21/03/17 - A Voz do Brasil

Coreia do Sul cancela embargo à carne de frango brasileira. Ministro da Agricultura visita frigorífico no Paraná envolvido com as investigações da Polícia Federal. Lançamento de satélite geoestacionário brasileiro é adiado. Ministério da Cultura divulga mudanças na Lei Rouanet.

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Transcrição

 

 

"Atenção, radialistas de todo o Brasil. É hora de noticiar os fatos que ajudam a construir um novo país. Direto dos estúdios da Empresa Brasil de Comunicação, em Brasília, vem aí a Voz do Brasil."

 

Apresentador Airton Medeiros: Em Brasília, 19 horas.

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje."

Aírton: Olá, boa noite.

 

Apresentadora Gláucia Gomes: Boa noite pra você que nos acompanha em todo o país.

Aírton: Terça-feira, 21 de março de 2017.

 

Glláucia: E vamos ao destaque do dia: Coreia do Sul volta atrás e reabre mercado de carne de frango do Brasil.

 

Aírton: E o presidente Michel Temer disse que a decisão se deu após rápida ação do governo para garantir a qualidade do nosso produto. João Pedro Neto.

 

Repórter João Pedro Neto: O governo segue empenhado em mostrar que as carnes brasileiras têm qualidade e que os sistemas de fiscalização, de defesa agropecuária e vigilância sanitária são sólidos e seguros.

 

Glláucia: A investidores estrangeiros, Temer também reforça a retomada do crescimento, com geração de empregos.

 

Presidente Michel Temer: O Brasil tem rumo e não vai distrair-se em função de outros fatos.

 

Airton: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Glláucia: Ministro do Planejamento coloca as contas na ponta do lápis e mostra por que a reforma da Previdência é necessária.

 

Ministro do Planejamento: Nós estamos gastando demais com Previdência e de menos com as outras coisas.

 

Aírton: Mais transparência e rigor na Lei Rouanet. Agora tem teto para cobrança de ingressos para eventos.

 

Glláucia: Hoje na apresentação da Voz do Brasil, Gláucia Gomes e Airton Medeiros.

 

Aírton: E pra assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Glláucia: A Coreia do Sul voltou atrás na suspensão da importação de carne brasileira, após denúncias de irregularidades na fiscalização de frigoríficos.

 

Aírton: O anúncio foi feito pelo presidente Michel Temer, na abertura da Conferência das Cidades Latino-americanas 2017, onde o governo, investidores e empresários discutem o rumo da economia brasileira.

 

Glláucia: Para Temer, a ação imediata do governo garante a credibilidade.

 

Repórter João Pedro Neto: A uma plateia formada por grandes investidores e executivos dos Estados Unidos e da América Latina, o presidente afirmou que os problemas apontados na operação da Polícia Federal são pontuais e que os desvios estão sendo apurados e serão punidos e corrigidos. O presidente destacou que a Coreia do Sul já retirou a suspensão da importação de carnes brasileiras.

 

Presidente Michel Temer: Hoje eu tive uma boa notícia, que a Coreia do Sul, ontem havia pensado suspender, e hoje eliminou a suspensão, exata e precisamente, penso eu, em função da pronta resposta das autoridades brasileiras.

 

Repórter João Pedro Neto: Na conferência, o presidente lembrou ainda da importância da agropecuária para a economia nacional. O Brasil é hoje líder mundial na exportação de carne de frango, bovina e suína, que representam 15% das exportações nacionais, segundo entidades do setor. No encontro, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, ressaltou que um percentual mínimo de frigoríficos está sob investigação.

 

Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Marcos Pereira: As exportações realizadas por estes 21 frigoríficos, no ano de 2016, não foram mais do que US$ 120 milhões, num universo de quase US$ 14 bilhões de exportações somente de carne animal. Portanto, menos de 1% das exportações brasileiras.

 

Repórter João Pedro Neto: Já o ministro das Relações Exteriores disse que o governo deu respostas rápidas às denúncias e segue trabalhando. Aloysio Nunes Ferreira inclusive anunciou o lançamento de um programa pra promover a imagem da agropecuária brasileira e acessar novos mercados internacionais.

 

Ministro das Relações Exteriores - Aloysio Nunes Ferreira: A iniciativa é composta por uma série de ações específicas de ampliação do acesso a mercados, ao agronegócio, que inclui a defesa dos interesses do setor e a promoção da imagem da agricultura brasileira, que é a mais ambientalmente sustentável do planeta.

 

Repórter João Pedro Neto: Atualmente, mais de 150 países compram proteína animal brasileira, o que inclui nações e regiões com alto padrão de exigências, como Estados Unidos, Japão e União Europeia, que regularmente realizam visitas de inspeção nos sistemas de produção nacionais. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Aírton: E hoje o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, acompanhou uma fiscalização em um frigorífico no Paraná, e a equipe não encontrou irregularidades.

 

Glláucia: Em três semanas, a fiscalização do ministério deve realizar um verdadeiro pente fino em todas as 21 plantas que estão sob suspeita.

 

Aírton: Com todas as medidas adotadas, o governo acredita que, em pouco tempo, o Brasil vai comprovar que a carne brasileira é de qualidade e que pode ser consumida com segurança.

 

Repórter Helen Bernardes: O ministro da Agricultura Blairo Maggi foi pessoalmente ao frigorífico da Seara, na Cidade da Lapa, em Curitiba, para uma inspeção. O local, que produz frango, e exporta para a China, está entre os investigados da Operação Carne Fraca da Polícia Federal. Após vistoriar a unidade, Blairo disse estar satisfeito com o que viu.

 

Ministro da Agricultura - Blairo Maggi: É uma planta que está apta a receber autorização para funcionar. O problema desta planta está ali fora, ali no escritório nosso, onde deu problema com funcionário nosso.

 

Repórter Helen Bernardes: O secretário de Defesa Agropecuária, do Ministério da Agricultura, Luís Eduardo Rangel, afirmou que o governo está revendo todos os processos para garantir ao consumidor brasileiro e ao mercado externo a qualidade dos produtos.

 

Secretário de Defesa Agropecuária - Luís Eduardo Rangel: O que está em xeque hoje, através do que foi apresentado sexta-feira, é a credibilidade do processo de certificação. Isso preocupa muito o governo e o Ministério da Agricultura. Então é por isso, tendo a certeza que o processo de vigilância funciona, o processo de fiscalização funciona, o produto é saudável, o que aconteceu pra poder diminuir essa credibilidade do processo de certificação? Então nós estamos avaliando, fazendo auditorias severas pra poder dizer que o papel que é assinado no final, que acompanha as nossas cargas, ele tem, sim, credibilidade.

 

Repórter Helen Bernardes: E segundo o ministro Blairo Maggi, após esse trabalho, a expectativa é de que os países reabram os mercados, evitando bloqueios permanentes.

 

Ministro da Agricultura - Blairo Maggi: Esperamos que, a partir do momento em que nós fornecemos as informações, eles tenham, eles aceitem essas informações e que o mercado volta a se reabrir. Quer dizer, nós temos problemas de 21 [...], nós não deixamos de exportar esses 21 e pra eles, a grande maioria deles está satisfeita com essas respostas.

 

Repórter Helen Bernardes: A Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, começou há mais de dois anos e apura o envolvimento de fiscais agropecuários federais em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular a empresários do agronegócio. Reportagem, Helen Bernardes.

 

Glláucia: E depois de cinco dias da realização de um leilão de aeroportos, o ministro do Planejamento, Diogo de Oliveira, afirmou que o governo pretende fazer uma nova rodada de concessões para outros terminais.

 

Aírton: Também está na agenda do governo leilões de petróleo e gás, linhas de transmissão de energia e ferrovias.

 

Glláucia: A ideia é atrair investimentos num momento em que a economia começa a se recuperar.

 

Repórter Gabriela Noronha: O governo estuda conceder à iniciativa privada terminais controlados pela Infraero. O ministro do Planejamento, Diogo Henrique de Oliveira, falou em mais 10 aeroportos para leilão, entre eles os de Goiânia e Vitória.

 

Ministro do Planejamento - Diogo Henrique de Oliveira: São aeroportos de menor porte, que poderiam entrar. Há uma lista extensa que estamos avaliando, mas ainda não tem um grupo menor, mas eu te diria assim, por exemplo: Goiânia está sendo estudado, Vitória está sendo estudada, Recife. A ideia é que pelo menos dez, mas pode ser mais.

 

Repórter Gabriela Noronha: A medida faz parte das ações de retomada do crescimento econômico do país, que foram apresentadas durante a Conferência de Cidades Latino-americanas a investidores estrangeiros. O ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Moreira Franco, citou outros projetos. Ele disse que ainda este ano vai ser realizado leilão para ferrovias, sempre interligando os trechos com os portos brasileiros.

 

Ministro da Secretaria Geral da Presidência da República - Moreira Franco: Nós temos certeza que seremos bem-sucedidos no próximo semestre, quando estará em leilão a ferrovia norte-sul.

 

Repórter Gabriela Noronha: O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, Roberto Jaguaribe, acredita que o Brasil continua sendo um destino importante de investimentos estrangeiros.

 

Presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos - Roberto Jaguaribe: Eu não tenho dúvida que nós estamos num momento de crescente atração de investimentos estrangeiros, que são muito importantes não apenas pelo volume de recursos que eles aportam, mas pela evidência de confiança que eles trazem, de pessoas que acreditam no crescimento do Brasil.

 

Repórter Gabriela Noronha: Para André Clark Juliano, presidente da Acciona, empresa de infraestrutura, o momento é de otimismo.

 

Presidente da Acciona - André Clark Juliano: O investidor estratégico nunca deixou de apostar no Brasil, como não vai deixar de apostar. E, à medida que vai melhorando as condições para investimentos, certamente estará presente, à medida que as oportunidades se apresentem, os próximos leilões, as próximas rodovias, assim por diante.

 

Repórter Gabriela Noronha: Os ministros e empresários participaram da Conferência de Cidades Latino-americanas. O evento é organizado pelo Conselho das Américas, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, APEX Brasil. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Aírton: E o ministro da Fazenda Henrique Meirelles foi quem encerrou o evento.

 

Glláucia: Ele afirmou que o governo vai trabalhar para diminuir a burocracia no pagamento de impostos.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: Hoje, a empresa gasta no Brasil cerca de 2.600 horas por ano em média para pagar imposto. Nos últimos meses, já caiu, segundo o Banco Mundial, de 2.600 para 2030. Tá bom, mas a ideia é, num prazo de um ano, levar isso pra menos de um quarto do início do processo.

 

Aírton: para Michel Temer, o Brasil vive um momento de retomada de credibilidade. Ele volta a crescer e começa a gerar empregos.

 

Presidente Michel Temer: O Brasil tem rumo e não vai distrair-se, ou seja, não vai distrair-se em função de outros fatos, porque no nosso sistema institucionalmente muito seguro, Executivo executa, Legislativo legisla, Judiciário jurisdiciona. É isso que está acontecendo, cada um se organiza e exerce as suas atividades harmoniosamente.

 

Glláucia: Imagine a seguinte situação. Você quer trocar de carro ou comprar uma casa maior, mas você coloca as contas na ponta do lápis, dá uma olhada no seu salário e chega à seguinte conclusão: Se não mudar as despesas, não sobra dinheiro para realizar este sonho.

 

Aírton: Pois é, com as contas do governo, também é assim. Para fazer os investimentos que o país precisa, como construir estradas, pontes, aeroportos, usinas para produzir energia, é necessário modificar os gastos.

 

Glláucia: Por isso a Reforma da Previdência é necessária. As aposentadorias e pensões representam grande parte dos gastos do orçamento do governo e, a cada ano, a conta aumenta.

 

Aírton: Mas a reforma não vai tirar direitos de ninguém, e prevê uma regra de transição, uma reforma gradual. Quem fez essa conta foi o ministro do Planejamento.

 

Repórter Beatriz Amiden: A previsão do governo é gastar R$ 720 bilhões apenas com a Previdência. Na Saúde, por exemplo, a previsão é de R$ 100 bilhões. Esses números demonstram que a divisão dos gastos no Brasil está muito desigual. O ministro do Planejamento, Diogo Oliveira, que esteve terça-feira na audiência pública da Comissão Especial que trata da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, afirmou que é preciso equilibrar essa conta.

 

Ministro do Planejamento - Diogo Oliveira: A nossa despesa com previdência hoje representa 54% da nossa despesa total. Mas é mais do que isso, o problema é que a nossa despesa com previdência aumenta R$ 50 bilhões por ano. Mas isso é muito ou é pouco? O nosso investimento é R$ 40 bilhões. Então, eu digo: A previdência está engolindo todas as outras despesas do Governo Federal.

 

Repórter Beatriz Amiden: Outro ponto levantado pelo ministro foi a maneira como a reforma está sendo feita, de maneira gradual e progressiva, sem tirar direitos e ninguém. O impacto para quem ganha menos vai ser menor do que para quem ganha mais e poderia se aposentar por tempo de contribuição, por exemplo. O ministro explicou que aqueles que recebem um salário mínimo e que hoje representam 64% dos aposentados, não vão ser atingidos com a reforma.

 

Ministro do Planejamento - Diogo Oliveira: Não há redução de benefício, não há aumento de contribuição, não há nenhuma penalização para quem já está aposentado. Isso é pouco? Não é pouco, são 20 milhões de pessoas. E mais, aqueles que já têm condição de se aposentar preservados. Além disso, uma regra de transição de 20 anos. Não se pode falar que é uma reforma exagerada, uma reforma duríssima, não.

 

Repórter Beatriz Amiden: Diogo Oliveira explicou que a ideia do governo é criar uma contribuição para o trabalhador rural, nos moldes que hoje é feito para o Microempreendedor Individual. Só no ano passado, as aposentadorias pagas aos trabalhadores rurais representaram quase a metade do déficit de R$ 227 bilhões da Previdência. A contribuição vai fazer com que o trabalhador possa ter acesso a outros benefícios previdenciários, como o auxílio-doença.

 

Ministro do Planejamento - Diogo Oliveira: Isso não está presente no texto, porque não é possível, não é matéria de Constituição, mas o que nós estamos prevendo é adotar para o trabalhador rural algo semelhante ao Microempreendedor Individual. Uma contribuição, R$ 50 por mês, ao longo da vida laboral do trabalhador, ele teria contribuído 16 salários e receberá durante 18 anos? Não parece exagerado.

 

Repórter Beatriz Amiden: Segundo o ministro, com a reforma, quem se aposentar com as novas regras, mínimo de 65 anos de idade e 25 anos de contribuição, vai receber cerca de 76% do salário base. Esse valor, está próximo da reposição atual, que é de 81%, e bem acima da maioria dos países. Reportagem, Beatriz Amiden.

 

Glláucia: 19h15 em Brasília.

 

Aírton: Teto para o cachê dos artistas e valores dos ingressos de cada evento.

 

Glláucia: Vamos detalhar as mudanças na Lei Rouanet anunciadas hoje pelo Ministério da Cultura.

 

Aírton: Lançamento do primeiro satélite geoestacionário brasileiro, de uso civil e militar, foi adiado.

 

Glláucia: Como a gente divulgou ontem, o lançamento estava programado para amanhã, mas uma greve de trabalhadores na Guiana Francesa forçou o adiamento.

 

Aírton: A repórter Luana Karen está acompanhando de perto esse processo e tem os detalhes.

 

Repórter Luana Karen: O lançamento do primeiro satélite geoestacionário brasileiro foi adiado pelo menos até a próxima quinta-feira. Isso porque uma greve de trabalhadores franceses impede a entrada da comitiva no Centro de Lançamento de Foguetes e o próprio deslocamento e posicionamento do foguete na base de lançamento. Autoridades francesas negociam com os trabalhadores. O satélite geoestacionário vai ser utilizado para auxiliar as Forças Armadas na fiscalização dos 17 mil quilômetros de fronteira do Brasil e no controle do espaço aéreo. O equipamento também vai ampliar a oferta de internet de alta velocidade para todo o território nacional, inclusive para as áreas mais remotas. Ele foi construído por uma empresa francesa e, após ser lançado ao espaço, vai ser controlado e operado apenas por brasileiros. O projeto é uma parceria entre os ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, e recebeu investimentos totais de R$ 2,7 bilhões. De Kourou, na Guiana Francesa, Luana Karen.

 

Glláucia: E a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, realizada todos os anos, tem o objetivo de despertar o interesse dos jovens pelas ciências espaciais.

 

Aírton: Em 20 anos de existência, mais de 8 milhões de estudantes já participaram.

 

Glláucia: Agora, 90 alunos que se destacaram na edição do ano passado, disputam a possibilidade de representar o Brasil lá fora.

 

Aírton: Nossa equipe foi até Barra do Piraí, no interior do Rio de Janeiro, onde os alunos foram selecionados, numa maratona de provas, mergulhados no conhecimento dos astros e planetas.

 

Repórter Natália Melo: Conhecer o céu, saber como as estrelas se formam, evoluem e morrem, um universo que desperta a curiosidade de muita gente, como os 90 adolescentes de escolas públicas e particulares de todo o país que se prepararam para representar o Brasil em olimpíadas internacionais de astronomia. Por cinco dias, longe de tudo e lado a lado com a natureza, no interior do Rio de Janeiro, eles mergulharam fundo nos estudos para mostrar o que sabem sobre o assunto. As olimpíadas sobre o tema podem despertar nos alunos o interesse, como explica o professor João Canale, coordenador da Olimpíada Brasileira de Astronomia.

 

Professor - João Canale: Os alunos se interessam muito em fazer foguetes, mesmo os pequenininhos já fazem foguetes, e funciona como um brinquedo, mas já é um foguete. É uma chance pra esses alunos descobrirem o talento deles.

 

Repórter Natália Melo: E é verdade. A estudante Helena Buchermole (F), uma das 13 mulheres entre os 90 estudantes, conta que sempre se interessou por astronomia, mas foi para disputar as olimpíadas que ela passou a estudar a área que ela agora pretende transformar em profissão.

 

Estudante - Helena Buchermole (F): No primeiro ano do ensino médio eu descobri, com a minha professora de Física, que falou: "Tem uma Olimpíada na matéria que eu gosto." E daí eu comecei a estudar, no segundo ano consegui a medalha de ouro e daí falei: Não, é isso que eu quero pra minha vida.

 

Repórter Natália Melo: Estudantes que se interessaram já podem se inscrever para a edição 2017 da Olimpíada Brasileira de Astronomia. Podem participar alunos de escolas públicas e particulares, desde o primeiro ano do ensino fundamental até a última série do ensino médio. Informações no site www.oba.org.br. Reportagem, Natália Melo.

 

Glláucia: Foram anunciadas hoje mudanças na Lei de Incentivo à Cultura, conhecida como Lei Rouanet.

 

Aírton: É por meio dela que o governo abre mão de parte dos impostos a empresas que apoiam projetos culturais, para que esses valores sejam investidos em cultura.

 

Glláucia: E agora a Lei Rouanet também ficou mais transparente e inclusiva. Quem conta pra gente é a jornalista Jéssica do Amaral.

 

Jornalista Jéssica do Amaral: Foram estabelecidos limites de valor por projeto e o lucro das produções culturais. Também tem teto para o cachê dos artistas e até para o preço dos ingressos, que não pode ultrapassar o valor médio de R$ 150. As regiões norte, nordeste, centro oeste, que hoje respondem por menos de 10% dos projetos alcançados pela lei, vão receber mais incentivo em relação às outras regiões, como explica o ministro da Cultura, Roberto Freire.

 

Ministro da Cultura - Roberto Freire: É um protagonismo que o Ministério quer ter de trabalhar com as estatais brasileiras para que eles se integrem nesse processo, destinando, em grande parte dos seus patrocínios, para regiões que não são aquinhoadas com a lei do mecenato e de mercado da Lei Rouanet.

 

Jornalista Jéssica do Amaral: Já para auxiliar na transparência da execução da lei, a prestação de contas passa a ser feita pela internet em tempo real e os pagamentos ficarão disponíveis no Portal da Transparência. Essas mudanças vão aumentar o controle dos projetos culturais. O ministro Roberto Freire explica ainda que, com essas medidas, o governo busca o aprimoramento da lei.

 

Ministro da Cultura - Roberto Freire: Se não tivesse mudança, ia crescer um processo de demonização da Lei Rouanet, ia crescer a ideia de que é desnecessária uma lei que provoca desvios, que permite que haja ilícitos e irregularidades. Mas é evidente que a Lei Rouanet não se prestou a isso, tem grandes serviços que são prestados exatamente pela Lei Rouanet.

 

Jornalista Jéssica do Amaral: A Lei Rouanet já captou R$ 16 bilhões para incentivar projetos culturais no país. Reportagem, Jéssica do Amaral.

 

Glláucia: 19h21 em Brasília.

 

Aírton: Agricultores de Sergipe receberam equipamentos do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário.

 

Glláucia: Os investimentos somam mais de R$ 1,4 milhão e vai atender quase três mil pequenos produtores.

 

Repórter Grazziadei: São 11 caminhões, além de computadores, balanças, impressoras e outros instrumentos que vão equipar as unidades de distribuição da agricultura familiar. O ministro do Desenvolvimento Social e Agrário Osmar Terra afirmou que o estímulo à agricultura familiar é uma forma importante de combate à pobreza.

 

Ministro do Desenvolvimento Social e Agrário - Osmar Terra: Pra apoiá-los na comercialização dos seus produtos, armazenar os produtos... Dá quase três mil agricultores que vão receber esse equipamento para poder ter uma renda maior dentro de um programa chamado PAA, que é o Programa de Aquisição de Alimentos.

 

Repórter Grazziadei: O secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Caio Rocha, afirma que, além de garantir renda para as famílias, as ações promovem uma alimentação mais saudável para a população em situação de vulnerabilidade social.

 

Secretário Nacional da Segurança Alimentar e Nutricional - Caio Rocha: Esta parceria com o estado e com os municípios, que definem de quem comprar, das localidades mais vulneráveis, fazendo com que a agricultura familiar cresça. Por outro lado, asilos, hospitais, creches, escolas, podem também serem beneficiados pelo programa.

 

Repórter Grazziadei: somente na modalidade compra com doação simultânea do Programa de Aquisição de Alimentos, o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário investiu no estado R$ 4 milhões em 2016. 638 agricultores foram beneficiados. As 2.300 toneladas de alimentos foram doadas para 42 entidades sócio-assistenciais. Reportagem, Carolina Grazziadei.

 

Aírton: E ainda em Sergipe, na capital, Aracaju, o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, formalizou a adesão do estado ao Criança Feliz.

 

Glláucia: Na primeira fase, o programa vai beneficiar quase 10 mil famílias no estado e garantir aos pais o apoio para que eles possam estimular o desenvolvimento dos filhos nos primeiros mil dias de vida.

 

Aírton: Além dos repasses, o Governo Federal vai pagar o salário dos visitadores e dos supervisores, que vão trabalhar no acompanhamento das crianças de zero a três anos, atendidas pelo programa.

 

Glláucia: Frutas mais baratas na mesa do consumidor.

 

Aírton: Caíram os preços da banana, maçã e mamão nas centrais de abastecimento do país.

 

Glláucia: As informações são do boletim da Conab, a Companhia Nacional de Abastecimento, relativo ao mês de fevereiro, e mostram queda também no preço da cebola.

 

Aírton: Por outro lado, aumentou o preço da laranja, do alface e da cenoura, isso por causa do excesso de chuvas e de calor nas principais regiões produtoras.

 

Gláucia: Essas foram as notícias do Governo Federal.

Airton: Uma realização da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gláucia: Com produção da Empresa Brasil de comunicação.

 

Airton: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional e tenha uma boa noite.

 

Gláucia: Uma boa noite pra você e até amanhã.