20 DE MARÇO DE 2019 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: Governo apresenta projeto que reestrutura carreira nas Forças Armadas. Economia prevista é de mais de R$ 10 bi em 10 anos. Proposta foi entregue hoje no Congresso Nacional pelo presidente Jair Bolsonaro, que também pediu rapidez para aprovar a Nova Previdência. Alívio na hora de pagar a conta de luz. Tarifas de energia deste ano e de 2020 vão ter redução. Começa campanha de vacinação contra a gripe no Amazonas.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quarta-feira, 20 de março de 2019.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Governo apresenta projeto que reestrutura carreira nas Forças Armadas.

 

Gabriela: Economia prevista de mais de R$ 10 bilhões em dez anos.

 

Nasi: Proposta foi entregue hoje no Congresso Nacional pelo presidente Jair Bolsonaro, que também pediu rapidez para aprovar a nova previdência.

 

Presidente Jair Bolsonaro: Peço celeridade para que essas propostas, no máximo, no meio do ano, cheguem ao ponto final e nós possamos sinalizar que o Brasil está mudando.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil.

 

Nasi: Alívio na hora de pagar a conta de luz.

 

Gabriela: Tarifas de energia deste ano e de 2020 vão ter redução. Graziela Mendonça.

 

Repórter Graziela Mendonça: Essa redução será aplicada nos reajustes previstos pelas distribuidoras.

 

Nasi: Começa a Campanha de Vacinação Contra a Gripe no Amazonas.

 

Repórter Nathália Koslyk: O Governo Federal disponibilizou 1 milhão de doses ao estado três semanas antes do restante do país, o que deve ajudar a conter o surto da doença.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br .

 

Gabriela: Um alívio para o consumidor na conta de luz.

 

Nasi: Os reajustes previstos pelas distribuidoras este ano e em 2020 vão ter redução.

 

Gabriela: É que dessa conta o consumidor vai deixar de pagar por um empréstimo feito para socorrer as distribuidoras que enfrentavam uma forte crise em 2014.

 

Repórter Graziela Mendonça: A Agência Nacional de Energia Elétrica anunciou hoje uma redução nas tarifas de energia que serão pagas em 2019 e 2020 pelo consumidor brasileiro. Essa redução, de 3,7% neste ano e de pouco mais de um 1% no ano que vem, será aplicada nos reajustes previstos pelas distribuidoras. A explicação é que o governo conseguiu antecipar a quitação de um empréstimo feito em 2014, que estava impactando nas contas de luz. O presidente da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, Rui Altieri, lembra que esse empréstimo junto a bancos privados foi necessário para enfrentar uma crise no setor.

 

Presidente da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - Rui Altieri: Enfrentávamos uma hidrológica sem precedentes, as distribuidoras com uma dificuldade enorme. Até que se conseguiu a primeira operação que deu fôlego para as distribuidoras começarem a honrar seus compromissos.

 

Repórter Graziela Mendonça: Com a quitação prevista inicial para abril de 2020, o empréstimo, que custa R$ 750 milhões por mês para os consumidores, será quitado em setembro deste ano. Mas, atenção, isso não significa que o consumidor terá redução líquida no valor de sua conta. O efeito será nos próximos reajustes. Por exemplo, se uma distribuidora tivesse o reajuste para 2019 calculado em 10%, ele passaria para 6,3%. O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, André Pepitone, explica que essa redução será aplicada na época de reajustes de cada empresa.

 

Diretor-geral da Aneel - André Pepitone: Na nata de reajuste de cada distribuidora de energia haverá essa repercussão.

 

Repórter Graziela Mendonça: Na próxima terça-feira, a Aneel vai rever as tarifas das concessionárias que já aplicaram reajustes esse ano. Reportagem, Graziela Mendonça.

 

Nasi: Começou hoje a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe no Amazonas e muita gente já procurou os postos saúde para se proteger.

 

Gabriela: São mais de 1 milhão de doses para os grupos prioritários, como criança e gestantes.

 

Nasi: A vacinação foi antecipada por conta do surto da doença no estado, que já deixou quase 30 mortos desde o mês passado.

 

Gabriela: E o governo também vai reforçar a vacinação contra o sarampo.

 

Nasi: A medida faz parte de um pacote de ações para que o Brasil retome o título de país livre da doença.

 

Repórter Nathália Koslyk: Wilson Braga Reis, aposentado de 61 anos, foi cedo o posto de saúde na região centro-sul de Manaus, capital do Amazonas, ele aproveitou o primeiro dia da campanha de vacinação contra o vírus da gripo H1N1 no estado para garantir sua proteção. Agora está imunizado e aliviado.

 

Aposentado - Wilson Braga Reis: Agora é só esperar o efeito da vacina para criar os anticorpos e só pensar em 2020, na próxima campanha de vacinação.

 

Repórter Nathália Koslyk: Além de idosos, também fazem parte do público-alvo da campanha as gestantes, crianças menores de seis anos de idade, profissionais de saúde, professores, indígenas, pessoas com doenças crônicas, como diabetes e privadas de liberdade. O Governo Federal disponibilizou 1 milhão de doses ao estado do Amazonas, três semanas antes do restante do país, o que deve ajudar a conter o surto da doença, como explica o secretário nacional de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira.

 

Secretário nacional de Vigilância em Saúde - Wanderson Kleber de Oliveira: A antecipação no estado Amazonas decorre da situação epidemiológica no estado de casos de síndrome respiratória aguda grave com vários casos confirmados.

 

Repórter Nathália Koslyk: Foram confirmadas, até agora, 107 ocorrências de H1N1 no estado do Amazonas, 57% dos casos registrados no país. Além disso, foram registradas 28 mortes por conta da doença. O governo também está trabalhando para ampliar a cobertura vacinal contra o sarampo, uma das medidas para retomar o título de país livre na doença. O Brasil perdeu a certificação na última terça-feira, após a confirmação de um caso endêmico de sarampo no Pará. Segundo o secretário Wanderson Kleber de Oliveira, do Ministério da Saúde, o governo vai reforçar ações de vigilância e vacinação para recuperar o título.

 

Secretário nacional de Vigilância em Saúde - Wanderson Kleber de Oliveira: Faremos também uma campanha de multivacinação, uma agora em abril e outra em agosto, visando ampliar a cobertura vacinal e recuperar rapidamente a certificação de áreas livres de sarampo.

 

Repórter Nathália Koslyk: Tanto do caso da gripe H1N1, quanto do sarampo, a orientação é para que a população faça a sua parte e mantenha a caderneta de vacinação em dia. E na presença de sintomas de alguma das doenças, procurar a unidade de saúde mais próxima da sua casa. Reportagem, Nathália Koslyk.

 

Nasi: A taxa básica de juros foi mantida em 6,5% de acordo com o Comitê de Política Monetária do Banco Central, Copom, que esteve reunido agora há pouco.

 

 

Gabriela: Foi a primeira reunião comandada pelo novo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. O repórter Ricardo Ferraz traz os detalhes agora, ao vivo, para a gente. Boa noite, Ricardo.

 

Repórter Ricardo Ferraz (ao vivo): Boa noite, Gabriela, Nasi. Pois é, o comitê decidiu agora há pouco pela manutenção da taxa básica de juros em 6,5% ao ano, conforme era esperado, inclusive, pelo mercado financeiro. Pela oitiva vez consecutiva, ela não sofre alteração. Segundo o Banco Central, a economia está com um desempenho aquém de esperado, apesar do processo de recuperação gradual. A inflação está em níveis apropriados. Eu conversei agora há pouco com especialistas da área eles também avaliaram no mesmo sentido. De acordo com eles, a taxa básica de juros foi mantida por conta da inflação controlada, que converge para o centro da meta prevista para esse ano, de 4,25%.

 

Nasi: Agora, Ricardo, o que a taxa Selic representa para economia do país?

 

Repórter Ricardo Ferraz (ao vivo): Nasi, a chamada taxa Selic serve como referência pelos bancos para estabelecer os juros finais ao consumidor nas diversas modalidades de crédito e também é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Quando os preços estão em alta, por exemplo, o Copom aumenta os juros, freando o consumo e reduzindo o dinheiro em circulação na economia.

 

Gabriela: Ricardo, e falando em economia, você está em São Paulo, onde fica a Bolsa de Valores, ela bateu um recorde essa semana, não é isso?

 

Repórter Ricardo Ferraz (ao vivo): Foi isso mesmo, Gabriela, um patamar histórico, 100 mil pontos no índice Ibovespa. Esse ano os investidores votaram à Bolsa. Dados de janeiro apontam um aumento de 37% no número de investidores nos últimos 12 meses, superando, inclusive, a quantidade de operadores que investem em Tesouro Direto. Apesar do bom momento, o recorde nominal de pontos do Ibovespa, ou seja, descontada a inflação, ainda é de maio de 2008, quando o índice atingiu o equivalente a 134.917 pontos. Hoje o Ibovespa fechou em queda de 1,55%, com 98.041 pontos negociados. Voltados a vocês aí no estúdio, Nasi e Gabriela.

 

Nasi: Obrigado, Ricardo, pelas informações, ao vivo, aqui na Voz do Brasil.

 

Gabriela: E depois da viagem aos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro tem mais um encontro internacional.

 

Nasi: O destino agora é o Chile.

 

Gabriela: E você vai ouvir daqui a pouco quais assuntos vão ser discutidos em mais essa viagem.

 

Nasi: A viagem do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos foi uma oportunidade para mostrar o potencial da economia brasileira.

 

Gabriela: De acordo com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, a viagem marcou o início de um novo modelo de relacionamento do Brasil com os norte-americanos.

 

Nasi: Para o ministro, essa nova postura nas relações internacionais deve trazer vantagens econômicas para a população brasileira.

 

Repórter Gabriela Noronha: A viagem do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos foi o momento de construção de uma nova parceria com o país. Essa é a avaliação do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Segundo ele, os objetivos foram alcançados.

 

Ministro das Relações Exteriores - Ernesto Araújo: Os resultados são fundamentalmente o que o presidente prometeu, que seria a construção de uma nova parceria com os Estados Unidos, num patamar muito mais elevado, cumprindo o que nós achamos que é a vocação do Brasil, que é ter um relacionamento de alto nível com os Estados Unidos como um dos principais instrumentos para que o Brasil tenha o tamanho que pode ter no mundo em benefício dos brasileiros.

 

Repórter Gabriela Noronha: Ernesto Araújo explicou que foi uma oportunidade para mostrar aos americanos o novo Brasil, um país que, para ele, está pronto para participar de importantes mecanismos intencionais, como a Aliança Militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a Otan, e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. A OCDE discute políticas econômicas entre os países membros, e para fazer parte do grupo é preciso adotar medidas de caráter liberal. Para o ministro, a entrada na OCDE pode abrir portas para investidores internacionais.

 

Ministro das Relações Exteriores - Ernesto Araújo: O Brasil precisava aderir aos dois grandes instrumentos do Ocidente, o braço econômico, que é a OCDE e o braço militar de que segurança, que é a Otan, que são, portanto, iniciativas que trarão vantagens evidentes, além de compartilhar boas práticas, que é uma grande função da OCDE em modernizar nosso aparato legislativo em benefício de uma economia aberta, de uma economia competitiva, e também, claro, o fato de ganhar confiança, gerar empregos, gerar investimentos. E no caso de uma aproximação com a Otan em termos de tecnologia militar, em termos de capacidade de defesa, que foi muito depauperada no Brasil durante muito tempo.

 

Repórter Gabriela Noronha: O ministro também defendeu que o Brasil deixa a lista dos países que têm a vantagens junto à Organização Mundial do Comércio, a OMC. Países em desenvolvimento que negociam com países ricos não precisam oferecer contrapartida, assim é possível conquistar fatias de mercado internacional e garantir o desenvolvimento da indústria local. Para o ministro Ernesto Araújo, fazer parte da OMC não tem representado ganho para o Brasil.

 

Ministro das Relações Exteriores - Ernesto Araújo: Nosso comércio não tem crescido, nós temos perdido espaço como ator comercial, com algum crescimento, mas totalmente aquém das nossas possibilidades, temos perdido competitividade, temos perdido diversidade da nossa capacidade produtiva. Então, se houvesse uma percepção de que realmente esse tratamento é essencial, nos ajudou, seria uma discussão, mas a gente não vê que tenha havido resultados que compensam.

 

Repórter Gabriela Noronha: Ernesto Araújo também disse que a decisão do governo brasileiro de não exigir mais vistos de turistas norte-americanos, canadenses, australianos e japoneses vai trazer vantagens para o Brasil com mais turismo e oportunidade de negócios. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gabriela: E o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, também fez um balanço positivo da viagem aos Estados Unidos.

 

Nasi: Foram firmados alguns compromissos na área de segurança, como acordos com o FBI para a troca de informações com a Polícia Federal Brasileira.

 

Gabriela: E também ações para controle de fronteira, como explica o ministro Sérgio Moro.

 

Ministro da Justiça e Segurança Pública - Sérgio Moro: Nós queremos, sim, aprofundar essa relação com os Estados Unidos. Na área de segurança os interesses são muito convergentes, há um compromisso de ambos os países em defender as democracias contra as diversas ameaças como terrorismo, como crime organizado, como tráfico de drogas, e nós temos muito aí a aprender.

 

Nasi: Sérgio Moro esteve na Câmara dos Deputados para participar do lançamento da Frente Parlamentar da Segurança Pública.

 

Gabriela: O ministro também defendeu que os deputados encaminhem os Projetos de Lei de Anticrime que o governo enviou ao Congresso no mês passado.

 

Nasi: Os projetos tratam de combate ao crime organizado, crimes violentos, tráfico de drogas e combate à corrupção.

 

Gabriela: E depois da viagem aos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro segue para outro compromisso internacional.

 

Nasi: O presidente chega amanhã ao Chile.

 

Gabriela: Na pauta estão assuntos como a facilitação do comércio entre os países e a discussão sobre novas formas de integração entre a América do Sul.

 

Nasi: E a nossa repórter Danielle Popov já está no Chile e traz mais informações para a gente.

 

Repórter Danielle Popov: Mesmo com relações sólidas, Brasil e Chile podem expandir oportunidades de negócios. E este é apenas um dos objetivos da viagem do presidente Jair Bolsonaro, que chega ao Chile para a primeira visita oficial a um país latino-americano desde que tomou posse. Para se ter uma ideia nessa relação, o Chile é o segundo maior parceiro comercial do Brasil na América do Sul. Alguns fatores contribuíram para isso, como a retomada da economia brasileira e o crescimento dos investimentos. Só no ano passado esse fluxo comercial entre os dois países atingiu os US$ 10 bilhões, o que mostra que há espaço para mais crescimento, como destaca o embaixador do Brasil no Chile, Carlos Duarte.

 

Embaixador do Brasil no Chile, Carlos Duarte: O Brasil é o primeiro destino para os investimentos chilenos no exterior, são mais de US$ 35 bilhões do Chile. Então, consequentemente, uma retomada da economia brasileira também tem um efeito significativo para empresas chilenas, interesses de investidores que investem no nosso país. Isso também é válido para investidores brasileiros no Chile, e também em vários setores.

 

Repórter Danielle Popov: Espaço que já está encaminhado pelo acordo de livre comércio assinado no ano passado e que agora depende apenas da aprovação do Congresso dos países. O embaixador Carlos Duarte explicou que a visita do presidente brasileiro demonstra que ele o presidente do Chile, Sebastián Piñera, estão empenhados na aprovação desse acordo.

 

Embaixador do Brasil no Chile, Carlos Duarte: Brasil e Chile já têm um regime aduaneiro que isenta de tarifas os bens comerciados, mas ele se beneficiaria de um acordo adicional, como foi feito o ano passado, que é para facilitar o comércio bilateral.

 

Repórter Danielle Popov: O embaixador brasileiro explicou ainda que, além das parcerias já firmadas, Brasil e Chile vão tratar de maior integração entre os países da América do Sul.

 

Embaixador do Brasil no Chile, Carlos Duarte: Com mecanismos mais ágeis, mas flexíveis do que aqueles atualmente existentes e como se poderia aprofundar esse diálogo e essa cooperação no que diz respeito à integração.

 

Repórter Danielle Popov: Para o professor de relações internacionais, Marcelo Suano, o Brasil ganha politicamente e economicamente com a visita do presidente Jair Bolsonaro ao Chile.

 

Professor de relações internacionais - Marcelo Suano: No campo político já demonstra que o Bolsonaro vai conseguir ou está buscando, está conseguindo, concretizando, qualquer afastamento de isolamento, e ficar numa postura isolacionista ou de que o Bolsonaro está reproduzindo a ideia de que vai tomar decisões unilaterais, pensando único e exclusivamente dos nos interesses nacionais. E, comercialmente isso é muito positivo, os acordos que podem ser feitos em questões tarifárias e alfandegárias vão só nos beneficiar.

 

Repórter Danielle Popov: O Brasil vende para o Chile óleos brutos, carnes e produtos manufaturados, e compra cobre, salmão, frutas e vinho. De Santiago, no Chile, Danielle Popov.

 

Gabriela: Hoje, o presidente Jair Bolsonaro e um grupo de ministros entregaram o Projeto de Lei do sistema de proteção social das Forças Armadas ao Congresso Nacional.

 

Nasi: O projeto prevê uma reestruturação da carreira dos militares com economia de mais de R$ 10 bilhões ao governo em dez anos.

 

Gabriela: E a repórter Márcia Fernandes está no Ministério da Economia acompanhando a apresentação do projeto e traz os detalhes para a gente. Boa noite, Márcia, como vai ser essa reestruturação?

 

Repórter Márcia Fernandes (ao vivo): Boa noite, Gabriela, Nasi e ouvintes da Voz do Brasil. Eu ainda estou no Ministério da Economia, onde membros da equipe econômica e da defesa estão explicando ponto a ponto como será essa reestruturação das Forças Armadas. Hoje, mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro foi o Congresso Nacional acompanhado pelo Ministério da Economia, Paulo Guedes, da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, entregar o Projeto de Lei que propõe essa reestruturação. O projeto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Os militares, eles não têm um regime de previdência, e, sim, um regime próprio, uma espécie de regime de pensão. Por isso era importante rever toda a carreira dos integrantes das Forças Armadas, é por isso que esse projeto propõe mudanças importantes nessa pensão, no tempo de trabalho e na contribuição dos militares que estão na ativa e também daqueles que estão na reserva.

 

Nasi: Márcia, o ministro da Economia, Paulo Guedes, já havia afirmado que era importante que os militares também participassem desse esforço para equilibrar as contas do governo. O que ele falou sobre essa reestruturação?

 

Repórter Márcia Fernandes (ao vivo): Olha, Nasi, o ministro apontou que era possível fazer uma correção e reduzir privilégios que estavam contra os militares. Vale dizer que quase 58% dos militares recebem valores muito baixos, de até 3,5 salários mínimos. Então, o ministro disse que o que foi feito foi reduzir a diferença entre civis e militares. Vamos ouvir.

 

Ministro da Economia - Paulo Guedes: Nós sentimos que estamos fazendo uma correção não só do lado da previdência, mas também do lado de reduzir privilégios, que, no caso, estavam a favor de servidores civis e contra os servidores militares. Então, o que nós fizemos foi uma reestruturação feita pelos militares sem aumento de soldo. Os civis, quando fazem cursos, obtêm promoções, os militares não tinham esse regime. Então, havia uma enorme assimetria entre o servidor público e o servidor militar.

 

Gabriela: E, Márcia, quais são as principais mudanças na questão desse regime dos militares?

 

Repórter Márcia Fernandes (ao vivo): Olha, Gabriela, após aprovação, os militares, homens e mulheres, vão precisar aumentar o tempo na ativa e contribuir por 35 anos, não apenas 30. A proposta também aumenta a idade limite para o militar ser transferido para a reserva. Hoje a idade varia de 44 a 66 anos, de acordo com a patente ou posto. A proposta eleva esse intervalo para entre 57 anos e 70 anos. A alíquota de contribuição dos militares fará... o sistema de previdência deles também deve mudar, há um aumento de 14% de contribuição ao longo dos próximos dois anos, sendo 10,5% para a previdência, 3,5% para o plano de saúde. Essa proposta de lei unifica a contribuição de todos os beneficiários. Hoje em dia isso varia, por exemplo, alunos de escolas de formação, cabos e soldados não contribuem, enquanto ativos e inativos contribuem com 7,5% sobre o rendimento bruto.

 

Nasi: E, Márcia, tem uma regra de transição?

 

Repórter Márcia Fernandes (ao vivo): Tem sim. Existe uma regra de transição. Pela proposta, quem já tiver 30 anos de serviço, quando às novas regras entregarem em vigor, vai ter direito de ir para a reserva. Olha, Nasi, essas mudanças são importantes para valorizar os militares, que trabalham com atividades muito específicas. No dia a dia eles correm risco de morte, não podo fazer [falha no áudio], não recebem adicional noturno ou hora extra, por isso essas regras são diferentes. O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, falou que mesmo com as particularidades da carreira, as Forças Armadas estão fazendo esse sacrifício fiscal.

 

Ministro da Defesa - Fernando Azevedo e Silva: Nós, militares, nós não temos uma relação de trabalho patrão/empregado, nós temos pelo juramento que o militar faz, nós temos o compromisso com a nação brasileira de defender a pátria com o sacrifício da própria vida. Esse é o diferencial, são as peculiaridades da carreira militar, que estão previstas nesse projeto de lei também, além de ajudar muito a reforma fiscal.

 

Repórter Márcia Fernandes (ao vivo): Uma correção, essa transição, esse tempo hoje para o militar poder ir para a reserva vai variar entre 50 e 70 anos.

 

Gabriela: E, Márcia, que outras mudanças estão previstas?

 

Repórter Márcia Fernandes (ao vivo): Olha, Gabriela, são várias mudanças, por exemplo, um dos exemplos que eu posso passar para vocês é a questão da meritocracia, da valorização da meritocracia. Muda quem estuda mais, quem se faz cursos, se qualifica, essas pessoas vão ganhar mais. Esse é o chamado adicional de habilitação, que pode representar um aumento que varia de 16% a 71% no soldo, ou seja, no salário dos militares. Quanto mais importante e mais difícil o curso, maior o aumento.

 

Nasi: Agora, Márcia, como é que essas mudanças vão impactar nas contas do governo?

 

Repórter Márcia Fernandes (ao vivo): Olha, Nasi, o Governo Federal estima uma economia de R$ 97 bilhões em dez anos. O governo deve gastar com a reestruturação das carreiras, mas, mesmo assim, o superávit e a economia nas mudanças propostas para os militares trazem mais R$ 10 bilhões em dez anos, em 20 anos a economia estimada é de mais de R$ 33 bilhões.

 

Nasi: Obrigado, então, Márcia Fernandes, pelas informações, ao vivo, aqui na Voz do Brasil.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com o Minuto do TCU, e, em seguida, as Notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Gabriela: Uma boa noite até amanhã

 

"Governo Federal. Pátria amada, Brasil".