18 DE JULHO DE 2017

Destaques da Voz do Brasil: Estudo do Ministério do Planejamento revela como os trabalhadores brasileiros vem gastando o dinheiro das contas inativas do FGTS. Receita Federal arrecada R$ 76 bilhões em multas no primeiro semestre deste ano, R$ 8 bilhões a mais que no mesmo período do ano passado.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília 19h.

 

 

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

 

 

Nasi: Boa noite.

 

 

 

Apresentadora Gláucia Gomes: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

 

 

Nasi: Terça-feira, 18 de julho de 2017.

 

 

 

Gláucia: E vamos ao destaque do dia: queda da inadimplência e mais vendas em supermercados e de celulares e automóveis.

 

 

 

Nasi: Estudo do Ministério do Planejamento revela como os trabalhadores brasileiros vêm gastando o dinheiro das contas inativas do FGTS. José Luiz Filho.

 

 

 

Repórter José Luiz Filho: Até agora a liberação de recursos de contas inativa do FGTS já injetou na econômica R$42,3 bilhões, um resultado acima do esperado pelo governo.

 

 

 

Gláucia: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

 

 

Nasi: Combate à sonegação de impostos. Receita Federal arrecada R$76 bilhões em multas no primeiro semestre deste ano, R$8 bilhões a mais que no mesmo período do ano passado.

 

 

 

Gláucia: E a gente vai responder mais dúvidas sobre a modernização das leis trabalhistas, ao vivo, aqui no estúdio, com o ministro do Trabalho.

 

 

 

Nasi: Hoje na apresentação: Glaucia Gomes e Nasi Brum.

 

 

 

Gláucia: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar: www.voz.gov.br .

 

 

 

Nasi: Nós começamos a Voz do Brasil de hoje falando mais uma vez sobre a modernização das leis trabalhistas.

 

 

 

Gláucia: Ontem tiramos algumas dúvidas sobre a nova legislação, mas desde que ela foi assinada pelo Presidente Michel Temer, na semana passada, o que não faltam aos trabalhadores são perguntas.

 

 

 

Nasi: É, e para responder a gente aqui no estúdio do Voz do Brasil o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira. Uma boa noite, ministro.

 

 

 

Ministro do Trabalho - Ronaldo Nogueira: Boa noite, Nasi. Boa noite, Glaucia. Boa noite, Brasil.

 

 

 

Nasi: Ministro, primeiro, muita gente está preocupada se a modernização vai causar a perda de direitos trabalhistas, isso realmente pode acontecer?

 

 

 

Ministro do Trabalho - Ronaldo Nogueira: Não, a modernização da legislação trabalhista preserva todos os direitos dos trabalhadores. Os direitos que os trabalhadores usufruem até agora estão assegurados. O que nós estamos permitindo através dos acordos coletivos do trabalho a possibilidade de o trabalhador escolher a forma mais vantajosa para usufruir dos seus direitos. Todos os direitos dos trabalhadores estão assegurados. A legislação não vai tirar direito do trabalhador.

 

 

 

Gláucia: Que pontos estavam ultrapassados na antiga legislação e que foram necessários serem atualizados, ministro?

 

 

 

Ministro do Trabalho - Ronaldo Nogueira: Em que pese a importância da legislação trabalhista, ela foi concebida na década de 40. Naquela época um dos principais meios de transportes ainda era realizado a cavalo. Nós tínhamos profissões como operador de telégrafo, operador de mimeógrafo. A partir da década de 70 surgiram outras atividades profissionais. E essas atividades que surgiram a partir de então precisam também serem contempladas através de um contrato do trabalho, por exemplo, o trabalhador poderá ser contratado para produzir para a empresa sendo remunerado desses serviços da sua própria casa com todos os direitos assegurados.

 

 

 

Nasi: E, ministro, qual vai ser o impacto dessa modernização na geração de empregos e também na formalização da mão de obra no país?

 

 

 

Ministro do Trabalho - Ronaldo Nogueira: A segurança jurídica, ela é fundamental. A segurança jurídica é o segundo eixo da modernização. O primeiro é consolidar direitos, o segundo é a segurança jurídica. Quando o empregador fica seguro que ele não será surpreendido no futuro com outro entendimento legal, o empregador vai contratar mais. A modernização vai possibilitar através dos novos modelos de contratos de trabalho, a criação de mais de 2 milhões de vagas de trabalho para os próximos dois anos.

 

 

 

Gláucia: Ministro, por falar em geração de empregos, ontem foi divulgado que mais de 67 mil vagas formais de trabalho foram geradas no Brasil nos primeiros seis meses deste ano, o melhor resultado desde 2014. Então, a que se deve esse aumento? A tendência é de mais crescimento?

 

 

 

Ministro do Trabalho - Ronaldo Nogueira: Em 2014 e 2015, 2016 fechou no Brasil em torno de 3 milhões de postos de trabalho. No primeiro semestre de 2017, dos seis meses, nós tivemos quatro meses com número positivos. Se você pega a média de junho de 2017 e 12 meses atrás, nós teremos 67 mil postos de trabalhos positivos. Isto é uma sinalização que as políticas públicas implementadas pelo governo começam a cumprir com os seus objetivos, que é a geração de emprego. O emprego é a melhor política social.

 

 

 

Nasi: Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, muito obrigado pela participação aqui na Voz do Brasil.

 

 

 

Ministro do Trabalho - Ronaldo Nogueira: Foi um privilégio participar do programa.

 

 

 

Gláucia: Uma das novidades da nova legislação é a criação da jornada intermitente.

 

 

 

Nasi: A ideia é trazer para a formalidade aquelas pessoas que exercem trabalhos que não precisam ser contínuos.

 

 

 

Gláucia: Os direitos são preservados e são pagos de forma proporcional à quantidade de horas trabalhadas.

 

 

 

Repórter Paulo La Salvia: Quando as nossas regras do mercado de trabalho passarem a valer em novembro. Atividades como a da garçonete Patrícia dos Santos vão mudar, atualmente ela trabalha quatro horas no horário do almoço, tem um intervalo à tarde e volta para mais quatro horas do jantar. A partir das mudanças, a atividade da Patrícia poderá ser enquadrada da categoria do trabalho intermitente, que não é contínuo, e a contratação poderá funcionar assim: o empregador deve convocar o trabalhador com três dias de antecedência para o serviço. O contrato deve ser por escrito e a remuneração não pode ser menor do que o valor do salário mínimo dividido por hora. Todos os direitos vão estar garantidos e serem proporcionais ao período trabalhado como férias, décimo terceiro e descanso semanal e o empregador ainda vai ficar responsável pelas contribuições da Previdência e ao FGTS. Para Patrícia, este modelo é vantajoso.

 

 

 

Garçonete - Patrícia dos Santos: Querendo ou não, essa flexibilidade te ajuda, né? De repente, se você tivesse um outro tipo de horário, você não conseguisse resolver as coisas na rua.

 

 

 

Repórter Paulo La Salvia: O empresário Rodrigo Freire é dono do restaurante onde Patrícia trabalha, em Brasília, e vê avanços com a modernização das leis trabalhistas.

 

 

 

Empresário - Rodrigo Freire: Acho que o trabalho intermitente foi a grande vitória na reforma trabalhista. Eu acho que é uma vitória que o nosso setor lutava mais de 20 anos, principalmente nos últimos cinco anos, porque vivíamos uma insegurança jurídica sem-fim.

 

 

 

Repórter Paulo La Salvia: O governo também aponta outra vantagem com a regulamentação do trabalho intermitente, aumentar o número de pessoas com Carteira assinada no país, é o que avalia a assessora-chefe da Casa Civil, Martha Seillier.

 

 

 

Assessora-chefe da Casa Civil, Martha Seillier: A gente tem na economia várias atividades acontecendo que não são diárias, não acontecem todos os dias no mesmo lugar, nos mesmos horários. Nessa jornada é muito trazer para o direito do trabalho esses milhões de brasileiros que hoje trabalham assim, mas que realizam bicos e não têm suas Carteiras assinadas.

 

 

 

Repórter Paulo La Salvia: O trabalho intermitente também não exige exclusividade na prestação do serviço, isso permite ao trabalhador ter mais flexibilidade e estabelecer contratos com diferentes empregadores, o que pode elevar a renda. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

 

 

Nasi: Mais de R$42 bilhões na economia brasileira. Esse é o saldo até agora o volume de recursos sacado das contas inativas do FGTS.

 

 

 

Gláucia: Um estudo do Ministério do Planejamento mostra que a maioria da população usou o dinheiro para pagar as dívidas, reduzindo a inadimplência.

 

 

 

Nasi: É, mas não foi só isso, com o dinheiro os brasileiros gastaram mais. Houve um aumento das vendas de varejo, em especial, supermercados, celulares e automóveis.

 

 

 

Repórter José Luiz Filho: Para muitos brasileiros como o arquiteto Leonardo Lenhar, o dinheiro das contas inativas do FGTS veio numa boa hora.

 

 

 

Arquiteto - Leonardo Lenhar: Veio num ótimo momento porque meu filho vai nascer e usei para comprar roupinha, comprar frauda, essas coisas.

 

 

 

Repórter José Luiz Filho: E tem sido um bom dinheiro mesmo, até agora a liberação de recursos de contas inativas do FGTS já injetou na economia R$42,3 bilhões, um resultado acima do esperado pelo governo. A expectativa inicial, de acordo com o Ministério do Planejamento, era de que apenas 70% dos saques fossem efetivados, mas o volume já se aproxima de 100% e deve passar de R$43,5 bilhões. De acordo do estudo feito pelo Ministério, 36%, o que equivale à maior mais dos recursos, foram utilizados para quitar dívidas e isso teve efeitos paralelos na economia, como uma redução de 4,5% no uso do cheque especial e de mais de 15% para menos de 6% no cartão de crédito, isso de março para abril. A consultora financeira Ana Caroline Pontes resgatou R$3 mil que estavam parados e usou o dinheiro para pagar contas atrasadas.

 

 

 

Consultora financeira - Ana Caroline: Meu nome estava sujo, agora meu nome está ok. E eu posso fazer outras coisas com o meu nome, futuramente, entendeu?

 

 

 

Repórter José Luiz Filho: Desde o dia 10 de março quase 25 milhões de contas inativas do Fundo de Garantia já tiveram recursos sacados e quem ainda não retirou o dinheiro tem só até o fim deste mês, é o que reforça a vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa Econômica Federal, Deusdina Pereira.

 

 

 

Vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa Econômica Federal - Deusdina Pereira: O prazo máximo para saque será o dia 31 de julho de 2017 e não haverá prorrogação, portanto, é importante que todos os trabalhadores, independentemente do mês em que nasceu, ele deve procurar uma agência da Caixa para sacar os seus recursos.

 

 

 

Repórter José Luiz Filho: O estudo do Ministério do Planejamento ainda revela que o dinheiro das contas inativas do FGTS, além de desafogar as dívidas, permitiu a retomada do consumo. Em abril as vendas de supermercado cresceram mais de 6% em termos anuais, já a venda de celulares cresceu 20% em março e maio, comparado do mesmo período do ano passado. Reportagem, José Luiz Filho.

 

 

 

Gláucia: Seis por cento da população brasileira possui algum tipo de deficiência.

 

 

 

Nasi: E para garantir que esses milhões de brasileiros façam parte do mercado de trabalho, foi criada a Lei de Cotas.

 

 

 

Gláucia: Com ela foram abertas 403 mil vagas de emprego para pessoas com deficiência, isso em 2015.

 

 

 

Nasi: Os dados foram divulgados agora pelo Ministério do Trabalho.

 

 

 

Repórter Natália Melo: Mauro Brasil nasceu com síndrome de Poland, uma condição que levou à má formação do braço direito. Ao longo da vida aprendeu a se virar com tarefas do dia a dia. Hoje ele é fisioterapeuta e conta que foi o esporte que abriu portas para o mercado de trabalho.

 

 

 

Fisioterapeuta - Mauro Brasil: Tive muita sorte por ser atleta desde pequeno. Por causa da deficiência eu fui indicado a fazer a prática esportiva, a partir daí eu fui atleta de excelência no mundo Paraolímpico, participei de três Jogos Paralímpicos e o esporte não só me ajudou na minha saúde, como também hoje em dia minha adaptação ao trabalho.

 

 

 

Repórter Natália Melo: Trabalho que é muito valorizado em uma empresa de desenvolvimento científico em saúde no Rio de Janeiro. Uma das atividades dele na empresa é a ginástica laboratorial, que ajuda a desestressar, melhora a postura e o astral no ambiente de trabalho. Desde 1991 a Lei de Cotas obriga a empresas com mais de cem funcionários a contratar pessoas com deficiência. Para o fisioterapeuta, qualquer profissional que seja qualificado pode fazer um bom serviço.

 

 

 

Fisioterapeuta - Mauro Brasil: Eu acho que existe duas vias, a primeira é um pouco do preconceito da empresa não achar que um deficiente é qualificado, e logo através das leis hoje dia, acaba que é um pouco obrigada a fazer isso e depois se surpreende com aquele deficiente, sabe que ele é qualificado. E a outra via também é de o próprio deficiente não se qualificar e tentar aproveitar essas leis para arranjar trabalho.

 

 

 

Repórter Natália Melo: Em 2015 o mercado de trabalho brasileiro abriu mais de 400 mil vagas para pessoas com deficiência. A inclusão poderia ser ainda maior se todas as empresas obedecessem a Lei de Cotas. Segundo o Ministério do Trabalho, pelo menos 760 mil vagas estariam disponíveis. Para a auditoria fiscal do trabalho, Fernanda Cavalcanti, as empresas que contratam pessoas com deficiência têm muito a ganhar.

 

 

 

Auditoria fiscal do trabalho - Fernanda Cavalcanti: O relato que a gente tem das empresas é que o ambiente de trabalho fica muito mais produtivo e muito mais leve porque as pessoas passam a conviver com a diversidade dentro de um ambiente de trabalho.

 

 

 

Repórter Natália Melo: Para Mauro, medidas como essas ajudam a diminuir o preconceito.

 

 

 

Fisioterapeuta - Mauro Brasil: Eu acho que o próprio deficiente mostrando qualidade nele, mostrando que ele pode ser útil à sociedade é uma forma do combater o preconceito.

 

 

 

Repórter Natália Melo: As empresas que não cumprem a Lei de Cotas podem ser punidas de multas. Reportagem, Natália Melo.

 

 

 

Gláucia: 19h14 em Brasília.

 

 

 

Gláucia: Combate à sonegação de impostos. Receita Federal arrecada R$76 bilhões em multas no primeiro semestre desse ano.

 

 

 

Gláucia: Daqui a pouco a gente explica as razões para esse resultado.

 

 

 

"Defesa do Brasil! Defesa do Brasil! Defesa do Brasil!".

 

 

 

Nasi: A atuação das Forças Armadas vai além da defesa das nossas fronteiras. Os militares têm papel fundamental no auxílio à população em catástrofes naturais, por exemplo.

 

 

 

Gláucia: E para que todos tenham um maior conhecimento da importância do setor de defesa para o país e também para a assessorar as Forças Armadas com informações produzidas por universidades e pesquisadores, existe o Instituto Pandiá Calógeras.

 

 

 

Nasi: É, e vamos saber mais sobre a atuação do instituto na reportagem de Marina Melo.

 

 

 

Repórter Marina Melo: Muito além de proteger o território nacional de ameaças externas, no Brasil as Forças Armadas fazem parte da vida da população em diversas outras frentes, como no apoio à segurança pública e em situações de calamidade, além disso, por necessitarem de equipamentos de ponta, são de projetos de defesa que surgem tecnologias importantes para a indústria nacional, que geram empregos e crescimento econômico para o país. Mas como o Brasil não tem tradição de envolvimento em conflitos, a sociedade acaba não tendo uma percepção real da importância do setor. Para fazer essa aproximação entre sociedade e Forças Armadas, o Ministério da Defesa conta com o Instituto Brasileiro de Estudos de Defesa Pandiá Calógeras. O diretor do órgão, professor Fabrício Neves, explica o objetivo do instituto.

 

 

 

Diretor do órgão - Fabrício Neves: Nossa missão, digamos assim, no Pandiá, é permitir que o debate sobre defesa se torne cada vez mais amplificado. Então, a gente tem esse papel, né, de abrir o tema defesa para a sociedade e fazer com que a sociedade entenda o papel da relevância que a defesa tem para o país.

 

 

 

Repórter Marina Melo: O diretor do Pandiá Calógeras explica que o instituto também é responsável colher o que há de mais moderno em termos de pesquisas acadêmicas para embasar os gestores do setor de defesa na elaboração de políticas.

 

 

 

Diretor do Pandiá - Fabrício Neves: A academia, ela fornece o conhecimento, e o conhecimento, ele serve de utensílio, né, ele serve de instrumento para as políticas de defesa. Na área de defesa. Não, medida em que o estado brasileiro, ele conhece, ele tem suas fontes acadêmicas, né? Ele conta de conhecimentos, com informações que vêm da academia, ele pode ter um papel da atuação do mundo concreto.

 

 

 

Repórter Marina Melo: O Instituto Brasileiro de Estudos de Defesa recebe o nome de Pandiá Calógeras em homenagem à João Pandiá Calógeras, político brasileiro que foi o primeiro civil a ocupar um cargo militar, tendo sido ministro da Guerra no governo de Epitácio Pessoa. Mais informações sobre o instituto no site: www.pandia.defesa.gov.br . Reportagem, Marina Melo.

 

 

 

Gláucia: Os brasileiros compraram frutas e hortaliças mais baratas no mês de junho em comparação com o mês de maio.

 

 

 

Nasi: Pesquisa da Conab, Companhia Nacional de Abastecimento, mostra uma oferta maior de produtos devido às boas condições do clima.

 

 

 

Repórter Lara Fonseca: Um levantamento feito em nove postos da Conab indica queda nos preços da banana, maçã e laranja, resultado das boas safras em todo o país. Nas frutas os destaques ficaram por conta do morango, que caiu de preço, 29% em média, o maracujá, que teve redução de 21%, pêssego, o caju e a tangerina, que tiveram queda de até 14%. Nas hortaliças se destacaram a mandioca, com redução de 15%, e a couve-flor, queda de 14%.

 

 

 

O repolho e o alho ficaram até 13% mais baratos no mês de junho. De acordo com o gerente de modernização do mercado hortigranjeiro da Conab, Erick Farias, o mês de junho foi favorável à produção de frutas e verduras.

 

 

 

Gerente de modernização do mercado hortigranjeiro da Conab - Erick Farias: As condições de clima e de produção foram favoráveis aos produtores e eles conseguiram ofertar mais produtos, tanto frutas, quanto hortaliças, o cenário para esses dois produtos foi bem melhor e nesse consolidado do primeiro semestre houve uma oferta de até 15% maior em relação ao mesmo período de 2016.

 

 

 

Repórter Lara Fonseca: Algumas produções foram prejudicadas pelas condições climáticas, como alface, melancia e mamão, todos tiveram aumento nos preços. O levantamento da Conab é feito mensalmente e leva em conta os dados informados pelas Ceasas de todo o país. Reportagem de Yuri Guerreiro, com locução de Lara Fonseca.

 

 

 

Gláucia: Começou hoje o pagamento do mês de julho aos beneficiários do Bolsa Família.

 

 

 

Nasi: São R$2 bilhões e R$300 milhões de reais que vão movimentar a economia do país.

 

 

 

Gláucia: Doze milhões e 740 mil famílias têm direito a sacar a benefício.

 

 

 

Nasi: O pagamento do Bolsa Família vai até a dia 31 desse mês e segue um cronograma.

 

 

 

Gláucia: Para saber o dia de saque o beneficiário deve conferir o Número de Identificação Social, o NIS, impresso do cartão do programa. Os que terminam com final um podem sacar no primeiro dia, os com final dois, no segundo dia, e assim por diante.

 

 

 

Nasi: Além de transferir recursos, o Bolsa Família estimula os beneficiários a manter os filhos na escola e com acompanhamento de saúde das crianças e gestantes em dia.

 

 

 

Gláucia: 19h19 em Brasília.

 

 

 

Nasi: Sonegação de impostos, lavagem de dinheiro, crimes que têm impacto direto nas finanças do governo, e, portanto, na vida de nós, cidadãos.

 

 

 

Gláucia: É, o dinheiro que deixa de ser arrecadado poderia ser utilizado pelo governo para a construção de casas, hospitais, escolas.

 

 

 

Nasi: E a responsável por fiscalizar e cobrar de quem faz essas práticas ilícitas é a Receita Federal.

 

 

 

Gláucia: Só no primeiro semestre deste ano a Receita arrecadou R$76 bilhões em multas.

 

 

 

Repórter Cleide Lopes: Esse é o segundo maior valor recuperado em um primeiro semestre nos últimos cinco anos, um aumento de 12,6% em relação ao mesmo período do ano passado. A Receita concentrou a fiscalização nas grandes empresas com foco na sonegação aos contribuintes previdenciários, o que resultou num aumento de 54,5% no número de autuações, ultrapassando R$6 bilhões sonegados à Previdência Social, como explica o auditor fiscal e subsecretário de fiscalização da Receita Federal, Iágaro Jung Martins.

 

 

 

Auditor fiscal e subsecretário de fiscalização da Receita Federal - Iágaro Jung Martins: As pessoas têm uma sinalização equivocada de que sonegar vale a pena, né? E as autuações da Receita mostram que é um mau negócio sonegar.

 

 

 

Repórter Cleide Lopes: Só na Operação Lava Jato a Receita Federal arrecadou até agora R$12,8 bilhões e a partir de agosto o foco da fiscalização vai concentrar em brasileiros que possuem ativos no exterior. Dos últimos cinco anos, 4.700 brasileiros adquiriram imóveis nos Estados Unidos, 75% pagaram em dinheiro vivo e 2.100 brasileiros não declararem aquisição ao imposto de renda, por isso a fiscalização vai ser mais intensa em torno desses brasileiros, como explica o subsecretário de fiscalização.

 

 

 

Auditor fiscal e subsecretário de fiscalização da Receita Federal - Iágaro Jung Martins: A partir de agosto a Receita começa vários procedimentos de fiscalização em relação a pessoas físicas que mantêm ativos do exterior. Chamo atenção até dos americanos que os brasileiros são os que... embora, seja a segunda nacionalidade que mais adquire mais imóveis em Miami, são os brasileiros que compram os imóveis mais caros. E esses imóveis, 43% deles não declaram no imposto de renda.

 

 

 

Repórter Cleide Lopes: Para chegar aos sonegadores o Brasil participa de um acordo internacional com mais de cem países signatários para o fornecimento de informações mútuas. Reportagem, Cleide Lopes.

 

 

 

Nasi: O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, se reuniu hoje com empresários em Washington, capital do Estados Unidos.

 

 

 

Gláucia: O ministro falou sobre as reformas que o governo vem fazendo e que podem ampliar as trocas entre os dois países.

 

 

 

Repórter Paola de Orte: Empresários brasileiros e dos Estados Unidos participaram da reunião na Câmara de Comércio norte-americana. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, apresentou as reformas que o governo vem promovendo no Brasil para melhorar o ambiente de negócios, como a modernização trabalhista e a Emenda Constitucional que colocam um teto para o aumento dos gastos.

 

 

 

Ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento - Blairo Maggi: Estamos construindo no Brasil um ambiente muito melhor para os negócios e as pessoas ficaram felizes, as empresas contentes, que o Brasil finalmente está fazendo as reformas necessárias para retirar o país da crise, criar um ambiente melhor de negócio. E todos foram unânimes em dar o seu apoio para que a gente possa continuar fazendo isso.

 

 

 

Repórter Paola de Orte: O ministro também demonstrou confiança de que deve ser retomada em breve a exportação de carnes brasileiras aos Estados Unidos, principal motivo da visita de Blairo Maggi a Washington. O mercado norte-americano foi aberto ao Brasil em setembro do ano passado, depois de 17 anos de negociação, mas os Estados Unidos interromperam a compra de carne brasileira no último dia 22 junho, quando a governo norte-americano declarou sanitárias para interromper a exportação. O Ministério da Agricultura afirmou que a questão está relacionada à maneira como a vacina contra a febre aftosa é aplicada no Brasil.

 

 

 

Ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento - Blairo Maggi: As conversas foram muito boas, elas evoluíram. O importante é que há por parte do governo americano que nós logo possamos voltar a esse mercado. Eu saio daqui animado, esperançoso que a gente possa retornar nesse mercado o mais breve possível.

 

 

 

Repórter Paola de Orte: O ministro Blairo Maggi afirmou ontem, após reunião com o secretário de Agricultura dos Estados Unidos, que o comércio poderá ser retomado em até 60 dias. De Washington, nos Estados Unidos, Paola de Orte.

 

 

 

Nasi: As vendas no comércio varejista tiveram um crescimento de 2,4% em maio na comparação com o mesmo período do ano passado.

 

 

 

Nasi: Segundo dados divulgados pelo IBGE, a venda imóveis e eletrodomésticos cresceu 13,8%, sendo o principal impacto para o resultado. Em seguida vem a venda de tecidos, vestuários e calçados.

 

 

 

Nasi: Segundo o estudo, o aumento é explicado pela comemoração do Dia das Mães e também pela queda dos juros.

 

 

 

Gláucia: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

 

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

 

 

Gláucia: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

 

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

 

 

Gláucia: Boa noite para você e até amanhã.

 

 

 

"Brasil, ordem e progresso".