17/05/17 - A Voz do Brasil

Pesquisa indica que mais de 60% da população brasileira é sedentária. Prefeituras com regimes previdenciários próprios poderão renegociar dívidas. Trabalhadores já sacaram cerca de R$ 24 bilhões das contas inativas do FGTS.

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Transcrição

Apresentador Airton Medeiros: Em Brasília, 19h00.

Apresentadora Gláucia Gomes: Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje.

Airton: Olá, boa noite.

Gláucia: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

Airton: Dezessete de maio de 2017.

Gláucia: E vamos ao destaque desta quarta-feira: maioria dos brasileiros é sedentária.

Airton: Pesquisa mostra que apenas 37% da população pratica alguma atividade física. José Luiz Filho.

Repórter José Luiz Filho: Sessenta e dois por cento são sedentários e a maioria mulheres. A falta de tempo é o motivo mais citado.

Gláucia: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje...

Airton: Ministro da Fazenda anuncia que prefeituras vão poder parcelar dívidas com Previdência Municipal.

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: Isso vai viabilizar que as Previdências Municipais possam pagar as suas aposentadorias no futuro.

Gláucia: Vinte e quatro bilhões de reais já foram pagos em saques de contas inativas do FGTS.

Airton: E vamos falar do salto de produtividade da agricultura brasileira. Uma pesquisa americana destaca o nosso país como o grande produtor de alimentos no mundo.

Gláucia: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gláucia Gomes e Airton Medeiros.

Airton: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

Gláucia: Sessenta e dois por cento dos brasileiros são sedentários.

Airton: Os dados são do IBGE e mostram que a falta de tempo é o motivo mais citado pelos entrevistados.

Gláucia: Ah, e na pesquisa não deu outra: o futebol segue como esporte preferido dos homens brasileiros.

Airton: Já a caminhada é a predileta entre as mulheres.

Repórter José Luiz Filho: Menos de 40% dos brasileiros praticam atividade física. O dado é do IBGE e foi divulgado nesta quarta-feira pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a Pnad. Mais de 160 mil pessoas foram ouvidas. Sessenta e dois por cento são sedentários e a maioria mulheres. A falta de tempo é o motivo mais citado. A empresária Vilma Gambatto pensava ser o contrário.

Empresária - Vilma Gambatto: Curioso. Eu não sei o porquê esse índice. Fiquei espantada.

Repórter José Luiz Filho: A pesquisa mostrou que há uma relação direta entre o nível de instrução e condição social com o costume de se exercitar. Norte e Nordeste são as regiões com mais sedentários e o Distrito Federal é onde mais se faz exercícios. De acordo com a pesquisadora do IBGE, Maria Lúcia Vieira, o hábito de se exercitar deve ser estimulado ainda na infância.

Pesquisadora do IBGE - Maria Lúcia Vieira: Porque o corpo se acostuma, as pessoas sentem falta, e quando a gente não faz, a gente sente a necessidade de fazer depois de um tempo. Então, é tudo uma questão de hábito.

Repórter José Luiz Filho: A produtora cultural Roberta Ferreira é uma dessas pessoas que faz esporte desde pequena.

Produtora Cultural - Roberta Ferreira: Eu sempre pratiquei esporte a vida inteira, né, e isso veio dos meus pais. Agora eu acho que de uns tempos para cá isso tem mudado um pouco, as pessoas têm se preocupado mais, né? Eu acho que a instalação desses equipamentos de ginástica para a terceira idade nos parques e praças públicas, isso tem ajudado um pouco, né?

Repórter José Luiz Filho: Os dados da pesquisa vão ser usados para desenvolver políticas de incentivo. É o que diz o ministro do Esporte, Leonardo Picciani.

Ministro do Esporte - Leonardo Picciani: Esses dados, eles são importantes para que a gente identifique determinados pontos de atenção e possa guiar as nossas políticas públicas no sentido de resolver as deficiências que a pesquisa aponta na prática do esporte.

Repórter José Luiz Filho: E o futebol segue como preferido dos homens brasileiros. Já para as mulheres a tranquila caminhada é o esporte favorito. A advogada Vera Lúcia é uma das brasileiras que não troca o exercício por mais tempo na cama, nem mesmo numa manhã de 16 graus em São Paulo.

Advogada - Vera Lúcia: Tem que vir treinar. Não pode desistir, não. Mesmo com o friozinho, é só se agasalhar um pouquinho e vem.

Repórter José Luiz Filho: Reportagem, José Luiz Filho.

Gláucia: As prefeituras que possuem regimes próprios de Previdência para pagar aposentadoria dos servidores também vão poder renegociar as dívidas com esses fundos municipais.

Airton: A medida foi anunciada hoje pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e vai permitir que as prefeituras tenham um prazo maior para pagar essas dívidas, garantindo que no futuro os funcionários públicos municipais recebam as aposentadorias que têm direito.

Gláucia: Ontem você ouviu aqui na Voz do Brasil que o governo autorizou que prefeituras e estados renegociem os débitos com a Previdência Social com um parcelamento maior das dívidas, além de reduzir multas, juros e encargos.

Repórter Beatriz Amiden: As prefeituras vão poder parcelar as dívidas previdenciárias dos regimes próprios de aposentadoria, ou seja, dos fundos que elas formaram para pagar a Previdência dos seus servidores. O anúncio foi feito nesta quarta-feira pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante a Marcha Nacional de Prefeitos em Brasília. Segundo a Confederação Nacional de Municípios, mais de dois mil municípios possuem regimes próprios de Previdência. Esta semana o governo já tinha autorizado a renegociação das dívidas das prefeituras com o INSS, com um parcelamento maior e redução de juros e multas. Para Henrique Meirelles essas ações têm gerado um clima de tranquilidade para que sejam discutidas as reformas em andamento.

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: Ajuda a distensionar o ambiente. São problemas que estão sendo resolvidos, não é, e que pode proporcionar um ambiente melhor para a se discutir com racionalidade e com justiça a questão da Previdência.

Repórter Beatriz Amiden: A reforma da Previdência foi um dos principais temas tratados na Marcha dos Prefeitos. Henrique Meirelles afirmou, ainda, que os prefeitos entendem a necessidade da reforma e apoiam a mudança na legislação.

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: Eles declararam o apoio integral ontem, principalmente porque é muito importante que se garanta que todos vão receber aposentadorias. Os prefeitos entenderam isso.

Repórter Beatriz Amiden: Prefeitos que participam do encontro defendem a aprovação da reforma da Previdência que tramita no Congresso Nacional. Para Gian Voltolini, prefeito de Nova Trento, em Santa Catarina, é essencial que existam mudanças para que o país possa crescer se fortalecer.

Prefeito de Nova Trento/SC - Gian Voltolini: Se a gente espera mudança, nós precisamos realmente encarar e fazer as reformas necessárias. Precisamos encarar e realmente fazer uma reforma que seja digna, né, de uma mudança significativa para o Brasil.

Repórter Beatriz Amiden: O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, ressaltou a importância do diálogo entre os municípios e o governo federal. Ele disse, ainda, que a reforma da Previdência é necessária e está sendo feita da melhor maneira possível.

Governador de Pernambuco - Paulo Câmara: Contribuições precisam acontecer para que haja realmente possibilidade de se chegar a uma reforma possível, uma reforma que atenda corte de privilégios, mas que ao mesmo tempo garanta direitos e garanta que principalmente os mais pobres não terão nenhum tipo de sacrifício.

Repórter Beatriz Amiden: Henrique Meirelles disse, ainda, que o governo está estudando uma reforma tributária que deve ser anunciada nos próximos meses. Reportagem, Beatriz Amiden.

>> “Reforma da Previdência. A Voz explica”.

Airton: Muitos ouvintes da Voz do Brasil têm dúvidas sobre a reforma da Previdência. Entre as questões mais enviadas para nós está o acúmulo de aposentadoria e pensão.

Gláucia: Esta é a pergunta da Salete Amaral, de São Joaquim, em Santa Catarina. Quem responde é o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Ouvinte da Voz do Brasil - Salete Amaral: Boa noite. O meu nome é Salete. Eu sou professora, tenho 58 anos de idade e 22,5 anos de contribuição. Atualmente recebo uma pensão por morte de um salário mínimo. A minha pergunta é: eu vou ter que escolher entre a aposentadoria ou pensão?

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: A proposta vai definir alguns limites para o acúmulo das pensões, mas ela vai poder, sim, acumular, mas com um determinado limite que está sendo estabelecido. Ela vai receber um pouco mais do que está recebendo. Mas é importante, de novo, que as pessoas não possam acumular pensões diversas, de uma maneira que governo depois não possa pagar, mas ela fique tranquila que os direitos dela estão preservados.

Airton: Se, assim como a Salete, você tem alguma dúvida com relação à reforma da Previdência, manda para a gente.

Gláucia: É só gravar uma mensagem e mandar para o nosso e-mail voz@ebc.com.br ou no WhatsApp 61998627345. Eu vou repetir: 61998627345.

Airton: A nossa produção vai procurar a resposta para você. Participe, então.

Gláucia: Tem muito brasileiro quitando as dívidas e fazendo investimentos com o dinheiro das contas inativas do FGTS.

Airton: É, até esse momento mais da metade dos trabalhadores que tem direito ao benefício já sacaram.

Gláucia: Já são quase R$ 25 bilhões em saques.

Repórter Natália Koslyk: A Caixa Econômica Federal já pagou quase R$ 25 bilhões das contas inativas do FGTS para cerca de 16 milhões de trabalhadores nascidos entre janeiro e agosto. Até a última terça-feira já tinham sido liberados mais de 84% do valor total previsto para essas três primeiras fases e o número de trabalhadores que já realizaram o saque equivale a pouco mais de 50% do total de beneficiados pelas contas inativas do FGTS. Durante essa terceira etapa, os aniversariantes de junho, julho e agosto podem receber o dinheiro em qualquer agência da Caixa. O trabalhador precisa ter em mãos o número de inscrição do PIS/PASEP, documento de identificação e carteira de trabalho. Lembrando que o saque é para quem trabalhou até 31 de dezembro de 2015, foi demitido por justa causa ou pediu demissão. Em caso de dúvida sobre o calendário, saldo e outros assuntos, é só acessar o site www.caixa.gov.br/contasinativas. Natália Koslyk, para a Voz do Brasil.

Gláucia: 19sh11min, em Brasília.

Airton: Arroz, feijão, açúcar, óleo... Em todos esses produtos você encontra a mão de produtores rurais de todo o país.

Gláucia: É da comida que chega à nossa mesa até a matéria-prima para vários outros produtos. Aí está o agronegócio.

Airton: Daqui a pouco vamos detalhar para você uma pesquisa americana que destaca o salto de produtividade da agricultura brasileira.

Gláucia: Pontes, rodovias, geração e transmissão de energia, portos e aeroportos. O incentivo à infraestrutura foi uma das primeiras medidas do presidente Michel Temer no cargo, ainda como interino.

Airton: O governo mudou regras nas licitações, realizou leilões em diversas áreas, tudo para incentivar a participação da iniciativa privada na gestão da infraestrutura nacional.

Gláucia: A ideia é oferecer a grupos empresariais 90 projetos de infraestrutura. Isso pode gerar mais de R$ 45 bilhões em investimentos e mais de 215 mil empregos diretos e indiretos.

>> “Agora, Brasil”.

Repórter José Luiz Filho: O governo atuou para incentivar grandes projetos e também os menores. Duas mil obras, orçadas em até R$ 10 milhões cada, que estavam paradas por falta de recurso, passaram por análise e começaram a ser retomadas. Até dezembro, foram reiniciadas mais de 430 obras como creches, quadras escolares e reurbanização de lugares precários como favelas. O ministro do Planejamento, Diogo Oliveira, explicou que nem sempre a paralisação é por falta de dinheiro. Pode ser, por exemplo, por falta de licença ou licitações embargadas.

Ministro do Planejamento - Diogo Oliveira: De modo que a gente reduza de maneira significativa o número de obras que estão aí no país se deteriorando e sofrendo pela sua descontinuidade e provocando prejuízos à população.

Repórter José Luiz Filho: Com a necessidade de melhorar e ampliar a infraestrutura do país, o governo optou por incentivar a participação da iniciativa privada em projetos de transporte, saneamento e energia. Para isso, lançou o Programa de Parcerias de Investimentos, PPI. O governo modernizou as regras de gestão e estabeleceu prazos e modelos mais adequados para os editais de concessão e privatização. Tudo isso deu mais segurança jurídica aos investidores, como explica Adalberto Vasconcelos, secretário especial do PPI.

Secretário Especial do Programa de Parcerias de Investimentos - Adalberto Vasconcelos: O Ministério dos Esportes, o Ministério de Minas e Energia e as Agências Reguladoras se conversam e vamos buscar destravar os investimentos a fim de a gente ter um crescimento competitivo e sustentável do país.

Repórter José Luiz Filho: O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, que já foi secretário-executivo do PPI, disse que um dos objetivos de incentivar os investimentos é gerar empregos para a população.

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República - Moreira Franco: Gera confiança, gera segurança, gera estabilidade para que o investidor tenha o ânimo de fazer os seus investimentos, o investimento é a fonte do crescimento e a geração de emprego decorre daí.

Repórter José Luiz Filho: Uma distribuidora de energia elétrica, lotes de linhas de transmissão, portos fluviais e aeroportos, num total de 41 projetos, foram leiloados e arrematados por grupos privados. Os aeroportos de Fortaleza, Salvador, Florianópolis e Porto Alegre também foram cedidos à iniciativa privada, e ainda tem mais a ser feito, como afirma o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: A nossa expectativa é que o regime de concessões aberto esse ano seja totalmente privado. São 33 projetos para serem licitados esse ano, alguns já foram.

Repórter José Luiz Filho: Além disso, novas regras mais simplificadas foram lançadas para aumentar investimentos e operações nos portos públicos e terminais de uso privado. Uma das principais mudanças é o aumento dos prazos nos contratos de concessão dos atuais 25 para até 35 anos. A expectativa é gerar investimentos da ordem de R$ 25 bilhões nos portos do país nos próximos anos. Reportagem, José Luiz Filho.

>> “Criança Feliz - Primeira Infância”.

Airton: Multiplicadores que vão trabalhador no Programa Criança Feliz estão sendo capacitados aqui em Brasília.

Gláucia: Esses profissionais terão o papel de treinar e orientar os supervisores e visitadores que irão todas as semanas até à casa das famílias para mostrar aos pais a melhor maneira de estimular os filhos.

Airton: Até agora, mais de 2.500 municípios já aderiram ao Criança Feliz.

Repórter André Luiz Gomes: A Tauane Barbosa, de 20 anos, é mãe do Ryan, de apenas quatro meses. Ele nasceu prematuro e foi diagnosticado logo após o nascimento com uma lesão cerebral. No Hospital da Criança de Brasília a mãe recebeu orientações dos multiplicadores do Programa Criança Feliz sobre como estimular o filho para que ele se desenvolva da melhor maneira possível. Tauane diz que vai seguir as orientações e continuar estimulando o desenvolvimento do filho.

Mãe de Ryan - Tauane Barbosa: Vou estimular o corpinho dele todo com os movimentos e sempre conversar, chamar ele pelo nome, para ele ficar mais próximo da gente, para ele desenvolver mais.

Repórter André Luiz Gomes: O atendimento no hospital faz parte da capacitação prática dos multiplicadores do Criança Feliz, promovida pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário. O curso está sendo ministrado pela Dra. Jane E. Lucas, da Universidade de Nova York. Ela apresentou técnicas de estimulação para diferentes idades e situações usando brincadeiras com objetivos que todos têm em casa, como vasilhas, garrafas e copos de plástico. A doutora destacou que o conteúdo mais importante que os multiplicadores devem aprender neste contato com as crianças e descobrir a melhor atividade a ser utilizada e o resultado que deve ser alcançado com a ação. A assistente social do estado do Rio de Janeiro, Ana Lúcia Guimarães, destacou a importância do trabalho de abordagem para as famílias.

Assistente Social do Estado do Rio de Janeiro - Ana Lúcia Guimarães: Para a gente poder estar integrando mesmo essa família nesse trabalho de atenção, de proteção, de prevenção dessa criança nessa faixa etária.

Repórter André Luiz Gomes: O programa irá acompanhar os filhos de beneficiários do Bolsa-Família desde a gestação até os três anos de idade. As crianças que recebem o Benefício de Prestação Continuada, o BPC, serão acompanhadas até os seis anos. Reportagem, André Luiz Gomes.

Gláucia: Arroz, feijão, frutas, carne...

Airton: O Brasil é um dos líderes manuais na produção agropecuária.

Gláucia: E essa liderança foi conquistada com muita pesquisa e tecnologia, o que permitiu ao país aumentar a sua produção sem o aumento da área de plantio.

Airton: É o que constata uma pesquisa americana que destaca o Brasil à frente de todos os países do mundo.

Repórter Gabriela Noronha: Em 40 anos, a produção de soja mais que triplicou no Brasil e isso sem aumento da área de plantio. Os grãos são o destaque no aumento da produtividade agropecuária brasileira nos últimos anos. Segundo um estudo norte-americano divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Brasil é o país que mais cresce na produção agropecuária, ultrapassando a China, Chile e Japão. José Garcia Gasques, coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola explica que a pesquisa considerou todos os produtos das lavouras e da pecuária.

Coordenador-Geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola - José Garcia Gasques: Envolve produtores, grandes produtores, médios, pequenos, a agricultura familiar, que tem uma grande importância nos ganhos de produtividade.

Repórter Gabriela Noronha: Para Ladislau Neto, diretor-executivo da Embrapa, os avanços resultam de investimentos em pesquisa e tecnologia, que fez a produção crescer sem aumentar a área.

Diretor-Executivo da Embrapa - Ladislau Neto: O avanço da produção da agropecuária nacional é devido ao uso adequado de tecnologia. O Brasil está fazendo uma agenda virtuosa para a questão da produção agropecuária sustentável.

Repórter Gabriela Noronha: E de acordo com o diretor-executivo da Associação Brasileira do Agronegócio, Luiz Cornacchioni, essa produtividade tem tudo para ser ainda maior nos próximos anos.

Diretor-Executivo da Associação Brasileira do Agronegócio - Luiz Cornacchioni: O Brasil tem todas as condições de dar mais um salto e vai dar esse salto, eu não tenho dúvida, porque nós temos não só as condições técnicas, temos a condição da gestão da terra do produtor, né, que toca o dia a dia na fazenda, e o Brasil também tem uma vantagem em relação aos outros países por ser uma agricultura tropical, o que nos deixa numa vantagem competitiva bastante forte.

Repórter Gabriela Noronha: O aumento da produção levou o Brasil a ser um grande exportador de alimentos. As vendas para o mercado externo atingiram cerca de US$ 9 bilhões em março deste ano. Reportagem, Gabriela Noronha.

Gláucia: 19hs20min, em Brasília.

Airton: E para fechar a Voz do Brasil de hoje, vamos contar a história de uma estudante lá de Campina Grande, na Paraíba, que vai representar o nosso país na última etapa de um concurso internacional de cartas.

Gláucia: É isso mesmo. Em plena era digital a carta foi uma das formas que a Sabrina Lira encontrou para dizer o que pensa e como ela acredita no poder da transformação pela educação.

Airton: A redação que ela escreveu foi a vencedora entre textos de alunos de todos todas as escolas do país. Então, vamos saber o que foi que ela disse. A repórter Natália Koslyk conta para a gente.

Repórter Natália Koslyk: Imagine que você é uma assessora do novo secretário-geral da ONU. Qual é o problema mundial que você o ajudaria a resolver e de que forma o aconselharia para isso? Foi com a resposta a essa pergunta que a paraibana de Campina Grande, Sabrina Lira, de 14 anos, venceu a etapa nacional do Concurso Internacional de Cartas. Para a estudante, a chave é a educação.

Estudante Vencedora da Etapa Nacional do Concurso Internacional de Cartas - Sabrina Lira: “Todos sabemos que a educação é um fator determinante e continuará sendo se não nos empenharmos, pois sem ela não há profissionais qualificados trabalhando com tecnologia para as suas indústrias, não há o desenvolvimento de vacinas e o tratamento para doenças terminais. Não há época, não há ações, não há evolução, não há conhecimento, só há vida, e isto, excelência, não podemos deixar acontecer”.

Repórter Natália Koslyk: Esse é apenas um trecho da carta que Sabrina Lira escreveu. Ela participou do concurso depois de ter sido uma das selecionadas na escola em que estuda. No Brasil, as etapas escolar, estadual e nacional do concurso são realizadas pelos Correios. De acordo com o presidente da empresa, Guilherme Campos, a seleção é uma oportunidade que alcança todas as instituições de ensino do país.

Presidente dos Correios – Guilherme Campos: É um concurso que, através dos Correios, atinge todo o Brasil, todo o mesmo Brasil. Dá possibilidade da escola mais longínqua do país estar participando com a escola de maior centro. O que vai valer aí é o talento, é a vontade, é a determinação.

Repórter Natália Koslyk: Ainda na carta, Sabrina propõe mudanças para melhorar a educação no Brasil, mudanças que começam pela educação em casa e passam pelos governantes, professores e toda a sociedade. Aluna do primeiro ano do ensino médio na Escola Virgem de Lourdes, ela ainda não sabe se vai ser engenheira ou médica, mas sabe que quer mudar o mundo que conhece.

Estudante Vencedora da Etapa Nacional do Concurso Internacional de Cartas - Sabrina Lira: “Infelizmente, excelência, nós ainda somos o mundo de uma jovem paquistanesa baleada na cabeça simplesmente por exigir educação. No entanto, não precisamos mais ser desse mundo e abordados nós não fazemos”.

Repórter Natália Koslyk: Agora, a redação de Sabrina vai representar o país na etapa internacional em Berna, na Suíça, e a estudante espera que a sua voz, traduzida em palavras, seja ouvidos.

Estudante Vencedora da Etapa Nacional do Concurso Internacional de Cartas - Sabrina Lira: Acho que quando é uma pessoa mais jovem os adultos têm tendência a ouvir mais do que se fosse um outro adulto ou outra autoridade falando disso.

Repórter Natália Koslyk: Reportagem, Natália Koslyk.

Gláucia: Hoje é Dia Internacional contra a Homofobia. A ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, destacou a necessidade de lutar contra o preconceito e respeitar a diversidade.

Airton: Segundo a ministra, direitos constitucionais devem ser cumpridos pela sociedade e garantidos a todo cidadão.

Gláucia: É bom lembrar que homofobia é crime. Para fazer denúncias você pode ligar de graça de qualquer telefone para o Disque 100. Não é preciso se identificar.

Airton: Essas foram as notícias do governo federal.

Gláucia: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

Airton: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

Gláucia: Fique agora com o Minuto do TCU e, em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional.

Airton: Boa noite para você e até amanhã.

Gláucia: Boa noite, Airton.