15 DE MARÇO DE 2019 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: Leilão de 12 aeroportos gera mais de R$ 2,3 bilhões de reais ao governo. Valor é 10 vezes maior que o previsto. Concessões vão melhorar estrutura de terminais e gerar empregos. Combate ao crime de forma integrada. Dados de boletins de ocorrência de todo o país estão disponíveis pela internet. E agricultores familiares e pescadores artesanais vão ter mais facilidade na hora de pedir a aposentadoria.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite pra você, que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Sexta-feira, 15 de março de 2019.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Leilão de 12 aeroportos gera mais de R$ 2,3 bilhões ao governo.

 

Gabriela: Valor é dez vezes maior que o previsto.

 

Nasi: Concessões vão melhorar estrutura de terminais e gerar empregos. Ricardo Ferraz.

 

Repórter Ricardo Ferraz: A expectativa do governo é a de que, nos primeiros cinco anos, os concessionários invistam R$ 1,470 bilhão em melhorias nos terminais e nas pistas.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil.

 

Nasi: Combate ao crime de forma integrada.

 

Gabriela: Dados de boletins de ocorrência de todo o país estão disponíveis pela internet. Márcia Fernandes.

 

Repórter Márcia Fernandes: Além de maior transparência, iniciativa vai auxiliar governo a realizar ações para reduzir criminalidade. Daqui a pouco eu volto com mais informações.

 

Nasi: E agricultores familiares e pescadores artesanais vão ter mais facilidade na hora de pedir a aposentadoria. Graziela Mendonça.

 

Repórter Graziela Mendonça: Agora tudo será feito direto na agência do INSS.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar: www.voz.gov.br .

 

"Concessões, parcerias para o crescimento do Brasil".

 

Gabriela: O governo realizou hoje o leilão de 12 aeroportos localizados nas Regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.

 

Nasi: As empresas vencedoras pagaram ao governo mais de R$ 2,3 bilhões, dez vezes mais que o previsto.

 

Gabriela: Além deste pagamento, os vencedores do leilão se comprometem a fazer investimentos pelos próximos 30 anos, melhorando a estrutura dos terminais e trazendo mais conforto aos passageiros.

 

Nasi: O que deve gerar mais empregos e renda para as regiões dos aeroportos.

 

Gabriela: Pelas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro comemorou.

 

Nasi: Afirmou que o resultado demonstra a confiança que o Brasil começa a resgatar no mundo todo, que o país está voltando a crescer.

 

Repórter Ricardo Ferraz: A quinta rodada de concessões dos aeroportos chegou ao fim com o valor total nas outorgas de R$ 2,377 bilhões. Esse é o valor que as empresas vencedoras do leilão vão pagar à vista pelo direito de administrar os 12 terminais concedidos nesta sexta-feira. O valor alcançado é dez vezes maior que o mínimo estabelecido para o leilão, que era de R$ 219 milhões, o que foi comemorado pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

 

Ministro da Infraestrutura - Tarcísio Gomes de Freitas: É uma grande demonstração de confiança no Brasil, no acerto do rumo na condução da política econômica, na esperança que o Brasil voltou para o jogo. É um resultado que nos deixa aí, de fato, muito feliz. A gente sabe do potencial que o mercado brasileiro tem, um potencial de crescimento expressivo. Várias medidas estão sendo tomadas para capturar esse potencial, a abertura de capital estrangeiro nas companhias aéreas é um movimento importante, a melhoria da infraestrutura, por meio dessa transferência dos ativos para a iniciativa privada, é um movimento importante e os acordos de céus abertos também, então isso vai fazer com que o mercado, que já vem crescendo, cresça a taxas mais expressivas.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Pela primeira vez, o Ministério da Infraestrutura dividiu os 12 aeroportos a serem concedidos em 3 blocos, de acordo com a localização e a principal atividade econômica da região. O bloco do Nordeste, formado pelos aeroportos de Recife, Maceió, João Pessoa, Aracaju, Campina Grande e Juazeiro do Norte, com foco no turismo, foi arrematado por R$ 1,9 bilhão. O bloco do Sudeste, composto pelos aeroportos de Macaé e Vitória, está voltado para a indústria de óleo e gás e foi concedido por R$ 437 milhões. Já o bloco do Centro-Oeste, com os aeroportos de Cuiabá, Sinop, Rondonópolis e Alta Floresta, foi arrematado por R$ 40 milhões. A expectativa do governo é a de que, nos primeiros cinco anos, os concessionários invistam R$ 1,470 bilhões em melhorias nos terminais e nas pistas. O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, explica as melhorias que devem ser promovidas nos terminais concedidos.

 

Ministro da Infraestrutura - Tarcísio Gomes de Freitas: O que a gente pode esperar são investimentos nesses aeroportos, investimentos importantes, que vão gerar emprego, vão trazer renda e que vão permitir a melhoria da prestação de serviço, o aumento da oferta, o aumento da quantidade de voos, porque a melhoria da infraestrutura permite que a gente acomode mais voos. Isso é mais competição, isso é menor tarifa. Então, o usuário vai ganhar muito com o resultado do leilão de hoje.

 

Repórter Ricardo Ferraz: A Agência Nacional de Aviação Civil vai fiscalizar a execução dos contratos com parâmetros de qualidade. Segundo o governo, estudos mostram que os aeroportos que já foram concedidos obtêm notas melhores de satisfação dos usuários do que aqueles que ainda seguem sob administração federal. O ministro da Secretaria de Governo, general Santos Cruz, diz que o Estado deve dar espaço para a iniciativa privada onde ela se mostra mais competitiva.

 

Ministro da Secretaria de Governo - General Santos Cruz: O setor privado, ele quer trabalhar, quer trabalhar num ambiente seguro. Ele tem o dinheiro, ele tem a capacidade de trabalho, nós temos gente especializada. Os funcionários públicos do Brasil têm muita capacidade, e agora nós vamos ter, de imediato, pessoal trabalhando nessas áreas, gerando emprego, gerando melhor qualidade de serviço, né? Os governos locais, as prefeituras locais vão ficar satisfeitas, o público vai ficar satisfeito, o empresário vai ganhar e vai saber que ele está lidando com gente, do outro lado, honesta na sua negociação.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Já na próxima segunda-feira, o governo abre o processo público para a sexta rodada de concessões. Serão leiloados mais 22 terminais. Reportagem: Ricardo Ferraz.

 

Gabriela: Há algum tempo no país, é discutida a criação de um Banco Nacional de Informações sobre Crimes.

 

Nasi: O objetivo é ter informações sobre a criminalidade em todo o país e assim facilitar o planejamento das forças de segurança.

 

Gabriela: Pois a partir de hoje, esse banco de dados passa a estar disponível para toda a população, na página do Ministério da Justiça e Segurança Pública, na internet.

 

Nasi: O anúncio foi feito pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e a repórter Márcia Fernandes acompanhou. Ela está aqui no estúdio com a gente ao vivo e traz os detalhes. Uma boa noite, Márcia.

 

Repórter Márcia Fernandes (ao vivo): Boa noite, Nasi, boa noite, Gabriela e ouvintes da Voz do Brasil. Pois é, essa nova plataforma digital é inédita. Antes, esses dados eram publicados pela Secretaria Nacional de Segurança depois de anos. Um dos motivos era que alguns estados não repassavam esses dados regularmente, então a população só tinha acesso a levantamentos e estudos sobre criminalidade feitos por institutos, entidades e fóruns que faziam esta análise. O problema é que cada instituto seguia uma metodologia diferente e, por isso, os dados muitas vezes divergiam. É o que comentou hoje o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

 

Ministro da Justiça e Segurança Pública - Sérgio Moro: Durante muito tempo, não se tinham estatísticas confiáveis, no âmbito da segurança pública, pelo menos unificadas a nível nacional, e nós tínhamos que contar, não só o ministério, mas também a sociedade civil, pesquisadores, com dados coletados por institutos não oficiais. Claro que esse trabalho dos institutos muito meritório, mas eles, na verdade, preenchiam uma lacuna de algo que faltava da parte do poder público.

 

Gabriela: E, Márcia, como esses dados vão ser recolhidos?

 

Repórter Márcia Fernandes (ao vivo): Essas informações, Gabriela, vão ser enviadas pelas Secretarias de Segurança de cada estado e do Distrito Federal, baseados nos boletins de ocorrência. No ano passado, foi publicada a Lei do Fundo Nacional de Segurança Pública, e ela prevê que os estados são obrigados a enviar todo mês essas informações. Se não enviarem, não vão ter acesso às verbas da União. O secretário nacional de Segurança Pública, Guilherme Theophilo, fala da importância da iniciativa para reduzir a violência no país.

 

Secretário nacional de Segurança Pública - Guilherme Theophilo: Nós vamos, baseados nessas estatísticas, poder ver os municípios que estão mais necessitados, em que áreas eles estão mais necessitados, levantando as manchas criminais, podendo fazer o horário, o dia, o tipo de delito, para fazer um combate, uma repressão em cima daquilo ali, mas sempre acompanhado do Ministério da Educação, da Saúde, de políticas públicas, para agir como um todo e não só na repressão.

 

Nasi: Márcia, conta pra gente: que tipo de informações estão nessa plataforma?

 

Repórter Márcia Fernandes (ao vivo): Olha, Nasi, é possível acessar os dados desde 2015 dos crimes mais graves, como homicídios dolosos, latrocínios, estupros e tentativas de homicídio. Também dá pra conferir os índices de cada crime, de acordo com o número de ocorrências e o estado do país. No site, ainda é possível separar os números de vítimas segundo o sexo. O sistema está no ar com estatísticas até outubro de 2018. Em abril, todos os outros dados do final do ano passado vão estar disponíveis para consulta. As atualizações vão ser feitas mês a mês.

 

Gabriela: Então diz pra gente como que é possível acessar essas informações, Márcia.

 

Repórter Márcia Fernandes (ao vivo): Olha, Gabriela, é bem simples. O banco de dados está disponível para qualquer pessoa no site: justiça.gov.br. Ao entrar no site, é preciso clicar no ícone Segurança Pública, à esquerda, e depois Sinesp. Depois, é só clicar no quadro Dados Nacionais de Segurança Pública. Gabriela, Nasi.

 

Nasi: Obrigado, então, Márcia Fernandes, pela participação ao vivo aqui na Voz do Brasil.

 

Gabriela: Agora, os pequenos produtores que exercem sua atividade de forma individual ou com a ajuda da família, além de pescadores artesanais, vão conseguir dar entrada na aposentadoria de forma mais rápida e fácil.

 

Nasi: Uma nova regra do governo permite que tudo seja feito de forma direta em uma agência do INSS.

 

Repórter Graziela Mendonça: José de Oliveira é agricultor familiar na cidade de Monte Verde, Mato Grosso. Em 2015, depois de anos na lavoura, chegou a hora da aposentadoria. Ele conta como foi para conseguir o benefício, que hoje garante seu sustento.

 

Agricultor - José de Oliveira: Eu peguei a comprovação do sindicato, que eu fazia parte da agricultura familiar, as notas fiscais de 15 anos e dei entrada no INSS pessoalmente. Hoje, eu vivo disso aí, eu tenho minha propriedade, tenho minha produção aqui, eu crio galinha, porco, [ininteligível] aqui no quintal, e mais a aposentadoria, que me dá condições de eu sobreviver.

 

Repórter Graziela Mendonça: Agricultores familiares como o Sr. José não vão mais precisar ir até o sindicato para conseguir a declaração de atividade rural, documento necessário para dar entrada no pedido de aposentadoria. Agora, tudo será feito direto na agência do INSS, como explica o presidente do instituto, Renato Vieira.

 

Presidente do INSS - Renato Vieira: Nós estamos simplificando o procedimento de concessão de benefícios previdenciários ao segurado especial, ao trabalhador rural brasileiro, que não precisará mais de declaração sindical e nem se deslocar a qualquer outro órgão com o objetivo de comprovar a atividade rural. Basta que compareça ao INSS com sua autodeclaração e todo o restante do trabalho será feito de forma automatizada, por meio de cruzamento de informações do governo.

 

Repórter Graziela Mendonça: Para agendar a ida até o INSS, o processo continua o mesmo. O trabalhador rural tem que ligar no número 135. Chegando lá, vai preencher o formulário declarando sua atividade rural e os dados serão confirmados na hora pelo governo, sem a necessidade de passar por qualquer outro órgão público. Segundo o secretário da Agricultura Familiar e Cooperativismo, Fernando Schwanke, além de facilitar a vida do produtor, a medida vai ajudar a reduzir fraudes.

 

Secretário da Agricultura Familiar e Cooperativismo - Fernando Schwanke: Essa ação fortalece o sistema e ela diminui, obviamente, qualquer tipo de possibilidade, ou diminui a questão das fraudes. Então, acho que essa é a grande contribuição que a secretaria pôde dar nesse processo, nessa construção conjunta, que visa realmente robustecer os sistemas.

 

Repórter Graziela Mendonça: As mudanças começam a valer na próxima semana, a partir do dia 20 de março, para agricultores familiares e pescadores artesanais. E, no ano que vem, a concessão da aposentadoria rural deve se tornar ainda mais simples. O governo prevê a criação de um cadastro específico para esses trabalhadores, que vai permitir que o benefício seja concedido de forma automática. Reportagem: Graziela Mendonça.

 

Gabriela: Hoje é o Dia Mundial do Consumidor.

 

Nasi: E você vai ouvir daqui a pouco quais meios estão disponíveis para fazer valer seus direitos e resolver problemas na compra de um produto ou serviço.

 

Gabriela: Facilitação de negócios, fortalecimento do turismo e extradição de criminosos.

 

Nasi: Alguns dos acordos assinados hoje entre Brasil e Emirados Árabes Unidos.

 

Gabriela: O presidente Jair Bolsonaro recebeu hoje em Brasília o ministro dos Negócios Estrangeiros do país do Oriente Médio.

 

Repórter Danielle Popov: Além de se encontrar no Palácio do Planalto com o presidente Jair Bolsonaro, o ministro dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Internacional dos Emirados Árabes Unidos, o xeique Abdullah bin Zayed Al Nahyan também esteve no Itamaraty, onde se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e com o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. Foram assinados quatro acordos pelos dois chanceleres. Um deles prevê a facilitação de novos negócios por investidores dos dois países. Também foi assinado um tratado sobre assistência jurídica mútua em matéria penal. Os outros dois acordos se referem à extradição de criminosos que fugiram para o exterior e ao fortalecimento do turismo entre o Brasil e os Emirados Árabes Unidos. O ministro Ernesto Araújo explicou os tratados assinados.

 

Ministro das Relações Exteriores - Ernesto Araújo: Os Emirados Árabes são um dos nossos melhores parceiros já, no Oriente Médio, e eu tenho certeza de que a potencialidade desse relacionamento já está dando frutos, agora já neste início de novo governo aqui no Brasil, como comprova a assinatura desses instrumentos.

 

Repórter Danielle Popov: A visita oficial do ministro dos Emirados Árabes Unidos celebra os 45 anos de relações diplomáticas entre os dois países. O xeique destacou a parceria com o Brasil, que chamou de país amigo. Ele destacou o comércio promissor e a disposição do país de aumentar as oportunidades de negócios. Os Emirados Árabes são o segundo maior parceiro comercial do Brasil no Oriente Médio. Os principais produtos exportados são carne, açúcar e aviões. Os importados são óleo diesel e ureia. No ano passado, o intercâmbio comercial entre os dois países atingiu US$ 2,6 bilhões. Reportagem: Danielle Popov.

 

Nasi: Você ouviu ontem aqui na Voz do Brasil que o presidente Jair Bolsonaro viaja neste fim de semana aos Estados Unidos.

 

Gabriela: Para o governo brasileiro, a viagem é um passo para reaproximação dos dois países.

 

Nasi: A expectativa é que sejam assinados acordos de cooperação.

 

Gabriela: O repórter Pablo Mundim, que vai acompanhar a visita do presidente, já está em Washington, nos Estados Unidos, e traz mais informações.

 

Repórter Pablo Mundim: A visita do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos é vista pelo governo como um marco da diplomacia brasileira. Vão ser três dias de agenda no país. Na terça-feira, Bolsonaro vai ser recebido no Salão Oval da Casa Branca, pelo presidente americano Donald Trump. Com relações políticas há mais de um século, os dois países têm parcerias em diversos segmentos, mas o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, adiantou que novas parcerias estão por vir com essa aproximação.

 

Ministro das Relações Exteriores - Ernesto Araújo: A visita aos Estados Unidos vai ser a retomada de uma parceria natural, Brasil e Estados Unidos. Então, vai ser o momento de começarmos a retomar uma parceria natural, uma parceria que foi e pode voltar a ser essencial para o desenvolvimento do Brasil, evidentemente, sem exclusão de outras grandes parcerias nossas.

 

Repórter Pablo Mundim: Para o professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, Creomar Souza, a viagem do governo brasileiro a Washington simboliza uma aliança mais próxima entre os dois governos.

 

Professor de Relações Internacionais - Creomar Souza: Eu creio que o atual momento das relações Brasil e Estados Unidos, em âmbito geral, está muito marcado pela vontade da presidência brasileira de estabelecer um novo polo de proximidade entre Brasília e Washington. Isso, obviamente, tem feito, desde a escolha do chanceler a, possivelmente, a escolha dos Estados Unidos como primeiro destino internacional do governo Bolsonaro, a tentativa de transmitir uma mensagem para o presidente Trump e para os seus interlocutores, de que o Brasil quer ser visto como um aliado privilegiado dos Estados Unidos na região e, mais do que isso, que o Brasil espera que os Estados Unidos olhem para Brasília com muita atenção e carinho, no que diz respeito à solução de antigas demandas entre ambos os atores e que, a partir daí, possa construir um espaço de interlocução e diálogo mais aprofundado.

 

Repórter Pablo Mundim: A reaproximação com os Estados Unidos é mais que uma oportunidade para o fechamento de acordos entre os dois países, é considerada pelo governo brasileiro como uma nova etapa, principalmente para o segmento econômico, com troca de tecnologia e redução de barreiras. A meta é tornar o ambiente de negócios brasileiro mais atraente para os investidores norte-americanos. De Washington, nos Estados Unidos, Pablo Mundim.

 

Nasi: Hoje é o Dia Mundial do Consumidor.

 

Gabriela: Pois é, Nasi, mas a relação entre empresas e quem compra um produto ou serviço nem sempre é a ideal.

 

Nasi: É, muitos de nós enfrentamos problemas depois de comprar algo, cobranças indevidas, produtos com defeito, compras pela internet que não chegam. São muitas as reclamações.

 

Gabriela: E para buscar os seus direitos, garantidos por lei, existem canais para reclamar e tentar uma negociação.

 

Nasi: E para a Secretaria Nacional do Consumidor, buscar a conciliação é sempre a forma mais rápida de resolver o problema nas relações de consumo.

 

Repórter Gabriela Noronha: Pagar as contas em dia é questão de honra para a massoterapeuta Joana d'Arc da Silva. Mesmo assim, ano passado, ela foi surpreendida com uma dívida que ela nem sabia que tinha.

 

Massoterapeuta - Joana d'Arc da Silva: Eles ficavam me ligando, ligavam dia sim, dia não, dia sim, dia não, e me cobrando, e me cobrando.

 

Repórter Gabriela Noronha: Mesmo garantindo que não era dona de nenhuma linha de telefone, Joana não conseguiu resolver o problema com a operadora e decidiu procurar o Procon em Brasília.

 

Massoterapeuta - Joana d'Arc da Silva: Sempre que, se ocorrer essa situação, eu vou procurar os meus direitos.

 

Repórter Gabriela Noronha: Casos como o da Joana estão no topo das reclamações nos Procons de todo o país. A cobrança indevida responde por 41% das queixas dos consumidores. Os números são registrados no Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor, o Sindec. Outro canal usado para reclamação é o consumidor.gov. O portal na internet permite a interlocução direta entre consumidores e empresas. Desde a criação, em 2014, até dezembro de 2018, foram mais de 1,5 milhão reclamações. E assim como nos Procons, cerca de 40% dos clientes usaram o consumidor.gov para contestar cobranças. A média de solução é de 81%. De acordo com Luciano Timm, secretário nacional do Consumidor, o prazo médio de respostas é de seis dias, tempo bem menor se o consumidor optar por uma ação na Justiça.

 

Secretário nacional do Consumidor - Luciano Timm: Quanto tempo demoraria uma demanda dos consumidores no Juizado Especial, segundo os dados do CNJ? Três a quatro anos.

 

Repórter Gabriela Noronha: E no Dia do Consumidor, a conciliação como melhor caminho para resolver pendências entre consumidores e empresas foi defendida em um encontro em Brasília, entre o governo federal, o Poder Judiciário e especialistas. Para a Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, uma relação de consumo digna é questão de justiça social.

 

Procuradora-Geral da República - Raquel Dodge: E a defesa do consumidor é um dever do Estado, que deve ser implementada na perspectiva de proteger a dignidade humana, de assegurar cidadania.

 

Repórter Gabriela Noronha: Já o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, ressaltou a importância de preservar a relação de consumo.

 

Ministro da Justiça e Segurança Pública - Sérgio Moro: O que nós pudermos fazer fora das cortes de Justiça, desde que satisfaça as partes envolvidas, é preferível.

 

Repórter Gabriela Noronha: E qualquer consumidor pode aprender mais sobre direitos e deveres nas relações de consumo. A Escola Nacional de Defesa do Consumidor disponibiliza três cursos gratuitos a distância. As inscrições estão abertas até o dia 18 de março. As informações estão na página: www.defesadoconsumidor.gov.br . Reportagem: Gabriela Noronha.

 

Gabriela: Você sabia que, antes de qualquer mercadoria entrar ou sair do Brasil, precisa passar pela aduana?

 

Nasi: Isso garante maior segurança ao comércio exterior e ajuda a combater o contrabando.

 

Gabriela: E hoje a Receita Federal divulgou o balanço das atividades aduaneiras no ano passado, nas fronteiras do país.

 

Nasi: O número de apreensões de mercadorias que seriam contrabandeadas para o Brasil atingiu novo recorde histórico, ultrapassando R$ 3 bilhões.

 

Gabriela: Um aumento de 40% em relação a 2017.

 

Nasi: O subsecretário de Administração Aduaneira da Receita Federal, Marcus Vinicius Vidal Pontes, explica as ações que chegaram a esse resultado.

 

Subsecretário de Administração Aduaneira - Marcus Vinicius Vidal Pontes: Esse recorde de apreensões é mais de 3 bilhões em 2018. Foi fruto do trabalho das equipes de repressão e também do Centro Nacional de Gerenciamento de Risco, que trabalhou junto, principalmente com os portos, identificando cargas de maior risco e apreendendo essas cargas.

 

Gabriela: Foram apreendidos: roupas, calçados, eletrônicos, brinquedos, medicamentos, além de drogas, como cocaína e maconha.

 

Nasi: A maioria das mercadorias, cerca de 45%, são cigarros.

 

Gabriela: Outro avanço foi em relação ao tempo gasto para liberar uma carga na fronteira.

 

Nasi: O tempo foi reduzido em quase sete dias, superando a meta estabelecida pelo governo, o que trouxe uma economia bilionária, de acordo com o secretário da Receita Federal Marcus Vinicius Vidal Pontes.

 

Subsecretário de Administração Aduaneira - Marcus Vinicius Vidal Pontes: Nós tínhamos o compromisso de reduzir de 13 para oito dias o processamento das cargas de exportação, reduzimos de 13 para 6,3 dias, então fomos além da meta estabelecida. Isso representa uma economia aí de R$ 44 bilhões no ano, ou seja, estamos colocando em preços mais competitivos os nossos bens no exterior.

 

Gabriela: E a corrente de comércio, que é a soma de tudo que o país comprou e vendeu, teve um crescimento de 14%.

 

Nasi: O Ministério da Justiça prorrogou por mais três meses a permanência da Força Nacional no estado de Mato Grosso do Sul.

 

Gabriela: Os profissionais estão no município de Caarapó, para ajudar no controle de conflitos agrários por questões fundiárias, em apoio aos órgãos de segurança pública do estado.

 

Nasi: E também para coibir o tráfico de drogas e o contrabando de armas e munições na região da fronteira.

 

Gabriela: Começou nesta semana o pagamento do último lote do abono salarial do PIS/Pasep ano base 2017.

 

Nasi: Podem sacar o PIS, nas agências da Caixa, os trabalhadores da iniciativa privada nascidos em maio e junho, e podem sacar o Pasep, nas agências do Banco do Brasil, os funcionários públicos com final 8 e 9 na inscrição.

 

Gabriela: O abono é pago para quem trabalhou por pelo menos 30 dias em 2017, com carteira assinada e com salário na média de até dois salários mínimos.

 

Nasi: Pra ter mais informações sobre o PIS, você pode ligar para o 0800 726 0207, da Caixa, ou acessar: www.caixa.gov.br/pis .

 

Gabriela: Para saber sobre o Pasep, basta ligar para o 0800 729 0001, no Banco do Brasil.

 

Nasi: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite e um bom fim de semana.

 

Nasi: Boa noite pra você e até segunda.

 

"Governo federal. Pátria amada, Brasil".