14 DE AGOSTO DE 2017

Destaques da Voz do Brasil: Reestruturação do Farmácia Popular garante R$80 milhões para compra de mais medicamentos. Presidente Michel Temer destaca papel dos militares no combate a violência em todo o país. Vale-cultura já gerou mais de R$ 400 milhões para a economia do setor.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Segunda-feira, 14 de agosto de 2017.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Reestruturação do Farmácia Popular garante R$80 milhões para a compra de mais medicamentos.

 

Repórter João Pedro Neto: São quase 10 milhões de pessoas atendidas por mês e o programa foi reestruturado para dar mais eficiência às ações na área da saúde.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Presidente Michel Temer destaca papel dos militares no combate à violência em todo o país.

 

Presidente da República - Michel Temer: Há um esforço integrado em favor do Rio, como fizeram no Espírito Santo, no Amazonas, em Natal e vários estados brasileiros.

 

Nasi: Vale-Cultura já gerou mais de R$400 milhões para a economia do setor.

 

Gabriela: E vamos falar sobre igualdade na merenda escolar, frutas e verduras que chegam fresquinhas à escola direto do pequeno produtor.

 

Nasi: Hoje na apresentação: Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar: www.voz.gov.br.

 

Nasi: Remédios para centenas de doenças com grandes descontos, e muitos saem de graça.

 

Gabriela: É o programa Farmácia Popular, que teve o orçamento reforçado para a compra de medicamentos.

 

Nasi: Para ter acesso a esse benefício, basta ir a uma farmácia credenciada.

 

Repórter João Pedro Neto: São pelo menos seis comprimidos todos os dias. Para controlar o diabetes e a pressão alta, além das crises de asma, a aposentada Gecenir Siqueira adequou a rotina para tomar os remédios, que ela retira de forma gratuita por meio do programa Farmácia Popular.

 

Aposentada - Gecenir Siqueira: Chegando na farmácia com a receita, apenas eles pedem um documento. Olha, a economia em média é de R$150 por mês.

 

Repórter João Pedro Neto: O Farmácia Popular oferta à população medicamentos para tratamento de vários problemas de saúde como pressão alta, diabetes, asma, osteoporose, doença de Parkinson, além de contraceptivos e fraudas geriátricas, alguns distribuídos de forma gratuita, outros com os subsídios do governo que chegam a 90% do preço. São quase 10 milhões de pessoas atendidas por mês e o programa foi reestruturado para dar mais eficiência às ações na área da saúde. Agora, invés de repassar recursos para o funcionamento de unidades próprias do programa, o que envolve despesas com aluguel e pagamento de pessoal, por exemplo, o Ministério da Saúde vai aplicar esse dinheiro diretamente na compra de medicamentos, o que segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, vai fortalecer a rede credenciada e garantir maior acesso do cidadão a remédios importantes.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Nós investimos R$3 bilhões por ano em medicamentos, distribuídos dessa rede de farmácia credenciadas. Facilita do acesso das pessoas ao medicamento, e, portanto, manteremos essa grande rede de distribuição que se soma às unidades de saúde dos estados e municípios.

 

Repórter João Pedro Neto: Com a medida são R$80 milhões a mais por ano para a compra de remédios, que serão distribuídos nas 41 mil unidades de saúde de todo a país e muitos ofertados também nos cerca de 34 mil estabelecimentos credenciados na modalidade Aqui Tem Farmácia Popular. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Gabriela: É, e esse reforço no orçamento do Farmácia Popular é resultado de mais eficiência na gestão dos recursos, a grande prioridade do Ministério da Saúde para melhorar o atendimento no SUS.

 

Nasi: Em um ano e três meses o Ministério já economizou R$3,5 bilhões renegociando compras de medicamentos e serviços.

 

Gabriela: Hoje, em um evento sobre gestão de serviços de saúde realizado em São Paulo, o ministro Ricardo Barros fez um balanço das ações da pasta e falou sobre as metas para os próximos meses.

 

Repórter José Luiz Filho: No encontro para debater ações de gestão e atendimento na área da saúde, o ministro Ricardo Barros apresentou um balanço do trabalho feito desde que assumiu a pasta, há um ano e três meses, entre as principais iniciativas, segundo ele, está a renegociação de contratos de compra e de medicamentos, materiais e serviços do SUS.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Economizamos R$3,5 bilhões nesse período, eu falo em comprar as mesmas coisas com 20% a menos. Essa eficiência do sistema de saúde que nós temos que buscar.

 

Repórter José Luiz Filho: Ricardo Barros afirmou ainda que a economia de recursos é resultado também da modernização do atendimento do SUS, o Sistema Único de Saúde, com informatização de prontuários. Atualmente 83 milhões de brasileiros estão registrados no prontuário eletrônico do SUS. A meta é incluir toda a população, para isso, segundo o ministro, o plano é digitalizar até o fim do 2018 as 27 mil Unidades Básicas de Saúde ainda não informatizadas, de um total de 42 mil em todo o país.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Haverá muita economia pela não replicação de exames, de consultas especializadas de entrega de medicamentos e de precisão também no diagnóstico. Então, isso nos permitirá economizar muitos bilhões de reais no sistema de saúde, e, portanto, dar garantia também ao cidadão de mais acesso à saúde para todos.

 

Repórter José Luiz Filho: Para o cardiologista Roberto Kalil Filho, diretor do Conselho Administrativo do Instituto do Coração, de São Paulo, uma gestão mais eficiente resulta em melhor atendimento à população.

 

Cardiologista diretor do Conselho Administrativo do Instituto do Coração de São Paulo - Roberto Kalil Filho: O sistema SUS é um sistema perfeito, é brilhante esse sistema, só que precisa de recurso e precisa uma adaptação à nova medicina, porque tratar um paciente a 30 anos atrás é completamente diferente de hoje com a tecnologia, com a medicina de alto custo. Então, medidas, que obviamente captam recursos ou façam melhor gerenciamento, evidentemente você vai dar ao paciente SUS uma medicina de alta tecnologia, que é o que precisa.

 

Repórter José Luiz Filho: O ministro Ricardo Barros disse ainda que o Samu terá 50% da frota de ambulâncias renovados, o atendimento odontológico ganhará mil novos equipamentos com raio x e o tratamento para a cura de vários tipos de hepatite será ampliado este ano de 35 mil para 125 mil. Reportagem, José Luiz Filho.

 

Nasi: E um dos princípios do SUS é garantir a assistência de todo cidadão brasileiro, independentemente de orientação sexual, etnia, idade ou condições econômicas.

 

Gabriela: Atendimento a esse princípio, o Distrito Federal inaugurou hoje o primeiro ambulatório do país especializado no atendimento a transexuais, travestis e transgêneros.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Quem conversa hoje a Melissa Massayury não imagina o que ela teve que passar para chegar até aqui, ela é transexual e conta que desde pequena sentia que era uma menina presa num corpo masculino. Para ficar parecida com uma mulher, ela iniciou a terapia de hormônio sem aceitação da família e sem orientação médica. Hoje ela diz que se sente uma vitoriosa.

 

Entrevistada - Melissa Massayury: Hoje o sentimento é de realização e de vitória, né? A cada dificuldade que eu enfrentei e consegui transpassar.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Uma portaria editada pelo Governo Federal em 2013 criou as condições legais para que pessoas como a Melissa façam o processo chamado de hormonização de maneira segura e orientada por profissionais de saúde. A implantação dos serviços deve ser feita pelos governos estaduais ou municipais. O Distrito Federal tomou a iniciativa e inaugurou nesta quinta-feira o primeiro Ambulatório Trans do país. A Melissa se emocionou com a notícia e disse que essa ação vai mudar a vida de muitas pessoas.

 

Entrevistada - Melissa Massayury: Agora você pode passar por essa transição de gênero que vai ter o acompanhamento psicólogo, de assistente social, dos próprios endocrinologistas.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: O Ambulatório Trans inaugurado em Brasília, se alia às políticas de equidade e integralidade no atendimento ao cidadão, como explica do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg.

 

Governador do Distrito Federal - Rodrigo Rollemberg: Nós estamos aqui prestando um serviço de saúde para uma população que precisa desse serviço de saúde.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: O espaço tem capacidade para atender até 500 pessoas por mês e conta com sete profissionais de saúde entre médicos, enfermeiros e técnicos que vão prestar atendimento nas áreas de psiquiatria, psicologia, assistência social e endocrinologia. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Nasi: Defender nosso território, cuidar das fronteiras para evitar o tráfico de drogas, armas e outros crimes, além de realizar um trabalho social em locais onde o estado não consegue chegar.

 

Gabriela: Missões das Forças Armadas, que foram lembradas hoje pelo Presidente Michel Temer em cerimônia de oficiais generais, promovidos pelo Exército, Marinha e Aeronáutica.

 

Nasi: Temer também lembrou das recentes ações em que tropas militares fizeram patrulhamento nas ruas, como no Rio de Janeiro.

 

Repórter Paulo La Salvia: Foram 15 oficiais promovidos. No evento o Presidente Michel Temer destacou as três missões básicas das Forças Armadas: defender a pátria, proteger o funcionamento dos três poderes da República e promover ações da garantia da lei e da ordem, como a que está sendo colocada em prática no Rio de Janeiro para combater a criminalidade no estado.

 

Presidente da República - Michel Temer: Não são poucas as vezes que as nossa Forças Armadas com uma disposição extraordinária, com sua inteligência, coragem e determinação, há um esforço integrado em favor do Rio, como fizeram o Espírito Santo, no Amazonas, em Natal, em vários estados brasileiros. E me apraz muito lembrar e relembrar que quando as Forças Armadas chegam nesses estados, elas são recebidas com aplausos, o que engrandece o governo brasileiro e engrandece as Forças Armadas.

 

Repórter Paulo La Salvia: O presidente Temer também falou sobre o trabalho realizado pelo Brasil em missões de paz no exterior como no Haiti. Iniciada em 2004, a missão sobre contou com a liderança brasileira. No fim deste mês, no próximo dia 31, o contingente brasileiro deixa o país caribenho, e, segundo, o Presidente Michel Temer, com orgulho do dever cumprido. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Gabriela: Em uma ação conjunta com autoridades paraguaias, a Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência aprenderam e expatriaram membros da facção criminosa PCC, suspeitos de assaltar a empresa de transporte de valores Prosegur, no Paraguai.

 

Nasi: Em nota, as autoridades brasileiras destacaram esforço do Governo Federal no combate às organizações criminosas e a importância da cooperação do país vizinho. Dentro dessa cooperação está o combate a facções com atuação no Rio de Janeiro.

 

Gabriela: Segundo o comunicado, os suspeitos de assaltarem a empresa em abril, no Paraguai, foram detidos e entregues às autoridades brasileiras.

 

Nasi: E o Minha Casa Minha Vida continua levando moradia para quem precisa.

 

Gabriela: Hoje foi anunciado o recurso de mais de 5 milhões de reais para recuperação de obras que estavam paradas no município de Água Preta em Pernambuco.

 

Repórter Nathália Koslyk: O dinheiro vai ajudar na recuperação de parte das casas do Projeto Água Preta. Esse empreendimento integra a Operação Reconstrução, realizada em 2010 para atender aos desabrigados das enxurradas ocorridas naquele ano. O anúncio foi feito nesta segunda-feira pelo ministro das Cidades, Bruno Araújo, que também falou de outras entregas para os pernambucanos.

 

Ministro das Cidades - Bruno Araújo: Nós estamos aqui falando de 252 unidades habitacionais aqui em Água Preta, mas nós estamos construindo em Pernambuco, nesse exato momento, são ao todo quase 40 mil unidades habitacionais para entregarmos aos homens e mulheres de Pernambuco mais de 2 milhões de investimento.

 

Repórter Nathália Koslyk: O ministro também disse que vai viabilizar recursos para o município por meio do FGTS, para que todos os que precisam tenham aonde morar. Reportagem, Nathália Koslyk.

 

Gabriela: 19h12 em Brasília.

 

Nasi: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Gabriela: Merenda escolar com frutas e verduras fresquinhas direto do produtor.

 

Nasi: E com mais incentivo os pequenos produtores conseguem comprar tratores para melhorar a produção.

 

Gabriela: Atenção, convocados para revisão do auxílio-doença têm uma semana para agendar a perícia.

 

Nasi: Estão sendo chamados para a revisão do benefício quem recebe auxílio-doença e está há mais de dois anos sem fazer a perícia. Saiba mais no nosso quadro Pra Você Cidadão.

 

"Pra Você, Cidadão".

 

Repórter Mirna Ledo: Se você é beneficiário do auxílio-doença e foi convocado pelo INSS para fazer uma perícia, fique atento ao prazo. Você tem até a próxima segunda-feira, 21 de agosto, para marcar o dia e horário em que você vai se apresentar. O agendamento é obrigatório e só pode ser feito por telefone no número 135, portanto, não adianta ir a uma agência do INSS para marcar a sua perícia. Quem não entrar em contato dentro do prazo estipulado terá o benefício bloqueado e depois do bloqueio o prazo para marcar o exame é de 60 dias. Se dentro desse período a pessoa não se manifestar, o benefício será cancelado. Para outras informações, acesse: www.mds.gov.br. Mirna Ledo para a Voz do Brasil.

 

Gabriela: O vale-cultura completa quatro anos este mês.

 

Nasi: Com ele comprar livros, ir ao cinema, assistir a uma peça de teatro ou a um show ficou mais acessível para muitos trabalhadores.

 

Gabriela: São R$50 depositados todo mês como crédito em um cartão e que pode ser gasto exclusivamente em serviços e bens culturais.

 

Nasi: Até agora 520 mil empregados já foram beneficiados e mais de R$400 milhões investidos na economia da cultura.

 

Repórter Natália Melo: Cristiano Humberto de Assis é analista em uma empresa de tecnologia em Brasília, todos os meses ele aproveita o vale-cultura para ir ao cinema.

 

Analista Cristiano Humberto de Assis: Eu já tenho 2 anos e meio que eu não compro mais ingresso, eu só utilizo a vale-cultura. Então, é um ótimo benefício, vale muito a pena.

 

Repórter Natália Melo: Para Tales Amorim, que é estagiário na mesma empresa que Cristiano, o vale-cultura é uma forma de valorização do funcionário.

 

Estagiário Tales Amorim: É muito bom porque incentiva, né, as pessoas a irem tanto não só no cinema, como dá passar em shows, às vezes, comprar livros tanto didáticos, como de diversão para o dia a dia.

 

Repórter Natália Melo: O crédito de R$50 todo mês no cartão do vale cultura pode ser uso a pelo trabalhador para ter acesso a CDs, DVDs, instrumentos musicais, ingressos para museus, peças de teatros, shows, até livros, revistas e jornais. O valor não dólar validade para ser usado, ou seja, ele pode ser acumulado pelo trabalhador. A ideia do programa é que trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos tenham mais condições de ter acesso a bens culturais, mas para que o benefício chegue até essas pessoas é necessária a adesão das empresas que recebem benefício fiscais, sociais e trabalhistas. A empresa em que trabalha o Cristiano e o Tales aderiu ao programa em 2014. Hoje 99% dos 137 funcionários recebem o benefício. Para coordenadora de recurso humanos Karine Paiva Farias, o investimento de retorno certo.

 

Coordenadora de recurso humanos - Karine Paiva Farias: O nosso retorno vai ser na cultura que eles recebem, né, no investimento de pesquisas que eles têm através de livros, pelos filmes no cinema, eles atribuam com inovações, né? Tragam sugestões de melhorias, quais são as tendências do mercado, e, principalmente do mundo, né? Porque estamos abertos para receber isso dos nossos funcionários. Então, esse efetivo veio muito a calhar com a missão da empresa, que é sempre inovação.

 

Repórter Natália Melo: Segundo o Ministério da Cultura, 65% dos gastos com vale-cultura são para a compra de livros, jornais e revistas, gastos com cinema vem em segundo lugar, com 23%. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gabriela: E quer ter acesso ao vale-cultura? A empresa onde você trabalha precisa aderir ao programa e se cadastrar. Para saber mais, basta entrar na internet em: vale.cultura.gov.br.

 

Nasi: Atenção, criançada é hora do recreio.

 

Gabriela: Ah, e hora da merenda também. Em escolas públicas de todo o país são servidas mais de 50 milhões de refeições todos dos dias.

 

Nasi: O Programa Nacional de Alimentação Escolar atende a estudantes de todas as etapas da educação básica pública.

 

Gabriela: Não é só isso, não, tem a preocupação com a qualidade dos alimentos que chegam na escola.

 

Nasi: É, o programa de incentivo à produção de agricultores familiares locais. O governo compra parte da produção e ainda garante a alimentação saudável para os alunos.

 

Repórter Natália Melo: Mal amanhece o dia e dona Ana Maria já está embaixo do sol quente com as mãos na terra. A pequena produtora, que sempre morou na roça, vive da agricultura familiar. O sítio herdado do pai, em Paracambi, a 80 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro, é hoje sua principal fonte de renda.

 

Pequena produtora Ana Maria: Planto rúcula, alface, couve, tem as plantas alternativas que são a taioba, a mostarda, serralha e muitas outras.

 

Repórter Natália Melo: Ela garante que a disposição para cuidar da horta aos 57 anos vem do consumo dos próprios alimentos. É tudo orgânico e agroecológico. E parte dos alimentos que dona Ana cultiva com tanto cuidado e carinho, como frutas, legumes e verduras, têm um destino para lá de especial, os pratos de crianças de vários colégios da rede pública de ensino do Rio de Janeiro. Renato, de 12 anos, sabe da importância de um prato colorido.

 

Entrevistado - Renato: Por causa da saúde.

 

Repórter Natália Melo: A distribuição é feita graças ao Programa Nacional de Alimentação Escolar do Governo Federal, o Pnae. A ideia é que pelo menos 30% da merenda oferecida nas escolas públicas do país seja da agricultura familiar. Para o coordenador-geral de Agroecologia e Produção Sustentável da Secretaria Especial da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, Marco Pavarino, além de ajudar os pequenos produtores, o programa incentiva ainda a alimentação saudável e o desenvolvimento sustentável.

 

Coordenador-geral de Agroecologia e Produção Sustentável da Secretaria Especial da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário - Marco Pavarino: Isso, de alguma forma, traz uma garantia de que esta produção será comercializada, incentiva que os agricultores familiares permaneçam naquilo que eles sabem fazer, né, que é a produção, e que também aumente a produção desses alimentos que são mais saudáveis.

 

Repórter Natália Melo: A estudante Kátia da Silva, de 14 anos, aprova o cardápio da escola.

 

Estudante Kátia da Silva: Tem dias que eles estão macarrão, aí dão arroz, feijão, macarrão, carne, verdura.

 

Repórter Natália Melo: Palavras que para a produtora rural, Ana Maria, não tem preço.

 

Produtora rural - Ana Maria: É muito bom você saber que está produzindo para a família, para os vizinhos, para os conhecidos uma coisa que você sabe que vai vender, que não vai causar nenhum tipo de problema e até mesmo para as crianças não só da minha comunidade como de estado e outras crianças, né?

 

Repórter Natália Melo: No início deste ano o valor repassado aos estados e municípios ganhou um reajuste, fazendo com que o orçamento para a Pnae em 2017 seja de mais de R$4 bilhões. Reportagem, Natália Melo.

 

Gabriela: E se garante a venda dos produtos da agricultura familiar lá no campo, o pequeno produtor também se beneficia de outras políticas para produzir ainda mais.

 

Nasi: É que o campo está se modernizando e alguns programas do governo ajudam na aquisição de máquinas e equipamentos.

 

Gabriela: Então, vamos conhecer mais sobre o Programa Mais Alimentos, que na última safra foi responsável pelo financiamento de quase metade dos tratores do país.

 

Repórter Nathália Koslyk: Modernizar a produção no campo com mais qualidade de vida, é o que pretende o Programa Mais Alimentos, uma nas linhas do Pronaf, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar. Por meio dessa política pública o agricultor tem acesso a máquinas e equipamentos agrícolas, a condições de crédito diferenciados do que se encontra do mercado. Como explica Guilherme Martinelli, diretor do Mais Alimentos.

 

Diretor do Mais Alimentos - Guilherme Martinelli: A gente vai ter juros que variam de 2,5% a 5,5% ao ano. Então, é um juro muito diferenciado com relação a que você vai encontrar no juro comercial aí no mercado. E, além disso, existe um período de carência, quer dizer que ele vai ter o benefício de acesso ao crédito e já vai conseguir, vamos dizer assim, pagar o produto com utilização dele mesmo.

 

Repórter Nathália Koslyk: André Luiz Valenga, de 30 anos, é produtor de hortaliças e cereais numa chácara quanto tempo São José dos Pinhais, no Paraná. Há algum tempo ele adquiriu um trator pelo Programa Mais Alimentos e desde então conseguiu ampliar a produção em cerca de 20%.

 

Produtor de hortaliças e cereais - André Luiz Valenga: Eu consegui ampliar bastante a produção e não aumentou muito o custo de produção porque eu não tenho juros em cima disso, né? Nossa, a gente consegue fazer muito serviço, né? Porque trabalhar para pagar um juro absurdo que está por fora, daí é complicado, né?

 

Repórter Nathália Koslyk: No último ano, cerca de 40% dos financiamentos de tratores do país foi feito pelo Mais Alimentos. Para o diretor do programa, Guilherme Martinelli, esse número afirma a efetividade dessa política pública direto na ponta.

 

Diretor do Mais Alimentos - Guilherme Martinelli: Deixa a gente muito feliz e satisfeito, primeiro, porque a gente atesta aí que o programa funcione, que a política está sendo efetiva, segundo que a gente garante, novamente, o agricultor familiar está tendo acesso a produto de qualidade que que vá atender a sua demanda.

 

Repórter Nathália Koslyk: Ainda de acordo com o diretor do programa, a taxa de inadimplência é de menos de 1%, o que mostra o comprometimento e a seriedade do trabalhador rural. Reportagem, Nathália Koslyk.

 

Gabriela: 19h22 em Brasília.

 

Nasi: Famílias com filhos entre 12 e 29 anos e que moram no Rio de Janeiro e já recebem o Bolsa Família vão contar com um benefício extra.

 

Gabriela: É que uma das frentes para combater a violência no estado é ampliar o Bolsa Família para jovens e adolescentes que façam alguma atividade no contraturno da escola.

 

Nasi: O Ministério do Desenvolvimento Social anunciou a novidade, que vai atender mais de 50 mil famílias cariocas.

 

Repórter Juline Pogorzelski: A medida faz parte do plano de segurança do Rio de Janeiro, que busca devolver a cidadania às famílias que vivem em áreas dominadas pelo crime organizado na capital fluminense e na região metropolitana. O coordenador das ações sociais do Plano de Segurança, o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, explicou que o governo também vai oferecer atividades como a capacitação profissional de jovens na área de tecnologia da informação, além de afastar as crianças do mundo das drogas por meio de práticas desportivas em 27 unidades das Forças Armadas, com o programa Forças no Esporte. Terra destacou ainda que a inclusão das famílias no Cadastro Único para programas sociais do Governo Federal deve ser imediatamente após a pacificação nas áreas dominadas pelo crime.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Osmar Terra: À medida que for sendo pacificada essas áreas, a gente retomar rapidamente o cadastro, localizar essas famílias, cadastrar esses jovens. Precisa mostrar para esses jovens que tem um outro mundo que é possível, né? Não só o mundo, às vezes, que eles ficam prisioneiros no crime organizado.

 

Repórter Juline Pogorzelski: Entre as ações do Plano de Segurança do Rio de Janeiro estão também previstos trabalhos nas áreas de saúde e de assistência social para o tratamento de dependentes químicos. O secretário da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro, Christino Auro, exaltou a ação social.

 

Secretário da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro - Christino Auro: Porque não tem sentido nós fazermos uma ação desse porte em comunidades que são tradicionalmente dominadas pelo tráfico de drogas e não ter uma resposta na recuperação de dependentes.

 

Repórter Juline Pogorzelski: O Plano de Segurança do Rio de Janeiro integra ações de assistência social, educação, saúde, esporte, turismo e cultura. Reportagem, Juline Pogorzelski.

 

Gabriela: Essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Gabriela: Uma boa noite para você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".