários anos que, agora, estão sendo atendidas.

 

Analista de Relações de Consumo - Tiago Diniz: Várias reclamações que nós recebemos ao longo dos anos estão sendo respondidas agora nesta norma.

 

Repórter Mara Kenupp: A partir desta terça-feira, o passageiro tem prazo de 24h após a compra para desistir da passagem, sem pagar multa. E a companhia deve fazer o reembolso no prazo de sete dias. Outra mudança é que a bagagem extraviada deverá ser restituída em até sete dias para voos domésticos e 21 dias para voos internacionais. Para o secretário de Política Regulatória, Rogério Coimbra, da Secretaria de Aviação Civil, a expectativa é de mais crescimento no setor.

 

Secretário de Política Regulatória - Rogério Coimbra: Mesmo com esse crescimento que triplicou o número de passageiros, ainda tem um índice baixo de viagens por habitante, se comparar com países como os Estados Unidos ou países da União Europeia. Então isso mostra que ainda tem uma demanda reprimida e, com os ajustes necessários no mercado, a retomada da economia, a gente tem certeza que esse crescimento ainda vai ser muito grande nos próximos anos.

 

Repórter Mara Kenupp: Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil, será feito um acompanhamento do comportamento de mercado por cinco anos e, a qualquer momento, outras alterações poderão ser feitas. Reportagem, Mara Kenupp.

 

Aírton: Agora, por decisão liminar da Justiça Federal de São Paulo, foi suspensa a regra que autoriza a cobrança da bagagem despachada, por outro lado aumentando o peso da bagagem de mão.

 

Gabriela: Nesse caso, a Advocacia-Geral da União está recorrendo, pedindo a suspensão dessa liminar, e argumenta que a medida tem o objetivo de incentivar a liberdade de escolha do consumidor e a concorrência entre as companhias aéreas.

 

Aírton: Para a Advocacia-Geral, essa situação traz grave insegurança jurídica para a aviação civil e para todos os atores envolvidos, consumidores, empresas aéreas e órgãos públicos.

 

Gabriela: Na ação, a AGU argumenta ainda que o Brasil é o único país do mundo que impõe às empresas oferecer 23 quilos de franquia de bagagem em voos nacionais.

 

Aírton: Nos Estados Unidos e em países europeus, por exemplo, é permitida a cobrança de bagagens despachadas.

 

Gabriela: De acordo com a Anac, esta é uma medida que ajudou as empresas aéreas desses países a baixarem os preços, criando as chamadas low cost.

 

Aírton: A nossa correspondente nos Estados Unidos, Paola de Orte, explica como funciona o sistema no país norte-americano.

 

Repórter Paola de Orte: Nos Estados Unidos, a maioria das companhias cobra pelas bagagens despachadas nos voos nacionais. A média é de US$ 25 pela primeira bagagem, mas algumas cobram mais, até US$ 30, e algumas não cobram nada e oferecem levar a primeira bagagem grátis justamente para atrair mais clientes. Liberar o mercado para deixar as empresas competirem por clientes com melhores preços é justamente a ideia da nova medida da Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac. Em países como Estados Unidos e os da União Europeia, empresas de baixo custo conseguem oferecer passagens a preços menores, como explica o secretário de Política Regulatória da Secretaria de Aviação Civil, Rogério Coimbra.

 

Secretário de Política Regulatória - Rogério Coimbra: Sempre que um passageiro viaja pra fora, pra União Europeia, e tem oportunidade de viajar nessas empresas, volta bem impressionado com esses serviços e questionando por que nós não temos no Brasil. Um dos pontos é que a regra atual não permite a cobrança de bagagem por fora, alguns elementos que trazem a possibilidade de um serviço mais simples a um preço mais barato.

 

Repórter Paola de Orte: Hoje, 35% dos brasileiros que viajam de avião já não despacham babagem. O secretário de Política Regulatória da Secretaria de Aviação Civil, Rogério Coimbra, explica que outra lei similar, a de liberdade tarifária do início dos anos 2000, permitiu a queda no preço das passagens ao longo dos últimos 15 anos.

 

Secretário de Política Regulatória - Rogério Coimbra: E essa dinamizada que o mercado trouxe, está aí todo esse benefício que a gente pode visualizar, pessoas de renda mais baixa que, se pensarmos, há 20 anos atrás, era inimaginável estarem viajando de avião, hoje, com alguma frequência, podem estar visitando seus parentes, fazendo viagens a trabalho de avião.

 

Repórter Paola de Orte: Nos Estados Unidos o processo foi parecido, mas começou muito antes. 1979 foi o ano em que foi aprovado o ato de desregulamentação das linhas aéreas, que já permitia tanto a liberdade tarifária quanto que as empresas cobrassem pelas bagagens despachadas. Desde então, levando em conta a inflação, o preço da passagem caiu quase pela metade. Nos Estados Unidos, como no Brasil, muitos passageiros preferem não despachar. É o caso do estudante Ethan Hardrow.

 

Estudante - Ethan Hardrow: [pronunciamento em outro idioma]

 

Repórter Paola de Orte: Ele diz que prefere carregar a bagagem de mão, porque é mais rápido e também mantém suas coisas por perto. De Washington, nos Estados Unidos, Paola de Orte.

 

Gabriela: Você já deve ter ouvido falar nas discussões sobre a reforma da Previdência, de que a Seguridade Social arrecada mais do que gasta, ao contrário do que o governo tem divulgado.

 

Aírton: Hoje o Ministério do Planejamento divulgou os números relativos ao ano passado. O rombo chegou a mais de R$ 258 bilhões.

 

Gabriela: Pra chegar a este resultado, é preciso entender que a Seguridade Social não envolve apenas as aposentadorias e pensões pagas pela Previdência. Quem explica melhor pra gente é a repórter Luana Karen.

 

Repórter Luana Karen: A Seguridade Social brasileira é formada pelas áreas de saúde, previdência e assistência social. A seguridade é responsável, por exemplo, pelo pagamento de aposentadorias, seguro-desemprego, abono salarial, Benefício de Prestação Continuada e Bolsa Família. Somando as três áreas, a seguridade social registrou um déficit, isto é, gastos maiores que a arrecadação, de mais de R$ 258 bilhões em 2016. Comparado a 2015, o déficit aumentou mais de 55%. Os maiores gastos da seguridade estão na Previdência, que cresceram nos últimos anos. As despesas com benefícios subiram de 5,8% do PIB, em 2002, para 8.1% do PIB no ano passado. Lembrando que o Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante o ano. Jorge Soares, secretário de Orçamento Federal, do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, explica que o aumento das despesas da seguridade social se deve à diminuição na arrecadação nesta área, em função da queda na atividade econômica do país.

 

Secretário de Orçamento Federal - Jorge Soares: O déficit ampliou porque você tinha desequilíbrio fiscal, que gerou uma recessão, que ampliou o déficit mais ainda.

 

Repórter Luana Karen: O assessor especial do Ministério do Planejamento, Arnaldo Lima, explicou que os argumentos apresentados por quem afirma que a Previdência dá lucro não incluem, por exemplo, os gastos nessa área com os servidores inativos, além de incluir no cálculo a arrecadação com renúncias previdenciárias, concedidas a micro e pequenas empresas e entidades filantrópicas, por exemplo. A expectativa de Arnaldo Lima é que a reforma da Previdência vai garantir a manutenção dos benefícios pagos por meio da Seguridade Social.

 

Assessor - Arnaldo Lima: O que a gente está fazendo? Revisando as nossas prioridades, de forma que a gente possa atender o problema quando ele, de fato, existe. Ou seja, se uma mulher tem um problema de mercado de trabalho, a gente não espera 30 anos para compensá-la. A gente vai tentar alocar mais recursos na área onde ela precisa, como creche por exemplo.

 

Repórter Luana Karen: A arrecadação da seguridade social é formada pelas contribuições dos empregadores, empregados assalariados, autônomos, trabalhadores rurais, a contribuição sobre lucro líquido, o PIS/Pasep e a Cofins. Reportagem, Luana Karen.

 

Aírton: E é por isso que a reforma da Previdência é necessária para garantir os investimentos em saúde e educação no futuro.

 

Gabriela: Essa foi uma das explicações usadas pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que se reuniu com deputados do PSB para tirar dúvidas da reforma.

 

Aírton: O repórter Nei Pereira acompanhou este encontro e traz mais detalhes ao vivo aqui no estúdio da Voz do Brasil. Boa noite, Nei.

 

Repórter Nei Pereira (ao vivo): Boa noite, Aírton, Gabriela e aos ouvintes da Voz do Brasil. O ministro da Fazenda falou aos deputados sobre a importância de se fazer a reforma para colocar fim ao déficit, não só da Previdência, mas da Seguridade Social, como a gente ouviu agora há pouco. Ele usou como argumento uma das maiores despesas da previdência, os benefícios pagos à população rural, que superaram a arrecadação em R$ 105 bilhões no ano passado. Já a previdência urbana, que apresentou superávit, isto é, arrecadação maior que o gasto, durante sete anos seguidos, no ano passado teve déficit de quase R$ 47 bilhões. De acordo com Meirelles, se os gastos com a previdência não forem estabilizados, o governo não vai poder continuar investindo em áreas como saúde e educação.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: Para que possamos continuar investindo em saúde e educação, nós precisamos estabilizar o crescimento da despesa com a previdência, senão não será viável.

 

Repórter Nei Pereira (ao vivo): O ministro destacou que o Brasil tem uma população relativamente jovem, mas que gasta mais com previdência do que outros países, como o Japão, por exemplo, que tem 45% da população com mais de 65 anos. Se o país continuar neste ritmo, a aposentadoria da população no futuro está comprometida.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: Nós temos que ter certeza que cada brasileiro e cada brasileira vai ter a certeza, a segurança que vai receber a aposentadoria. Essa é a preocupação importante.

 

Repórter Nei Pereira (ao vivo): Segundo Henrique Meirelles, a reforma não vai acabar com o déficit, mas vai evitar que as despesas com benefícios continuem a crescer no futuro. Gabriela.

 

Gabriela: Obrigada, Nei Pereira, pelas informações ao vivo aqui na Voz do Brasil. 19h13 em Brasília.

 

Aírton: Quem paga gorjeta vai ter agora a certeza de que o dinheiro está indo mesmo para o bolso de quem o atendeu bem.

 

Gabriela: Daqui a pouco vamos falar das novas regras que regulamentam a distribuição de gorjetas para os garçons.

 

Aírton: Michel Temer realizou mais uma reunião com representantes do Serviço Social da indústria, o SESI.

 

Gabriela: E os empresários também participam desses encontros e apresentam dados do setor industrial, além de reivindicações para o desenvolvimento de diversas áreas da produção.

 

Repórter Taíssa Dias: Nas reuniões que acontecem mensalmente, cada estado apresenta um raio-X sobre aspectos da indústria e também do comércio e da infraestrutura local. O presidente Michel Temer fez uma avaliação positiva dos encontros.

 

Presidente Michel Temer: Estabelece uma integração, uma interação do governo com as classes produtoras. Tem sido muito útil para o governo e suponho, pelo menos as notícias que eu tenho, é que tem sido útil para aqueles que têm comparecido a estas reuniões.

 

Repórter Taíssa Dias: Participaram da reunião representantes de federações de indústrias de Rondônia, Mato Grosso, Roraima e Tocantins. Segundo o presidente do Conselho Nacional do SESI, João Henrique de Almeida Souza, nos encontros é elaborado e encaminhado aos ministérios um documento com a recomendações de cada estado para melhorias na indústria.

 

Presidente do Conselho Nacional do SESI - João Henrique de Almeida Souza: Mato Grosso, por exemplo, fez uma radiografia da questão de reconhecimento da titularização de terras, de 300 mil famílias que não conseguem ter o documento da sua terra. E o presidente Michel Temer declarou que vai dar ênfase a este trabalho. Rondônia e Tocantins falaram sobre BRs, Mato Grosso não só reivindicou, mas como até já agradeceu providência que o presidente está tendo na recuperação da BR-163.

 

Repórter Taíssa Dias: Ao todo, o presidente Michel Temer já se reuniu com industriais de 20 estados. Reportagem, Taíssa Dias.

 

Aírton: E por falar em planos para a indústria, o governo também aposta nas exportações para alavancar a produção das empresas brasileiras.

 

Gabriela: Pra isso, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços anunciou parcerias para facilitar a vida de muitos empresários e ainda abrir portas pra quem ainda não vende para outros países, mas tem potencial.

 

Repórter Natália Koslik: Um acordo com a Confederação Nacional da Indústria vai permitir que as empresas não exportadoras tenham acesso a consultoria, avaliação e desenvolvimento de estratégias para exportação. Segundo o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, as ações vão ajudar a aumentar o número de empresas brasileiras que vendem para outros países.

 

Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Marcos Pereira: 500 empresas nacionais poderão participar desse projeto, para poder se viabilizar para a exportação. E nós conseguimos avançar muito no ano de 2016 e esses dois novos programas vão nos ajudar a ampliar, neste ano de 2017.

 

Repórter Natália Koslik: Em 2016, mais de 4.700 empresas exportaram pela primeira vez. É o caso de uma pequena empresa baiana que fabrica produtos de perfumaria no Brasil, desde 2002. Para Rafael Mamed, diretor industrial da organização, o suporte que receberam dos parceiros do governo foi fundamental.

 

Diretor industrial - Rafael Mamed: Foi bastante importante para conseguir identificar corretamente os custos envolvidos em processo de importação, a formação de preço pra exportação, pesquisa de mercado, pesquisa de concorrência, tudo isso a gente teve um apoio bastante grande.

 

Repórter Natália Koslik: De acordo com o presidente da Confederação Nacional da Indústria, CNI, Robson Andrade, empresas que exportam trazem ganhos também para a economia do país.

 

Presidente da CNI: As empresas, a partir do momento que elas estão exportando, elas se sentem na obrigação de serem inovadoras, de desenvolverem tecnologia. Então, isso tudo é um ciclo virtuoso que acaba levando a empresa a investir, trazer mais emprego, melhorar a qualidade do trabalhador.

 

Repórter Natália Koslik: Em 2017 estão previstas mais de 200 ações de apoio às exportações, planejadas pelo governo, em parceria com instituições nacionais e estaduais. Com a colaboração de Jéssica do Amaral, reportagem, Natália Koslik.

 

Aírton: A gorjeta de 10% quase sempre está incluída na conta do bar ou restaurante, mas quem decide se paga ou não é o cliente.

 

Gabriela: Para os garçons, a gorjeta é parte importante do salário, mas às vezes se torna fonte de dor de cabeça para os patrões, quando os trabalhadores reclamam na Justiça o pagamento de valores não repassados.

 

Aírton: Uma lei aprovada no Congresso e sancionada pelo presidente cria regras para definir o que é gorjeta e como ela deve ser dividida.

 

Repórter Jéssica do Amaral: Na hora de pagar a conta num bar ou restaurante, por exemplo, os 10% do serviço são opcionais. Mas a maioria dos clientes diz que faz questão de deixar a chamada gorjeta para os garçons.

 

Entrevistado: É opcional, o garçom dá sempre essa opção, mas como eu sou sempre bem atendido aqui, eu opto por pagar os 10%.

 

Entrevistada: Quando eu sou bem atendida eu faço mais do que questão de pagar.

 

Entrevistado: Eu acho importante pra aumentar a qualidade do serviço.

 

Repórter Jéssica do Amaral: Uma lei sancionada essa semana cria regras mais claras, que ajudam inclusive na hora de identificar e dividir esse valor. Os empregadores vão ter que anotar na carteira de trabalho e no contracheque o que for recebido como gorjeta. E se, depois de mais de um ano, o empregador decidir deixar de cobrar esse valor extra, ele deverá ser incorporado ao salário dos trabalhadores. Para o presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes do Distrito Federal, Jael Antônio da Silva, essa era uma reivindicação antiga da categoria, que traz muitos benefícios para o setor.

 

Presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes do Distrito Federal - Jael Antônio da Silva: Se evitará os confrontos judiciais existentes e os possíveis passivos trabalhistas decorrentes da não existência de regras estabelecidas como esta agora, que acabou de sair.

 

Repórter Jéssica do Amaral: Para quem recebe as gorjetas, como o garçom Nelson Mendes de Moura, é um adicional que faz diferença no fim do mês.

 

Garçom - Nelson Mendes de Moura: Dobra nosso salário, tanto dos garçons como dos copeiros e dos cozinheiros.

 

Repórter Jéssica do Amaral: As novas regras vão contar ainda com fiscalização dos próprios empregados. As empresas que não cumprirem a lei vão pagar multa. As regras entram em vigor daqui a dois meses. Reportagem, Jéssica do Amaral.

 

Gabriela: 19h20 em Brasília. Agora vamos para o campo. Você já ouviu falar em comunidades que sustentam a agricultura?

 

Aírton: Pois é, eu vou explicar. São parcerias baseadas na agricultura solidária. O agricultor levanta os custos do trabalho e os membros da comunidade financiam a produção coletivamente, ou seja, rateiam os gastos.

 

Gabriela: E é bom reforçar que estamos falando de produção de alimentos orgânicos e sustentáveis. A iniciativa é da sociedade, mas conta com apoio do governo.

 

Aírton: Como? Eu também explico. Existe um plano de incentivo a essas ações, mas os detalhes você ouve agora na reportagem de Gabriela Noronha.

 

Repórter Gabriela Noronha: Uma nova forma de cultivar e comercializar produtos agroecológicos. Esta é a proposta das comunidades que sustentam a agricultura, ideia que nasceu na Alemanha, no final do século XIX, e vem crescendo por aqui. Produtor de orgânicos há mais de 20 anos no Distrito Federal, Idalércio Barbeta resolveu mudar em 2015. Fundou a primeira comunidade na região. No novo sistema, ele deixou de vender para intermediários e passou a contar com a participação de consumidores para a organização e o financiamento de sua produção. Segundo Idalércio, a mudança deu certo.

 

Agricultor - Idalércio Barbeta: Eu comecei com uma propriedade única, né, e hoje a gente está ampliando aí pra já três propriedades. A gente fica já sabendo que os recursos já estão certos, a gente fica com mais audácia de fazer investimento.

 

Repórter Gabriela Noronha: Hoje o produtor já atende a 53 famílias, todas recebem semanalmente uma cesta com uma variedade de hortaliças, legumes, verduras e frutas, livres de agrotóxicos.

 

Agricultor - Idalércio Barbeta: Se haver uma intempérie aqui dentro da chácara, e eu ter a produção toda perdida, o CSA não vai deixar de dar aquela contribuição mensal, e sim eles vão continuar patrocinando pra você, pra reaver a produção. Então é um novo conceito social.

 

Repórter Gabriela Noronha: Hoje no Brasil já existem 70 comunidades do tipo. Incentivar ações voltadas à agroecologia e à produção orgânica de alimentos, como as CSAs, faz parte de uma política nacional do governo. A especialista em políticas públicas e gestão governamental, [ininteligível] da Rocha, explica que esse tipo de comunidade estimula o crescimento da agricultura familiar no país.

 

Especialista em políticas públicas - [ininteligível] da Rocha: É superimportante, porque é uma outra relação de consumo, uma relação de valorização do agricultor familiar.

 

Repórter Gabriela Noronha: No novo plano, estão previstas quase 200 iniciativas, como a ampliação do acesso à água e às sementes, e também a ampliação do acesso dos consumidores a alimentos saudáveis. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Aírton: A gasolina ficou mais barata nos postos, pela terceira semana seguida.

 

Gabriela: A queda, indicada pelo levantamento semanal de preços da Agência Nacional de Petróleo, foi de 0,83%, entre 5 e 11 de março, na comparação com a semana anterior.

 

Aírton: No final do mês de fevereiro, a Petrobras anunciou redução nos preços do diesel e da gasolina nas refinarias.

 

Gabriela: A revisão faz parte da nova política da estatal, que permite a flutuação dos preços de acordo com os movimentos do mercado.

 

Aírton: Para garantir a continuidade de mais de 200 mil matrículas em cursos do Pronatec, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego, o Ministério da Educação liberou novos recursos hoje.

 

Gabriela: São R$ 41 milhões, que vão ser repassados à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, e a instituições privadas que oferecem cursos pelo Pronatec.

 

Aírton: 35 planos de saúde de sete operadoras foram suspensos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, a ANS.

 

Gabriela: A determinação é resultado do monitoramento que a agência faz a partir das reclamações dos usuários. A ideia é garantir o correto atendimento aos clientes.

 

Aírton: Os planos suspensos possuem juntos 230 mil beneficiários, e eles continuam a ter assistência normalmente, já que as operadoras precisam resolver todas as pendências para que possam receber novos clientes.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do Governo Federal.
 
 

Airton: Uma realização da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Airton: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional e tenha uma boa noite.

 

Gabriela: Boa noite pra você.