18 DE MARÇO DE 2019 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: Presidente Jair Bolsonaro está nos Estados Unidos. O objetivo é atrair investimentos e fechar acordos comerciais. E para ampliar turismo, cidadãos dos Estados Unidos e de outros três países não precisam mais de visto para visitar o Brasil. Governo dá primeiro passo para concessão de mais 22 aeroportos. Servidor Ficha Limpa: definidos novos critérios para nomeação de cargos em comissão e funções de confiança. Começou o pagamento deste mês do Bolsa Família. Mais de R$ 2,6 bilhões vão ser pagos a 14 milhões de famílias.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Segunda-feira, 18 de março de 2019.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Presidente Jair Bolsonaro está nos Estados Unidos.

 

Gabriela: O objetivo é atrair investimentos e fechar acordos comerciais. Pablo Mundim.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Brasil e Estados Unidos fecham acordo para o uso da Base de Alcântara, no Maranhão, para lançamento de satélites. Daqui a pouco eu volto com mais informações.

 

Nasi: E para ampliar turismo, cidadãos dos Estados Unidos e de outros três países não precisam mais de vistos para visitar o Brasil.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil.

 

Nasi: O governo dá primeiro passo para a conversão de mais 22 aeroportos. Márcia Fernandes.

 

Repórter Márcia Fernandes (ao vivo): Os terminais estão localizados nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul. Daqui a pouco eu volto com mais informações.

 

Gabriela: Servidor ficha limpa, definidos os novos critérios para a nomeação cargos em comissão e funções de confiança. Graziela Mendonça.

 

Repórter Graziela Mendonça: A medida tem como objetivo tornar a administração pública mais eficiente.

 

Nasi: Começou o pagamento deste mês do Bolsa Família.

 

Nasi: Mais de R$ 2,6 bilhões e vão ser pagos a 14 milhões de famílias.

 

Nasi: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br .

 

Nasi: Estreitar as relações comerciais com o mercado norte-americano e atrair mais investimentos para o Brasil.

 

Gabriela: Esses são alguns dos objetivos da visita do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos.

 

Nasi: O repórter Pablo Mundim está em Washington, onde acompanha a viagem do presidente Bolsonaro.

 

Gabriela: E é com ele a gente conversa agora, ao vivo. Boa noite, Pablo.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Boa noite, Gabriela, Nasi, e, principalmente a você, ouvinte da Voz do Brasil. Estamos na Câmara de Comércio dos Estados Unidos, a U.S. Chamber, onde, logo mais, o presidente da República, Jair Bolsonaro, vai fazer um discurso para empresários norte-americanos. O presidente chegou aqui em Washington ontem à tarde. Hoje de manhã ele visitou Agência Central de Inteligência Americana. Segundo o governo, a visita está ligada à importância que o Brasil dá ao combate ao crime organizado e ao narcotráfico.

 

Nasi: Agora, Pablo, qual é, para o governo brasileiro, o principal objetivo dessa viagem?

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Fortalecer as relações comerciais com os Estados Unidos, viu, Nasi? O governo brasileiro disse que pretende reaproximar os dois países. Hoje, por exemplo, os ministros brasileiros que estão nos Estados Unidos, como Paulo Guedes, da Economia, estão participando de um evento chamado Dia do Brasil em Washington. A comitiva explicou aos empresários norte-americanos e também brasileiros as próximas ações do governo brasileiro na economia. Vamos ouvir agora uma reportagem sobre as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

 

Repórter Pablo Mundim: Os Estados Unidos são um dos principais destinos dos produtos brasileiros. As vendas para o país somaram mais de US$ 28 bilhões no ano passado. Os principais produtos exportados foram óleo bruto de petróleo, produtos semimanufaturados de ferro, aço e aviões. Já nas importações, o Brasil negociou principalmente combustíveis como óleo diesel e gasolina, além de medicamentos. Segundo Deborah Vieitas, dirigente da Câmara Americana de Comércio, a pauta de comércio entre os dois países é bastante diversificada.

 

Dirigente da Câmara Americana de Comércio - Deborah Vieitas: Os Estados Unidos é a relação comercial mais diversificada que nós temos. É para os Estados Unidos que nós temos uma porção de produtos ligados à alta tecnologia maior do que nós temos para qualquer outro dos nossos parceiros comerciais. É com os Estados Unidos que nós temos a pauta que envolve o maior número de produtos, por exemplo, 59 produtos com os Estados Unidos, versus a China, onde a nossa pauta, 80% da nossa pauta são três produtos. Então, eu acho que, para o Brasil, é uma relação extremamente saudável. Um mercado que demonstra ter uma abertura grande para produtos brasileiros.

 

Repórter Pablo Mundim: A boa relação de comércio entre os dois países é fundamental para a balança comercial brasileira, por isso a reaproximação entre os governos sinaliza tratativas para aumentar essa parceria econômica. Com acordos de livre comércio e maior participação da venda de matéria-prima e produtos agrícolas, cenário que gera expectativas de investimentos para os dois países, como explica Neil Herrington, vice-presidente sênior da Câmara Americana para a Região das Américas.

 

Vice-presidente sênior da Câmara Americana para a Região das Américas - Neil Herrington: As expectativas, para nós, é que a relação vai se fortalecer muito no sentido de que os dois governos têm prioridades econômicas muito bem alinhadas e eu acho que vai se resultar em muito mais oportunidades para as nossas empresas nesse sentido.

 

Repórter Pablo Mundim: O embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Sérgio Amaral, disse que a visita do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos deve levar a uma pauta de trabalho mais intensa, que vai além da parceira comercial entre os dois países.

 

Embaixador do Brasil nos Estados Unidos - Sérgio Amaral: Ela marca um conjunto de convergências entre os dois países em vários setores, o setor dos valores, da democracia, dos direitos humanos, na economia, ter uma opção mais clara sobre a economia de mercado, e essas opções, essas convergências, nesses pontos maiores, claramente influenciam um conjunto de políticas em que nós temos grandes coincidências e levarão, também, a um programa de trabalho mais ampliado em alguns campos mais aprofundados e também novas áreas de cooperação entre os dois países.

 

Repórter Pablo Mundim: Os Estados Unidos são, hoje, o segundo maior parceiro comercial do Brasil, de Washington, nos Estados Unidos, Pablo Mundim.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): E olha, o porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, disse ainda que a visita do presidente brasileiro aos Estados Unidos tem o objetivo de mostrar o Brasil como um mercado que está pronto para receber investimentos estrangeiros.

 

Porta-voz da Presidência da República - Otávio do Rêgo Barros: Há o interesse econômico da nossa parte da mostrar que o Brasil torna-se efetivamente a cada dia um livre mercado, e se vocês admitirem que foi um sucesso o que nós estamos fizemos na sexta-feira com um leilão de aeroportos, isso abre para o Brasil a possibilidade de receber capitais estrangeiros e que de outros eventos semelhantes àqueles possam ser referendados e, a partir desse referendo, dar continuidade a esse livre mercado que existe inicialmente.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Nasi, Gabriela, daqui a pouco eu volto com outras informações aqui de Washington sobre a viagem do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos.

 

Gabriela: Está bem, Pablo. Até daqui a pouco.

 

Nasi: É, e como a gente ouviu agora há pouco sobre a notícia do porta-voz da Presidência da República, na última sexta-feira 12 aeroportos do país foram leiloados para investidores nacionais e estrangeiros.

 

Gabriela: O leilão foi considerado um sucesso pelo governo pelo interesse dos investidores e também por ter arrecadado mais de R$ 2,3 bilhões. Quase dez vezes mais do valor mínimo estipulado pelo governo.

 

Nasi: Além deste pagamento, os vencedores vão fazer investimentos na estrutura dos terminais, trazendo mais conforto aos passageiros.

 

Gabriela: O que vai criar mais empregos e renda.

 

Nasi: E hoje foi dado mais um passo para continuar o processo de concessões de aeroportos.

 

Gabriela: Um edital foi publicado para que interessados apresentem estudos para conceber mais 22 aeroportos.

 

Nasi: A repórter Márcia Fernandes está aqui com a gente, no estúdio, e tem mais informações sobre esse assunto. Uma boa noite, Márcia.

 

Repórter Márcia Fernandes (ao vivo): Boa noite, Nasi. Boa noite, Gabriela e ouvintes da Voz do Brasil. O edital com a lista dos 22 aeroportos foi publicado hoje, no Diário Oficial da União. São três blocos para a concessão. O bloco norte é composto pelos terminais da Manaus, Porto Velho, Rio Branco e Boa Vista. No interior da região Norte estão os aeroportos de Cruzeiro do Sul, no Acre, de Tabatinga e Tefé, no Amazonas. Já no bloco central estão previstas concessões dos terminais de Palmas e Goiânia no Centro-Oeste. No Nordeste, o de São Luís, o de Teresina, o de Petrolina, em Pernambuco, e Imperatriz, no Maranhão. E no Sul, aeroportos de Curitiba, Foz do Iguaçu, Londrina, Bacacheri, no Paraná, Navegantes e Joinville, em Santa Catarina, e Pelotas, Uruguaiana e Bajé, no Rio Grande do Sul.

 

Gabriela: E, Márcia, qual o objetivo desse edital?

 

Repórter Márcia Fernandes (ao vivo): Olha, Gabriela, o edital é uma primeira etapa do processo de concessão, é a fase que os interessados apresentam projetos técnicos sobre como deve ser feita essa concessão, expansão e exploração dos aeroportos. Além disso, as empresas terão que desenvolver estudos de mercado, de engenharia, ambientais e uma avaliação econômico-financeira de cada bloco de aeroportos. O secretário especial de programas de parcerias e investimentos, Adalberto Vasconcelos, falou da importância dessa etapa para as concessões.

 

Secretário especial de programas de parcerias e investimentos - Adalberto Vasconcelos: É importante porque você dá previsibilidade para os investidores, eles podem já se ajustar, eles podem se organizar para participar e vir concorrer a mais 22 aeroportos que serão lançados, que terão edital, que terão leilão lançados no segundo semestre de 2020, do ano que vem, continuando com esses ativos, passando para a iniciativa privada.

 

Nasi: Márcia, então, como é que ficam os prazos daqui para frente?

 

Repórter Márcia Fernandes (ao vivo): Olha, Nasi, os interessados têm 30 dias para manifestar interesse, depois têm mais 150 dias para finalizar os projetos. Nesse modelo, quem ganha o leilão de concessão é ressarcido pela realização desses estudos, valores que variam de R$ 25 milhões a R$ 34 milhões. O secretário nacional de Aviação Civil do Ministério da Infraestrutura, Ronei Glanzmann, explica que, com a concessão, não há aumento de tarifas para os usuários e a qualidade dos aeroportos melhora.

 

Secretário nacional de Aviação Civil - Ronei Glanzmann: A nossa modelagem de concessão, ela não prevê, em hipótese alguma, qualquer aumento de tarifa ou onera de qualquer maneira o passageiro, o passageiro vai continuar pagando a mesma taxa de embarque, a mesma tarifa de embarque que ele já paga hoje nos aeroportos operados pela Infraero. O que nós percebemos, na experiência que nós temos com concessão de aeroportos, é que melhora bastante a qualidade do serviço para a população. Melhora porque recebe investimentos, melhora porque são atraídos novos parceiros comerciais, grandes marcas de alimentação, de varejo, né? Um nível de conforto e a experiência de viagem do passageiro, ela tem melhorias significativas.

 

Repórter Márcia Fernandes (ao vivo): E a meta do Governo Federal é concluir a concessão de todos os aeroportos do país para iniciativa privada até 2022. Voltamos com vocês, Gabriela, Nasi.

 

Gabriela: Obrigada, Márcia, pelas informações, ao vivo, aqui na Voz do Brasil.

 

Nasi: Mais transparência e eficiência no Governo Federal.

 

Gabriela: Essa é a ideia dos novos critérios estabelecidos para quem ocupar cargos e funções de confiança.

 

Nasi: A medida atinge cargos de direção e assessoramento superiores, os chamados DAS, e as funções comissionadas do Poder Executivo.

 

Gabriela: Atualmente são quase 25 mil cargos dessa natureza, sendo que 3,7 mil ainda estão vagos.

 

Repórter Graziela Mendonça: Pela primeira vez só vai poder assumir cargos de confiança no Governo Federal quem não estiver impedido pelos critérios da Lei da Ficha Limpa, que define os casos em que candidatos não podem se eleger para cargos políticos. Além disso, é necessário que tenham boa reputação, conduta íntegra e perfil profissional ou acadêmico compatível com o cargo. A medida tem como objetivo tornar a administração pública mais eficiente, de acordo com o secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel.

 

Secretário de Desburocratização Gestão e Governo Digital - Paulo Uebel: O objetivo é trazer pessoas que efetivamente tenham o perfil necessário para ocupação daquele cargo, sejam pessoa sérias, idôneas e que vejam para cá para gerar valor para a sociedade.

 

Repórter Graziela Mendonça: O decreto foi elaborado pelo Ministério da Economia em conjunto com a Controladoria Geral da União e atinge os quase 25 mil cargos de confiança do Executivo Federal, além das condições gerais, também foram estabelecidos critérios específicos para cada nível, como tempo mínimo de experiência e títulos acadêmicos. Quanto maior for a remuneração dos cargos, mais rígidos os critérios. E a partir de do ano que vem, cada órgão deve informar os perfis profissionais dos cargos mais altos, como explica o ministro da CGU, Wagner Rosário.

 

Ministro da CGU - Wagner Rosário: A gente está querendo profissionalizar e trazer mais clareza para a administração pública. Então, os órgãos já têm uma orientação para que eles comecem a montar tanto as competências necessárias para a ocupação de cargo, quanto um plano de capacitação para essas pessoas. Temos cerca de aí de 1,4 mil cargos DS-5, DS-6, esses vão ter que estar com todas as competências publicadas na internet para que qualquer cidadão saiba que quais são as competências exigidas para que você assuma aquele cargo.

 

Repórter Graziela Mendonça: Ainda, de acordo do decreto, as instituições públicas federais vão poder realizar processo seletivo para preencher os cargos e funções de confiança. As novas regras entram em vigor no dia 15 de maio e se aplicam somente às nomeações posteriores a essa data. A medida estava em entre as prioridades para os cem primeiros dias da nova gestão, para tornar a administração pública mais enxuta e técnica, e se soma o decreto da semana passada, que extinguiu 21 mil cargos, funções e gratificações do Executivo, uma economia de R$ 195 bilhões por ano. Em rede social, o presidente Jair Bolsonaro disse que o governo segue com o objetivo de enxugar e otimizar a máquina pública. Reportagem, Graziela Mendonça.

 

Nasi: Mais de R$ 2,6 bilhões.

 

Gabriela: Esse é o valor total que começou a ser pago hoje para quem recebe o Bolsa Família.

 

Nasi: E quem se inscreve para participar do programa não enfrenta fila de espera.

 

Gabriela: Os detalhes daqui a pouco.

 

Nasi: Veículos, joias, produtos eletrônicos, são milhares de bens apreendidos de criminosos envolvidos com o tráfico de drogas.

 

Gabriela: E para guardar e manter esses bens o Estado gasta muito dinheiro.

 

Nasi: Mas, nos casos de criminosos que já foram condenados, o governo quer agilizar os leilões desses patrimônios.

 

Gabriela: Os recursos arrecadados vão para o Fundo Nacional Antidrogas.

 

Repórter Gabriela Noronha: Os leilões vão reunir 20 mil bens entre veículos, eletrônicos, joias e até aeronaves apreendidos após condenação judicial em crimes envolvendo drogas. O edital de licitação para selecionar leiloeiros, publicado no Diário Oficial da União, traz novidades. Pela primeira vez o leiloeiro vai efetivar não só a venda em si, mas todo o processo de recolhimento, guarda, venda e pós-venda dos bens. A ideia é agilizar todo o processo para reduzir custos com a guarda e manutenção dos bens, como explica o diretor de Gestão de Ativos do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Igor Montezuma.

 

Diretor de Gestão de Ativos do Ministério da Justiça e Segurança Pública - Igor Montezuma: Só para vocês terem uma ideia, no estado do Paraná se gasta R$ 4 milhões para manter esses bens nos pátios, em São Paulo de R$ 30 milhões. Então, o que a gente quer é eliminar esse custo e transformar esses ativos em recursos para serem aplicado em políticas públicas.

 

Gabriela: Nesse primeiro momento o governo escolheu fazer o leilão nos estados que têm a maior quantidade de bens apreendidos, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. De acordo com Igor Montezuma, o dinheiro arrecadado será aplicado em programas do Fundo Nacional Antidrogas.

 

Diretor de Gestão de Ativos do Ministério da Justiça e Segurança Pública - Igor Montezuma: Todo dinheiro arrecadado, o produto dessas alienações, eles vão ser empregados em ações de combate ao tráfico de drogas e também na reinserção social dos dependentes na sociedade.

 

Repórter Gabriela Noronha: Devido à dimensão territorial, São Paulo terá dois leilões, um para a capital e região metropolitana e outro para interior. No Paraná, por conta do grande volume de apreensões, está previsto um leilão na capital e outro em Foz do Iguaçu. A meta do governo é efetivar todo o processo até junho deste ano. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Nasi: Começou hoje mais um pagamento do Bolsa Família.

 

Gabriela: Mais de 14 milhões de famílias têm direito ao benefício.

 

Nasi: E quem se inscreve para participar do programa, não enfrenta a fila de espera.

 

Repórter Renata Garcia: O Ministério da Cidadania está repassando mais de R$ 2,6 bilhões pelo programa Bolsa Família neste mês, o valor médio ficou em R$ 186,94. Um auxílio muito importante para Antônio Vicente da Silva Filho, de 39 anos. Morador de Ipojuca, em Pernambuco, ele está há mais de um ano desempregado. É o Bolsa Família que garante a alimentação para o café da manhã, o almoço e a janta da casa, onde residem também a esposa e dois profissionais de Antônio.

 

Desempregado - Antônio Vicente da Silva Filho: A gente compra comida para casa, né? Ajuda, ajuda, e, muito. Ajuda para minha casa, comprar algo necessário. A gente sempre compra cuscuz, às vezes a gente gosta de comer uma charque, uma macaxeira, um cará, uma batata, um pedaço de carne, um frango. A gente compra para comer com esse dinheiro.

 

Repórter Renata Garcia: A família de Antônio Vicente está entre as mais de 14 milhões de favorecidas. Neste mês, mais pessoas que precisam da Bolsa Família serão contempladas, 216 mil novas famílias passam a fazer parte da iniciativa. O ministro da Cidadania, Osmar Terra, lembra que há cerca de um ano e meio quem se inscreve para participar do programa não enfrenta fila de espera.

 

Ministro da Cidadania - Osmar Terra: Um esforço grande que nós estamos fazendo, com pente-fino para garantir que o Bolsa Família chegue àquelas pessoas que realmente precisam. O Bolsa Família, é bom lembrar, que têm hoje fila zero, acabou a fila para proteger e beneficiar aqueles que realmente precisam.

 

Repórter Renata Garcia: A data para fazer o saque é calculada de acordo do Número de Identificação Social, o NIS, impresso no cartão do Bolsa Família. Beneficiários com NIS final um podem sacar no primeiro dia do pagamento, os NIS com final dois, no segundo dia, e, assim por diante. Podem participar do programa as famílias que estão no Cadastro Único com renda mensal para pessoa de até R$ 89 ou famílias que recebem até R$ 178 por pessoa e que tenham integrantes gestantes, crianças ou adolescentes. Mais informações no site cidadania.gov.br. Reportagem, Renata Garcia.

 

Gabriela: E nós vamos voltar a falar com o repórter Pablo Mundim, que está em Washington, onde acompanha a visita do presidente Jair Bolsonaro. Boa noite, Pablo.

 

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Boa noite, Gabriela. O presidente Jair Bolsonaro está discursando neste momento para uma plateia de empresários. Vamos ouvir.

 

Presidente Jair Bolsonaro: O acordo assinado sobre o Centro de Lançamento de Alcântara tornar-se uma realidade. Embora acredito que a grande transformação do Brasil vem pelas mãos de Deus. Primeiro, por eu estar vivo, depois de um atentado ainda não elucidado, e depois de um outro milagre por ocasião das eleições, que o povo brasileiro, muito parecido com o povo americano, um povo conservador, temente a Deus, portanto, cristão, e que não aceitava mais lá, diferentemente daqui nesse aspecto, o crescimento da esquerda. E o exemplo negativo da Venezuela de maneira bastante forte se fez presente para ocasião das eleições. Confesso que conheci o Sr. Donald Trump por ocasião das prévias, e quando ele, então, começou a sofrer ataques da mídia, fake news, eu gostaria... ou melhor, direi para ele amanhã que há dois anos antes eu já sofria a mesma coisa no Brasil, que a esquerda lá atrás enxergou a potencialidade nossa. E o milagre das eleições, como Paulo Guedes bem disse aqui, gostamos menos de US$ 1 milhão por ocasião das eleições, tínhamos fake news contra, grande parte da mídia brasileira também contra nós, não tínhamos tempo de televisão e só arranjamos um partido político seis meses antes. Que a política para a Brasil, eu acredito que ela tem muito a melhorar. Mas a guinada da esquerda para o centro... para centro-direita fez a diferença no Brasil. O povo cansou-se da velha política, cansou-se daquela política do 'toma lá, dá cá', das negociações e do péssimo exemplo dos governos do PT, materializada nas pessoas de Lula e Dilma Rousseff.

 

Nasi: Bom, acabamos de ouvir aí, um trecho do discurso do presidente Jair Bolsonaro a uma plateia de empresários lá nos Estados Unidos, em Washington.

 

Gabriela: E quem está lá é o nosso repórter Pablo Mundim. Pablo, além da apresentar as possibilidades do mercado brasileiro, a comitiva do governo também firmou acordos aí em Washington, não é mesmo?

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Exatamente, Gabriela. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, assinou um acordo para a troca de informações biométricas entre a Polícia Federal Brasileira e o FBI, que é a Polícia Federal Americana. O acordo deve ajudar a combater as organizações criminais transnacionais. Também serão assinados dois acordos sobre o Centro Espacial de Alcântara, que é a base de lançamento de satélites no Maranhão. O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, disse que a ideia é transformar a base num centro de lançamentos comercial, que possa enviar ao espaço satélites de outros países. Como muitos lançadores usam tecnologia americana, o acordo é necessário para proteger essa tecnologia de cópias ilegais. Marcos Pontes disse que o acordo vai permitir estimular a economia da região com geração de empregos.

 

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - Marcos Pontes: Isso vai ser muito bom em termos de possibilidade de utilização da base de forma comercial, que vai movimentar a economia daquela região. Isso dá um desenvolvimento econômico e desenvolvimento social também, que a ideia é como que a gente pode, através da utilização da base, prover empregos para a pessoas ali, fazer o treinamento profissional? Como que a gente pode utilizar empresas locais para que elas trabalhem e desenvolvimento também? Então, isso é o ponto de começo de todo esse desenvolvimento.

 

Nasi: Agora, Pablo, também foi anunciado que turistas de alguns países não vão mais precisar de visto para entrar no Brasil, não é isso?

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Isso mesmo, Nasi. Cidadãos dos Estados Unidos, Austrália, Canadá e Japão que queiram conhecer o Brasil não vão mais precisar de visto. Segundo o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, a medida, que começa a valer em três meses, deve ampliar o número de turistas estrangeiros no Brasil e pode ter um grande impacto na economia brasileira.

 

Ministro do Turismo - Marcelo Álvaro Antônio: O impacto dessa ação, da isenção do visto de quatro países para cá, pode trazer, por ano, uma injeção na nossa economia de mais de US$ 1 bilhão. O objetivo com a isenção é aumentar o fluxo de turistas, obviamente, talvez atingindo aí, até 2022, uma meta de 12 milhões de turistas/ano no Brasil. Hoje nós contamos com 6,6 milhões.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Bom, amanhã o presidente Bolsonaro terá um encontro privado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nós vamos acompanhar toda a agenda aqui em Washington e voltaremos amanhã com mais informações. Nasi e Gabriela.

 

Gabriela: Obrigada, Pablo Mundim pelas informações, ao vivo, aqui na Voz do Brasil.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as Notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você e até amanhã.

 

"Governo Federal. Pátria amada, Brasil".