21 de novembro de 2018 - Poder Executivo

Destaques da Voz do Brasil: Brasil cria mais de 57 mil empregos com carteira assinada em outubro. Presidente Michel Temer vai ao Chile e assina acordo de livre comércio. Compromisso facilita ainda mais os negócios, investimentos e turismo entre os dois países. E presidente destaca velocidade na negociação do acordo. Populações ribeirinhas e indígenas da região Amazônica tem acesso a vacinas contra sarampo, febre amarela e meningite. É a Operação Gota, que conta com ajuda das Forças Armadas.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá boa noite.




Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.




Gabriela: Quarta-feira, 21 de novembro de 2018.




Nasi: E vamos ao destaque do dia. Brasil cria mais de 57 mil empregos com carteira assinada em outubro. Pablo Mundim.




Repórter Pablo Mundim: No acumulado do ano já foram criadas mais de 790,5 mil vagas de trabalho, o melhor resultado desde 2015.




Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.




Nasi: Presidente Michel Temer vai ao Chile e assina acordo de livre comércio.




Gabriela: Compromisso facilita ainda mais os negócios, investimentos e turismo entre os dois países.




Nasi: E o presidente destaca a velocidade na negociação do acordo.




Presidente Michel Temer: Uma rapidez extraordinária, em menos de seis meses nós fomos capazes de formatar e formalizar este acordo.




Gabriela: Populações ribeirinhas indígenas da região amazônica têm acesso a vacinas contra sarampo, febre amarela e meningite.




Nasi: É a Operação Gota, que conta com a ajuda das Forças Armadas. Lane Barreto.




Repórter Lane Barreto: A vacinação nessas comunidades isoladas ocorre com o apoio de aviões de Aeronáutica, que auxiliam no deslocamento das equipes de saúde e no transporte de vacinas.




Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.




Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br .




Gabriela: O Brasil gerou mais de 57 mil vagas de trabalho em outubro.




Nasi: É o que mostram os dados divulgados hoje, pelo Caged, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.




Gabriela: E no acumulado do ano, já são mais de 790 mil novos postos de trabalho. É o melhor resultado dos últimos três anos.

 

Repórter Pablo Mundim: Foi no comércio que o Flávio Aguelo Jardim encontrou uma oportunidade da voltar a trabalhar. A vaga de gerente em uma padaria de Brasília foi uma conquista depois de muito esforço.




Gerente de padaria - Fábio Aguelo Jardim: É, eu visitava os locais, tentava falar com os gerentes, com os proprietários, entregava o currículo, falava um pouquinho sobre a minha carreira, a minha expectativa, e aí logo uns dez dias depois, o proprietário da panificadora me chamou, fiz a entrevista e aí comecei alguns dias depois.




Repórter Pablo Mundim: E o comércio foi o que mais gerou empregos em outubro. Dos mais de 57 mil novos postos, 34 mil foram registrados nesse setor. Outros setores também apresentaram desempenhos positivos, como o de serviços, indústria de transformação e a construção civil. Quatro das cinco regiões do Brasil registraram crescimento no emprego formal; Sul e Sudeste foram as regiões que mais empregaram. Neste ano, já são mais de 790 mil vagas, o melhor saldo desde 2015. Em entrevista exclusiva para a Voz do Brasil, o ministro do Trabalho, Caio Vieira de Mello, destacou que os números do Caged refletem a economia brasileira.




Ministro do Trabalho - Caio Vieira de Mello: Se o comércio está contratando, há expectativa industrial, a indústria está produzindo e o comércio está contratando. Veja que o Caged dá sinais de que a política econômica do governo é positiva.




Repórter Pablo Mundim: Em visita ao Chile, o presidente Michel Temer comentou os resultados do Caged pelas redes sociais. Temer destacou que os dados de emprego mostram que o Brasil está no rumo certo. Reportagem, Pablo Mundim.




Nasi: E entre as pessoas que estão conseguindo emprego, existem muitos imigrantes.




Gabriela: Um estudo divulgado hoje, pelo Ministério do Trabalho, revela que haitianos e venezuelanos são os mais contratados pelo mercado de trabalho aqui no Brasil.




Nasi: Para se ter uma ideia, até o fim do ano passado, mais de 122 mil haitianos estavam empregados com carteira assinada no país.




Repórter Cleide Lopes: A haitiana Ililice Lima veio para o Brasil, em 2007, por meio do uma ONG, para estudar. Depois de fazer faculdade em Belo Horizonte, se mudou para Brasília, e há cinco anos trabalha no Ministério da Educação. Ela conta que foi no Brasil que conseguiu respeito e acolhimento.




Funcionária do Ministério da Educação - Ililice Lima: Eu fui recebida com muito amor e com muito respeito. Eu me senti em casa. Então, para mim, foi uma bênção mesmo.




Repórter Cleide Lopes: Ililice é casada com o haitiano Kerbe Mertil, que, assim como ela, também veio para estudar. Hoje, ele trabalha no Ministério da Fazenda. E, mesmo estando longe do Haiti, há 11 anos, espera um dia voltar ao país levando com ele toda a experiência adquirida no Brasil.




Funcionário do Ministério da Fazenda - Kerbe Mertil: É um povo você sofre e que precisa de alguém que conhece o caminho e que vá para frente, então, que melhore as coisas.




Repórter Cleide Lopes: Os haitianos como Ililice e Kerbe, desde 2010, continuam sendo a principal nacionalidade inserida no mercado formal de trabalho brasileiro. Em oito anos, foram mais de 100 mil contratações, os dados são o relatório anual do Observatório das Migrações Internacionais, divulgado pelo Ministério do Trabalho e pelo Observatório das Migrações Internacionais, Obmigra. O relatório aponta que, depois dos haitianos, os imigrantes da Venezuela são os que mais se destacaram no mercado de trabalho brasileiro, como destaca o coordenador estatístico do observatório das migrações internacionais, Tadeu Oliveira.




Coordenador estatístico - Tadeu Oliveira: Os venezuelanos também chegaram em 2016, hoje é a primeira nacionalidade em emissão de carteira de trabalho e a segunda nacionalidade em movimentação. Quando a gente olha os admitidos e demitidos, os venezuelanos já ocupam o segundo posto.




Repórter Cleide Lopes: O relatório foi divulgado nesta quarta-feira, mesmo dia em que a nova lei de migração completa um ano. A lei possibilita utilizar a migração como em vetor de crescimento e desenvolvimento econômico para o país, como explica Tadeu Oliveira.




Coordenador estatístico - Tadeu Oliveira: São pessoas que vêm buscar aqui melhores condições de vida, então o país interessa a eles nesse sentido, mas também eles dão uma contribuição muito importante no desenvolvimento econômico e social do país. E a nova lei vem assegurar isso.




Repórter Cleide Lopes: O Ministério do Trabalho apresentou hoje o modelo do Portal da Imigração. A ferramenta eletrônica estará disponível em várias línguas e vai reunir todas as informações necessárias para quem deseja migrar para o Brasil. A previsão é de que o portal seja lançado oficialmente até o final do ano. Reportagem, Cleide Lopes.




Gabriela: Brasil a Chile vão ampliar ainda mais a compra e venda de produtos e serviços.




Nasi: Isso porque o presidente Michel Temer assinou hoje, com o presidente chileno, acordo de livre comércio que regula 24 áreas, como telecomunicações, micro, pequenas e médias empresas e até a venda de produtos orgânicos entre os dois países.




Gabriela: O comércio entre Brasil o Chile já não tem tarifas, e o compromisso assinado hoje facilita ainda mais os negócios.




Nasi: O repórter Nei Pereira acompanhou e tem mais informações.




Repórter Nei Pereira: O Chile é o segundo maior parceiro comercial do Brasil na América do Sul, atrás somente da Argentina. No ano passado, as trocas comerciais entre os dois países chegaram a US$ 8,5 bilhões, aumento de mais de 20% em relação ao ano anterior. O acordo assinado hoje vai ampliar ainda mais as relações comerciais entre os dois países. Na capital chilena, o presidente Michel Temer ressaltou a rapidez na negociação do acordo.




Presidente Michel Temer: Especialmente, a partir da visita do presidente Piñera ao Brasil, nós pudemos estabelecer as linhas inaugurais de um acordo, um acordo comercial, que hoje foi formalizado, entre o Brasil e o Chile. Interessante, como salientou o presidente Piñera, com uma rapidez extraordinária, em menos de seis meses nós fomos capazes de formatar e formalizar este acordo.




Repórter Nei Pereira: O Brasil ainda é o maior parceiro comercial do Chile na América Latina, e principal destino dos investimentos chilenos no exterior. Já são mais de US$ 35 bilhões. O acordo facilita a integração das micro, pequenas e médias empresas dos dois países, que vão poder participar de licitações de compras públicas no Brasil e no Chile. A venda do produtos orgânicos entre os dois países também será facilitada com o acordo. O presidente Michel Temer falou da importância da integração de Mercosul e a Aliança do Pacífico.




Presidente Michel Temer: E aqui eu quero, desde já, ressaltar um segundo agradecimento, que é o fato de nós termos feito uma aliança entre o Mercosul e a Aliança do Pacífico. Porque, no Brasil, nós temos uma regra constitucional que determina que toda e qualquer política pública seja voltada para a integração latino-americana de nações.




Repórter Nei Pereira: Na cerimônia, o presidente chileno Sebastián Piñera disse que não existe fronteira física entre Chile e Brasil e, por isso, não deve haver barreira no comércio entre as duas nações. Ele destacou ainda a importância do acordo para o turismo. No ano passado, o Brasil vendeu US$ 5 bilhões para ao país vizinho. Os três principais produtos exportados foram óleo bruto de petróleo, carne bovina e automóveis. Derivados de cobre e o salmão, peixe típico da região do Pacífico, foram os produtos mais importados pelo Brasil. De Santiago, no Chile, Nei Pereira.




Gabriela: Mais de 3,3 mil profissionais já se inscreveram no novo edital do programa Mais Médicos, segundo o último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde.




Nasi: As inscrições para mais de 8,5 mil vagas começaram hoje.




Gabriela: Podem concorrer médicos brasileiros com CRM ou com diploma revalidado no país.




Nasi: O início das atividades está previsto para o 3 de dezembro.




Gabriela: A medida do Ministério da Saúde para substituir os médicos cubanos deve atender 2,8 mil municípios e 34 distritos indígenas.




Nasi: As inscrições podem ser feitas até domingo, pela internet, em maismedicos.gov.br.




Gabriela: Já são 12 os ministros indicados pelo presidente eleito Jair Bolsonaro.




Nasi: Hoje foram definidos mais dois nomes, o advogado-geral da União e o Secretário-Geral da Presidência da República.




Gabriela: Também foram anunciados os comandantes das Forças Armadas.




Repórter Danielle Popov: Gustavo Bebianno, que foi um dos coordenadores da campanha da Jair Bolsonaro, foi confirmado como ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República. A pasta é responsável, por exemplo, pelo programa de parcerias de investimentos criado há dois anos para ampliar o trabalho conjunto entre Estado e iniciativa privada. Bebianno explicou quais vão ser as prioridades da pasta a partir de janeiro.




Futuro ministro da Secretaria-Geral da Presidência - Gustavo Bebianno: A principal tarefa da Secretaria é o trabalho de modernização do Estado, desburocratização. Talvez, pela primeira vez, um Governo Federal olhando para a sua atividade fim, que é servir bem a população. Então, o nosso interesse é que o contribuinte, pagador de impostos e a população brasileira seja bem atendido em tudo aquilo que o governo tem a oferecer em termos de serviços e até produtos.




Repórter Danielle Popov: Para a Advocacia-Geral da União, o presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou o advogado André Luiz de Almeida Mendonça. A AGU é responsável por representar a União em causas judiciais. Até agora foram anunciados 12 ministros. O ministro extraordinário do governo de transição, Onyx Lorenzoni, informou que a ideia é construir uma estrutura enxuta.




Ministro extraordinário do governo de transição - Onyx Lorenzoni: O que nós estamos verificando nas análises é o fato de que nós temos inúmeras e imensas estruturas dentro da máquina pública do Governo Federal, que tem fim em si mesmo, não tem nenhuma finalidade de servir à população. Então, isso nós vamos, com paciência, humildade, muito trabalho, revisar. E, até meados de dezembro, nós vamos ter o desenho ministerial concluso e os enxugamentos que virão a partir da redução de secretarias, diretorias e outras funções, que acabam apenas gastando o dinheiro público e servindo muito pouco ao cidadão brasileiro.




Repórter Danielle Popov: Também foram anunciados nesta quarta-feira os nomes dos novos comandantes das Forças Armadas. O comandante da Marinha será o Almirante de Esquadra Ilques Barbosa Júnior, o do Exército será o general de Exército Edson Leal Pujol e a Força Aérea Brasileira será comandada pelo tenente-brigadeiro do ar Antonio Carlos Bermurdez. O presidente eleito Jair Bolsonaro também se reuniu com os embaixadores do Líbano, da Rússia e de Portugal. Com a colaboração de Márcia Fernandes, reportagem, Danielle Popov.

 

Nasi: E a atual e a futura primeira-dama se encontraram hoje em Brasília.




Gabriela: O convite foi feito pela primeira-dama Marcela Temer, que apresentou à Michele Bolsonaro o Palácio da Alvorada e a Granja do Torto, as duas residências oficiais da Presidência da República.




Nasi: Michelle Bolsonaro diz que vai atuar no próximo governo desenvolvendo projetos sociais, principalmente com a comunidade surda, pessoas com deficiência e com síndromes.




Futura Primeira-Dama - Michelle Bolsonaro: Todos os projetos sociais possíveis, até porque era algo que eu já fazia hoje antes de me casar com Jair. Então, eu tenho um chamado para ação social.




Gabriela: Nessa semana, estamos acompanhando aqui na Voz do Brasil o repórter João Pedro Neto que está na Antártica, o continente que tem mais de 99% do território coberto de gelo.




Nasi: É, Gabriela, e ele está lá para contar um pouquinho do trabalho realizado por pesquisadores há 36 anos.




Gabriela: E quem apoia e dá toda a estrutura para permanência deles por lá são militares das Forças Armadas que ficam até um ano num navio atracado no oceano.




Nasi: E é sobre isso que vamos falar hoje, vamos conversar ao vivo com o João Pedro que está lá. João, você está há uns dez dias aí, já conseguiu se acostumar com o frio? Qual a temperatura agora?




Repórter João Pedro Neto (ao vivo): Boa noite, Nasi. Boa noite, Gabriela. Boa noite aos ouvintes da Voz do Brasil. Olha, a temperatura agora está por volta de -4 graus Celsius, mas com o vento a sensação térmica chega a por volta de -15. Então, não dá para dizer que eu me acostumei com o frio, mas Marinha forneceu roupas bastante reforçadas, especiais mesmo para essas temperaturas, então, está sendo possível lidar.




Gabriela: E, João, o que você achou de mais curioso nesse continente gelado? O que os militares que estão voltando para casa falam dessa experiência?




Repórter João Pedro Neto (ao vivo): Olha, os relatos são muito interessantes, é claro o que o que chama mais a atenção aí realmente é a natureza, é uma coisa que a gente não conhece até chegar aqui. Bom, vou falar um pouco do meu dia hoje, hoje a gente acompanhou aí um grupo de militares da Marinha até um refúgio brasileiro aqui perto dos módulos antárticos emergenciais, que é de onde eu falo agora. Esse refúgio fica a cerca de 4 quilômetros de distância e serve de abrigo no caso de alguma emergência ou necessidade, como alguém que saiu a campo e sofreu um acidente, ou o tempo virou e a pessoa ficou presa, então, essa estrutura serve de apoio até um resgate e tem sempre água, comida, um kit de primeiros socorros. Bom, esse grupo base da Marinha fica durante o ano todo aqui na Antártica, na verdade, nos módulos antárticos emergenciais, eles fazem a manutenção da atual estação, dão apoio aí aos pesquisadores e garantem a presença brasileira permanente aqui no continente. Esse grupo está sendo trocado, agora nessa semana, os novos militares já chegaram e nesses dias tem acontecido a passagem de função, que é como se diz. Eu estou aqui com o subchefe da estação, que deixa o cargo nessa semana, comandante Santana Ferreira. Comandante, conta para gente aí o que mais te marcou nessa experiência, como que foi esse ano aqui?




Comandante Santana Ferreira: Boa noite. Boa noite ao Brasil. Boa noite a todos. O que marcou aqui realmente foi a capacidade de relacionamento entre as pessoas, não só dentro do grupo, mas a capacidade de relacionamento entre as estações, entre as pessoas de diferentes nacionalidades no sentido de colaboração e de ajuda mútua entre as diversas pessoas das diversas nações aqui no continente. E também, como você disse, a natureza, a natureza aqui é exuberante, é prístino, é praticamente intocado e realmente faz a diferença, é muito bacana.




Repórter João Pedro Neto (ao vivo): A expectativa para voltar para casa é grande, eu imagino.




Comandante Santana Ferreira: Ah, com certeza, foram 13 meses aqui na estação acompanhando diversas atividades com nossos militares, com nossos pesquisadores, com a comunidade científica e acompanhando também a reconstrução da nova estação Antártica, então, a expectativa agora de voltar, graças a Deus, com a missão cumprida e com muita alegria para poder rever toda a família.




Repórter João Pedro Neto (ao vivo): Tá certo, comandante, obrigado. Bom, esse grupo base da Marinha que fica um ano todo aqui na Antártica, inclusive durante o inverno antártico, conta com 16 militares que atuam em diversas áreas. Nasi, Gabriela.




Nasi: Obrigado, João Pedro Neto, pela participação, ao vivo, aqui na Voz do Brasil.




Gabriela: Populações ribeirinhas indígenas da região amazônica estão tendo acesso a vacinas contra sarampo, febre amarela e meningite.




Nasi: Daqui a pouco a gente dá os detalhes da Operação Gota, que tem a ajuda de militares e aviões das Forças Armadas.




Gabriela: Hoje foi dia de reconhecer a atuação das pessoas que têm destaque na luta pelos direitos humanos.




Nasi: Mais de 50 homenageados receberam o Prêmio Direitos Humanos em Brasília.




Gabriela: A ideia é valorizar as ações realizadas no Brasil e no mundo e incentivar que novas práticas sejam implementadas.




Repórter Luana Karen: Com o conhecimento que recebeu do pai, a pajé Mapulu kamayurá ajuda os indígenas de 16 etnias do Xingu, em Mato Grosso. Ela atua curando doenças por meio de rituais comuns entre o seu povo. O atendimento é oferecido a mais de 6 mil pessoas de cerca de 60 aldeias, o que ela não pode curar passa para o médico.




Pajé - Mapulu kamayurá: Eu curo dor de cabeça, aquele que não consegue dormir, aquela que fica com a coluna doendo aqui e corpo todo doído, isso aí eu curo. Quando o pessoal, a família do paciente me chama, eu vou lá atender, curar ele, até quando fica bom volta para a aldeia.




Repórter Luana Karen: Agora o trabalho que a pajé faz há mais de 30 anos foi reconhecido. Mapulu foi uma das ganhadoras do Prêmio Direitos Humanos 2018, junto a cerca de 50 entidades sociais e personalidades. Na entrega, o ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha, destacou o caráter igualitário da premiação.




Ministro dos Direitos Humanos - Gustavo Rocha: Aqui não há gradação de prêmios, todos recebem a mesma singela homenagem, sejam autoridades do mais alto grau da república, sejam pessoas da sociedade civil.




Repórter Luana Karen: Em Tupi, Mapulu kamayurá, a pajé que conhecemos no início desta reportagem, faz um agradecimento final e diz que espera poder ajudar mais os povos indígenas.




Pajé - Mapulu kamayurá: [pronunciamento em outro idioma].




Repórter Luana Karen: O Prêmio Direitos Humanos foi criado tanto para reconhecer como para incentivar práticas que defendam direitos que são de todos nós. A premiação acontece no ano em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 70 anos. O documento tem 30 artigos e traz, entre as garantias, o direito à vida, à liberdade, à segurança pessoal e à liberdade de opinião e expressão. Reportagem, Luana Karen.




"Defesa do Brasil! Defesa do Brasil! Defesa do Brasil!".




Nasi: Moradores de áreas de difícil acesso na região amazônica estão sendo vacinados contra sarampo, febre amarela e meningite, por exemplo.




Gabriela: É a Operação Gota do Ministério da Saúde, que só neste ano vai atender à população de 785 municípios nos estados do Amazonas, Acre, Amapá e Pará.




Nasi: Mas, para que as equipes de saúde e as vacinas cheguem a esses locais, a atuação das Forças Armadas é fundamental.




Gabriela: São mais aviões e militares cumprindo mais esta missão.




Repórter Lane Barreto: Na atual fase, estão sendo atendidas populações ribeirinhas, rurais e indígenas dos estados do Amazonas e do Acre. Os moradores dessas comunidades vão receber as vacinas pendentes e ficar com a caderneta de vacinação em dia. A última etapa da Operação Gota 2018 começou no domingo passado e segue até 19 de dezembro. A ação é uma parceria entre os Ministérios da Saúde e da Defesa para imunizar contra doenças como sarampo, febre amarela e meningite moradores de comunidades na Amazônia que tenham dificuldades em acessar os serviços de saúde. Nessa etapa, são atendidos ribeirinhos do médio e do alto Rio Purus e do Vale do Javari, no Amazonas e no Acre. A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, destaca a importância da Operação Gota.




Coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde - Carla Domingues: Muitas dessas pessoas, por morarem nessas localidades de difícil acesso, possivelmente não teriam oportunidade de serem vacinadas. Com essa estratégia, você garante elevadas coberturas nessas áreas, você evita que doenças imunopreveníveis possam circular nessas localidades.




Repórter Lane Barreto: A vacinação nessas comunidades isoladas ocorre com apoio de aviões da Aeronáutica, que auxiliam no deslocamento das equipes de saúde e no transporte de vacinas. Cerca de 400 militares são envolvidos na tarefa, eles voam uma média de 600 horas e empregam mais de 30 aeronaves, como explica o assessor da Subchefia de Operações do Ministério da Defesa, Cel. Juraci Muniz de Santana.




Assessor da Subchefia de Operações do Ministério da Defesa - Cel. Juraci Muniz de Santana: Essas ações são bastante difíceis nas áreas de fronteiras, principalmente com os nossos países limítrofes, como Peru, Colômbia e Venezuela. Para o transporte dessas vacinas, temos que também atentar que existe um procedimento diferenciado, em função da conservação das mesmas.




Repórter Lane Barreto: A Operação Gota teve início em 1993, após a informação de surtos de sarampo em populações indígenas nas regiões do Purus, Juruá e Solimões. Somente no ano passado, a iniciativa possibilitou a aplicação de 14 mil doses de vacinas que beneficiaram mais de 9 mil pessoas de comunidades da Amazônia. Reportagem, Lane Barreto.




Nasi: Um espaço para prática de esportes, oficinas, cursos e aulas de dança.




Gabriela: Assim é o Estação Juventude 2.0, um projeto do governo federal, em parceria com os municípios.




Nasi: E hoje foi entregue mais uma unidade em Água Branca, no Piauí, totalizando 16 estações em funcionamento.




Gabriela: E até o final do ano, 30 estações devem estar funcionando, beneficiando milhões de jovens, como explica o secretário nacional de Juventude, Assis Filho.




Secretário nacional de Juventude - Assis Filho: Cerca de 10 milhões de jovens, durante dois anos, devem ser beneficiados com esse Estação Juventude, porque cada unidade, ela oferta vários cursos, várias oficinas, acesso ao esporte.




Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.




Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.




Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.




Gabriela: Fique agora com o Minuto do TCU e, em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.




Nasi: Boa noite e até amanhã.




"Brasil, ordem e progresso".