18 DE OUTUBRO DE 2018 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: 700 novas armas para as polícias do Rio de Janeiro. Mais uma ação da intervenção federal na segurança pública do estado. Atuação que vem dando resultados, com redução de crimes em setembro. Começou o pagamento do Bolsa Família de outubro. Semana Nacional de Ciência e Tecnologia segue a todo vapor. E as mulheres têm atenção especial. 7 milhões de brasileiros fazem trabalho voluntário. E governo quer ligar quem presta ajuda a quem precisa dela.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

Nasi: Boa noite para você, que nos acompanha em todo o país.

Gabriela: Quinta-feira, 18 de outubro de 2018.

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Setecentas novas armas para as polícias do Rio de Janeiro.

Gabriela: Mais uma ação da intervenção federal na segurança pública do estado.

Nasi: Atuação que vem dando resultados com redução de crimes em setembro. Pablo Mundim.

Repórter Pablo Mundim: Os chamados crimes de letalidade violenta, que incluem homicídios dolosos, aqueles com intenção de matar, caíram 13% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

Nasi: Começou o pagamento do Bolsa Família de outubro. André Luís Gomes.

Repórter André Luís Gomes: O repasse é realizado de acordo com o Número de Inscrição Social, o NIS, impresso no cartão. Os recursos ficam disponíveis para saque por um período de três meses.

Gabriela: Semana Nacional de Ciência e Tecnologia segue a todo vapor.

Nasi: E as mulheres têm atenção especial. Gabriela Noronha.

Repórter Gabriela Noronha: A ideia é buscar formas eficazes de incentivar a presença das mulheres no mundo científico.

Gabriela: Sete milhões de brasileiros fazem trabalho voluntário.

Nasi: E o Governo quer ligar quem presta ajuda a quem precisa dela.

Repórter João Pedro Neto: A principal ferramenta é uma plataforma digital, que funciona como uma rede social, conectando organizações que oferecem oportunidades de voluntariado em todo o país.

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

Gabriela: A segurança pública do Rio de Janeiro ganhou hoje um reforço.

Nasi: A Polícia Militar e a Secretaria de Administração Penitenciária do estado receberam 700 novas armas.

Gabriela: A entrega do armamento faz parte do plano de Intervenção Federal para diminuir a violência no Rio de Janeiro.

Repórter Pablo Mundim: O Governo Federal cumpriu mais uma etapa do plano estratégico de intervenção federal no Rio de Janeiro. Nesta quinta-feira, o interventor federal, general Walter Souza Braga Netto, entregou 200 carabinas para a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e 500 fuzis para a Polícia Militar do Estado.

Interventor Federal - General Walter Souza Braga Netto: A aquisição de um moderno e eficaz armamento se alia diretamente ao objetivo estratégico do plano de intervenção federal, de recuperar a capacidade operativa dos órgãos de segurança pública.

Repórter Pablo Mundim: Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, houve, em setembro, redução em praticamente todos os tipos de delitos. Os chamados crimes de letalidade violenta, que incluem homicídios dolosos, aqueles com intenção de matar, caíram 13% em relação ao mesmo mês do ano passado. O roubo de carga caiu 15% e os roubos de veículos foram reduzidos em 6%, resultados da intervenção federal no combate à criminalidade, segundo avalia o interventor general Braga Netto.

Interventor Federal - General Walter Souza Braga Netto: A significativa melhora em todos os indicadores de criminalidade demonstra o acerto das medidas implementadas. Esses resultados beneficiam principalmente a população desassistida do estado, sendo justamente nesse extrato social que nosso trabalho alcança os maiores índices de aceitação, da ordem de 80%.

Repórter Pablo Mundim: Decretada pelo Governo Federal há oito meses, a intervenção federal no Rio de Janeiro é uma medida inédita no país e com orçamento superior a R$ 1 bilhão. As 700 armas entregues nesta quinta-feira custaram cerca de R$ 780 mil. Reportagem, Pablo Mundim.

Nasi: Que o cigarro faz mal à saúde não é novidade para ninguém.

Gabriela: E os cigarros falsificados podem ser ainda mais perigosos.

Nasi: A boa notícia é que agora, pela primeira vez, desde 2014, o consumo desse tipo de cigarro diminuiu.

Gabriela: É o que mostra o estudo do Instituto Nacional do Câncer, o Inca, divulgado nesta semana.

Repórter Márcia Fernandes: Há quatro anos, o cigarro entrou na rotina do assistente administrativo Juan Rafael de Mendonça. Ele reconhece que o hábito faz mal à saúde e conta que já tentou parar várias vezes. Mas, enquanto não consegue, Juan busca se certificar sobre a marca e a procedência do produto na hora da compra.

Assistente Administrativo - Juan Rafael de Mendonça: Eu evito comprar cigarro na rua, de camelô. Geralmente eu compro só em banca ou em mercado, padaria, que geralmente, como eu já conheço, então eu imagino que a procedência seja melhor também.

Repórter Márcia Fernandes: Assim como o Juan, os brasileiros estão evitando o consumo de cigarros contrabandeados. Estudo do Instituto Nacional do Câncer, o Inca, mostra que a quantidade de cigarros ilegais consumidos no país caiu de quase 40 bilhões, em 2016, para aproximadamente 35 bilhões, em 2017. Resultado importante para a luta maior de combate ao tabagismo, como explica o pesquisador do Inca, André Szklo.

Pesquisador do Inca - André Szklo: O fato de ser um cigarro ilegal é um problema de saúde pública, no sentido de que ele impede que as pessoas, principalmente aquelas mais desprovidas, do ponto de vista econômico, aquelas pessoas mais pobres, impede que elas parem de fumar, porque elas encontram uma opção mais barata e, com isso, elas continuam fumando.

Repórter Márcia Fernandes: Além dos esforços de órgãos de segurança pública para impedir o contrabando, o Governo Federal adotou medidas em cooperação com outros países. Em junho deste ano, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, assinou declaração que ratifica a eliminação do comércio ilegal de produtos de tabaco. Com isso, se comprometeu, junto a outros 35 países, a estabelecer mecanismos de rastreamento de produtos, desde a fábrica até os pontos de venda, por exemplo. O pesquisador do Inca, André Szklo, fala sobre a importância de fortalecer esse combate a nível internacional.

Pesquisador do Inca - André Szklo: Tem um fluxo constante, permanente, de cigarros ilegais, prioritariamente vindo da fronteira ali com o Paraguai, e que entram constantemente. Então, a gente tem que ter um trabalho de inteligência, de colaboração, de cooperação internacional, e esse protocolo que foi ratificado foi um passo muito grande nessa direção.

Repórter Márcia Fernandes: O cigarro provoca comprovados malefícios à saúde, está associado a diversos tipos de câncer, como o de pulmão e o de estômago, doenças cardiovasculares, diabetes, entre outras complicações. Reportagem, Márcia Fernandes.

Nasi: O Ministério do Trabalho resgatou quase 1.250 trabalhadores em situação semelhante às de escravo, entre janeiro e a primeira quinzena de outubro deste ano.

Gabriela: O número é quase o dobro do registrado em todo o ano passado, quando foram encontradas 645 pessoas nessa situação.

Nasi: Minas Gerais foi o estado com mais casos registrados, seguido do Pará e Mato Grosso. As três atividades com mais ocorrências foram criação de gado, cultivo de café e o plantio de florestas.

Gabriela: Durante as operações, mais de 650 trabalhadores receberam carteira de trabalho e guias de seguro-desemprego, e R$ 1,7 milhão foram pagos em verbas rescisórias.

Nasi: Denúncias deste tipo de situação podem ser feitas nas unidades do Ministério do Trabalho em todo o país e também por meio do Disque Direitos Humanos, no Disque 100.

Gabriela: O Museu Nacional, no Rio de Janeiro, vai ter uma ajuda para retomar suas atividades, 45 dias depois do incêndio que destruiu sua sede.

Nasi: Isso porque o Governo Federal vai ceder uma área próxima ao antigo endereço para abrigar laboratórios e área de visitação para estudantes.

Repórter Graziela Mendonça: O terreno doado pela União ao Museu Nacional do Rio de Janeiro, de quase 50 mil metros quadrados, fica no Bairro São Cristóvão, próximo à sede. Primeiro, serão montados laboratórios de pesquisa para que os funcionários retomem as atividades. Em seguida, será construído o centro de visitação para estudantes. O terreno será dividido com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que vai ficar com 10 mil metros da área e ajudar na construção dos novos espaços. O secretário do Patrimônio da União, Sidrack de Oliveira, fala da importância de aproveitar bem os espaços do Governo em benefício da população.

Secretário do Patrimônio da União - Sidrack de Oliveira: Quanto mais pudermos ajudar na implementação de políticas públicas, na melhoria das condições de utilização do patrimônio da União em todas as áreas do Governo, desde a infraestrutura, ao lado cultural, histórico e de desenvolvimento, é importante para a Secretaria, porque nós não estamos aqui para estocar terra. A ideia nossa é fazer com que o patrimônio do povo do Brasil sirva para o povo brasileiro.

Repórter Graziela Mendonça: O Museu Nacional teve seu acervo destruído por um incêndio no último dia 2 de setembro. Anualmente, recebe 20 mil alunos, de 600 escolas. Reportagem, Graziela Mendonça.

Gabriela: Começou hoje o pagamento do Bolsa Família de outubro.

Nasi: Recebem o benefício famílias inscritas no Cadastro Único do Governo Federal e que têm renda mensal por pessoa de até R$ 89 ou renda familiar de até R$ 178.

Gabriela: Os pagamentos seguem até o dia 31.

Repórter André Luís Gomes: O repasse é realizado de acordo com o Número de Inscrição Social, o NIS, impresso no cartão. Aqueles que terminam com final 1 podem sacar no primeiro dia do pagamento. Os com final 2, no segundo dia, e assim por diante. Os recursos ficam disponíveis para saque por um período de três meses. Além de garantir renda, as famílias beneficiárias assumem compromissos na área de educação e saúde, como explica a coordenadora de acompanhamento de condicionalidades, do Ministério do Desenvolvimento Social, Natália Leitão.

Coordenadora de acompanhamento de condicionalidades - Natália Leitão: Na área da educação, a condicionalidade é a frequência escolar dos beneficiários, e na área de saúde é a vacinação e o acompanhamento nutricional das crianças, menores de sete anos, e pré-natal das gestantes.

Repórter André Luís Gomes: A frequência mínima exigida para os beneficiários do Bolsa Família é de 85% até os 15 anos de idade e de 75% até os 17 anos. O não cumprimento das condicionalidades prevê desde advertência aos beneficiários até o bloqueio ou suspensão do recebimento do benefício. Reportagem, André Luís Gomes.

Nasi: Quem quiser se inscrever no Bolsa Família deve procurar o Cras, o Centro de Referência de Assistência Social da sua cidade.

Gabriela: É preciso levar documentos de identificação de todas as pessoas da família.

Nasi: Aulas de qualificação profissional pelo computador para quem está cumprindo pena.

Gabriela: Cursos da Escola do Trabalhador estão sendo levados aos presídios de todo o país.

Nasi: E o projeto já começou no Pará. Mais informações, daqui a pouco.

Gabriela: Você já participou de algum trabalho voluntário?

Nasi: O Governo Federal tem um programa digital, o Viva Voluntário, que estimula trabalhos assim em todo o país.

Gabriela: E agora, o programa avança nas cinco regiões do Brasil.

Repórter João Pedro Neto: São 52 crianças de baixa renda da região da Estrutural, uma das mais carentes do Distrito Federal, acolhidas nos dois turnos do dia. Elas são acompanhadas, recebem alimentação, lazer e educação, tudo de graça, para as famílias dos pequenos, que vivem perto do antigo lixão de Brasília, que foi desativado, como conta o presidente do centro chamado de Instituto Doando Vida, Henrique Andrade.

Presidente do Instituto Doando Vida - Henrique Andrade: Eles passam o dia se divertindo, se alimentando bem, depois do almoço tiram o seu cochilinho, depois tomam banho, se alimentam e voltam para casa.

Repórter João Pedro Neto: Boa parte do trabalho no local é feito por voluntários. São dez pessoas que doam tempo para o próximo, como a Silvana Studart, que é psicóloga e conselheira do Instituto.

Psicóloga - Silvana Studart: Algumas dessas mães, elas já tinham batido na porta de muitas creches, e elas não conseguiam nenhuma receptividade, todo mundo dizia não. Ficaram muito felizes.

Repórter João Pedro Neto: A estimativa é que cerca de 7 milhões de brasileiros atuem como voluntários. E para ajudar a reforçar essa cultura no país o programa Viva Voluntário, do Governo Federal, tem buscado unir as duas pontas dessa equação: quem quer fazer uma ação e quem precisa de apoio. A principal ferramenta é uma plataforma digital, que funciona como uma rede social, conectando organizações que oferecem oportunidades de voluntariado em todo o país. Agora, além da plataforma digital, o programa também terá representação nas cinco regiões do país. Além da estreia em Brasília, nessa quinta-feira, o programa também estará presente em outras quatro cidades-piloto: São Paulo, Porto Alegre, Boa Vista e Salvador. Segundo a assessora especial da Casa Civil da Presidência, Verônica Sanches, a ideia é que a presença local ajude a mobilizar ainda mais organizações e cidadãos.

Assessora especial da Casa Civil da Presidência - Verônica Sanches: A pessoa vai ver como ela pode contribuir para melhorar o planeta com as suas ações voluntárias. Então, ações ligadas à sustentabilidade, à conservação do meio ambiente, à defesa de direitos, à igualdade de gênero, então tem muitas ações e uma oportunidade de participar, se engajar na transformação da sociedade.

Repórter João Pedro Neto: O Viva Voluntário tem apoio do Pnud, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. E, de acordo com a coordenadora da Unidade de Paz e Governança do Pnud, Moema Freire, um dos objetivos é que toda a sociedade ajude a alcançar os objetivos de desenvolvimento sustentável.

Coordenadora da Unidade de Paz e Governança do Pnud - Moema Freire: Por meio do voluntariado, a gente espera ter mais e mais pessoas engajadas com essa causa, e buscando fortalecer o desenvolvimento do país.

Repórter João Pedro Neto: Para saber mais sobre o programa, se colocar à disposição para fazer ações voluntárias ou incluir um projeto que oferece oportunidades, basta acessar o site www.vivavoluntario.org. Reportagem, João Pedro Neto.

Nasi: O mundo científico é também das mulheres, e elas são destaque na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia deste ano.

Gabriela: Um projeto que facilita o estudo de disciplinas do ensino médio vem mostrar que a ciência pode ajudar a reduzir as desigualdades de gênero.

Repórter Gabriela Noronha: Robótica, nanotecnologia, pesquisa científica, matemática, cálculo. Quem disse que as mulheres não se encantam ou não entendem desses temas? Se depender das alunas do projeto Meninas na Ciência, isso é coisa do passado. A estudante Karine Graffunder, de 21 anos, é uma delas. A gaúcha de Panambi participa, em Brasília, da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Para ela, as mulheres têm, sim, muito talento para a ciência.

Estudante - Karine Graffunder: A gente sabe que tem que desconstruir essa cultura de diferenças entre homens e mulheres.

Repórter Gabriela Noronha: O projeto Meninas na Ciência é uma das atrações mais procuradas da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. O projeto trouxe para Brasília 41 alunas de todo o país. De acordo com a pró-reitora de Pesquisa e Inovação do Instituto Federal de Brasília, Luciana Massukado, a ideia é buscar formas eficazes de incentivar a presença das mulheres no mundo científico.

Pró-reitora de Pesquisa e Inovação - Luciana Massukado: Ciência é assunto de mulher, sim, e aqui as meninas provaram que é possível programar, que é possível trabalhar com robótica, trabalhar com visão tridimensional. Elas fizeram, vou dizer, quase um milagre.

Repórter Gabriela Noronha: E olha que as meninas estão fazendo bonito na Capital Federal. Elas apresentam protótipos de equipamentos para aprimorar os estudos de ciências no ensino médio, equipamentos desenvolvidos em apenas três dias, na primeira fase do projeto. Na área de física, uma maquete de isopor serve para estudar temas como densidade e atrito. E na matemática, uma caixa de projeções geométricas facilita o estudo de formas e cálculos. Esse é o mundo que fascina a estudante catarinense Maria Carolina Zimpel, de 24 anos.

Estudante - Maria Carolina Zimpel: Eu sempre quis ensinar e achava que teria dificuldade nisso, mas na matemática você acaba se apaixonando, ainda mais conciliada com a tecnologia.

Repórter Gabriela Noronha: As estudantes que participam das oficinas têm entre 17 e 26 anos. Algumas estão saindo da adolescência, outras já encaram a vida como mães e tem aquelas que estão começando a carreira acadêmica. Mas todas estão unidas em torno da paixão pela ciência, como a Kely Lopes, orgulhosa por representar o seu estado.

Estudante - Kely Lopes: Teve um receio no começo também, porque é uma área que tem muitos homens, e só veio eu lá do Piauí. E é algo que a gente leva para a vida toda mesmo, conhecimento, experiência incrível.

Repórter Gabriela Noronha: O resultado do projeto Meninas na Ciência foi tão bom que pode se tornar um programa permanente, como avalia a diretora do Departamento de Políticas e Programas para Inclusão Social, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Sônia Costa.

Diretora do Departamento de Políticas e Programas para Inclusão Social - Sônia Costa: Essas iniciativas, elas empoderam a menina e ainda colocam ela como uma protagonista na iniciação científica, uma protagonista de mudar as questões das desigualdades regionais, educacionais, desigualdades de oportunidades.

Repórter Gabriela Noronha: A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia vai até domingo. Em Brasília, a expectativa é a de receber cerca de 100 mil visitantes. Reportagem, Gabriela Noronha.

Nasi: As cachaças de Salinas, em Minas Gerais, o espumantes do Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul, o camarão da Costa Negra, no Ceará, as panelas de barro de Goiabeiras, no Espírito Santo. Gabriela: O Brasil tem muita diversidade e vários lugares do país são diretamente identificados com algo que produzem.

Nasi: E o IBGE lança todo ano um mapa que tem todos esses registros. Gabriela: Uma certificação que garante a qualidade dos produtos e incentiva o turismo.

Nasi: O mapa deste ano acaba de ser lançado e vem com novidades. Uma delas vem do sul da Bahia.

Repórter Nei Pereira: Há 260 anos, a região sul da Bahia se dedica ao plantio de cacau. Hoje, são mais de 3 mil famílias vivendo dessa atividade. A maioria, pequenos produtores. E, aos poucos, a região está deixando de ser apenas produtora de matéria prima e investindo na produção de chocolates de alto padrão, como conta Cristiano Santana, diretor da Associação dos Produtores de Cacau do Sul da Bahia.

Diretor da Associação dos Produtores de Cacau do Sul da Bahia - Cristiano Santana: São mais de 70 empresas aqui na região que trabalham com chocolates finos, isso há cinco, dez anos atrás era um número irrisório.

Repórter Nei Pereira: E a partir de agora, as amêndoas do cacau do sul da Bahia passam a integrar o Mapa das Indicações Geográficas do Brasil do IBGE. Isso significa que o produto vai contar com um selo de certificação do Inpi, o Instituto Nacional de Propriedade Industrial, que atesta a origem e as condições de fabricação. E, depois de certificado, o produto é colocado no Mapa Oficial do IBGE, como explica o gerente do instituto, Rafael Reis. Gerente do IBGE - Rafael Reis: E à medida que esse processo é aprovado pelo Inpi, é homologada, liberada uma listagem, e aí o IBGE assume o papel da representação, através da consulta a essa listagem que foi homologada, aprovada, e publica o mapa. É feita uma publicação anual. Repórter Nei Pereira: Além das amêndoas do cacau, o novo mapa do IBGE também inclui a farinha de mandioca de Cruzeiro do Sul, no Acre, o guaraná de Maués, no Amazonas, o queijo de Colônia Witmarsum, no Paraná, e o Socol de Venda Nova do Imigrante, no Espírito Santo. No ano passado, um dos produtos incluídos no mapa foi a uva de Marialva, no norte do Paraná. O município tem cerca de 150 pequenos produtores que vivem dos parreiras. José Carlos Rola é um deles. Ele chega a produzir até 45 toneladas de uva por ano. O agricultor diz que, com a certificação, o consumidor tem mais garantias. Agricultor - José Carlos Rola: Tem a garantia de que foi processada, não é? Foi feito, passado os produtos certinho, com registro, respeitando as carências, nós fizemos curso de boas práticas. Repórter Nei Pereira: Marialva é considerada a capital da uva fina do Paraná e é responsável pela produção de 30% da fruta no estado. Com a certificação, o município aposta no aumento do turismo rural, uma atividade que ainda está começando por lá, como conta o diretor de Comunicação da prefeitura, Osvaldo Figles. Diretor de Comunicação - Osvaldo Figles: E as pessoas que vêm a Marialva e que conhecem a cidade, elas têm uma oportunidade de visitar esses parreirais de uva, ela têm a possibilidade ir lá, ela mesma, e colher a fruta no parreiral, pode apreciar ali um café da manhã ou um café da tarde, com produtos, o café colonial, como a gente chama. Repórter Nei Pereira: Com os novos produtos deste ano, o número de indicações geográficas certificadas no Brasil subiu de 53 para 58. Reportagem, Nei Pereira. Gabriela: Oferecer aprendizado e dar condições para que presos trabalhem quando deixem a cadeia, esse é um dos objetivos dos cursos oferecidos pela Escola do Trabalhador. Nasi: As aulas são por meio do computador e já chegou a Ananindeua, no Pará. Gabriela: A ideia é levar o projeto para outros presídios do país. Repórter Graziela Mendonça: Uma terapia, é assim que a detenta Areta Castro define o biscuit, massa artesanal usada para construir peças e enfeites. Ela aprendeu a fazer o biscuit no Centro de Reeducação Feminino de Ananindeua, no Pará, onde está presa desde 2012. Hoje, trabalha numa cooperativa com outras presas e está otimista com a profissão. Detenta - Areta Castro: Além de uma nova profissão que eu posso ser lá fora, porque o biscuit, ele traz, assim, uma produção de bom faturamento, dá para fazer a vida lá fora trabalhando com isso. Repórter Graziela Mendonça: Agora, além de ter um trabalho, Areta também pode sonhar em abrir o próprio negócio quando terminar a pena. É que esta semana ela e outras 19 presas estão participando do primeiro curso da Escola do Trabalhador em uma unidade prisional. O projeto do Ministério do Trabalho oferece aulas de qualificação online, que agora está sendo levado para os presídios. Na turma de Areta, o foco é criar negócios de sucesso, como explica a coordenadora de Educação Prisional no Pará, Aline Mesquita. Coordenadora de Educação Prisional - Aline Mesquita: Muitas estão na fase final da pena, elas estão já com a perspectiva de estar montando o seu próprio negócio. Nós pensamos nesse curso justamente para ter essa questão do acesso ao trabalho, de uma forma bem mais fácil. Repórter Graziela Mendonça: Os cursos da Escola do Trabalhador serão levados aos presídios de todo o país. A ideia é ressocializar os presos e dar mais oportunidades de trabalho, como explica o diretor de Políticas de Empregabilidade do Ministério do Trabalho, Higino Brito Vieira. Diretor de Políticas de Empregabilidade - Higino Brito Vieira: Fazer com que o apenado ou a apenada que esteja nessa situação possa ter uma ocupação e possa ter uma maior possibilidade de vislumbrar um futuro após o término da sua pena. Repórter: Para Areta, a qualificação é a esperança de um futuro melhor. Detenta - Areta Castro: Eu pretendo abrir um negócio lá fora, e com ele eu já vou poder trilhar um caminho melhor, saber o que eu devo fazer, por onde eu devo seguir, as pessoas que eu devo procurar. Repórter Graziela Mendonça: A Escola do Trabalhador nos Presídios faz parte de um acordo entre Ministério do Trabalho e Ministério da Segurança Pública. O acordo prevê também a emissão de carteiras de trabalho para egressos do Sistema Prisional. Reportagem, Graziela Mendonça. Nasi: A Escola do Trabalhador também oferece cursos online de graça para quem tiver interesse. Gabriela: Lá você acha cursos de inglês, espanhol, gestão de negócios, controle de processos industriais e segurança da informação, por exemplo. Nasi: E o endereço do site é escola.trabalho.gov.br. Gabriela: Começa hoje o prazo para as escolas públicas escolherem os livros de literatura do Programa Nacional do Livro e do Material Didático que vão utilizar no ano que vem. Nasi: Essa é a primeira vez que diretores e professores vão poder escolher as obras que mais se adequem ao projeto da escola. Gabriela: O prazo para selecionar os livros vai até 31 desse mês. Nasi: Para ajudar na escolha, o FNDE, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, publicou na internet um guia sobre todos os livros indicados, da educação infantil até o ensino médio. Gabriela: O endereço é fnde.gov.br.

Nasi: E estas foram as notícias do Governo Federal.

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

Nasi: Boa noite para você e até amanhã.

"A Voz do Brasil, Governo Federal".