20/03/17 - A Voz do Brasil

Força-tarefa vai acelerar fiscalização em frigoríficos investigados. E presidente Michel Temer convoca reunião com embaixadores de vários países para garantir qualidade da carne. E além do mercado externo, ministro da agricultura também tranquiliza o consumidor brasileiro. E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje: Quer fazer consulta a CPF ou CNPJ? a partir de agora os Correios também vão prestar este serviço! E vamos falar ao vivo do local onde o Brasil vai lançar um satélite ao espaço nesta semana.

audio/mpeg 20 03 17.mp3 — 23457 KB




Transcrição


Apresentador Airton Medeiros: Em Brasília 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Airton: Olá. Boa noite.

 

Apresentadora Gláucia Gomes: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Airton: Segunda-feira, 20 de março de 2017.

 

Gláucia: E vamos ao destaque do dia: força-tarefa vai acelerar fiscalização em frigoríficos investigados.

 

Airton: O Presidente Michel Temer convoca reunião com embaixadores de vários países para garantir a qualidade da carne.

 

Presidente da República - Michel Temer: O que nós temos, na verdade, sistemas rigorosíssimos de avaliação sanitária aqui no Brasil.

 

Gláucia: E, além do mercado externo, o ministro da Agricultura também tranquiliza o consumidor brasileiro.

 

Ministro da Agricultura: Eu digo com toda tranquilidade, podem consumir que ninguém vai ter problema com isso.

 

Airton: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gláucia: Quer fazer consulta ao CPF ou CNPJ? A partir de agora os Correios também vão prestar este serviço.

 

Airton: E vamos falar ao vivo do local onde o Brasil vai lançar um satélite ao espaço nesta semana. Luana Karen.

 

Repórter Luana Karen (ao vivo): Eu já estou aqui na Guiana Francesa para acompanhar de perto o lançamento desse satélite. A ideia é reforçar a defesa do país e levar internet às áreas mais remotas. Eu volto daqui a pouquinho.

 

Gláucia: E hoje na apresentação da Voz do Brasil: Gláucia Gomes e Airton Medeiros.

 

Airton: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar: www.voz.gov.br.

 

Gláucia: Hoje o Presidente Michel Temer falou a empresários norte-americanos das reformas promovidas pelo governo e que vem ajudando o país a avançar e gerar nossos empregos.

 

Airton: Temer detalhou todas as medidas e mostrou o atual cenário econômico do país com destaque para a inflação e juros em queda.

 

Repórter José Luiz Filho: O Presidente Michel Temer foi o convidado de honra da cerimônia de posse do novo Conselho Administrativo da Câmara Americana de Comércio, a Amcham Brasil, que reúne 5 mil empresas de diferentes áreas, 85% delas nacionais. Plateia interessada em saber de integrantes do governo, como tem avançado e quais serão os efeitos das reformas propostas e já implementadas pelo governo. O secretário de acompanhamento econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, explicou detalhes e os resultados previstos pelo governo a partir de reformas como a da previdência e a trabalhista.

 

Secretário de acompanhamento econômico do Ministério da Fazenda - Mansueto Almeida: O que o governo tenta fazer é justamente isso, aprovar as reformas necessárias, melhorar a eficiência da economia, fazer o ajuste fiscal de tal forma que o próximo governo dê sequência a esse ciclo de reformas e o Brasil possa entrar numa trajetória sustentável de crescimento.

 

Repórter José Luiz Filho: O presidente do conselho da Amcham, Hélio Magalhães, disse que as reformas propostas pelo governo brasileiro e as políticas de controle da inflação e de redução dos juros são importantes para a recuperação da economia.

 

Presidente do conselho da Amcham - Hélio Magalhães: Temos a oportunidade de colocar o Brasil no rumo certo criando as condições necessárias para um crescimento constante e sustentável, e, com isso, gerar um desenvolvimento social e econômico para o país.

 

Repórter José Luiz Filho: Hélio Magalhães também afirmou que os integrantes da Câmera Americana de Comércio receberam com alegria a notícia sobre o diálogo entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos. Michel Temer e Donald Trump falaram sobre temas como as reformas em curso do Brasil e nos Estados Unidos. O presidente brasileiro enfatizou a necessidade de aprofundar uma agenda bilateral para o crescimento baseada na expansão do comércio e do investimento.

 

Presidente da República - Michel Temer: Mantive pela segunda vez uma conversa com o presidente Trump e que foi muito produtiva e ambos concordamos em levar adiante uma agenda de crescimento, tanto que Sua Excelência logo disse: "Olha, precisamos logo fazer uma reunião aqui nos Estados Unidos, outra no Brasil, entre empresários e empresários americanos", o que interessa a todos nós, brasileiros, e, naturalmente, interessa aos Estados Unidos da América, não é sem razão que nós estamos reduzindo fundamentalmente a burocracia no comércio, na indústria, na agricultura porque nosso objetivo é criar condições para que brasileiros e americanos possam fazer negócios.

 

Repórter José Luiz Filho: Temer ainda pediu aos empresários da plateia que invistam para gerar os empregos tão necessários ao país.

 

Presidente da República - Michel Temer: Não há como gerar emprego se a iniciativa privada não prosperar, é emprego na indústria, no comércio, na agricultura, no agronegócio, onde seja, quanto mais ela se expande, mais geram empregos, e, nós precisamos, meus senhores, minhas senhoras, mas de 12 milhões de empregos no nosso país, porque que queremos incentivá-los a investir.

 

Repórter José Luiz Filho: Segundo o Presidente Michel Temer, durante a conversa, o presidente norte-americano Donald Trump falou ainda sobre o interesse de receber em breve uma visita do colega brasileiro. Reportagem, José Luiz Filho.

 

Gláucia: E o controle de gastos públicos e as reformas também foram detalhadas pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que esteve em Baden Baden, na Alemanha, para participar da reunião de ministros das Finanças e governadores de bancos centrais do G20.

 

Airton: O G20 é o grupo das 19 nações mais ricas do mundo mais a União Europeia.

 

Gláucia: Meirelles também citou os reflexos que as medidas já estão tendo na economia do país e que vão permitir o crescimento econômico do Brasil nos próximos anos.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: Na medida em que a aprovação do teto e agora a proposta da previdência e outras medidas, reduziram o risco país, aumentaram o nível de confiança na economia, colaboraram para queda da taxa de juros da inflação e isso promove um crescimento. Então, isto é exatamente uma política fiscal pró crescimento. O importante é a nossa meta ao longo do tempo é que as despesas caiam com percentagem do produto e isso permita, ao longo do tempo, uma queda da carga tributário.

 

Airton: O mercado financeiro estima que a inflação vai continuar caindo e deve terminar o ano em 4,15%.

 

Gláucia: Há uma semana a mesma projeção era maior, de 4,19%.

 

Airton: Os analistas projetam ainda uma taxa básica de juros de 9% ao ano e um crescimento de 0,48% do PIB, o Produto Interno Bruto.

 

Gláucia: Já o crescimento de PIB em 2018 é estimado em 2,5%.

 

Airton: Esses dados foram divulgados hoje pelo Banco Central e reúnem expectativas de analistas do mercado.

 

Gláucia: Serviço de consulta ao CPF começou a funcionar hoje na agência central dos Correios em Brasília e em São Paulo.

 

Airton: Isso significa que na hora que você for fazer um negócio e precisar consultar o CPF de alguém os Correios também vão prestar esse serviço.

 

Gláucia: É esse assunto de hoje no nosso quadro Pra Você Cidadão. Isso porque até o final do mês este mesmo serviço vai estar disponível em todas as agências do país.

 

"Pra Você Cidadão".

 

Repórter Mirna Ledo: Saber a situação do CPF, a Cadastro de Pessoa Física, e do CNPJ, o Cadastro de Pessoa Jurídica, está mais fácil. É que agora as consultas também podem feitas nos Correios. Você pode consultar a situação do próprio CPF para identificar se existem dívidas em seu no meu pagando uma taxa de R$10,00. Se a seu interesse é saber se está tudo certo com uma pessoa com quem você esteja fazendo um negócio, como comprar um carro ou alugar um imóvel, a taxa cobrada é de R$16,90. E se você precisar saber a situação do CNPJ de alguma empresa para fechar um contrato de prestação de serviços, por exemplo, o valor é de R$18,90. O objetivo na novidade é consolidar as agências dos Correios como locais em que os cidadãos possam realizar diversos serviços. Mirna Ledo para a Voz do Brasil.

 

Gláucia: 19h09 em Brasília.

 

Airton: Controle rigoroso em frigoríficos.

 

Gláucia: Daqui a pouco vamos falar sobre as ações do governo para garantir a qualidade da carne brasileira.

 

Airton: Começou o hoje o pagamento do Bolsa Família, que atende mais de 13 milhões e 500 mil famílias em todo o país.

 

Gláucia: O depósito do benefício vai injetar mais de R$2 milhões na economia brasileira.

 

Airton: É, o pagamento segue até o dia 31 deste mês e fica disponível para saque por até 90 dias.

 

Repórter Carolina Graziadei: São pessoas como a empregada doméstica Vivian Lima. Mãe de três filhos, ela diz que o dinheiro do Bolsa Família ajuda, mas que o programa vai muito além disso.

 

Empregada doméstica - Vivian Lima: Isso também é uma maneira de a gente correr atrás também da saúde dos nossos filhos e da frequência escolar, que não vai prejudicar eles que né, futuramente.

 

Repórter Carolina Graziadei: As chamadas condicionalidades do Bolsa Família contribuem para o acesso dos beneficiários aos serviços de saúde e educação. Crianças menores de sete anos devem estar com a carteira de vacinação em dia. Já as gestantes, precisam fazer o pré-natal. Na educação, estudantes de seis a 15 anos devem cumprir 85% da frequência escolar por mês. Para os com idade entre 16 e 17 anos a frequência deve ser de 75%. São cuidados que ajudam as famílias a superarem a pobreza, como destaca o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra.

 

Ministro do Desenvolvimento Social e Agrário - Osmar Terra:  é uma maneira de vincular duas coisas importantes, primeiro o auxílio para não deixar a família passar fome, junto com o estímulo para que a família tenha um atendimento melhor da saúde e melhor da educação.

 

 

Repórter Carolina Graziadei: Para saber o dia em que poderá sacar o dinheiro, o beneficiário deve ficar atento ao seu Número de Identificação Social, o NIS, que está impresso no cartão do programa. Os que terminam com o número um podem sacar no primeiro dia de pagamento, os com final dois no segundo dia, e assim por diante. Para dúvidas o cidadão deve entrar em contato pelo telefone: 0800-707-2003. Reportagem, Carolina Graziadei.

 

Gláucia: E o Brasil está perto de lançar o seu primeiro satélite geoestacionário de uso civil e militar.

 

Airton: O lançamento está marcado para a próxima quarta-feira na Guiana Francesa, o objetivo é dar mais segurança ao país e também melhorar o acesso dos brasileiros à internet.

 

Gláucia: A repórter Luana Karen já esta cidade de Kourou, na Guiana Francesa, é de lá que fica a base de lançamento do satélite. Ela tem os detalhes dessa operação. Boa noite, Luana.

 

Repórter Luana Karen (ao vivo): Olá. Gláucia, boa noite. Boa noite, Airton e a todos os ouvintes da Voz do Brasil. O satélite vai ser usado para auxiliar as Forças Armadas na fiscalização dos 17 mil quilômetros de fronteiras do Brasil e no controle do espaço aéreo. O equipamento também vai ampliar a oferta de internet de alta velocidade para todo o território nacional, inclusive, para as áreas mais remotas. O projeto é uma parceria entre os Ministérios da Defesa e da Ciência Tecnologia Inovações e Comunicações e receberá ainda investimentos totais de R$2 bilhões e R$700 milhões. Com o lançamento do satélite o Brasil vai entrar para um seleto grupo de países que contam com seu próprio satélite geoestacionário de comunicações, diminuindo a necessidade de alugar equipamentos de empresas privadas, o que vai gerar economia para os cofres públicos e garantir maior segurança das comunicações na área de defesa. O satélite entra em operação em agosto e tem vida útil estimada em até 18 anos. O satélite deve ser lançado no Centro Espacial de Kourou a 60 quilômetros de Caiena, capital da Guiana Francesa, no fim da tarde dá quarta-feira. O equipamento pesa quase 6 toneladas e tem cinco metros de altura. O satélite vai ficar posicionado a 36 mil quilômetros da superfície da terra, cobrindo todo o território nacional e o oceano Atlântico. Ao vivo, de Kourou, na Guiana Francesa, Luana Karen.

 

Airton: E olha só, o lançamento disse satélite também vai ser acompanhado por um grupo de estudantes de uma escola pública de São Paulo.

 

Gláucia: É que eles entendem do assunto. Orientados por um professor de física, eles ajudaram o produzir um satélite que foi lançado no espaço do fim do ano passado.

 

Airton: O repórter José Luiz Filho foi até Ubatuba contar essa história para a gente

 

Repórter José Luiz Filho: Desenvolver, montar e pôr em órbita um satélite, um desafio distante e até impensável para estudantes do Ensino Fundamental não só do Brasil, mas de todo o mundo. Mas há sete anos, um professor de física de uma escola pública de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, decidiu mudar essa escrita. No início o professor Cândido de Moura queria apenas desenvolver uma atividade de iniciação científica com os alunos.

 

Professor - Cândido de Moura: Quando eu vi uma notinha numa revista de divulgação científica aqui no Brasil de que uma empresa americana, Interorbital Systems, estava vendendo kits de satélite e o serviço de lançamento, de colocação do satélite em órbita.

 

Repórter José Luiz Filho: A partir daí começou a busca por apoio, e ele veio rapidamente.

 

Professor - Cândido de Moura: Conseguimos o dinheiro inicial de uma empresa aqui no município, o apoio da Secretaria de Educação, nós somos uma escola municipal, então, lógico que a gente precisaria ter isso. O apoio do [falha no áudio].

 

Repórter José Luiz Filho: Com o projeto encaminhado, entraram em cena os alunos. Rafaela Daniol, hoje com 17 anos, fez parte da primeira turma de desenvolvimento do satélite e se surpreendeu com tudo o que viu e aprendeu.

 

Estudante - Rafaela Daniol: Vinha quase sete dias da semana aqui no laboratório, passava horas aqui, e era bem legal.

 

Repórter José Luiz Filho: Ao todo, 500 alunos já passaram pelo projeto, que se tornou uma atração na escola, como conta o estudante Ieter La Barca.

 

Estudante - Ieter La Barca: Mandar um satélite para o espaço não é todo mundo que faz, ainda mais uma escola pública. É difícil, né?

 

Repórter José Luiz Filho: Quase sete anos de o professor ter a ideia de produzir um satélite, o equipamento foi lançado ao espaço no dia 19 de dezembro no ano passado. A 400 quilômetros da terra o satélite coleta informações sobre a formação de bolhas de plasma, fenômeno que pode interferir nas comunicações e no sinal de GPS, por exemplo. O estudante Carlos Alberto de Oliveira Filho, fala do orgulho que sente em fazer parte de algo tão grande.

 

Estudante - Carlos Alberto de Oliveira Filho: Nós sempre fomos desacreditados, eles olham e falam: "Como alunos do Ensino Médio...", Ensino Fundamental na época, né, "... conseguiram montar um satélite? Isso não é coisa para criança, isso é coisa para adulto". Mas eu acho que é mostrar para os próprios alunos que eles são capazes de fazer isso.

 

Repórter José Luiz Filho: Com o sucesso do projeto, três alunos e o professor foram convidados pelo governo brasileiro para acompanhar pessoalmente o lançamento do primeiro satélite geoestacionário de defesa e comunicações do país. Ansiedade para Rafaela Daniol.

 

Estudante - Rafaela Daniol: Poder ver o lançamento de um satélite ao vivo, que apesar de ter lançado um, eu só vi pelo computador, e agora eu vou poder estar lá e ver ele. Ah, vai ser muito bom.

 

Repórter José Luiz Filho: De Ubatuba, São Paulo, José Luiz Filho.

 

Gláucia: Uma verdadeira força-tarefa vai intensificar as fiscalizações pelos frigoríficos do país.

 

Airton: O nosso país tem um dos mais rigorosos sistemas de auditoria para garantir a qualidade da carne, que chega à mesa dos brasileiros. E também aos mais de 150 países para onde é exportada.

 

Gláucia: E para fazer um pouco mais... para falar um pouco sobre essa fiscalização, a gente recebe aqui no estúdio da Voz do Brasil o jornalista Eduardo Biagini. Boa noite, Eduardo. Vamos começar falando como o nosso ouvinte que consome carne, né? Esse consumidor não precisa se preocupar? A carne que ele compra o supermercado não é estragada?

 

Repórter Eduardo Biagini (ao vivo): Boa noite, Glaucia. Boa noite, Airton. Boa noite a todos os ouvintes da Voz do Brasil. O governo tem afirmado que o consumidor não precisa se preocupar. Pode continuar a consumidor carne, seja in natura, aquela exposta no açougue ou embalada a vácuo, seja processada, como a salsicha, o presunto, a mortadela, linguiça, o nuggets. Agora há pouco o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou que a investigação da Polícia Federal, que apura o envolvimento de fiscais do ministério num esquema de fiscalização irregular de frigoríficos, ela é pontual apenas em 21 fábricas, sendo 18 do Paraná, duas em Goiás e uma em Santa Catarina. Blairo Maggi afirmou que a investigação já dura dois anos, segundo o ministro, provavelmente as citações de irregularidades são de anos interiores e que esses produtos já devem ser sido consumidos e não estão mais à venda, por isso o ministro voltou a afirmar que as pessoas podem comer carne sem problemas.

 

Ministro da Agricultura - Blairo Maggi: O consumidor brasileiro, que fiquem tranquilos, podem consumir produtos de não só de origem animal, nós estamos falando aqui obviamente de carnes, mas o Ministério da Agricultura, ele cuida da área de vegetais, na área de grãos, na área da cerveja, uísque, água mineral, tudo o que vocês consomem, tudo o que nós consumimos no dia a dia, as roupas que nós utilizamos, tudo está vem da agricultura e todos são inseridos aqui no Ministério da Agricultura, portanto, a nossa preocupação é bastante grande, mas eu digo com toda tranquilidade, podem consumir que ninguém vai ter problema com isso.

 

Repórter Eduardo Biagini (ao vivo): E consumidor que encontrar algum problema ou alteração no produto que vai consumir pode entrar em contato com o Ministério por meio da ouvidoria do telefone: 0800-704-1995, 0800-704-1995 ou por e-mail no: ouvidoria@agricultura.gov.br.

 

Airton: O ministro tem falado bastante que o sistema de fiscalização do Brasil é forte e bastante rígido. Você poderia explicar melhor isso para os nossos ouvintes, Eduardo?

 

Repórter Eduardo Biagini (ao vivo): Desde que um animal é abatido, até a carne ser aprovada para sair do frigorífico o processo é todo acompanhado por fiscais, que olham atentamente para a questão de higiene e de temperatura correta. O ministro Blairo Maggi também falou sobre isso agora há pouco e explicou melhor para a gente como funciona. Vamos ouvir.

 

Ministro da Agricultura - Blairo Maggi: Nós temos técnicos veterinários permanentemente dentro das empresas, não é que eles vão de vez em quando lá. Eles são nomeados e eles são responsáveis pelo CIF número tal e lá tem um médico veterinário que cuida disso. Além do médico veterinário, tem toda uma equipe gigante, por exemplo, num frigorífico que abate 150 mil aves, tem mais de cem pessoas envolvidas lá dentro da linha... aí não são veterinários, técnicos que estão na linha de produção e ficam ali, vai abatendo o frango, ele vai olhando. Cada um tem a responsabilidade de olhar por uma parte do frango, porque na fiscalização, o que nós olhamos são pontos específicos, um procura uma coisa, outro procura outra, outro procura outra. Então, a linha vai passando e cada um olha o seu focal.

 

Gláucia: E, Eduardo, a gente sabe que a cadeia produtiva de carne brasileira é grande, tem muita gente empregada no setor e nós vendemos para mais de 150 países, como é que o mercado externo reagiu a tudo isso?

 

Repórter Eduardo Biagini (ao vivo): Preventivamente, Glaucia, o Ministério proibiu a exportação da carne produzida dos 21 frigoríficos citados na operação na Polícia Federal. A União Europeia já tinha comunicado ao governo brasileiro a suspensão da compra de carne desses 21 frigoríficos, além disso, o Coreia do Sul, a importação de carne produzida apenas pela BRF. O ministro Blairo Maggi afirmou que o governo vem trabalhando para esclarecer a situação.

 

Ministro da Agricultura - Blairo Maggi: Nós não podemos permitir o fechamento. Uma vez que haja o fechamento de um mercado desse, para você reabrir serão muitos anos de trabalho. Portanto, a nossa preocupação então nesse momento é não deixar sem resposta todas os pedidos e informações que os mercados internacionais estão nos pedindo nesse momento.

 

Repórter Eduardo Biagini (ao vivo): O governo exonerou os dois superintendentes do Ministério no Paraná e Goiás e anunciou uma intervenção nas superintendências desses estados, Airton.

 

Airton: Tá certo. Obrigado, Eduardo Biagini, pela sua participação ao vivo aqui na voz de Brasil.

 

Gláucia: E o governo agiu rápido para esclarecer as dúvidas dos brasileiros e dos países que importam a carne do Brasil.

 

Airton: Nesse domingo o Presidente Michel Temer se reuniu com ministros embaixadores e anunciou as principais medidas adotadas.

 

Repórter Nei Pereira: O assunto exigiu ação emergencial por parte do governo. No domingo foram três reuniões que duraram quase quatro horas, na última, com a presença de mais de 30 embaixadores de países importadores de carne, o Presidente Michel Temer anunciou as medidas para tranquilizar a população brasileira e o mercado externo, que consome carne produzida no país. A primeira foi colocar os frigoríficos suspeitos em regime especial de fiscalização por uma força-tarefa do Ministério de Agricultura Pecuária e Abastecimento, outra foi a suspensão de fiscais que estão sendo investigados. O Presidente Michel Temer reiterou que todas as plantas frigoríficas exportadoras permanecem abertas à inspeção dos países importadores.

 

Presidente da República - Michel Temer: As plantas exportadoras permanecem, naturalmente, abertas às inspeções dos países importadores e ao acompanhamento das atividades do sistema nacional de controle, que é um dos mais respeitados do mundo.

 

Repórter Nei Pereira: O ministro Blairo Maggi ressaltou as medidas adotadas pelo governo na fiscalização dos frigoríficos suspeitos.

 

Ministro da Agricultura - Blairo Maggi: Em qualquer expedição que ocorrer num desses frigoríficos ou numa dessas plantas, só sairá de lá com a presença de um fiscal, de um técnico do Ministério da Agricultura ou mais de um, já que nós estamos num regime especial.

 

Repórter Nei Pereira: O presidente da Confederação Nacional da Agricultura, João Martins, defendeu o rigor na punição dos envolvidos e lembrou que o país tem os melhores sistemas de industrialização do mundo.

 

Presidente da Confederação Nacional da Agricultura - João Martins: Temos um dos melhores sistemas do mundo, onde os mais evoluídos frigoríficos em sistema de industrialização do mundo. O que precisa nesse momento é o governo ter firmeza para punir aqueles que têm que ser punidos.

 

Repórter Nei Pereira: Somente em 2016 foram expedidas 853 mil remessas de produtos de origem animal do Brasil para o exterior e somente 184 foram consideradas fora de conformidade pelos importadores, a maioria por temas não sanitários, como rotulagem e preenchimento de formulários. Depois da reunião o Presidente Michel Temer convidou os embaixadores para um jantar em uma churrascaria de Brasília. Reportagem, Nei Pereira.

 

Gláucia: Hoje o Presidente Michel Temer voltou a falar sobre a carne brasileira. De acordo com ele, nosso país tem mais de 4.800 frigoríficos, desses, três foram interditados e outros 19 vão ser investigados.

 

Airton: O Presidente também destacou que de mais de 11 mil servidores que fiscalizam esses locais, pouco mais de 30 estão envolvidos com adulteração de carne.

 

Gláucia: Segundo Michel Temer, o agronegócio é muito importante para o país e não pode ser desvalorizado.

 

Presidente da República - Michel Temer: Porque nós temos, na verdade, sistemas rigorosíssimos de avaliação sanitária aqui no Brasil, primeiro ponto. Segundo ponto, também sabemos que quando o produto chega no país estrangeiro, em muitos deles há uma nova inspeção, né, que é para validar a inspeção feita aqui no Brasil. Por isso, eu quero salientar este ponto, tendo em vista que o agronegócio para nós no Brasil é uma coisa importantíssima e não pode ser desvalorizado, não pode comprometer todo o sistema que nós montamos ao longo dos anos.

 

Gláucia: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Airton: Uma realização da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gláucia: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Airton: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional e tenha uma boa noite.

 

Gláucia: Boa noite para você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".