19 DE JULHO DE 2017

Destaques da Voz do Brasil: Estudo faz raio-x do setor de hotéis, pousadas e albergues do país. Número de vagas cresce 15%, impulsionado pela Copa do Mundo e Olimpíadas. Recuperação econômica faz arrecadação federal com impostos e contribuições crescer no primeiro semestre deste ano e chegar a mais de R$ 648 bilhões.

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Transcrição


A VOZ DO BRASIL - 19/07/2017

 

 

Apresentador Nazi Brum: Em Brasília, 19h00.

 

Apresentadora Gláucia Gomes: Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje.

 

Nazi: Boa noite.

 

Gláucia: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Nazi: Quarta-feira, 19 de julho de 2017.

 

Gláucia: E vamos ao destaque do dia: estudo faz raio-x do setor de hotéis, pousadas e albergues do país.

 

Nazi: Número de vagas cresce 15%, impulsionado pela Copa do Mundo e as Olimpíadas. Natália Mello.

 

Repórter Natália Mello: O Brasil conta hoje com um milhão de unidades habitacional como suítes, quartos e chalés, que podem hospedar mais de dois milhões de pessoas ao mesmo tempo.

 

Gláucia: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje...

 

Nazi: Retomada da atividade industrial e aumento do consumo. Recuperação econômica faz arrecadação federal com impostos e contribuições crescer nos primeiros seis meses deste ano e chegar a mais de R$ 648 bilhões. José Luiz Filho.

 

Repórter José Luiz Filho: De acordo com a Receita Federal, ao analisarmos apenas o mês de junho, a arrecadação federal teve crescimento de 3%, já descontada a inflação, o que indica uma retomada das atividades econômicas.

 

Gláucia: E o Brasil cedia mais um encontro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. A gente fala sobre o assunto com o ministro das Relações Exteriores.

 

Nazi: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gláucia Gomes e Nazi Brum.

 

Gláucia: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nazi: Viajar, quem é que não gosta? Seja a trabalho ou para passeio, viajar sempre é bom.

 

Gláucia: E o lugar para ficar é o que não falta. Pesquisa do IBGE e do Ministério do Turismo mostra que o Brasil tem uma oferta de mais de 31 mil hospedagens.

 

Nazi: E pode acomodar ao mesmo tempo 2,4 milhões de turistas.

 

Gláucia: Impulsionado pelos dois megaeventos, Copa do Mundo e Olimpíada, o setor cresceu em todo o país.

 

Repórter Natália Mello: Juan Romero é diretor de um pequeno hotel na zona sul do Rio de Janeiro. Graças aos eventos esportivos dos últimos anos na cidade, o estabelecimento ganhou uma boa repaginada.

 

Diretor de Hotel - Juan Romero: Com esse boom que o Rio teve em 2007, né, de Copa do Mundo e Olimpíadas, e a grande demanda de turismo, né, a gente resolveu realmente dar uma melhorada mantendo a fachada, que é um hotel tombado, é um hotel preservado, então a gente manteve a fachada e reformulou tudo por dentro, tanto a equipe quanto os quartos.

 

Repórter Natália Mello: E com os jogos não vieram somente melhorias na rede hoteleira. Entre 2011 e 2016, o número de opções no setor aumentou 15% em todo o país. De acordo com a pesquisa de serviços de hospedagem do IBGE, em 2016 o Brasil passou a ter mais de 31 mil hospedagens como hotéis, pousadas e albergues. O estudo mostrou a capacidade de hospedagem do país, segundo o gerente de pesquisa do IBGE, Luiz Ribeiro Paixão.

 

Gerente de Pesquisa do IBGE - Luiz Ribeiro Paixão: Ela é um subsídio para as novas políticas. Se pode saber ao certo quantos estabelecimentos de fato são de hospedagem.

 

Repórter Natália Mello: Após o crescimento impulsionado pelos jogos esportivos, o Brasil conta hoje com milhão de unidades habitacionais como suítes, quartos e chalés, que podem hospedar mais de dois milhões de pessoas ao mesmo tempo. Segundo a coordenadora de Informações Gerenciais do Ministério do Turismo, Gilci Batistus, a pesquisa ajuda a identificar as regiões que precisam de qualificação e criar políticas na área.

 

Coordenadora de Informações Gerenciais do Ministério do Turismo - Gilci Batistus: Hoje o Ministério do Turismo tem condições, por exemplo, de colocar cursos de qualificação, camareira, barman ou para os hotéis, recepcionistas, e se é um destino turístico internacional, que tem um número de turistas internacionais, também oferecer cursos talvez de idiomas.

 

Repórter Natália Mello: Predominam no Brasil os hotéis de pequeno porte como o de Juan, que tem menos de 50 quartos. Ele acredita que os viajantes têm muito a ganhar com esse tipo de hospedagem.

 

Diretor de Hotel - Juan Romero: A maioria dos nossos clientes gosta muito de ser um hotel familiar. Então, tenta fazer tudo para o bem-estar do nosso cliente.

 

Repórter Natália Mello: A maior parte da rede hoteleira nacional está na região Sudeste, com mais de 41% dos estabelecimentos do país. Reportagem, Natália Mello.

 

Nazi: Representantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, grupo formado pelos nove países que têm o português como idioma oficial, vão se reunir amanhã aqui em Brasília.

 

Gláucia: No encontro, ministros dos negócios estrangeiros e relações exteriores dos países vão discutir formas de implementar a Agenda 2030 das Nações Unidas, que propõe metas de desenvolvimento sustentável como o combate à fome e à miséria no mundo.

 

Repórter João Pedro Neto: Representantes das nações da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, a CPLP, já começaram a chegar ao Brasil para a reunião do Conselho de Ministros da Comunidade, que será nesta quintafeira em Brasília. Alguns desses representantes se reuniram nesta quartafeira com o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes. São encontros bilaterais e na pauta temas de interesse nas relações e a cooperação entre os países. Na reunião desta quintafeira os chanceleres vão discutir a implementação nos países de língua portuguesa da Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável, tema definido para o período até 2018, em que o Brasil ocupa a presidência de turno do grupo. Os chanceleres devem ainda aprovar uma resolução sobre a nova visão estratégica da comunidade, um documento que vai listar as prioridades para orientar a ação do grupo nos próximos 10 anos. O aprofundamento da cooperação com os países observadores associados também deve ser discutido. A CPLP completou 21 anos neste mês e é um foro multilateral para aprofundamento da cooperação entre os países de língua portuguesa e entre eles e o mundo, além da valorização do idioma comum no cenário internacional. Hoje são nove estados membros. Além do Brasil, Angola, Cabo Verde, GuinéBissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e o Timor Leste. A população das nações do grupo soma aproximadamente 270 milhões de pessoas. João Pedro Neto para a Voz do Brasil.

 

Nazi: E para falar sobre este encontro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa aqui no Brasil a gente conversa agora com o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira. Boa noite, ministro. A gente ouviu agora há pouco que a reunião vai discutir como implementar os objetivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas nesses países. Como é que o Brasil pode contribuir para isso, já que possui várias políticas públicas reconhecidas nessa área?

 

Ministro das Relações Exteriores - Aloysio Nunes Ferreira: O Brasil pode contribuir para isso, em primeiro lugar, implementando e buscando cada vez maior eficiência na execução dessas políticas públicas no nosso país, não é? São políticas públicas que visam basicamente a igualdade, políticas de gênero, políticas de defesa do meio ambiente, que são compromissos que o Brasil assumiu nesse conjunto de mais de 100 países que decidiram colocar esse objetivo de ter, daqui até 2030, políticas públicas muito sintonizadas com a sustentabilidade. Então, a primeira contribuição nossa é fazer a lição de casa na nossa própria casa. Em segundo lugar, trocando experiências com outros países, os países que você citou que integram a Comunidade de Países de Língua Portuguesa. Agora mesmo está aqui no meu escritório, na minha sala ao lado, o ministro de Relações Exteriores de Portugal, com quem nós estamos conversando, e acabei de trocar uma ideia com ele sobre um projeto de cooperação entre Portugal e Brasil com Moçambique para aprimorar o cultivo de café numa determinada região de Moçambique. Então, esse é um exemplo. Nós estamos contribuindo para o desenvolvimento de uma região moçambicana mediante esforços conjuntos do Brasil e de Portugal, mobilizando as nossas universidades para aprimorar o cultivo de café num país que é um dos países da língua portuguesa e contribuindo, portanto, para a sustentabilidade do desenvolvimento desse país. Podemos trocar ideias, trocar experiências, ver como é que determinadas questões foram resolvidas por países que possam contribuir conosco dando ou fornecendo as suas experiências e viceversa. Nós podemos dizer a eles também o que é que nós estamos fazendo e o que já fizemos, o que deu certo, o que não deu tão certo, enfim, é um encontro de países que falam a mesma língua, que têm posições comuns em várias instâncias internacionais como as Nações Unidas, por exemplo, e...

 

Gláucia: Ministro?

 

Ministro das Relações Exteriores - Aloysio Nunes Ferreira: Pois não.

 

Gláucia: A comunidade conta com os chamados observadores associados, países aqui da América e de outros continentes que acompanham a discussão do grupo. De que forma essa participação pode ajudar os países de língua portuguesa?

 

Ministro das Relações Exteriores - Aloysio Nunes Ferreira: Esse é exatamente um dos temas da nossa reunião de amanhã. Nós temos 10 países que são observadores associados e um tema sobre o qual eu discuti agora há pouco com a secretária-executiva da CPLP foi como fazer com que essa observação se traduza em contribuições concretas, efetivas nesses países, aos países da língua portuguesa.

 

Nazi: Ministro, o Brasil participa nessa sextafeira da reunião de cúpula do Mercosul na Argentina, quando também recebe a presidência temporária do bloco econômico, não é? Qual a importância hoje do Mercosul para o nosso país e o que é que vai ser discutido prioritariamente nessa reunião?

 

Ministro das Relações Exteriores - Aloysio Nunes Ferreira: O Mercosul para nós é, digamos, uma aposta estratégica e não só uma contingência geográfica, são países vizinhos, mas... é... o Mercosul é hoje uma zona de livre comércio imperfeita, que precisa ser aperfeiçoada, e na gestão do presidente Temer, na gestão do presidente Macri, com o apoio também do presidente do Paraguai, do presidente do Uruguai, nós estamos eliminando as travas, os obstáculos que existem há muito tempo para que haja o livre comércio entre os nossos países. Precisamos dinamizar o comércio, facilitar os investimentos de empresas de um país no outro país, não é, eliminar burocracias e contribuir para o aprimoramento institucional do nosso continente através da democracia. Estamos também trabalhando para a aproximação do Mercosul com a União Europeia. O nosso objetivo é concluir até o final deste ano um acordo de associação com a União Europeia que vai e que pode abrir para nós, para as nossas exportações, um mercado enorme, riquíssimo. E também recebermos do lado de lá, vindo da União Europeia, investimentos e importações que vão contribuir para o desenvolvimento da nossa economia, geração de empregos, enfim, o progresso do nosso país. São dois objetivos importantes que nós estamos perseguindo nesse momento, que são objetos de negociações e estão indo muito bem. É dinamizar o Mercosul e a associação do Mercosul com a União Europeia.

 

Gláucia: Ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, obrigada pela sua participação com a gente, ao vivo, aqui na Voz do Brasil.

 

Ministro das Relações Exteriores - Aloysio Nunes Ferreira: Muito obrigado, prazer.

 

Nazi: E o Ministério das Relações Exteriores acompanha de perto a situação dos cerca de 200 brasileiros que estão presos no aeroporto de Bariloche, na Argentina, em função da nevasca que afetou a região sul do continente.

 

Gláucia: O contato com as autoridades argentinas é permanente e visa o apoio aos brasileiros retidos, em especial às famílias com crianças e menores.

 

Nazi: Está sendo estudada a viabilidade de se instalar um núcleo de apoio no aeroporto de Bariloche.

 

Gláucia: O aeroporto vem operando com as limitações impostas pelas condições climáticas, dando prioridade à segurança dos voos.

 

Nazi: Agricultores familiares das regiões Norte, Nordeste e Sul têm a oportunidade de aumentar a renda e garantir a comercialização da produção por meio do PAA, o Programa de Aquisição de Alimentos.

 

Gláucia: Estão abertas quatro chamadas públicas da modalidade Compra Institucional no valor total de R$ 5 milhões.

 

Nazi: É, e quem quiser participar tem que ficar atento aos prazos.

 

Repórter Mariana Moreira: Duas dessas chamadas beneficiam agricultores do Rio Grande do Sul. Em Santo Ângelo, o Exército vai investir R$ 2,3 milhões na compra de produtos dos pequenos agricultores. Quem quiser participar pode enviar propostas até o dia 1º de agosto. Já em Nova Santa Rita a chamada pública é do Terceiro Batalhão de Suprimentos do Exército e vai investir mais de R$ 1 milhão na aquisição dos produtos da agricultura familiar para abastecer 110 unidades militares. Interessados devem enviar propostas até 20 de julho. Um decreto do governo determina que pelo menos 30% dos alimentos adquiridos por órgãos públicos federais venham da agricultura familiar. O Ministério do Desenvolvimento Social está trabalhando para que os órgãos públicos ampliem este tipo de compra. Segundo a coordenadorageral de Aquisição e Distribuição de Alimentos do Ministério do Desenvolvimento Social, Ethel Santos, esse investimento na agricultura familiar movimenta o mercado local e estimula o crescimento econômico.

 

coordenadoraGeral de Aquisição e Distribuição de Alimentos do Ministério do Desenvolvimento Social - Ethel Santos: Esse recurso naquela região onde ele está fomenta a economia local, que a gente já sabe que cada recurso investido na agricultura familiar, ele vai voltando e alimentando toda uma cadeia de produção, de suprimentos também naquele território.

 

Repórter Mariana Moreira: No Amazonas é a Marinha quem vai comprar dos pequenos agricultores. As propostas podem ser enviadas até dia 24 de julho. O Centro de Intendência da Marinha, localizado em Manaus, vai adquirir legumes, verduras, frutas em poupa e in natura. Já em Pernambuco, a produção dos agricultores familiares vai direto para a merenda dos alunos do Instituto Federal do Sertão Pernambucano em Petrolina. A chamada prevê um investimento de R$ 677 mil. Para saber mais sobre as chamadas públicas abertas em todo o país é só acessar o portal www.comprasagriculturafamiliar.gov.br. Reportagem, Mariana Moreira.

 

Gláucia: 19hs16min, em Brasília.

 

Nazi: A arrecadação federal com impostos e contribuições cresce nos primeiros seis meses do ano e chega a mais de R$ 648 bilhões.

 

Gláucia: Daqui a pouco a gente explica os motivos para este resultado.

 

Nazi: Uma parceria assinada hoje pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, com autoridades dos Estados Unidos, pode tornar mais eficiente o combate à violência aqui no Brasil.

 

Gláucia: O ministro está em Washington, capital norteamericana, onde busca reforço de tecnologia para a segurança pública.

 

Repórter Paola De Orte: O acordo de cooperação assinado em Washington entre o Ministério da Justiça e a ATF, agência dos Estados Unidos responsável pelo combate ao tráfico de armamentos e explosivos, prevê o rastreamento de armas roubadas que entram no Brasil. Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, essa iniciativa pode melhorar o combate ao crime e à violência no Brasil.

 

Ministro da Justiça e Segurança Pública - Torquato Jardim: Com a pacificação da Colômbia, armas pesadíssimas roubadas nos Estados Unidos começam a entrar no Brasil, e pela lei americana eles têm obrigação de acompanhar esse roubo e tentar encontrar essa arma onde estiver no mundo, daí esse uso de tecnologia. Mas faz parte do objetivo maior da viagem que é que buscar tecnologia no âmbito de segurança pública.

 

Repórter Paola De Orte: O ministro deve se reunir ainda com o Secretário de Justiça dos Estados Unidos, Jeff Sessions, e com o Departamento de Estado NorteAmericano. O objetivo desses encontros é buscar soluções para ampliar a eficiência nas ações de segurança pública. Torquato Jardim também vai propor ao secretáriogeral da Organização dos Estados Americanos, Luis Almagro, a integração do trabalho entre forças de segurança dos países que têm fronteira com o Brasil.

 

Ministro da Justiça e Segurança Pública - Torquato Jardim: Nós vamos fazer o convite para que os países membros mandem seus agentes de segurança, policiais especializados em antidroga e antiarma para estudar no Brasil e fazer esse treinamento na Academia da Polícia Federal, que tem uma academia fantasticamente bem instalada, que é reconhecidamente competente, para que haja essa união de treinamento e mão de obra comum para esse combate contra toda a violência que preocupam os nossos países vizinhos e o nosso próprio país.

 

Repórter Paola De Orte: Na viagem aos Estados Unidos, além de buscar intercâmbio de tecnologia para reforçar as ações de segurança pública no Brasil, o ministro Torquato Jardim também deve participar de reunião para tratar do tema refugiados na Organização das Nações Unidas em Nova Iorque. De Washington, nos Estados Unidos, Paola De Orte.

 

Nazi: Simplificar a vida das pessoas com um atendimento mais rápido nos serviços prestados pelo governo federal.

 

Gláucia: Essa é a ideia do decreto que determina várias medidas que vão facilitar o dia a dia de quem precisar de atendimento nos órgãos públicos.

 

Repórter Huab Kalil: Conhecido como Decreto da Cidadania, o documento assinado pelo presidente Michel Temer. Entre os objetivos, simplifica a entrega de documentos nos órgãos públicos federais emitidos por instituições oficiais de todo o país sem a obrigatoriedade de autenticar ou reconhecer firma. O chefe de gabinete da OuvidoriaGeral da ControladoriaGeral da União, CGU, Marcos Lindenmayer, explica que a medida vai facilitar a vida do cidadão.

 

Chefe de Gabinete da OuvidoriaGeral da ControladoriaGeral da União - Marcos Lindenmayer: A ideia é que de agora em diante o cidadão, por exemplo, quando ele vá se endereçar à administração pública solicitando um serviço, a administração não faça várias vezes a mesma requisição no mesmo documento.

 

Repórter Huab Kalil: A dispensa de autenticação e reconhecimento de firma foi decidida pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão. Pelo decreto, o trabalho de conferir o documento apresentado pelo cidadão será do próprio servidor público, como explica o ministrochefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.

 

MinistroChefe da Casa Civil - Eliseu Padilha: As firmas dos requerentes, dos postulantes, não precisam mais ser reconhecidas. Pode ser conferida a assinatura pelo próprio servidor. Os documentos não precisam mais ser autenticados. À vista do original o próprio servidor diz que confere com o original e tem a tramitação. Com isso nós temos rapidez, simplificação e fazendo o Brasil ficar mais leve.

 

Repórter Huab Kalil: De acordo com o decreto, os órgãos devem ainda divulgar a carta de serviços ao usuário com informações precisas sobre cada um dos serviços prestados. O cidadão poderá ainda solicitar mudanças que facilitem o acesso à qualidade e à execução dos serviços prestados diretamente às ouvidorias dos órgãos públicos. Para Salomão Barros, dono de uma banca de revista e lanchonete no centro de Brasília, a simplificação vai facilitar muito a vida das pequenas empresas.

 

Dono de Banca de Revista e Lanchonete - Salomão Barros: O tempo também, né? Pessoas comuns também, o tempo dela, já vai fazer outras coisas, né? Vai ser ótimo.

 

Repórter Huab Kalil: O decreto regulamentou parte da lei sancionada no mês passado pelo presidente Michel Temer sobre os direitos básicos dos usuários dos serviços públicos. Entre as normas, igualdade no tratamento sem qualquer tipo de discriminação, atendimento por ordem de chegada, além da aplicação de soluções tecnológicas para simplificar os processos e procedimentos. Reportagem, Huab Kalil.

 

Gláucia: 19hs21min, em Brasília.

 

Nazi: A arrecadação federal subiu na primeira metade do ano. Dados da Receita Federal divulgados hoje mostram que o crescimento foi de quase 0,8% em relação ao primeiro semestre do ano passado.

 

Gláucia: Isso significa que a atividade econômica está sendo retomada, com alta na produção industrial e aumento no consumo das pessoas.

 

Repórter José Luiz Filho: Em números absolutos, o total arrecadado passa dos R$ 648,5 bilhões no primeiro semestre do ano. A receita com os royalties do petróleo foi a principal responsável pelo bom desempenho da arrecadação neste período, com avanço real de mais de 50%, impulsionado pela alta do preço do produto no mercado internacional. Isso compensou as perdas registradas na arrecadação de impostos e contribuições, que teve queda de 0,2%. De acordo com a Receita Federal, ao analisarmos apenas o mês de junho, a arrecadação federal teve crescimento de 3%, já descontada a inflação, o que indica uma retomada das atividades econômicas. É o que comenta o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malachias.

 

Chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal - Claudemir Malachias: A atividade industrial demonstrou uma recuperação forte, significativa nesse mês em relação ao mesmo mês do ano passado. A demanda, não é, o consumo também apresentou um forte aquecimento e isso refletiu na arrecadação não só dos impostos que incidem sobre a produção adicional, mas também sobre os impostos sobre o consumo.

 

Repórter José Luiz Filho: Este também foi o melhor mês de junho desde 2015, com arrecadação de mais de R$ 104 bilhões. Setores como o comércio atacadista, fabricação de veículos ou de equipamentos de informática, os produtos têxteis e produtos alimentícios foram os principais responsáveis pelo crescimento da arrecadação em junho, em comparação com o mesmo mês de 2016. A evolução das receitas é fundamental para que o governo atinja a meta fiscal fixada este ano em um saldo negativo de R$ 139 bilhões. Reportagem, José Luiz Filho.

 

Nazi: A emissão de passaportes deve ser retomada nos próximos dias. Hoje o presidente Michel Temer sancionou o projeto que destina R$ 102,3 milhões para a Polícia Federal normalizar o serviço.

 

Gláucia: Para não descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal com a criação de uma despesa sem previsão de receita, os recursos vão ser retirados de contribuições voluntárias que o Brasil faria à ONU.

 

Nazi: No fim de junho, a Polícia Federal suspendeu a emissão de passaportes convencionais, aqueles que têm validade de 10 anos, por falta de recursos.

 

Gláucia: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Nazi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gláucia: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nazi: Fique agora com o Minuto do TCU e, em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Gláucia: Boa noite para você e até amanhã.