20 de fevereiro de 2019 - Poder executivo

Destaques da Voz do Brasil: Uma Previdência para todos os brasileiros, sem exceções. Inclui trabalhadores da iniciativa privada, servidores, políticos e militares. Quem ganha mais, paga mais, e quem ganha menos, paga menos. Proposta foi entregue hoje no Congresso Nacional pelo presidente Jair Bolsonaro, que destaca garantia a futuras gerações. Retomada do crescimento. A gente explica o que vai mudar para a maioria dos trabalhadores. Como vai ficar a aposentadoria para políticos. E as novidades nos benefícios assistenciais.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você, que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Uma previdência para todos os brasileiros, sem exceções.

 

Gabriela: Inclui trabalhadores da iniciativa privada, servidores, políticos e militares.

 

Nasi: Quem ganha mais, paga mais, e quem ganha menos, paga menos.

 

Gabriela: Proposta foi entregue hoje no Congresso Nacional pelo presidente Jair Bolsonaro, que destaca a garantia às futuras gerações.

 

Presidente Jair Bolsonaro: Temos uma oportunidade ímpar de, realmente, garantir para as futuras gerações uma previdência onde todos possam receber. É o futuro do nosso Brasil.

 

Nasi: Retomada do crescimento é o objetivo, segundo o ministro da Economia Paulo Guedes.

 

Ministro da Economia - Paulo Guedes: A nova previdência vem para remover privilégios, reduzir desigualdades e, principalmente, botar o Brasil para crescer lá na frente.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: A gente explica o que vai mudar para a maioria dos trabalhadores. Márcia Fernandes.

 

Repórter Márcia Fernandes: Com a proposta, os homens continuam a se aposentar com 65 anos. Já as mulheres, passam para 62 anos. O tempo de contribuição sobe para 20 anos.

 

Gabriela: Como vai ficar a aposentadoria para políticos. Luana Karen.

 

Repórter Luana Karen: As regras vão valer para todos, União, estados e municípios. Os que já estiverem cumprindo mandato eletivo terão de se submeter à regra de transição.

 

Nasi: E as novidades nos benefícios assistenciais. Bruna Sanieli.

 

Repórter Bruna Sanieli: Tem mudanças previstas nas pensões por morte, aposentadoria por invalidez e Benefício de Prestação Continuada. Daqui a pouco eu explico tudo ao vivo.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br .

 

"Nova previdência. É para todos, é melhor para o Brasil".

 

Gabriela: Uma previdência justa, que combate privilégios e fraudes, garante o pagamento de aposentadorias para as futuras gerações e a retomada do crescimento econômico para o país.

 

Nasi: Esses são os objetivos da nova previdência.

 

Gabriela: O presidente Jair Bolsonaro foi até o Congresso Nacional para entregar a proposta, a ser votada por deputados e senadores.

 

Nasi: E afirmou que ela representa o futuro do Brasil.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: A proposta da nova previdência foi entregue na Câmara dos Deputados pelo presidente Jair Bolsonaro. Segundo o presidente, a nova previdência vai garantir a aposentadoria para as futuras gerações.

 

Presidente Jair Bolsonaro: Temos uma oportunidade ímpar de, realmente, garantir para as futuras gerações uma previdência onde todos possam receber. É o futuro do nosso Brasil. O Brasil conta conosco. Sabemos que alguns setores da sociedade vai contribuir um pouco mais, e exatamente quem pode mais vai contribuir com mais. E quem pode menos, vai contribuir com menos, como está na proposta.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: A equipe econômica do Governo considera que a nova previdência vai permitir ao país economizar recursos e, com isso, contribuir para o ajuste das contas públicas. Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, além de tirar as contas do vermelho, a nova previdência vai ajudar na retomada do crescimento da economia.

 

Ministro da Economia - Paulo Guedes: Vamos acelerar o crescimento, vamos permitir a transição rumo a um sistema de capitalização e que permitirá também a geração de dezenas de milhões de novos empregos nos próximos anos, exatamente por desviar hoje uma arma de destruição em massa, que são os encargos sociais e trabalhistas sobre as folhas de pagamento, 46 milhões de brasileiros não contribuem hoje para a previdência exatamente porque essa previdência antiga está ameaçada.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: A nova previdência prevê a inclusão de todos os trabalhadores brasileiros, sem exceção. O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, explicou que a proposta combate desigualdades e privilégios nos setores público e privado.

 

Secretário especial de Previdência e Trabalho - Rogério Marinho: Estamos apresentando um projeto que tem equidade, ou seja, todos vão contribuir. Então, o que nós estamos fazendo é justiça, é trazermos os mais ricos para se aposentarem na mesma idade dos mais pobres, porque nós não podemos ter um sistema previdenciário que, hoje, ele é injusto e insustentável. O desequilíbrio fiscal que existe no Governo Federal e já chega a pouco mais de R$ 300 bilhões por ano na área de assistência, de previdência, ele cresce geometricamente e comprime o orçamento da União, impede investimento na educação, em segurança pública, em saúde, impede o futuro dos nossos jovens e o presente dos nossos cidadãos.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, usou o exemplo de Portugal para falar sobre a importância de aprovar a nova previdência.

 

Presidente da Câmara - Rodrigo Maia: Quando Portugal foi obrigado a acabar com os direitos adquiridos e cortou 30% das aposentadorias, todos achavam que era o fim de Portugal. Portugal hoje é um dos países que mais cresce da Europa, porque teve, com o governo Passos Coelho, a coragem de fazer reformas que acredito que hoje tanto o Governo quanto o Congresso Nacional terão a coragem de fazê-la, nos próximos meses.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: No Senado, o presidente da casa, Davi Alcolumbre, disse que quer garantir uma tramitação rápida.

 

Presidente do Senado - Davi Alcolumbre: O Senado da República pode, sim, e irá fazê-lo, acompanhar pari passu o debate da Câmara dos Deputados, com o propósito de acelerar essa proposta, que é fundamental para o nosso país.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: A proposta da nova previdência precisa ser aprovada em dois turnos no Plenário da Câmara, com os votos de 308 dos 513 deputados. No Senado, serão necessários os votos de 49 dos 81 senadores, também em duas votações. Reportagem, Luciana Collares de Holanda.

 

Gabriela: E agora, a gente vai detalhar a proposta da nova previdência para você.

 

Nasi: Primeiro, a gente vai falar o que muda para a maioria dos trabalhadores, os que estão na iniciativa privada.

 

Gabriela: Como está agora e como vai ficar? Quem conta para a gente é a repórter Márcia Fernandes.

 

Repórter Márcia Fernandes: Como era a sua família nas outras gerações? Diminuiu o número de filhos? Na minha família, por exemplo, diminuiu. Meus avós tiveram sete filhos, meus pais tiveram dois e eu ainda não tenho. Mudanças na vida que refletem nas contas do Governo. Hoje em dia, quem trabalha e contribui com a previdência ajuda a pagar o benefício de quem está aposentado. O problema é que, com o passar dos anos, diminui cada vez mais o número de jovens e aumenta o número de idosos e aposentados, como aponta o secretário de Previdência Leonardo Rolim.

 

Secretário de Previdência - Leonardo Rolim: Daqui a 30 anos, nós vamos ter quase o triplo das pessoas que temos hoje acima de 65 anos. Já as pessoas em idade ativa, potenciais contribuintes, vai ser um pouco menor do que o que temos hoje. Então, não precisa entender muito de matemática nem de demografia para ver que se a gente não fizer uma mudança nas regras o sistema não se sustenta.

 

Repórter Márcia Fernandes: Por isso, a nova previdência é considerada fundamental. O secretário especial adjunto de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, aponta que a proposta garante um sistema mais sustentável e justo.

 

Secretário especial adjunto de Previdência e Trabalho - Bruno Bianco: Quem ganha mais, pagará mais. Quem ganha menos, contribuirá com menos, no mais amplo sentido da justiça.

 

Repórter Márcia Fernandes: Hoje, quem ganha até R$ 1.751 contribui com 8%. Agora, quem ganha menos de um salário mínimo vai pagar até 7,5%. O diretor de programa da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, Felipe Portela, conta que a mudança na alíquota vai beneficiar milhões de pessoas.

 

Diretor de programa da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho - Felipe Portela: Considerando que a grande maioria dos segurados, hoje, estão nessa faixa, ganham um salário mínimo no Brasil, a gente vai estar atendendo a aproximadamente 20 milhões de contribuintes, vão ter uma pequena redução na sua alíquota previdenciária.

 

Repórter Márcia Fernandes: Já quem recebe entre um salário mínimo e R$ 5.839 vai pagar de 7,5% a 11,6%. A nova previdência traz também mudanças na idade da aposentadoria. Hoje, os homens se aposentam com 65 anos, as mulheres com 60. E é preciso ter 15 anos de contribuição. Com a proposta, os homens continuam a se aposentar com 65 anos, já as mulheres passam para 62 anos. O tempo de contribuição sobe para 20 anos. É o que explica o diretor Felipe Portela.

 

Diretor de programa da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho - Felipe Portela: Deixa de existir uma aposentadoria exclusivamente por tempo de contribuição, ou seja, todos terão que atingir a idade mínima para se aposentar, após terem um mínimo de 20 anos de tempo de contribuição ao final, evidentemente da regra de transição. Essa é a regra nova.

 

Repórter Márcia Fernandes: Todos que atualmente estão no mercado de trabalho vão poder optar por três formas de se aposentar, são as chamadas regras de transição. A primeira é parecida com a atual, para ter a aposentadoria integral. O trabalhador precisa somar pontos com tempo de contribuição mais a idade. Hoje, por exemplo, homens precisam somar 96 e mulheres 86 pontos. A segunda regra diz que a idade mínima para homens é 65 anos e para mulheres 62, mas isso só começa a valer depois de dez anos de transição para eles e 12 anos para elas. A terceira regra vale para quem falta até dois anos para atingir o tempo mínimo de contribuição e se aposentar. Nesse caso, o fator previdenciário será considerado. Um simulador criado pela equipe econômica vai ajudar na escolha da melhor regra, e nada de ficar com medo da nova reforma e correr até o INSS. Em alguns casos, esperar pela aprovação da reforma pode ser melhor, como conta Leonardo Rolim.

 

Secretário de Previdência - Leonardo Rolim: Quem já implementou o direito de se aposentar pelas regras atuais, mesmo que não tenha se aposentado, não precisa correr, não vai ser afetado em nada. Inclusive nós orientamos o contrário, que ele espere. Pode ser que a nova regra, se ele esperar mais algum tempo, seja mais vantajosa para ele do que aquela que ele já obteve o direito, pelas regras atuais.

 

Repórter Márcia Fernandes: Com a proposta, o Governo Federal quer melhorar as contas. A estimativa é que, depois de aprovada, a nova previdência gere uma economia de R$ 1 trilhão em dez anos. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Nasi: E a nova previdência não faz exclusão de nenhuma categoria.

 

Gabriela: Isso significa mudanças também nas aposentadorias para servidores públicos, professores, trabalhadores rurais, policiais.

 

Nasi: E tem também proposta de mudança na aposentadoria dos políticos.

 

Gabriela: Vamos ouvir na reportagem da Luana Karen.

 

Repórter Luana Karen: A projeção para este ano é de um saldo negativo de R$ 54 bilhões, só para a previdência dos servidores públicos. Por isso, a nova previdência também inclui esses trabalhadores. Vale a regra: Quem ganha mais, paga mais, quem ganha menos, paga menos. As alíquotas de contribuição vão de 7,5%, como no regime geral, até mais de 16% para quem ganha acima de R$ 39 mil. O secretário especial adjunto da Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, disse que a ideia é ter um sistema mais justo e sem privilégios.

 

Secretário especial adjunto de Previdência e Trabalho - Bruno Bianco: Nós estamos buscando a criação de um sistema justo e igualitário, no qual todos se aposentarão com as mesmas regras de idade e tempo de contribuição.

 

Repórter Luana Karen: Com a nova previdência, os servidores públicos também vão ser enquadrados no regime geral, quando o assunto for cálculo da aposentadoria. Eles vão obedecer a mesma idade de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. Já o tempo mínimo de contribuição será de pelo menos 25 anos, com no mínimo 10 anos como servidor público e mais 5 anos no cargo que ocupa. Já a proposta para os professores é de que eles se aposentem com 60 anos de idade, tanto homens quanto mulheres, com 30 anos de contribuição. Mudança também nas regras para aposentadoria rural. A idade mínima, que antes era de 55 para mulheres e 60 para homens, passa a ser a mesma para os dois, e o tempo de contribuição também será o mesmo para empregados rurais, contribuintes individuais e avulsos, ou para quem contribui sobre a produção. Todos terão de contribuir por pelo menos 20 anos. A outra novidade é que segurados rurais no regime especial precisarão contribuir com pelo menos R$ 600 por ano para ter direito ao benefício. Quem explica é o secretário especial da previdência, Felipe Portela.

 

Secretário especial da Previdência - Felipe Portela: Basicamente as mudanças significativas para os rurais: é um aumento de cinco anos para as mulheres e a exigência, dentro daqueles trabalhadores rurais segurados especiais que têm a comercialização sobre a produção deles, continua essa sistemática, só que há um mínimo anual que tem que ser atingido, que é esse mínimo de R$ 600 que ele poderá, inclusive, no ano seguinte, se ele não conseguiu comercializar o suficiente para chegar nos R$ 600, no ano seguinte ele pode até o meio do ano complementar esse valor.

 

Repórter Luana Karen: Os políticos não vão ficar de fora da nova previdência. As regras vão valer para todos, União, estados e municípios. Os que assumirem cargo após a aprovação do novo sistema vão ser enquadrados no regime geral da previdência social, com as mesmas alíquotas para contribuição e cálculo para se aposentarem. Marlon Nogueira, secretário-adjunto da Previdência, explica que os que já estiverem cumprindo mandato eletivo terão de se submeter à regra de transição.

 

Secretário-adjunto da Previdência - Marlon Nogueira: Sessenta e cinco anos de idade para homens e sessenta e dois para mulheres, além de um pedágio de 30% do tempo de contribuição faltante para completar os 35 anos de contribuição.

 

Repórter Luana Karen: Outro grupo com regras de aposentadoria diferenciadas são policiais civis, federais e agentes penitenciários e socioeducativos. Com a nova previdência, eles só poderão pedir aposentadoria quando completarem 55 anos de idade. Já o tempo de contribuição será de 25 anos para mulheres e 30 para homens, com tempos diferenciados de exercício na função de policial e agente. Policiais militares e bombeiros vão ter as mesmas regras das Forças Armadas, mas eles não estão contemplados na atual proposta. De acordo com o Governo, um novo projeto será enviado ao Congresso em 30 dias para tratar do tema. Reportagem, Luana Karen.

 

Nasi: E a nova previdência é assunto de uma entrevista exclusiva com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

 

Gabriela: A entrevista vai ao ar às 9h da noite na NBR, a TV do Governo Federal, e na TV Brasil.

 

Nasi: Você também pode acompanhar pela internet, nos perfis da NBR, no Youtube, Twitter e Facebook, ou pela página nbr.gov.br.

 

Gabriela: Daqui a pouco a gente explica outros pontos da nova previdência.

 

Nasi: Vamos falar o que muda na pensão por morte, abono salarial, BPC.

 

Gabriela: E o que muda para empresas que contratam trabalhadores já aposentados.

 

Nasi: A proposta da nova previdência também vale para servidores dos estados, do Distrito Federal e municípios.

 

Gabriela: O texto foi apresentado hoje para governadores, que estão reunidos em Brasília.

 

Repórter Cleide Lopes: O texto apresentado pelo Governo Federal defende que as regras de servidores de estados, municípios e Distrito Federal sejam as mesmas dos servidores federais. Além disso, estados com déficit deverão ampliar as alíquotas para no mínimo 14% num prazo de 180 dias a partir da aprovação da medida. A nova previdência exige ainda que estados, municípios e o Distrito Federal devem instituir uma previdência complementar em até dois anos. O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que a proposta foi bem aceita pelos governadores.

 

Ministro-chefe da Casa Civil - Onyx Lorenzoni: A recepção está sendo muito positiva e evidentemente que os governadores, com as suas bancadas, vão dar a sua contribuição para que os estados brasileiros reencontrem o seu equilíbrio.

 

Repórter Cleide Lopes: O secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, afirmou que o apoio dos governadores é fundamental para a aprovação da nova previdência no Congresso Nacional, e que eles entenderam que a proposta é um pacto a favor do Brasil.

 

Secretário especial da Previdência e Trabalho - Rogério Marinho: Aí estavam governadores de vários partidos diferentes, eu acho que mais de 20 governadores, num diálogo extremamente franco, construtivo.

 

Repórter Cleide Lopes: O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, disse que o texto será analisado pelos estados.

 

Governador do Espírito Santo - Renato Casagrande: A proposta de uma forma geral bem recebida, todos os governadores terão que, a partir de agora, fazer uma avaliação no detalhe. A primeira impressão é boa.

 

Repórter Cleide Lopes: Os governadores acreditam que a aprovação é fundamental para que o déficit dos estados seja reduzido, como explica o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

 

Governador do Rio Grande do Sul - Eduardo Leite: R$ 12 bilhões que a população gaúcha paga em impostos, e que deveria voltar na prestação de serviços, investimento em segurança, em educação e saúde, e que deixam de ser investidos para atender às necessidades da população gaúcha para sustentar um sistema previdenciário.

 

Repórter Cleide Lopes: O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que agora o texto da nova previdência será amplamente debatido, e que está aberto às propostas dos governadores, para seguir para a aprovação. Reportagem, Cleide Lopes.

 

Nasi: E outra novidade anunciada pelo Governo é a maior transparência para divulgar as contas da previdência.

 

Gabriela: Os gastos com saúde, previdência e assistência vão ser separados, para que a população entenda onde estão os maiores investimentos.

 

Nasi: Ainda sobre a nova previdência, agora a gente vai falar sobre as aposentadorias assistenciais.

 

Gabriela: Entram nessa categoria, por exemplo, as pensões por morte, as aposentadorias por invalidez, o abono salarial e o Benefício de Prestação Continuada, o BPC.

 

Nasi: A repórter Bruna Sanieli está aqui com a gente no estúdio e vai explicar a proposta de mudança para esses benefícios. Boa noite, Bruna.

 

Repórter Bruna Sanieli (ao vivo): Boa noite, Nasi, Gabriela e ouvintes da Voz do Brasil.

 

Nasi: Bruna, vamos começar, então, pela aposentadoria por invalidez. Até o nome vai mudar nesse benefício, é isso?

 

Repórter Bruna Sanieli (ao vivo): É isso mesmo, Nasi. Com a nova previdência, a aposentadoria por invalidez passa a ser chamada de aposentadoria por incapacidade permanente, já que a pessoa não pode mais trabalhar, mas isso não quer dizer que ela vai ficar inválida para o convívio social. Quem explicou isso foi o secretário adjunto da Previdência, Narlon Gutierre. Mas o que muda? Bem, hoje essa aposentadoria corresponde a 100% do salário. Pela proposta, o valor passa a ser de 60% da média dos salários, mais 2% por ano de contribuição que exceder os 20 anos. Só para você lembrar, ouvinte, essa é a mesma regra proposta para quem for se aposentar por idade. O secretário Narlon Gutierre dá exemplos.

 

Secretário adjunto da Previdência - Narlon Gutierre: Se a pessoa ficar incapaz com cinco anos de trabalho, cinco anos de contribuição, 60%. Se ela ficar incapaz com 15 anos, 60%. Se ficar incapaz com 20 anos, 60%. Se ela ficar incapaz com 25 anos, 60%, mais 10%, 70%. Nós vamos ter uma exceção, em que o benefício será de 100%, quando decorrer de acidente do trabalho, doenças profissionais ou doenças do trabalho. Nesse caso, independente do tempo de contribuição, o benefício será de 100% da média.

 

Gabriela: E, Bruna, conta para a gente o que mudou no caso de pensão por morte do trabalhador.

 

Repórter Bruna Sanieli (ao vivo): Então, Gabriela. Hoje, a pensão por morte também é de 100% da média dos salários dos trabalhadores. Para os servidores públicos, o valor é de 100% até o teto do INSS, que atualmente é de R$ 5,8 mil, mais 70% do valor acima desse teto. E agora como que isso fica? A nova previdência vem para acabar com esse privilégio e equilibra os valores pagos tanto a trabalhadores do setor privado como os do serviço público. Para ambos, o benefício será de 60% do valor, mais 10% por dependente adicional. Por exemplo: Se o beneficiário for casado e tiver um filho, receberá os 70%. Se tiver dois filhos, receberá 80%. Mas atenção, hein? Aqui tem exceções, como no anterior. Se a morte do trabalhador ocorrer por acidente do trabalho ou doenças profissionais e de trabalho, a pensão será de 100%.

 

Nasi: E, Bruna, hoje tem alguns segurados que recebem vários benefícios. Vai ser possível continuar recebendo, ou seja, acumulando esses proventos?

 

Repórter Bruna Sanieli (ao vivo): Olha, Nasi, para quem já recebe, não há mudanças. E hoje não há limite para acumulação de benefícios. Dá para receber, por exemplo, uma aposentadoria e uma pensão por morte. Mas, na nova previdência, o beneficiário passará a receber 100% do benefício de maior valor e mais um percentual da soma dos outros. Eu explico para vocês entenderem melhor: Uma pessoa está aposentada e recebe R$ 5 mil por mês. O marido morre e o cálculo da pensão dá R$ 3 mil. Nessa, ela continua recebendo a aposentadoria e mais 20% do valor da pensão. Seguem permitidas as acumulações de aposentadoria para categorias específicas, como médicos, professores e Forças Armadas.

 

Gabriela: E, Bruna, e no Benefício de Prestação Continuada, o BPC, o que mudou?

 

Repórter Bruna Sanieli (ao vivo): Olha, Gabriela, o BPC é concedido para idosos em situação de pobreza e para pessoas com deficiência. Para essa última categoria, nada muda. O benefício continua sendo de um salário mínimo. Mas teve alteração para os idosos. Atualmente, o BPC é pago a partir de 65 anos. O Governo inseriu um pagamento de R$ 400 para idosos de baixa renda, a partir dos 60 anos, e o benefício integral de um salário mínimo do BPC começará a ser pago aos 70 anos. O secretário da Previdência da Secretaria Especial do Ministério da Economia, o Leonardo Rolim, explica que o Governo antecipou o valor de parte do benefício, para que quem tivesse dificuldade de conseguir um emprego, e se não puder se aposentar no regime geral, recebesse depois o benefício integral.

 

Secretário da Previdência - Leonardo Rolim: A ideia é criar uma proteção para esse trabalhador de idade mais elevada, de baixa renda. Então, aos 60 anos, ele passa a receber um benefício de R$ 400. Se ele não conseguir os requisitos para se aposentar aos 65, continua recebendo esse benefício assistencial de R$ 400, até chegar aos 70 anos, quando ele passa a receber um salário mínimo.

 

Repórter Bruna Sanieli (ao vivo): E para terminar a minha participação, eu vou falar rapidinho da mudança no abono PIS/Pasep. Vai ter direito a receber o cidadão com renda de até um salário mínimo e não mais o trabalhador que recebe até dois salários mínimos. É isso. Nasi, Gabriela.

 

Nasi: Obrigado, Bruna Sanieli, pelas informações ao vivo, aqui na Voz do Brasil.

 

Gabriela: E, Nasi, você sabia que a nova previdência também vai criar incentivos ao empregador que contratar aposentados?

 

Nasi: É isso mesmo, Gabriela. Como eles já recebem o benefício pago pelo INSS, os novos empregadores não vão ter que pagar a multa de 40% no caso de demissão sem justa causa.

 

Gabriela: E também não vão ter que recolher o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, o FGTS, que é de 8% do salário do funcionário.

 

Nasi: É, e olha, Gabriela, segundo o Ministério da Economia, as medidas diminuem os custos para o empregador e assim fica mais possível contratar mais gente.

 

Gabriela: E o Governo deve enviar também uma proposta de um novo sistema de capitalização para os empregados, algo como uma previdência privada.

 

Nasi: Será um sistema alternativo ao atual, com um pagamento garantido de salário mínimo, que sairá de um fundo solidário.

 

Gabriela: Nasi, o trabalhador é quem vai escolher a entidade e como os recursos vão ser aplicados. Vai existir ainda a possibilidade de portabilidade, que é levar o valor já pago para outra instituição financeira se as condições forem melhores.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite, até amanhã.

 

"Governo Federal. Pátria amada, Brasil".