21 de fevereiro de 2019 - Poder Executivo

Destaques da Voz do Brasil: Mais investimentos e empregos. Impactos que a Nova Previdência deve trazer para a economia brasileira. E em entrevista exclusiva, ministro da Economia, Paulo Guedes, explica por que é importante aprovar a proposta. Governo mantém ajuda humanitária à Venezuela. Alimentos e remédios começam a ser enviados no sábado. E vai viajar no Carnaval? Dependendo para onde você for, é preciso ficar atento se já tomou a vacina contra a febre amarela.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite pra você, que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Mais investimentos e empregos.

 

Gabriela: Impactos que a nova previdência deve trazer para a economia brasileira. Ricardo Ferraz.

 

Repórter Ricardo Ferraz: A reforma é vista como essencial para o governo atacar o saldo negativo nas contas e voltar a arrecadar mais do que gasta, uma medida que pode trazer mais investimentos para o país.

 

Nasi: E em entrevista exclusiva, ministro da Economia, Paulo Guedes, explica por que é importante aprovar a proposta.

 

Ministro da Economia - Paulo Guedes: Se aprovarmos em dois, três meses, o Brasil esse ano já começa com outras perspectivas, já começam ondas de investimento, os empregos já começam a retomar.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Governo mantém a ajuda humanitária à Venezuela.

 

Gabriela: Alimentos e remédios começam a ser enviados no sábado.

 

Nasi: E vai viajar no Carnaval?

 

Gabriela: Dependendo para onde você for, é preciso ficar atento se já tomou a vacina contra a febre amarela.

 

Nasi: Hoje na apresentação, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar: www.voz.gov.br .

 

Nasi: Uma previdência para todos os trabalhadores, justa e sem privilégios.

 

Gabriela: Essas são as bases da nova previdência, proposta pelo governo.

 

Nasi: Ontem à noite, em cadeia nacional de rádio e televisão, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que as mudanças vão fazer a economia brasileira voltar a crescer.

 

Gabriela: E explicou que as novas regras vão valer para todos.

 

Presidente - Jair Bolsonaro: Ricos e pobres, servidores públicos, políticos ou trabalhadores privados, todos seguirão as mesmas regras de idade e tempo de contribuição. Também haverá reforma do sistema de proteção social dos militares. Respeitaremos as diferenças, mas não excluiremos ninguém, e com justiça: quem ganha mais, contribuirá com mais, quem ganha menos, contribuirá com menos ainda. As pessoas de todas as classes vão se aposentar com a mesma idade.

 

Nasi: A nova previdência estabelece uma idade mínima para a aposentadoria.

 

Gabriela: Para os homens, aos 65 anos de idade, e para as mulheres, aos 62.

 

Nasi: As regras não começam a valer imediatamente para todos os trabalhadores, está previsto um período de transição.

 

Gabriela: E o presidente afirmou que os direitos de quem já alcançou o tempo de contribuição para se aposentar pela regra atual, ou está perto de se aposentar, estão garantidos.

 

Nasi: O presidente disse ainda que a proposta inclui medidas de combate a fraudes no sistema previdenciário.

 

Gabriela: E que estas(F) estão previstas também ações de cobranças dos grandes devedores da previdência.

 

Nasi: Jair Bolsonaro reafirmou que a nova previdência deve ter um efeito positivo sobre a economia.

 

Presidente Jair Bolsonaro: Precisamos garantir que hoje e sempre todos receberão os seus benefícios em dia e o governo tenha recursos para ampliar investimentos na melhoria de vida da população e na geração de empregos. Estou convicto que nós temos um pacto pelo país e que, juntos, cada um com sua parcela de contribuição, mudaremos nossa história, com mais investimentos, desenvolvimento e mais emprego.

 

Gabriela: Com a nova previdência, a previsão do governo é economizar R$ 1,1 trilhão em dez anos.

 

Nasi: A informação foi confirmada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, em entrevista exclusiva à Voz do Brasil e à TV NBR.

 

Gabriela: O ministro também explicou por que é importante aprovar rapidamente a proposta no Congresso.

 

Nasi: E afirmou que ela não retira direitos de nenhum trabalhador nem muda a situação de quem já se aposentou.

 

Gabriela: A entrevista foi feita pelo repórter Pablo Mundim. Vamos ouvir.

 

Repórter Pablo Mundim: Quais são os principais pontos dessa nova previdência, ministro?

 

Ministro da Economia - Paulo Guedes: Na verdade, os mais pobres estavam pagando pela previdência dos mais ricos. Então, o primeiro movimento que nós estamos fazendo é exatamente pegar 75% dos brasileiros, 75% dos brasileiros tem salários que vão só até dois salários mínimos. E esses 75%, nós estamos reduzindo as contribuições. Então, quem pagava 9% vai pagar 8,5%, quem pagava 8% vai pagar 7,5%, com isso nós estamos conseguindo reduzir as desigualdades e remover os privilégios. A nova previdência justamente reduz privilégios, reduz fraudes, reduz as desigualdades, é uma reforma ampla, estão os servidores civis, está a população urbana, a população do campo, os militares dão sua cota de sacrifício também.

 

Repórter Pablo Mundim: O que muda para quem já se aposentou e quais privilégios serão cortados, ministro?

 

Ministro da Economia - Paulo Guedes: Para quem se aposentou não muda, todo o movimento vai ter uma transição, a transição que nós pedimos está em 12 anos, de forma que isso é tudo muito gradual, é lá para a frente. Quem está aposentado não é atingido em absolutamente nada. Se você está a dois anos da aposentadoria, não acontece nada, se você está a quatro, cinco anos, aí sim você aumenta um pouquinho o período que vai ser exigido, você está fazendo uma marcha em direção a períodos mais longos. Isso não só tem uma explicação biológica, que nós estamos vivendo mais, mas isso também tem outras explicações importantes. A primeira é justamente a ideia de que os mais pobres já se aposentam mais tarde. Quem está usufruindo da aposentadoria precoce são justamente as classes mais favorecidas, elas conseguem contribuir seguidamente 10, 15, 20 anos, acabam se aposentando antes. Quando você passa a idade para 65 anos, as classes mais pobres, os indivíduos mais pobres, os desfavorecidos, já estão se aposentado com 65 anos. E da mesma forma isso foi bem abrangente: os homens estão subindo, as mulheres também subiram a idade, os militares estão subindo a idade também.

 

Repórter Pablo Mundim: Quanto se pretende economizar com essa proposta e em quanto tempo?

 

Ministro da Economia - Paulo Guedes: A proposta é, em dez anos, está calibrada, se for aprovada como está, para R$ 1,2 trilhão, R$ 1,150 trilhão, R$ 1,160 trilhão, uma coisa assim. Um trilhão em dez anos, para cima, é a garantia de que nós podemos acelerar a transição, criando novas opções para as gerações futuras.

 

Repórter Pablo Mundim: A proposta agora segue um longo rito de tramitação no Congresso Nacional. Qual a importância de se aprovar essa proposta logo, a curto prazo?

 

Ministro da Economia - Paulo Guedes: Quanto mais rápido aprovarmos, mais rapidamente desaparecem as nuvens negras do horizonte fiscal brasileiro. Essa reforma está sendo falada há algum tempo, já alguns governos estão tentando fazer, há dez, 15, 20 anos. E o buraco fiscal está lá, e a situação se agravando, e nós cada vez mais próximos de termos um problema dramático, como tiveram Portugal, como tiveram Grécia, esses países que demoraram a fazer a mudança. Curiosamente, todos esses países fizeram a mudança, depois saíram crescendo, e as perspectivas melhoraram muito, os salários aumentaram, o desemprego reduziu-se dramaticamente. Se aprovarmos em dois, três meses, o Brasil esse ano já começa com outras perspectivas, já começam ondas de investimento, os empregos já começam a retomar. São 12 milhões de brasileiros desempregados. Na verdade, nós, destravando esse horizonte fiscal, o capital começa a entrar, os investimentos começam a acontecer, as jovens gerações começam a acumular capital também, e quando você acumula capital, a produtividade do trabalho sobe, o salário sobe, o crescimento da economia sobe, é outro horizonte. O Brasil já foi um país que cresceu muito, que sabia, tinha uma dinâmica de acumulação. Nós perdemos essa dinâmica, mas nós temos capacidade de recuperar essa dinâmica de crescimento.

 

Repórter Pablo Mundim: Obrigado pela entrevista, ministro.

 

Ministro da Economia - Paulo Guedes: Um prazer.

 

Nasi: E como o ministro da Economia explicou, ao aprovar a nova previdência, o governo acaba com privilégios e diminui o rombo nas contas públicas.

 

Gabriela: Tudo isso traz mais confiança para que os investidores voltem a trazer recursos para o Brasil, gerando empregos e renda.

 

Nasi: Foi o que especialistas ouvidos pela Voz do Brasil também afirmaram.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Uma das principais mudanças é a criação de novas faixas de contribuição, dependendo da renda do trabalhador. Quem ganha um salário mínimo, por exemplo, terá a alíquota reduzida de 8% para 7,5%. Já para quem ganha acima do teto da previdência, ou seja, R$ 5.839,45, a alíquota será de 11,6%. No caso de servidores públicos, ela pode chegar a 16,7%. Para o professor de economia da Universidade de São Paulo, Paulo Tafner, a mudança torna a nova previdência mais justa.

 

Professor de Economia - Paulo Tafner: Um terço dos trabalhadores ganham um salário mínimo. Pois muito bem, esses trabalhadores terão alíquota reduzida um pouquinho. Em compensação, aqueles que vão ganhando mais, ao longo da vida, aqueles que já ganham mais hoje, eles terão uma contribuição um pouco maior, de modo a equilibrar um pouco, não vai resolver, mas equilibrar um pouco mais esse descasamento entre os passivos, segundo a renda de cada trabalhador.

 

Repórter Ricardo Ferraz: O Prof. Paulo Tafner destaca ainda que a ideia é economizar mais de R$ 1,1 trilhão em dez anos e acabar com distorções do sistema, como a diferença entre os trabalhadores da iniciativa privada e os servidores públicos federais.

 

Professor de Economia - Paulo Tafner: Fazer com que os servidores públicos, que hoje têm regras muito diferenciadas e muito mais favoráveis, eles convirjam para as mesmas regras dos trabalhadores da iniciativa privada. Ficou exatamente igual para todos, não ficou, mas diminuiu muito a desigualdade.

 

Repórter Ricardo Ferraz: A proposta da nova previdência foi bem aceita pelos operadores do mercado financeiro. A reforma é vista como essencial para o governo atacar o saldo negativo nas contas e voltar a arrecadar mais do que gasta, uma medida que pode trazer mais investimentos para o país, como explica a estrategista de um banco de investimentos, em São Paulo, Fernanda Consorte.

 

Estrategista - Fernanda Consorte: Se essa reforma for aprovada, e ela tem a condição de diminuir, ou pelo menos de inverter a trajetória de crescimento da dívida bruta, a gente deve ter condições de ganhar upgrades, ou seja, de receber notas acima do patamar que a gente está. Daí, nesse cenário, eu acredito que a gente receberia fluxos de investimento suficientes para beneficiar uma série de coisas, não só mercado financeiro, em termos de taxa de câmbio, bolsa, em termos de preço, mas também de investimento mesmo, propiciando um crescimento maior e uma visibilidade maior do Brasil para o resto do mundo também.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Atualmente, o Brasil gasta cerca de 14% do PIB, a soma de tudo que é produzido no país, com previdência. Se nada for feito, esse número tende a crescer, prejudicando a economia. Reportagem: Ricardo Ferraz.

 

Gabriela: Vai viajar no Carnaval?

 

Nasi: Para ficar tranquilo durante a folia, é preciso ficar atento com a vacina contra a febre amarela.

 

Gabriela: Daqui a pouco a gente traz mais detalhes da recomendação do Ministério da Saúde para quem for viajar para as Regiões Sul e Sudeste.

 

Nasi: Moradores de 667 cidades e distritos indígenas vão contar com atendimento dos profissionais do Mais Médicos antes do previsto.

 

Gabriela: Isso porque o Ministério da Saúde antecipou em duas semanas a apresentação dos médicos nas localidades, garantindo o atendimento à população.

 

Repórter Cleide Lopes: Os 1.397 médicos brasileiros formados no exterior, selecionados para as vagas remanescentes no Programa Mais Médicos, terão agora entre os dias 12 e 26 de março para a realização da próxima etapa do programa, preenchendo assim todas as 8.517 vagas que ficaram abertas após o fim da cooperação com a Organização Pan-Americana de Saúde, Opas. De acordo com a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, essa nova etapa de acolhimento será realizada em Brasília.

 

Secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde - Mayra Pinheiro: Assuntos como a legislação referente ao Sistema Único de Saúde brasileiro, noções de língua portuguesa e o estudo do Código de Ética Médica serão os assuntos abordados no treinamento destes profissionais.

 

Repórter Cleide Lopes: Os profissionais aprovados na etapa de acolhimento e avaliação serão encaminhados diretamente para os municípios de atuação, onde começarão as atividades já no final de março. Mayra Pinheiro, do Ministério da Saúde, explica que a antecipação nos prazos agiliza o atendimento da população que depende do programa.

 

Secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde - Mayra Pinheiro: Dessa forma, o início das atividades nos municípios foi antecipado em cerca de duas semanas, e agora os profissionais selecionados devem começar a atuar a partir do dia 28.

 

Repórter Cleide Lopes: A lista de profissionais, com os respectivos municípios selecionados, está no site do Programa Mais Médicos. Para saber mais sobre o programa, basta acessar o maismedicos.gov.br. Reportagem: Cleide Lopes.

 

Nasi: O governo vai acompanhar por 20 anos a saúde dos profissionais que atuaram no resgate de vítimas no rompimento da barragem em Brumadinho.

 

Gabriela: São cerca de mil agentes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil, da Força Nacional de Segurança, do Ibama e de mais profissionais que atuaram no local.

 

Nasi: A ideia é avaliar doenças que estejam diretamente relacionadas ao desastre, como a contaminação por metais pesados.

 

Repórter Nathália Koslyk: Desde o rompimento da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho, Minas Gerais, os bombeiros atuam para tentar salvar as vítimas da tragédia e proteger a população. É o que conta o tenente Pedro Aihara, que está trabalhando na região desde o início do acontecimento.

 

Bombeiro - Tenente Pedro Aihara: Assim que acontece o rompimento, nós temos as nossas equipes, que são especializadas, que têm toda uma técnica específica para conseguirem resgatar as pessoas que são atingidas pela barragem e, numa segunda fase do desastre, também toda a operação de busca e de localização de resgate de corpos, essas pessoas que, infelizmente, não tenham sobrevivido, também é uma atribuição do Corpo de Bombeiros.

 

Repórter Nathália Koslyk: O Ministério da Saúde vai monitorar nos próximos 20 anos a saúde de profissionais como o tenente Pedro Aihara. Além de bombeiros, a medida alcança profissionais da Força Nacional de Segurança, Defesa Civil, Ibama e outros que tenham atuado na área do desastre. O estudo vai avaliar doenças que estejam relacionadas diretamente ao rompimento da barragem, como a contaminação por metais pesados e leptospirose. Para isso, vai contar com a colaboração de instituições, como a Fundação Oswaldo Cruz, que criou uma sala de situação em Brumadinho e está acompanhando de perto os efeitos do desastre, como detalha Guilherme Franco Netto, assessor de Meio Ambiente da Fiocruz.

 

Assessor de Meio Ambiente - Guilherme Franco Netto: Estamos colocando à disposição os laboratórios da Fiocruz para poder proceder análises, estamos construindo mapas de riscos e vulnerabilidades, para poder fazer uma leitura abrangente da situação, não só na questão do contato, da exposição, a questão dos metais, mas também as implicações na saúde mental dos trabalhadores e da população afetada.

 

Repórter Nathália Koslyk: Para o tenente Pedro Aihara, esse acompanhamento do Ministério da Saúde dá mais segurança para os profissionais que atuam na linha de frente.

 

Bombeiro - Tenente Pedro Aihara: Mostra a preocupação de todos com todas as fases do desastre. Não só com o atendimento à população, mas também com as pessoas que estão envolvidas na resposta.

 

Repórter Nathália Koslyk: O primeiro passo do monitoramento será a coleta de amostras de sangue e urina, que seguirão para análise no Instituto Evandro Chagas, primeiro laboratório de referência para essa ação. Reportagem: Nathália Koslyk.

 

Gabriela: E 774 pessoas que recebem o Benefício de Prestação Continuada, o BPC, em Brumadinho, vão poder sacar os valores a partir de amanhã.

 

Nasi: O pagamento foi antecipado por decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro no início do mês.

 

Gabriela: Os beneficiários também poderão antecipar o valor de mais um benefício.

 

Nasi: Nesse caso, eles devem solicitar a antecipação da parcela direto nos postos bancários.

 

Gabriela: O beneficiário de Brumadinho que estiver sem o nome na lista para antecipação do benefício pode fazer o requerimento à agência da Previdência Social.

 

Nasi: Mais informações podem ser solicitadas pelo telefone 135.

 

Gabriela: Está mantida a força-tarefa para prestar ajuda humanitária aos venezuelanos, mesmo depois da decisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de fechar a fronteira com o Brasil.

 

Nasi: A repórter Danielle Popov traz os detalhes agora ao vivo para a gente. Boa noite, Daniele.

 

Repórter Danielle Popov (ao vivo): Boa noite, Nasi, boa noite, Gabriela, e também aos ouvintes da Voz do brasil. O porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, afirmou que o apoio brasileiro à ajuda humanitária no estado de Roraima continua, por meio da Operação Acolhida. A decisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de fechar a fronteira com o Brasil, não vai impedir a entrega de alimentos e medicamentos ao país vizinho. E o cronograma de oferta de alimentos e remédios ao povo venezuelano permanece o mesmo. Os produtos estarão disponíveis a partir do dia 23 de fevereiro. Segundo Rêgo Barros, tropas brasileiras permanecem em operação. A situação em Pacaraima é de normalidade, a fronteira está aberta e com fluxo normal. O intuito, segundo ele, é de acolher os irmãos venezuelanos. O ponto principal é a ajuda humanitária.

 

Porta-voz da Presidência - Otávio Rêgo Barros: O cuidado brasileiro com nossos irmãos venezuelanos permanece, por meio da Operação Acolhida, desencadeada há mais de um ano. Prossegue o planejamento da operação de apoio humanitário, mediante a oferta de alimentos e remédios, a partir do próximo dia 23. O governo brasileiro não identifica neste momento possibilidades de fricção na região porque o ponto focal é a ajuda humanitária.

 

Repórter Danielle Popov (ao vivo): Os alimentos e medicamentos vão ser recolhidos de cidades brasileiras para Roraima com o apoio da Força Aérea Brasileira. O porta-voz informou ainda que o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, vai representar o Brasil na reunião do Grupo de Lima, na Colômbia, na próxima segunda-feira. Nasi, Gabriela.

 

Gabriela: Obrigada, Danielle, pelas informações ao vivo aqui na Voz do Brasil.

 

Nasi: Quem for viajar no Carnaval para as Regiões Sul e Sudeste, é preciso ficar atento com a vacina contra a febre amarela.

 

Gabriela: O alerta é do Ministério da Saúde. As duas regiões estão com registros de circulação do vírus da doença.

 

Nasi: Então, se você quer ficar tranquilo durante a folia, é bom ficar de olho na carteira de vacinação.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Quem passou pela estação de trem do Brás, em São Paulo, pôde se vacinar contra a febre amarela. A representante de vendas Karine de Oliveira não perdeu a chance.

 

Representante de vendas - Karine de Oliveira: Consegui aqui, agora, com essa facilidade. É muito bom.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Na maior cidade do país, somente 77% da população está imunizada contra a doença. A meta do Ministério da Saúde é 95%. Com a proximidade do Carnaval, a recomendação do Ministério da Saúde foi o reforço na vacinação. Lígia Nerger, coordenadora de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, conta que a vacina começa a fazer efeito dez dias depois de ser aplicada.

 

Coordenadora de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo - Lígia Nerger: Dez dias após a vacinação, podem viajar tranquilos, porque é uma vacina que tem uma alta eficácia.

 

Repórter Ricardo Ferraz: A vacina está disponível gratuitamente em postos de saúde de todo o país, para adultos e crianças a partir de 9 meses de idade. Reportagem: Ricardo Ferraz.

 

Gabriela: Mais de 200 mil recenseadores vão bater de porta em porta para conhecer as condições de vida da população brasileira.

 

Nasi: É o Censo do IBGE, que acontece a cada dez anos e ajuda a planejar as políticas públicas do país.

 

Gabriela: A pesquisa revela o número de habitantes em cada cidade, além de trazer informações sobre religião, cor e raça, por exemplo.

 

Nasi: O próximo censo acontece no ano que vem, e para que tudo corra bem, os preparativos já começaram.

 

Gabriela: Técnicos do IBGE deram início aos testes-piloto para o Censo 2020.

 

Nasi: Essa primeira fase, que vai até o próximo domingo, vai coletar informações sobre a infraestrutura urbana de 21 municípios.

 

Repórter Maurício de Almeida: O novo censo só vai começar no ano que vem, mas técnicos do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, já estão nas ruas. Eles realizam uma série de testes para verificar os equipamentos e processos do trabalho. Tudo é seguido passo a passo, como se fosse o censo de verdade. Geógrafos do instituto também avaliam possíveis dificuldades de acesso às residências, por causa de problemas urbanísticos, como a falta de vias adequadas. De acordo com Gabriel Barros, coordenador técnico do Censo no Rio de Janeiro, os testes são fundamentais para o sucesso da pesquisa.

 

Coordenador técnico do Censo - Gabriel Barros: É de suma importância para a operação censitária, porque é nele que a gente vai testar algumas funcionalidades técnicas do equipamento, do aplicativo, além do sistema de controle de coleta e supervisão. A gente tenta preparar tudo, deixar tudo pronto, para não ter surpresas na operação censitária.

 

Repórter Maurício de Almeida: No Rio de Janeiro, o primeiro teste foi realizado na Comunidade Tavares Bastos, na zona sul da cidade. Nessa etapa, foi analisada a estrutura urbana, aspectos como calçamento, iluminação pública, coleta de lixo, faixa para pedestres e arborização. Depois do Carnaval, vai ser a vez das entrevistas simuladas. Durante o Censo, são investigados os principais aspectos da vida dos brasileiros, como educação, saneamento básico, religião, trabalho e rendimento. Informações que, segundo Gabriel Barros, do IBGE, são fundamentais para definir futuras políticas públicas.

 

Coordenador técnico do Censo - Gabriel Barros: A pesquisa do entorno, aliada às características dos domicílios e dos moradores, que é o que a gente investiga no Censo, gera uma dupla essencial para o conhecimento do território, porque você consegue saber como é a infraestrutura urbana disponível para determinadas características domiciliares.

 

Repórter Maurício de Almeida: Entre as novidades do Censo do próximo ano, está o levantamento de condições de acessibilidade, como a existência de piso tátil para deficientes visuais. O Censo 2020 está previsto para começar em agosto do ano que vem. Cerca de 220 mil recenseadores vão visitar mais de 70 milhões de domicílios, nos 5.570 municípios de todo o país. Reportagem: Maurício de Almeida.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com o Minuto do TCU e, em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Gabriela: Uma boa noite pra você e até amanhã.

 

"Governo federal. Pátria amada, Brasil".