21 de janeiro de 2019 - Poder Executivo

Destaques da Voz do Brasil: Um convite aos investidores. Presidente Jair Bolsonaro já está na Suíça para participar do Fórum Econômico Mundial. Em sua primeira viagem internacional como presidente, Bolsonaro vai mostrar um novo Brasil. E setor de transportes deve atrair boa parte destes investimentos. Em entrevista exclusiva à Voz do Brasil, ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, fala sobre planos do governo de aumentar o uso de ferrovias para escoar a produção do país. E concessões em aeroportos também devem atrair investimentos bilionários e gerar mais empregos. Maior inclusão para estudantes com deficiência visual. Escolas públicas vão oferecer livros didáticos e de literatura em braile com letras ampliadas.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Segunda-feira, 21 de janeiro de 2019.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Um convite aos investidores.

 

Gabriela: Presidente Jair Bolsonaro já está na Suíça para participar do Fórum Econômico Mundial.

 

Nasi: Em sua primeira viagem internacional como presidente, Bolsonaro vai mostrar um novo Brasil.

 

Presidente Jair Bolsonaro: O Brasil está tomando medidas para que o mundo restabeleça confiança em nós, que nós podemos ser um país seguro para investimentos. E para isso estamos aqui para mostrar para eles que o Brasil mudou.

 

Gabriela: E setor de transportes deve atrair boa parte desses investimentos.

 

Nasi: E em entrevista exclusiva à Voz do Brasil, ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, fala sobre planos do governo de aumentar o uso das ferrovias para escoar a produção do país.

 

Ministro da Infraestrutura - Tarcísio Gomes de Freitas: E o objetivo é fazer com que a participação das ferrovias na matriz de transporte aumente consideravelmente. A ideia que ela dobre nos próximos oito anos.

 

Gabriela: E concessões em aeroportos também devem atrair investimentos bilionários e gerar mais empregos. Ricardo Ferraz.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Vão ser leiloados 12 aeroportos divididos em 3 blocos regionais.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Maior inclusão para estudantes com deficiência visual.

 

Nasi: Escolas públicas vão oferecer livros didáticos e de literatura em braille com letras ampliadas. Cleide Lopes.

 

Repórter Cleide Lopes: Os livros em tinta braille, que chegarão às salas de aula no início do letivo, terão o mesmo conteúdo dos demais livros didáticos.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil: Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar: www.voz.gov.br .

 

Gabriela: O presidente Jair Bolsonaro já chegou a Davos, na Suíça, onde participa nesta semana do Fórum Econômico Mundial.

 

Nasi: Junto com os ministros Paulo Guedes, da Economia, Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública, e Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, Bolsonaro vai mostrar a investidores as reformas, como a da previdência administrativa, e uma política de concessões e privatizações que o Brasil está colocando em prática para melhorar a economia e atrair recursos.

 

Gabriela: E a repórter Danielle Popov está na Suíça e conversa agora com a gente, ao vivo, sobre a importância desse evento para o país e no mundo. Boa noite, Danielle, o que você já viu por aí?

 

Repórter Danielle Popov (ao vivo): Boa noite, Gabriela. Boa noite, Nasi. Boa noite a todos que acompanham a Voz do Brasil. Bom, eu estou aqui em Davos, essa cidade conhecida pelas estações de esqui, que tem sua população mais que dobrada durante a realização do Fórum Econômico Mundial. Davos recebe lideranças empresariais e políticas, organizações da sociedade civil e até do meio artístico durante o evento, que começa nessa terça e segue até sexta?feira. Os acessos aos hotéis onde estão as autoridades estão bloqueados, há policiais por todo lado e nós precisamos nos identificar para circular nessas áreas restritas. O presidente Jair Bolsonaro chegou hoje a Davos, acompanhado do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e falou sobre o objetivo da viagem, atrair a confiança dos investidores estrangeiros.

 

Presidente Jair Bolsonaro: Nós queremos mostrar que o Brasil está tomando medidas para que o mundo restabeleça a confiança em nós, que os negócios voltem a florescer entre o Brasil e o mundo, sem o viés ideológico, que nós podemos ser um país seguro para investimentos. E, em especial, a questão do agronegócio, que é muito importante para nós, é o nosso 'commodity' mais caro. Queremos ampliar esse tipo de comércio, e, para isso, estamos aqui para mostrar para eles que o Brasil mudou.

 

Repórter Danielle Popov (ao vivo): O fórum reúne representantes de mais de cem países e os principais líderes de empresas globais. E para saber mais sobre o Fórum Econômico Mundial e a importância dele, eu preparei uma reportagem. Vamos ouvir.

 

Repórter Danielle Popov: Fundado em 1971 pelo professor suíço Klaus Schwab, o Fórum Econômico Mundial é independente e reúne representantes das maiores empresas mundiais, líderes políticos, cientistas, jornalistas e representantes da sociedade civil. É como se fosse uma grande mesa de negociação em que as partes se colocam interessadas em investir ou receber investimentos das mais diversas áreas. De acordo com o professor de economia da Universidade de Brasília, Roberto Ellery, o fórum vai além de economia e é uma oportunidade para empresários conversarem com governantes.

 

Professor de economia da Universidade de Brasília - Roberto Ellery: O fórum está preocupado com questões ambientais, o fórum está preocupado com questão de direitos humanos, e, naturalmente, o principal, que é economia. É um ambiente em que esses grandes atores, empresários que decidem fluxo de capital, eles têm para conversar e tirar dúvida, né? Quer dizer é uma boa oportunidade.

 

Repórter Danielle Popov: O Fórum Econômico Mundial passou a receber chefes de Estado e de governo em 1974, e, desde então, tem destaque na resolução de conflitos entre as nações. Em 1988, intermediou as relações entre Turquia e Grécia, evitando uma guerra entre os dois países. Também promoveu reuniões decisivas entre as Coreias do Norte e do Sul e articulou um encontro entre Alemanha Oriental e Ocidental para discutir a reunificação do país. O professor de relações internacionais e ciências políticas da Universidade Católica de Brasília, Creomar de Souza, destaca que a presença do presidente Jair Bolsonaro é importante no fórum para mostrar a atuação do país no cenário global e gerar crescimento na economia nacional.

 

Professor de relações internacionais e ciências políticas da Universidade Católica de Brasília - Creomar de Souza: É um mar de recursos trafegando pelo mundo e conseguem represar um pedaço desses recursos aqueles atores que conseguem construir os melhores canais para que esse dinheiro flua até as suas economias locais. A participação do Brasil no Fórum Econômico Mundial tem esse objetivo, que o presidente Jair Bolsonaro e a delegação que vá com ele ao fórum possa, em algum sentido, serem todos juntos construtores de canais com o objetivo fundamental de melhorar a visão que se tem sobre o Brasil, e, sobretudo, sobre o ambiente de negócio brasileiro.

 

Repórter Danielle Popov: De acordo do site oficial do evento, os participantes vão debater sobre como construir uma versão melhor da globalização. De Davos, na Suíça, Danielle Popov.

 

Repórter Danielle Popov (ao vivo): Bom, e nesta terça?feira o presidente Jair Bolsonaro vai fazer seu primeiro discurso na plenária do Fórum Econômico Mundial, ao lado do idealizador do evento, Klaus Schwab. Bolsonaro antecipou para a imprensa que será um discurso curto, objetivo, e que vai dar um recado mais amplo possível do Brasil. Amanhã, então, eu volto com mais informações. Nasi e Gabriela.

 

Nasi: Obrigado, Danielle Popov, pelas informações, ao vivo, aqui na Voz do Brasil.

 

Gabriela: Abertura do mercado brasileiro, privatizações, reformas da previdência, sem deixar espaço para crimes ou corrupção.

 

Nasi: Na reportagem de Ricardo Ferraz, vamos saber mais detalhes da nova agenda econômica que o governo está levando à Suíça para trazer mais investimentos para o Brasil.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Um Brasil competitivo, esse é o objetivo no campo da economia que a comitiva do governo brasileiro, chefiada pelo presidente Jair Bolsonaro, irá demonstrar aos empresários e chefes de Estado durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. O presidente já deu o tom da postura do governo durante o discurso de cerimônia de posse dos presidentes do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do BNDES no início do mês.

 

Presidente Jair Bolsonaro: Se a economia for bem, teremos mais empregos, o índice de violência diminuirá, a satisfação se fará presente junto ao nosso povo e nós começaremos a viver dias melhores para o nosso Brasil.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Os planos da equipe econômica incluem privatizações, reforma da previdência e simplificação tributária, como deixou claro o ministro da Economia, Paulo Guedes, em seu discurso ao assumir o cargo.

 

Ministro da Economia - Paulo Guedes: Nós vamos abrir a economia, nós vamos simplificar impostos, nós vamos privatizar, nós vamos descentralizar os recursos para estados e municípios.

 

Repórter Ricardo Ferraz: O economista, Roberto Ellery, professor da Universidade de Brasília, destaca que a viagem de Davos será uma boa oportunidade para deixar claro para a comunidade internacional os novos planos para a economia brasileira.

 

Professor de economia da Universidade de Brasília - Roberto Ellery: O Brasil está passando muitas mudanças, nós estamos tendo uma mudança de governo que há muito não se via no país. Não é uma mudança só do partido que está governando, mas é um conjunto de ideias que não tinham espaço no país, ou muito pouco, estão chegando ao governo. E conjunturalmente é importante para que o governo brasileiro possa se apresentar e também para dizer o que ele pretende fazer com a economia. Então, é uma oportunidade de o governo dizer: nossa aposta é uma aposta numa agenda liberal, que é uma oportunidade de ouro para o presidente convencer, digamos assim: invistam aqui, nós somos confiáveis.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Antes mesmo de as medidas serem encaminhadas pelo governo ao Congresso Nacional, elas já produziram efeitos positivos na economia. Desde o início de janeiro, a Bolsa de Valores opera acima de 90 mil pontos e bate sucessivos recordes de volume de negócios. Já o dólar tem apresentado tendência de baixa, a moeda americana vem sendo negociada por menos de R$ 4 nesse período. Um bom caminho para o país retomar investimentos e voltar a crescer, explica o economista Carlos Eduardo de Freitas, ex?diretor do Banco Central.

 

Economista e ex?diretor do Banco Central - Carlos Eduardo de Freitas: O presidente vai ter a oportunidade de mostrar a nova política econômica, que é amigável ao capital, amigável ao empreendedorismo privado. Há uma expectativa muito favorável e principalmente com a famosa reforma da previdência. Essa específica proposta e a proposta geral de ter uma economia mais aberta, uma economia com menos participação, menos intervenção estatal direta, o que é muito positivo.

 

Repórter Ricardo Ferraz: O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, que se tornou mundialmente conhecido ao julgar os processos da Operação Lava Jato, também participará do evento e deve apresentar em Davos os planos do governo federal para o combate à corrupção. A ideia é demonstrar que a agenda também tem impactos econômicos significantes.

 

Ministro da Justiça e Segurança Pública - Sérgio Moro: Não se combate a corrupção somente com investigações e condenações criminais eficazes, elas são relevantes, pois não há combate eficaz à corrupção com impunidade e sem risco de punição para os criminosos, mas elas não são suficientes, são necessárias políticas mais gerais contra a corrupção, leis que tornem o sistema de justiça mais eficaz, leis que diminuem incentivos e oportunidades contra a corrupção.

 

Repórter Ricardo Ferraz: O Fórum Econômico Mundial vai até quinta?feira (sic), 25 de janeiro. Cerca de 60 chefes de Estado devem comparecer ao encontro. Reportagem: Ricardo Ferraz.

 

Gabriela: E um dos setores que deve atrair investimentos para o Brasil é o de transporte.

 

Nasi: Nas ferrovias, por exemplo, já estão previstos três leilões até o ano que vem.

 

Gabriela: E sobre os planos do governo para as ferrovias, o repórter Rafael Gasparotto conversou com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

 

Repórter Rafael Gasparotto: Ministro, o que está sendo pensado pelo ministério para o sistema ferroviário do país?

 

Ministro da Infraestrutura - Tarcísio Gomes de Freitas: Bom, o Ministério da Infraestrutura vai retomar os investimentos em ferrovia e o objetivo é fazer com que a participação das ferrovias na matriz de transporte aumente consideravelmente. A ideia é que ela dobre nos próximos oito anos. Para isso, nós vamos fazer investimentos em novas concessões e investimentos nas concessões existentes.

 

Repórter Rafael Gasparotto: E quais que devem ser as próximas licitações e concessões?

 

Ministro da Infraestrutura - Tarcísio Gomes de Freitas: Bom, esse ano a gente faz em março já, no dia 28, o leilão da Ferrovia Norte-Sul e teremos mais dois leilões de concessão, da ferrovia de integração Oeste?Leste, que vai ligar Caetité, na Bahia, até o Porto de Ilhéus, e também a da Ferrogrão, que é a ferrovia que vai ligar Sinop, no Mato Grosso, até Miritituba, no Pará.

 

Repórter Rafael Gasparotto: E quais cidades que vão ser ligadas pela Norte-Sul que o senhor mencionou anteriormente?

 

Ministro da Infraestrutura - Tarcísio Gomes de Freitas: Porto Nacional, em Tocantins, até Estrela d'Oeste, em São Paulo. Essa Norte-Sul, ela vai fazer com que a gente tenha uma ligação ferroviária desde o Porto de Itaqui, lá no Maranhão, até o Porto de Santos. Então, várias cargas vão chegar na Norte-Sul e vão poder escoar, ou pelo norte, via Itaqui, ou por Santos, em São Paulo, o que vai gerar uma competição entre operadores de ferrovia e isso vai ter um reflexo imediato no frete, no Custo Brasil.

 

Repórter Rafael Gasparotto: Ministro, por que é importante investir no sistema ferroviário? Quais são as vantagens desse modal?

 

Ministro da Infraestrutura - Tarcísio Gomes de Freitas: A grande vantagem é eficiência energética. Então, é um modo onde a gente transporta um volume de carga muito maior, com muito menos consumo de energia, com muito menos emissão. Então, isso torna o transporte muito mais barato por tonelada transportada. Então, isso é valor que fica para o produtor, isso é redução do valor, do preço dos produtos para o consumidor final. Então, é uma coisa que beneficia a todos, até os caminhoneiros, porque, no final das contas, quando eu tenho mais carga sendo transportada para ferrovias, eu vou ter substituição dos fretes de longa distância por fretes de curta distância. Significa que os caminhoneiros vão fazer mais fretes, né? E vão ganhar mais em cada frete e vão passar, vão poder passar mais tempo em casa com as suas famílias.

 

Repórter Rafael Gasparotto: Quais são as expectativas e os desafios em relação às ferrovias para os próximos quatro anos?

 

Ministro da Infraestrutura - Tarcísio Gomes de Freitas: O grande desafio é nós conseguirmos estruturar bons projetos que despertam o interesse da iniciativa privada, acredito que a gente está indo muito bem nisso porque temos apresentado os projetos para os investidores e eles têm se mostrado muito interessados em participar dos nossos leilões.

 

Repórter Rafael Gasparotto: Ministro Tarcísio Gomes de Freitas, muito obrigado pela entrevista.

 

Ministro da Infraestrutura - Tarcísio Gomes de Freitas: Eu que agradeço.

 

Nasi: Ainda falando em concessões, já estão previstos leilões de aeroportos no país.

 

Gabriela: Os investimentos devem chegar a R$ 9 bilhões até 2021, gerando mais empregos.

 

Nasi: A ideia das concessões é melhorar a qualidade dos serviços oferecidos aos passageiros.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Dez aeroportos já foram concedidos à iniciativa privada e os próximos já têm data marcada, 15 de março, vão ser leiloados 12 aeroportos divididos em 3 blocos regionais, como explica o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

 

Ministro da Infraestrutura - Tarcísio Gomes de Freitas: Os operadores aeroportuários vão arrematar um bloco inteiro, o bloco do Nordeste, com seis aeroportos, o bloco Mato Grosso com quatro e o bloco do Sudeste com dois. Existe um interesse já demonstrado muito grande de vários operadores aeroportuários europeus. Então, a gente acredita que vai ser um leilão muito bem-sucedido. A gente deve arrecadar 2.1 bilhões em outorgas, né? Agora o mais importante é que isso vai gerar mais de 3,5 bilhões em novos investimentos.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Nas próximas rodadas de concessões, que terminam em 2021, outros 44 aeroportos administrados pela Infraero vão ser concedidos à iniciativa privada. Incluindo o de Congonhas, em São Paulo, e o Santos Dumont, no Rio de Janeiro, os investimentos vão ficar em torno de R$ 9 bilhões, que vão ser absorvidos pelo mercado privado, de acordo com o secretário nacional de Aviação Civil, Ronei Glanzmann.

 

Secretário nacional de Aviação Civil - Ronei Glanzmann: Estamos estimando, a sexta e sétima rodada, investimentos da ordem de R$ 8.8 bilhões e tudo isso será feito com recurso privado. Porque nós entendemos que o mercado tem apetite, tem fôlego, tem interesse e há como esses investimentos serem feitos pela iniciativa privada.

 

Repórter Ricardo Ferraz: A ideia das concessões é melhorar a prestação dos serviços oferecidos ao usuário, como comenta o ministro Tarcísio Gomes de Freitas.

 

Ministro da Infraestrutura - Tarcísio Gomes de Freitas: Ganhar na qualidade do serviço, na segurança do serviço prestado, é mais rapidez que as bagagens vão ser despachadas, é mais conforto na hora de esperar seus voos, são mais pontes de embarque, são terminais maiores, mais bem estruturados. Então, o usuário é que vai ser o grande destinatário desse esforço de concessão.

 

Repórter Ricardo Ferraz: O anúncio aconteceu durante cerimônia de inauguração do novo Terminal de Aviação Geral do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Com o nosso espaço, a partir de abril os passageiros que viajam de jatinhos e helicópteros não vão mais precisar passar pelos saguões de aviação comercial, o que vai trazer mais comodidade e agilidade no embarque de aeronaves fretadas. Reportagem: Ricardo Ferraz.

 

Gabriela: Livros didáticos e de literatura em braille e com letras ampliadas.

 

Nasi: Você vai ouvir nesta edição que estudantes com deficiência visual de escolas públicas vão receber livros que também podem ser lidos por familiares que não conhecem o sistema braille.

 

Gabriela: Uma novidade que vai ajudar na inclusão dos alunos.

 

Nasi: Estamos em época de férias.

 

Gabriela: É, Nasi, é comum que estradas e aeroportos fiquem mais cheios.

 

Nasi: Com todo esse movimento, a chance de ocorrer atrasos em voos aumenta.

 

Gabriela: Mas quais são os direitos e deveres de quem viaja?

 

Nasi: É assunto de hoje do Pra Você, Cidadão.

 

"Pra Você, Cidadão".

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Nos casos de atraso, cancelamento de voo e negativa de embarque, o passageiro tem direito à assistência material, que envolve comunicação, alimentação e hospedagem, esses direitos variam de acordo com cada situação. Para embarque em voos nacionais, basta levar documento original com foto. No caso de voos internacionais em países fora do Mercosul, é preciso ter em mãos passaporte e visto válidos. Se for viajar com crianças, lembre-se de levar a Certidão de Nascimento original ou cópia autenticada, ou outro documento de identificação civil com fé pública e validade em todo o território brasileiro. O check-in pode ser feito no balcão da empresa, pela internet, por meio de aplicativos de dispositivos móveis ou nos totens de autoatendimento nos aeroportos. É importante não deixar para última hora, pois o horário de fechamento presencial do check-in pode variar de uma companhia para outra e também em relação ao tipo de voo. Fique atento para voar tranquilo nas férias. Todas as informações em: www.anac.gov.br . Beatriz Albuquerque para a Voz do Brasil.

 

Gabriela: Colocar em prática a teoria aprendida em sala de aula.

 

Nasi: E, ao mesmo tempo, contribuir para melhorar a qualidade de vida de populações carentes.

 

Gabriela: Essa é a missão dos estudantes voluntários do Projeto Rondon.

 

Nasi: E hoje começou uma nova operação do projeto no Piauí.

 

Repórter Graziela Mendonça: A semana começou diferente para o jovem Marcos Morais, estudante de ciências da natureza, na Universidade Federal do Piauí. Ele saiu de Teresina, onde mora, para passar duas semanas no município de Jatobá do Piauí, o motivo: ser um voluntário do Projeto Rondon, coordenado pelo Ministério da Defesa, que leva ações de saúde, educação ambiental, cultura e cidadania para as cidades com baixo índice de desenvolvimento humano. Ele conta como foi o primeiro dia de atividades.

 

Estudante de ciências da natureza - Marcos Morais: A gente acordou bem cedo já para organizar o material e já sair para as oficinas e isso foi bem gratificante, por conta da experiência mesmo. A gente está instruindo sobre os cuidados com o lixo, a questão do consumismo, questão do desperdício de água, aproveitamento de materiais.

 

Repórter Graziela Mendonça: Marcos é um dos 'rondonistas' da Operação Parnaíba, que começou nesta segunda-feira em 15 municípios do Piauí. Até o início de fevereiro, moradores e agentes que trabalham na administração dessas cidades vão receber palestras, oficinas e capacitações. Mais de 300 alunos e professores de 31 instituições de ensino superior participam da ação como voluntários. Segundo o tenente-coronel Scholtz, coordenador do Projeto Rondon, um dos principais objetivos é formar multiplicadores, ou seja, pessoas que vão repassar aqueles conhecimentos na cidade.

 

Coordenador do Projeto Rondon - Tenente-coronel Scholtz: Essa sementinha aqui plantada pelos 'rondonistas', com a nossa saída, a gente espera que ela floresça e que a comunidade, tendo esse conhecimento ali com ela, ela possa repassar para aqueles outros que não estavam presentes, e aí se multiplique e se perpetue na comunidade.

 

Repórter Graziela Mendonça: E além de melhorar a vida de quem mora nesses locais, o Projeto Rondon também traz benefícios para a formação dos universitários. O Prof. Auro Nomizo, da Universidade de São Paulo, está participando da Operação Parnaíba com o grupo de oito estudantes, no município de Boa Hora, Piauí. Ele afirma que com o Rondon os alunos têm uma formação mais cidadã.

 

Professor da Universidade de São Paulo - Auro Nomizo: Com conhecimento científico, competência profissional e uma visão cidadã.

 

Repórter Graziela Mendonça: Nos últimos 12 anos, mais de 22 mil voluntários já participaram do projeto, que atendeu 2 milhões de pessoas. Reportagem: Graziela Mendonça.

 

Gabriela: Mais inclusão para os cegos e pessoas com algum tipo de deficiência visual.

 

Nasi: O Ministério da Educação vai distribuir para escolas e colégios públicos livros didáticos e de literatura em braille com as chamadas letras ampliadas.

 

Gabriela: E essa novidade vai facilitar a vida das famílias com pessoas que não leem em braille, que vão poder acompanhar os estudos e ler junto com os leitores cegos.

 

Repórter Cleide Lopes: O brasiliense Luiz Eduardo Fonseca, de 12 anos, é cego de nascença. Ele está no sétimo ano do Ensino Fundamental. Nessa pouca idade, já leu muito livros em braille e garante que vai seguir a carreira de jornalista. Por gostar tanto de brincar com as palavras, escreve poemas.

 

Entrevistado - Luiz Eduardo Fonseca: "Agradeço ao meu mestre e à minha turma também, que me deram a oportunidade de ir muito mais além".

 

Repórter Cleide Lopes: Quando o assunto é literatura, ele defende maior acessibilidade aos livros.

 

Entrevistado - Luiz Eduardo Fonseca: Quando não tem os livros, a gente fica dependente do professor, ou do educador, ou até do próprio colega.

 

Repórter Cleide Lopes: Assim como Luiz Eduardo, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, o Brasil tem hoje mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, sendo 582 mil cegas e 6 milhões com dificuldades para enxergar. A Biblioteca Braille de Taguatinga, cidade a cerca de 25 quilômetros do centro de Brasília, tem 23 anos e conta com 2 mil livros em braille e outros 800 títulos em tinta. A transcrição desses livros para o braille e em letras ampliadas é uma forma de dar acessibilidade e promover a inclusão social dessa população, como explica a escritora e idealizadora da biblioteca em braille, Dinorá Couto Cançado.

 

Escritora e idealizadora da biblioteca em braille - Dinorá Couto Cançado: Um trabalho já consolidado. Temos livros aqui acessíveis para todos os gostos.

 

Repórter Cleide Lopes: Para garantir igualdade de conhecimento a essa população, o Ministério da Educação adquiriu cerca de 700 obras didáticas e outros 730 títulos de obras literárias em braille e com letras ampliadas para o ano letivo de 2019. Os livros em tinta braille, que chegarão às salas de aula no início do ano letivo, terão o mesmo conteúdo dos demais livros didáticos. Janaina Fonseca, mãe do nosso personagem Luiz Eduardo, garante que assim os alunos deficientes terão mais autonomia em sala de aula.

 

Mãe de Luiz Eduardo - Janaina Fonseca: Os livros, chegando até ele no início do ano letivo, seria muito bom, porque aí a inclusão chegaria cada vez mais perto de uma inclusão plena.

 

Repórter Cleide Lopes: Além de braille, o Programa Nacional do Livro Didático deste ano traz obras em formato EPUB-3, tecnologia que permite a produção de livros digitais com vários recursos de acessibilidade. Reportagem: Cleide Lopes.

 

Nasi: Começa amanhã o prazo de inscrição para o Sisu, sistema de seleção para vagas em universidades federais.

 

Gabriela: São mais de 235 mil vagas em 129 instituições de todo o país.

 

Nasi: A inscrição é feita com a nota do Enem e segue até sexta-feira, dia 25, pela internet, em: sisu.mec.gov.br.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as Notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Gabriela: Uma boa noite pra você e até amanhã.

 

"Governo federal. Pátria amada, Brasil".