18 DE FEVEREIRO DE 2019 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: Governo proíbe construção de novas barragens de mineração como as de Brumadinho e Mariana. E determina prazo para mineradoras desativarem esse tipo de estrutura. R$60 milhões para retomar o turismo na região de Brumadinho. Crédito vai poder ser usado por hotéis, pousadas, agências de viagem e locadoras de veículos. Mais qualidade no setor de transportes. Novos contratos preveem investimentos bilionários nos portos brasileiros. E 12 aeroportos vão ser concedidos à iniciativa privada.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Governo proíbe construção de novas barragens de mineração como as de Brumadinho e Mariana.

 

Gabriela: E determina prazo para mineradoras desativarem esse tipo de estrutura. Gabriela Noronha.

 

Repórter Gabriela Noronha: Todas as estruturas de contenção de rejeitos como a de Brumadinho, conhecidas como barragem à montante, devem ser desativadas até agosto de 2023.

 

Nasi: R$ 60 milhões de para retomar o turismo na região de Brumadinho.

 

Gabriela: Crédito vai poder ser usado por hotéis, pousadas, agências de viagem e locadoras de veículos. Nathália Koslyk.

 

Repórter Nathália Koslyk: Eles vão contar com condições especiais para retomarem as atividades, como prazos mais longos para pagamento e encargos reduzidos.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Mais qualidade no setor de transportes.

 

Nasi: Novos contratos preveem investimentos bilionários nos portos brasileiros.

 

Gabriela: E 12 aeroportos vão ser concedidos à iniciativa privada.

 

Nasi: Na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br .

 

Nasi: Barragens como a que se rompeu em Brumadinho, no fim de janeiro, vão ser proibidas no Brasil.

 

Gabriela: A Agência Nacional de Mineração determinou que, a partir da agora, esse tipo de estrutura não pode mais construída.

 

Nasi: As que já existem vão ter um prazo para serem desativadas.

 

Gabriela: Também fica proibida a construção de estruturas para alimentação, recreação ou outras que se destinem à presença de pessoas em áreas próximas.

 

Nasi: Além disso, desde a semana passada, responsáveis por esse tipo de barragem desse fazer inspeções diárias à estrutura.

 

Repórter Gabriela Noronha: A barragem de contenção de rejeitos é uma estrutura usada para diminuir os impactos da mineração, serve para evitar que minérios ou resíduos sigam diretamente para os rios. Pelo método à montante, os diques de contenção da barragem se apoiam sobre o próprio rejeito ou sedimento, ou seja, o corpo da barragem cresce em formato de degraus sobre o próprio rejeito depositado. O modelo à montante agora é totalmente proibido pela resolução da Agência Nacional de Mineração, publicado nessa segunda-feira. Era uma opção muito usada pela mineração entre às décadas de 70 e 90 porque possibilitava menor custo ao empreendedor. Mas, segundo Eduardo Leão, diretor da ANM, não estão comprovadas a eficiência e a segurança desse tipo de barragem.

 

Diretor da ANM - Eduardo Leão: Ela acaba sendo uma condição não muito segura por causa que você está apoiando o barramento em cima de rejeito, ou seja, material não classificado, que, às vezes tem água, e cada vez que você coloca o material, você consegue fazer uma mudança na densidade ali, ou seja, é sujeito a movimentações por baixo do barramento, isso torna ela em pouco mais perigosa.

 

Repórter Gabriela Noronha: De acordo com a resolução, todas as estruturas de contenção de rejeitos como a de Brumadinho, conhecidas como barragem à montante, devem ser desativadas até agosto de 2023. Existem no Brasil 84 estruturas desse tipo. A medida da agência também proíbe definitivamente a construção de novas barragens de mineração nesse método, como explica o diretor da agência Eduardo Leão.

 

Diretor da ANM - Eduardo Leão: Esse é um grande passo. A gente sabe que isso vai ter um certo impacto no setor, porque uma barragem de loteamento à montante, ela é praticamente 60% mais barato do que o outro método. Então, realmente, empresas de pequeno porte podem sentir um pouco isso, mas, estamos falando de vida, de pessoas, de uma sociedade. Então, é uma ação que tem que ser feita e também a resolução está valendo hoje, mas ela também tem um período de 30 dias de contribuição. Então, mesmo os empreendedores ou sociedade que têm alguma melhoraria ou alguma argumentação em relação essa resolução, ele pode postar, pode entrar em contato com a ANM, que em 30 dias a gente vai recolher todas as contribuições e vamos propor se vai ter alguma melhoraria ou não na resolução.

 

Repórter Gabriela Noronha: Desde a semana passada, os responsáveis pelas 84 barragens de alteamento à montante ou desconhecido estão obrigados a fazer inspeções diárias nas estruturas. A resolução da Agência Nacional de Mineração determina também que as empresas responsáveis pelas barragens ficam proibidas de manter e construir qualquer instalação, fazer obra ou realizar serviços na zona de autossalvamento da barragem, que é a região que está a dez quilômetros das barragens ou que pode ser atingida por eventual inundação em até 30 minutos. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gabriela: E para tentar retomar o turismo na região de Brumadinho, o governo vai destinar mais de R$ 60 milhões.

 

Nasi: O crédito liberado pelo Ministério do Turismo é destinado para prestadores de serviços turísticos como hotéis e agências de viagens, com cadastro regular no setor.

 

Gabriela: Eles vão poder usar o dinheiro com condições especiais, como prazos de pagamentos ampliados e encargos reduzidos.

 

Repórter Nathália Koslyk: Leonardo Esteves é um dos sócios de uma agência de viagens em Brumadinho, Minas Gerais, ele conta que desde o rompimento da barragem de Córrego do Feijão as atividades voltadas para os visitantes que chegam até a cidade caíram 90%, e estão avaliando meios para superar a crise.

 

Sócio de uma agência de viagens - Leonardo Esteves: O número de visitantes na cidade diminuiu bastante, isso implicou na não chegada de novos hóspedes, né? A gente está reavaliando todo o planejamento que a gente fez para tentar sair dessa crise instalada aqui de uma maneira que gente nunca pensou.

 

Repórter Nathália Koslyk: Para ajudar a retomada da economia turística em Brumadinho e nas outras cidades mineiras atingidas pelo desastre, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, anunciou credito de R$ 62 milhões. O recurso vai poder ser utilizado por prestadores de serviços turísticos cadastrados regularmente do Cadastur, o castro nacional do setor. Mais de 7 mil empresários vão poder ter acesso ao crédito, de acordo com mapeamento do Ministério do Turismo. São meios de hospedagem, agência de viagem e locadoras de veículos, por exemplo, eles vão contar com condições especiais para retomarem as atividades, como prazos mais longos para pagamento e encargos reduzidos, o que vai contribuir para o desenvolvimento local, de acordo com o ministro.

 

Ministro do Turismo - Marcelo Álvaro Antônio: Trabalhar para mitigar esse sofrimento aqui da cidade, das famílias envolvidas e fazer com que da nossa parte o turismo possa ter esse importante e fundamental para que a cidade de Brumadinho possa continuar viva e continuar no crivo no seu desenvolvimento.

 

Repórter Nathália Koslyk: Segundo o ministro Marcelo Álvaro Antônio, a ideia é criar uma linha de crédito extraordinária para baratear o custo de financiamento para o setor. Durante a visita à região de Brumadinho, o ministro também anunciou a criação de um memorial em homenagem às vítimas do desastre. Reportagem, Nathália Koslyk.

 

Nasi: E o Ministério da Saúde também liberou recursos para a assistência aos moradores da região de Brumadinho.

 

Gabriela: São R$ 4 milhões destinados principalmente à assistência psicológica das pessoas que vivenciaram o desastre ou que perderam algum conhecido.

 

Nasi: O dinheiro também vai ser usado para o controle de doenças e para os cuidados com a água e com o solo.

 

Gabriela: A medida vai beneficiar cerca de 1 milhão de pessoas que vivem nas 18 cidades afetadas pelo rompimento da barragem de Córrego do Feijão.

 

Nasi: E nos próximos 20 anos os cerca de mil profissionais envolvidos no resgate às vítimas vilão ser acompanhados pelo Ministério da Saúde.

 

Gabriela: O objetivo é avaliar doenças que estejam relacionadas diretamente ao desastre, como a contaminação por metais pesados.

 

Nasi: Mais dinheiro em caixa e mais investimentos nos portos do país.

 

Gabriela: O ministro de Infraestrutura assinou dois contratos que preveem concessões para dois portos, um no Norte e outro Sudeste do país. A repórter Márcia Fernandes acompanhou e traz os detalhes para a gente, ao vivo. Boa noite, Márcia.

 

Repórter Márcia Fernandes (ao vivo): Boa noite, Gabriela. Boa noite, Nasi e ouvintes da Voz do Brasil. Hoje foram assinados os contratos de dois portos, um em Santarém, no Pará, e o Porto do Açu, em São João da Barra, no Rio de Janeiro. No Rio de Janeiro são R$ 16 bilhões investidos na construção de um terminal para a movimentação de gás natural e a construção de duas usinas termoelétricas para a armazenar e movimentar gás natural liquefeito, essas usinas vão gerar energia para iluminar R$ 14 bilhões. O Porto de Açu foi cedido pela iniciativa privada por 30 anos. O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, destacou a importância desde porto para a geração de energia, a movimentação de cargas e a criação de mais 13 mil empregos diretos e indiretos.

 

Ministro da Infraestrutura - Tarcísio Freitas: São 4 mil empregos diretos e 9 mil empregos indiretos. Então, a gente está falando aí de R$ 16,5 bi investimentos realizado pela iniciativa privada, é algo extremamente relevante e transformador para o estado do Rio de Janeiro e para o Brasil. São números assim, de grande vulto e que realmente chamam a nossa atenção, como a iniciativa privada está vindo, está acreditando no país, a ponto de colocar essa quantidade aí de dinheiro, é um investimento bastante significativo. É o maior complexo de termoelétrico de gás natural da América Latina. Então, algo de registro.

 

Repórter Márcia Fernandes (ao vivo): Olha, Gabriela e Nasi, só corrigindo, para que fique bem claro, essas usinas vão gerar energia para iluminar 14 milhões de residências.

 

Nasi: E, Márcia, e outro terminal portuário, de quanto é o investimento?

 

Gabriela: O outro contrato prevê a concessão de uma área de 35 mil metros quadrados no Porto de Santarém, no Pará, por 25 anos. O local foi arrematado por R$ 50 milhões, mas a previsão é de que os investimentos chegam a R$ 175 milhões, e até abril, dentro da meta dos cem dias de governo, também estão previstas concessão de outros dez terminais portuários, Nasi e Gabriela.

 

Gabriela: Obrigada, Márcia Fernandes, pelas informações, ao vivo, aqui na Voz do Brasil.

 

Nasi: E tem mais investimentos revistos para os nossos aeroportos também.

 

Gabriela: Já no mês que vem estão agendados leilões de 12 terminais aeroportuários no Sudeste, Noroeste e Centro-Oeste.

 

Nasi: De acordo com o presidente Jair Bolsonaro, são previstos investimentos de R$ 3,5 bilhões nesses aeroportos pela iniciativa privada.

 

Gabriela: E o repórter Pablo Mundim tem mais informações, ao vivo. Boa noite, Pablo.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Boa noite, Gabriela, Nasi, e, principalmente a você, ouvinte da Voz do Brasil. Dos principais aeroportos no país a Infraero é responsável pela administração de 54 deles, outros 10 estão concedidos para a iniciativa privada e 4 funcionam sob a autorização. No ano passado uma pesquisa apontou que dos dez aeroportos mais bem avaliados pelos passageiros, quatro são administrados pela iniciativa privada. O analista de mercado financeiro, Ricardo Bacci, é uma dessas pessoas que aprova a privatização.

 

Analista de mercado de financeiro - Ricardo Bacci: Os aeroportos concedidos à privatização são muito melhores. Para a gente que é usuário, é uma comparação, assim, muito direta, sabe? Você vê no aeroporto agora, que, enfim, não é privatizado e é muito ruim com o Aeroporto de Brasília, que é muito bom.

 

Repórter Pablo Mundim: (ao vivo): Pelas redes sociais o presidente Jair Bolsonaro disse que até o mês de março deste ano a expectativa é concluir leilões em 12 terminais aeroportuários e arrecadar R$ 3,5 bilhões. O presidente destacou que essas concessões vão gerar qualidade no serviço, empregos e economia. O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, explicou que vai ser a primeira vez que o leilão vai ter organizado por blocos. São três, um com terminais no Nordeste, outro para o Sudeste e um último para o Centro-Oeste, um modelo que, segundo o ministro, vai ser bem-sucedido.

 

Ministro da Infraestrutura - Tarcísio de Freitas: Temos sentido aí uma boa resposta do mercado, um interesse muito grande, a gente pode afirmar aí, que a tendência é ter todos os blocos com propostas e mais de uma proposta, a gente deve ter competição nos três blocos. Então, tudo leva a crer que o modelo de blocos vai ser bem-sucedido.

 

Repórter Pablo Mundim: (ao vivo): O ministro Tarcísio Freitas também adiantou que mais 44 aeroportos devem ser leiloados nos próximos anos.

 

Ministro da Infraestrutura - Tarcísio de Freitas: Nós vamos fazer, além dos 12 aeroportos em março, mais 44, sendo que a gente deve fazer no ano que vem, final do ano que vem, 20, e final de 2021 e início de 2022 mais 24.

 

Repórter Pablo Mundim: (ao vivo): Os dois aeroportos anunciados pelo governo principal o leilão de 15 março ficam em Recife, Maceió, Aracaju, Juazeiro do Norte, João Pessoa, Campina Grande, Vitória, Macaé, Cuiabá, Sinop, Rondonópolis e Alta Floresta. Nasi e Gabriela.

 

Nasi: Obrigado, Pablo Mundim, pelas informações, ao vivo, aqui na Voz do Brasil.

 

Gabriela: O porta voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, anunciou agora, no início da noite, a exoneração de Gustavo Bebianno do cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência.

 

Nasi: Em nome do presidente Jair Bolsonaro, o porta-voz agradeceu ao ministro pela dedicação à frente da Pasta e desejo ou sucesso.

 

Gabriela: E anunciou e quem passa a ocupar o cargo de forma definitiva é o general Floriano Peixoto.

 

Nasi: Você vai ouvir ainda nesta edição que o número de reclamações contra serviços de telefonia e TV por assinatura registradas pela Anatel vem caindo no país.

 

Gabriela: E de que forma essas reclamações são usadas pela agência para cobrar das empresas um atendimento melhor aos usuários.

 

Nasi: Um dos inúmeros cartões postais do Rio de Janeiro, a Bahia de Guanabara, sofre há anos com a poluição.

 

Gabriela: E para mudar essa realidade, a Marinha eu o Ministério do Meio Ambiente e representantes de governo municipais e do setor ambiental assinaram um acordo.

 

Nasi: A ideia é buscar parcerias com a iniciativa privada e recuperar a qualidade de água.

 

Gabriela: E com isso trazer mais qualidade de vida para a população e aumentar o turismo na região.

 

Repórter Luana Karen: A intenção é clara, despoluir a Bahia de Guanabara, no Rio de Janeiro. Para sair do campo da ideia e partir para a prática, autoridades federais e municipais e organizações não governamentais, assinaram um documento para selar objetivo comum e buscar parcerias. O lixo que inunda a Bahia de Guanabara vem, principalmente, dos rios que atravessem municípios onde não há coleta eficiente de lixo, nem tratamento de esgoto. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, falou da importância de se buscar parcerias com a iniciativa privada para dotar as cidades de saneamento básico.

 

Ministro do Meio Ambiente - Ricardo Salles: Se nós não trouxermos as condições para que o setor privado participe, nós não vamos avançar. Tem tecnologia disponível, tem uma série de medidas para serem tomadas, são investimentos bastante elevados e o setor público não tem condições de fazer sozinho esses investimentos.

 

Repórter Luana Karen: Dados do Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento mostram que, em 2015, 83% dos brasileiros eram atendidos com abastecimento de água tratada, 50% da população tinha acesso à coleta de esgoto e apenas 42% do esgoto do país era tratado. Segundo a Marinha, a despoluição da Bahia de Guanabara pode trazer ganhos para a saúde dos moradores e mais segurança na navegação, além de aumentar o turismo na região. Reportagem, Luana Karen.

 

Nasi: O número de reclamações registradas no ano passado pela Anatel, a Agência Nacional de Telecomunicações, caiu mais de 13% em relação à 2017.

 

Gabriela: É o terceiro ano consecutivo de queda.

 

Nasi: Todos os serviços de telecomunicações apresentaram redução nas reclamações, a maior queda foi em relação à TV por assinatura.

 

Repórter Gabriela Noronha: Insatisfeito com os serviços, o advogado Wolney Freitas de Lima, decidiu cancelar o contrato de um telefone fixo e foi surpreendido com o uma conta a mais para pagar. Quando se trata de telefonia, Wolney conta ainda que coleciona problemas.

 

Advogado - Wolney Freitas de Lima: Já tive problema de cobrança indevida, conta errada, multa de fidelidade que não existia.

 

Repórter Gabriela Noronha: Sempre atento, ele diz que recorre à Agência Nacional de Telecomunicações, Anatel, caso a prestadora de serviço não resolva o problema.

 

Advogado - Wolney Freitas de Lima: Toda vez que eu detectei que alguma coisa estava errada, eu acionei a Anatel pelo site da Anatel, lá tem as opções de reclamação, e tem um chat que é um pré-atendimento antes você registrar a reclamação. Pelo chat eu já resolvia.

 

Repórter Gabriela Noronha: A Anatel recebeu, no ano passado, cerca de 3 milhões de reclamações, a maior parte das queixas se deve à cobrança indevida, o número é cerca de 13% menor que o registrado em 2017. Mas, segundo, Elisa Vieira Leonel, superintendente da Anatel, a ideia é diminuir ainda mais as reclamações.

 

Superintendente da Anatel - Elisa Vieira Leonel: A nossa agenda de 2019 tem um tema central para evitar os problemas de cobrança, que é a transparência da oferta. Na verdade, muitas vezes o consumidor nota uma cobrança indevida e não é porque houve um erro do sistema de faturamento, mas, sim, porque ele não foi devidamente informado pela prestadora sobre os fatores associados àquela cobrança no serviço, os itens que serão cobrados na sua fatura.

 

Repórter Gabriela Noronha: Segundo a superintendente da Anatel, também forem registradas quedas de reclamações em todos os serviços coletivos. A maior redução percentual foi na TV por assinatura, 18% a menos que em 2017, depois veio a telefonia móvel pré-paga. De acordo com Elisa Leonel, a Anatel monitora a quantidade e o motivo das reclamações contra cada operadora, o tempo que elas levam para responder e a qualidade das respostas para cobrar delas o nível de atendimento cada vez melhor.

 

Superintendente da Anatel - Elisa Vieira Leonel: As reclamações são fundamentais, que elas são parte importante dos elementos que a gente usa para planejar a atuação agência, tanto para planejar a fiscalização e o controle de obrigações, como também para a revisar os regulamentos.

 

Repórter Gabriela Noronha: A Anatel orienta que o consumidor tente, primeiro, resolver o problema nos canais de relacionamento da própria prestadora. Caso não resolva a situação, as reclamações sobre os serviços de telecomunicações podem ser feitas pela central de atendimento telefônico, que é o 1331, ou pelo site da Anatel, anatel.gov.br/consumidor. A Anatel já disponibiliza também um aplicativo gratuito para smartphone, o Anatel Consumidor. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gabriela: O Governo Federal encaminhou hoje à União Europeia um pedido de compensação pelas restrições que o bloco europeu impôs, desde o início deste mês, às importações de aço brasileiro.

 

Nasi: Essas compensações podem ser a redução de tarifas impostas aos produtos brasileiros ou aumento de taxas de importação de produtos europeus.

 

Gabriela: O pedido de compensação é previsto nas regras da Organização Mundial do Comércio, a OMC.

 

Nasi: O governo também encaminhou à OMC uma notificação informando que Brasil pode adotar medidas de forma a reequilibrar o seu comércio com a União Europeia.

 

Gabriela: O bloco europeu é o destino de 15% das exportações brasileiras de aço.

 

Nasi: Em nota, os Ministérios da Relações Exteriores, da Economia e da Agricultura afirmaram que o governo permanece aberto ao diálogo com a União Europeia na busca de um melhor encaminhamento para essas questões.

 

Gabriela: A leitura tem um efeito transformador na vida de uma criança.

 

Nasi: É verdade, Gabriela, estimula a criatividade, a memória, conhecimento, aumenta a concentração.

 

Gabriela: E o Ministério da Cidadania realiza uma série de ações para estimular esse hábito na infância.

 

Nasi: Um deles é estimular entre os pais que recebem o Bolsa Família o hábito de separar um tempo para ler histórias para os filhos.

 

Repórter André Luiz Gomes: O Programa Criança Feliz proporciona o acesso a livros e estimula os pais a lerem contos infantis para os filhos. A Biblioteca Maria Mazzetti, do Museu Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, é outra iniciativa de leva a magia dos livros para os pequenos. Foi lá que a jornalista Karen Terahata, de 43 anos, deu os primeiros passos no mundo encantado das palavras. Ela se lembra com o carinho do tempo em que passava na biblioteca.

 

Jornalista - Karen Terahata: Minha mãe fala que eu comecei a ler sozinha por volta dessa idade, três, quatro anos. Sempre gostei muito de ler, e aí me chamava a atenção, tinha as mesinhas, assim, pequenininhas e as cadeirinhas, umas estantezinhas de livros, eu sempre entrava lá para ficar lendo.

 

Repórter André Luiz Gomes: A biblioteca infantil do Museu Casa de Rui Barbosa permite, durante a semana, a visita de crianças acompanhadas dos pais no contraturno das aulas ou em excursões escolares. Em 2018, metade do público que visitou o espaço era crianças, como conta a chefe do museu, Jurema Seckler.

 

Chefe do museu - Jurema Seckler: Uma criança que que convive na biblioteca infantil, é óbvio que ela vai ter uma educação de qualidade, e isso vai transformar tudo.

 

Repórter André Luiz Gomes: Assim como a leitura foi fundamental para o desenvolvimento da Karen Terahata, os livros já exercem um poder de encantamento sobre o pequeno Kevin Silva, de um ano e oito meses. Somente depois que começou a participar do programa Criança Feliz em Morrinhos, em Goiás, a mãe do garoto e beneficiária do Bolsa Família, Karen Carolina Silva, de 21 anos, passou a ler para o filho.

 

Entrevistada - Karen Carolina Silva: Vai ser bom para ele, porque quando ele entrar na escola ele já vai conhecer as palavras, os números, porque a gente conta junto com ele. Ele não vai ter muita dificuldade.

 

Repórter André Luiz Gomes: As famílias que fazem parte do Criança Feliz e mais de 4 mil Centros de Referência de Assistência Social, os CRAs, receberam 1,2 milhão livros. De acordo com a secretária nacional de Promoção do Desenvolvimento Humano, Ely Harasawa, a leitura é fundamental para o desenvolvimento de qualquer ser humano, especialmente na primeira infância.

 

Secretária nacional de Promoção do Desenvolvimento Humano - Ely Harasawa: Quando os pais leem para as crianças pequenas, a diferença do desenvolvimento da linguagem, da capacidade de comunicação, ela é muito grande em comparação àquelas crianças que não tiveram essa oportunidade nos primeiros anos de vida.

 

Repórter André Luiz Gomes: O Ministério da Cidadania coordena as ações do Criança Feliz por meio da Secretaria Especial do Desenvolvimento Social. O programa integra as áreas da saúde, assistência social, educação, justiça, cultura e direitos humanos, e atende cerca de 500 mil crianças no país inteiro todas as semanas. Nas visitas, técnicos capacitados orientam sobre a desenvolvimento das crianças de até três anos beneficiárias do Bolsa Família, e de até seis anos que recebem o BPC. As gestantes também são acompanhadas pela iniciativa. Reportagem, André Luiz Gomes.

 

Gabriela: Museus interessados em receber recursos para investir em equipamentos e instalações de prevenção a incêndios podem enviar projetos ao BNDES.

 

Nasi: O valor disponível é de quase R$ 18 milhões.

 

Gabriela: As inscrições podem ser feitas até o dia 29 de março pela internet, no endereço bndes.gov.br/segurancadeacervos.

 

Nasi: O CPF agora é obrigatório também para os dependentes de contribuintes que têm de declarar imposto de renda.

 

Gabriela: O documento pode ser solicitado em agências do Correios.

 

Nasi: Basta levar um documento que comprove filiação, local e data de nascimento.

 

Gabriela: Pode ser a Carteira de Identidade ou registro de nascimento.

 

Nasi: Maiores de 18 anos devem apresentar também o Título de Eleitor.

 

Gabriela: A taxa para a solicitação do CPF é de R$ 7 e o número do documento sai na hora.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as Notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você até amanhã.

 

"Governo Federal. Pátria amada, Brasil".