19 DE MARÇO DE 2019 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: Presidente Jair Bolsonaro tem encontro com presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e discute parcerias para fortalecer economia, segurança e política externa. Pesquisadores começam a visitar casas para conhecer hábitos alimentares de crianças. Mais recursos para o atendimento de dependentes químicos. Vão ser 4,2 mil novas vagas em comunidades terapêuticas.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Terça-feira, 19 de março de 2019.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Presidente Jair Bolsonaro tem encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

 

Gabriela: E discute parcerias para fortalecer a economia, segurança e política externa.

 

Presidente da República Jair Bolsonaro: Estamos juntos para o bem dos nossos povos. Queremos uma América grande e um Brasil grande também.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Pesquisadores começam a visitar casas para conhecer hábitos alimentares de crianças. Ricardo Ferraz.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Dados vão permitir avaliar o crescimento e deficiência de nutrientes entre as crianças com até 5 anos de idade.

 

Nasi: Mais recursos para o atendimento de dependentes químicos.

 

Gabriela: Vão ser 4.200 novas vagas em comunidades terapêuticas. Diego Queijo.

 

Repórter Diego Queijo: Serão mais de 10.800 vagas ao custo de R$ 153,7 milhões por ano.

 

Nasi: Na apresentação da Voz do Brasil: Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar: www.voz.gov.br .

 

Nasi: Uma possibilidade de ampliação de vínculos políticos e relações comerciais.

 

Gabriela: Essa é a avaliação de Jair Bolsonaro e Donald Trump sobre a visita do presidente brasileiro aos Estados Unidos.

 

Nasi: Os dois mandatários se reuniram hoje na sede do governo norte-americano.

 

Gabriela: E nós vamos conversar agora, ao vivo, com o repórter Pablo Mundim, que está em Washington e acompanha a visita de Bolsonaro ao país. Boa noite, Pablo.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Boa noite, Gabriela. Boa noite, Nasi. Boa noite, principalmente a você, ouvinte da Voz do Brasil. Donald Trump deu os parabéns a Jair Bolsonaro pela vitória na eleição do ano passado. O presidente americano disse que há dois séculos Brasil e Estados Unidos estão unidos por valores, como amor à fé, à família e ao país, e que existe uma oportunidade histórica para a criação de vínculos ainda mais fortes entre as duas nações.

 

Nasi: E, Pablo, quais foram os principais temas dessa conversa entre Bolsonaro e Trump?

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Nasi, eles trataram, por exemplo, sobre a questão da Venezuela. Trump agradeceu a Jair Bolsonaro a ajuda humanitária para os venezuelanos e por permitir aos Estados Unidos instalar uma base de ajuda para a Venezuela em território brasileiro. Trump citou ainda que junto com os Estados Unidos o Brasil esteve entre os primeiros a reconhecer Juan Guaidó como presidente venezuelano. Donald Trump afirmou também que vai designar o Brasil como o principal aliado dos Estados Unidos fora da Otan, a Organização do Tratado do Atlântico Norte. A Otan é uma aliança de defesa...

 

Gabriela: Nós vamos ouvir agora a sonora do presidente Jair Bolsonaro falando sobre a Otan.

 

Presidente Jair Bolsonaro: Discutimos a possibilidade de o Brasil entrar como um grande aliado extra Otan. Agora, o que for possível fazermos juntos para solucionar o problema da ditadura venezuelana o Brasil estará a postos para cumprir essa missão e levar liberdade e democracia àquele país que há pouco era um dos países mais ricos da América do Sul e hoje o povo passa fome, sofre violência, sofre com faltas de medicamentos. É uma coisa terrível o que acontece lá e nós temos que somar esforços, sim, para botar um ponto final nessa questão que é ultrajante para o mundo todo.

 

Gabriela: Nós conseguimos agora retomar o contato com Pablo. Pablo, ontem a sua reportagem mostrou aqui na Voz do Brasil que um dos principais objetivos da viagem do presidente é ampliar as relações comerciais entre os dois países. Trump e Bolsonaro conversaram sobre isso? Acho que nós perdemos novamente o contato com o Pablo. A gente volta ainda nessa edição com o Pablo direto de Washington, nos Estados Unidos.

 

Nasi: Quem tem filho pequeno sabe a luta que é para que ele tenha uma alimentação saudável.

 

Gabriela: As tentações são muitas: bolachas recheadas, doces, salgadinhos, os chamados alimentos ultraprocessados.

 

Nasi: O resultado é que o número de crianças obesas em todo o mundo só aumenta.

 

Gabriela: Segundo dados da OMS, a Organização Mundial de Saúde, quase 10% das meninas e 12% dos meninos do Brasil são considerados obesos.

 

Nasi: E para saber mais sobre os hábitos alimentares de crianças até 5 anos, o Ministério da Saúde vai realizar o Enani, o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil.

 

Gabriela: Os pesquisadores já começaram as visitas, que seguem até dezembro.

 

Nasi: A ideia é que a partir dos dados o governo possa definir ações de saúde voltadas para essas crianças.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Os pesquisadores vão visitar 15 mil residências, levando um questionário com perguntas sobre aleitamento materno, alimentação infantil, além de dados que vão permitir avaliar o crescimento e deficiência de nutrientes entre as crianças com até 5 anos de idade. Por meio da pesquisa vai ser possível obter informações detalhadas sobre hábitos alimentares, peso e altura dos pequenos. Os resultados vão contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas na área, como explica Paula Normando, pesquisadora do Enani.

 

Pesquisadora do Enani - Paula Normando: Como essa é uma pesquisa inédita no Brasil, então, ela vai fornecer dados para a gente melhor compreender o estado nutricional das crianças, avaliar casos, por exemplo, de anemia, ou obesidade, crianças que tenham desnutrição. Então, a gente consegue mapear esse panorama do estado nutricional dessas crianças em todo o Brasil e poder pensar e promover políticas públicas de saúde que possam melhorar o estado nutricional dessas crianças.

 

Repórter Ricardo Ferraz: A pesquisa inclui ainda a coleta de sangue em participantes com mais de 6 meses de vida. A ideia é realizar o mapeamento sanguíneo de 14 micronutrientes, como zinco e vitamina B. Maiara de Freitas, pesquisadora do estudo, explica como é feito o procedimento.

 

Pesquisadora do Enani - Maiara de Freitas: As famílias vão marcar um dia para a coleta, o dia que for melhor. O coletador experiente vai até a casa, vai levar materiais descartáveis, tá? A criança não precisa ficar de jejum, logo, então, é bem tranquilo para todos.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Para participar do estudo, os pais precisam assinar um termo de adesão, depois eles recebem os dados personalizados que permitem conhecer melhor o desenvolvimento dos filhos. A jornalista Paula Fiorito, do Rio de Janeiro, mãe do Tim, de 4 anos e 11 meses, aceitou participar.

 

Jornalista - Paula Fiorito: Olha, meu amor, a gente vai medir! E agora? Cadê o bebezão?

 

Repórter Ricardo Ferraz: Ela viu vantagens para o país e para o filho.

 

Jornalista - Paula Fiorito: A alimentação é uma questão tão importante, né? Se a gente puder ajudar que o país entenda melhor como que está a saúde das crianças de 0 a 5 anos, ou enfim, na adolescência, para eles pensarem como evitar obesidade e desnutrição. O que a gente puder colaborar é importante. É uma dúvida que toda mãe tem, se a gente está fazendo certo. Estou supercuriosa em saber se meu filho está bem, se está tudo direitinho com ele.

 

Repórter Ricardo Ferraz: As visitas domiciliares vão começar pelo Distrito Federal e os estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. Até dezembro serão visitados outros 19 estados. Os dados começam a ser divulgados em fevereiro do ano que vem. Reportagem: Ricardo Ferraz.

 

Gabriela: Pessoas que têm dependência em álcool e outras drogas agora vão ter mais oportunidades de tratamento.

 

Nasi: O governo anunciou hoje que vai criar 4.200 novas vagas em comunidades terapêuticas de todo o país para acolher e tratar dependentes químicos.

 

Gabriela: Tratamento que faz muita diferença para quem precisa de ajuda.

 

Repórter Diego Queijo: A quantidade de vagas gratuitas financiadas pelo governo federal para tratar dependentes químicos em todo o país irá aumentar. O ministro da Cidadania, Osmar Terra, assinou nesta terça-feira, em Brasília, 216 novos contratos com comunidades terapêuticas, ampliando a capacidade de atendimento. Serão mais de 10.800 vagas ao custo de R$ 153,7 milhões por ano. De acordo com o ministro, o trabalho das comunidades terapêuticas contribui para reduzir o quadro de dependência química no país.

 

Ministro da Cidadania - Osmar Terra: As comunidades terapêuticas são decisivas, na minha opinião, para enfrentar a epidemia das drogas, a terrível epidemia das drogas que destrói a nossa juventude.

 

Repórter Diego Queijo: Osmar Terra ainda revelou que o investimento não para por aí. A nova estratégia do governo prevê ainda mais vagas para o tratamento de dependentes químicos.

 

Ministro da Cidadania - Osmar Terra: Um avanço importantíssimo, é o maior número de vagas de comunidades terapêuticas já oferecido na história do país. E a ideia é a gente ainda continuar ampliando porque a epidemia é muito grande. Nós temos aí centenas de milhares, milhões de brasileiros precisando de alguma forma de atendimento em relação às drogas.

 

Repórter Diego Queijo: Também no evento, o ministro assinou três portarias que complementam as ações no combate ao uso de drogas. A primeira cria o cadastro para o credenciamento das comunidades terapêuticas, a segunda cria o plano para fiscalizar e monitorar a atuação das comunidades terapêuticas em todo o país e a terceira institui a certificação de qualidade dos cursos de capacitação para profissionais que atuam nas instituições. Membro de uma comunidade terapêutica em Planaltina, no Distrito Federal, Jorge de Silva fala da importância dos cursos e do apoio do governo federal.

 

Membro comunidade terapêutica - Jorge de Silva: Tudo que o governo oferece para a casa, a casa oferece para a gente.

 

Repórter Diego Queijo: Para mais informações sobre programas e ações do Ministério da Cidadania, acesse: cidadania.gov.br. Reportagem: Diego Queijo.

 

Gabriela: E nós conseguimos retomar o contato com o Pablo Mundim, que está lá em Washington, acompanhando a viagem do presidente Jair Bolsonaro. Pablo, nós falávamos agora há pouco que ontem na sua reportagem você mostrou aqui na Voz do Brasil que um dos principais objetivos dessa viagem do presidente é ampliar as relações comerciais entre os dois países. Trump e Bolsonaro conversaram sobre isso?

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Sim, Gabriela, foi outro dos temas tratados. O presidente Donald Trump disse que os dois países estão comprometidos a reduzir barreiras comerciais, facilitar investimento, inovação em vários setores, como energia, agricultura e tecnologia. Segundo Donald Trump, a visão de Bolsonaro de liberar o setor privado e abrir a economia é um caminho para que o Brasil tenha crescimento econômico forte. O presidente Bolsonaro também disse que as reformas que o governo brasileiro está implementando vão tornar o Brasil mais atraente para os investidores.

 

Nasi: Pablo, o presidente Bolsonaro conversou com Donald Trump sobre interesse do Brasil em ingressar na OCDE?

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Conversou, sim, Nasi. E o presidente norte-americano disse que vê com prazer o interesse do Brasil de fazer parte do OCDE. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico discute políticas econômicas entre os países membros, e para fazer parte desse grupo de nações é preciso implementar uma série de medidas de caráter liberal, que podem abrir portas para investidores internacionais. Segundo o presidente Jair Bolsonaro, o apoio dos Estados Unidos ao ingresso do Brasil na organização será entendido como um gesto de reconhecimento e marcará a união que o governo brasileiro busca com os americanos. Bolsonaro também anunciou que foi reativado o Fórum de Altos(F) Executivos dos dois países e que o Brasil e Estados Unidos têm como prioridade a criação de um fórum de energia com ênfase em óleo, gás e outras fontes.

 

Gabriela: E, Pablo, também teve a assinatura de uma carta de intenções entre a Amazônia. O que prevê essa carta?

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Olha, Gabriela, é um compromisso dos dois países de trabalhar em conjunto para lançar um fundo de investimento com foco na biodiversidade. Esse fundo seria no valor de cem milhões de dólares e seria financiado em grande parte com capital do setor privado. E o objetivo é oferecer oportunidades de investimento em setores com potencial para criar negócios bem-sucedidos alinhados com a conservação das florestas e da biodiversidade.

 

Nasi: Pablo, o presidente norte-americano também falou sobre o acordo assinado ontem, que vai permitir o uso da base de Alcântara pelos americanos?

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Sim, Nasi, a base no Maranhão é um centro de lançamento de foguetes e satélites. E segundo Trump, o local é ideal para o lançamento de veículos espaciais pela proximidade do Equador. Ele afirmou que os Estados Unidos estão comprometidos a reanimar as pesquisas espaciais e agradeceu a parceria do Brasil. De acordo com o presidente Jair Bolsonaro, o acordo também traz benefícios para o Brasil.

 

Presidente Jair Bolsonaro: A base de Alcântara para nós até o momento está sendo ociosa, ou pior, né? Está sendo deficitária. A entrada deles ajuda que, de modo que possamos aí catapultar o Centro de Lançamento de Alcântara, e é vantajoso para nós. Há quanto tempo nós estamos parados lá? A questão quilombola praticamente foi resolvida essa semana, né? Porque tinham ampliado a área sem ninguém saber e o nosso pessoal foi para lá, conversando com as autoridades locais, conversando com a comunidade. A comunidade ia perder com aquela extensa área, porque nós queremos lá, conversando com nossos ministros, em especial, o Marcos Pontes, que é um astronauta, nós vamos oferecer mercado de trabalho para os quilombolas. Todo mundo tem a lucrar aí nessa questão do Centro de Lançamento de Alcântara.

 

Gabriela: Bem, Pablo, vários ministros acompanharam o presidente Bolsonaro nessa visita aos Estados Unidos. A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por exemplo, teve uma agenda extensa aí. Quais foram os temas discutidos por ela?

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Olha, a ministra Tereza Cristina participou de várias reuniões, Departamento de Agricultura, Câmara de Comércio, reuniões com empresários e em outros pontos principais, a liberação do mercado americano para a carne bovina 'in natura' produzida no Brasil. Os Estados Unidos suspenderam em junho de 2017 a importação da carne bovina brasileira. A ministra Tereza Cristina negocia a ida de uma missão de técnicos norte-americanos para inspecionar os frigoríficos brasileiros, com vistas à retomada da comercialização do produto. O governo também está criando uma cota de trigo que outros países vão poder vender para o Brasil sem pagar impostos.

 

Ministra da Agricultura Pecuária e Abastecimento - Tereza Cristina: Havia o compromisso do Brasil de abrir uma cota de exportação de trigo, mas não é só para os Estados Unidos, isso é uma cota para o mundo todo. Aquele que tiver melhor preço vai vender para o Brasil, porque o Brasil não é autossuficiente na produção de trigo. Então, a cota de 750 mil toneladas de trigo, nós vamos ter ela implementada.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): O presidente Jair Bolsonaro tem previstas agora duas outras viagens para o exterior, ele viaja ao Chile e a Israel.

 

Presidente Jair Bolsonaro: Está em estudo, né? Devemos botar um fim à Unasul e criar outra sigla que tenham países que pensem no livre comércio, que respeite o seu vizinho e que garanta a autonomia daquele país. É isso o que nós queremos com essa viagem no Chile no primeiro momento. No tocante a Israel, nossa comitiva também será robusta, porque buscaremos parcerias, coisa que Israel já vem sinalizando conosco há muito tempo. Estudamos também a possibilidade de uma parceria com Israel, de modo que nós possamos enviar grupos de algumas dezenas de jovens universitários que estejam no último período de Agronomia para que conheçam como funciona a agricultura no deserto, as suas técnicas inovadoras. E Israel é um país que nós sabemos que tem uma precipitação pluviométrica menor, muito parecida com o nosso Nordeste, e lá, além deles garantirem a sua própria segurança alimentar, eles exportam alimentos para a Europa.

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Bom, e última informação, a previsão é que o voo do presidente Jair Bolsonaro saia da base aérea de Andrews, aqui em Washington, às 21h45min do horário local, portanto, 10h45min da noite, horário de Brasília. Nasi e Gabriela.

 

Nasi: Obrigado, Pablo Mundim, pelas informações, ao vivo, de Washington, aqui para a Voz do Brasil.

 

Gabriela: E entre as reformas citadas pelo presidente Jair Bolsonaro para atrair investimentos está a da nova previdência.

 

Nasi: Prioridade que também foi defendida pelo presidente em exercício, Hamilton Mourão.

 

Gabriela: A uma plateia de empresários durante um encontro em Brasília, Mourão defendeu que a nova previdência vai equilibrar as contas do governo e garantir o pagamento das aposentadorias no futuro para os jovens que ainda vão entrar no mercado de trabalho.

 

Nasi: O presidente em exercício também defendeu uma reforma tributária e mais abertura da economia brasileira para o mercado internacional.

 

Repórter Luciana Colares de Holanda: As propostas apresentadas pelo governo ao Congresso no mês passado para a nova previdência têm o objetivo de tornar o sistema mais justo e sustentável. É prevista uma economia de R$ 1 trilhão em dez anos com as mudanças. O presidente em exercício, Hamilton Mourão, disse que a aprovação do projeto enviado aos parlamentares é a garantia de sobrevivência do sistema no país.

 

Presidente em exercício - Hamilton Mourão: O sistema previdenciário que nós temos hoje no Brasil é injusto, temos grupos privilegiados e temos uma imensa maioria da população que não tem nada, ele é uma pirâmide financeira. Nós, que chegamos mais cedo, vamos receber. Os mais jovens, que eu estou vendo aqui, vão trabalhar até morrer, porque não vai ter previdência para eles, se nós não reformarmos o sistema que está aí. É o nosso objetivo número 1 hoje.

 

Repórter Luciana Colares de Holanda: O presidente em exercício defendeu também uma maior abertura da economia, aliada a uma reforma do sistema tributário, que, segundo ele, tem que começar pela diminuição da carga tributária.

 

Presidente em exercício - Hamilton Mourão: Temos, sim, que reformar o nosso sistema tributário, ele é caótico, ele é uma carga pesada, ele está na faixa de 34%, 35% do PIB. Nós temos que abaixar isso para 20%, 22%. Temos que abrir a economia para o comércio mundial.

 

Repórter Luciana Colares de Holanda: Hamilton Mourão lembrou que as contas do Brasil estão no vermelho e que é preciso buscar o equilíbrio. O combate à criminalidade e o cuidado com a área social também fizeram parte do discurso do presidente em exercício. Reportagem: Luciana Colares de Holanda.

 

Gabriela: E o presidente em exercício Hamilton Mourão também deu detalhes de como vai ser a proposta da nova previdência para os militares, que o governo vai enviar ao Congresso.

 

Nasi: Segundo Mourão, a proposta vai ser apresentada amanhã pelo ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, ao presidente Jair Bolsonaro.

 

Presidente em exercício - Hamilton Mourão: Já está tudo ajustado. Ele vai apresentar para o presidente amanhã, para o presidente fechar esse pacote. Não tem nada faltando definir da parte do Ministério da Defesa, é só a decisão do presidencial agora.

 

Gabriela: O presidente em exercício disse ainda que em dois anos os militares vão pagar uma alíquota de 14%, somando a contribuição para a aposentadoria e plano de saúde.

 

Nasi: Gabriela, você já ouviu falar de florais, aromaterapia e cromoterapia?

 

Gabriela: Sim, Nasi, eles são utilizados para complementar tratamentos de saúde, como de ansiedade ou depressão, por exemplo.

 

Nasi: Pois é, estão disponíveis no Sistema Único de Saúde. Olha, Gabriela, as opções para esses tratamentos alternativos do SUS não param de crescer.

 

Gabriela: E tem também meditação, ioga, tai chi chuan, pilates.

 

Nasi: Atualmente, são 29 práticas, que aliadas à medicina tradicional, estão disponíveis em 25 mil unidades de saúde em todo país.

 

Gabriela: E a repórter Graziela Mendonça explica para a gente.

 

Repórter Graziela Mendonça: Dores no corpo, estresse, ansiedade, esses sintomas faziam parte da vida da aposentada Limarlene(F) Rosa, de Goiana, depois que ela sofreu um acidente vascular cerebral, o AVC. Mas isso começou a mudar quando ela descobriu a medicina integrativa, que é baseada em práticas naturais, como acupuntura e terapias de grupo, por exemplo. Ela conta o que mudou.

 

Aposentada - Limarlene(F) Rosa: Melhorou tudo relacionado ao estresse, sabe? Acúmulo de tensões no pescoço. Aí, além disso, acompanhado das massagens, que lá tem as massagens também. Então, eu tenho melhorado muito.

 

Repórter Graziela Mendonça: Limarlene(F) faz todos os tratamentos de graça pelo Sistema Único de Saúde, além dos atendimentos individuais, o SUS oferece atividades coletivas, como ioga, meditação e terapias envolvendo dança e música, por exemplo. E o uso dessas práticas vem crescendo. Em 2017, foram 150 mil procedimentos no SUS, e em 2018 esse número saltou para 350 mil, um aumento de 126%. Só no ano passado foram atendidas mais de 6 milhões de pessoas. Segundo o coordenador de Práticas Integrativas e Complementares do Ministério da Saúde, Daniel Amado, é uma forma de complementar o tratamento convencional e dar mais qualidade de vida ao paciente.

 

Coordenador de Práticas Integrativas e Complementares do Ministério da Saúde - Daniel Amado: Médico, enfermeiro, um odontólogo que vai, está atuando, por exemplo, numa unidade básica de saúde, além do olhar do conhecimento convencional, mais comum aqui, ele também pode ser aprofundado, por exemplo, pelo olhar da medicina tradicional chinesa, que vai considerar outros aspectos, que vão complementar esse tratamento.

 

Repórter Graziela Mendonça: E esse atendimento faz a diferença na vida de quem precisa. É o que afirma Mara Ferreira, diretora do Centro Estadual de Referência em Medicina Integrativa e Complementar de Goiás, lá onde a Limarlene(F) é atendida.

 

Diretora do Centro de Estadual de Referência em Medicina Integrativa e Complementar de Goiás - Mara Ferreira: A gente nota que eles saem muito satisfeitos e falam que realmente os resultados foram bem satisfatórios, que melhorou muito dores crônicas, vários problemas de saúde, assim, gastrite, esses problemas mais comuns, né? Principalmente as doenças crônicas, problemas respiratórios. Então, a gente tem resultados muito satisfatórios.

 

Repórter Graziela Mendonça: Hoje o SUS oferece 29 práticas integrativas em mais de 25 mil estabelecimentos de saúde pelo país. Então, se você quer conhecer qual é a mais indicada para seus sintomas, procure uma unidade de saúde perto da sua casa. Reportagem: Graziela Mendonça.

 

Nasi: Começa amanhã a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe no Amazonas.

 

Gabriela: O governo disponibilizou mais de 1 milhão de doses para o público-alvo, que são gestantes e crianças com até 6 anos de idade.

 

Nasi: Além de profissionais de saúde, povos indígenas, idosos, professores, pessoas com doenças crônicas e privadas de liberdade.

 

Gabriela: Até agora foram confirmados 107 casos de H1N1 no estado do Amazonas, 57% dos casos registrados no país.

 

Nasi: Em comunicado oficial enviado nesta terça-feira à Organização Pan-Americana de Saúde, a Opas, o Ministério da Saúde confirmou um caso de sarampo endêmico.

 

Gabriela: O caso ocorreu no Pará, em 23 de fevereiro deste ano, e, com isso, o Brasil perderá a certificação de país livre da doença na organização.

 

Nasi: Segundo o Ministério da Saúde, o governo vai iniciar o plano para retomar o título dentro dos próximos 12 meses.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Gabriela: Uma boa noite para você e até amanhã.

 

"Governo federal. Pátria amada, Brasil".