14 de dezembro de 2018 - Poder Executivo

Destaques da Voz do Brasil: País lança ao mar primeiro submarino de fabricação nacional. O Riachuelo vai reforçar a proteção do litoral brasileiro. E presidente Michel Temer destaca avanço na política de defesa e o desenvolvimento de novas tecnologias. Profissionais formados no exterior ganham mais prazo para se inscrever no Mais Médicos. E Ministério da Saúde amplia prazo para médicos já inscritos se apresentarem aos municípios. Assinada Base Comum Curricular do Ensino Médio. Lei Rouanet já injetou quase R$ 50 bi na economia do país.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

 

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

 

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

 

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

 

 

Gabriela: Sexta-feira, 14 de dezembro de 2018.

 

 

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Brasil lança ao mar o primeiro submarino de fabricação nacional.

 

 

 

Gabriela: O Riachuelo vai reforçar a proteção do litoral brasileiro.

 

 

 

Nasi: E presidente Michel Temer destaca avanço da política de defesa e o desenvolvimento de novas tecnologias.

 

 

 

Presidente Michel Temer: Estamos dando prova da excelência de nossa indústria naval. Estamos mostrando que juntos, os brasileiros, somos capazes de superar qualquer desafio.

 

 

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil.

 

 

 

Nasi: Profissionais formados no exterior ganham mais prazo paro se inscrever no Mais Médicos.

 

 

 

Gabriela: E Ministério da Saúde amplia prazo para médicos já inscritos se apresentarem aos municípios.

 

 

 

Nasi: Assinada a Base Comum Curricular do Ensino Médio. Pablo Mundim.

 

 

 

Repórter Pablo Mundim: O ensino médio no Brasil vai ter mais aulas e com conteúdo mais vai voltado para a formação profissional do esse aluno.

 

 

 

Gabriela: Lei Rouanet neta já injetou quase R$ 50 bilhões na economia do país. Graziela Mendonça.

 

 

 

Repórter Graziela Mendonça: Mais de 53 mil projetos culturais já receberam o apoio da Lei Rouanet, que, além de garantir a acesso à cultura, também gera renda para o país.

 

 

 

Nasi: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

 

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br .

 

 

 

Nasi: O primeiro submarino construído no Brasil foi lançado hoje ao mar.

 

 

 

Gabriela: O Riachuelo, que terá base do Complexo Naval de Itaguaí, no Rio de Janeiro, vai patrulhar a costa brasileira.

 

 

 

Nasi: E outros quatro submarinos estão em processo de construção no país, um deles com tecnologia nuclear.

 

 

 

Repórter Gabriela Noronha: Um dia histórico para o Brasil, a primeira dama e madrinha do submarino esse S-40 Riachuelo, Marcela Temer, batizou o gigante de aço de mais de 2 mil toneladas e 75 metros de cumprimento.

 

 

 

Primeira dama Marcela Temer: Eu te batizo Submarino Riachuelo, que Deus abençoe este submarino e todos os marinheiros que aqui navegarem.

 

 

 

Repórter Gabriela Noronha: Primeiro submarino de fabricação nacional, o Riachuelo é resultado do programa de desenvolvimento de submarinos iniciado em 2008. O presidente Michel Temer disse que o objetivo não é ameaçar outros países e sim defender a costa brasileira.

 

 

 

Presidente Michel Temer: O Brasil constrói seu submarino não para ameaçar quem quer que seja, não para perturbar a tranquilidade das águas internacionais, o Brasil constrói seus submarinos porque o país com mais de 7 mil quilômetros de costa não pode prescindir de instrumentos para a defesa de sua soberania de suas riquezas marinhas.

 

 

 

Repórter Gabriela Noronha: O presidente Michel Temer, o presidente eleito Jair Bolsonaro e o comandante da Marinha, almirante Leal Ferreira, acionaram juntos o mecanismo que, aos poucos, foi descendo o Riachuelo até tocar o mar. Imponente, tudo no Riachuelo é grandioso. Com capacidade para transportar 35 marinheiros em viagens que podem durar até mais 70 dias seguidos, o submarino comporta torpedos e mísseis, e podem lançar minas navais no caminho de embarcações. Também tem a capacidade para desaparecer o litoral do país e reaparecer em qualquer lugar do planeta sem chamar atenção. De acordo com o ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, o submarino será usado do patrulhamento do litoral brasileiro, também chamado de Amazônia Azul.

 

 

 

Ministro da Defesa - Joaquim Silva e Luna: É uma região que guarda uma patrimônio de valor inestimável, é claro que o Brasil busca explorar protegendo-o e sabendo que precisa preservá lo para as próximas gerações, é nosso dever zelar esse tesouro, mas temos que nos lançar a mar.

 

 

 

Repórter Gabriela Noronha: Além do Riachuelo, outros quatro submarinos serão construídos. O quinto equipamento deverá ser movido a energia nuclear com prazo de conclusão até 2029. O programa já investiu R$ 17 bilhões, e até o final do projeto será investido um total R$ 35 bilhões. O submarino Riachuelo foi construído com o apoio da indústria francesa, como explica o almirante de esquadra Eduardo Bacelar, comandante da Marinha.

 

 

 

Comandante da Marinha - almirante de esquadra Eduardo Bacelar: A parceria franco-brasileira permitiu nos colocar em prática um vasto programa da nacionalização, que implicou na criação de ampla cadeia logística e em rica formação e treinamento.

 

 

 

Repórter Gabriela Noronha: A triplicação do Riachuelo está em treinamento desde outubro. Antes de operações mais avançadas, ele passará por dois anos em provas no mar. A escolha de Itaguaí, município do Rio de Janeiro com quase 126 mil habitantes, para a localização do complexo naval, responde a uma posição geográfica estratégica. A região na costa brasileira facilita os deslocamentos de patrulha, permitindo uma cobertura de defesa de Norte a Sul do país. De Itaguaí, Rio de Janeiro, Gabriela Noronha.

 

 

 

Gabriela: O presidente Michel Temer assinou, nesta sexta feira, o decreto de extradição do italiano Cesare Battisti.

 

 

 

Nasi: Nós vamos conversar agora, com o repórter Pablo Mundim, que está no Palácio do Planalto e tem outras informações, ao vivo. Boa noite, Pablo.

 

 

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Boa noite, Nasi, Gabriela, e, principalmente a você ouvinte da Voz do Brasil. O decreto de extradição do italiano Cesare Battisti, assinado agora há pouco pelo presidente Michel Temer, deve ser publicado ainda hoje em edição extra no Dário Oficial. Condenado a prisão perpétua por quatro homicídios na Itália na década de 1970, Battisti passou 30 anos como fugitivo, e em 2007 foi detido no Brasil. Na época, o governo italiano pediu a extradição de Cesare Battisti, que foi aprovado pelo Supremo Tribunal Federal em 2009, mas ele permaneceu no país após o governo brasileiro negar a extradição em 2010. Ontem, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, mandou prender o italiano atendendo a um pedido da Interpol, a Organização Internacional de Polícia Criminal, que o acusa de ter cometido os crimes de evasão divisas e lavagem [falha no áudio]. A Polícia Federal atua nas buscas ao italiano em conjunto com Interpol. Ao vivo, de Brasília, Pablo Mundim.

 

 

 

Gabriela: Eucalipto, pinus, algumas espécies de árvores em que a madeira é usada para fins comerciais e que também ajudam a preservar o meio ambiente.

 

 

 

Nasi: O plantio delas já ocupa cerca de um 1% de todo o território do Brasil.

 

 

 

Gabriela: É, Nasi, isso equivale a uma área do tamanho do estado de Pernambuco.

 

 

 

Nasi: E um plano do governo quer estimular essas atividades gerando mais empregos e renda.

 

 

 

Repórter Graziela Mendonça: Papel, painéis de madeira, essências e perfumes, carvão vegetal, são vários os itens que podem ser produzidos a partir do eucalipto. Essa árvore é a principal espécie plantada no Brasil para fins comerciais. São as chamadas florestas plantadas, que hoje ocupam 1% de território brasileiro. Luiz Ramires Junior é produtor de eucalipto no Mato Grosso do Sul e vende a matéria prima para vários fins.

 

 

 

Produtor de eucalipto - Luiz Ramires Junior: Principal finalidade é a madeira para a produção de celulose. Nós temos também um pouco de madeira para produção de carvão vegetal para a indústria siderúrgica, e o pinus que também atende o mercado local de madeira para embalagem, forro.

 

Repórter Graziela Mendonça: As florestas plantadas já representam cerca de 10 milhões de hectares de área cultivada, com uma produção de mais de R$ 18 bilhões. E para expandir o setor, o governo lançou o Plano Nacional de Florestas Plantadas, que prevê ações para os próximos dez anos. O objetivo é aumentar a área cultivada em 20%. O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Wilson Vaz, detalha os eixos do plano.

 

 

 

Secretário de Política Agrícola - Wilson Vaz: Cadastramento de toda essa atividade, financiamentos seja com recursos controlados ou recursos do próprio mercado, repasse de tecnologia. Enfim, é um conjunto de ações que atacam desde a parte da produção até o processo de comercialização, exportação, beneficiamento.

 

 

 

Repórter Graziela Mendonça: As florestas plantadas também beneficiam o meio ambiente, isso porque melhoram a qualidade do solo e do ar. Quem planta florestas, inclusive, pode acessar as linhas do crédito do plano ABC do Governo Federal, que incentiva a agricultura de baixo carbono, um modelo com ações como a recuperação de áreas de degradadas. É o caso de João Batista, produtor do município de Lajeado, Tocantins. Ano passado ele pegou cerca de R$ 800 mil pelo ABC e conta que ousou o dinheiro para ampliar sua produção de eucalipto.

 

 

 

Produtor - João Batista: Estou plantando eucalipto e plantar também pastagem no meio do eucalipto. Eu acho que é plano muito bom porque é um plano de baixo carbono, né, e o Brasil está precisando disso aí. Todos que plantaram estão muito satisfeitos.

 

 

 

Repórter Graziela Mendonça: Para a gerente de Assuntos Florestais da Indústria Brasileira de Árvores, Natália Canova, com o Plano Nacional de Florestas Plantadas, o setor deve ganhar ainda mais força.

 

 

 

Gerente de Assuntos Florestais da Indústria Brasileira de Árvores - Natália Canova: A ideia é que ele consiga alavancar não só a competitividade desse setor, né? Mas que ele consiga ser uma maneira de promover esse setor não só nacionalmente, como internacionalmente. Ele tem uma visão de futuro para 2030, para criar um ambiente de negócio mais favorável, com segurança jurídica para os investimentos de florestas plantadas no Brasil.

 

 

 

Repórter Graziela Mendonça: No ano passado, o setor de florestas plantadas respondeu por 10% das exportações do agronegócio, atrás apenas dos complexos soja, carnes, açúcar e álcool. Reportagem, Graziela Mendonça.

 

 

 

Gabriela: Tornar mais simples os processos de registros de produtos agropecuários.

 

 

 

Nasi: E sem interferência na escolha dos responsáveis pela inspeção do alimentos e produtos de origem animal e vegetal.

 

 

 

Gabriela: Algumas das mudanças que foram implementadas pelo Ministério da Agricultura nos últimos dois anos.

 

 

 

Nasi: O resultado, segundo o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, foi uma melhora nos índices do setor, como o recorde em exportações.

 

 

 

Repórter Luana Karen: O Brasil vai fechar o ano com resultado recorde da exportação de produtos do agronegócio com mais de US$ 100 bilhões. O recorde anterior foi registrado em 2013, quando o Brasil alcançou a marca de US$ 99 bilhões em exportações do agro. O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, destacou medidas tomadas nos últimos dois anos e meio, que trouxeram mais eficiência para o setor.

 

Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Blairo Maggi: Um programa de desburocratização bastante forte de mudança de legislação, mudanças de regras, readequando para o momento que nós vivemos, que tinham coisas muito antigas na área de registro, demos uma performance muito grande no número real. Só esse ano 409 registros foram colocados na praça de registro de produtos agroquímicos necessários para a agricultura.

 

 

 

Repórter Luana Karen: Em outra frente, os contratos do ministério foram revisados, e com a economia gerada pela redução de gastos foi possível, por exemplo, comprar novos veículos para a defesa agropecuária. Outro ponto destacado no balanço à imprensa pelo ministro Blairo Maggi, foi o fim das interferências políticas nos sistemas de inspeção federal. A medida veio após operações da Polícia Federal revelarem fraudes na liberação carne e frango para venda.

 

 

 

Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Blairo Maggi: Com o advento da Carne Fraca e também da Trapaça, que foram operações grandes ficou muito evidenciado que tínhamos aí brechas para ter essa interferência. Então, nós criamos um novo sistema, verticalizamos a essa atividade e ela saiu, então, do controle ou da influência dos superintendentes estaduais e que também eles, a ministra Kátia já havia deixado um decreto, onde prevê que todos os nossos superintendentes devam ser de carreira do ministério.

 

 

 

Repórter Luana Karen: Entre os resultados das medidas adotadas pelo Ministério da Agricultura nos últimos dois anos e meio está a abertura de mais mercados para o agronegócio brasileiro. Ao todo, 78 produtos começaram a ser vendidos para 30 novos países. Reportagem, Luana Karen.

 

 

 

Gabriela: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

 

 

Nasi: Assinada a nova Base Curricular do Ensino Médio, que unifica os conteúdos de todos os colégios do país.

 

 

 

Gabriela: Agricultores familiares têm a oportunidade de aumentar a renda e garantir a venda da produção por meio do PAA, o Programa de Aquisição de Alimentos.

 

 

 

Nasi: Órgãos do governo em 13 estados estão com chamadas públicas abertas para a compra de alimentos como frutas, legumes, carnes e ovos.

 

 

 

Repórter Roberto Rodrigues: Unidades do Exército e da Aeronáutica nos estados do Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, além do Instituto Federal de Ciência e Educação e Tecnologia de São Paulo e do Grupo Hospitalar Conceição, do Rio Grande do Sul, estão com chamadas públicas abertas para aquisição de alimentos produzidos pelos agricultores familiares. Ao todo, essas instituições vão investir mais de R$ 4 milhões e os processos de compra integram o Programa de Aquisição de Alimentos, o PAA, compra institucional, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social. Serão obtidos itens como: legumes, frutas, feijão, temperos, poupas de frutas, queijos, bebidas lácteas, carnes e ovos, tudo produzido por agricultores familiares, cooperativas e associações da agricultura familiar. A coordenadora-geral de Aquisição e Distribuição de Alimentos do MDS, Hetel Santos, explica como os interessados podem participar.

 

 

 

Coordenadora-geral de Aquisição e Distribuição de Alimentos do MDS - Hetel Santos: Essas aquisições de alimentos nos territórios das Forças Armadas nos editais que estão abertos neste momento, eles fomentam a economia local, a diversidade de alimentos, a produção de alimento territorial vindo da agricultura familiar. Então, neste momento, para a gente é muito que a agricultura familiar e os empreendimentos da agricultura familiar conheçam os editais, saibam que existem editais abertos agora.

 

 

 

Repórter Roberto Rodrigues: A legislação determina que pelo menos 30% dos alimentos adquiridos para abastecer órgãos federais venham da agricultura familiar e cada agricultor pode vender até R$ 20 mil anualmente por órgão comprador. Já para as cooperativas ou associações, o limite é de R$ 6 milhões por ano por órgão comprador. O prazo para o envio das propostas termina em diferentes datas. Para acompanhar os editais, é só acessar o portal de compras da agricultura familiar no endereço: www.comprasagriculturafamiliar.gov.br . Reportagem, Roberto Rodrigues.

 

 

 

Gabriela: A Lei Rouanet de incentivo à cultura também gera renda para o país.

 

 

 

Nasi: Em 27 anos, a lei injetou cerca de R$ 50 bilhões na economia brasileira.

 

 

 

Gabriela: E mais de 50 mil projetos culturais receberam recursos de patrocinadores. Vamos conhecer um deles.

 

 

 

Repórter Graziela Mendonça: Há dez anos, a Orquestra Sinfônica de Lages, em Santa Catarina, enche a cidade de música, são concertos, espetáculos, aulas e oficinas, tudo de graça para a população. Mas isso só é possível pelo apoio da Lei Rouanet de incentivo à cultura. A presidente da orquestra, Layla Campos, conta que esses recursos garantem a continuidade do trabalho.

 

 

 

Presidente da Orquestra Sinfônica de Lages - Layla Campos: Somos mantidos há mais de três edições já com a Lei Rouanet e estamos fazendo uma diferença no município e na região, né? Então, a Lei Rouanet nos ajuda que o professor possa tanto dar aulas gratuitamente para as pessoas, porque ele é remunerado pela lei, e fazer as pessoas terem acesso às salas de concerto.

 

 

 

Repórter Graziela Mendonça: Assim como a orquestra sinfônica, mais de 53 mil projetos culturais já receberam o apoio da Lei Rouanet, que além de garantir o acesso à cultura, também gera renda para o país. Um estudo divulgado nessa sexta feira mostrou que a cada 1 real investido por patrocinadores, R$ 1,59 retornam para a sociedade. Desde a sua criação, em 1991, a Lei Rouanet já injetou cerca de R$ 50 bilhões na economia brasileira, e todo mundo ganha com isso, de acordo do ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.

 

 

 

Ministro da Cultura - Sérgio Sá Leitão: Esse estudo mostrou que a lei federal é um instrumento de promoção de desenvolvimento econômico e social com alto impacto na geração de renda, emprego e inclusão. Trata se de um mecanismo que beneficia não apenas os artistas e os produtores culturais, mas também o conjunto da população e o próprio país.

 

 

 

Repórter Graziela Mendonça: Ainda de acordo com o estudo encomendado pelo Ministério da Cultura, as áreas que movimentam mais recursos são artes cênicas, patrimônio cultural e música. A presidente da orquestra de Lages, por exemplo, conta que todas as pessoas envolvidas nos espetáculos e oficinas são da própria cidade, o que ajuda a desenvolver o município.

 

 

 

Presidente da Orquestra Sinfônica de Lages - Layla Campos: Quando a gente monta um concerto, tudo o que é gasto naquele espetáculo, são pessoas da cidade que a gente pega para gastar, nós não trazemos ninguém de fora. Então, nós temos, nós movimentamos a economia, nós movimentamos o turismo também na nossa cidade, né?

 

 

 

Repórter Graziela Mendonça: A Lei Rouanet é o principal instrumento de apoio à cultura no Brasil. Os recursos vêm da própria sociedade civil, são pessoas físicas e empresas que decidem patrocinar os projetos em troca do abatimento de impostos. Reportagem, Graziela Mendonça.

 

 

 

Nasi: Quem vai trabalhar com tecnologia, fazer programação de sites precisa saber matemática a fundo, mas não precisa entender tanto assim de biologia.

 

 

 

 

 

Gabriela: Já para quem pretende ser técnico enfermagem ou médico, esse conhecimento é fundamental.

 

 

 

Nasi: Pois é, Gabriela, adequar os currículos do Ensino Médio ao perfil dos alunos, e, com isso, evitar a evasão escolar é um dos objetivos da Base Nacional Comum Curricular que foi assinada hoje pelo Ministério da Educação.

 

 

 

Repórter Pablo Mundim: O Ensino Médio no Brasil vai ter mais aulas e com conteúdo mais voltado para a formação profissional do aluno. A Base Nacional Comum Curricular, BNCC, para o Ensino Médio, que foi homologada hoje pelo Ministério da Educação, torna obrigatórias apenas as disciplinas de matemática e português nos três anos do Ensino Médio. As demais disciplinas serão ensinadas por meio de itinerários formativos, nos quais os alunos vão poder se dedicar às áreas de tecnologias, ciências da natureza ou humanas, que ajudem na formação profissional. A escolha dessas áreas de conhecimento será do próprio aluno. Segundo a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Kátia Smole, a nova base curricular vai garantir oportunidades iguais a estudantes de todo o país.

 

 

 

Secretária de Educação Básica do Ministério da Educação - Kátia Smole: Nós estamos fazendo uma outra escola, para uma outra juventude, para um outro tempo, e isso vai envolver e exigir muita criatividade e muito empenho para que nós possamos fazer com que as coisas andem, andem bem e garantam que, independentemente do endereço da escola onde qualquer aluno brasileiro estude, estejamos nós garantindo uma educação de qualidade para todos os nossos jovens, para todas as nossas crianças.

 

 

 

Repórter Pablo Mundim: As escolas terão um ano para fazer o cronograma de implementação da BNCC e um ano para implementar efetivamente a nova base nos currículos. Após a implementação, o documento será revisto a cada três anos. Para o ministro da Educação, Rossieli Soares, a nova fase do BNCC é fundamental.

 

 

 

Ministro da Educação - Rossieli Soares: A etapa que vem agora para o Ensino Médio é uma etapa muito importante de discussão com as escolas, com os professores, da construção dos currículos, que é discutir com a comunidade como deve ser a escola, quais são os caminhos, as escolhas que devem ter dentro da escola, que é justamente para que os estados, junto com os seus professores, discutam a construção curricular.

 

 

 

Repórter Pablo Mundim: A Base Nacional Comum Curricular servirá de orientação e elaboração dos currículos das redes municipais, estaduais e federal de ensino, tanto nas escolas públicas quanto nas particulares. O Ministério da Educação ainda vai adequar ao novo Ensino Médio os livros didáticos, a formação de professores e o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem. Reportagem, Pablo Mundim.

 

 

 

Gabriela: O Ministério da Saúde prorrogou as inscrições de brasileiros e estrangeiros formados no exterior para a participação no Programa Mais Médicos.

 

 

 

Nasi: Agora os candidatos vão ter até o próximo domingo, dia 16, para enviarem a documentação.

 

 

 

Gabriela: E também foi ampliado o prazo para médicos já inscritos se apresentarem aos municípios.

 

 

 

Repórter Ricardo Ferraz: Leonardo Gonçalves é o mais novo integrante da equipe da Unidade Básica de Saúde do Parque Boturussu, na zona leste de São Paulo. Ele ingressou no Programa Mais Médicos assim que soube da abertura das inscrições no mês passado. Mesmo morando na região central da cidade, Leonardo não viu problemas em trabalhar na periferia.

 

 

 

Médico - Leonardo Gonçalves: Como eu pego contra fluxo, não tem empecilho nenhum, meia hora, que é a distância normal, sem trânsito.

 

 

 

Repórter Ricardo Ferraz: No total, o Ministério da Saúde abriu mais de 8,5 mil vagas para substituir profissionais cubanos que deixaram o país. Segundo o ministério, quase todas já foram preenchidas, mas por um problema no site algumas inscrições não conseguiram ser completadas, e, por isso, agora os candidatos até o próximo domingo, dia 16, para enviarem a documentação necessária. Já o prazo para médicos formados no Brasil se apresentarem aos municípios também foi alterado para o dia 18 de dezembro. Marcelo Mello, secretário de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde do Ministério da Saúde, diz estar confiante que o edital em vigor dará conta de substituir todos os profissionais que deixaram o programa.

 

 

 

Secretário de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde do Ministério da Saúde - Marcelo Mello: Então, nós temos hoje 8.532 médicos e médicas interessados em até agora 380 vagas. Então, o que nos faz acreditar que não será necessário mais um outro edital, que até o final desse ano nós estaremos com todas as vagas preenchidas.

 

 

 

Repórter Ricardo Ferraz: Na Unidade Básica do Parque Boturussu, em São Paulo, os três médicos cubanos já foram substituídos. A costureira Ana Maria Fernandes, portadora de diabetes, que sofre com problemas na vesícula, fez uma consulta com um dos novos médicos da unidade e ficou contente por seguir com o tratamento.

 

 

 

Costureira - Ana Maria Fernandes: Ficar sem médico é que não dá, né? Acho que todo mundo paga seu imposto direitinho, né?

 

 

 

Repórter Ricardo Ferraz: Pelo cronograma do ministério, os médicos que ingressarem no programa devem indicar o município que pretendem trabalhar até o dia 4 de janeiro do ano que vem. Reportagem, Ricardo Ferraz.

 

 

 

Nasi: E nas nossas redes sociais, nós recebemos uma pergunta sobre esse tema.

 

 

 

Gabriela: O internauta Aldo Arrais relatou que médicos não estavam conseguindo se inscrever por problemas na página do programa.

 

 

 

Nasi: O secretário de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Marcelo Mello, explica que esse foi mesmo um dos motivos para prorrogar as inscrições.

 

 

 

Secretário de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde do Ministério da Saúde - Marcelo Mello: O número é muito grande de acessos ao mesmo tempo, acaba tendo uma dificuldade, mas para que não houvesse realmente prejuízo, eu volto a dizer, é que o Ministério da Saúde iria encerrar hoje as inscrições para esses médicos, nós prorrogamos mais dois dias, até porque aí é final da semana, ele pode ter um tempo a mais para estar na frente do computador, e, com tranquilidade, fazer o envio dos seus documentos para o Ministério da Saúde.

 

 

 

Gabriela: E essas foram as notícias do governo federal.

 

 

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

 

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

 

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite e um bom fim de semana.

 

 

 

Gabriela: Uma boa noite para você e até segunda.

 

 

 

"Brasil, ordem e progresso".