19/05/17 - A Voz do Brasil

Inscrições para o Enem terminam hoje. Cerca de R4 2,4 bilhões serão aplicados no pagamento do Bolsa Família este mês. Governo toma medida para garantir segurança na internet.

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Transcrição

Apresentador Airton Medeiros: Em Brasília 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Airton: Boa noite.

 

Apresentadora Gláucia Gomes: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Airton: Sexta-feira, 19 de maio de 2017.

 

Gláucia: E vamos o destaque do dia: termina daqui a pouco o prazo para a inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio.

 

Airton: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gláucia: Começou o pagamento de maio do Bolsa Família. Carolina Graziadei.

 

Repórter Carolina Graziadei: São mais de R$2 bilhões R$402 milhões que serão pagos em todo o Brasil.

 

Airton: Agricultores familiares do nordeste e do norte de minas e Espírito Santo têm direito a descontos em dívidas do Pronaf.

 

Gláucia: E Vamos falar dos ataques mundiais à internet e quais os cuidados você precisa ter. Nei Pereira.

 

Repórter Nei Pereira: A segurança da internet deve ser uma preocupação não só de empresas e de governos, mas de toda a população.

 

Airton: A Voz do Brasil de hoje na apresentação de Glaucia Gomes e Airton Medeiros.

 

Gláucia: E para assistir a gente ao vivo, na internet, basta acessar: www.voz.gov.br.

 

Airton: É através do Exame Nacional do Ensino Médio que estudantes de todo o país têm a chance de entrar uma universidade pública.

 

Gláucia: E não é só isso, não, hein? A nota vale para o Prouni com bolsas em faculdades privadas, além do acesso ao Fies.

 

Airton: Então, quem está pensando em uma graduação deve ficar atento. As inscrições para o Enem terminam daqui a pouquinho.

 

Gláucia: E quem vai dar as informações nos 45 do segundo tempo é a repórter Nathália Koslyk, que está aqui no estúdio com a gente. Boa noite, Natália. Tem informações de quantos inscritos no exame até agora?

 

Repórter Nathália Koslyk: Boa noite, Glaucia, Airton e ouvintes da Voz do Brasil. Olha, até agora já são mais de 6,5 milhões de inscritos na edição desse ano do Enem. E o brasileiro deixa mesmo para a última hora, não tem jeito. Segundo o Inep, a partir das 11h de hoje o sistema já está recebendo cerca de 80 mil inscrições por hora, é muita coisa, viu? Então, as inscrições estão sendo feitas exclusivamente pelo site e é bom o estudante ficar atento, porque elas só são efetivadas depois do pagamento do boleto. O que deve ser feito até o dia 24, quarta-feira da semana que vem. A taxa é de R$82,00, mas existem três casos de isenção. Então, só para facilitar, não precisam pagar para fazer a prova os estudantes que estão terminando o Ensino Médio em escola pública, quem integra família com renda mensal de até um 1,5 salário mínimo por esse e que tenha feito todo o Ensino Médio em escola pública ou como bolsista integral em escola privada. E para terminar, quem é membro de família inscrita no Cadastro Único, como, por exemplo, as famílias que recebem o Bolsa Família. Glaucia, e nesse ano, pela primeira vez a aplicação das provas vai ser dividida em dois finais da semana, ou melhor, em dois domingos, né? Nos dias 5 e 12 de novembro. E quem ainda não fez a inscrição tem que se apressar porque o prazo só vai até 23h59 de hoje. Agora já são 19h03. Então, os estudantes têm aí menos de cinco horas para se inscreverem. E só entrar no site do Enem do endereço: www.enem.inep.gov.br/participante. E essa é a última chance mesmo, porque o Inep, o instituto que organiza o exame, já disse que o prazo não vai ser prorrogado. Então, para quem deixou para última hora, tem que correr. E é bom lembrar também que quem já se inscreveu no exame tem só até hoje para atualizar os dados de contato, trocar o município de prova, opção de língua estrangeira ou fazer qualquer outra alteração, ou seja, Glaucia e Airton, todo mundo que for fazer o Enem tem que ficar de olho. É com vocês aí no estúdio.

 

Gláucia: Obrigada, Natália.

 

"Agora, Brasil".

 

Airton: Na nossa última matéria da série que faz um balanço desse um ano do governo do Presidente Michel Temer vamos falar de saúde e educação.

 

Gláucia: As mudanças no Enem, a reforma do Ensino Médio, essas são apenas algumas das mudanças na educação.

 

Airton: É, e a saúde não fica atrás. Os casos de doenças provocadas pelo mosquito Aedes aegypti foram drasticamente reduzidos e o programa Mais Médicos foi renovado.

 

Repórter: Os aplausos são para a educação brasileira no momento em que Presidente Michel Temer sanciona a lei que reforma o Ensino Médio.

 

Presidente da República - Michel Temer: O que foi dito, redito, afirmado que é preciso modernizar a educação no país. Educação é fundamental para o país e se é fundamental nós não nos esquecemos dela.

 

Repórter: Segundo o ministro da Educação, Mendonça Filho, o Ensino Médio no país não andava bem.

 

Ministro da Educação - Mendonça Filho: São 2 milhões de jovens excluídos da educação de nível médio no Brasil de um total de 8 milhões de jovens. Um desempenho de português e matemática que é pior do que há 20 anos. Nós não podíamos, de forma alguma, estender e postergar a necessidade de mudança.

 

Repórter: Entre as principais alterações na nova lei estão a obrigatoriedade das disciplinas de língua portuguesa e matemática ao longo dos três anos, a formatação técnica profissional dentro da grade do Ensino Médio e a adoção pelas escolas do ensino integral, ampliando a carga horária de 800 para 1.400 horas de forma gradativa. O próximo passo agora será a conclusão da Base Nacional Comum Curricular. A BNCC vai definir os currículos das mais de 190 mil escolas públicas e particulares de todo o país nas áreas de linguagens, matemática, ciência da natureza e suas tecnologias e ciência humanas e sociais aplicadas. Os avanços na educação ocorreram também no Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, a partir deste ano os estudantes vão ser dois domingos seguidos para fazer as provas. Para o estudante Pedro Saliba é um alívio para quem sonha com uma vaga na universidade.

 

Estudante - Pedro Saliba: Em domingos consecutivos eu acho que vou ter um tempo para descansar para as provas e eu acho que é melhor.

 

Repórter: Mas as alterações não param por aqui. O caderno de questões e o cartão de respostas vão ser personalizados com nome e número de inscrição. No último ano também foram grandes as mudanças na área da saúde. É o que você vai acompanhar agora com a repórter Gabriela Noronha.

 

Repórter Gabriela Noronha: Em 2016 o governo tinha pela frente o desafio de gerir um dos maiores sistemas de saúde do mundo em momentos de recessão econômica. Uma das primeiras medidas foi o decreto do Presidente Michel Temer que permitiu o uso de aviões da Força Aérea Brasileira para o transporte de órgãos para transplante.

 

Presidente da República - Michel Temer: Agora os aviões da FAB garantem que esses órgãos cheguem a qualquer lugar do país. Podem verificar o noticiário e verificar quantas vidas foram salvas por esse gesto administrativo.

 

Repórter Gabriela Noronha: O ministro da Saúde, Ricardo Barros, buscou aumento de recursos e eficiência na gestão da pasta, adotou medidas como revisão de contratos, extinção de cargos comissionados e compra de medicamentos mais baratos. Um ano depois a economia para o ministério chegou a R$3 bilhões.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: O Samu, Rede Cegonha, rede de urgência e emergência, tudo à disposição da população com recursos gerados nessa economia, que basicamente se dá na compra de medicamentos.

 

Repórter Gabriela Noronha: Com mais dinheiro em caixa foram adotadas medidas mais eficazes para o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Chikungunya e Zika. Nos três primeiros meses deste ano houve uma redução de 97% nos casos de Zika e 90% nos de Dengue se comparado com o mesmo período do ano passado. E o governo pôde decretar o fim do estado de emergência pública para o vírus da Zika, como explica o secretário de Vigilância em Saúde, Adeilson Loureiro.

 

Secretário de Vigilância em Saúde - Adeilson Loureiro: Os estudos vão continuar, mas nós vamos continuar trabalhando na rotina ao combato à arbovirose.

 

Repórter Gabriela Noronha: Também podemos destacar no setor o aumento de R$10 bilhões no orçamento deste ano para o financiamento da saúde. A renovação do Mais Médicos com preferência para brasileiros e a ampliação da cobertura vacinal, só para a Campanha Nacional Contra a Gripe de 2017 foram adquiridas 60 milhões de doses para vacinar mais de 54 milhões de brasileiros. Por que é que tem que tomar vacina?

 

Entrevistada: Para não ficar com febre.

 

Entrevistada: Para não ficar doente.

 

Entrevistada: Para não resfriar, nem gripar.

 

Repórter Gabriela Noronha: O governo também aposta na informatização de todo o sistema de saúde até 2018. O prontuário eletrônico já é uma realidade para mais de 13 mil unidades básicas, beneficiando 140 milhões de brasileiros. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gláucia: Tratamentos e cirurgias de alta complexidade nos melhores hospitais de referência e tudo de graça.

 

Airton: Isso é possível graças a um convênio do Ministério da Saúde, que permite aos hospitais investir o dinheiro que pagariam em impostos, em tratamentos, pesquisa e capacitação.

 

Gláucia: O repórter José Luiz Filho explica para a gente como funciona e quais parcerias estão sendo realizadas para atender a população que depende do SUS.

 

Repórter José Luiz Filho: Aos dez anos, Júlia Lucena aguarda internada no hospital a quarta cirurgia da vida dela. A menina nasceu com uma anomalia cardíaca que a impede que viver como outras crianças da idade dela.

 

Entrevistada - Júlia: Eu não posso correr e nem brincar como uma criança normal.

 

Repórter José Luiz Filho: A mãe de Júlia, dona Margarete, se emociona ao falar do atendimento recebido pela filha desde o nascimento, no Hospital do Coração, em São Paulo. O tratamento de alta complexidade é feito todo de graça.

 

Entrevistada - Margarete: Um milagre, né? Para a gente vê que o índice é bem grande de criança cardiopata e nem todos conseguem chegar até aqui.

 

Repórter José Luiz Filho: Tratamentos para pacientes como Júlia em hospitais particulares e de referência como o HCor aqui de São Paulo contam com o apoio do Praodi, o programa do apoio ao desenvolvimento institucional do SUS, que dá à instituição a possibilidade de investir o valor de impostos que devem ser pagos ao Governo Federal em pesquisa, capacitação profissional e atendimentos ambulatorial e cirúrgico. Em oito anos o Hospital do Coração já atendeu de graça mais de 1.300 pacientes submetidos a aproximadamente 2.500 cirurgias cardíacas e mais de 11.400 atendimentos ambulatoriais. De acordo com a coordenadora da área de cardiopediatria do hospital, a médica Ieda Jatene, isso só é possível por meio do convênio com o Ministério da Saúde.

 

Coordenadora da área de cardiopediatria do hospital - Ieda Jatene: Isso nos dá possibilidade de fazer muito mais do que se nós não tivéssemos essa possibilidade com o Proad.

 

Repórter José Luiz Filho: De 2015 até o fim deste ano, graças ao Proadi-SUS, o hospital vai reverter cerca de R$120 milhões de impostos em serviços a pacientes cardíacos de alta complexidade. O Proadi-SUS será divulgado esta semana em uma feira de equipamentos e serviços hospitalares realizada na capital paulista. O ministro da Saúde Ricardo Barros visitou o pavilhão da feira, conheceu alguns stands e o espaço dedicado ao Proadi.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Nos permite ter capacidade também de fazer a gestão que queremos fazer com melhor utilização dos recursos e mais serviço para a população.

 

Repórter José Luiz Filho: Neste triênio, os hospitais que fazem parte do Proadi-SUS contaram com investimentos de R$1 bilhão e R$700 milhões. Para o próximo, segundo, Ricardo Barros, a previsão é aumentar os recursos para até R$2 bilhões. Reportagem, José Luiz Filho.

 

Airton: Já começaram os pagamentos deste mês aos beneficiários do Bolsa Família.

 

Gláucia: São R$2 bilhões e R$400 bilhões a mais para movimentar a economia do país.

 

Repórter Carolina Graziadei: A Gislaine de Carvalho é moradora de Dourados no Mato Grosso do Sul. Desempregada, ela sustenta os três filhos com que ganha fazendo alguns bicos. O Bolsa Família é que ajuda a complementar a renda e garantir o básico.

 

Moradora de Dourados - Gislaine de Carvalho: A prioridade do Bolsa Família é mais para os filhos, porque eles precisam mais, né, de roupa, calçado, eles estudam, precisam de material. É um dinheirinho a mais para ajudar eles mesmo, as crianças, né? Que eu acho que esse dinheiro não é para a gente, é para eles.

 

Repórter Carolina Graziadei: A família dela é um das 13 milhões e 313 mil que começaram a receber o benefício nesta semana. São mais de R$2 bilhões R$402 milhões que serão pagos em todo o Brasil. O ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, destaca que o reajuste concedido no benefício é apenas um dos avanços promovidos no Bolsa Família neste último ano. Fazia dois anos que o programa não tinha aumentos. O aperfeiçoamento das medidas de controle e gestão do programa são outros destaques. Elas ajudaram a excluir quem estava recebendo indevidamente e a direcionar o pagamento para quem mais precisa. Isso ajudou a zerar a fila de espera para entrar no programa. O ministro Osmar Terra destaca que todas estas medidas demonstram o fortalecimento dos programas sociais.

 

Ministro do Desenvolvimento Social e Agrário - Osmar Terra: O Bolsa Família é um instrumento de transferência de renda para ajudar aquelas famílias que mais precisam, que está sendo mantido e valorizado. O Bolsa Família tinha uma forma de controle mais demorada e com menos cruzamento de dados. Nós aumentamos as informações sobre as pessoas que estão cadastradas no Cadastro Único e no Castro do Bolsa Família, cruzamos essas informações com mais frequência, e, com isso, nós detectamos muita gente que tinha que uma renda bem maior, que não precisava absolutamente do Bolsa Família, que estava ganhando indevidamente do Bolsa Família. Com isso nós fortalecermos, usamos o recurso para aqueles que mais precisam, zeramos a fila. Então, o Bolsa Família está mais fortalecido do que nunca.

 

Repórter Carolina Graziadei: Para saber a data de pagamento as famílias devem ficar atentas ao Número de Identificação Social, o NIS, que está impresso no cartão do programa. O número final é que indica quando o beneficiário poderá sacar. Reportagem, Carolina Graziadei.

 

Gláucia: 19h15 em Brasília.

 

Airton: Está conectado?

 

Gláucia: E na hora de acessar a internet se preocupa com a segurança dos seus dados?

 

Airton: Bem, daqui a pouco vamos falar dos ataques mundiais à rede e o que você precisa saber para evitar problemas.

 

Gláucia: Pagar dívidas com desconto, quem não quer, não é mesmo?

 

Airton: Todo mundo, né, Glaucia. E até o fim deste ano agricultores familiares que moram no nordeste e no norte de Minas e Espírito Santo vão receber uma ajuda para pagar dívidas.

 

Gláucia: O benefício está sendo oferecido pelo Banco do Brasil aos agricultores dessas regiões que pagaram... que pegarem crédito pelo Pronaf, o Programa Nacional de Agricultura Familiar.

 

Airton: E a oferta é boa, o abatimento pode chegar a 95% da dívida.

 

Repórter Raquel Mariano: A falta de chuva sempre traz prejuízos para a agricultura. Foi o que aconteceu com Gilson Garcia, dono de uma pequena propriedade rural em Vista Serrana, na Paraíba. Lá ele cuidava de cinco cabeças de gado. Com a intenção de comprar mais animais o Gilson pegou um crédito no Banco do Brasil pelo Pronaf, o Programa Nacional de Agricultura Familiar, e comprou mais sete animais. No início ele chegou a ter lucro, mas a estiagem foi severa.

 

Entrevistado - Gilson Garcia: Foi na época da seca. Totalmente na época da seca. Então, a gente não conseguia mais fazer a venda desses animais, por conta que eles estavam magros demais. Aí aos poucos a gente fazia engorda e aos poucos a gente ia revendendo esse gado e pagava as dívidas que a gente tinha contraído para comprar ração, capim.

 

Repórter Raquel Mariano: Para tentar quitar o débito, Gilson procurou o Banco do Brasil para negociar a dívida. e conseguiu pagar o que devia com o desconto de 95%.

 

Entrevistado - Gilson Garcia: Eu vinha me programando para tentar fazer o pagamento por meio das parcelas. Aí quando fiquei sabendo da amortização, eu imediatamente vim aqui e quitei a dívida.

 

Repórter Raquel Mariano: Assim como o produtor da Paraíba, outros 240 mil produtores rurais também podem ter desconto na dívida pelo Pronaf, obtida pela Banco do Brasil, como explica o vice-presidente de agronegócios do Banco do Brasil, Tarcísio Hubner.

 

Vice-presidente de agronegócios do Banco do Brasil - Tarcísio Hubner: Todos que aqueles produtores que contrataram operações de até R$200 mil até 31 de dezembro de 2011. Essas operações, vencidas ou não vencidas, né, o produtor tem direito a um rebate para a liquidação.

 

Repórter Raquel Mariano: Os agricultores que queiram liquidar a dívida precisam procurar uma agência do Banco do Brasil até o dia 31 de dezembro deste ano. Os descontos variam de 20% a 95%. Reportagem, Raquel Mariano.

 

Gláucia: O Presidente Michel Temer sancionou agora há pouco o regime de recuperação fiscal para os estados e o Distrito Federal.

 

Airton: E a gente conversa agora, ao vivo, com o repórter João Pedro Neto, que está no Palácio do Planalto e traz mais informações. Boa noite, João Pedro.

 

Repórter João Pedro Neto (ao vivo): Boa noite, Airton. Boa noite, Glaucia. Boa noite aos ouvintes da Voz do Brasil. Exatamente, Airton, Glaucia, o Presidente Michel Temer sancionou sem vetos hoje a lei de socorro financeiro aos estados, que, na prática, cria o regime de recuperação fiscal dos estados e do Distrito Federal. O texto que havia sido aprovado no Senado Federal na última quarta-feira, depois de passar pela Câmara dos Deputados, estabelece que os estados com obrigações de pagamentos maiores do que a disponibilidade em caixa ou em situação de calamidade financeira, como no caso de estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, que esses estados possam suspender o pagamento da dívida com a União pelo prazo de três anos. Em contrapartida, os estados devem adotar um plano de recuperação e aprovar leis estaduais para, por exemplo, vetar a concessão de vantagens a servidores públicos, também vetar a criação de cargos ou contratação de pessoal leve a um aumento de despesas, e os estados também devem instituir um regime de previdência complementar. Isso, entre outros pontos que prevê essa lei sancionada então pelo Presidente Michel Temer. A lei, ela estabelece um prazo de três anos para duração do regime de recuperação fiscal que poderá ser prorrogado esse prazo. A sanção da lei que foi sancionada, portanto, pelo Presidente Michel Temer hoje, essa sanção deve ser publicada no Diário Oficial da União da próxima segunda-feira. Ao vivo, João Pedro Neto.

 

Gláucia: A agência de classificação de riscos Fitch Ratings manteve a nota de crédito do Brasil.

 

Airton: Essa nota é uma espécie de selo que atesta a confiança dos investidores estrangeiros no Brasil.

 

Gláucia: Ao confirmar a nota, a agência destacou a importância das reformas em andamento.

 

Airton: Em nota, o Ministério da Fazenda afirma que a avaliação da agência reforça a importância das iniciativas que visam a recuperação da economia brasileira e a construção das bases para o crescimento sustentado.

 

Gláucia: 19h20 em Brasília.

 

Airton: Você é cuidadoso quando navega na internet ou faz compras pelo computador ou celular?

 

Gláucia: É bom ficar sempre atento e tomar centavo cuidados necessários. As invasões de hackers nos sistemas é um problema mundial que deixa em alerta até mesmo as instituições do governo.

 

Repórter Nei Pereira: Um ataque cibernético que afetou mais de 300 mil computadores na semana passada em 150 países acendeu o alerta para a segurança na internet, empresas e governos foram vítimas de hackers, que introduziram programas espiões que sequestraram dados e exigiam pagamento para liberação. No Brasil não houve registro de ataques em computadores do Governo Federal, mas o Serviço Federal de Processamento de Dados, o Serpro, empresa responsável por parte da área de tecnologia da informação do governo, está em constante vigilância, é o que explica a diretora-presidente do órgão, Glória Guimarães.

 

Diretora-presidente do órgão - Glória Guimarães: Nós lidamos com dados de todos os cidadãos brasileiros. Então, nós temos aqui um grupo de resposta a ataques, né, que são aqueles grupos formados para monitorar todos os tipos de vírus que possam estar entrando na nossa rede e a gente fazer um contra-ataque desses vírus.

 

Repórter Nei Pereira: A segurança da internet deve ser uma preocupação não só de empresas e de governos, mas de toda a população. Vírus podem roubar dados de computadores pessoais ou smartphones, por exemplo. E trazer dor de cabeça para o cidadão. O professor Jorge Henrique Fernandes, da Universidade de Brasília, destaca alguns cuidados que a pessoa deve ter na hora de navegar na internet.

 

Professor da Universidade de Brasília - Jorge Henrique Fernandes: Não se deixar enganar por ofertas tentadoras que você recebe pela internet. Essas ofertas, de forma geral, te induzem a clicar em alguma coisa, a instalar algum tipo de programa. E esse programa instalado no seu computador, né? Aparentemente inofensivo, pode estar roubando as suas informações ou tornando seu computador escravo de trabalho para redes criminosas.

 

Repórter Nei Pereira: O usuário de internet deve ficar atento também às tentativas de fraudes envolvendo nomes de instituições governamentais. Neste mês Ministério do Turismo e Receita Federal alertaram sobre tentativas de fraude eletrônica envolvendo o nome das instituições e tentativas de aplicação de golpes via e-mail. Reportagem, Nei Pereira.

 

Airton: O INSS está convocando para avaliação médica todos os beneficiários que recebem o auxílio-doença e a aposentadoria por invalidez, que estão há mais de dois anos sem revisão.

 

Repórter André Luiz Gomes: O Pente-Fino é mais uma ação do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário com o objetivo de destinar recursos públicos para quem realmente precisa. Até agora não foram economizados R$2 bilhões. É dinheiro que volta para o Fundo de Previdência Social e beneficia quem sofre um acidente, pessoas que não podem trabalhar por causa de alguma doença ou invalidez. Um milhão e 700 mil pessoas deverão passar pela revisão. O médico perito Flauber Cruz é um dos responsáveis pelos exames em Campina Grande, na Paraíba. Ele conta que a maior parte das perícias está mostrando que as pessoas já estão aptas para retornar ao trabalho. Há curiosos que evidenciam a falta de controle que havia no pagamento do benefício, como do trabalhador que recebia auxílio-doença há oito anos, depois de conseguir o benefício na justiça, mas não sabia a doença que possuía. Ele havia alegado que sentia um cansaço quando trabalhava ao sol. Para o médico, este é um dos exemplos de pagamento indevido.

 

Médico perito - Flauber Cruz: Se traduz injustiça social, porque enquanto o segurado jovem em plena capacidade de trabalhar vinha recebendo um benefício indevido, quantos outros estão aí fora do mercado de trabalho por alguma doença, por algum grau de deficiência.

 

Repórter André Luiz Gomes: A estimativa do Governo Federal é que as revisões do auxílio-doença e da aposentadoria por invalidez gerem uma economia de R$10 bilhões para os cofres públicos. Reportagem, André Luiz Gomes.

 

Gláucia: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Airton: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite e um bom fim de semana.

 

Gláucia: Boa noite para você e até segunda.

 

"Brasil, ordem e progresso".