19 DE SETEMBRO DE 2017

Destaques da Voz do Brasil: Mais de 190 países reunidos e presidente Michel Temer abre Assembleia Geral da ONU. Temer destaca queda do desmatamento na Amazônia. Apresenta avanços na economia do país, com o fim da recessão e geração empregos. O presidente também defendeu maior abertura de mercados em todo o mundo. E reafirmou posição do Brasil para a proibição de armas nucleares, condenando recentes testes pela Coreia do Norte.

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Transcrição


Voz do Brasil - 19.09.2017

 

Apresentador Luciano Seixas: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Alessandra Bastos: Boa noite.

 

Luciano: Boa noite pra você que nos acompanha em todo o país.

 

Alessandra: Terça-feira, 19 de setembro de 2017.

 

Luciano: E vamos ao destaque do dia. Mais de 190 países reunidos e presidente Michel Temer abre Assembleia Geral da ONU.

 

Alessandra: Temer destaca queda do desmatamento na Amazônia.

 

Luciano: E apresenta avanços na economia do país, com o fim da recessão e geração de empregos.

 

Presidente Michel Temer: O novo Brasil que está surgindo das reformas é um país mais aberto ao mundo.

 

Alessandra: O presidente também defendeu maior abertura de mercados em todo o mundo.

 

Luciano: E reafirmou posição do Brasil para proibição de armas nucleares, condenando recentes testes pela Coreia do Norte.

 

Presidente Michel Temer: É urgente definir encaminhamento pacífico para a situação, cujas consequências são imponderáveis.

 

Alessandra: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Luciano: Brasil atinge meta de redução de gases que destroem a camada de ozônio.

 

Alessandra: E fomos ao Tocantins acompanhar anúncio de ajuda do governo para combate às queimadas.

 

Luciano: Hoje na apresentação, Alessandra Bastos e Luciano Seixas.

 

Alessandra: E pra assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Luciano: O presidente da República, Michel Temer, discursou hoje para líderes mundiais na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas.

 

Alessandra: O presidente falou sobre temas centrais para a agenda internacional, como meio ambiente, desenvolvimento, paz e segurança.

 

Luciano: E disse que o Brasil já apresenta resultados positivos no combate à crise econômica e na implementação de ações para o combate ao desmatamento e desenvolvimento sustentável.

 

Alessandra: A repórter Paola de Orte, que está em Nova Iorque, acompanhou o discurso e tem os detalhes.

 

Repórter Paola de Orte: O presidente Michel Temer reafirmou o compromisso do Brasil com o desenvolvimento sustentável e com a Agenda 2030. Segundo ele, o país procura contribuir para os objetivos do desenvolvimento sustentável em todas as frentes. Temer afirmou que o Brasil continua empenhado no combate à mudança do clima e na defesa do Acordo de Paris, que estabelece metas para a redução dos gases de efeito estufa. O presidente lembrou que a energia de fontes não poluentes representa quase metade da matriz energética brasileira. Michel Temer destacou dados que mostram a diminuição do desmatamento na Amazônia.

 

Presidente Michel Temer: O desmatamento é questão que nos preocupa, especialmente na Amazônia. Nessa questão, temos concentrado atenção e recursos. Pois trago a boa notícia de que os primeiros dados disponíveis para o último ano já indicam a diminuição de mais de 20% do desmatamento naquela região. Retomamos o bom caminho, e nesse caminho persistiremos.

 

Repórter Paola de Orte: A economia brasileira também foi assunto do discurso do presidente. Temer afirmou que as reformas promovidas pelo governo para combater a crise vão fazer do Brasil um país mais aberto.

 

Presidente Michel Temer: O Brasil atravessa momento de transformações decisivas. Com reformas estruturais, estamos superando uma crise econômica sem precedentes. Estamos resgatando o equilíbrio fiscal e, com ele, a credibilidade da economia. Voltamos a gerar empregos, recobramos a capacidade do estado de levar adiante políticas sociais, indispensáveis em um país como o nosso. Aprendemos e estamos aplicando na prática esta regra elementar: sem responsabilidade fiscal, a responsabilidade social não passa de discurso vazio. O novo Brasil que está surgindo das reformas é um país mais aberto ao mundo.

 

Repórter Paola de Orte: Michel Temer defendeu a abertura dos mercados como forma de fazer frente a crises econômicas.

 

Presidente Michel Temer: Não acreditamos no protecionismo como saída para as dificuldades econômicas. Dificuldades que demandam respostas efetivas para as causas profundas da exclusão social. A busca do desenvolvimento, em todas as suas dimensões, deve nortear nossa ação coletiva.

 

Repórter Paola de Orte: O presidente da República também tratou de temas de paz e segurança. Ele defendeu a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas e condenou o programa nuclear na Coreia do Norte, que vem fazendo testes com mísseis atômicos. Temer também destacou a assinatura pelo Brasil do tratado para proibição de armas nucleares, que será feita nesta quarta-feira.

 

Presidente Michel Temer: Será um momento histórico. Reiteramos nosso chamado a que as potências nucleares assumam compromissos adicionais de desarmamento. O Brasil manifesta-se com autoridade de quem, dominando a tecnologia nuclear, abriu mão, voluntariamente, de possuir armas nucleares. O Brasil pronuncia-se com a autoridade de um país cuja própria Constituição veda o uso da tecnologia nuclear para fins não pacíficos.

 

Repórter Paola de Orte: Temer também defendeu a união dos países no combate ao terrorismo e a crimes transnacionais, como tráfico de pessoas, de armas e de drogas. De Nova Iorque, nos Estados Unidos, Paola de Orte.

 

Luciano: E o presidente Michel Temer também teve hoje uma série de reuniões bilaterais em Nova Iorque.

 

Alessandra: O primeiro encontro do dia foi com o presidente do Egito.

 

Luciano: A correspondente Paola de Orte acompanha a viagem e conversa com a gente ao vivo. Boa noite, Paola. O que foi discutido nessas reuniões?

 

Repórter Paola de Orte (ao vivo): Boa noite, Luciano. Boa noite, Alessandra. O Egito quer ser a porta de entrada comercial do Brasil para a África e Oriente Médio. A afirmação foi do presidente egípcio Abdul Al-Sisi, e foi publicada pelo presidente Temer em redes sociais. Ele elogiou as reformas promovidas pelo governo brasileiro e discutiu com Temer a possibilidade de a Embraer vender aviões para o Egito. No encontro com o secretário-geral da ONU, António Guterres, ele destacou o fato de o Brasil ser um país pacífico no âmbito internacional e disse que a capacidade de diálogo do Brasil ajuda a solucionar questões diplomáticas em alinhamento com a Organização. Temer também se reuniu com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e fez um convite formal para que ele visite o Brasil. O presidente Michel Temer também apresentou ao presidente... Ao primeiro-ministro, me desculpe, israelense, Benjamin Netanyahu, o Programa de Parcerias de Investimentos brasileiro. E nesse momento, o presidente está reunido com líderes da CPLP, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Ao vivo, de Nova Iorque, nos Estados Unidos, para a Voz do Brasil, Paola de Orte.

 

Alessandra: Outro tema da agenda do presidente Michel Temer na viagem aos Estados Unidos é a situação da Venezuela.

 

Luciano: Ontem, Temer participou de um jantar com o presidente norte-americano, Donald Trump, e com os presidentes da Colômbia e do Panamá, países que têm recebido cada vez mais refugiados venezuelanos.

 

Alessandra: Só no Brasil, de acordo com o presidente Temer, são mais de 30 mil venezuelanos refugiados.

 

Presidente Michel Temer: E coincidência absoluta das posições de todos os participantes do jantar, sob dois ângulos: um ângulo humanitário, que é a questão com o povo venezuelano. Aliás, o Brasil tem feito o possível para ajudar humanitariamente. Nós acabamos mandando remédios, medicamentos lá para a Venezuela. E, de outro lado, a questão política, que é uma questão que cabe ao povo venezuelano. Mas, evidentemente, na opinião de todos os participantes do jantar, é preciso que logo haja uma solução democrática na Venezuela.

 

Luciano: E na preservação do meio ambiente, o Brasil atingiu o compromisso de reduzir em 35% a emissão de gases hidroclorofluorcarbonos, três anos antes do prazo.

 

Alessandra: Esses gases, usados em geladeiras, ar-condicionado e espumas de colchão, destroem a camada de ozônio, uma proteção natural da Terra contra os raios ultravioleta.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Câncer de Pele, catarata, diminuição da imunidade. Além de todos esses problemas para a população, a emissão dos chamados gases HCFCs ainda pode prejudicar o desenvolvimento de peixes e outros animais marinhos, além de destruir a camada de ozônio, que protege a Terra das radiações solares. Pensando em tudo isso, um grupo de países assinou, 30 anos atrás, um acordo para controlar a emissão dessas substâncias destruidoras do ozônio. Em 2007, uma atualização desse acordo firmou um prazo para reduzir o uso desses gases pelas indústrias. É o que explica Everton Lucero, secretário de Mudança do Clima e Florestas, do Ministério do Meio Ambiente.

 

Secretário de Mudança do Clima e Florestas - Everton Lucero: A meta é reduzir o consumo, então nós tivemos que articular um plano nacional de substituição, que foi implementado em parceria com setores industriais, para que houvesse alternativa, que esses setores continuassem, enfim, atualizassem as suas plantas industriais, de modo a continuar produzindo, sem o consumo desses gases.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: E o Brasil saiu na frente. Três anos antes do prazo estipulado, o país praticamente já atingiu a meta de redução de 35% na emissão dos HCFCs. Esses gases não são produzidos aqui, mas são importados e usados na fabricação de espumas, volantes de carro, ar-condicionado e geladeiras. Para o professor de ecologia da Universidade de Brasília, Carlos Augusto Klink, o acordo entre os países para redução desses gases é um caso de sucesso. Um exemplo disso é que, pela primeira vez desde o início das medições, em 1980, houve uma redução no buraco da camada de ozônio. Ele acredita que o Brasil está no rumo certo nas questões ambientais e garante que o esforço conjunto da sociedade, governo e iniciativa privada são essenciais.

 

Professor de ecologia - Carlos Augusto Klink: As políticas públicas na área ambiental, elas se constroem muito, no Brasil e em outras partes do mundo, com a participação da sociedade civil. Buscar transparência, buscar conhecimento, fazer a cobrança dos seus parlamentares, participar dos debates públicos. Quando estiver olhando, assim, entrar num supermercado, você está prestando atenção nesse tipo de problema? Está tendo vazamento do seu sistema de refrigeração? E assim, as pessoas se sentem participando.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: O acordo conta com a participação de 197 países. Todos os anos, as metas são revisadas e atualizadas. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Luciano: E quando o assunto é preservação, as queimadas são preocupação constante nessa época do ano.

 

Alessandra: Além de afetar o meio ambiente, também estão causando sérios problemas a moradores do estado de Tocantins. Por lá, algumas regiões já não veem chuvas há quatro meses.

 

Luciano: E pra ajudar no combate ao fogo, o Governo Federal vai atuar em conjunto com o poder local. O ministro substituto do Meio Ambiente fez um sobrevoo no estado hoje e anunciou ajuda.

 

Repórter João Pedro Neto: Uma combinação conhecida: seca, ventos e muito calor, que, juntos, provocam cenas que se repetem sempre nessa época do ano, em várias regiões do país, os incêndios florestais. O Tocantins é um dos estados mais afetados. São quase 17 mil focos neste ano, metade só no mês de setembro. E pra ajudar neste combate, o Governo Federal reforçou as ações na região. O ministro substituto do Meio Ambiente, Marcelo Cruz, assinou nesta terça-feira um protocolo pra integrar as ações entre órgãos estaduais e federais e fortalecer o combate às queimadas no Tocantins.

 

Ministro substituto do Meio Ambiente - Marcelo Cruz: Nós estamos investindo cerca de R$ 4 milhões entre disponibilização de helicópteros, veículos, diárias, mas principalmente, né, governadora, na expertise. Eu acho que o importante é a gente agregar inteligência a esse processo.

 

Repórter João Pedro Neto: A assinatura foi feita na cidade de Ponte Alta, no Tocantins, conhecida como Portal do Jalapão, por ser uma das entradas pra esse parque nacional. Nessa região, já são mais de 120 dias sem chuvas e as queimadas têm castigado o meio ambiente e os moradores. O diretor de Proteção Ambiental do órgão, Luciano Evaristo, destacou a importância da integração com o governo estadual nessa força-tarefa.

 

Diretor de Proteção Ambiental - Luciano Evaristo: Na hora que o CO2 chega na atmosfera e causa o aquecimento global, não interessa se o CO2 é federal, estadual ou municipal, porque ele vai atingir o clima. E atingindo o clima, ele vai esquentar o planeta. E esquentando o planeta, ele vai parar com a chuva. Parando com a chuva, ele vai prejudicar a agricultura, vai prejudicar o desenvolvimento.

 

Repórter João Pedro Neto: A governadora em exercício do Tocantins, Cláudia Lelis, disse que o apoio vem em momento crítico e falou sobre a estratégia pra combater as queimadas.

 

Governadora em exercício do Tocantins - Cláudia Lelis: Temos também o objetivo da preservação, do cuidado de todas as APAs do Naturatins, aqui a área do Jalapão, do Cantão, especialmente a Ilha do Bananal.

 

Repórter João Pedro Neto: Além de assinar o protocolo pra integração das ações, o ministro substituto do Meio Ambiente, Marcelo Cruz, acompanhou um detalhamento sobre a situação dos incêndios no Tocantins e sobrevoou a região da Serra do Lajeado, na capital, Palmas, onde as queimadas avançam. De Ponte Alta, no Tocantins, João Pedro Neto para a Voz do Brasil.

 

Alessandra: 19h14 em Brasília.

 

Luciano: Dezesseis mil postos de saúde do país já estão informatizados.

 

Alessandra: Daqui a pouco vamos fazer um balanço da digitalização e dos benefícios à população que depende do SUS.

 

"Defesa do Brasil! Defesa do Brasil! Defesa do Brasil!".

 

Luciano: A qualidade operacional dos militares das Forças Armadas do Brasil é reconhecida no mundo inteiro.

 

Alessandra: Tanto é, Luciano, que o Brasil mal encerrou sua participação na missão de paz da ONU no Haiti e já vem sendo cotado pra assumir novas missões humanitárias ao redor do mundo.

 

Luciano: E pra atingir essa excelência, o Ministério da Defesa realiza uma série de atividades e exercícios conjuntos. Vamos saber mais na reportagem de Marina Melo.

 

Repórter Marina Melo: Pronta resposta, capacidade de mobilizar meios como veículos e pessoas, com habilidade para montar até um hospital de campanha em poucas horas e no meio de uma floresta. Essas características das Forças Armadas fazem com que elas estejam tão presentes no nosso dia a dia. Para ter sempre essa capacidade de mobilização, todo ano, os militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica participam de uma série de treinamentos, que buscam criar situações simuladas para testar suas capacidades de resposta. Nos próximos dias, a Academia Militar das Agulhas negras, localizada em Rezende, no Rio de Janeiro, será palco do Exercício Felino 2017, que vai reunir militares de Forças Armadas de outros oito países de língua portuguesa. O chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, Almirante Ademir Sobrinho, explica o objetivo da atividade.

 

Chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas - Almirante Ademir Sobrinho: O exercício procura uma integração maior com esses países, uma ajuda nesses países, na experiência que nós temos, Brasil e Portugal, na parte de planejamento, principalmente, pra operações de paz, e pra ajuda humanitária. E também procuramos, nessa época, mostrar nossas capacidades e os nossos produtos de defesa para esses países.

 

Repórter Marina Melo: O chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas afirma que essa capacidade de pronta resposta é extremamente importante na atividade militar.

 

Chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas - Almirante Ademir Sobrinho: As Forças Armadas têm por tradição uma continuidade nos seus trabalhos. E elas têm, não só uma capacidade muito grande de planejamento, todos os oficiais passam por cursos onde aprendem a planejar, as metodologias de planejamento, como também uma capacidade muito grande de mobilização, encerrar meios para uma determinada finalidade. Por isso que as Forças Armadas são tão empregadas fora da sua atividade principal, por causa dessa capacidade, não só de planejamento, como também de mobilização.

 

Repórter Marina Melo: Além de Brasil e Portugal, países como Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique também participam da atividade, que busca integrar as nações para ações conjuntas voltadas a operações de apoio à paz e de ajuda humanitária. Reportagem, Marina Melo.

 

Alessandra: O Ministério das Relações Exteriores acaba de divulgar informações sobre o novo terremoto que atingiu hoje o México, deixando mortos, derrubando prédios e causando incêndios.

 

Luciano: Vamos ao vivo ao Palácio do Planalto, com o repórter Paulo La Salvia, que tem as informações. Boa noite, Paulo.

 

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Boa noite. O Itamaraty já confirmou, em nota, que, até agora, não existem registros de brasileiros entre as vítimas. Mas o governo continuará acompanhando a situação por meio do Consulado Geral do Brasil no México e por meio da Divisão de Assistência Consular em Brasília. Para mais informações, os interessados podem consultar o e-mail dac@itamaraty.gov.br e o telefone +55 61 9 81972229 para ligações no exterior. Pelas redes sociais, o presidente Michel Temer manifestou tristeza ao tomar conhecimento de mais um forte terremoto no México e disse que o Brasil está ao lado do povo mexicano nesta hora tão difícil. O terremoto, de 7,1 graus na escala Richter, atingiu três estados mexicanos, incluindo a capital, a Cidade do México. Já foram confirmadas as mortes de 53 pessoas, além de incêndios e pessoas presas em escombros. Vinte e nove prédios também caíram na capital mexicana, onde os voos no Aeroporto Internacional Benito Juarez ficaram suspensos durante boa parte da tarde e foram retomados há cerca de meia hora. De Brasília, Paulo La Salvia.

 

Alessandra: O Brasil é hoje o principal produtor mundial da vacina de febre amarela.

 

Luciano: E essa produção é feita em um laboratório público da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro.

 

Alessandra: Isso é importante porque o país não fica dependente do mercado internacional e assim consegue baratear o medicamento. E quanto mais barato, mais acesso a população tem.

 

Luciano: E parte desse desenvolvimento na área de remédios é feito por um programa de parcerias para o desenvolvimento produtivo na saúde, que foi tema de um seminário realizado hoje no Rio de Janeiro.

 

Repórter Natália Melo: Pessoas que sofrem com HIV, diabetes, Parkinson, entre outras doenças, podem contar com medicamentos fornecidos pelo Sistema Único de Saúde. Muitos deles estão disponíveis graças à autonomia da produção local, garantida pelas parcerias firmadas entre laboratórios públicos e privados. O Farmanguinhos, por exemplo, da Fundação Oswaldo Cruz, do Ministério da Saúde, produz mais de um bilhão de medicamentos por ano, distribuídos à população brasileira pelo SUS. E o programa de parcerias para o desenvolvimento produtivo na saúde, do Governo Federal, existe desde 2008, para incentivar a produção nacional de medicamentos e a transferência de tecnologia para os laboratórios públicos, por meio dessas parcerias. Para a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, além de economia o programa gera autonomia para o país.

 

Presidente da Fiocruz - Nísia Trindade: O exemplo da febre amarela é eloquente. Se nós não tivéssemos essa produção em Bio-Manguinhos, da Fiocruz, todos os surtos que aconteceram teriam uma gravidade muito maior e também nosso apoio a países, como o caso de países africanos, né, que sofreram, em 2015, com surtos de febre amarela importantes, não poderiam ter essa proteção, né? O Brasil, através da Fiocruz, de Bio-Manguinhos, é o principal produtor mundial da vacina de febre amarela.

 

Repórter Natália Melo: Atualmente, o Brasil tem 80 parcerias vigentes, envolvendo 18 laboratórios públicos e 43 privados. Com os convênios, a expectativa é de uma economia de mais de R$ 5 bilhões para a saúde pública. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, destaca os benefícios do programa.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Internalizar no Brasil conhecimento e desenvolvimento desses novos produtos. Os técnicos, pesquisadores, dos laboratórios oficiais brasileiros, públicos, aprendem essa tecnologia, produzem aqui a um custo no mínimo 30% mais barato do que o mercado internacional.

 

Repórter Natália Melo: Além da economia de 30% na aquisição de medicamentos, a expectativa com as parcerias vigentes é a geração de 7,4 mil empregos e a mobilização de 450 pesquisadores em todo o país. Reportagem, Natália Melo.

 

Luciano: 19h21 em Brasília.

 

Alessandra: Informatizar prontuários, exames, agendamento de consultas.

 

Luciano: A tecnologia está sendo usada pelo SUS pra diminuir filas e gastos nos hospitais.

 

Alessandra: Uma economia que deve chegar a R$ 20 bilhões por ano.

 

Repórter José Luís Filho: Usar a tecnologia como instrumento para melhorar a eficiência do atendimento à população. Informatizar todas as Unidades Básicas de Saúde e os prontuários dos pacientes do SUS é um dos principais projetos da atual gestão do Ministério da Saúde. Dos quase 43 mil postos de saúde do país, cerca de 16 mil já estão conectados à plataforma DigiSUS e os outros 27 mil deverão ser interligados até o fim de 2018. Para o ministro da Saúde, Ricardo Barros, isso significa maior eficiência no atendimento aos brasileiros.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: O médico que está o consultando pode ter todas as informações, o último exame, a última consulta, o medicamento que ele recebeu. Então, isso vai permitir uma grande economia de repetição da busca dessas informações.

 

Repórter José Luís Filho: A informatização do sistema foi definida pela comissão formada por representantes dos governos federal, de estados e municípios. Segundo o ministro Ricardo Barros, um investimento que vale a pena, não só pela agilidade, mas também pela economia de recursos.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Nós estimamos R$ 1,5 bilhão de investimentos por ano na informatização, com R$ 20 bilhões de economia anual pela organização e pela não repetição de exames, consultas e entrega de medicamentos.

 

Repórter José Luís Filho: Para a presidente da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde, Beatriz Leão, o trabalho do Ministério mostra o empenho do Governo Federal em modernizar a gestão de recursos e melhorar o atendimento à população.

 

Presidente da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde - Beatriz Leão: Com o uso adequado da tecnologia da informação, melhora a qualidade da saúde. E essa é uma crença não só nossa, como da Organização Mundial de Saúde.

 

Repórter José Luís Filho: A informatização de todas as Unidades Básicas de Saúde do país vai atender 82 milhões de pacientes do SUS, que já podem acessar as informações sobre serviços, consultas e exames realizados por eles por meio do aplicativo e-SUS, que pode ser baixado gratuitamente em tablets e smartphones. Reportagem, José Luís Filho.

 

Luciano: E com informatização, a expectativa é que o SUS possa atender 12 milhões a mais de consultas na atenção básica.

 

Alessandra: O Hospital de Base, em Brasília, já está informatizado e sente a melhora do serviço. Nós fomos lá conferir.

 

Repórter Cleide Lopes: No Hospital de Base de Brasília, todas as etapas de atendimento e procedimentos constam no sistema. A gerente interna de regulamentação do hospital, Aurilene Pedrosa, fala das vantagens da informatização para o paciente e para a instituição.

 

Gerente interna de regulamentação - Aurilene Pedrosa: Todas as informações do paciente ficam registradas ali. Você tem mais agilidade, se um especialista precisar de alguma informação sobre o paciente, ele acessa o prontuário. Então o médico, o assistente do paciente, ele tem as informações ao tempo real do que está acontecendo com o paciente.

 

Repórter Cleide Lopes: Para a chefe do núcleo de matrículas e marcação de consultas e prontuários, Maria Trindade, as vantagens da informatização são a otimização do atendimento e a redução de custos.

 

Chefe do núcleo de matrículas e marcação de consultas e prontuários - Maria Trindade: Antes, nós tínhamos um atendimento com prontuário físico, ocorria muitos atrasos nas consultas. Hoje não, com prontuário eletrônico, otimizou mais o nosso trabalho, com maior rapidez, com mais clareza no atendimento, diminuiu gasto de papeis, toner...

 

Repórter Cleide Lopes: No primeiro trimestre deste ano, o Hospital de Base de Brasília computou 57 mil atendimentos ambulatoriais, cerca de 19 mil por mês. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Luciano: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Alessandra: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Luciano: Boa noite pra você e até amanhã.

 

 

"Brasil, ordem e progresso".