15 DE AGOSTO DE 2017

Destaques da Voz do Brasil: Nações Unidas apontam ação rápida e eficiente do Brasil no combate ao Zika Vírus. Pesquisa do IBGE mostra que brasileiros voltam as compras. Número de endividados cai pela primeira vez depois de 7 meses em alta. Nova meta fiscal deve ser anunciada pelo governo ainda hoje.

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Transcrição


A Voz do Brasil - 15/08/2017

 

 

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19 horas.

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje."

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.


Nasi: Boa noite pra você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Terça-feira, 15 de agosto de 2017.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Nações Unidas apontam ação rápida e eficiente do Brasil no combate ao Zika vírus.

 

Nasi: Vamos conversar ao vivo com o ministro da Saúde Ricardo Barros.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Economia aquecida. Brasileiros voltam às compras. Natália Melo.

 

Repórter Natália Melo: Em junho, as vendas no varejo avançaram 1,2% em relação a maio. É o terceiro valor positivo seguido.

 

Gabriela: Número de endividados cai pela primeira vez depois de sete meses em alta.

 

Nasi: E vamos falar da nova meta fiscal, que deve ser anunciada pelo governo ainda hoje.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E pra assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: Relatório da ONU apresentado hoje destaca que a resposta do Brasil à epidemia de Zika foi rápida e eficiente.

 

Nasi: Os gastos com a doença aqui no país chegou a R$ 15 bilhões nos últimos dois anos.

 

Gabriela: E o governo garante que as ações para combater a doença continuam.

 

Repórter Gabriela Noronha: O relatório da UNU, a Organização das Nações Unidas, e do Ministério da Saúde apresentado nesta terça-feira destacou de forma positiva as ações do Brasil para combater epidemia do Zika vírus. Para Joaquim Roberto Fernandes, analista do Progama das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o relatório mostra que a resposta brasileira à epidemia foi rápida e eficiente.

 

Analista do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - Joaquim Roberto Fernandes: O relatório quer chamar a atenção a isso, que o governo continua financiando pesquisas, sendo um agente indutor da política pública, aprimorando a política pública pra que o gestor na ponta possa saber como é que ele deve dar assistência a essas famílias e, ao mesmo tempo, é dar uma mensagem à comunidade internacional de que a resposta brasileira, ela foi muito rápida, foi muito efetiva e tem sido muito bem eficiente.

 

Repórter Gabriela Noronha: A epidemia de Zika custou mais de R$ 15 bilhões ao Brasil nos últimos dois anos. O estudo mostra que cada pessoa com microcefalia vai precisar de investimento de aproximadamente R$ 2,7 milhões ao longo da vida. Segundo João Paulo Toledo, diretor da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, mesmo com a diminuição de casos, o Governo Federal continua trabalhando no combate ao mosquito

 

Diretor da Secretaria de Vigilância em Saúde - João Paulo Toledo: Desde o final da declaração de emergência, nós temos reforçado as nossas ações de combate ao vetor, né, para o enfrentamento de Dengue, Zika e Chikungunya. Nós ainda conseguimos manter as pesquisas que estão sendo realizadas, de desenvolvimento de vacinas, desenvolvimentos de testes diagnósticos, né, e também os recursos pra ações de assistência a essas crianças com microcefalia e aos seus familiares.

 

Repórter Gabriela Noronha: No Brasil, crianças com microcefalia de baixa renda recebem auxílio de um salário mínimo, mais de 2.500 pessoas recebem o benefício. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Nasi: E todo esse reconhecimento obtido hoje pelo Brasil na ONU não veio à toa.

 

Gabriela: Há três meses, o Ministério da Saúde declarou o fim da emergência nacional para a Zika e microcefalia.

 

Nasi: Para isso, muitas foram as ações e os esforços do país para vencer a doença.

 

Gabriela: Desenvolvimento de vacinas, benefícios sociais a famílias com crianças com microcefalia e campanhas para alertar a população.

 

Repórter Raquel Mariano: No início de 2015, o nordeste brasileiro se deparava com o aumento de casos de uma doença não identificada. Logo veio a confirmação: O Zika vírus chegava ao Brasil. Rapidamente, a doença se alastrou por todo o país e bebês estavam nascendo com microcefalia, filhos de mulheres expostas ao vírus da Zika. A velocidade com que o governo se mobilizou foi fundamental para combater a doença. Rapidamente, foi montada uma sala de coordenação nacional e criada a recomendação do exame de contagem do Zika durante a gestação. Na época, a diretora de Normas e Habilitação de Produtos da ANS, Carla Coelho, fez o anúncio.

 

Diretora de Normas e Habilitação de Produtos da ANS - Carla Coelho: Durante o pré-natal, é recomendado que as gestantes com ou sem sintomas da doença realizem esses exames, e que eles sejam repetidos no final.

 

Repórter Raquel Mariano: Foi feita a campanha em todo o país, para informar a população, e o monitoramento semanal dos casos da doença. Foi montada uma força-tarefa com 50 mil militares e equipes de agentes comunitários para eliminação de focos do mosquito. Profissionais foram treinados para estimular o desenvolvimento precoce das crianças com microcefalia e as famílias passaram a receber o BPC, o Benefício de Prestação Continuada. O Miguel, filho da dona de casa Ingrid Barreto, nasceu em 2015. Diagnosticado, foi encaminhado para o Centro de Atendimento a Crianças com Microcefalia, como conta a mãe Ingrid.

 

Dona de casa - Ingrid Barreto: A princípio, era fisioterapia e fono. Hoje, ele faz a natação, através do Projeto Abraço, hoje ele faz a fonoterapia também através do projeto, terapia ocupacional, ele faz a reabilitação auditiva e fisioterapia. Todos os atendimentos do Miguel hoje são pela rede pública.

 

Repórter Raquel Mariano: E neste ano veio o resultado: O Brasil finalmente conseguiu controlar a doença. E há três meses o Ministério da Saúde declarou o fim da emergência nacional, após uma queda de 95% dos casos. Reportagem, Raquel Mariano.

 

Nasi: E uma das ações em que o governo destina verbas, quando o assunto é Zika vírus, é a orientação de estudantes no combate ao mosquito Aedes aegypti.

 

Gabriela: Essa é uma das atividades do programa Saúde na Escola, que já alcançou 90% das cidades do país.

 

Nasi: Nos próximos dois anos, o programa quer atingir 20 milhões de estudantes.

 

Gabriela: Nossa equipe foi a uma escola aqui no Distrito Federal, para acompanhar uma das ações do programa. Dessa vez, o objetivo era orientar sobre alimentação saudável.

 

Palestrante: Pra cada copo de refrigerante que você ingere, você teria que ingerir 36 de água pra colocar seu corpo no ponto de equilíbrio.

 

Repórter Mara Kenupp: Orientar os estudantes, para que eles tenham uma alimentação saudável e cuidem da higiene bucal. Foram esses os temas da palestra desta terça-feira em uma escola pública de Taguatinga, a 30 quilômetros de Brasília, para 120 alunos do ensino médio. Segundo a professora de biologia, Valéria Matos, a palestra complementou as atividades em sala de aula.

 

Professora - Valéria Matos: Nesse enfoque, eu acabo trabalhando muito a questão alimentar, visto que os alunos estão tendo um consumo exagerado de açúcar. Então eu trabalho muito a questão do consumo de refrigerantes.

 

Repórter Mara Kenupp: A equipe de profissionais que deu a orientação aos alunos faz parte do programa Saúde na Escola, ação do Governo Federal desenvolvida em parceria com os municípios. A ideia do programa é envolver mais de 20 milhões de estudantes, que vão poder ajudar nas atividades e aprender, como os alunos da escola de Taguatinga, que agora sabem que se alimentar bem e cuidar dos dentes são gestos de quem tem atitude.

 

Estudante: Na palestra, mostrou pra gente como cuidar da saúde é importante, porque muitas doenças podem começar pela boca.

 

Estudante: Este projeto vai ser muito interessante pra nós. Como é financiado do governo, é para nós.

 

Repórter Mara Kenupp: Em todo o país, o programa conta com apoio de mais de 36 mil equipes de atenção básica do Sistema Único de Saúde, o SUS, que tem ajudado estudantes de todas as idades com orientações de saúde. São atividades sobre os cuidados com a saúde bucal, a importância da atividade física, da atualização das carteirinhas de vacinação, além da prevenção de doenças. Reportagem, Mara Kenupp.

 

Nasi: É, e pra falar de todas essas ações que ouvimos agora, a gente vai conversar ao vivo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros. Uma boa noite, ministro.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros (ao vivo): Boa noite, tudo bem, Nasi?

 

Nasi: Tudo. Ministro, primeiro, por que é importante orientar os estudantes sobre cuidados de saúde dentro das escolas?

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros (ao vivo): Olha, foi muito importante essa portaria interministerial Saúde na Escola. Os estudantes serão orientados em saúde bucal, saúde auditiva, saúde visual. Vamos trabalhar também com vacinação, regularização da caderneta vacinal, e a questão da obesidade, que hoje é um grande problema, e que, integrado com a unidade de saúde do bairro, nós vamos cuidar dessas crianças, desses adolescentes, de forma integrada, permitindo ampla cobertura vacinal, porque a vacina na escola alcança a todos, e também permitindo que o aprendizado seja melhor, na medida em que a criança recebe uma atenção, um aparelho auditivo, um óculos, e fica mais apta a aprender na escola.

 

Gabriela: Agora, ministro, a gente também ouviu que a Organização Mundial da Saúde destacou de forma positiva as ações do governo para combater o Zika vírus. Essas ações continuam, especialmente o cuidado com as crianças com microcefalia?

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros (ao vivo): Sim. Nós estamos cuidando das crianças com microcefalia, este ano foram 391 casos confirmados, muito menos do que no ano passado. Também a redução da infestação de Zika vírus foi de 93% em relação ao ano passado, por isso esse reconhecimento da eficiência do nosso trabalho no combate ao Zika vírus, e nós continuaremos acompanhando, dando assistência, instalamos os centros de reabilitação, onde essas crianças com microcefalia recebem os atendimentos multissetoriais, que permitem que elas possam se desenvolver da maneira mais adequada, considerando o problema que adquiriram em função da infestação da Zika.

 

Nasi: Ministro da Saúde, Ricardo Barros, muito obrigado pela participação ao vivo aqui na Voz do Brasil.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros (ao vivo): Um abraço.

 

Gabriela: 19h11 em Brasília.

 

Nasi: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Gabriela: Vamos falar da nova meta fiscal, que deve ser anunciada a qualquer momento pelo governo

 

Nasi: E os sinais de reaquecimento da economia. Pesquisa do IBGE mostra que os brasileiros estão voltando às compras.

 

Gabriela: Você já acompanhou aqui nesse espaço, dedicado ao trabalho das Forças Armadas, o esforço do governo para ampliar parcerias com países vizinhos.

 

Nasi: A ideia é reforçar ações de segurança e de inteligência na região de fronteira.

 

Gabriela: É, e depois de se reunir com o ministro da Defesa do Peru na semana passada, agora o ministro Raul Jungmann estará na Bolívia, onde deverá fechar novas medidas de enfrentamento aos crimes na região de fronteira.

 

Repórter Marina Melo: A integração total dos órgãos de defesa, inteligência e segurança pública foi o que garantiu a paz e a tranquilidade de brasileiros e turistas durante os Jogos Olímpicos Rio 2016. O modelo de segurança integrada entre esses três eixos, também é a essência do Plano Nacional de Segurança Pública e das ações para conter a criminalidade na região de fronteira do Brasil com outros países. Mas, para que essas ações sejam efetivas, é preciso que os mesmos órgãos dos outros países também estejam trabalhando de forma integrada entre si e em parceria com seus vizinhos. Por isso, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, tem se reunido com autoridades dos países que fazem fronteira com o Brasil, como o Peru, Bolívia e Colômbia. Nesta quinta-feira, Jungmann estará em Santa Cruz de La Sierra na Bolívia, para mais uma reunião com o ministro da Defesa boliviano, Reymi Ferreira. O ministro Raul Jungmann explica que, sem essa cooperação, não há como avançar nas ações de segurança na fronteira.

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann: Então, país algum, é isso que eu queria chamar a atenção, pode ser capaz de resolver os problemas da grande criminalidade no seu território nacional. Não tem jeito, nós não vamos resolver os nossos problemas se nós não construirmos parcerias, e vou adiante, instituições, instituições que possam lidar permanentemente com a questão do crime ou do ilícito internacional.

 

Repórter Marina Melo: Os países vizinhos têm se mostrado receptivos e dispostos a cooperar. O chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, Almirante Ademir Sobrinho, explica que o trabalho precisa ser constante para gerar resultados.

 

Chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas - Almirante Ademir Sobrinho: Nós estamos tentando intensificar as ações em cooperação com os órgãos de segurança pública, com as agências que têm atribuições nas fronteiras, de modo que a gente possa otimizar os nossos trabalhos e ter o maior rendimento. Isso é um trabalho longo, não se resolve o problema do dia pra noite, então tem que ser um trabalho constante, um trabalho interagências, um trabalho focado na cooperação e na integração dos esforços na faixa de fronteira.

 

Repórter Marina Melo: Pelo mar e pelos gigantescos rios da região amazônica, pela extensa fronteira terrestre e também pelo reforço no controle do espaço aéreo, da parte do Brasil, Marinha, Exército e Aeronáutica têm reforçado todas as suas ações para conter a criminalidade na região de fronteira. Reportagem, Marina Melo.

 

Nasi: O brasileiro está comprando mais. É o que mostra uma pesquisa divulgada hoje pelo IBGE.

 

Gabriela: O consumo de bens duráveis, como móveis e eletrodomésticos, além de roupas e calçados, foi maior no mês de junho e isso fez as vendas no varejo crescerem pelo terceiro mês seguido.

 

Repórter Natália Melo: Nas vitrines das lojas, ofertas. Juros mais baixos e facilidades de pagamento atraem os consumidores. O produtor de eventos Fábio Pereira aproveitou a oportunidade para adquirir uma panela de pressão. Ele conta que o bom momento financeiro da família garantiu boas compras nos últimos meses.

 

Produtor de eventos - Fábio Pereira: Hoje eu comprei uma panela elétrica de pressão, no dia das mães eu comprei uma panela elétrica de arroz e, há uns três meses atrás, comprei uma TV de 43 polegadas.

 

Repórter Natália Melo: O avanço das vendas no comércio em junho foi destaque na última pesquisa sobre o varejo, feita pelo IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Em junho, as vendas no varejo avançaram 1,2% em relação a maio. Para a gerente de Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Isabela Nunes, o acúmulo positivo mostra um resultado mais consistente para o setor.

 

Gerente de Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE - Isabela Nunes: Esse resultado é o terceiro resultado positivo consecutivo, trazendo um resultado mais consistente pro varejo que não era observado desde o final de 2014.

 

Repórter Natália Melo: O estudo identificou o crescimento de vendas em seis das oito atividades pesquisadas. Entre os destaques do comércio varejista no mês de junho estão móveis e eletrodomésticos, tecidos, vestuário e calçados e artigos de uso pessoal e doméstico. O economista da Confederação Nacional do Comércio, Fábio Bentes, associa o resultado a uma melhora nas condições de consumo da população.

 

Economista - Fábio Bentes: A inflação está baixa, de fato. E com essa inflação mais baixa, abre-se espaço para taxas de juros menores. Taxas de juros no Brasil são altíssimas, mas elas vêm também cedendo, junto com a inflação. E talvez o fator mais importante de todos, uma já recuperação, ainda que modesta, do mercado de trabalho.

 

Repórter Natália Melo: O aumento das vendas foi registrado em 24 das 27 unidades da Federação. Já o varejo ampliado, que inclui veículos, motos, peças e materiais de construção, avançou 2,5% em relação a maio. Reportagem, Natália Melo.

 

Nasi: E após sete meses de alta, o número de inadimplentes cai no mês de junho. Os dados foram divulgados hoje pelo Serasa Experian.

 

Gabriela: Essa redução é resultado da queda da inflação, redução das taxas de juros, a entrada dos recursos do FGTS na economia e o aumento na geração de empregos.

 

Nasi: Em junho, o número de consumidores inadimplentes no país era de 60.600.000, brasileiros que, em meio à recessão, não puderam pagar as contas. Outros, não souberam se organizar, deixando o orçamento chegar no vermelho.

 

Gabriela: E pra essas pessoas, a Escola Nacional do Consumidor tem uma saída: Cursos de graça para ajudar na hora de fazer as contas e evitar dívidas.

 

Repórter João Pedro Neto: O engenheiro mecânico Alessandro Reis se considera uma pessoa organizada quando o assunto são as finanças. Ele monta o orçamento, acompanha tudo nas planilhas ao longo do mês e, quando sobra um dinheirinho, não pensa duas vezes, investe.

 

Engenheiro mecânico - Alessandro Reis: Estou fazendo investimento pra conseguir trocar de apartamento sem fazer um novo empréstimo. E também tenho um investimento a longo prazo, no Tesouro, eu invisto pensando em não depender só do INSS.

 

Repórter João Pedro Neto: Bom exemplo do Alessandro, mas, segundo o especialista em comportamento do consumidor e professor universitário, Lucas Esmeraldo, o hábito de se organizar financeiramente não é tão comum entre os brasileiros.

 

Professor - Lucas Esmeraldo: Os gastos são excessivos, a gente não tem o controle do orçamento familiar e isso gera como índice de inadimplência um aumento da desconfiança junto ao consumidor brasileiro.

 

Repórter João Pedro Neto: E para ajudar cidadãos de todo o país, a Escola Nacional de Defesa do Consumidor está com as inscrições abertas para um conjunto de cursos gratuitos na internet. A ideia é orientar os participantes sobre questões como orçamento doméstico e planejamento financeiro. Os cursos também dão dicas sobre como sair do vermelho. É o que explica a coordenadora da Escola Nacional de Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, Andiara da Costa.

 

Coordenadora da Escola Nacional de Defesa do Consumidor - Andiara da Costa: Então ele vai tratar de orçamento doméstico, de planejamento, das emoções que se tem no momento de uma compra, se é por impulso, se é por necessidade, se a pessoa precisa mesmo daquilo que ela está pensando em adquirir e da melhor forma de ela adquirir, né? Será que não seria melhor poupar e comprar à vista, que você ganha um desconto?

 

Repórter João Pedro Neto: São mais de sete mil vagas e os cursos duram entre 20h e 60h. Pra quem precisa aprender a se planejar financeiramente, o engenheiro Alessandro Reis, lá do começo da reportagem, garante: Se organizar vale a pena.

 

Engenheiro mecânico - Alessandro Reis: Eu já consegui juntar esse orçamento e nem por causa disso eu deixei de fazer as coisas que eu gosto de fazer. A principal delas é viajar.

 

Repórter João Pedro Neto: As aulas começam em setembro e as inscrições podem ser feitas pelo site www.defesadoconsumidor.gov.br/escolanacional, até o próximo domingo, dia 20. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Gabriela: 19h19 em Brasília.

 

Nasi: Estamos no mês da Juventude e o governo quer melhorar e desenvolver as políticas públicas para os jovens que são o futuro do país.

 

Gabriela: Para isso, existe o Conselho Nacional da Juventude, com representantes de todos os estados.

 

Nasi: E os novos conselheiros tomaram posse hoje e já estão prontos para o trabalho.

 

Repórter Nei Pereira: Dos 60 conselheiros, 40 são da sociedade civil e representam entidades sociais de todas regiões do país, como Bruno Ramos, da Associação Liga do Funk, de São Paulo.

 

Conselheiro - Bruno Ramos: Os jovens que nós estamos representando aqui é os 50 milhões de jovens, que nós devemos ter essa responsabilidade de criar políticas públicas de fato.

 

Repórter Nei Pereira: O Conjuv tem atuação na Secretaria Nacional de Juventude, em todos os ministérios que possuem programas para os jovens e até no Poder Legislativo Federal. O ministro da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy, ressalta a pluralidade do conselho.

 

Ministro da Secretaria de Governo - Antônio Imbassahy: Aqui tem gente de todas as regiões do país, com tanto anseio, com tantos problemas, mas com tantas oportunidades e possibilidades de vitória.

 

Repórter Nei Pereira: Um dos desafios do conselho é ajudar na implementação de políticas públicas para combater a violência que atinge boa parte dos jovens do país, como explica o secretário nacional de Juventude, Assis Filho.

 

Secretário nacional de Juventude - Assis Filho: A nossa preocupação principalmente é com os jovens negros que moram em periferia, que têm baixa escolaridade, que são vítimas de homicídios e de violência nesse país.

 

Repórter Nei Pereira: O governo também se preocupa com o lazer e a cultura para os jovens e um dos maiores programas para o público de 15 a 29 anos é o Identidade Jovem, que garante descontos em eventos culturais e esportivos e no transporte interestadual. O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, destaca a abrangência do programa.

 

Ministro da Casa Civil - Eliseu Padilha: Mais de 200 mil jovens já são portadores da Identidade de Juventude e já fazem uso dela para ter acesso às políticas públicas do governo.

 

Repórter Nei Pereira: O conselho sugere políticas públicas de juventude, desenvolve pesquisas sobre a realidade socioeconômica dos jovens e promove o intercâmbio entre as organizações juvenis nacionais e internacionais. Reportagem, Nei Pereira.

 

Gabriela: E o ID Jovem é uma das principais políticas públicas para os jovens.

 

Nasi: Pois é, e o programa foi destaque em três festas no Distrito Federal, que comemoraram o Dia da Juventude no último sábado.

 

Gabriela: A intenção foi apresentar à população os benefícios do Identidade Jovem.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Eles têm energia de sobra, cantam, dançam, animação não falta. Eles são jovens, têm entre 15 e 29 anos e, apesar de tanta descontração, todos têm na ponta da língua o papel que devem desempenhar na sociedade.

 

Entrevistado: Se a gente não mostrar o que a gente tem pra oferecer, [ininteligível].

 

Entrevistada: Os jovens, eles são o futuro do Brasil. Com a influência dele na política, na cultura, tudo, ajuda muito a formar um Brasil melhor.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: E entre tantos direitos, a Secretaria Nacional de Juventude criou uma forma de garantir lazer e transporte para jovens de baixa renda. Por isso criou a Identidade Jovem, mais conhecida como ID Jovem. O documento dá direito a meia-entrada em atrações culturais, além de passagens de graça em viagens de ônibus interestaduais. Segundo o secretário nacional de Juventude, Francisco de Assis Filho, mais de 235 mil jovens têm o documento e já garantiram os direitos.

 

Secretário Nacional de Juventude - Francisco de Assis Filho: O Brasil possui 51 milhões de brasileiros de 15 a 29 anos. O governo brasileiro busca dar uma atenção especial a esse maior número de jovens que possuímos na história, segundo os dados do IBGE.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Jovens como a estudante Rafaela Lisboa, que mora em Planaltina, cidade do Distrito Federal. Ela conta que, com o documento, se sente mais valorizada e garante que vai aproveitar bastante os benefícios.

 

Estudante - Rafaela Lisboa: Vou aproveitar pra sair mais, ir no teatro, ir no cinema, ir em lugares, pra adquirir mais cultura, mais conhecimento.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Têm direito a ID Jovem pessoas de 15 a 29 anos, que tenham renda familiar menor que dois salários mínimos. Para saber como tirar a sua, basta acessar o endereço na internet: juventude.gov.br. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Nasi: O Ministério da Fazenda deve anunciar a qualquer momento a nova meta fiscal do governo. E vamos para lá, onde o repórter Paulo La Salvia tem mais informações ao vivo. Boa noite, Paulo.

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Boa noite, Nasi. Os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Diogo Oliveira, devem detalhar as novas metas fiscais para este ano e para o ano que vem. As metas atuais são de um saldo negativo, ou seja, despesas maiores do que receitas, de R$ 139 bilhões para 2017 e de R$ 129 bilhões para 2018. Os motivos para as revisões são uma arrecadação menor do que a prevista e a decisão do governo de não aumentar impostos. A equipe econômica também deve anunciar um conjunto de medidas para reduzir despesas do setor público. Ao vivo, Paulo La Salvia.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do Governo Federal.

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Gabriela: Boa noite pra você e até amanhã.

 

 

"Brasil, ordem e progresso."