19/04/07 - A Voz do Brasil

Brasil mais produtivo consegue dobrar produção de pequenas e médias empresas. E nova etapa tem foco na eficiência energética e tecnológica. E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje: Relator na câmara, apresenta proposta de Reforma da Previdência. Começou a atualização do Cadastro Único pra quem recebe o Bolsa Família e programas sociais do governo! E no dia do Índio viajamos até o alto do rio Solimões, onde aldeias recebem barcos para assistência à saúde das comunidades indígenas!

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Transcrição

A VOZ DO BRASIL – 19/04/2017


Apresentador Nazi Brum: Em Brasília, 19h00.

Apresentadora Gláucia Gomes: Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje.

Nazi: Boa noite.

Gláucia: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

Nazi: Quarta-feira, 19 de abril de 2017.

Gláucia: E vamos ao destaque do dia: “Brasil Mais Produtivo” consegue dobrar produção de pequenas e médias empresas.

Nazi: E nova etapa tem foco na eficiência energética e tecnológica. Beatriz Amiden.

Repórter Beatriz Amiden: A ideia é reduzir o desperdício de energia no processo produtivo das empresas e agregar tecnologia para melhorar a eficiência.

Gláucia: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje...

Nazi: Relator na Câmara apresenta propostas da reforma da Previdência. João Pedro Neto.

Repórter João Pedro Neto: O relator manteve os principais pontos, como a idade mínima para aposentadoria, que será de 65 anos para os homens e 62 anos para as mulheres.

Gláucia: Começou a atualização do Cadastro Único para quem recebe o Bolsa-Família e programas sociais do governo.

Nazi: E, no Dia do Índio, viajamos até o Alto do Rio Solimões, onde aldeias recebem barcos para assistência à saúde das comunidades indígenas.

Gláucia: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gláucia Gomes e Nazi Brum.

Nazi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

Gláucia: Aumentar a produtividade, reduzir os custos e tornar as empresas mais competitivas.

Nazi: Essas são as metas do Programa Brasil Mais Produtivo, que completou um ano, atendendo mais de 500 empresas.

Gláucia: Depois de passarem por consultoria, esses estabelecimentos tiveram um aumento de mais de 50% em produtividade.

Nazi: É, resultado que levou o governo a avançar hoje. É sobre isso que vamos conversar, ao vivo, com o secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Igor Calvet. Boa noite, secretário.

Secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Igor Calvet: Boa noite, Nazi. Boa noite, ouvintes.

Nazi: Secretário, antes de começar a nossa conversa, vamos ouvir um pouco sobre o que é o Brasil Mais Produtivo, além dessa ampliação que foi anunciada hoje. A repórter Beatriz Amiden explica para a gente.

Repórter Beatriz Amiden: Trezentas esfirras a cada meia hora. Você acha isso muito? Mas a empresária do ramo de alimentos, Juliana Cunha, queria mais. E ela conseguiu com a ajuda do Programa Brasil Mais Produtivo. A consultoria que a sua empresa recebeu aumentou a produção em 50%. Hoje, a fábrica da Juliana produz 450 esfirras em meia hora. E não foi só isso que melhorou por lá, não.

Empresária - Juliana Cunha: O fato de a gente conseguir melhorar os custos faz com que a gente fique mais competitivo também no mercado. Então, se eu gasto menos tempo e uso menos mão de obra para fazer a mesma quantidade de produto, eu consigo ter um preço mais acessível no mercado. Então, com certeza estamos com bastante projetos andando. Eu acho que o Brasil começou a voltar a andar, viu?

Repórter Beatriz Amiden: O programa, lançado em 2016, está começando a sua segunda etapa. Agora será oferecida também consultoria nas áreas de tecnologia e eficiência energética. A ideia é reduzir o desperdício de energia no processo produtivo das empresas e agregar a tecnologia para melhorar a eficiência, como explica o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira.

Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Marcos Pereira: Nós queremos com esse programa fazer com que as empresas agora possam reduzir custos. Antes era na linha de produção e agora com o custo de energia, haja vista que energia no Brasil, mormente para a indústria, é considerado ainda um insumo caro.

Repórter Beatriz Amiden: Mais de 550 empresas já concluíram a consultoria e outras 1.102 estão em atendimento. Para os próximos dois anos o governo pretende investir R$ 2 milhões no programa. A expectativa para 2017 é que cerca de três mil empresas sejam atendidas. O Marques de Souza, gerente de uma fábrica de refrigeradores, garante que o programa mudou a realidade da empresa.

Gerente de Fábrica de Refrigeradores – Marques de Souza: O “Brasil Mais Produtivo” veio no sentido de contribuir para que nós organizássemos melhor o nosso sistema produtivo eliminando desperdícios e no sentido de estar aumentando a nossa performance. Nós conseguimos uma melhora no nosso índice de qualidade na fonte na casa de 30%.

Repórter Beatriz Amiden: Para o ministro, a avaliação dessa primeira etapa é muito positiva e o governo pretende a cada ano ampliar e aprimorar o programa.

Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Marcos Pereira: Essa ampliação começa com eficiência energética, digitalização e conectividade, mas já há estudos para incluir outras áreas de consultoria dentro do programa.

Repórter Beatriz Amiden: Podem participar do programa empresas industriais que tenham entre 11 e 200 empregados. O cadastro deve ser feito no www.brasilmaisprodutivo.gov.br. Reportagem, Beatriz Amiden.

Gláucia: Agora, sim, nós vamos conversar, ao vivo, com o secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial, Igor Calvet. Secretário, essa primeira etapa do “Brasil Mais Produtivo” surpreendeu?

Secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Igor Calvet: Gláucia, certamente que surpreendeu, né? A nossa expectativa foi superada. Eu até diria que o programa, a primeira fase foi um verdadeiro sucesso. Nós conseguimos, na verdade, com um programa de baixíssimo custo ter um excelente resultado, tivemos alto impacto. Na verdade, nós tínhamos uma meta de que as empresas que participassem do programa, elas pudessem aumentar a sua produtividade em 20%, e pelos números que nós temos hoje já mostram que elas aumentaram em mais de 50% a sua produtividade. Isso é um resultado fantástico, num momento em que o nosso setor industrial, a nossa economia, precisa aumentar sua produtividade e, consequentemente, a sua competitividade.

Nazi: Secretário, e com essa nova etapa voltada para a eficiência energética, o que é que vocês esperam melhorar nessas empresas?

Secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Igor Calvet: Nazi, essa nova etapa do programa faz parte de uma definição nossa de que o problema da produtividade precisa de uma abordagem sistêmica. Nós não só precisamos trabalhar com a reorganização do espaço produtivo dentro da fábrica, mas nós também precisamos atuar em outras áreas, assim como a eficiência energética. Nós precisamos aumentar a eficiência energética de sistemas produtivos por meio ali da análise da melhoria de consumo de energia dos recursos de produção. Nós estamos falando ali de adequações no chão de fábrica de tudo aquilo que envolve processo energético, e isso no afinal de contas é importantíssimo para a empresa porque vai aumentar a sua produtividade.

Gláucia: E como funciona o programa, secretário? A empresa que tiver interesse em receber essa consultoria faz o quê?

Secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Igor Calvet: Olha, é muito simples. Nós temos hoje um site, que é o www.brasilmaisprodutivo.gov.br, e nesse site, na verdade, já há um campo específico para cadastramento de empresas. As empresas podem acessar o site, colocar o nome da empresa. São empresas industriais, na verdade, entre 11 e 200 funcionários, e colocando essas informações lá, colocando as informações em que setor elas estão, elas podem acessar e, na verdade, esperar um contato dos nossos consultores. Esse contato será feito, o cadastro será analisado. As empresas terão, portanto, oportunidade de conversar rapidamente com as pessoas que estão implementando esse programa para nós aqui dentro do governo, ou seja, é muito simples. Basta entrar na internet, ter acesso à internet, e lá poderão encontrar todas as informações.

Nazi: Muito bom. Secretário, nós agradecemos a participação do senhor aqui, ao vivo, na Voz do Brasil. Conversamos com o secretário de Competitividade Industrial do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Igor Calvet. Obrigado, secretário.

Secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Igor Calvet: Muito obrigado, até logo.

Gláucia: Foi apresentado oficialmente hoje, na Câmara dos Deputados, o parecer do relator da proposta de reforma da Previdência.

Nazi: No relatório ele manteve os principais pontos do texto divulgado ontem, depois de negociação com o governo federal, e incluiu alterações para algumas categorias.

Repórter João Pedro Neto: Na leitura do parecer sobre a reforma da Previdência na comissão especial que analisa o tema na Câmara, o relator da matéria, deputado Arthur Maia, apontou mudanças em relação aos ajustes negociados com o governo. Entre elas, a fixação de idade mínima de 55 anos para a aposentadoria de policiais da esfera federal, policiais civis e agentes penitenciários. Já para os produtores rurais familiares o texto prevê, agora, idade mínima de 60 anos para os homens e 57 anos para as mulheres, com pelo menos 15 anos de contribuição para a aposentadoria. Também foram propostas outras mudanças, mas o relator manteve os principais pontos, como a idade mínima para a aposentadoria, que será de 65 anos para os homens e 62 anos para as mulheres, e a regra que define o tempo de contribuição de 40 anos para que o trabalhador possa receber a aposentadoria integral, respeitado o teto do INSS. Reportagem, João Pedro Neto.

Gláucia: Hoje, 19 de abril, o país comemora o Dia do Índio.

Nazi: Viajamos agora até o Alto do Rio Solimões, onde 50 aldeias receberam hoje barcos para ampliar a assistência à saúde na região.

>> “Música Indígena”.

Repórter Natália Koslyk: No estado do Amazonas, lá no Alto do Rio Solimões, vivem mais de 20 mil indígenas da etnia Cocama.

>> “Música Indígena”.

Repórter Natália Koslyk: Os atendimentos de saúde na região são feitos de barco. Para ter acesso aos principais serviços, normalmente o povo das aldeias viaja até o polo mais próximo, onde estão os médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde. Eládio Rodrigues é líder da etnia Cocama e conta que essa viagem às vezes é longa demais.

Líder da Etnia Cocama - Eládio Rodrigues: Vários indígenas, por falta de uma embarcação dessas, faleceram, como uma mulher que vai ganhar o bebê, como uma que tomou uma picada de cobra e que precisa chegar mais rápido no atendimento.

Repórter Natália Koslyk: Para melhorar o acesso dos povos indígenas aos serviços de saúde, 50 aldeias do Alto Rio Solimões receberam nesta quarta-feira barcos, carros e equipamentos. O ministro interino da Saúde, Francisco Figueiredo, fez a entrega.

Ministro Interino da Saúde - Francisco Figueiredo: Neste momento estamos liberando quase R$ 1 milhão, sendo 50 barcos, 40 geradores, três Pick-Ups e mais duas câmaras para a necessidade dessa população. Isso é fundamental para que a saúde do indígena seja respeitada, para que eles tenham maior acesso.

Repórter Natália Koslyk: Com os novos barcos o tempo de viagem vai reduzir para menos da metade na aldeia do indígena Eládio Rodrigues.

Líder da Etnia Cocama - Eládio Rodrigues: Uma viagem com um motorzinho da comunidade demora, chega a três, quatro, cinco horas, e um motorzinho desses que estamos recebendo hoje, bem equipadinho ela, demora de 30, 40 minutos, uma hora de viagem. Então, é uma coisa assim boa para nós.

Repórter Natália Koslyk: De acordo com o Ministério da Saúde, já estão garantidos para os próximos três meses um orçamento de mais R$ 1,3 milhão para a entrega de outras 52 lanchas. Reportagem, Natália Koslyk.

>> “Música Indígena”.

Gláucia: E daqui a pouco a gente volta a falar do Dia do Índio: vamos conhecer um pouco do Projeto Arca das Letras. 19hs12min, em Brasília.

Nazi: Se você recebe o Bolsa-Família ou faz parte de qualquer outro programa social do governo, é bom ficar atento.

Gláucia: Daqui a pouco vamos falar do processo de atualização do Cadastro Único, que já começou.

Nazi: Uma das apostas do governo para ajudar na retomada do crescimento econômico e na geração de empregos são os leilões de áreas de petróleo e gás natural. Só para este ano estão previstos quatro, com expectativa de arrecadação de mais de R$ 8 bilhões.

Gláucia: E dessa vez vai ser diferente, já que as regras mudaram e a Petrobras não tem mais exclusividade na exploração do petróleo.

Nazi: O governo vem se preparando para atrair investidores e realizar os leilões com sucesso.

Repórter Jéssica do Amaral: Com a retomada dos leilões de campos de petróleo e gás natural o setor ganha um novo impulso e atrai ainda mais investidores. Essa é a expectativa do ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, que falou com exclusividade para a Voz do Brasil. Alguns desses campos serão concedidos à iniciativa privada, ou seja, a empresa que ganhar explora o petróleo pagando uma espécie de aluguel para o governo. Já no caso do petróleo do pré-sal, o governo entra ainda como sócio dessas empresas e fica com parte do lucro. Segundo o ministro Fernando Coelho Filho, as novas regras desses contratos vão ser fundamentais para atrair ainda mais investidores.

Ministro de Minas e Energia - Fernando Coelho Filho: Nós temos aí as melhores reservas, descobertas recentes que são as reservas do pré-sal. Isso desperta nas empresas interesse de poder vir poder ser operador no pré-sal. Até o ano passado só poderia ser operador no pré-sal uma única empresa.

Repórter Jéssica do Amaral: E com mais investimentos o país ganha com maior geração de emprego e renda. É o que avalia o ministro Fernando Coelho Filho.

Ministro de Minas e Energia - Fernando Coelho Filho: E traz aí uma previsibilidade de que você vai ter leilão em 2017, leilão em 2018, leilão em 2019. Isso consequentemente na ponta vira contrato, vira contratação, vira emprego e vira renda para o país.

Repórter Jéssica do Amaral: O ministro destacou ainda que um calendário de leilões ajuda o governo e as empresas a programarem melhor seus investimentos. São 10 rodadas de licitações diárias para petróleo e gás natural até 2019. Só nesse ano, a previsão é que a arrecadação chegue a R$ 8,5 bilhões com os leilões. Reportagem, Jéssica do Amaral.

Gláucia: Se você recebe o Bolsa-Família ou faz parte de qualquer outro programa social do governo, é bom ficar atento.

Nazi: Já começou o processo de atualização do Cadastro Único. É aquele cadastro que você faz para receber benefícios sociais.

Gláucia: Mais de 11 milhões de famílias, que estão há mais de dois anos sem atualizar os dados, vão precisar comparecer ao setor responsável aí no seu município.

Repórter André Luiz Gomes: O processo vai obedecer a um cronograma estabelecido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário. Elas serão comunicadas sobre o prazo para fazer a atualização por meio de mensagem no extrato de pagamento. O secretário nacional de Renda e de Cidadania, Tiago Falcão, explica por que é importante manter as informações sempre atualizadas.

Secretário Nacional de Renda e de Cidadania - Tiago Falcão: O Cadastro Único, hoje, é o principal instrumento que o governo federal tem de identificação das famílias mais vulneráveis do país.

Repórter André Luiz Gomes: As famílias devem atualizar os cadastros para que seja possível verificar se elas ainda possuem perfil para continuar recebendo os benefícios. Tiago Falcão destaca ainda que o Cadastro Único é a porta de entrada para mais de 20 programas sociais. Ele ressalta que o objetivo da atualização e dos batimentos é garantir que os benefícios sejam destinados a quem realmente precisa.

Secretário Nacional de Renda e de Cidadania - Tiago Falcão: O Bolsa-Família é o maior deles e, portanto, chama mais a atenção, mas não é o único. Ao manter o cadastro atualizado, todos os programas que utilizam informações do Cadastro Único se beneficiam disso.

Repórter André Luiz Gomes: Caso os beneficiários do Bolsa-Família não façam a atualização, o benefício pode ser bloqueado e até cancelado. Qualquer alteração, como mudança de endereço, renda, escola dos filhos ou composição familiar deve ser comunicada à gestão municipal do programa. Reportagem, André Luiz Gomes.

>> “Música”.

Nazi: Ao som do Maracatu vamos à última matéria da nossa série especial sobre cultura popular.

Gláucia: Nos últimos dias, você ouviu aqui na Voz do Brasil vários ritmos numa viagem em terras pernambucanas.

Nazi: É, descobrimos uma riqueza artística preservada por artesãos e dezenas de Pontos de Cultura que contam com investimentos do governo federal.

Gláucia: E, continuando nessa viagem, você vai conhecer a história do Maracatu, que tem suas origens no tempo em que os escravos lutavam por liberdade.

>> “Música”.

Repórter Taíssa Dias: Eles não chegam despercebidos. O barulho do surrão, feito com chocalhos de metal, anuncia a presença. É a chegada dos caboclos de lança e o começo da cerimônia do Maracatu Rural, uma das mais tradicionais manifestações da cultura popular de Pernambuco. E eles vieram guerrear.

>> “Música”.

Repórter Taíssa Dias: O pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, César Mendonça, conta as origens dessa história.

Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco - César Mendonça: Isso coincide um pouco com a abolição. Tem uma corrente de pensamento que considera o Maracatu Rural uma brincadeira do negro liberto. Também tinha a questão do índio que foi, vamos dizer assim, arrancado também da sua cultura. Então, a gente pode considerar o Maracatu Rural como um movimento de indignação pela situação que eles viviam.

Repórter Taíssa Dias: Pela riqueza histórica e simbólica, o Maracatu Rural é considerado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional um patrimônio cultural imaterial do país. Para o ministro da Cultura, Roberto Freire, com a preservação da brincadeira a tradição do interior de Pernambuco vem se tornando cada vez mais popular.

Ministro da Cultura - Roberto Freire: Esse Maracatu Rural é algo que foi descoberto recentemente para o carnaval. Embora seja uma expressão cultural do meio rural pernambucano, da Zona da Mata, há muito tempo. Há um grande desfile de Maracatu em Olinda e que isso vem se consolidando como grande expressão.

Repórter Taíssa Dias: A tradição é passada de geração em geração e os integrantes levam a sério a missão de perpetuar a brincadeira. Maria da Conceição Ramos recebeu a tarefa da mãe e, apesar das dificuldades, segue à frente do Cruzeiro do Forte, o mais antigo Maracatu Rural de Recife.

Líder do Cruzeiro do Forte - Maria da Conceição Ramos: Eu sempre dizia a ela que eu não queria tomar conta do Maracatu, que a responsabilidade é muito grande. Aí na noite de ela falecer, ela pediu para eu e a outra menina a gente dar continuidade no Maracatu, e eu estou há 15 anos.

>> “Música”.

Repórter Taíssa Dias: O Maracatu Rural se espalhou pobre todo o estado, mas tem na cidade de Nazaré da Mata, na Zona da Mata Norte, seu berço e principal expressão. Um desfile de Maracatus é a grande atração do carnaval na cidade.

>> “Música”.

Repórter Taíssa Dias: O Maracatu Cambinda Brasileira tem 99 anos e é um dos mais tradicionais. Segundo a diretora, Maíra Veloso, é uma manifestação popular sobre a vida do pernambucano.

Diretora do Maracatu Cambinda Brasileira - Maíra Veloso: Para quem gosta de saber, para quem gosta de... Quem gosta da cultura do estado, quem gosta de saber de onde vem o seu povo, de onde vem a sua história, de onde vem a sua tradição, então é muito importante a gente estar aqui de dentro e a gente escutar, a gente viver isso aqui. Então, é uma vivência muito importante, inigualável.

>> “Música”.

Repórter Taíssa Dias: Além do Maracatu Rural, Pernambuco conta ainda com o Maracatu de Baque Virado ou Miracatu Nação, também considerado patrimônio imaterial pelo Iphan. Reportagem, Taíssa Dias.

Gláucia: 19hs20min, em Brasília.

Nazi: E hoje, 19 de abril, encerramos a Voz do Brasil com mais uma ação em aldeias indígenas do país.

Gláucia: É o Projeto Arca das Letras, uma biblioteca móvel que leva livros a comunidades rurais e tribos indígenas. Vamos conhecer?

>> “Música Indígena”.

Repórter Natália Koslyk: Aldeias indígenas do município de Dourados, no Mato Grosso do Sul, receberam um presente inusitado neste mês: literatura. Na Aldeia de Jaguapiru, uma biblioteca móvel com mais de 200 livros, de diversos autores, vai atender a crianças, jovens e idosos da aldeia. É o Programa Arca das Letras, da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário. Para Aginaldo Rodrigues, pedagogo e diretor da Escola Indígena Tengatuí em Marangatu, no Mato Grosso do Sul, o projeto é uma necessidade.

Pedagogo e Diretor da Escola Indígena Tengatuí em Marangatu - Aginaldo Rodrigues: A gente tem bastante falta de material de leitura. A Arca das Letras veio para contemplar e formar.

Repórter Natália Koslyk: O programa também atende a famílias de agricultores, assentados da reforma agrária, pescadores, quilombolas e populações ribeirinhas. As bibliotecas rurais são uma forma de inclusão para essas comunidades de acordo com Adriana Mansano, da delegacia federal do Desenvolvimento Agrário no Mato Grosso do Sul.

Delegada da Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário no Mato Grosso do Sul - Adriana Mansano: A gente incentiva e isso desperta, né, o interesse na leitura, que muitos ali não têm acesso pela distância das comunidades.

Repórter Natália Koslyk: Aginaldo Rodrigues, o pedagogo lá da Aldeia de Jaguapiru, costuma ler um livro por mês. Ele conta que esse hábito é fonte de aprendizado.

Pedagogo e Diretor da Escola Indígena Tengatuí em Marangatu - Aginaldo Rodrigues: O livro vem ampliar mais, né, o conhecimento de todas as questões, seja indígena e não indígena.

Repórter Natália Koslyk: Em quase 15 anos de programa, já foram entregues 2,5 milhões de livros a comunidades de todo o país. Reportagem, Natália Koslyk.

Nazi: A Conab vai destinar R$ 2,4 milhões a pequenos agricultores indígenas.

Gláucia: Os contratos foram firmados por meio do Programa de Aquisição de Alimentos, o PAA, e atendem mais de 400 famílias indígenas de Alagoas, Amazonas, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará e Rondônia.

Nazi: Ao todo, 11 projetos de comunidades indígenas foram contratados no ano passado e devem fornecer mais de mil toneladas de frutas e verduras.

Gláucia: Alimentos que são doados a entidades e organizações de assistência social que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social e nutricional.

Nazi: Viagem voltou a ser um importante item na cesta de consumo de boa parte dos brasileiros.

Gláucia: Uma pesquisa feita pelo Ministério do Turismo, em março, em sete capitais do país, aponta o crescimento da intenção de viagem pelo terceiro mês consecutivo, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Gláucia: Segundo o levantamento, 21,3% das pessoas entrevistadas afirmaram que pretendem viajar até o mês de setembro.

Gláucia: E essas foram as notícias do governo federal.

Nazi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

Gláucia: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

Nazi: Fique agora com o Minuto do TCU e, em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

Gláucia: Boa noite para você e até amanhã.