14 de setembro de 2017

Destaques da Voz do Brasil: Presidente Michel Temer anuncia construção de ponte sobre o Rio Araguaia, entre Tocantins e o Pará, e afirma: obra vai integrar região Norte com todo o país. Brasileiros vão receber por celular alertas de perigo sobre inundações, alagamentos, temporais ou possibilidade deslizamentos de terra. Governo cria canal para informar quais produtos precisam de recall, aquele processo de troca ou conserto de um item com defeito.

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Transcrição


A Voz do Brasil - 14/09/2017

 

 

Apresentador Luciano Seixas: Em Brasília, 19 horas.

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje."

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.


Luciano: Boa noite pra você que nos acompanha aí em todo o país.

 

Gabriela: Quinta-feira, 14 de setembro de 2017.

 

Luciano: E vamos ao destaque do dia. Geração de empregos, incentivo ao turismo e benefícios para a agricultura.

 

Gabriela: Presidente Michel Temer anuncia construção de ponte sobre o Rio Araguaia, entre o Tocantins e o Pará, e afirma: Obra vai integrar região norte com todo o país.

 

Presidente Michel Temer: Mas mais do que integrar os dois estados é fazer uma ponte para o país, porque esta ponte fará, digamos, com maior tranquilidade, com maior fluidez, toda a produção de um lado para o outro, portanto não apenas para Tocantins e o Pará, mas para todo o Brasil.

 

Luciano: E você também vai ouvir hoje na Voz do Brasil.

 

Gabriela: Uma mensagem que pode salvar vidas.

 

Luciano: Brasileiros vão receber por celular alertas de perigo sobre inundações, alagamentos, temporais ou possibilidade de deslizamentos de terra.

 

Gabriela: Governo cria canal para informar quais produtos precisam de recall, aquele processo de troca ou conserto de um item com defeito. Nei Pereira.

 

Repórter Nei Pereira: A partir de agora, uma página na internet feita pelo Ministério da Justiça é uma nova forma de divulgação para o consumidor.

 

Luciano: Hoje, na apresentação, Gabriela Mendes e Luciano Seixas.

 

Gabriela: E para assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Luciano: O Rio Araguaia, no norte do Brasil, vai ganhar uma nova travessia. Uma ponte vai ligar os estados de Tocantins e Pará.

 

Gabriela: A ponte, na BR - 153, vai substituir uma travessia que era feita por balsas. Além de facilitar o trânsito de moradores, também vai ajudar no escoamento da produção agrícola da região.

 

Luciano: A ordem de serviço foi assinada hoje pelo presidente Michel Temer. Ao lado de autoridades e moradores da região, ele participou de dois eventos: um em Xambioá, do lado do Tocantins, e outro em São Geraldo do Araguaia, no Pará.

 

Gabriela: Nós acompanhamos as cerimônias e conversamos com moradores e autoridades das duas cidades pra saber a opinião deles sobre a novidade.

 

Repórter Luana Karen: Há 18 anos, de segunda a sexta, a professora Sonia Evangelista faz a travessia do Rio Araguaia de Balsa. Ela mora em Xambioá, no Tocantins, e dá aula em São Geraldo do Araguaia, no Pará. A notícia da ponte que vai ligar as duas cidades animou a professora.

 

Professora - Sonia Evangelista: O acesso vai melhorar, né? Vai acabar essas filas, de estar esperando por balsa, vai melhorar para o transporte, sim.

 

Repórter Luana Karen: Localizada no norte do Tocantins, Xambioá tem cerca de 12 mil habitantes, que vivem em grande maioria da pecuária. A economia da cidade também deve ganhar novo fôlego durante e depois da construção. É o que espera a prefeita Patrícia Eveline.

 

Prefeita de Xambioá - Patrícia Eveline: Vai ter muita, muita gente trabalhando, vai melhorar o comércio local, então vai ser bem positivo a vinda dessa ponte, a construção dessa ponte.

 

Repórter Luana Karen: A ponte terá 1,7 quilômetros de extensão e vai custar R$ 132 milhões. Com a ordem de serviço assinada, a obra começa em janeiro de 2018 e deve ficar pronta em três anos. A interligação vai beneficiar diretamente 1,5 milhão de pessoas do norte do Tocantins e sudeste do Pará, e gerar empregos na região. É o que afirma o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil Maurício Quintella Lessa.

 

Ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil - Maurício Quintella Lessa: A retomada do emprego depende muito das obras de infraestrutura. E essa é uma grande oportunidade pra aquelas pessoas que moram aqui em Xambioá, São Geraldo, toda essa região do Tocantins e do Pará. E não só contrate homens, contrate também as mulheres.

 

Repórter Luana Karen: Por dia, cerca de 500 pessoas e 150 veículos atravessam de balsa o Araguaia. A repórter Gabriela Noronha acompanhou a movimentação com o anúncio da obra na cidade vizinha, São Geraldo do Araguaia, do outro lado da ponte. É com você, Gabriela.

 

Repórter Gabriela Noronha: Luana, eu estou aqui em São Geraldo do Araguaia, cidade do sudeste do Pará, que tem quase 30 mil habitantes e fica do outro lado do rio. Assim como em Xambioá, a população daqui também está animada com a notícia. O radialista Marcelo Belchior mora na região há 14 anos e acredita que a construção da ponte vai trazer desenvolvimento econômico para a região.

 

Radialista - Marcelo Belchior: Em pleno século XXI você ainda depender de uma travessia de uma balsa aqui nesse rio Araguaia, que é um dos maiores rios do Brasil, a gente estava precisando mesmo que isso viesse acontecer.

 

Repórter Gabriela Noronha: Atualmente, as principais fontes de renda de São Geraldo do Araguaia são a pecuária e a agricultura. Para o prefeito da cidade, Edilson Pereira de Carvalho, a obra vai gerar emprego e incentivar o turismo.

 

Prefeito de São Geraldo do Araguaia - Edilson Pereira de Carvalho: Muitas pessoas às vezes deixam de vir a São Geraldo devido à travessia da balsa, que se perde muito tempo, além de ser caro. Com a ponte, nós vamos atrair muitos turistas pra São Geraldo.

 

Repórter Gabriela Noronha: Após a assinatura da ordem de serviço da ponte em Xambioá, o presidente Michel Temer fez questão de atravessar o Rio Araguaia. Ele participou de uma cerimônia que contou com a população local e também com autoridades, como parlamentares, ministros e o prefeito de São Geraldo do Araguaia. Temer ressaltou a importância da obra para integração das cidades.

 

Presidente Michel Temer: Mas mais do que integrar os dois estados é fazer uma ponte para o país, porque esta ponte fará, digamos, com maior tranquilidade, com maior fluidez, toda a produção de um lado para o outro, portanto não apenas para Tocantins e o Pará, mas para todo o Brasil.

 

Repórter Gabriela Noronha: Também presente no evento, o ministro da Integração Nacional, Hélder Barbalho, falou sobre o papel do governo no desenvolvimento das regiões brasileiras.

 

Ministro da Integração Nacional - Hélder Barbalho: Para desenvolver cada região, é fundamental investimentos em infraestrutura. É fundamental que esta infraestrutura possa permitir o escoamento da produção, possa permitir que as pessoas que trafegam nas rodovias, nas pontes, possam ter segurança. Que nós possamos, com tudo isso, aquecer a economia e gerar oportunidade de emprego para nossa gente.

 

Repórter Gabriela Noronha: A ponte vai ligar a BR - 153. A Rodovia Transbrasiliana, como é conhecida, é fundamental para o escoamento da produção da região, que engloba os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, chamada de Matopiba. Na região, são cerca de 320 mil estabelecimentos agrícolas, distribuídos em quase 340 municípios. E foi responsável por mais de 9% da safra de grãos 2014/2015. Reportagem, Luana Karen e Gabriela Noronha.

 

Luciano: E o presidente Michel Temer lembrou que o governo vem adotando medidas para incentivar o consumo.

 

Gabriela: Citou como exemplo a liberação do saque das contas inativas do FGTS, que injetaram R$ 44 bilhões na economia.

 

Luciano: E que as mudanças na liberação do saldo das contas do PIS/Pasep, anunciadas no mês passado, também vão movimentar a economia brasileira.

 

Presidente Michel Temer: Vejam o caso do PIS/Pasep. As pessoas vão acumulando na sua conta e só podem retirá-la quando fazem 70 anos de idade, homens e mulheres. Recentemente, nós editamos uma medida provisória, reduzindo a idade. O homem, quando atinge 65 pode sacar, e a mulher, quando atinge 62 pode sacar a conta. Sabe quanto virá para a economia brasileira? Mais de R$ 17 bilhões a partir desse mês. São medidas singelas, mas que vão dando uma produtividade extraordinária ao estado brasileiro.

 

Gabriela: E o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que o Brasil pode atingir crescimento de no mínimo 3,5% ao ano, após a aprovação de reformas, como a da Previdência.

 

Luciano: Segundo Meirelles, o país já saiu da recessão e, a partir de agora, vai apresentar taxas positivas de crescimento econômico.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: A previsão de crescimento pra 2018 está ao redor de 2%, já existem economistas que já chegam a mais de 3% para 2018. Agora o que eu disse é o seguinte: Aprovada a reforma da Previdência, com teto de gastos, com toda a agenda de reformas microeconômicas aprovadas até o final do ano que vem, nós teremos pelas próximas décadas a possibilidade de estar crescendo aí numa faixa de 3,5% em média, de crescimento potencial. Mas, de novo, isso não é pro próximo ano, é pros anos seguintes, e podendo chegar até a números superiores a esse.

 

Gabriela: Dias antes do Furacão Irma chegar aos Estados Unidos no último final de semana, áreas e até cidades inteiras do estado da Flórida foram evacuadas.

 

Luciano: Prever com antecedência e conseguir alertar toda a população salva muitas vidas nesses momentos de catástrofe.

 

Gabriela: E em breve os brasileiros vão receber por celular mensagens de perigo de desastres naturais.

 

Luciano: Como alertas de inundações, alagamentos, temporais ou perigo de deslizamento de terra.

 

Gabriela: É que foi aprovada nesta semana a ampliação para todo o país do projeto piloto que vinha sendo testado em Santa Catarina e no Paraná.

 

Repórter Carolina Rocha: O ano de 2011 foi marcante na vida do catarinense Clóvis Eduardo Cuco, morador da cidade de Rio do Sul, em Santa Catarina. Clóvis diz que, numa enchente, perdeu móveis, eletrodomésticos, documentos, fotos e lembranças pessoais. Isso porque não ficou sabendo do fenômeno a tempo.

 

Entrevistado - Clóvis Eduardo Cuco: A sensação de ver a enchente entrando na sua casa é terrível, assim como é terrível entrar na casa novamente, quando a enchente vai embora e você tem que limpar tudo. E aí você começa a calcular tudo aquilo que você perdeu. E, logicamente, se eu tivesse sido informado antes, minha vida teria sido completamente diferente naquela ocasião.

 

Repórter Carolina Rocha: Para informar de maneira mais rápida à população, em breve os brasileiros vão receber mensagens no celular sobre riscos de desastres naturais. O sistema está sendo desenvolvido pela Defesa Civil, operadoras de celular e pela Agência Nacional de Telecomunicações, a Anatel. O gerente de Controle de Obrigações de Qualidade da Anatel, Gustavo Santana Borges, conta que, em questão de minutos, o alerta chega no celular.

 

Gerente de Controle de Obrigações de Qualidade da Anatel - Gustavo Santana Borges: Tem uma plataforma que verifica quais empresas de telecomunicações estão naquela região e aí então é disparado um sms pra todos os cidadãos que tiverem se cadastrado naquela região. É algo em torno de 10 minutos, algo bem rápido, já tem todos os SMSs sendo disparados.

 

Repórter Carolina Rocha: O sistema piloto vem sendo testado em municípios de Santa Catarina e do Paraná. Clóvis Eduardo, que falou no início da matéria sobre a enchente que sofreu, já se cadastrou. Hoje, ele recebe com antecedência no celular qualquer informação sobre uma possível catástrofe.

 

Entrevistado - Clóvis Eduardo Cuco: Tendo a informação oficial do meio governamental, eu consigo me planejar pra fazer a mudança da minha casa, ou ajudar quem sabe um vizinho, um amigo.

 

Repórter Carolina Rocha: A expectativa é que em seis meses todo o Brasil já esteja coberto pelo serviço, que será totalmente gratuito. Em seguida, a Anatel pretende ampliar o sistema para as TVs pagas. Quando o serviço começar, campanhas vão ser divulgadas sobre como se cadastrar. Reportagem, Carolina Rocha.

 

Luciano: Procurar emprego sem sair de casa.

 

Gabriela: Essa é a proposta de um programa para celular lançado pelo Ministério do Trabalho.

 

Luciano: O aplicativo é de graça e permite que pessoas acompanhem as vagas de emprego disponíveis em tempo real e se candidatem quando tiverem interesse.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: A estudante universitária Vanessa Calmon, de 22 anos, está procurando emprego há três meses. Ela estava buscando oportunidades pela internet e em anúncios de jornais. Nesta quinta-feira, resolveu ir à Agência do Trabalhador, em Brasília, para ver se havia alguma vaga, e soube que nem precisaria ter saído de casa para acessar todas as ofertas de trabalho.

 

Estudante - Vanessa Calmon: De casa, eu não preciso estar vindo aqui, gastando transporte. Aí eu vejo as vagas e posso me cadastrar pelo próprio celular. Isso vai facilitar minha vida.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Todo trabalhador pode consultar pela internet as cerca de 32 mil vagas disponíveis no Sistema Nacional de Emprego, no aplicativo Sine Fácil. Lá, o cidadão tem acesso às oportunidades, pode se candidatar e acompanhar todo o processo. Até agora, mais de 460 mil cidadãos já instalaram o Sine Fácil. Quase 90 mil já foram encaminhados a entrevistas de emprego com a ferramenta. E cerca de 1.400 foram contratados. Luís Henrique Machado, assessor da Secretaria de Política Pública de Emprego do Ministério do Trabalho, explica as vantagens do aplicativo.

 

Assessor da Secretaria de Política Pública de Emprego - Luís Henrique Machado: A possibilidade de ele fazer isso da sua própria residência, tendo a informação de forma sistematizada, recebendo um conjunto de vagas já de acordo com seu próprio perfil, o que isso proporciona de autonomia pro cidadão é impressionante. E nos dá informação em tempo real do que está acontecendo.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Para baixar o aplicativo, basta acessar a loja de compras do seu celular com sistema operacional Android e procurar Sine Fácil. É de graça. Depois, é só gerar um QR Code em uma Agência do Trabalhador, fazer o cadastro e pronto. Você já está conectado. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Gabriela: E o trabalhador brasileiro está mais confiante na recuperação do mercado de trabalho.

 

Luciano: Uma pesquisa do Ipea, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, mostra que diminuiu o número de trabalhadores que desistem de procurar emprego, porque acham que não vão conseguir.

 

Gabriela: O levantamento mostrou ainda que quase 32% dos trabalhadores desocupados conseguiram emprego entre maio e julho.

 

Luciano: Também foi registrada uma queda de quase 13% na taxa de desemprego.

 

Gabriela: Para o assessor da Secretaria de Política Pública de Emprego, Luís Henrique Machado, que a gente ouviu agora há pouco, esse resultado gera um ciclo de otimismo que favorece o mercado de trabalho.

 

Assessor da Secretaria de Política Pública de Emprego - Luís Henrique Machado: Essa percepção na economia cria um círculo virtuoso, leva um trabalhador a estar disposto a procurar emprego, ele começa a acreditar que ele vai encontrar. O empresário, da sua vez também, fica predisposto a aumentar seus investimentos, investir no futuro, captar nova força de trabalho. E pra nós é extremamente gratificante, porque a gente sofria no passado cada aumento no desemprego, e a cada melhora que nós temos, seja 0,2%, 1% ao mês, isso também leva o Ministério a acreditar que tempos melhores já estão chegando e que o nosso investimento, o nosso esforço gera resultados na população.

 

Luciano: 19h15 em Brasília.

 

Gabriela: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Luciano: Consumidores vão ter mais uma forma de saber quais produtos estão passando por recall, aquele processo de troca ou conserto de um item com defeito.

 

"Momento Social"

 

Gabriela: O BPC, Benefício de Prestação Continuada, é um direito de idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.

 

Luciano: Com ele, essas pessoas têm direito a receber um salário mínimo por mês do governo.

 

Gabriela: A dúvida do Momento Social desta semana é sobre o BPC e vem da Érica Negrão, de Arandu, em São Paulo.

 

Luciano: Ela quer saber quem precisa participar da atualização cadastral do benefício. O ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, é quem responde.

 

Ouvinte - Érica Negrão: Olá, ministro. Eu sou a Érica Negrão, da cidade de Arandu, interior de São Paulo. Eu gostaria de saber, Sr. Ministro, quem precisa participar da atualização do BPC, que vai até o final deste ano.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Osmar Terra: Todos os idosos que recebem o Benefício de Prestação Continuada, o BPC, precisam se inscrever no Cadastro Único até o final do ano. São aquelas pessoas com mais de 65 anos, que não têm aposentadoria, não têm outra renda. Isso pode ser feito no CRAS, o Centro de Referência da Assistência Social, em todo o país, e se quiser saber onde é a unidade mais perto, pode ligar pro 135. Já praqueles idosos que têm dificuldade de ir até o CRAS, seja por problemas de saúde ou locomoção, o responsável familiar com mais de 16 anos poderá fazer a atualização cadastral. Em alguns casos específicos, como idosos acima de 80 anos, nós, do Ministério do Desenvolvimento Social, estamos orientando os municípios a fazerem a atualização indo na casa dos beneficiários. Essa inscrição no Cadastro Único é importante porque os idosos e as famílias poderão ter acesso a outros programas sociais, serviços, benefícios, que o governo proporciona, como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Tarifa Social de Energia Elétrica, entre outros. Estamos fazendo isso para que o benefício chegue de fato a quem mais precisa.

 

Gabriela: E se você também tem alguma pergunta sobre programas sociais, manda pra gente.

 

Luciano: Pode ser por e-mail, no endereço voz@ebc.com.br. Tem também o nosso Facebook: facebook.com/bolsafamilia.

 

Gabriela: A sua pergunta vai ser respondida aqui na Voz do Brasil sempre na quinta-feira. Participe.

 

Luciano: O governo deve conceder para o setor privado a administração de algumas rodovias federais.

 

Gabriela: A medida tem o objetivo de diminuir os custos do estado com a manutenção e as obras de melhoria das estradas, e garantir um serviço de qualidade pra quem usa as rodovias.

 

Repórter Natália Melo: Retomar os investimentos em infraestrutura para recuperação da economia brasileira. Essa é a intenção do governo, segundo o Secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura do Ministério do Planejamento, Hailton Madureira. O Programa de Parcerias de Investimentos anunciou em agosto 57 novos projetos em diversos segmentos, que devem passar a ser administrados por empresas e consórcios particulares. De acordo com o secretário, para o ano que vem a ideia é transferir até 40 mil quilômetros de rodovias para o setor privado.

 

Secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura - Hailton Madureira: É a oportunidade de negócios que o governo está oferecendo, em que o usuário vai ter uma rodovia bem mantida, o Governo Federal vai gastar menos com essas rodovias e o setor privado vai poder ter um bom negócio pra explorar.

 

Repórter Natália Melo: O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Paulo Rabelo, também reforçou o compromisso com investimentos em infraestrutura e disse que até julho deste ano 36% dos projetos aprovados pelo banco foram para o setor. Rabelo defendeu ainda a retomada de obras paradas e afirmou que as concessões são importantes alavancas para o desenvolvimento do país.

 

Presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - Paulo Rabelo: As despesas ditas de investimento, que, como numa família, numa empresa e principalmente numa nação, são as que nos promovem, nos jogam pra frente. É a ponte, é a estrada, é a ferrovia, é o porto, aeroporto, é a escola, é o hospital.

 

Repórter Natália Melo: Ainda segundo o presidente do BNDES, a expectativa é que banco desembolse R$ 80 bilhões para projetos já aprovados neste ano. Reportagem, Natália Melo.

 

Luciano: Carros, brinquedos, celulares, por exemplo, podem vir com defeitos de fabricação.

 

Gabriela: A empresa então faz um anúncio público pra avisar do perigo e realizar o conserto ou a troca do produto. É o chamado recall.

 

Luciano: O recall pode ser usado até em alimentos.

 

Gabriela: O difícil é que muitas vezes o consumidor nem fica sabendo.

 

Luciano: Para aumentar a divulgação dos recalls, o Ministério da Justiça acaba de criar uma página na internet informando de todos os produtos com o alerta.

 

Gabriela: O consumidor ainda pode se cadastrar pra receber mensagens rápidas, relativas aos produtos que desejar.

 

Repórter Nei Pereira: Dois anos depois que comprou um carro, o aposentado Carlos Henrique Braut (F) foi convocado para levar à concessionária o veículo com defeito no computador de bordo.

 

Aposentado - Carlos Henrique Braut (F): Me entregaram o veículo em perfeito estado, sem cobrar nenhum centavo, está funcionando perfeitamente. E isso é importante, você saber que tem um veículo e que a empresa te respeita, né, como consumidor.

 

Repórter Nei Pereira: Essa convocação que o fabricante fez ao seu Carlos é chamada de recall, um alerta de uma possível falha que oferece perigo para o consumidor. O recall pode ser feito por meio de conserto, substituição ou retirada do produto do mercado, reembolsando o consumidor. As campanhas são feitas pelos próprios fabricantes, quando percebem um defeito, ou por determinação do Ministério da Justiça. A diretora do Departamento de Defesa e Proteção do Consumidor, do Ministério da Justiça, Ana Carolina Caran, destaca que as empresas têm obrigação de fazer o reparo.

 

Diretora do Departamento de Defesa e Proteção do Consumidor - Ana Carolina Caran: É, sim, uma obrigação do fornecedor e também um direito do consumidor, que esse procedimento seja realizado.

 

Repórter Nei Pereira: Até o início deste mês, a divulgação das campanhas de recall eram feitas em anúncios publicitários, pela imprensa e, no caso dos automóveis, também por meio de carta. A partir de agora, uma página na internet feita pelo Ministério da Justiça é uma nova forma de divulgação para o consumidor. Segundo Ana Carolina Caran, a ferramenta facilita a comunicação.

 

Diretora do Departamento de Defesa e Proteção do Consumidor - Ana Carolina Caran: A grande dificuldade dos fornecedores é conseguirem chegar a esses consumidores. Então, é mais uma ferramenta que está sendo posta no mercado de consumo, pra auxiliar o consumidor a se proteger.

 

Repórter Nei Pereira: Pelo site justica.gov.br/recall, é possível ver os mais de mil recalls em andamento. Há opção também para que o consumidor se cadastre e receba alertas de campanhas. Só neste ano foram feitos recalls de mais de cem produtos, 80% deles de veículos. Reportagem, Nei Pereira.

 

Gabriela: 19h22 em Brasília.

 

Luciano: A produção de agricultores familiares sem uso de agrotóxicos e respeitando o meio ambiente está sendo apresentada em um evento aqui em Brasília.

 

Gabriela: Além dos produtos feitos de maneira artesanal, como mel, farinhas, óleos e até instrumentos, o evento serve para o Governo mostrar as políticas públicas que incentivam esses pequenos produtores.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Óleo de côco, óleo de mamona, farinha de baru, farinha de jatobá, fubá, polvilho... Tem de tudo na barraca da Dona Deusa, mais conhecida como Fiota, ela veio de uma comunidade de Goiás. Todos os produtos são feitos por ela e pelo marido. E o grande orgulho dessa produtora é que tudo é feito de maneira natural.

 

Produtora - Deusa: Não planta com nada, veneno. Só natural mesmo. Importante, eu acho, estamos feliz, porque faz parte de saúde.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Além da barraca da dona Deusa, outros 80 stands com produções agroecológicas encheram o salão do 10º Congresso Brasileiro de Agroecologia. São artesanatos, roupas, instrumentos musicais e alimentos. Tudo produzido de maneira familiar e artesanal. A agroecologia é uma ciência que trabalha o manejo dos recursos naturais, aplicados ao sistema produtivo. Esse conceito complicado é explicado de maneira bem simples pela Mariane Vidal, presidente do congresso e pesquisadora da Embrapa.

 

Pesquisadora - Mariane Vidal: É um tipo de produção, que ele está pautado em todos os princípios de conservação e manejo da diversidade, de respeito ao meio ambiente, de respeito à saúde do trabalhador e, consequentemente, ele vai gerar um melhor produto para o nosso consumo.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: E o governo tem muitas políticas públicas que fomentam e estimulam a agroecologia. Como os agricultores familiares são os principais atores desse tipo de produção, o esforço por parte do governo é ainda maior, para que essas ações cheguem ao pequeno produtor. É o que explica Marco Pavarino, coordenador geral de Agroecologia e de produção sustentável da Secretaria de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário.

 

Coordenador geral de Agroecologia - Marco Pavarino: A gente tem, por exemplo, pensar uma nova assistência técnica, direcionada para a agroecologia, para a produção orgânica, pensar novos canais e formas de comercialização dos produtos agroecológicos, nós temos inclusive discussões sobre as grades curriculares do ensino das ciências agrárias nas universidades, nos institutos federais.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Para mais informações sobre as políticas do governo na área de agroecologia, como financiamento, assistência técnica e editais, acesse www.agroecologia.gov.br. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Luciano: Termina amanhã o prazo para travestis ou transexuais pedirem para usar o nome social no Enade deste ano.

 

Gabriela: A lista com os documentos necessários, além do formulário de solicitação, está na página do participante na internet, em enade.inep.gov.br

 

Luciano: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Luciano: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Luciano: Boa noite pra você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso."