16 DE JANEIRO DE 2019 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: Brasil e Argentina vão ampliar parcerias. Presidente Jair Bolsonaro recebe presidente argentino e reforça cooperação para combate ao crime e geração de emprego e renda. Mercosul também foi tema do encontro. E países vão trabalhar para valorizar tradição do bloco. Trabalho que vai além de proteger nossas fronteiras. Com o Programa Calha Norte, militares atuam na construção de escolas, creches e hospitais em áreas carentes. E estamos no janeiro roxo, mês de combate à hanseníase.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quarta-feira, 16 de janeiro de 2019.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Brasil e Argentina vão ampliar parcerias.

 

Gabriela: Presidente Jair Bolsonaro recebe presidente argentino e reforça a cooperação para combate ao crime e geração de emprego e renda.

 

Presidente Jair Bolsonaro: Temos que criar novas oportunidades de comércio e investimentos a fim de gerar prosperidade e bem-estar em nossos países.

 

Nasi: Mercosul também foi tema do encontro.

 

Gabriela: E países vão trabalhar para valorizar tradição do bloco. Luciana Collares de Holanda.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: Os presidentes dos dois países disseram concordar que a organização precisa ser modernizada e aperfeiçoada.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Trabalho que vai além de proteger nossas fronteiras.

 

Nasi: Com o Programa Calha Norte militares atuam na construção de escolas, creches e hospitais em áreas carentes. Lane Barreto.

 

Repórter Lane Barreto: Equipamentos essenciais para o trabalho no campo e na cidade também são adquiridos como recursos do Calha Norte.

 

Gabriela: E estamos no Janeiro Roxo, mês de combate à hanseníase. Cleide Lopes.

 

Repórter Cleide Lopes: O tratamento é de graça em todo o país, pelo Sistema Único de Saúde.

 

Nasi: Hoje, na apresentação da Voz, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br .

 

Nasi: Criar novas oportunidades para comércio entre Brasil e Argentina e aperfeiçoar o Mercosul para gerar emprego e renda para os dois países.

 

Gabriela: Esses são alguns dos pontos discutidos entre os presidentes Jair Bolsonaro e Maurício Macri, que se reuniram hoje, em Brasília.

 

Nasi: Durante a visita do presidente argentino, também foi assinado um acordo que moderniza o tratado de extradição entre os dois países.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: Brasil e Argentina são parceiros históricos, com uma agenda de cooperação bem abrangente, que vai do ciência e tecnologia a política e economia. As relações comerciais entre os dois países também são muito fortes e movimentaram só no ano passado mais de US$ 26 bilhões. O comércio entre os dois países foi um dos temas do encontro entre Jair Bolsonaro e o presidente argentino Maurício Macri. Segundo o presidente Bolsonaro, ele e Macri trataram ainda de vários assuntos de interesse comum, como energia nuclear, defesa, combate ao crime organizado e ciência e tecnologia.

 

Presidente Jair Bolsonaro: O que nos move é a busca de resultados concretos que contribuam para o desenvolvimento de nossos países e para o bem-estar dos brasileiros e argentinos.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: Brasil e Argentina são sócios-fundadores do Mercosul, o bloco econômico que reúne também Paraguai e Uruguai. Os presidentes dos dois países disseram concordar que a organização precisa ser modernizada e aperfeiçoada, como detalha o presidente brasileiro.

 

Presidente Jair Bolsonaro: O Mercosul precisa valorizar sua tradição original, abertura comercial, redução de Barreiras, eliminação de burocracias. O propósito é construir um Mercosul enxuto que continue a fazer sentido e ter relevância. Na frente externa concordamos que é preciso concluir rapidamente as negociações mais promissoras e iniciar novas negociações com criatividade e flexibilidade para recuperarmos o tempo perdido. Temos que criar novas oportunidades de comércio e investimentos, a fim de gerar prosperidade e bem-estar em nossos países.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: Os dois governos assinaram um documento que revisa o acordo de extradição entre os dois países. O documento diz que os pois países ficam obrigados a extraditar as pessoas que estão em seu território e que tenham sido acusadas, processadas ou condenadas pelas autoridades do seu país de origem para serem processadas ou para cumprimento da sentença imposta. Segundo o ministro da Justiça, Sérgio Moro, a ideia é tornar mais rápidos os processos de extradição.

 

Ministro da Justiça - Sérgio Moro: O tratado de tradição é um pouco antigo, foi feito numa outra época, as formas de comunicação hoje são outras e a percepção de que há uma necessidade de se modernizar esse mecanismo de cooperação. Então, esse tratado vai permitir uma comunicação mais rápida entre os dois países.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: O presidente Jair Bolsonaro elogiou as reformas promovidas por Maurício Macri na Argentina, e disse que quer levar adiante reformas econômicas que gerem emprego e renda, um Estado eficiente e setor pujante com um ambiente que favoreça o empreendedor. Reportagem, Luciana Collares de Holanda.

 

Gabriela: E os presidentes Jair Bolsonaro e Maurício Macri também discutiram a situação da venezuelana.

 

Nasi: Macri disse que a Argentina reconhece a Assembleia Nacional Venezuelana como única instituição legítima daquele país.

 

Gabriela: Posição semelhante foi adotada pelo governo brasileiro na semana passada.

 

Nasi: O Brasil considera ilegítimo o novo mandato de Nicolás Maduro como presidente da Venezuela.

 

Gabriela: A Venezuela é também membro do Mercosul, mas está suspensa porque os outros integrantes do bloco consideram que o país não respeita normas democráticas.

 

Nasi: O país também vive uma crise econômica que tem levado muitos venezuelanos a procurar asilo em países vizinhos.

 

Gabriela: E no Brasil foi montada uma estrutura em Roraima para receber os imigrantes que chegam em busca de trabalho.

 

Nasi: Amanhã, um grupo de ministros e parlamentares vai ao estado para conhecer as ações do Governo Federal para o acolhimento aos venezuelanos.

 

Gabriela: O repórter Márcia Fernandes vai acompanhar a comitiva e traz para a gente outras informações.

 

Repórter Márcia Fernandes: A comitiva vai a Roraima para avaliar quais ações foram tomadas até agora no atendimento aos venezuelanos que chegam ao Brasil. Além de ver de perto como os imigrantes se encontram, os representantes do Governo Federal vão visitar os abrigos da operação acolhida, que recebem os venezuelanos em Boa Vista. Na sexta-feira o grupo segue para a cidade de Pacaraima, na fronteira com a Venezuela. Lá, eles vão correr o centro de triagem e as atividades feitas pela força-tarefa para entender os venezuelanos na fronteira. A comitiva vai debater também com governo de Roraima quais ações podem ser tomadas para amenizar os impactos sentidos pela população do estado. A Operação Acolhida lançada em março do ano passado para atender os venezuelanos vítimas da crise humanitária que atinge o país vizinho. Já foram confirmadas a presença do ministro da Defesa, Fernando de Azevedo e Silva, da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, da Cidadania, Osmar Terra, e da Controladoria-Geral da União, Wagner de Campos Rosário. Parlamentares e militares também devem integrar o grupo. Amanhã eu volto aqui na Voz do Brasil com outras informações sobre essa visita a Roraima. Márcia Fernandes para a Voz do Brasil.

 

"Defesa do Brasil! Defesa do Brasil! Defesa do Brasil!".

 

Nasi: Além de vigiar e proteger nossas fronteiras, as Forças Armadas atuam no desenvolvimento de áreas carentes.

 

Gabriela: Com o programa Calha Norte, militares financiam a construção de escolas, creches e hospitais.

 

Nasi: Além de tratores e equipamentos para pequenos produtores rurais em quase 380 municípios da região amazônica e dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

 

Repórter Lane Barreto: Atualmente, 12 milhões de habitantes são beneficiados pelo programa, incluindo a população indígena. Desde a criação do Calha Norte, em 1985, foram investidos, aproximadamente, R$ 4 bilhões em obras de infraestrutura. O diretor do programa, brigadeiro Roberto Dantas, explica que obras como as de adequação de unidades militares nas fronteiras são realizadas com verbas do Governo Federal.

 

Diretor do Calha Norte - Brigadeiro Roberto Dantas: São os recursos que estão repassados para obras de infraestrutura e de custeio das três Forças Armadas, de tal forma que elas possam manter as suas instalações em condições dignas para poder exercer o papel de fiscalização e de vigilância, principalmente na faixa de fronteira.

 

Repórter Lane Barreto: Na área social, diversas obras de infraestrutura, como a construção de escolas, creches e hospitais, são financiadas por meio de convênios firmados entre o Ministério da Defesa e os governos estaduais e municipais. Além disso, equipamentos essenciais para o trabalho no campo e na cidade também são adquiridos com recursos do Calha Norte. Em função do programa, o operador de máquinas, Urias Duarte, da cidade de São Miguel do Guaporé, em Rondônia, recebeu um novo equipamento e conta como foi usá-lo em seu trabalho.

 

Operador de máquinas - Urias Duarte: Trabalhar em parte de cascalhamento, cascalhar, carregar caminhão. Essa função é a função dela, né? Então, para a gente é excelente.

 

Repórter Lane Barreto: Entre os beneficiados pelo programa estão mais de 500 pequenos produtores rurais de 52 municípios de Rondônia. Até maio desde ano eles vão receber tratores e máquina, entre outros itens agrícolas. A aquisição foi possível por meio de decreto federal que disponibilizo ou R$ 150 milhões para impulsionar a agricultura familiar na região. Reportagem, Lane Barreto.

 

Gabriela: E militares na Marinha, Exército e Aeronáutica vão continuar atuando na recepção, hospedagem, transporte e distribuição dos profissionais do programa Mais Médicos em localidades de difícil acesso e em comunidades indígenas.

 

Nasi: O apoio foi solicitado pelos Ministérios na Saúde e da Educação, e ocorre desde 2013.

 

Gabriela: Nesses seis anos já foram transportados mais de 18,7 mil profissionais em todo o país, segundo o Ministério da Defesa.

 

Nasi: A hanseníase é uma doença que vem caindo no país, mas, mesmo assim, o Brasil ainda é o segundo do ranking mundial no número de novos casos.

 

Gabriela: Por isso o Ministério da Saúde, em parceria com outras organizações, promove neste mês uma campanha de conscientização sobre a doença.

 

Nasi: É o chamado Janeiro Roxo.

 

Gabriela: A hanseníase tem cura, e, quanto mais cedo for descoberta, menos complicações ela traz para os infectados.

 

Repórter Cleide Lopes: Na última década o Brasil apresentou uma redução de 34% no número de novos casos de hanseníase. Ainda assim, o país reúne 90% de todos os casos registrados nas Américas. A doença tem cura, e, quanto mais cedo o diagnóstico, melhor para o tratamento, como explica o médico e professor de dermatologia da Universidade de Brasília, Ciro Martins Gomes.

 

Médico e professor de dermatologia - Ciro Martins Gomes: A hanseníase é uma doença dermatoneurológica que acomete pele e nervos O primeiro sinal é uma mancha na pele que tem a sensibilidade diminuída ou o espessamento dos nervos. Então, quando o paciente tem o reconhecimento, seja por um médico ou seja um autoconhecimento dessas alterações, ele deve procurar o atendimento.

 

Repórter Cleide Lopes: Há 14 anos Francinaldo de Oliveira Claudino, morador de Luziânia, em Goiás, foi diagnosticado com hanseníase. Hoje, ainda em tratamento, já acostumou a conviver com as dores, mas lembra que a maior delas é a discriminação.

 

Entrevistado - Francinaldo de Oliveira Claudino: Sofri, entendeu? Minha patroa teve preconceito, perguntava para mim se essa doença pega. Eu falei: Não. Pega não. A partir de começar o tratamento não vai transmitir pra ninguém, entendeu? Eu tenho filho, tem mulher, não foi transmitido para elas.

 

Repórter Cleide Lopes: O Hospital Universitário de Brasília é referência no tratamento de hanseníase, e toda a semana um grupo que recebe tratamento no hospital se reúne para compartilhar informações sobre a doença, como explica a coordenadora voluntária do grupo de apoio, Marli Araújo.

 

Coordenadora voluntária de grupo de apoio - Marli Araújo: Às vezes a pessoa trata direitinho, não falta em nenhuma consulta, mas não admite falar da doença. É um preconceito que nem você mesmo admite, você tem medo que seu vizinho saiba que você tem hans, você tem medo que alguém saiba. Agora, eu acho que na hora que você assume, você fica mais leve.

 

Repórter Cleide Lopes: Dos quase 27 mil casos de hanseníase registrados em 2017, perto de 90% foram avaliados quanto à sua incapacidade física, mais de 20% deles foram diagnosticados com problemas visíveis nos pés e nas mãos. Por essa razão, a campanha desse Janeiro Roxo traz como tema a incapacidade, e é o que explica a coordenadora-geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação do Ministério da Saúde, Carmelita Ribeiro Filha.

 

Coordenadora-geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação - Carmelita Ribeiro Filha: A cura da hanseníase é em qualquer fase. O que a gente coloca é que o diagnóstico cedo, precoce, evita incapacidade. Uma das características do diagnóstico tardio já é a própria incapacidade.

 

Repórter Cleide Lopes: E, atenção, a hanseníase pode ser confundida com outras doenças, como, por exemplo, a lesão por esforço repetitivo, a LER. Por isso o Ministério da Saúde recomenda que as pessoas procurem atendimento médico quando aparecer alguma mancha no corpo, e, principalmente, se essa mancha for insensível ao toque ou ao calor. Lembrando que o tratamento é de graça em todo o país pelo Sistema Único de Saúde. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Nasi: Você vai ouvir ainda nesta edição quais são as maiores reclamações de clientes em relação aos bancos.

 

Gabriela: E vai entender que essas reclamações ajudam a melhorar o serviço prestados por eles.

 

Nasi: O que governo deve gastar e investir com arrecadação de impostos e contribuições neste ano agora é lei.

 

Gabriela: É que o orçamento de 2019 foi sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro.

 

Nasi: A estimativa de arrecadação é de R$ 3,3 trilhões, mesmo valor previsto para as despesas.

 

Gabriela: Mais de R$ 120 bilhões dever ser usados para investimentos.

 

Nasi: Inovação aberta, um modelo de parceria onde todos saem ganhando.

 

Gabriela: Pois é, Nasi, nesse tipo de colaboração os custos dos projetos são divididos.

 

Nasi: E dessa forma e possível tirar do papel grandes ideias para o desenvolvimento de novas tecnologias.

 

Gabriela: É nisso que aposta a Embrapa para desenvolver projetos na área de produção agricultura.

 

Repórter Luana Karen: Há quase um ano a empresa do Gregory Vieira trabalha em parceria Embrapa no desenvolvimento de um extrato de macroalga marinha, o componente base para a fabricação de biofertilizantes é comprado fora do Brasil, o que eleva os custos de produção. A empresa do Gregory, considerada uma startup, é uma empresa pequena, existe há quatro anos e tem oito funcionários. Sem a parceria com a Embrapa, desenvolver o extrato seria impossível.

 

Empresário - Gregory Vieira: Eu não ia conseguir produzir porque estamos começando agora, né? A empresa pequena ainda, está crescendo, e só junto com a Embrapa, a Embrapa e o Sebrae que a gente ia conseguir ter esse apoio para fazer o projeto.

 

Repórter Luana Karen: Agora a Embrapa quer ampliar as parcerias com a iniciativa privada para o desenvolvimento de soluções tecnológicas. A diferença do apoio tradicional, já oferecido pela instituição, é que neste modelo as empresas também participam dos custos de desenvolvimento do produto, é o que explica Bruno Brasil, secretário de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa.

 

Secretário de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa - Bruno Brasil: Temos três modalidades que dividimos esses parceiros. Os parceiros de grande e de médio porte que dividem os custos aportando um terço do recurso do desenvolvimento do projeto e da tecnologia; parceiros de pequeno porte ou microempresas e a associações e cooperativas de pequeno porte, que aportam 10% de contrapartida; e os agricultores da agricultura familiar, no que nós chamamos de inovação social. Nesse caso, esses parceiros são isentos de contrapartida.

 

Repórter Luana Karen: As empresas interessadas em desenvolver produtos em parceria com a Embrapa devem procurar um dos 42 centros de pesquisa da instituição. Ao final, com o produto pronto, todo mundo ganha, segundo Bruno Brasil, da Embrapa.

 

Secretário de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa - Bruno Brasil: Esse agente do setor produtivo, para ele se diferenciar e competir no mercado, ele precisa de inovação tecnológica, produzir com custo menor, controlar pragas, expandir produção, alcançar novos mercados, e é isso que o conhecimento das tecnologias da Embrapa provê. Então, é um tipo de parceria ganha-ganha. A inovação aberta é uma tendência no mundo todo.

 

Repórter Luana Karen: A meta em 2019 é destinar um terço do orçamento de pesquisa para projetos de inovação aberta com empresas, e chegar a 50% de orçamento em 2022. Reportagem, Luana Karen.

 

Nasi: Aposentados e pensionistas do INSS, que recebem acima do salário mínimo vão ter um reajuste de 3,43% nos benefícios deste ano.

 

Gabriela: A medida deve atingir quase 12 milhões de pessoas.

 

Nasi: Com a medida, o máximo que um aposentado ou pensionista pode receber, por mês, pelo INSS, chega a quase R$ 5.840,00.

 

Gabriela: Já para quem recebe o benefício de um salário mínimo, o reajuste acompanha um novo valor do salário, que passou de R$ 954 para R$ 998 este ano.

 

Nasi: Pagamento de impostos federais, estaduais, municipais e previdenciários, tudo numa única guia. Esse é o Simples Nacional.

 

Gabriela: É um regime tributário bem vantajoso para o empresário. Só que para continuar nesse sistema não dá para ter dívidas, como INSS, Receita Federal e nem a Fazenda Nacional.

 

Nasi: No ano passado, mais de 730 mil empresas com débitos tiveram até o fim do ano para regularizar a situação e 520 mil não pagaram o que deviam e foram excluídos do sistema.

 

Gabriela: Mas ainda dá tempo de reverter essa situação. Até o fim deste mês, as empresas que quitarem todo os débitos podem voltar para o sistema.

 

Nasi: Nós conversamos com Frederico Faber, coordenador-geral de Arrecadação e Cobrança da Receita Federal, que explicou porque o Simples é melhor para os pequenos empresários.

 

Coordenador-geral de Arrecadação e Cobrança da Receita Federal - Frederico Faber: O contribuinte que está fora do Simples, ele tem, ele perde essas vantagens, tanto financeiras, quanto as questões aí que envolvem documentação de ordem tributária e contábeis. Então, esse é o grande prejuízo.

 

Gabriela: E todas as informações para quem quer voltar ao Simples estão no portal do Simples Nacional, que pode ser acessado pela página: receita.fazendagov.br.

 

Nasi: Você que está nos ouvindo agora, já teve algum problema com o banco?

 

Gabriela: Pois é, Nasi, o Banco Central divulgou hoje um ranking com as principais reclamações de milhares de clientes em relação aos serviços bancários.

 

Nasi: O problema número um é a oferta de serviços de forma inadequada, que é quando as pessoas recebem informações insuficientes sobre um produto, por exemplo.

 

Gabriela: No segundo lugar da lista estão as reclamações de cartões de crédito.

 

Nasi: E essas reclamações ajudam a melhorar os serviços oferecidos pelos bancos.

 

Repórter Márcia Fernandes: Depois de um problema com serviço oferecido por uma empresa de telecomunicações, a diagramadora Shirley de Melo procurou o Procon. Essa não é a primeira vez que ela procura o órgão, ela conta que há alguns anos reclamou de um banco que cobrou uma taxa abusiva e conseguiu solucionar o caso.

 

Diagramadora Shirley de Melo: Essa ocasião foi importante para eu aprender a procurar antes, conhecer antes os serviços para não precisar nem procurar depois.

 

Repórter Márcia Fernandes: E um ranking do Banco Central listou as principais reclamações feitas nos últimos três meses do ano passado contra bancos e outras instituições financeiras. Sabe quando o banco promete um determinado benefício e quando você vai usar percebe que não é bem assim? Pois é, essa foi a reclamação mais comum entre os consumidores. Em segundo lugar estão as reclamações relacionadas aos cartões de crédito. Em terceiro, problemas sobre falta de segurança e sigilo nas operações. Em quatro lugar, reclamações de clientes que tentaram a portabilidade e não conseguiram. E em quinto, débitos feitos de forma errada na conta do cliente. No total, foram registradas mais de 11 mil reclamações. O chefe do Departamento de Atendimento ao Cidadão do Banco Central, Carlos Eduardo Gomes, explica que todas as denúncias são analisadas para saber se há procedência e que, quando um cliente reclama, ele ajuda todos os outros a conseguirem um serviço bancário melhor.

 

Chefe do Departamento de Atendimento ao Cidadão do Banco Central - Carlos Eduardo Gomes: A reclamação de um cliente pode ser suficiente para a gente perceber alguma coisa errada numa instituição financeira, e a correção daquele procedimento, o ajuste de um sistema, a melhoria de uma determinada política de vendas de uma situação financeira, pode trazer benefício a toda a gama de clientes daquela instituição financeira, em alguns casos, de toda a clientela do sistema financeiro.

 

Repórter Márcia Fernandes: O diretor do Procon-DF, Marcelo Nascimento, conta que denúncias contra bancos são muito comuns e que o consumidor deve ficar de olho nos contratos para evitar problemas no futuro.

 

Diretor do Procon-DF - Marcelo Nascimento: A gente orienta o consumidor, que antes de contratar um serviço bancário, ele pesquise antes sobre esse serviço que ele está pretendendo contratar, e fique bem atento às cláusulas, principalmente às cláusulas que são restritivas de direito e as cláusulas abusivas, que são os dois maiores problemas que são encontrados e identificados nos contratos envolvendo relação com o banco.

 

Repórter Márcia Fernandes: Mas se o banco não prestar o serviço direito, fizer uma cobrança abusiva ou prometer e não cumprir, aí não tem jeito, é preciso correr atrás dos direitos. Para isso é preciso, primeiramente, procurar os canais de atendimento do próprio banco ou fazer uma denúncia no Banco Central, pelo aplicativo de celular BC Mais Perto, pelo telefone 145 ou pelo site: bcb.gov.br. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Gabriela: A União Europeia decidiu hoje aplicar restrições às importações de aço.

 

Nasi: A medida deve estar em vigor no início do fevereiro.

 

Gabriela: Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a decisão europeia vai causar impacto sobre as exportações brasileiras.

 

Nasi: O Itamaraty informou, em nota, que o governo brasileiro tem dialogado com a União Europeia para preservar as vendas das empresas nacionais e que continuará atuando com todo a empenho na defesa dos interesses do Brasil.

 

Gabriela: O Ministério do Meio Ambiente suspendeu todos os convênios e parcerias com ONGs pelo prazo de três meses.

 

Nasi: A decisão, de acordo com o Ministério, foi tomada para avaliar todos os repasses a entidades no ano passado.

 

Gabriela: Na análise vão ser examinadas condições, prazos e volumes de recursos dos acordos.

 

Nasi: Em nota, o Ministério informa que após esta avaliação devem ser definidos quais convênios têm condições de ter continuidade, como os que eventualmente possam ter reparos.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com o Minuto do TCU, e, em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Gabriela: Uma boa noite e até amanhã.

 

"Governo Federal. Pátria amada, Brasil".