16/05/17 - A Voz do Brasil

Presidente Temer assina Medida Provisória que permite a municípios parcelarem dívidas com a previdência social. Brasil gera quase 60 mil empregos em abril. Esquadrilha da Fumaça completa 65 anos.

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Transcrição


A Voz do Brasil - 16/05/2017

 

Apresentador Aírton Medeiros: Em Brasília, 19 horas.
 
 "Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje."
 
 

Aírton: Olá, boa noite.


 Apresentadora Gláucia Gomes: Boa noite pra você que nos acompanha em todo o país.

 

Aírton: 16 de maio de 2017.

 

Gláucia: E vamos ao destaque desta terça-feira: Brasil volta a gerar empregos.

 

Aírton: Em abril foram criadas quase 60 mil vagas com carteira assinada.

 

Repórter: Desde 2014, o balanço de abril não trazia um resultado como o deste ano. O que mais contratou foi o setor de serviços.

 

Gláucia: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Aírton: Estados e municípios vão poder parcelar e ter descontos em dívidas com o INSS.

 

Gláucia: Medida foi assinada hoje pelo presidente Michel Temer para ajudar a fortalecer, para ajudar e fortalecer prefeituras.

 

Presidente Michel Temer: Para que a União seja forte, é preciso em primeiro lugar os municípios sejam fortalecidos. Se os municípios não forem fortes, o estado não será forte e a União, forte não será.

 

Aírton: Lançada hoje campanha para doação de leite materno. E também tem novidades para mamães que precisam amamentar em escolas e universidades.

 

Gláucia: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gláucia Mendes e Aírton Medeiros.

 

Aírton: E pra assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gláucia: A economia vem dando sinais de recuperação e o emprego voltou a aparecer.

 

Aírton: Pelo segundo mês no ano houve mais contratações que demissões.

 

Gláucia: Em abril foram gerados quase 60 mil postos de trabalho, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, CAGED, divulgados hoje pelo Ministério do Trabalho.

 

Repórter: O que mais contratou foi o setor de serviços, com mais de 24.700 novos postos de trabalho. Depois a agricultura e a indústria de transformação. A construção civil, mesmo com queda na geração de empregos, teve desempenho melhor do que abril de 2016. Para o ministro do Trabalho e Emprego Ronaldo Nogueira, o resultado é para ser comemorado.

 

Ministro do Trabalho e Emprego - Ronaldo Nogueira: É um sinal muito forte de que o emprego retoma a sua condição de normalidade no Brasil e, principalmente, os reflexos das medidas que o governo tem tomado, tem encontrado eco no mercado e o mercado volta a contratar.

 

Repórter: Uma das vagas de abril foi ocupada pela Amanda dos Santos Lima. Ela foi contratada em uma farmácia de manipulação em Taguatinga, no Distrito Federal. Para Amanda, ter a carteira assinada, depois de um ano de muita procura, é a chance de retomar o sonho de concluir uma faculdade.

 

Entrevistada - Amanda dos Santos Lima: Eu tive que trancar minha faculdade por um semestre, e agora, depois que eu comecei a trabalhar, eu vou poder voltar e também poder ajudar na minha família.

 

Repórter: Após uma reunião com o presidente Michel Temer, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Eugênio Gouveia Vieira, comentou a retomada de empregos em abril. Para ele, a aprovação das reformas da previdência e trabalhista pode acelerar a criação de postos de trabalho.

 

Presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro - Eduardo Eugênio Gouveia Vieira: Quanto mais cedo elas forem aprovadas, mais rapidamente o Brasil retoma o crescimento e, portanto, os empregos.

 

Repórter: Os cinco estados com mais criação de empregos em abril foram São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Goiás e Paraná. Reportagem, [ininteligível].

 

Aírton: E o assunto ainda é trabalho. A proposta que moderniza as leis trabalhistas foi apresentada hoje no Senado.

 

Gláucia: O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, participou de audiência pública com representantes de centrais sindicais, de entidades dos empregadores e senadores.

 

Aírton: Para o ministro, a proposta mantém os direitos dos trabalhadores, pra segurança jurídica aos acordos coletivos e principalmente tem o objetivo de gerar empregos.

 

Ministro do Trabalho - Ronaldo Nogueira: Nós não podemos pensar numa legislação trabalhista, pensando somente nas grandes empresas, nas empresas que detêm os ativos da maior parte do capital, nós temos micro e pequenos empresários, que são trabalhadores empreendedores, que geram empregos, cinco, oito empregos. Nós precisamos pensar numa legislação moderna, que garanta ao trabalhador a proteção dos seus direitos. E é em nome desses 13 milhões, 14 milhões de brasileiros, que não têm o endereço para trabalhar, é que nós precisamos nos unir, aprimorar o texto, construir um texto e dar um texto para o Brasil, que dê, consolide direitos, dê segurança jurídica e gere empregos.

 

Gláucia: Hoje à tarde, senadores do PSDB se reuniram com o presidente e defenderam a aprovação do texto sem alteração, pra que não precise voltar à Câmara.

 

Aírton: Os senadores vão sugerir no relatório que o governo faça algumas mudanças pontuais por meio de medida provisória, uma delas é impor regras para trabalho insalubre, para gestantes e lactantes.

 

Gláucia: Cerca de três mil prefeituras do Brasil, além dos governos, vão poder renegociar os débitos com a Previdência Social.

 

Aírton: A medida, assinada pelo presidente Michel Temer durante a Marcha Nacional de Prefeitos, em Brasília, permite um parcelamento maior das dívidas, além de reduzir multas, juros e encargos.

 

Gláucia: Segundo a Confederação Nacional dos Municípios, a dívida das prefeituras vai ser reduzida em R$ 30 bilhões.

 

Aírton: E ao pagar menos juros e multas, além de alongar as parcelas, o prefeito pode usar o dinheiro para investir em obras e outras áreas prioritárias, como saúde e educação.

 

Repórter João Pedro Neto: No encontro com prefeitos de todo o país, o presidente ouviu demandas dos representantes e atendeu um dos principais pedidos, assinou uma MP que permite a renegociação das dívidas das prefeituras com a Previdência Social. A iniciativa abrange também os estados que têm débitos. Só no caso dos municípios, são cerca de três mil prefeituras do país que têm dívidas com o INSS. E, de acordo com a Receita Federal, essas dívidas somaram mais de R$ 25,5 bilhões no ano passado. O prefeito de Serra Preta, na Bahia, Rogério Serafim, disse que a medida vai aliviar o orçamento da cidade.

 

Prefeito de Serra Preta - Rogério Serafim: O nosso município estava passando grande dificuldade com débito previdenciário. Agora, com essa medida, a gente vai poder alongar esse débito e discutir com a Receita um prazo mais elástico e parcelar dentro da capacidade de pagamento da nossa prefeitura. Eu vou priorizar bastante a área de saúde, educação, infraestrutura, as ações estruturantes do município serão retomadas a partir dessa medida provisória.

 

Repórter João Pedro Neto: Além do parcelamento dos débitos por até 200 meses, a medida também vai reduzir os encargos, multas e juros devidos. Para o presidente Temer, a medida vai promover o fortalecimento e a autonomia dos municípios.

 

Presidente Michel Temer: Para que a União seja forte, é preciso em primeiro lugar os municípios sejam fortalecidos. Se os municípios não forem fortes, o estado não será forte e a União, forte não será. O que mais me agrada neste momento é que eu posso assinar essa medida provisória com parcelamento em 200 meses do débito previdenciário. E, convenhamos, não é apenas parcelar, mas reduzir 25% dos encargos, reduzimos 25% da multa e 80% dos juros. Então, é algo também que visa exatamente a este caminho do fortalecimento da federação.

 

Repórter João Pedro Neto: As reformas propostas pelo governo também estiveram em pauta. E o presidente Paulo Ziulkoski, da Confederação Nacional dos Municípios, disse que a entidade defende a aprovação da reforma da previdência, que tramita no Congresso Nacional.

 

Presidente da Confederação Nacional dos Municípios - Paulo Ziulkoski: Nós nos convencemos que é útil pro gestor público e pra prefeitura, por isso estamos apoiando. Nós estamos conscientes, e eu mostrei num exemplo de municípios, serve pra todos, e são 5,2 milhões de servidores que estão nessa situação, em que vai melhorar pro próprio servidor e pra prefeitura. Então nós temos que, num momento de crise, achar alternativas, onde possa-se ter algum recurso a mais.

 

Repórter João Pedro Neto: A medida provisória tem efeito imediato, mas depende de aprovação do Congresso para virar lei. A medida tem validade de 60 dias, podendo ser prorrogada por igual período. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Gláucia: E na Marcha dos Prefeitos, ministros fizeram balanço de suas ações nas áreas sociais e de saúde.

 

Aírton: Uma das novidades anunciadas vai ser a simplificação pelo governo federal nas formas de liberar recursos para a saúde.

 

Gláucia: Tem também mais recursos para obras de saneamento e novas regras para acelerar a regularização de terras nas cidades.

 

Repórter Beatriz Amiden: Mais de R$ 3 bilhões, essa foi a economia na saúde nesse primeiro ano de gestão do governo Temer. Esses valores foram poupados com negociação mais rígida na compra de medicamentos, com redução dos cargos comissionados e com a revisão de contratos em áreas de informática, segurança e limpeza, como explicou o ministro da Saúde, Ricardo Barros. O ministro da Saúde afirmou ainda que todo sistema de repasse de verbas para os municípios vai ser informatizado. Segundo ele, a ideia é aumentar a fiscalização e garantir mais eficiência e rapidez na destinação dos recursos.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Dos 800 formatos de repasse de recursos, nós vamos passar para apenas dois: custeio, investimento. E o prefeito, com o Conselho Municipal de Saúde, com a Câmara Municipal e com o Plano Municipal de Saúde, vai executar o que é mais adequado para sua população.

 

Repórter Beatriz Amiden: O ministro das Cidades, Bruno Araújo, também fez um balanço desse ano de gestão. Ele disse que assumiu a pasta com muitas contas atrasadas e obras paradas. E hoje, todos os empreendimentos do programa Minha Casa Minha Vida em andamento estão com o pagamento em dia. Ele anunciou dois novos programas, que, juntos, vão disponibilizar aos municípios quase R$ 6 bilhões para obras de mobilidade e saneamento.

 

Ministro das Cidades - Bruno Araújo: O Avançar Cidades, na modalidade saneamento, serão R$ 2,2 bilhões, de recursos do FGTS, à disposição dos municípios, e R$ 3,7 bilhões no Avançar Cidades, na modalidade de mobilidade. Com taxas de juros de 6% ao ano, quatro anos de carência e 20 anos de financiamento.

 

Repórter Beatriz Amiden: O ministro Osmar Terra, do Desenvolvimento Social e Agrário, também esteve no evento e disse que desde maio do ano passado 2,8 milhões de famílias foram retiradas do programa Bolsa Família, por terem uma renda maior do que a permitida. Isso permitiu que outros 2,1 milhões de famílias de baixa renda pudessem aderir ao programa. Reportagem, Beatriz Amiden.

 

Gláucia: 19h12 em Brasília.

 

Aírton: Brasil é referência mundial quando o assunto é aleitamento materno.

 

Gláucia: Mas não se pode descansar, porque muitas mães que não podem amamentar precisam de um apoio.

 

Aírton: Então, fique atento. Daqui a pouquinho vamos falar das ações do governo para incentivar a amamentação e a doação do leite materno.

 

"Defesa do Brasil, Defesa do Brasil, Defesa do Brasil"

 

Gláucia: Há 65 anos, pilotos da Escola da Aeronáutica começaram a realizar manobras no ar, com o objetivo de encorajar alunos mais novos.

 

Aírton: E para que as pessoas em solo pudessem enxergar a habilidade dos pilotos, foram instalados nos aviões sistemas de fumaça.

 

Gláucia: Imaginou do que estamos falando? Foi assim que nasceu a Esquadrilha da Fumaça.

 

Aírton: A equipe da Força Aérea Brasileira comemora mais um ano de sucesso. Uma história marcada pelos fumaceiros, que fazem do voo uma arte e levam para o alto as cores do Brasil.

 

Repórter Marina Melo: Homens e mulheres de todas as idades olhando para o céu, apreciando um verdadeiro espetáculo. É assim toda vez que os pilotos das sete aeronaves que compõem a Esquadrilha da Fumaça sobem aos céus, para realizar manobras, escrevendo com a fumaça mensagens que exaltam o orgulho de ser brasileiro. Este ano, a Esquadrilha comemora 65 anos de existência, com três registros no Livro Mundial dos Recordes e tendo percorrido mais de 20 países. O atual comandante da Esquadrilha da Fumaça, Coronel Líbero Caldas, fala da emoção em fazer parte dessa história.

 

Comandante da Esquadrilha da Fumaça - Coronel Líbero Caldas: Como piloto, estar voando é uma coisa muito gratificante, mas é uma coisa que também é marcante na fumaça é esse calor do público. Acho que o que mais emociona são as crianças.

 

Repórter Marina Melo: O Coronel Caldas explica que, muito além de entreter e despertar o patriotismo, por utilizar aeronaves projetadas no Brasil, a Esquadrilha também é responsável por mostrar ao mundo o potencial da indústria nacional de Defesa e a qualidade operacional dos pilotos da nossa Força Aérea Brasileira.

 

Comandante da Esquadrilha da Fumaça - Coronel Líbero Caldas: Em 2015 a gente fez a estreia, com o Supertucano, que é uma aeronave mais nova, mais pesada, com um outro propósito de missão e com uma tecnologia avançadíssima na categoria dela. E eu acho que agora a gente tem uma aeronave que mostra todo esse potencial da indústria brasileira, da tecnologia brasileira.

 

Repórter Marina Melo: A Esquadrilha da Fumaça realiza apresentações por todo o país. Nos Jogos Olímpicos Rio 2016, enfeitou o céu do Brasil com manobras que desenharam os arcos olímpicos. Também no ano passado, os fumaceiros entraram na luta contra a Dengue, escrevendo no céu mensagens de alerta à população. Reportagem, Marina Melo.

 

"Agora Brasil"

 

Gláucia: Hoje, em mais uma matéria que faz um balanço de um ano do governo do presidente Michel Temer, vamos falar das ações voltadas para o nordeste.

 

Aírton: Uma região que, segundo Temer, tem um olhar especial do governo.

 

Repórter João Pedro Neto: Foram quase 10 anos de obra, até que os primeiros efeitos começassem a ser sentidos na região. No último mês de março, as águas do Rio São Francisco chegaram à Paraíba, atravessando 217 quilômetros, desde a captação, e viraram uma atração pra muitos moradores da cidade de Monteiro, no sertão nordestino.

 

Entrevistado: É uma alegria imensa o cabra ver uma água dessa chegar aqui. Eu só estou acreditando porque eu estou vendo com os meus olhos.

 

Entrevistado: Quem tem sede, tem pressa, né? E Monteiro precisava, por conta que nós moramos no [ininteligível] seco.

 

Repórter: Vai ajudar aqui essa obra?

 

Entrevistada: Claro que vai.

 

Repórter João Pedro Neto: O eixo leste do Projeto de Integração, que foi entregue pelo presidente Michel Temer em março, levou a água do Velho Chico até o Rio Paraíba, em Monteiro.

 

Presidente Michel Temer: Com a transposição e com a complementação da transposição, que serão completadas. E eu espero que, ao final deste mais um ano e oito meses de governo, eu possa vir aqui e dizer que toda a Paraíba está irrigada, está inundada de água.

 

Repórter João Pedro Neto: O presidente Michel Temer também promoveu a retomada das obras no eixo norte. A integração vai atender quatro estados do nordeste brasileiro: Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, garantindo segurança hídrica para 12 milhões de pessoas em 390 municípios do semiárido. Mas, além de ações estruturantes, o governo também se dedicou a medidas emergenciais e de convivência com a seca. Pra muitos moradores, a pior estiagem em décadas.

 

Entrevistado: 2004 pra cá, 2004 foi quando eu vi chuva aqui, à vontade. Daí pra cá foi tudo só diminuindo, diminuindo.

 

Repórter João Pedro Neto: Uma dessas ações é a operação Carro Pipa, que atende cidades em situação de emergência ou calamidade pública por conta da seca. A quantidade de municípios pode chegar perto de 900 em todo o país, dependendo do período, beneficiando até 4 milhões de pessoas, como a produtora rural Maria Socorro Freitas.

 

Produtora rural - Maria Socorro Freitas: Com essa chegada da água, vai melhorar bastante, muita gente. Sem contar também que o emprego que vai ter, né?

 

Repórter João Pedro Neto: E a água, que vem no caminhão pipa ou das poucas chuvas na região, precisa ter onde ficar. Pra isso, o governo avança na construção de cisternas, para consumo humano ou para produção no campo. E no final do ano passado, o presidente liberou recursos para aumentar investimentos na construção de cisternas e melhorar a convivência com a seca. E o governo também estimula a criação de animais, como forma de permitir o desenvolvimento das famílias na região. Pra isso, um produto que não se desenvolve bem no semiárido, o milho, é fundamental. Aí entra a Companhia Nacional de Abastecimento, que vende o milho a um custo mais acessível a criadores de pequeno porte. A produtora rural Clemilda Inácio, do sertão paraibano, que cria galinha caipira e outros animais, diz que a venda da Conab é essencial.

 

Produtora rural - Clemilda Inácio: Nesse momento de estiagem, o milho da Conab é, na verdade, o que salva muito a produção.

 

Repórter João Pedro Neto: Em 2016, a Conab vendeu mais de 165 mil toneladas de milho em grãos, e no começo desse ano o presidente Temer anunciou a liberação de mais 250 mil toneladas dos estoques públicos para pequenos criadores e agroindústrias de pequeno porte de todo o país. Desse total, cerca de 200 mil são direcionadas para criadores do nordeste e afetados pela seca.

 

Presidente Michel Temer: Embora governemos para todo o país, há uma prioridade em função do nordeste.

 

Repórter João Pedro Neto: Os estoques públicos de milho da Conab estão presentes em todo o Brasil. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Gláucia: 19h20 em Brasília. Amamentar o bebê é um processo natural.

 

Aírton: Mas algumas mamães precisam da doação, já que o leite materno tem todas as vitaminas para o bebê e anticorpos que o leite em pó não contém.

 

Gláucia: Por isso, o Ministério da Saúde lançou hoje uma campanha para incentivar esse ato de amor.

 

Repórter Mara Kenupp: Todos os dias, a empresária Juliana Guimarães dá uma pausa nos afazeres para coletar o leite materno. Há seis meses, essa é a rotina, depois que amamenta o filho João. Juliana sabe o quanto é importante o leite materno para os prematuros internados em UTI.

 

Empresária - Juliana Guimarães: Quando eu vejo que eu tenho condição de amamentar o João e ainda assim ajudar outros nenéns e outras mães a passarem por um momento de dificuldade, eu me sinto mais mãe ainda.

 

Repórter Mara Kenupp: Os vidros com o leite de Juliana vão para o banco de leite do Hospital Materno-Infantil em Brasília. O banco recebe cerca de 20 litros por dia. Ao todo, o Distrito Federal tem uma rede de 10 bancos de leite materno. Segundo o coordenador da Rede Brasileira de Bancos de Leite, João Aprígio de Almeida, é a maior rede do país.

 

Coordenador da Rede Brasileira de Bancos de Leite - João Aprígio de Almeida: Isso é uma conquista da sociedade brasiliense, que fez de Brasília uma referência nacional e mundial.

 

Repórter Mara Kenupp: O Ministério da Saúde quer levar essa realidade para outros estados. Por isso, se uniu à Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, para sensibilizar as mulheres que amamentam sobre a importância da doação do leite materno. A atriz e embaixadora da rede, Maria Paula, falou sobre o tema desse ano, que é "Um pouquinho que você doa é tudo para quem precisa".

 

Embaixadora da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano - Maria Paula: A gente está conseguindo diminuir o índice de mortalidade infantil no país, porque os bebês que estão lá nas UTIs neonatais estão recebendo, e isso é tudo pra eles. Por isso, você, mamãe, doe seu leite.

 

Repórter Mara Kenupp: O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse que o Brasil é referência mundial e que exporta as técnicas de implantação de bancos de leite para vários países.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: A redução da mortalidade infantil está diretamente relacionada com doação de leite materno, então ficam aqui todas as mães convocadas a ajudar o Brasil e as crianças do Brasil nesta ação de amor e de carinho àquelas que precisam.

 

Repórter Mara Kenupp: O Brasil tem 221 bancos de leite materno e 186 postos de coleta, além de coleta domiciliar. Reportagem, Mara Kenupp.

 

Aírton: E além da campanha, o Ministério da Educação traz mais uma novidade para as mães que estão amamentando.

 

Gláucia: A partir de agora, todas as escolas e universidades devem garantir o direito à amamentação no local.

 

Repórter Raquel Mariano: Basta escutar o choro do bebê e a mãe rapidamente resolve o problema, é só oferecer o peito. Além de vir prontinho e na temperatura ideal, o leite materno é completo em nutrientes para o bebê, mas muitas vezes a amamentação é um desafio. É o caso de Mariana Zaranza. Quando estava no terceiro semestre de Odontologia, nasceu Renato. Mariana resolveu continuar a faculdade, e para garantir o leite do Renato, armazenava em casa, já que não tinha como amamentar na universidade.

 

Entrevistada - Mariana Zaranza: Eu nunca tinha levado ele pra faculdade pra amamentar na faculdade, porque não tem, assim, um ambiente pra amamentar.

 

Repórter Raquel Mariano: Mas agora uma portaria assinada pelo Ministério da Educação garante o direito à amamentação em escolas e universidades, a todas as alunas, professoras e outras profissionais de educação, como explica o ministro da Educação, Mendonça Filho.

 

Ministro da Educação - Mendonça Filho: A gente marca um estímulo, garante, dentro da rede de educação superior que, cada vez mais, a gente tenha o acolhimento adequado por parte de mulheres que estão em fase de aleitamento materno.

 

Repórter Raquel Mariano: Algumas instituições já estão preparadas. A Universidade Federal do Pará, por exemplo, oferece o espaço que recebeu o apelido de Toca da Mama. A sala de amamentação tem também fraldário e espaço para crianças maiores, como conta a diretora de Ciência da Educação da universidade, Eliana Felipe.

 

Diretora de Ciência da Educação - Eliana Felipe: A criação desse espaço representava mais uma possibilidade pras mães que estão amamentando, de terem um espaço adequado pra essa finalidade, e pras mães grávidas terem um lugar de repouso durante a sua frequência ao curso.

 

Repórter Raquel Mariano: Agora, o Renato pode fazer parte da rotina da mamãe Mariana, aumentando assim a oportunidade de receber o leite e o colo da mãe.

 

Entrevistada - Mariana Zaranza: Você gerou, né, a gestação inteira, e depois você ainda tem a capacidade de nutrir o seu filho, eu acho que é muito especial.

 

Repórter Raquel Mariano: Reportagem, Raquel Mariano.

 

Aírton: E essas foram as notícias do Governo Federal.
 
 

Gláucia: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Aírton: Com produção da Empresa Brasil de comunicação.

 

Gláucia: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite pra você.

 

Aírton: Boa noite e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso."