21 de março de 2019 - Poder Executivo

Destaque do dia: Presidente Jair Bolsonaro chega ao Chile. E discute ampliação de exportações, investimentos e a união de países do continente. Governo realiza amanhã mais uma rodada de concessões. Desta vez para terminais de combustíveis localizados em portos. Hoje é o Dia Internacional da Síndrome de Down. E A Voz do Brasil apresenta as iniciativas do governo que garantem a inclusão dessas pessoas.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Quinta-feira, 21 de março de 2019.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Presidente Jair Bolsonaro chega ao Chile.

 

Gabriela: E discute ampliação de exportações, investimentos e a união de países do continente.

 

Presidente Jair Bolsonaro: O Chile é importante, é um país-irmão, é um país que hoje em dia tem um pensamento, tem uma ideologia muito semelhante à nossa e queremos fortalecer os laços de amizades com eles, obviamente também por meio da economia.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil.

 

Gabriela: Governo realiza amanhã mais uma rodada de concessões.

 

Nasi: Desta vez para terminais de combustíveis localizados em portos. Ricardo Ferraz.

 

Repórter Ricardo Ferraz: A expectativa do governo é que as concessões impactem nos preços dos combustíveis e reduzam o preço na bomba para o consumidor.

 

Gabriela: Hoje é o Dia Internacional da Síndrome de Down.

 

Nasi: E a Voz do Brasil apresenta as iniciativas do governo que garantem a inclusão dessas pessoas. Graziela Mendonça.

 

Repórter Graziela Mendonça: São ações nas áreas de educação, cidadania, trabalho e direitos humanos.

 

Gabriela: Na apresentação da Voz do Brasil: Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar: www.voz.gov.br .

 

Gabriela: Portos mais eficientes em que navios de carga não precisem esperar dias para carregar ou descarregar.

 

Nasi: Esta é a meta do governo com o leilão que vai ser realizado amanhã.

 

Gabriela: Quatro áreas em dois portos brasileiros vão ser arrendadas para a iniciativa privada.

 

Nasi: A concessão prevê investimentos de quase R$ 200 milhões.

 

Gabriela: Terminais portuários mais modernos podem ajudar a diminuir o custo dos produtos que chegam ao consumidor.

 

Repórter Ricardo Ferraz: A concessão para a iniciativa privada de três terminais de combustíveis no Porto de Cabedelo, na Paraíba, e um no Porto de Vitória, Espírito Santo, vai trazer investimentos de R$ 199 milhões para os dois portos. Quem explica é o secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Diogo Piloni.

 

Secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários - Diogo Piloni: Em Cabedelo, nós estamos falando de terminais que são cruciais para a distribuição de combustíveis na região e muitas vezes são a única alternativa de distribuição desses combustíveis. Já Vitória, nós estamos falando de um terminal novo, que vai ser construído no porto e a gente teve aí uma série de problemas de desabastecimento pela falta de infraestrutura portuária.

 

Repórter Ricardo Ferraz: O leilão para a escolha das empresas que vão administrar os terminais está marcado para essa sexta-feira, em São Paulo. Adalberto Vasconcelos, secretário especial do Programa de Parcerias em Investimentos do Ministério da Infraestrutura, diz que as concessões trazem vantagens para o governo e para a população.

 

Secretário especial do Programa de Parcerias em Investimentos do Ministério da Infraestrutura - Adalberto Vasconcelos: O porto é a entrada e a saída das nossas riquezas. Então, é importante que a gente busque uma modernização do setor portuário nacional, né? A população ganha em investimento, na geração de riquezas, na geração de renda porque você diminui o custo país, o custo logístico. Quando você traz investimento, quando você faz uma modernização no setor portuário, você diminui o custo logístico do país.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Em Cabedelo, os terminais já existem e são administrados pela iniciativa privada, mas os contratos estão vencidos. Já em Vitória, trata-se de uma nova área, o que vai exigir da concessionária a construção de um novo terminal, com investimentos de 128 milhões. A expectativa do governo é que as concessões impactem nos preços dos combustíveis e reduzam o preço na bomba para o consumidor, como explica Bruno Pinheiro, presidente da Comissão Permanente de Licitação da Antaq, a Agência Nacional de Transporte Aquaviários.

 

Presidente da Comissão Permanente de Licitação da Antaq - Bruno Pinheiro: A priorização do governo agora são termais de combustíveis, como a economia está aquecida e a gente cada vez mais precisando de mais combustível para consumir, termo, diesel para os caminhões, para as termoelétricas, o governo federal preferiu licitar esses terminais que estavam com contratos vencidos, para a conseguir mais investimentos, melhores investimentos para essas áreas, para a gente movimentar cada vez mais combustíveis e mais barato.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Melhorar a infraestrutura portuária brasileira é uma antiga demanda da indústria porque ajuda a reduzir os custos e o tempo perdido com a falta da eficiência, o chamado Custo Brasil. Wagner Cardoso, gerente executivo de Infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria, diz que a concessão dos portos deve promover o desenvolvimento regional.

 

Gerente executivo de Infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria - Wagner Cardoso: Esses arrendamentos são muito importantes para o desenvolvimento regional, vão gerar renda e emprego locais e vão trazer mais credibilidade ao setor portuário, vai ter maior oferta de carga e maior movimentação da economia.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Para Murilo Jacoby, advogado especializado em direito portuário, o leilão também trará mais segurança jurídica para os contratos dos portos brasileiros.

 

Advogado especializado em direito portuário - Murilo Jacoby: O leilão garante um contrato com início, meio e fim, obrigações para as duas partes, seja para o governo, seja para a administração, visando aumentar investimento, aumentar a eficiência, e, portanto, reduzir o custo para o consumidor final.

 

Repórter Ricardo Ferraz: A meta do governo é conceder dez terminais portuários para a iniciativa privada no primeiro semestre desse ano, o segundo leilão, com mais seis terminais, está marcado para 5 de abril. Reportagem: Ricardo Ferraz.

 

Nasi: O Brasil desperta interesse de investidores internacionais na área de minas e energia.

 

Gabriela: A percepção é de que o país é um bom destino para investimentos em mineração, petróleo, gás.

 

Nasi: De acordo com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, já no mês de abril técnicos dos Estados Unidos virão ao Rio de Janeiro para fechar acordos no setor.

 

Gabriela: Cooperação que pode gerar empregos e renda para os brasileiros.

 

Repórter Jéssica do Amaral: Mostrar o potencial energético e da área de mineração do Brasil para investidores internacionais. Para isso, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, participou de encontros no Canadá e nos Estados Unidos. Durante a convenção da Associação de Garimpeiros e Desenvolvedores do Canadá, evento mais relevante do setor de mineração em nível mundial, o ministro ressaltou que o interesse do governo é ajudar quem deseja produzir, empreender, investir e gerar empregos no país.

 

Ministro de Minas e Energia - Bento Albuquerque: Pude observar o grande interesse para a comunidade internacional, principalmente na área de investimentos, de diversos investidores internacionais, todos eles estavam lá, e eu tive a oportunidade de conversar com boa parte deles.

 

Repórter Jéssica do Amaral: De acordo com o ministro de Minas e Energia, ainda no primeiro semestre do ano, representantes dos Estados Unidos virão ao Brasil para ampliar a cooperação no setor.

 

Ministro de Minas e Energia - Bento Albuquerque: Há muito interesse do governo americano, técnicos do departamento de energia que virão aqui ao Rio de Janeiro até o dia 20 de abril e os principais pontos será no setor de petróleo, gás, energias renováveis e também da área nuclear. E definimos que uma equipe do setor regulatório americano na área de mineração virá aqui também ao Brasil até o dia 20 de abril para iniciar uma cooperação com a Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral com a Agência Nacional de Mineração e com a CPRM.

 

Repórter Jéssica do Amaral: E ainda sobre energia, foi lançado hoje o Sistema de Informações Energéticas do Brasil, ele vai reunir informações e estatísticas energéticas de todo o país, o SIE Brasil é uma plataforma virtual que vai deixar mais acessível e transparente as informações sobre o setor de energia. O sistema vai contribuir para a formulação de políticas públicas e o planejamento energético, ele também poderá ser usado na hora de decidir onde investir. Por ser aberto à população, a plataforma será ainda uma importante fonte de dados para pesquisas científicas. Mais informações na página do Ministério de Minas e Energia: mme.gov.br. Reportagem: Jéssica do Amaral.

 

Nasi: Hoje é o Dia Internacional da Síndrome de Down.

 

Gabriela: E ainda nesta edição você vai ouvir as ações em diversas áreas do governo que garantem a inclusão dessas pessoas.

 

Nasi: Arrecadação do governo com impostos e taxas teve crescimento de mais de 5% em fevereiro, chegando a R$ 115 bilhões.

 

Gabriela: O valor, que é o maior para o mês em 24 anos, foi divulgado hoje pela Receita Federal.

 

Repórter Gabriela Noronha: A arrecadação total do mês de fevereiro é recorde e a maior desde o início da série histórica, em 1995, segundo a Receita Federal. O valor recolhido com impostos, contribuições e demais tributações somou mais de R$ 115 bilhões em fevereiro. O aumento real, ou seja, acima da inflação, foi de 5,3% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado dos primeiros dois meses do ano, a soma foi de cerca de R$ 275 bilhões. O comportamento da arrecadação é importante porque ajuda o governo a tentar cumprir o orçamento aprovado pelo Congresso para 2019, que prevê um déficit de até R$ 139 bilhões. Gabriela Noronha para a Voz do Brasil.

 

Nasi: Rostinho arredondado, olhos em formato de amêndoas.

 

Gabriela: A síndrome de Down é causada por conta de uma alteração genética no momento da fecundação.

 

Nasi: Em geral, as pessoas com essa condição são menores em tamanho e seu desenvolvimento físico, mental e intelectual pode ser mais lento.

 

Gabriela: Mas isso não impede que levem uma vida normal e autônoma. São capazes de ir à escola, aprender, se divertir, trabalhar e amar como qualquer outra pessoa.

 

Nasi: E esta quinta-feira, Dia Internacional da Síndrome de Down, é mais uma ocasião para lembrar da importância do respeito e da inclusão dessas pessoas.

 

Gabriela: Nessa matéria da repórter Graziela Mendonça, nós vamos conhecer algumas ações do governo que contribuem para isso.

 

Repórter Graziela Mendonça: Nos corredores de uma fábrica em Curitiba, há oito meses, uma jovem de 21 anos está sempre sorrindo, é o seu primeiro emprego. Ela tem síndrome de Down e se apresenta para a gente.

 

Entrevistada - Isabel: Eu sou Isabel, 21 anos. Eu amo muito trabalhar e fiz bastante amizade lá.

 

Repórter Graziela Mendonça: No Brasil existem cerca de 300 mil pessoas com síndrome de Down, segundo dados do IBGE. Essas pessoas podem e devem levar uma vida normal, como a Isabel, e o governo está trabalhando para isso. Desde a entrada em vigor da Lei de Cotas, na década de 1990, as empresas com mais de cem funcionários devem garantir que pelo menos 2% do quadro sejam portadores de deficiências. Isso contribui para que a inclusão seja efetiva, de acordo com o chefe da Divisão de Fiscalização para a Inclusão de Pessoas Com Deficiência e Combate à Discriminação no Trabalho da Secretaria Especial de Trabalho e Previdência, João Paulo Reis.

 

Chefe da Divisão de Fiscalização para a Inclusão de Pessoas Com Deficiência e Combate à Discriminação no Trabalho da Secretaria Especial de Trabalho e Previdência - João Paulo Reis: Noventa e três por cento das pessoas com deficiência e reabilitadas que estão trabalhando hoje com carteira assinada estão trabalhando em empresas que são obrigadas a cumprir cota. Então, é uma política extremamente importante para efetiva inclusão dessas pessoas no mercado.

 

Repórter Graziela Mendonça: São 10 mil fiscalizações por ano para garantir que a Lei de Cotas seja cumprida, que possibilita o ingresso de cerca de 40 mil pessoas com deficiência no mercado de trabalho. E quanto mais cedo começar o desenvolvimento das pessoas com síndrome de Down, melhor. Os professores da rede pública de ensino recebem informação específica para atender alunos com alguma deficiência. Em 2018, as escolas públicas já contavam com mais de 1 milhão de estudantes com necessidades de educação especial, 11% a mais do que no ano anterior. Outra política do governo para quem tem Down são os Centros Dia, espaços que ajudam a desenvolver a autonomia e a socialização de quem tem alguma deficiência, como detalha a coordenadora-geral de Serviços Especializados da Família e do Indivíduo do Ministério da Cidadania, Márcia Viana.

 

Coordenadora-geral de Serviços Especializados da Família e do Indivíduo do Ministério da Cidadania - Márcia Viana: É um espaço de participação, para desenvolvimento de potencialidade, de convívio, de acesso ao direito. Por meio desse Centro Dia é possível articular ações com outras políticas públicas, como educação, cultura, esporte, lazer.

 

Repórter Graziela Mendonça: O objetivo do governo é fortalecer cada vez mais as políticas para essas pessoas, como ressalta a secretária nacional da Família, Angela Gandra.

 

Secretária nacional da Família - Angela Gandra: Eles são muito capazes. Esse governo vai trabalhar especialmente no campo das deficiências, nós queremos ensinar as famílias a [ininteligível], e, depois, que as escolas tenham uma educação inclusiva e que depois haja uma saída do mercado concreta.

 

Repórter Graziela Mendonça: É o que deseja Ivete Castro, mãe da Isabel, lá do começo da reportagem.

 

Entrevistada - Ivete Castro: Eles podem, né? Elas têm alguma deficiência, têm uma natalidade(F) que a gente tem que ser trabalhada, mas nada os impede que serem seres humanos felizes.

 

Repórter Graziela Mendonça: Garantir a promoção do exercício dos direitos e das liberdades fundamentais pelas pessoas com deficiências e sua inclusão está entre as metas prioritárias dos primeiros cem dias da nova gestão. Reportagem: Graziela Mendonça.

 

Nasi: O presidente Jair Bolsonaro chegou na tarde de hoje ao Chile.

 

Gabriela: Na agenda de mais esta viagem internacional está a discussão de parcerias econômicas e na área de infraestrutura com o país vizinho.

 

Nasi: O presidente também vai participar de um encontro com chefes de Estados de outros países da América. A ideia é discutir a criação de novas formas de integração na região.

 

Gabriela: E a repórter Danielle Popov está no Chile e conversou agora há pouco com exclusividade com o presidente Jair Bolsonaro.

 

Nasi: Boa noite, Danielle. Diz para gente, o que o presidente falou sobre essa viagem ao Chile?

 

Repórter Danielle Popov (ao vivo): Boa noite, Nasi. Boa noite, Gabriela e também aos ouvintes da Voz do Brasil. O presidente falou sobre a importância da viagem ao Chile, primeiro país escolhido por ele para uma visita oficial. Segundo o presidente, além da questão comercial, a intenção do Brasil é fortalecer outros laços e valores, como a democracia.

 

Presidente Jair Bolsonaro: O que nós queremos é fortalecer os valores da liberdade, da democracia, do bem-estar, do livre comércio, do respeito à família, é isso que nós buscamos nessas viagens, além de outras coisas. A minha comitiva é pequena, nós(F) viemos tratar especificamente de muitos negócios aqui no Chile. Acabei de vir de uma viagem muito produtiva nos Estados Unidos. Agora, até pela proximidade aqui, obviamente, teremos mais encontros comigo, com a minha equipe e com a equipe do Piñera.

 

Repórter Danielle Popov (ao vivo): Bolsonaro também disse que sempre foi admirador do presidente chileno Sebastián Piñera desde o primeiro governo dele e acrescentou que a América do Sul indo bem, o Brasil vai bem. Eu perguntei se o Brasil reafirma a importância do acordo de livre comércio assinado em novembro de 2018 e o presidente Jair Bolsonaro respondeu que o governo vai buscar no livre comércio para fazer as nações progredirem. O Chile é o segundo maior parceiro comercial do Brasil na América do Sul. Só no ano passado, o fluxo comercial entre os dois países atingiu US$ 10 bilhões e a ideia é que essa visita da comitiva brasileira amplie essa parceria. O embaixador do Brasil aqui no Chile, Carlos Duarte, citou alguns dos temas que devem ser discutidos entre Jair Bolsonaro e o presidente do Chile, Sebastián Piñera. O encontro deve ampliar a aproximação dos blocos econômicos do Mercosul e a Aliança do Pacífico, especialmente porque o Brasil ocupará a presidência temporária do Mercosul no segundo semestre e o Chile da Aliança do Pacífico. O embaixador brasileiro acredita que isso pode estender acordos comerciais entre Brasil e Chile para outros países da região.

 

Embaixador do Brasil no Chile - Carlos Duarte: O acordo que o Brasil e o Chile assinaram, o acordo de facilitação de comércio, ele contém diversos elementos de facilitação, de tornar mais fáceis, por exemplo, a aprovação de documentos, medidas para abertura de empresas, reconhecimento de parte a parte(F). O fim do [ininteligível], o da cobrança [ininteligível] internacional para visitantes dos dois países, ou seja, uma série de medidas que facilitam, reduzem custos. Elas podem ser estendidas a outros países. E é importante que o Brasil e Chile tenham tomado esse passo.

 

Gabriela: E, Danielle, uma iniciativa que já está em discussão entre os dois países é uma ligação rodoviária entre eles para facilitar o comércio e as exportações. Isso estará na Pauta?

 

Repórter Danielle Popov (ao vivo): Vai, sim, Gabriela, é o chamado Corredor Bioceânico, uma proposta para aliviar por estradas o Brasil e o Chile, atravessando o Paraguai e a Argentina. O embaixador brasileiro, Carlos Duarte, explica essa iniciativa.

 

Embaixador brasileiro - Carlos Duarte: Um eixo rodoviário que integra Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, no Brasil, aos portos do norte do Chile, e com isso, pode-se abrir uma nova via de transporte de mercadoria, que, tendo uma harmonização entre as autoridades aduaneiras e sanitárias do Brasil, do Paraguai, da Argentina e do Chile, que certamente beneficiará, em matéria de redução de custos no transporte de mercadorias, principalmente para os mercados asiáticos e também dos produtos asiáticos que podem chegar ao nosso país por intermédio desse corredor.

 

Nasi: E, Danielle, o presidente tem encontro com chefes de Estados de países da América Latina, o que vai ser discutido nesse encontro entre eles?

 

Repórter Danielle Popov (ao vivo): Nasi, no encontro que o presidente Jair Bolsonaro terá nesta sexta-feira com Piñera e presidentes de outros países da América Sul, a integração de países sul-americanos será o tema. A proposta do presidente chileno é criar um outro modelo de atuação conjunta, um novo organismo que substitua a União de Nações Sul-americanas, a Unasul. O Brasil apoia a ideia, como explica o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

 

Ministro das Relações Exteriores - Roberto Ernesto: Um organismo mais leve, que realmente se dedique a iniciativas específicas, concretas, entre os países da América do Sul, que poderão ter várias formas, de vários setores, seja a integração física, que era um pouco a expectativa que a Unasul fizesse. Eu sempre digo que a Unasul durou não sei quantos anos, nunca abriu um quilômetro de rodovia. Então, tentar ter programas específicos, por exemplo, integração física, mas, várias outras coisas, diálogo político, inclusive, etc., mas, sobretudo, continuar tendo um instrumento sul-americano.

 

Repórter Danielle Popov (ao vivo): Antes do presidente embarcar, o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, falou sobre a viagem de Bolsonaro, segundo ele, essa viagem caracteriza relações de amizade e reciprocidade entre Brasil e Chile.

 

Porta-voz da Presidência da República - Otávio Rêgo Barros: O presidente Piñera foi um dos primeiros presidentes a congratular o nosso presidente Jair Bolsonaro, após o resultado exitoso nas eleições de outubro do ano passado. E na oportunidade, o nosso presidente comprometeu que visitaria aquele país com prioridade, e, configurando-se a sua promessa, aproveitará a Cúpula de Integração Sul-Americana que ocorrerá a partir da próxima sexta-feira.

 

Repórter Danielle Popov (ao vivo): Essa é a primeira viagem oficial do presidente a um país da América de sul. O presidente Jair Bolsonaro fica aqui no Chile até sábado. Nasi, Gabriela.

 

Gabriela: Obrigada, Danielle Popov, pelas informações, ao vivo, aqui na Voz do Brasil.

 

"Defesa do Brasil! Defesa do Brasil! Defesa do Brasil!".

 

Nasi: As instalações da nova base brasileira na Antártica já estão quase prontas.

 

Gabriela: E você acompanhou aqui na Voz do Brasil, na última semana, os detalhes da viagem da nossa equipe que foi conhecer de perto a Estação Comandante Ferraz.

 

Nasi: A base foi reconstruída depois de um incêndio que ocorreu em 2012 e vai ser reinaugurada no ano que vem.

 

Gabriela: A estação é ponto de apoio para muitos pesquisadores brasileiros que vão ao continente para conhecer mais sobre o clima e o meio ambiente antártico.

 

Nasi: E para garantir este trabalho, o suporte da Marinha é fundamental.

 

Gabriela: Vamos conhecer a missão dos militares para garantir a segurança, o trabalho dos pesquisadores e o funcionamento da estação.

 

Repórter Lane Barreto: O Rio de Janeiro é o ponto de partida para viagem rumo à Antártica. Todos os anos, entre outubro e novembro, o navio polar Almirante Maximiano e o navio de apoio oceanográfico Ary Rongel, da Marinha do Brasil, deixam a capital carioca com cerca de 150 militares em cada embarcação com destino ao continente gelado. Nos navios também seguem pesquisadores brasileiros e mantimentos. Antes de realizar a travessia do mar entre os Oceanos Atlântico e Pacífico os navios fazem duas paradas, uma no Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, e outra no porto da cidade chilena de Punta Arenas. O capitão de fragata, Marcelo Gomes, da Marinha do Brasil, chefiou a Estação Comandante Ferraz até dezembro passado, ele explica que nessas viagens são transportados alimentos, roupas, equipamentos para a manutenção, entre outros itens de assistência.

 

Capitão de fragata - Marcelo Gomes: Nós enviamos cerca de 40 toneladas entre sobressalentes, gêneros secos, resfriados e congelados, 80 toneladas, você imagina duas carretas de quatro eixos.

 

Repórter Lane Barreto: Assim como no Brasil, o verão na Antártica também está acabando. O capitão de corveta, Israel Levi Oliveira, chegou à Antártica em novembro da 2018 e agora desempenha a função de subchefe da Estação Comandante Ferraz. Ele destaca que a rotina de trabalho varia de acordo com as condições meteorológicas no local.

 

Subchefe da Estação Comandante Ferraz - Israel Levi Oliveira: Porque existe a necessidade de receber da parte logística muita coisa do navio e ao final do verão também enviar muito material, não só receber em termos de gêneros e de sobressalentes também, de equipamentos, mas também de enviar materiais e equipamentos para que sejam feitas manutenções no Rio de Janeiro e na cidade de Punta Arenas.

 

 

Repórter Lane Barreto: A outra forma de chegar ao continente gelado é em voo do voo Hércules C-130, única aeronave da Força Aérea Brasileira que consegue pousar em pista estreita e enfrentando as condições extremas da Antártica. A Estação Comandante Ferraz possui a capacidade de abrigar 64 pessoas e quando inaugurada servirá de base de apoio aos pesquisadores de nosso país. Atualmente, 130 pesquisadores desenvolvem trabalhos que estão inseridos no Programa Antártico Brasileiro. Há mais de 30 anos, esse programa garante a presença da comunidade científica brasileira na Antártica. A iniciativa busca produzir conhecimentos científicos sobre a Antártica e suas relações com o restante do sistema climático mundial. Reportagem: Lane Barreto.

 

Nasi: E agora, pelas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre o decreto que criou regras mais rígidas para a concessão de cargos comissionados.

 

Presidente Jair Bolsonaro: Pegamos centenas de fantasmas pela administração, gente que [ininteligível], tanta gente que você fica... você não tem como mover um processo contra isso, é um negócio absurdo o descaso como esses cargos eram preenchidos em Brasília, quer seja aí o culpado do governo federal, algumas estatais. É complicado o negócio.

 

Gabriela: E o ministro da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário, explicou que os novos integrantes do governo também vão precisar cumprir os requisitos e as nomeações vão ser revisadas.

 

Nasi: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você e até amanhã.

 

"Governo federal. Pátria amada, Brasil".