15 de janeiro de 2019 - Poder Executivo

Destaques da Voz do Brasil: Presidente Jair Bolsonaro assina decreto que garante direito de brasileiros a ter arma de fogo em casa. Medida define de forma objetiva quem pode ter acesso ao armamento. Vendas no comércio têm aumento de 2,9% em novembro. Concessões de rodovias geram mais de 30 mil empregos e trazem mais segurança para quem pega a estrada.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Terça-feira, 15 de janeiro de 2019.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Presidente Jair Bolsonaro assina decreto que garante direito de brasileiros a ter arma de fogo em casa.

 

Presidente Jair Bolsonaro: Assinei esse decreto, feito por muitas pessoas de bem, para que o cidadão de bem possa, então, nesse primeiro momento, ter a sua paz dentro de casa.

 

Gabriela: Medida define de forma objetiva quem pode ter acesso ao armamento.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Vendas no comércio tem aumento de 2,9% em novembro. Nathalia Koslyk.

 

Repórter Nathalia Koslyk: Inflação controlada e promoções da Black Friday contribuíram para o resultado.

 

Nasi: Concessões de rodovias geram mais de 30 mil empregos e trazem mais segurança para quem pega estrada. Graziela Mendonça.

 

Repórter Graziela Mendonça: E mais empregos devem ser gerados nos próximos anos. O governo vai continuar investindo em concessões, por meio do Programa de Parceria de Investimentos, o PPI.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil: Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar: www.voz.gov.br .

 

Gabriela: Ter uma arma em casa para a segurança pessoal e da família.

 

Nasi: É um direito garantido com um decreto assinado hoje pelo presidente Jair Bolsonaro.

 

Gabriela: A medida define quem podem e em quais situações a Polícia Federal vai autorizar a aquisição de arma de fogo de uso permitido.

 

Gabriela: A regra não vale para armamento de uso restrito, como armas automáticas, metralhadoras e fuzis.

 

Repórter Luana Karen: O decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro traz os casos em que a efetiva necessidade de possuir uma arma já será considerada justificada. Antes, a posse de arma poderia ser negada pela Polícia Federal, caso entendesse que o cidadão não tinha motivos para ter uma arma.

 

Presidente Jair Bolsonaro: O grande problema que tínhamos na lei é a comprovação da afetiva necessidade, isso beirava à subjetividade. Então, bem costurado, chegamos à conclusão de que tínhamos, sim, como não driblar, mas fazer justiça com esse dispositivo previsto na lei, de modo que o cidadão pudesse, então, sem a discricionariedade, poder obter, observando alguns outros critérios, a posse da sua arma de fogo. Na legislação anterior se poderia comprar meia dúzia armas, mas, na prática não podia comprar nenhuma ou então era muito difícil atingir esse objetivo. Com a legislação atual, pode-se comprar até quatro, e, ele, preenchendo esses requisitos, cidadão de bem, com toda a certeza poderá fazer uso dessas armas.

 

Repórter Luana Karen: Com o decreto assinado nesta terça-feira, está justificada a necessidade de posse de arma de fogo para agentes, inclusive inativos, de vários setores da segurança pública, da Agência Brasileira de Inteligência e de atividades com poder de polícia administrativa ou de correição. Também se reconhece a necessidade de posse para militares ativos e inativos, moradores de área rural, residentes em áreas urbanas com elevados índices de violência, donos de estabelecimentos comerciais ou industriais, colecionadores, atiradores e caçadores devidamente registrados no Exército. Para o presidente Jair Bolsonaro, as novas regras atendem a um desejo dos brasileiros.

 

Presidente Jair Bolsonaro: O que nós estamos fazendo aqui nada mais é do que restabelecer um direito definido nas urnas por ocasião do referendo de 2005. O povo decidiu por comprar armas e munições e nós não podemos negar o que o povo quis naquele momento. Em toda a minha andança pelo Brasil, ao longo dos últimos anos, a questão da arma sempre estava na ordem do dia, não interessa se estava em Roraima, no Acre, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina ou Rio de Janeiro.

 

Repórter Luana Karen: A partir de agora, quem quiser ter a posse de uma arma de fogo e mora com criança, adolescente ou pessoa com doença mental deverá ter em casa um cofre ou um local seguro com tranca para guardar o armamento. As regras valem para a posse de até quatro armas de fogo de uso permitido, mas o decreto abre a possibilidade de autorização para a posse de mais armas de fogo. Outra novidade é que a partir de agora o período para a renovação do certificado de registro será ampliado para dez anos. Reportagem: Luana Karen.

 

Gabriela: E a Voz do Brasil foi conhecer a realidade de quem quer aprender a atirar.

 

Nasi: Em uma escola de tiro, a repórter Cleide Lopes conversou com alunos e com o diretor e descobriu que para ter uma arma de fogo é necessário uma série de documentos e certidões.

 

Gabriela: E também aproveitou para saber quais são as diferenças entre a posse e o porte de arma.

 

Repórter Cleide Lopes: Eu fui em uma escola de tiros em Brasília, que capacita e recicla anualmente cerca de 3.500 pessoas. São profissionais que trabalham armados e possuem o porte de arma. Na escola, fiquei sabendo que o porte é diferente da posse de arma. No caso da posse, você pode ter a arma, mas guardada em casa, já para ter o porte, você precisa trabalhar na área de segurança ou comprovar que corre risco de vida, para poder transportar a arma junto com você. Para ter uma arma, é preciso cumprir algumas exigências, é o que explica o diretor da escola, o militar reformado Geraldo Marmo Machado.

 

Diretor da escola - Geraldo Marmo Machado: Eu tenho inicialmente que procurar um psicólogo credenciado pela federal para eu fazer uma avaliação, se eu tenho condições psicologicamente de portar uma arma. O segundo passo, eu procuro uma academia, um estande de tiro para fazer o treinamento daquela arma que está pretendendo. E o terceiro passo é comparecer ao Sinarm da Polícia Federal, justificar a necessidade para conseguir comprar a arma.

 

Repórter Cleide Lopes: A estudante Bianca Alves da Silva acaba de entrar na escola de tiros para um curso de 200 horas, já pensando em trabalhar na área de segurança pública. Fez a primeira aula prática e já sabe da responsabilidade de ter uma arma em punho.

 

Estudante - Bianca Alves da Silva: Uma arma também traz muitos perigos, muita responsabilidade e também eu creio que a pessoa tem que ter bom senso, tem que ter saúde mental, física, a pessoa tem que ter muita responsabilidade.

 

Repórter Cleide Lopes: O vigilante William Tirino de Oliveira tem porte de arma há 15 anos, mas a cada dois anos ele volta à escola de tiro para se reciclar num curso de 50 horas.

 

Vigilante - William Tirino de Oliveira: Às vezes a lei muda, a gente fica sabendo na academia fazendo essa reciclagem. O próprio tiro, que a gente não... se Deus quiser, não vamos precisar atirar em serviço, mas é bom a gente estar atualizado, saber atirar, manusear a arma.

 

Repórter Cleide Lopes: Além das regras definidas no decreto assinado nessa terça-feira pelo presidente Jair Bolsonaro, o Estatuto do Desarmamento de 2003 traz outras exigências para a posse de armas no Brasil, entre elas, é preciso ter mais de 25 anos de idade, ter uma ocupação lícita, não ter antecedentes criminais, não estar respondendo a processo criminal ou inquérito policial. É preciso também comprovar a capacidade técnica e psicológica para ter uma arma. Reportagem: Cleide Lopes.

 

Nasi: Em novembro do ano passado, a gente deu dicas de consumo aqui na Voz do Brasil sobre as promoções da Black Friday com a opinião de especialistas no assunto.

 

Gabriela: Pois é, Nasi, de acordo com dados divulgados hoje pelo IBGE, as vendas no varejo cresceram quase 3% naquele mês, puxadas pela Black Friday.

 

Nasi: A inflação, que está sob controle, também contribuiu para o crescimento.

 

Gabriela: E o aumento nas vendas deve se repetir neste ano.

 

Repórter Nathalia Koslyk: As vendas do varejo registraram alta de 2,9% em novembro do 2018, na comparação com o mês de outubro, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O resultado vem depois de duas quedas seguidas no setor e é a segunda maior alta da série histórica desde 2000. O crescimento foi de quase 4,5% em relação a novembro de 2017, de 2,5% no acumulado do ano e de 2,6% no acumulado de 12 meses. A gerente da pesquisa, Isabella Nunes, atribui o bom resultado às promoções da Black Friday e à inflação baixa.

 

Gerente da pesquisa (IBGE) - Isabella Nunes: A própria consolidação dessa promoção, ou seja, fazendo com que os consumidores acreditem mais que as oportunidades de preços menores possam ter influência para o seu consumo, né? Por um outro lado, uma inflação menor que sempre reduz um pouco o preço dos produtos e também melhora a renda real, né?

 

Repórter Nathalia Koslyk: Os principais destaques ficaram com artigos de uso pessoal e doméstico, com alta de quase 7%. Móveis e eletrodomésticos com alta de 5% e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria. Juliano Carvalho, gerente de uma rede de lojas de filtros e utilidades domésticas que atendem o Distrito Federal e o entorno, confirma o resultado da pesquisa e conta que em novembro o aumento foi de 15% em relação aos outros meses do ano.

 

Gerente de uma rede de lojas - Juliano Carvalho: A gente cresceu aí um pouco mais da expectativa aí do que estava programado para o comércio de um modo geral. Boa parte desse crescimento eu acredito por conta do Black Friday, que é uma oportunidade muito boa de aproveitar esse momento e converter isso em realmente venda. Então, a gente acaba treinando(F) a nossa equipe para aproveitar o cliente que está indo na loja.

 

Repórter Nathalia Koslyk: Para o economista Fábio Bentes, da Confederação Nacional do Comércio, ainda que o bom resultado tenha sido influenciado pelas promoções da Black Friday, eles reforçam uma tendência de recuperação da economia.

 

Economista - Fábio Bentes: Há, sim, um processo de recuperação das condições de consumo. A gente percebe, por exemplo, que a taxa de desemprego vem se reduzindo, taxas de juros mais baixas do que há um ano atrás, por exemplo. Então, esses indicadores, associados a uma confiança do consumidor, fizeram com que o varejo, não só em novembro, mas nos últimos meses, os meses anteriores a esse em 2018, engatasse um processo um pouco mais forte de recuperação.

 

Repórter Nathalia Koslyk: A expectativa da CNC é de que as vendas cresçam cerca de 6% em 2019, fazendo deste o melhor ano para o comércio desde 2012. Reportagem: Nathalia Koslyk.

 

Nasi: Palácio do Planalto, Palácio da Alvorada, Palácio do Jaburu e Residência Oficial da Granja do Torto.

 

Gabriela: Locais usados para o trabalho e também como residência de presidentes e vice-presidentes da República em Brasília.

 

Nasi: A segurança nesses locais é especial, feita por dois batalhões militares que nasceram ainda na época do Império.

 

Gabriela: E a cada seis meses, eles se revezam na função de segurança, quando é realizada uma cerimônia da troca da Guarda Presidencial.

 

Nasi: Foi o que ocorreu hoje no Palácio do Planalto. Quem fica na guarda agora são os Dragões da Independência.

 

Gabriela: O presidente Jair Bolsonaro e seu vice, general Hamilton Mourão, acompanharam o evento.

 

Repórter Márcia Fernandes: Na cerimônia de troca da Guarda Presidencial, a banda é quem dita o ritmo de cada passo dado. Os primeiros a chegar são os militares do batalhão da Guarda Presidencial, que assumem seus lugares na rampa em frente ao Palácio do Planalto. Ao som do Hino Nacional, eles prestam honras ao presidente Jair Bolsonaro. Na sequência, o comandante do batalhão da Guarda Presidencial passa o comando da guarda para o comandante do 1º Regimento de Cavalaria de Guarda, os Dragões da Independência. Com a troca feita, é a vez dos Dragões subirem à rampa e assumirem a segurança do palácio. A tradição de uma guarda para proteger o palácio nasceu nos tempos do Império. Os Dragões da Independência foram criados no dia 13 de maio de 1808, dia do aniversário de D. João VI, com a missão de proteger a família real recém-chegada ao Brasil. Eles foram testemunhas da história e acompanharam D. Pedro quando ele declarou que o Brasil estava independente de Portugal. Eles também estavam com Marechal Deodoro da Fonseca, na Proclamação da República, como explica o comandante dos Dragões da Independência, o tenente-coronel Flávio Braga.

 

Comandante dos Dragões da Independência - Flávio Braga: Para que você tenha uma ideia, o Marechal Deodoro, quando proclamou a República, ele proclamou a República montado num cavalo que era do regimento, um cavalo de cor baia, de número 6, que foi cedido a ele pelo alferes Barbosa Junior, lá no Rio de Janeiro. A partir da Proclamação da República, o regimento continuou participando de todas os grandes fatos históricos da nação, participou, sempre do lado da legalidade, de todas as revoluções do início da República, Revolta da Vacina, Revolta da Armada.

 

Repórter Márcia Fernandes: A Guarda Presidencial também teve seus momentos na história, foram eles que lutaram pela união do país, quando rebeldes não aceitaram a independência. É o que explica o comandante da Guarda Presidencial, tenente-coronel Aires.

 

Comandante da Guarda Presidencial - Pedro Aires Pereira Junior: Naquela oportunidade, o imperador viu a necessidade de consolidar a independência do Brasil e algumas províncias do Nordeste brasileiro precisavam passar por um processo de pacificação. Então, o então batalhão do imperador reuniu 800 homens e foi, seguiu para a Bahia, onde foi seu batismo de fogo, pacificando aquela província e associando aquela província à nova ordem política do país, que era um Brasil independente.

 

Repórter Márcia Fernandes: Para o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, cerimônias como essa ajudam os brasileiros a despertarem ainda mais para o patriotismo.

 

Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional - Augusto Heleno: Essa cerimônia, ela é o retrato desse patriotismo, né? Dessa mística que envolve as Forças Armadas nessa solenidade, que precisam ser muito bem treinadas porque são os detalhes da solenidade que marcam esse patriotismo, essa dedicação, essa entrega à missão.

 

Repórter Márcia Fernandes: A troca da Guarda Presidencial ocorre a cada seis meses. Ao assumir a guarda, os militares ficam responsáveis pela segurança dos Palácios do Planalto, da Alvorada, do Jaburu e da Residência Oficial da Granja do Torto. Reportagem: Márcia Fernandes.

 

Nasi: Concessões de rodovias federais geram mais de 30 mil empregos e trazem mais segurança para quem pega a estrada.

 

Gabriela: E daqui a pouco você vai ouvir que o governo vai investir em parceria com a iniciativa privada para gerar mais empregos e renda nessa área.

 

Nasi: Garantir à população moradia digna e acesso a saneamento básico e água potável.

 

Gabriela: E melhorar a mobilidade e o transporte urbano.

 

Nasi: Desafios do novo Ministério do Desenvolvimento Regional, que juntou as antigas pastas da Integração Nacional e das Cidades.

 

Gabriela: O ministro Gustavo Canuto conversou com exclusividade com a Voz do Brasil.

 

Nasi: Na entrevista com o repórter Pablo Mundim, ele falou sobre as prioridades do ministério.

 

Repórter Pablo Mundim: O senhor está no comando de um novo ministério, quais são os principais desafios desta nova pasta?

 

Ministro do Desenvolvimento Regional - Gustavo Canuto: O primeiro desafio no desenvolvimento regional e urbano é conseguir investir no local certo para trazer o desenvolvimento produtivo para as regiões que mais precisam, gerando riquezas e distribuindo riquezas localmente. Adicionalmente, temos um desafio gigantesco, que é garantir o acesso à população de água potável em quantidade e qualidade adequadas, garantir moradia digna, proteger e socorrer em casos de desastres, com a Defesa Civil Nacional, melhorar a mobilidade e o transporte urbano, conseguindo que as obras tão importantes sejam retomadas ou dadas continuidade e também garantir o acesso e a ampliação da rede de saneamento a todos.

 

Repórter Pablo Mundim: O controle dos gastos públicos é uma das preocupações do governo. É possível fazer mais com menos e promover desenvolvimento regional em todo o Brasil?

 

Ministro do Desenvolvimento Regional - Gustavo Canuto: O ajuste fiscal é necessário, mas a gente não pode prejudicar nem comprometer as políticas finalísticas. Para isso, precisa ter inteligência, buscar alternativas e identificar aquelas cadeias produtivas, que com um pequeno investimento, possam trazer um grande benefício, dinamizando a economia, tirando da estagnação, tendo que aproveitar o que cada região tem de melhor. E, com isso, fazer com que aquela região gere riqueza e aquela riqueza permaneça na região.

 

Repórter Pablo Mundim: Ministro, sobre o problema do déficit habitacional, que ainda é grande no país, como combater?

 

Ministro do Desenvolvimento Regional - Gustavo Canuto: O último levantamento mostrou que o déficit em 2015 era de 6,4 milhões de unidades. Fazer com que o aluguel tenha um peso menor para essas famílias nos ajuda a reduzir quase metade do déficit. Evidentemente, temos que manter o programa para geração e produção de unidades habitacionais, mas aumentar a renda das famílias, tirar esse peso que onera tanto as famílias com o aluguel.

 

Repórter Pablo Mundim: Ministro, mais de 2 mil obras estão paralisadas em todo o país, sobretudo, nos setores de infraestrutura e saneamento básico. Como sanar esse problema?

 

Ministro do Desenvolvimento Regional - Gustavo Canuto: A primeira coisa, precisamos identificar aquelas obras que foram contratadas, que são viáveis tecnicamente e que precisam ter uma gestão mais ativa, buscar esses recursos para que elas possam ser finalizadas, daquelas que não têm condições de prosperar. Em segundo, precisamos identificar o saneamento e melhorar o marco regulatório, aumentar a concorrência no setor, trazendo empresas com maior capacidade de investimento para melhorar o setor. Há muito investimento a ser feito no saneamento, o governo federal, por conta própria, não vai ter perna suficiente para isso. Precisamos de parceiros privados, precisamos melhorar a gestão das companhias estaduais, para que a gente possa, de fato, entregar o saneamento para a população.

 

Repórter Pablo Mundim: Ministro, historicamente, a Região Nordeste tem sofrido com a seca e a estiagem, quais são as ações que o ministério pode promover para levar água para a população e desenvolvimento nessa região?

 

Ministro do Desenvolvimento Regional - Gustavo Canuto: Estamos finalizando o Plano de Desenvolvimento Regional para a Região Nordeste. Este plano tem como foco os arranjos e sistemas produtivos e normativos locais. Investindo de maneira inteligente nesses arranjos, a gente acredita que vamos poder utilizar o potencial latente de cada uma dessa sub-regiões na Região Nordeste, trazer maior rentabilidade para essas cadeias, e, com isso, trazer a renda. Quanto à questão da água, o Plano Nacional de Segurança Hídrica, que vai ser entregue até o dia 10 de abril, nele estão previstas as ações, as intervenções, tanto do governo federal quanto dos governos estaduais, que podem, de maneira estruturante, alterar essa realidade. Cito um exemplo de uma planta dessalinizadora em Fortaleza, que vai trazer 1 metro cúbico por segundo de água para a região.

 

Repórter Pablo Mundim: Como que o senhor espera entregar o ministério daqui quatro anos?

 

Ministro do Desenvolvimento Regional - Gustavo Canuto: Um ministério que as pessoas reconheçam que realmente levou água, moradia, que assistiu quando de um desastre, que melhorou o transporte urbano, que garantiu que aquelas pessoas não tivessem mais problemas de saneamento, que a população tenha o mínimo de dignidade para poder morar e viver bem, trabalhar, cuidar dos seus filhos e da sua família. É o que todos nós queremos.

 

Repórter Pablo Mundim: Obrigado pela entrevista exclusiva à Voz do Brasil.

 

Ministro do Desenvolvimento Regional - Gustavo Canuto: [ininteligível]. Muito obrigado.

 

Gabriela: Mais 295 policiais rodoviários federais já estão a caminho do Ceará para reforçar a segurança.

 

Nasi: O envio foi autorizado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

 

Gabriela: Eles se somam a policiais e tropas da Força Nacional que já atuam no estado.

 

Nasi: Desde o dia 2 de janeiro, o Ceará enfrenta uma série de ataques criminosos a patrimônios públicos na capital, Fortaleza, e outros municípios.

 

Gabriela: De acordo com o porta-voz da Polícia Rodoviária Federal, Diego Brandão, os policiais vão atuar nas rodovias e divisas do Ceará com outros estados.

 

Porta-voz da Polícia Rodoviária Federal - Diego Brandão: Entre esses 295 homens que já foram, que já estão se mobilizando para chegar no Nordeste e começar as ações, nós temos policiais especializados nas mais diversas áreas, entre eles, também o tráfico de drogas, o enfrentamento ao tráfico de drogas e também enfrentamento ao tráfico de armas e na busca de procurados, né? Então, não somente o controle de tráfico, de trânsito que será o foco dessa ação, será principalmente combate aos ilícitos, transporte de ilícitos e também o deslocamento de procurados da justiça.

 

Nasi: Outros 70 homens da Polícia Rodoviária Federal e 2 helicópteros já estão participando do reforço na segurança pública do Ceará.

 

Gabriela: E engenheiros e técnicos do Ministério da Infraestrutura já estão em Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza, no Ceará, atuando na reparação do viaduto da BR-020.

 

Nasi: No início do ano, criminosos usaram explosivos para tentar derrubar uma das colunas de sustentação do viaduto.

 

Gabriela: Em uma rede social, o Ministério da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, informou que as obras de reparo já estão em execução e vão ser realizadas de forma rápida.

 

Nasi: Mais segurança, geração de empregos e economia, com pedágios mais baratos, uma tranquilidade a mais para quem pega a estrada.

 

Gabriela: Esses são alguns dos benefícios das concessões de rodovias do governo para a iniciativa privada.

 

Nasi: O setor de logística, que engloba ferrovias, rodovias, portos e aeroportos, deve receber R$ 111 bilhões em investimentos neste ano.

 

Gabriela: Só no setor rodoviário vão ser quase R$ 50 bilhões.

 

Repórter Graziela Mendonça: Já são 19 mil quilômetros de rodovias concedidas pelo governo federal em todo o Brasil. Além de melhorar a estrutura e segurança das estradas, as concessões estão criando novos postos de trabalho. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres, a ANTT, o setor já gera 13 mil empregos diretos e 18 mil indiretos no país. Letícia Lopes, de Bom Jesus de Goiás, conseguiu uma dessas vagas. Ela conta que foi contratada ano passado pela concessionária da BR-050, que passa por Goiás e Minas Gerais.

 

Entrevistada - Letícia Lopes: Eu estou trabalhando no setor de manutenção, eletroeletrônica e eu faço a parte de gerenciamento de ativos na rodovia, com radares, [ininteligível]. É uma boa oportunidade.

 

Repórter Graziela Mendonça: A empresa de Letícia já empregou mais de 2.500 pessoas desde que recebeu a rodovia em 2013. Segundo o coordenador de comunicação da concessionária, Sérgio Lucas, as contratações são feitas nos próprios municípios que cortam a rodovia, aquecendo a economia local.

 

Coordenador de comunicação da concessionária - Sérgio Lucas: Nós geramos esses empregos diretos, que são mais de 700 pessoas, né? Que foram recrutadas e moram e vivem [ininteligível] nesses municípios. Então, a gente gera esses empregos diretos em toda a região, e, isso mudou, e muito, a realidade desde que nós chegamos.

 

Repórter Graziela Mendonça: E mais empregos devem ser gerados nos próximos anos. O governo vai continuar investindo em concessões, por meio do Programa de Parcerias de Investimentos, o PPI. Esta semana, o presidente Jair Bolsonaro comemorou em uma rede social a concessão da rodovia de integração do Sul, no Rio Grande do Sul, e afirmou que serão gerados mais 4 mil empregos. Segundo o superintendente de Exploração de Infraestrutura Rodoviária da ANTT, Fábio Freitas, a agência deve ampliar a concessões de rodovias e garantir mais segurança para os motoristas.

 

Superintendente de Exploração de Infraestrutura Rodoviária da ANTT - Fábio Freitas: Agora estamos em vários estudos em andamento e querendo realmente ampliar de forma significativa esse número, tanto de rodovias concedidas quanto de quilômetros aí sob administração privada. Para trazer cada vez mais segurança à circulação de pessoas e mercadorias no nosso país, mais previsibilidade, saber que estão [ininteligível] uma estrada em bom estado de conservação, sem buracos e com esse atendimento que é diferencial, tanto do socorro médico como do socorro mecânico.

 

Repórter Graziela Mendonça: Em 2019, o Programa de Parcerias de Investimentos prevê R$ 49 bilhões em 8 projetos de concessão de rodovias em todo o país. Reportagem: Graziela Mendonça.

 

Nasi: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as Notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite para você.

 

Nasi: Boa noite para você e até amanhã.

 

"Governo federal. Pátria amada, Brasil".