20 DE SETEMBRO DE 2017

Destaques da Voz do Brasil: Presidente Michel Temer apresenta o Brasil a empresários americanos e destaca oportunidades de investimentos para gerar empregos. Na ONU, Temer assina documento sobre Proibição de Armas Nucleares. Resultados positivos da economia tem impacto na arrecadação, que cresceu em agosto. Saiu edital para selecionar municípios que vão participar da primeira etapa do Cartão Reforma.

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Transcrição


A VOZ DO BRASIL - 20/09/2017

 

 

Apresentador Luciano Seixas: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Alessandra Bastos: Boa noite.

 

Luciano: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Alessandra: Quarta-feira, 20 de setembro de 2017.

 

Luciano: E vamos ao destaque do dia...

 

Alessandra: Presidente Michel Temer apresenta o Brasil a empresários americanos.

 

Luciano: E destaca oportunidades de investimentos para melhorar serviços à população e gerar empregos.

 

Presidente Michel Temer: O que interessa ao cidadão são os resultados, é nessa direção que nós estamos governando. Portanto, estejam certos: investir no Brasil é ganhar.

 

Alessandra: E, junto às Nações Unidas, Temer assina documento sobre proibição de armas nucleares. Paola De Orte.

 

Repórter Paola De Orte: Os países que assinam o tratado se comprometem a não produzir armas nucleares.

 

Luciano: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Alessandra: Bons resultados da economia tem impacto na arrecadação. José Luiz Filho.

 

Repórter José Luiz Filho: A arrecadação do governo chegou a mais de R$ 104 bilhões em agosto, crescimento de quase 11% em comparação ao mesmo mês do ano passado.

 

Luciano: E saiu o edital para selecionar os municípios que vão participar da primeira etapa do Cartão Reforma. Gabriela Noronha.

 

Repórter Gabriela Noronha: Neste primeiro momento serão beneficiados municípios que foram atingidos por enchentes.

 

Alessandra: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Alessandra Bastos e Luciano Seixas.

 

Luciano: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Alessandra: O presidente Michel Temer e ministros brasileiros apresentaram a empresários dos Estados Unidos oportunidades de investimentos no Brasil.

 

Luciano: Temer mostrou que o nosso país começa a sair de uma grave crise e destacou queda na inflação e nos juros e menos burocracia.

 

Alessandra: É. Para o presidente, um cenário de reformas que podem abrir portas para o crescimento e a geração de empregos.

 

Repórter Paola De Orte: O Brasil foi o destaque da edição desta quarta-feira do jornal Financial Times, que publicou um caderno especial sobre o país, destacando as oportunidades de investimento em infraestrutura. O jornal também promoveu um seminário sobre oportunidade de investimento no Brasil. Nesse evento, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, destacou as reformas promovidas pelo governo brasileiro, como o limite dos gastos públicos e a modernização da legislação trabalhista. O ministro-chefe da Secretaria-Geral, Moreira Franco, destacou o Programa de Parcerias de Investimentos. Segundo ele, as novas regras estabelecidas pelo governo para licitações e concessões criaram um ambiente de concorrência mais atrativo para os investidores.

 

Ministro-Chefe da Secretaria-Geral - Moreira Franco: Nós já colocamos, já estimulamos em torno de 24 bilhões de investimentos. O que significa uma contribuição substancial para a geração de empregos. E uma característica desse programa é exatamente a ideia de que o crescimento, ele exige investimento. E você precisa de investidores que tenham a confiança de que é um investimento que haverá retorno. Investimento em infraestrutura é um investimento de prazos médios e longos, o que exige muita previsibilidade. E nós temos certeza de que esses resultados têm cumprido o objetivo, que é a geração de empregos.

 

Repórter Paola De Orte: No encerramento do seminário para investidores, o presidente da República, Michel Temer, falou sobre as reformas promovidas pelo governo para impulsionar a produtividade do Brasil, e fez um balanço dos resultados alcançados. Citou a queda dos juros, a redução da inflação, o reaquecimento do mercado de trabalho e disse que o governo pretende continuar propondo medidas de ajuste.

 

Presidente Michel Temer: Estimulados por esses avanços, nós continuaremos a levar a cabo a nossa agenda de reformas. Nós temos convicção disso e não nos falta disciplina. Não nos falta disposição para o diálogo.

 

Repórter Paola De Orte: O presidente também falou sobre o Programa de Concessões e Privatizações. Afirmou que a parceria com o setor privado é importante, porque o Estado não conseguiria atender sozinho a toda a demanda da população por serviços e disse que o importante é que o cidadão receba um serviço de qualidade.

 

Presidente Michel Temer: O que interessa ao cidadão são os resultados e é nesta direção que nós estamos governando. E é por isso que nós acolhemos, naturalmente de braços abertos, todos os que quiserem ir ao Brasil para ampliar a nossa infraestrutura, a nossa economia, gerar empregos. Portanto, estejam certos: investir no Brasil é ganhar. O Brasil voltou.

 

Repórter Paola De Orte: Na conversa com investidores, o presidente Michel Temer também falou sobre medidas do governo para diminuir a burocracia no ambiente de negócios. Segundo ele, vários Ministérios já colocaram em prática a desburocratização. De Nova Iorque, nos Estados Unidos, Paola De Orte.

 

Luciano: E a gente, daqui a pouquinho, volta com a Paola em Nova Iorque, que tem mais informações de lá.

 

Alessandra: Aumento nas vendas do comércio, a volta da geração de empregos, crescimento da produção de veículos.

 

Luciano: Estes são alguns indicadores divulgados nas últimas semanas que demonstram a retomada da economia do país.

 

Alessandra: E com o crescimento, o governo também arrecada mais com os impostos gerados por essas atividades.

 

Luciano: E foi o que ocorreu em agosto: a arrecadação do governo cresceu quase 11%.

 

Repórter José Luiz Filho: A arrecadação do governo com impostos, contribuições e outras receitas como os royalties, que são os pagamentos feitos por empresas pela exploração de minérios e petróleo, chegou a mais de R$ 104 bilhões em agosto. Crescimento de quase 11% em comparação ao mesmo mês do ano passado. Este é o melhor resultado da arrecadação para meses de agosto desde 2015 e também foi o maior aumento mensal registrado neste ano. O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malachias, explica quais fatores levaram ao aumento da arrecadação no último mês.

 

Chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal - Claudemir Malachias: O resultado foi fortemente impactado pelo desempenho do imposto sobre os lucros, pela receita dos parcelamentos que tivemos agora no mês de agosto, pela elevação da alíquota do PIS e Cofins dos combustíveis e pelo esforço da administração tributária que está empenhando aí, grandes ações na área de fiscalização e cobrança.

 

Repórter José Luiz Filho: Em agosto, a chamada "Receita Administrada", formada pelos impostos e contribuições federais, teve crescimento real de mais de 10% em comparação com o mesmo período do ano passado, ultrapassando os R$ 102 bilhões. Para Altamiro Carvalho, economista da Federação do Comércio do Estado de São Paulo, o crescimento da arrecadação, sem aumento ou criação de novos impostos, é uma clara evidência da retomada do crescimento econômico.

 

Economista da Federação do Comércio do Estado de São Paulo - Altamiro Carvalho: Os impostos ligados diretamente à atividade econômica e ao emprego aumentaram, que é o caso do IPI que aumentou, o imposto sobre importação que aumentou, e o imposto de renda retido na fonte sobre o trabalho assalariado, que é um outro dado importante e que corrobora os bons indícios, os bons dados que estão sendo divulgados na área do emprego. Então, juntando o fato que todos os impostos federais apresentaram aumento em agosto, isso significa que nós estamos, inequivocamente, adentrando num processo de reaquecimento econômico, superando o processo recessivo que vigorou até o final do ano passado.

 

Repórter José Luiz Filho: Segundo o economista da Fecomercio, a arrecadação do governo deve se manter positiva nos próximos meses, período em que o comércio faz as encomendas para a indústria de produtos para as vendas de fim de ano, um sinal de que o país vai deixar de vez a crise para trás e consolidará a retomada do crescimento. Reportagem, José Luiz Filho.

 

Alessandra: E o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, lá em Nova Iorque, também comentou o aumento na arrecadação. Vamos ouvir.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: Ele reflete duas coisas. Em primeiro lugar, a recuperação econômica, o que é muito importante, que esse é um fenômeno que eu chamaria de fundamento. Mas tem também um fenômeno pontual importantíssimo, que foi o processo de amortização fiscal das provisões dos bancos, que já está chegando ao final. Então, esse é um outro fator também que impulsiona a arrecadação. Além do mais relevante, que é a recuperação da economia. Então, é muito significativo, sim.

 

Luciano: Aumentar um quarto, mudar o piso, fazer uma varanda, consertar problemas elétricos... Uma reforma na casa é um desejo de muitos brasileiros, mas nem sempre o dinheiro está na mão.

 

Alessandra: E é para ajudar as famílias mais pobres a arrumar a casa que o governo federal criou o Programa Cartão Reforma.

 

Luciano: Hoje, saiu o edital para selecionar os primeiros municípios que vão participar do programa.

 

Alessandra: A prioridade é para cidades nos estados do Rio Grande do Sul, Alagoas, Pernambuco e Santa Catarina, afetados pelas enchentes.

 

Repórter Gabriela Noronha: Melhorar as condições de moradia de família pobres em todo o Brasil. Esse é o objetivo do Programa Cartão Reforma do Ministério das Cidades. Com a iniciativa, o governo vai liberar recursos para a compra de materiais de construção. Segundo o ministro das Cidades, Bruno Araújo, a ideia é que as famílias possam reformar, aumentar ou terminar de construir a casa própria.

 

Ministro das Cidades - Bruno Araújo: Todos nós sabemos do que significa quando olhamos o relógio, terminamos aqui o nosso expediente, a satisfação de voltar para casa, ao encontro de sua família. Mas quantos milhões de brasileiros voltam a uma casa, não é, que não tem um banheiro ou que está faltando a porta em lugares fundamentais, ou que está preocupado à noite se a chuva vai derrubar o telhado?

 

Repórter Gabriela Noronha: O ministro assinou nesta quarta-feira uma portaria que permite o início do programa. Com isso, durante o evento, em Brasília, já foi aberto o edital para a seleção das cidades. Neste primeiro momento serão beneficiados municípios que foram atingidos por enchentes. Mas, de acordo com o ministro Bruno Araújo, a meta do governo federal é atender cerca de 100 mil famílias em todo o Brasil ainda este ano. Segundo Álvaro César Lourenço, diretor de Melhoria Habitacional do Ministério das Cidades, uma das novidades do programa é o uso de tecnologia.

 

Diretor de Melhoria Habitacional do Ministério das Cidades - Álvaro César Lourenço: Cada um dos perfis dos usuários vão ter aplicativos que podem, a todo momento, ter acesso a dados como nota fiscal, quantidade de materiais que foram adquiridos, ao andamento da obra, aos registros fotográficos, a controles pelo GPS da localização por rastreamento.

 

Repórter Gabriela Noronha: O Cartão Reforma foi inspirado no Programa Cheque Mais Moradia do governo de Goiás. A iniciativa beneficiou famílias como a de D. Ilda Borges, moradora de Uruaçu. A aposentada tem 76 anos, sete filhos e é viúva. D. Ilda conta que o pouco dinheiro que recebia mal dava para o sustento da família. Os cerca de R$ 3 mil que ela recebeu do programa chegaram em boa hora.

 

Aposentada e Beneficiária do Programa - D. Ilda Borges: Foi uma benção para mim. Na minha casa, as paredes tudo rachada, quando chovia, eu tinha que estar tampando as coisas, ficava tudo molhado.

 

Repórter Gabriela Noronha: Para mais detalhes, as famílias devem se informar diretamente na prefeitura da cidade onde moram. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Luciano: E o ministro das Cidades, Bruno Araújo, gravou uma mensagem para os ouvintes da Voz do Brasil sobre o Cartão Reforma. Vamos ouvir.

 

Ministro das Cidades - Bruno Araújo: Boa noite a todos os ouvintes da Voz do Brasil. Hoje foi realmente um dia especial. Nós assinamos a portaria que regulamenta de forma definitiva o Cartão Reforma. O cartão reforma agora fica aberto para quatro estados do Brasil que sofreram esse ano com calamidades, com enchentes. O estado de Pernambuco, de Alagoas, Santa Catarina e Rio Grande do Sul são os primeiros quatro estados escolhidos, até para que todos nós possamos também aprender a rodar, a colocar na rua um programa tão grande como esse. E daqui a 30, 40 dias, nós vamos abrir a seleção para todos os demais municípios brasileiros.

 

Alessandra: A primeira lista de beneficiados do Cartão Reforma deve ser publicada nos próximos dias e inclui 58 municípios.

 

Luciano: 19h12, em Brasília.

 

Alessandra: Tráfico de pessoas.

 

Luciano: Um crime silencioso.

 

Alessandra: Daqui a pouco vamos falar das ações do governo brasileiro para alertar vítimas e a população, que pode denunciar.

 

Luciano: Nós já falamos aqui na Voz do Brasil esta semana: pela quarta vez no ano a fila de espera do Bolsa-Família foi zerada.

 

Alessandra: E, hoje, mais uma boa notícia: 87% das crianças e adolescentes do Bolsa-Família estão frequentando a escola.

 

Luciano: Este é o segundo maior percentual para o bimestre, desde que a frequência escolar começou a ser acompanhada, em 2007.

 

Repórter Pablo Mundim: O Programa Bolsa-Família teve bons resultados nesse semestre. Nos meses de junho e julho desse ano, o Ministério da Educação registrou a frequência escolar de 87% das crianças e adolescentes, de 6 a 17 anos, beneficiários do programa. São mais de 13 milhões de alunos dentro da escola. Esse número só perde para 2014, quando o índice chegou a 88%. A frequência na escola é uma das condições para receber o benefício. A secretária de Educação Continuada do Ministério da Educação, Ivana de Siqueira, avalia que os números são importantes para acompanhar a trajetória dessas crianças e adolescentes.

 

Secretária de Educação Continuada do Ministério da Educação - Ivana de Siqueira: Saber se esse aluno está frequentando, se ele mudou de ano, que série que ele está, se ele mudou de escola, qual o motivo. Então, isso tudo é uma forma também da gente ter condições de acompanhar essas crianças que são mais pobres, mais vulneráveis, e que elas possam ter uma trajetória de sucesso no seu percurso educacional.

 

Repórter Pablo Mundim: E se na sala de aula os números são bons, na saúde também revelam avanços. Ao todo, mais de 8 milhões de famílias foram atendidas de perto por equipes da saúde dos estados e municípios. O diretor do Departamento de Condicionalidades do Ministério do Desenvolvimento Social, Eduardo Pereira, observa que o atendimento vai além das crianças beneficiadas pelo programa.

 

Diretor do Departamento de Condicionalidades do Ministério do Desenvolvimento Social - Eduardo Pereira: O agente de saúde que vai na casa pesar e medir as crianças, verificar a caderneta, ela não só olha só a criança, ela olha a família toda, ela olha se tem um idoso que está precisando de atenção.

 

Repórter Pablo Mundim: O programa atente mais de 13 milhões de famílias. É o caso da Rogéria de Jesus Botelho, moradora de Planaltina, em Goiás. Mãe de dois filhos, Rogéria sabe que para ter o benefício é preciso cumprir algumas exigências.

 

Beneficiária do Programa - Rogéria de Jesus Botelho: Tem que ser assiduidade no colégio, né, tem que fazer a pesagem no posto, as vacinas têm que estar em dia. Sou bem rigorosa.

 

Repórter Pablo Mundim: Nesse mês de setembro, o governo vai repassar R$ 2 bilhões a mais para garantir o atendimento dos beneficiários. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Alessandra: E a gente também reforma os resultados do pente-fino no Bolsa-Família, tudo para que o benefício seja pago a quem realmente precisa.

 

Luciano: Neste mês, mais de 200 mil novas famílias estão recebendo o benefício pela primeira vez.

 

Alessandra: Vamos conhecer uma delas, a Juliana. Dona de casa e mãe de três filhos, ela começou a receber, mais já está na luta para tentar melhorar de vida e sair da pobreza.

 

Repórter Natália Mello: Juliana Nascimento é mãe da Amanda, do Dérick e do Thiago, e sempre cuidou dos filhos sozinha. Por dez anos trabalhou como técnica em infraestrutura em uma universidade, mas acabou ficando desempregada. Foi aí que Juliana buscou o Bolsa-Família. Ela conta que a espera não foi longa. Menos de um mês depois de se inscrever no Cadastro Único, começou a receber o benefício. Isso só foi possível por causa de um pente-fino realizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social, que permitiu direcionar os repasses a quem realmente precisa, zerando a fila de espera. Essas pessoas foram excluídas abrindo espaço para outras, como Juliana. Os R$ 117 que ela recebe do programa são gastos exclusivamente com a alimentação dos filhos.

 

Beneficiária do Programa Bolsa-Família - Juliana Nascimento: Para muitos pode parecer uma quantia mínima, né, mas para mim tem muita importância, porque, assim, várias vezes eu já cheguei em situações aqui que eu não tinha um leite, né, não tinha o pão. Eu vou lá, eu compro duas caixas de leite para os meus filhos.

 

Repórter Natália Mello: Para o futuro, Juliana se prepara e dá o exemplo aos filhos. Pela internet, estuda gestão financeira e técnica em secretaria escolar, além de fazer um curso de inglês gratuito. Ela espera conseguir emprego o quanto antes para não precisar mais do Bolsa-Família.

 

Beneficiária do Programa Bolsa-Família - Juliana Nascimento: A partir do momento que eu tenho um emprego, não necessariamente eu preciso mais do benefício, né? É justo que eu deixe livre a minha vaga, se é que é dessa forma, né, para uma outra pessoa, né, que necessite mais que eu.

 

Repórter Natália Mello: Além do aperfeiçoamento na gestão do programa, o Ministério do Desenvolvimento Social também está criando ações para estimular a inclusão produtiva das famílias. O objetivo é dar condições para que as pessoas tenham renda, consigam sair da situação da pobreza e possam deixar o programa. Reportagem, Carolina Graziadei.

 

Luciano: O presidente Michel Temer assinou hoje o tratado para proibição de armas nucleares.

 

Alessandra: O Brasil foi o primeiro país a assinar o acordo.

 

Luciano: Nós vamos agora, ao vivo, conversar com a repórter Paola De Orte, que acompanha a viagem do presidente aos Estados Unidos e tem mais informações sobre o tratado. Boa noite, Paola.

 

Repórter Paola De Orte (ao vivo): Boa noite, Luciano. Boa noite, Alessandra. Quarenta e dois países assinaram o tratado hoje pela manhã na sede da ONU. O Brasil foi o primeiro país a firmar o tratado. O acordo obriga os Estados-partes a não participar ou permitir atividades relacionadas ao uso e também ao desenvolvimento de armas nucleares. Esse texto foi acordado no último dia 7 de julho, em uma conferência proposta por Brasil, África do Sul, Áustria, Irlanda, México e Nigéria, no final de 2016. A assinatura é a segunda etapa do processo, que termina com a ratificação.

 

Alessandra: Paola, você também acompanhou agora há pouco uma entrevista do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Quais que foram os principais pontos dessa entrevista?

 

Repórter Paola De Orte (ao vivo): O ministro falou sobre a expectativa de aprovação da reforma da Previdência e fez uma avaliação do cenário econômico do Brasil. Ele também fez uma previsão para o crescimento da economia.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: Três por cento é a medida entre o quarto trimestre de 2017 sobre o quarto trimestre de 2016. Nós estamos aí entre esse número, de 2,7% a 3%. Três por cento é o ritmo de crescimento que esperamos na virada do ano.

 

Repórter Paola De Orte (ao vivo): O presidente Michel Temer embarcou hoje de volta ao Brasil. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, fica em Nova Iorque até este sábado. De Nova Iorque, nos Estados Unidos, Paola De Orte.

 

Luciano: Tráfico de pessoas. Você sabe que crime é esse?

 

Alessandra: Realidade de muitas pessoas em todo o mundo, inclusive aqui no Brasil.

 

Luciano: Um crime difícil de reconhecer e que precisa da ajuda da população, que pode denunciar.

 

Repórter Natália Mello: Lilian Altuntas é uma confeiteira pernambucana. Com um sorriso estampado, é fácil perceber a alegria de quem trabalha fazendo o que ama, mas nem sempre foi assim. Lillian é uma sobrevivente.

 

Confeiteira - Lilian Altuntas: Uma senhora, ela me viu e disse que eu era muito bonita, que o meu sorriso era muito bonito. Depois de alguns dias ela me levou para uma casa perto de Fortaleza. Foi aonde eu fiquei na casa pior da minha vida.

 

Repórter Natália Mello: De Fortaleza, Lillian foi vendida como mercadoria para a Alemanha, onde foi obrigada a se prostituir. Envergonhada, sob ameaças e dominada pelo medo, buscar ajuda era uma tarefa difícil.

 

Confeiteira - Lilian Altuntas: Uma prostituta é vista como uma pessoa que não presta, que não vale nada, sabe? Uma pessoa que quem vai ficar junto de mim, quem é que vai amar?

 

Repórter Natália Mello: Lillian foi vítima de tráfico humano, uma realidade vivida por milhares de pessoas no mundo. E o Brasil tem trabalhado para combater o crime e alertar a população. Renata Braz, coordenadora nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do Ministério da Justiça, destaca a Lei de Enfrentamento ao Tráfico, criada no final do ano passado.

 

Coordenadora Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do Ministério da Justiça - Renata Braz: Havendo um normativo, a Polícia consegue identificar melhor, os dados chegam para a gente melhores manipulados, detalhados, e a gente consegue também desenhar melhor, aprimorar a nossa política.

 

Repórter Natália Mello: Na América Latina, a maioria dos crimes acontece dentro do próprio país, disfarçados de promessas por uma vida melhor. De acordo com Fernanda Fuentes, do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, por serem difíceis de identificar, são subnotificados, e a melhor forma de enfrentamento ainda é o esclarecimento.

 

Integrante do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime - Fernanda Fuentes: Que geralmente quem vai perceber mais isso vai ser as pessoas que estão ao redor, não as autoridades. Só que você tem que perceber que a pessoa nunca vai você falar, que está sozinha, que está com muito medo.

 

Repórter Natália Mello: E foi o que aconteceu com a Lillian. Depois de resgatada, a história triste deu lugar às conquistas. O plano agora é abrir uma escola de confeitaria para moradores de ruas.

 

Confeiteira - Lilian Altuntas: Você vem lutando, provando, porque assim é a vida. E esse projeto é o meu sonho de poder, como é que se fala, ajudar as pessoas que passou por aquilo que eu passei.

 

Repórter Natália Mello: Reportagem, Natália Mello.

 

Alessandra: E se você desconfia de alguma situação, ligue 180 e ajude a salvar uma vida como a da Lillian, que acabamos de ouvir.

 

Luciano: As ligações são gratuitas e o sigilo é absoluto.

 

Alessandra: A partir das ligações e outros documentos, Brasil e ONU prepararam um relatório para entender como o crime vem ocorrendo e criar políticas de combate.

 

Luciano: O terremoto que atingiu o México ontem destruiu centenas de edifícios, causou incêndios e já deixou mais de 220 mortos.

 

Alessandra: As buscas continuam. Em sua conta no Twitter, o presidente Michel Temer informou que o Brasil continua unido ao povo mexicano, em especial às famílias das vítimas do terremoto.

 

Luciano: O presidente diz também que o serviço consular do Itamaraty está de plantão na Cidade do México para auxiliar os brasileiros.

 

Alessandra: Os números de emergências do consulado e outras informações podem ser encontrados na página da internet: www.itamaraty.gov.br.

 

Luciano: A aplicação das provas do Encceja, o Exame Nacional para a Certificação de Competências de Jovens e Adultos, foi adiada para o dia 19 de novembro.

 

Alessandra: O exame seria realizado no próximo mês, mas mudou de data por causa de um atraso nos trâmites administrativos, de acordo com a instituição organizadora.

 

Luciano: O Encceja é direcionado a jovens e adultos que não tiveram a oportunidade de concluir os estudos em idade própria e desejam obter o certificado de conclusão do ensino fundamental e do ensino médio.

 

Alessandra: Na edição deste ano são mais de 1,5 milhão de inscritos em mais de 560 municípios de todo o Brasil.

 

Luciano: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Alessandra: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Luciano: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Alessandra: Fique agora com o Minuto do TCU. Em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Luciano: Boa noite para você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".