17/03/17 - A Voz do Brasil

Presidente Michel Temer se reúne com 200 empresários em São Paulo. Ministério da Agricultura afasta 33 servidores envolvidos com fraudes em frigoríficos. Projeto Xingu Conectado levará internet banda larga a 600 mil moradores do Pará.

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Transcrição

 

 

"Atenção, radialistas de todo o Brasil. É hora de noticiar os fatos que ajudam a construir um novo país. Direto dos estúdios da Empresa Brasil de Comunicação, em Brasília, vem aí a Voz do Brasil."

 

Apresentador Airton Medeiros: Em Brasília, 19 horas.

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje."

Aírton: Olá, boa noite.

Apresentadora Gláucia Gomes: Boa noite pra você que nos acompanha em todo o país.

Aírton: Sexta- feira, 17 de março de 2017.

Gláucia: E vamos ao destaque do dia: Polícia Federal faz operação para acabar com liberação e venda de carne adulterada.

 

Aírton: E Ministério da Agricultura afasta fiscais suspeitos de envolvimento no esquema.

 

Gláucia: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Aírton: Confiança da indústria cresce e atinge o maior nível em março desde 2014.

 

Gláucia: Otimismo que, pra o presidente, é fundamental para retomada do crescimento econômico.

 

Presidente Michel Temer: O futuro do Brasil depende disso, da inovação, das reformas, mas depende particularmente da retomada do otimismo.

 

Aírton: Vamos falar ainda de investimentos que vão levar internet a 600 mil pessoas em comunidades do Xingu, no Pará.

 

Gláucia: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gláucia Gomes e Aírton Medeiros.

 

Aírton: E pra assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gláucia: Queda da inflação, dos juros, retomada do emprego. A mais de 200 empresários, o presidente Michel Temer detalhou as ações do governo para reaquecer a economia depois de uma grave crise.

 

Aírton: Temer comemorou resultados, índices que, segundo ele, mostram a retomada da atividade econômica.

 

Gláucia: E para que essa atividade continue, o presidente voltou a defender reformas, como a da Previdência, que também contribuem para aumentar a confiança no país.

 

Repórter José Luiz Filho: A inovação nas empresas e as políticas de apoio foram debatidas na reunião do comitê de líderes da mobilização empresarial para inovação em São Paulo. O presidente Michel Temer participou do encontro que reuniu mais de 200 empresários e executivos das maiores empresas do país. Temer fez um resumo das medidas de estímulo à economia apresentadas pelo governo, algumas já em vigor, como o limite dos gastos públicos e a liberação das contas inativas do FGTS. E citou o papel da inovação, das reformas e da confiança para a melhora dos indicadores.

 

Presidente Michel Temer: A inovação tecnológica é fundamental. Eu até diria que o futuro do Brasil depende da inovação, depende das reformas, mas depende particularmente da retomada do otimismo.

 

Repórter José Luiz Filho: Segundo o presidente, os resultados já são sentidos e reconhecidos pela imprensa internacional, como mostra a revista The Economist, que na última edição incluiu o Brasil no rol de países que realizam avanços. Entre os resultados positivos, Michel Temer citou a queda da inflação, a redução dos juros e a volta da geração de empregos.

 

Presidente Michel Temer: Eu ontem fiquei civicamente feliz, porque aqui pela minha cabeça passou: Interessante, 35.500 pessoas retomaram a dignidade das suas vidas. Ainda faltam milhões, que nós temos que trabalhar para cobrirmos da melhor maneira.

 

Repórter José Luiz Filho: Ao final, o presidente deixou uma mensagem aos participantes do encontro. Ele disse esperar que todos saíssem dalí otimistas. Reportagem, José Luiz Filho.

 

Aírton: E a confiança apontada pelo presidente como fator fundamental para a retomada da atividade econômica voltou a crescer hoje.

 

Gláucia: O índice que mede a confiança do empresário alcançou em março 54 pontos, numa escala que vai de zero a cem. Esse é o maior nível desde janeiro de 2014.

 

Aírton: O índice divulgado pela Confederação da Indústria mostra que, pela primeira vez desde outubro do ano passado, empresas pequenas, médias e grandes registram otimismo.

 

Gláucia: Os melhores índices foram registrados em indústrias de produtos farmacêuticos, calçados, extração de minerais metálicos e produtos têxteis.

 

Aírton: E como a gente ouviu, Michel Temer defendeu a reforma da previdência. Aos empresários, ele falou da proposta do governo, que vai garantir o equilíbrio das contas.

 

Presidente Michel Temer: Claro que nós achamos que a proposta ideal, necessária e fundamental para colocar o país nos trilhos de uma vez é aquela que o Executivo mandou. Mas se houver necessidade de conversações, nós não estamos negando qualquer espécie de conversação. O que não podemos é quebrar a espinha dorsal da previdência.

 

Gláucia: Temer citou os estados que hoje não conseguem pagar seus funcionários e investir em áreas importantes.

 

Presidente Michel Temer: Nós temos estados quebrando por causa da previdência. Veja-se o caso do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul, de Minas Gerais, e outros estados que vêm bater às nossas portas para dizer: Olha, Temer, nós estamos também ali quase, né? Nós vamos precisar de auxílio da União, porque a previdência está quebrando os nossos estados.

 

Aírton: E como o presidente citou, um dos estados que enfrentam problemas é o Rio de Janeiro.

 

Gláucia: Com um sistema de previdência própria dos servidores estaduais, hoje o Rio gasta mais com as aposentadorias do que arrecada com os funcionários da ativa.

 

Aírton: O resultado é inevitável, a conta não fecha. Com isso, o governo tem que tirar dinheiro do orçamento para pagar essas aposentadorias, ao invés de investir em saúde, educação e segurança.

 

Gláucia: Para que no futuro o Brasil não fique igual ao Rio de Janeiro, a reforma é inevitável.

 

Repórter Natália Melo: Uma vida de luta pela educação. Assim é a história de Terezinha Machado, de currículo extenso na área. Presidente do sindicato de professores públicos do estado do Rio de Janeiro, ela lamenta que, depois de tanta dedicação, os aposentados da categoria estejam sofrendo com a falta de recursos.

 

Presidente do sindicato - Terezinha Machado: Não foi pago 13º salário dos aposentados e pensionistas e agora é que está pagando o mês de janeiro, assim mesmo parcelado.

 

Repórter Natália Melo: Entre os colegas, o sentimento e de revolta.

 

Entrevistado: A minha situação é igual a de todos que estão sem pagamento. E o banco não quer saber, as contas vencem e não tem como se pagar sem dinheiro.

 

Entrevistada: Essa é a pior crise, mesmo. Parte financeira, emocional, a família toda fica abalada. Está muito difícil, muito difícil mesmo.

 

Repórter Natália Melo: A crise fiscal no Rio de Janeiro é considerada grave. Além do atraso no pagamento dos servidores e aposentados, a situação afeta ainda a saúde, a educação e a segurança. O diretor de macroeconomia do IPEA, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, José Ronaldo, explica que o Rio de Janeiro tem hoje mais servidores inativos, ou seja, aposentados ou pensionistas, do que ativos.

 

Diretor de macroeconomia do IPEA - José Ronaldo: Hoje em dia, as pessoas aposentam-se em idades muito baixas em comparação internacional, e isso está gerando, especialmente nos estados, um aumento do pagamento de aposentados e pensionistas muito acelerado.

 

Repórter Natália Melo: O economista José Ronaldo reforça que, sem a reforma, o colapso no setor será inevitável.

 

Diretor de macroeconomia do IPEA - José Ronaldo: A situação atual é uma situação onde há uma necessidade de uma série de reformas, que são impopulares, mas infelizmente, dada a situação que o estado atingiu, muitas delas são realmente inevitáveis.

 

Repórter Natália Melo: Especialistas associam a crise no Rio de Janeiro a fatores como a mudança na lei dos royalties, que fez com que os tributos pagam pelas empresas que exploram petróleos fossem redistribuídos também para estados e municípios não produtores, além da falta de planejamento e queda na arrecadação do ICMS. O rombo nos cofres do estado já chega a R$ 20 bilhões. Reportagem, Natália Melo.

 

Aírton: Em fevereiro, o Brasil voltou a ter mais contratações que demissões, algo que não ocorria desde abril de 2015.

 

Gláucia: O setor que mais empregou foi o de serviços, formado pelo comércio, restaurantes, escolas, consultórios médicos e de dentistas, escritórios de advocacia.

 

Aírton: E por ser o maior empregador do país, é o primeiro setor a sentir os reflexos da melhora da economia. Isso porque é baseado no consumo interno. Se as pessoas estão voltando a gastar, comprar, isso faz com que o dono de uma loja, de um restaurante, contrate mais gente para atender aos clientes.

 

Gláucia: Quem explica melhor isso pra gente é a repórter Luana Karen.

 

Repórter Luana Karen: Foram sete meses até o auxiliar de almoxarifado Marcos Antônio Ferreira Neves conseguir deixar a lista de desempregados e voltar a ter um lugar no mercado de trabalho.

 

Auxiliar de almoxarifado - Marcos Antônio Ferreira Neves: Eu vinha todos os dias à Agência do Trabalhador, mandava e-mails com currículos, olhava todo dia nas redes sociais que têm vaga de emprego, até eu fui chamado. Estou gostando bastante. Já estou me adequando à empresa já, tranquilo.

 

Repórter Luana Karen: Além do Marcos, mais de 1.250.000 pessoas conseguiram uma vaga de trabalho com carteira assinada em fevereiro. Descontado o número de pessoas demitidas no mesmo período, o saldo foi positivo, com mais de 35.600 novas oportunidades de emprego. O setor de serviços teve o melhor desempenho. Foram mais de 50 mil novas vagas em fevereiro. Para o presidente da Confederação Nacional de Serviços, Luigi Nese, o crescimento deve continuar nos próximos meses. Ele explica que as medidas de ajuste estão dando estabilidade ao país.

 

Presidente da Confederação Nacional de Serviços - Luigi Nesse: A economia está melhorando internamente. Primeiro porque houve uma diminuição de juros, a inflação diminuiu, então existe a possibilidade de, como houve a manutenção dos preços, o consumo interno aumentou a demanda.

 

Repórter Luana Karen: No setor de serviços, o destaque foi a educação, com saldo positivo de 35 mil vagas em fevereiro. Jorge Martins é diretor de uma creche particular em Sobradinho, há 25 Km do centro de Brasília. O número de crianças na creche dobrou e, para atender a demanda, foram contratados quatro novos funcionários. Jorge acredita que, como as pessoas estão voltando a ter emprego, elas precisam de um lugar para deixar os filhos.

 

Diretor - Jorge Martins: Como estão sendo criados postos de trabalhos novos, e as empresas estão admitindo funcionários, as mães e os pais têm que deixar os filhos para poderem trabalhar, porque o pai e a mãe têm que deixar com alguém de sua confiança.

 

Repórter Luana Karen: Foram avaliados os resultados em oito áreas da atividade econômica. Além do setor de serviços, outras tiveram resultados positivos, como a indústria que transforma matéria prima em um produto, a indústria da transformação, e a agropecuária. Reportagem, Luana Karen.

 

Aírton: Hoje a Polícia Federal realizou a operação Carne Fraca, para acabar com a venda de carne adulterada.

 

Gláucia: A operação investiga o envolvimento de fiscais em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos.

 

Aírton: Agora há pouco o Ministério da Agricultura determinou o afastamento de 33 funcionários envolvidos na fraude e a produção de três frigoríficos foi paralisada, e todos os produtos estão sendo recolhidos.

 

Gláucia: Depois a gente continua com esta informação. 19h12 em Brasília.

 

Aírton: Atenção comunidades do Xingu, no Pará.

 

Gláucia: Daqui a pouco, vamos falar dos investimentos que vão levar acesso à internet de qualidade a cidades da região.

 

Aírton: Projetos de geração de energias alternativas na Amazônia vão receber financiamento com condições especiais do BNDES.

 

Gláucia: A ideia de substituir as tradicionais fontes poluentes por geração limpa e renovável, como energia solar.

 

Repórter Natália Koslik: As centrais termoelétricas, movidas a diesel e gás natural, são a fonte de energia predominante na Amazônia, região que abriga a maior floresta úmida do mundo. Mas essas usinas emitem cerca de 2 milhões de toneladas de dióxido de carbono e outros gases poluentes. Uma iniciativa integrada dos ministérios do Meio Ambiente, de Minas e Energia e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, pretende mudar essa situação. A ideia é, pouco a pouco, substituir energia térmica por energia limpa. O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, fala da importância dessa inversão.

 

Ministro do Meio Ambiente - Sarney Filho: O governo está através do BNDES sinalizando que vai financiar a geração de energias alternativas. Solar, biomassa, eólica, são energias que não emitem gases de efeito estufa.

 

Repórter Natália Koslik: O BNDES aprovou nesta semana financiamentos especiais e taxas de juros mais atrativas para projetos de produção de energias alternativas em áreas isoladas do Amazonas. Esses empreendimentos vão a leilão em maio deste ano. Até agora, já estão inscritos 54 projetos de energia renovável, mais de 500 mil habitantes de 55 cidades do Amazonas vão ser beneficiados. Reportagem, Natália Koslik.

 

Aírton: E o Brasil é um dos mais de 190 países que fazem parte da Organização das Nações Unidas, a ONU.

 

Gláucia: No ano de 2000, a organização lançou um desafio: os países deveriam cumprir, até 2015, metas para combater a fome, a mortalidade materna e infantil e garantir educação e saúde para todos.

 

Aírton: É, e o Brasil trabalhou muito e alcançou grande parte delas. No balanço geral dos países, o mundo avançou a partir daí. Então, por que parar?

 

Gláucia: Essa foi a pergunta aos países que agora assinaram novas metas. Os objetivos de desenvolvimento sustentável.

 

Aírton: O prazo para o cumprimento vai até 2030, e o governo brasileiro trabalha com novas ações e conta com a participação da sociedade.

 

Gláucia: Como? Esse é o tema da entrevista que a jornalista Helen Bernardes fez hoje com o secretário nacional de Articulação Social, da Secretaria de Governo, Henrique Villa da Costa Ferreira. Vamos ouvir.

 

Jornalista Helen Bernardes: Boa noite, secretário.

 

Secretário Nacional de Articulação Social - Henrique Villa da Costa Ferreira: Boa noite, Helen, boa noite a todos os ouvintes.

 

Jornalista Helen Bernardes: Secretário, a gente sabe que os objetivos de desenvolvimento sustentável são metas da ONU pro Brasil. Fala um pouquinho dessas metas pra nós.

 

Secretário Nacional de Articulação Social - Henrique Villa da Costa Ferreira: Perfeito. Inicialmente é interessante dizer que a agenda 2030, ela é uma agenda que vai muito além da questão ambiental. Ela trabalha sobre questões referentes ao crescimento econômico, por exemplo, produção sustentável, consumo consciente, evidentemente as mudanças climáticas, que estão na linha de frente dos interesses e das preocupações do planeta, trabalho decente, são diversos temas que, eu diria, que abarcam essa agenda.

 

Jornalista Helen Bernardes: Agora, secretário, como é que o Brasil vem trabalhando para tentar e cumprir todas essas ações e se desenvolver com sustentabilidade?

 

Secretário Nacional de Articulação Social - Henrique Villa da Costa Ferreira: O presidente Temer, ele editou em 31 de outubro de 2016, a comissão nacional dos objetivos do desenvolvimento sustentável. Ela é uma instância responsável pela governança da agenda, porque a gente não chega a um patamar diferenciado de desenvolvimento sem crescimento, sem educação, sem saúde, sem infraestrutura, sem saneamento. Isso é agenda. E, por fim, dizer que nenhum ator relevante da sociedade brasileira deve ser deixado pra trás. Todos nós precisamos marchar juntos para transformar o paradigma brasileiro em 2030. É isso, o sonho, o pensar grande é exatamente isso.

 

Jornalista Helen Bernardes: É por isso que o governo chama agora a sociedade, através desses editais, para participar dessa comissão, né?

 

Secretário Nacional de Articulação Social - Henrique Villa da Costa Ferreira: Helen, não tenho a menor dúvida. Eu sempre digo também que a agenda 2030 é um plano de ação para as pessoas, quer dizer, não é uma agenda de governo. A agenda 2030 é uma agenda do conjunto dos atores da sociedade brasileira. Portanto, os editais que estão abertos, Helen, desde o dia 22, e ficam abertos até a próxima quarta-feira, eles têm esse objetivo, selecionar essas entidades brasileiras para a Comissão Nacional dos ODS. Se quiser entrar pela página da Secretaria de Governo, fiquem à vontade: www.secretariadegoverno.gov.br. Também no endereço da página da Secretaria de Governo, o coletivo candidato a essa vaga tem todas as informações, inclusive links em caso de dúvida em relação à inscrição.

 

Jornalista Helen Bernardes: Eu conversei então com o secretário Nacional de Articulação Social da Secretaria de Governo, Henrique Villa da Costa Ferreira. Secretário, muito obrigada pela participação e pela entrevista aqui na Voz do Brasil.

 

Secretário Nacional de Articulação Social - Henrique Villa da Costa Ferreira: Uma satisfação, um abraço grande, Helen, a você e a todos os ouvintes. Uma boa noite a todos.

 

Aírton: Agora sim nós vamos voltar a falar sobre a carne vendida no Brasil. Hoje a Polícia Federal realizou a operação Carne Fraca, para acabar com a venda de carne adulterada.

 

Gláucia: A operação investiga o envolvimento de fiscais em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos.

 

Aírton: Agora há pouco o Ministério da Agricultura determinou o afastamento de 33 funcionários envolvidos na fraude. A produção de três frigoríficos foi paralisada e todos os produtos estão sendo recolhidos.

 

Repórter Beatriz Amiden: Os 33 servidores envolvidos com os casos de corrupção já foram afastados pelo ministério e estão sendo investigados. Uma força-tarefa foi enviada aos estabelecimentos envolvidos, para mapear toda a produção. Três frigoríficos já foram interditados. Um da BRF, em Mineiros, Goiás, que produz carne de aves, um frigorífico da Peccin Agroindustrial, em Curitiba, que produz salsicha e mortadela, e outro da mesma empresa em Jaguará do Sul, Santa Catarina, que também produz salsicha e mortadela. Além disso, o governo garantiu que vai dar todo o apoio às investigações da Polícia Federal, como explica o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki.

 

Secretário executivo do Ministério da Agricultura - Eumar Novacki: É necessário nós fazermos uma limpeza, é necessário separar o joio do trigo, e outras operações poderão vir. Por que? Todos os desvios de conduta, todas as irregularidades que nós estamos aqui tomando conhecimento, nós estamos instaurando procedimentos administrativos para apurar e estamos compartilhando com Ministério Público e Polícia Federal, para que providências na esfera criminal também sejam tomadas.

 

Repórter Beatriz Amiden: O Ministério da Agricultura afirma não aceitar desvio de conduta de seus servidores e garantiu que o sistema de fiscalização brasileira é eficiente e robusto. Para o secretário executivo, os efeitos no mercado internacional preocupam, mas o Brasil vai apresentar argumentos mostrando que a carne brasileira tem qualidade e que o caso não reflete a situação da produção do país. A operação Carne Fraca foi deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira e investiga o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular. Entre os frigoríficos envolvidos, estão grandes empresas, como BRF e JBS. O secretário executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki, disse que o consumidor que notar problemas nas carnes ou em outro produto deve denunciar pelo número 0800 704 1995. Reportagem, Beatriz Amiden.

 

Gláucia: E o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, apareceu em uma das conversas gravadas pela Polícia Federal durante as investigações.

 

Aírton: Em nota oficial o Ministério diz que se havia alguma dúvida de que o ministro, ao assumir o cargo, interferiria na autonomia do trabalho da Polícia Federal, esse é um exemplo que fala por si só.

 

Gláucia: Segundo a nota, o ministro soube hoje que teve seu nome citado em uma investigação, e a conclusão, tanto pelo Ministério Público Federal quanto pelo juiz federal, é de que não há qualquer indício de ilegalidade nessa conversa gravada. 19h21 em Brasília.

 

Aírton: O acesso à internet hoje é essencial para quase tudo, desde se comunicar e fazer pesquisas e trabalhos.

 

Gláucia: Mas no Brasil, que tem dimensões continentais, muitos lugares ainda não possuem internet de qualidade. É o caso da região do Xingu, no Pará.

 

Aírton: Mas em pouco tempo a situação vai mudar por lá. O projeto Xingu Conectado já começa a ser implantado.

 

Repórter Raquel Mariano: A região é importante para o país. Tem a maior produção de cacau do Brasil e à beira da BR - 230, conhecida como Rodovia Transamazônica, uma das mais importantes para o escoamento. Mesmo assim, o prefeito da cidade de Brasil Novo, no Pará, Alexandre Lunelli, diz que a internet por lá é precária.

 

Prefeito de Brasil Novo - Alexandre Lunelli: Ainda não tem qualidade necessária pra atender serviços básicos, na saúde, na educação, programas que precisam ser preenchidos, cadastramentos que precisam ser feitos, tanto pelo poder público pela população, quando precisa do serviço da internet. Então, temos uma dificuldade enorme.

 

Repórter Raquel Mariano: Mas essa realidade deve mudar. 200 quilômetros de fibra ótica estão sendo implantados na região do Xingu. Serão 12 municípios que vão ter a internet de banda larga mais rápida, beneficiando 600 mil moradores. É o projeto Xingu Conectado. Já em maio, as cidades de Altamira, Vitória do Xingu e Brasil Novo devem receber os cabos, responsáveis por levar internet mais rápida para as cidades, como explica Américo Bernardes, diretor de inclusão digital do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

 

Diretor de Inclusão Digital - Américo Bernardes: Também estamos implantando infraestruturas nas cidades, infraestruturas de fibra ótica nas cidades, que vão conectar órgãos federais, estaduais e municipais. Também estará conectado em cada uma cidade uma praça com sinal aberto para a população, quer dizer, vai ter uma praça de wifi em cada uma dessas cidades, de tal forma que a população possa usar essas conexões.

 

Repórter Raquel Mariano: As obras devem ser concluídas até dezembro deste ano. Reportagem, Raquel Mariano.

 

Gláucia: Hoje o Ministério do Planejamento autorizou a contratação temporária de mais de 26 mil profissionais para o IBGE fazer o censo agropecuário deste ano.

 

Aírton: As contratações vão ser feitas por meio de processo seletivo simplificado e a duração dos contratos será de até um ano, com possibilidade de prorrogação de três anos.

 

Gláucia: Termina hoje o prazo para entrega da RAIS, a Relação Anual de Informações Sociais, relativa ao ano de 2016.

 

Aírton: O envio do documento é obrigatório para todas as empresas que estavam com o CNPJ ativo na Receita Federal no ano passado, ou sem empregados.

 

Gláucia: a RAIS é a fonte de informação mais completa sobre empregadores e trabalhadores formais no Brasil e orienta a elaboração de políticas públicas.

 

Aírton: A declaração da RAIS deverá ser feita somente pela internet, até as 23h59 de hoje.

 

Gláucia: As informações estão na página, na internet, www.rais.gov.br. Os estabelecimentos que não entregarem o documento vão pagar multa pelo atraso.

 

Aírton: E essas foram as notícias do Governo Federal.

Gláucia: Uma realização da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Aírton: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gláucia: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite e bom fim de semana.

 

Aírton: Boa noite pra você e até segunda.