22 DE FEVEREIRO DE 2019 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: 8 milhões de novos empregos nos próximos 4 anos. Um dos impactos que a Nova Previdência vai trazer ao país depois de aprovada. Operação de ajuda humanitária do Brasil para os venezuelanos vai ocorrer amanhã. Caminhões venezuelanos vão levar kits de higiene, alimentos e remédios ao país vizinho. Hora de se programar pra declaração do Imposto de Renda. O Carnaval está chegando… e é no ritmo de um dos sucessos deste verão que o Ministério da Saúde faz o alerta para homens e jovens.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Oito milhões de novos empregos nos próximos quatro anos.

 

Gabriela: Um dos impactos que a nova Previdência vai trazer ao país depois de aprovada. Graziela Mendonça.

 

Repórter Graziela Mendonça: Estudo do Ministério da Economia aponta crescimento da economia e aumento de renda da população com a reforma da Previdência. Daqui a pouco eu volto com mais informações.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Operação de ajuda humanitária do Brasil para os venezuelanos vai ocorrer amanhã.

 

Nasi: Caminhões venezuelanos vão levar kits de higiene, alimentos e remédios ao país vizinho.

 

Gabriela: Hora de programar para a declaração do imposto de renda.

 

Nasi: E tem novidade. Luciana Collares da Holanda.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: E o contribuinte já vai saber se caiu na malha fina um dia depois de prestar contas com o leão.

 

"O nome dela é Jennifer. Eu encontrei ela no Tinder...".

 

Gabriela: O carnaval está chegando.

 

Nasi: É no ritmo de um dos sucessos deste verão que o Ministério da Saúde faz um alerta para homens e jovens. Gabriela Noronha.

 

Repórter Gabriela Noronha: Para este carnaval o ministério de saúde distribuiu 130 milhões de preservativos masculinos aos estados, 22% a mais que o enviado em 2018.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br .

 

"Nova Previdência, é para todos é melhor para o Brasil".

 

Gabriela: O governo apresentou hoje um estudo que mostra os impactos da nova Previdência na economia do país.

 

Nasi: A repórter Graziela Mendonça está aqui no estúdio e conta para gente. Boa noite, Graziela. Que impactos são esses?

 

Repórter Graziela Mendonça (ao vivo): Boa noite, Nasi, Gabriela e ouvintes da Voz do Brasil. Esse estudo foi apresentado hoje, pelo Ministério de Economia, e mostra que a nova Previdência pode gerar mais emprego e renda até 2023, além de aumentar o Produto Interno Bruto do país. Segundo o trabalho, com a reforma seriam criados no país 8 milhões de empregos a mais. A gente conversou ainda há pouco com o secretário de Política Econômica do Ministério, Adolfo Sachsida, que explicou também o crescimento da renda da população.

 

Secretário de Política Econômica do Ministério - Adolfo Sachsida: Cada brasileiro, em média, vai estar quase R$ 6 mil mais rico do que estaria na ausência da reforma da Previdência. Essa renda é uma média que é distribuída por toda a economia, mas nós podemos adiantar que o efeito do incremento da renda é mais importante para a população mais pobre do que para a população mais rica.

 

Gabriela: E, Graziela, o estudo explica como a nova Previdência vai chegar a esses resultados?

 

Repórter Graziela Mendonça (ao vivo): Explica sim, Gabriela. Isso tem a ver com a dívida pública. Segundo o governo, o déficit da Previdência é um dos motivos para o crescimento dessa dívida. O secretário Adolfo Sachsida explicou essa relação.

 

Secretário de Política Econômica do Ministério - Adolfo Sachsida: Essa reforma, ela diminui a dívida, ao diminuir a dívida pública, os juros caem, e quando as juros caem, o investimento e o consumo aumentam e o PIB aumenta, e com isso nós vamos ter mais empregos e mais renda para todo o brasileiro, principalmente mais emprego e mais renda para os mais pobres.

 

Nasi: Agora, Graziela, o estudo mostra como se o cenário sem a aprovação da nova Previdência?

 

Repórter Graziela Mendonça (ao vivo): Sim, Nasi. Segundo a estudo, sem as mudanças na Previdência, a dívida pública crescerá, haverá aumento dos juros, redução do crescimento econômico e queda da empregos. De acordo do secretário, Adolfo Sachsida, sem a nova Previdência o Brasil voltará a uma situação de recessão já no segundo semestre de 2020. Nasi, Gabriela.

 

Gabriela: Obrigada, Graziela Mendonça, pelas informações, ao vivo, aqui na Voz do Brasil.

 

Nasi: E a proposta da nova Previdência combate às desigualdades e fraudes.

 

Gabriela: Com uma aposentadoria justa e para todos os brasileiros, sem exceções.

 

Nasi: E onde quem ganha mais, paga mais, e quem ganha menos, paga menos.

 

Gabriela: Em entrevista exclusiva à Voz do Brasil e de TV NBR, o secretário especial da Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, explica as mudanças propostas para a nova Previdência.

 

Repórter Pablo Mundim: Por que o Brasil precisa de uma nova Previdência?

 

Secretário especial da Previdência e Trabalho - Rogério Marinho: O modelo que existe hoje, ele é insustentável e é desigual. Ele é desigual porque poucas pessoas ganham muito e muitos ganham pouco, e ele é insustentável porque os estados federados, os municípios e o próprio governo central não tem mais condição de prover as necessidades básicas da população de educação, de saúde, segurança, de infraestrutura, e, ao mesmo tempo, pagar salários e pagar aposentadorias e benefícios.

 

Repórter Pablo Mundim: A nova Previdência promete trazer mais justiça e igualdade, o que ela propõe para combater privilégios?

 

Secretário especial da Previdência e Trabalho - Rogério Marinho: Primeiro, regras iguais, não há essa excepcionalidade com a exceção das aposentadorias especiais, de policiais, de professores e de rurais, que já está consignado na nossa legislação. Depois, aqueles que estão na base da pirâmide, ou seja, 70% daqueles que contribuem hoje para o regime de previdência, contribuem na faixa de 8%, são aqueles que recebem até R$ 1,5 mil bruto. Esses 8% não vão ter uma redução de 0,5%. Então, quem tem menos, ao invés de pagar 8%, que paga hoje, vai abaixar em 7,5%. Em contrapartida, você terá 22% de alíquota para quem ultrapassar o teto do STF, que é de R$ 39 mil. Políticos vão ser tratados como um trabalhador comum, no INSS, vão ter que trabalhar 65 anos do caso do homem, 62 anos no caso da mulher, contribuir durante 35 anos e se aposentar dentro do teto da previdência social, é de R$ 5,8 mil. Militares também vão entrar dentro desse processo, funcionários públicos, trabalhadores privados, professores, policiais, enfim, todos darão a sua contribuição, respeitando as especificidades de cada carreira.

 

Repórter Pablo Mundim: Quem está perto de se aposentar será muito impactado?

 

Secretário especial da Previdência e Trabalho - Rogério Marinho: Quem está a até dois anos da regra de conseguir elegibilidade terá a possibilidade de utilizar o fator previdenciário mais um pedágio de 50%, que são aqueles que estão acima dessa condição dos mais pobres, que tem essa possibilidade. Então, eles terão que trabalhar um ano a mais provavelmente. Mas o mais importante desse processo é que aqueles que já adquiriram as condições de elegibilidade não precisam ter ansiedade no processo, porque eles vão ser contemplados de qualquer forma, a lei não vai mexer com nenhum direito adquirido.

 

Repórter Pablo Mundim: Secretário, explica para a gente como é que será essa fórmula do cálculo de benefício?

 

Secretário especial da Previdência e Trabalho - Rogério Marinho: O cálculo de benefício, ele estabelece um piso de um salário mínimo, que já é para 66% da população, então ninguém vai receber menos que um salário mínimo, e 20 anos de contribuição. Então, como é que ele funciona? Imagine alguém que tem 61 anos de idade e dentro da transição tem as condições de aposentadorias e contribuiu durante 20 anos, se soma o total dessas contribuições, corrigidas pela inflação, se encontra a média da contribuição deste cidadão, né? Entre as contribuições que ele fez ao longo de 20 anos. Essa média, a partir de 20 anos de contribuição, é considerado 60% da média. Então, vamos supor que você encontrou R$ 2 mil, R$ 2 mil é seu salário por esses 20 anos, em média. Então, você multiplica por 60%, você se aposenta com R$ 1,2 mil. Você se trabalhar um ano a mais, se você fizer 21 anos de contribuição, você acrescenta 2%, se você trabalhar cinco anos a mais, você acrescenta 10%, a proporção de 2% por ano. Então, 10% com 60% é 70%, multiplica os 70% pela média alcançada. Então, quanto maior o tempo de contribuição, maior o valor final da média que você tem direito. Isso é vai valer tanto para o regime próprio, como para o regime geral.

 

Repórter Pablo Mundim: O senhor comentou que a proposta tem regras especiais para professores, policiais civis e trabalhadores rurais. Quais são essas regras e por que elas são necessárias?

 

Secretário especial da Previdência e Trabalho - Rogério Marinho: São especificidades de carreira. Então no caso dos professores, a forma como eles trabalham, as condições em que eles são exigidos, há um consenso na sociedade de que eles precisariam ser tratados de uma forma diferenciada. Então, eles têm um tempo menor de idade para se aposentar, no caso 60 anos para homem e 60 anos para mulher, e um menor tempo de contribuição também. Isso não atinge os professores universitários. No caso de policiais é 55 anos, com 20 anos de efetiva contribuição na atividade, no caso da mulher e 25 no caso dos homens. E no caso dos rurais é 60 anos, que já é para homem, e aí aumenta da mulher para 60 anos.

 

Repórter Pablo Mundim: Secretário, a proposta apresentada faz distinção do que é Previdência e assistência social. Haverá mudança nos benefícios assistenciais? Como ficará, por exemplo, o Benefício de Prestação Continuada de assistência de social à pessoa com deficiência?

 

Secretário especial da Previdência e Trabalho - Rogério Marinho: Não mudará nada. Pessoas que têm deficiência vão continuar a receber o benefício, desde que tenham as regras de elegibilidade definidas pela legislação. A alteração que nós estamos propondo é no outro segmento, daqueles que recebem a assistência em função da idade e de regra de elegibilidade. Hoje quem chega aos 65 anos e não contribuiu para o sistema previdenciário, e, ao mesmo tempo, tem comprovadamente uma condição de pobreza, este cidadão, esta cidadã se habilita a receber um salário mínimo. Qual é a mudança que nós estamos propondo? Antecipar esse recebimento para 60 anos, estabelecer inicialmente em R$ 400 esse financiamento, e ao chegar aos 70 anos passar a receber o equivalente a um salário mínimo.

 

Repórter Pablo Mundim: Obrigado, secretário pela entrevista. Um bom trabalho para o senhor.

 

Secretário especial da Previdência e Trabalho - Rogério Marinho: Obrigado também.

 

Nasi: E como já ouvimos, a aprovação da nova Previdência vai trazer maior crescimento à economia do país.

 

Gabriela: Mas o governo também está atento em promover outros setores que trazem investimentos ao Brasil.

 

Nasi: É o caso do mercado imobiliário, que tem mostrado sinais de recuperação.

 

Gabriela: Um estudo aponta que em São Paulo e o Rio de Janeiro o mercado está em crescimento.

 

Nasi: E o governo criou um comitê para aumentar os negócios neste setor para gerar mais empregos e renda.

 

Repórter Ricardo Ferraz: O levantamento traz informações sobre o mercado imobiliário da cidade de Rio de Janeiro e São Paulo. Assim como na capital paulista, a capital fluminense também registrou crescimento das transações de imóveis entre 2017 e 2018, só que menor, de um 1%. O objetivo do índice é ajudar o Brasil a conhecer melhor esse mercado, como explica Patrícia Ferraz, coordenadora de Estatística da Associação de Registradores de Imóveis do estado de São Paulo.

 

Coordenadora de Estatística da Associação de Registradores de Imóveis SP - Patrícia Ferraz: Os governos precisam de informações confiáveis, sérias, a respeito do mercado imobiliário, porque os imóveis são o lastro de qualquer economia. Então, o governo para modelar, para desenvolver, para projetar as suas políticas públicas, ele precisa de dados consistentes para organizar a sua política da melhor forma possível.

 

Repórter Ricardo Ferraz: A disponibilização de informações do mercado imobiliário é um dos critérios utilizados pelo Banco Mundial para avaliar a capacidade de um país fazer negócios num levantamento chamado Doing Business. Atualmente, o país está na posição de número 73 entre 190 países. O governo criou um comitê com o objetivo de fazer o Brasil subir no ranking como diz Paulo Uebel, secretário especial de Desburocratização Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia.

 

Secretário especial de Desburocratização Gestão e Governo Digital - Paulo Uebel: O presidente Bolsonaro já deu a meta, nós temos que estar entre as 50 melhores economias do mundo em termos de Doing Business. Nós vamos trabalhar para isso. E, isso é um dos dez temas que é avaliado todos os anos pelos especialistas e nós precisamos melhorar a posição do Brasil. Isso tem um impacto muito grande na economia, na geração de empregos, aumento da renda e de oportunidades para os brasileiros.

 

Repórter Ricardo Ferraz: A medida é apoiada pela Secretaria de Modernização do Estado. O governo criou órgão para facilitar as relações entre os cidadãos e o estado, afirma Odilon Mazzini, secretário-adjunto da secretaria.

 

Secretário-adjunto da Secretaria de Modernização - Odilon Mazzini: O ideal é que o governo não seja um dificultador, pelo contrário, facilite a vida do cidadão, simplificando as suas rotinas e entregando resultados de forma mais eficiente.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Os indicadores foram desenvolvidos pelas Associações de Registradores de Imóveis de São Paulo e Rio de Janeiro com a consultoria técnica e metodologia da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, a Fipe. Com previsão de divulgação mensal, o índice do registro de imóveis do Brasil ficará disponível no site registroimobiliário.org.br. Reportagem, Ricardo Ferraz.

 

Gabriela: O carnaval está chegando.

 

Nasi: E na hora do cair na folia, nada de esquecer a camisinha.

 

Gabriela: Você vai ouvir, ainda nesta edição, que a campanha do Ministério da Saúde usa música famosa para dar o recado para homens e jovens.

 

Nasi: E vem aí o prazo para declarar o imposto de renda.

 

Gabriela: Ele vai começar no dia 7 de março, depois do carnaval, e segue até 30 de abril.

 

Nasi: Trinta milhões e quinhentos mil contribuintes devem entregar a declaração, 1 milhão a mais que no ano passado.

 

Gabriela: E tem novidade na hora de preencher o documento.

 

Repórter Luciana Collares da Holanda: Entre as novidades do imposto de renda este ano, está a exigência dos CPFs de todos os dependentes incluídos na declaração, independente de idade. Também será a última vez que vai ser possível declarar os gastos com empregados domésticos e o contribuinte já vai saber se caiu na malha fina um dia depois de prestar contas do leão. A consulta ao extrato poderá ser feita pelo Centro de Atendimento Virtual da Receita Federal. O supervisor de Imposto de Renda, Joaquim Adir, explica quem costuma cair da malha fina.

 

Supervisor de Imposto de Renda - Joaquim Adir: Quem corre o risco de estar na malha fina é aquele que informa rendimentos e deduções diferentes do encontrado no cruzamento de fontes pagadoras ou de fontes recebedoras de rendimentos e deduções, esse pode cair na malha. Importante, então, que ele, quando, a partir desse ano, olhar o extrato no dia seguinte ao da entrega, ele verificar que ainda tem uma pendência é importante que ele aguarde ou verifique se o erro não foi da fonte pagadora ou recebedora de deduções informadas por ele.

 

Repórter Luciana Collares da Holanda: O contribuinte tem do dia 7 de março ao dia 30 abril para entregar a declaração. Entre outros critérios, deve declarar o imposto quem, no ano passado, recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 e teve, em qualquer mês de 2018, ganho de capital com bens ou direitos sujeitos à tributação ou fez operações na Bolsa de Valores. As restituições começam a ser pagas em junho. O calendário vai até dezembro. Lembrando que a multa para quem perder o prazo varia entre R$ 165 e 20% imposto do devido. E mais uma dica, Joaquim Adir, da Receita Federal, fala sobre qual é o melhor modelo, se completo ou simplificado.

 

Supervisor de Imposto de Renda - Joaquim Adir: Vai depender dos rendimentos, e especialmente do número de deduções, por exemplo, se ele não tiver nenhuma dedução, despesas médicas, educação e dependentes para incluir na declaração, é claro que, a princípio, ele vai ter vantagens de fazer pelo... opção pelo desconto simplificado. Agora, é importante que ele faça essa comparação entre o montante de valores a deduzir e os 20% do valor recebido limitado àqueles R$ 16.754, que é o limite máximo.

 

Repórter Luciana Collares da Holanda: A declaração pode ser entregue pelo programa disponível no site da Receita Federal ou ainda pelo serviço Meu Imposto de Renda, disponível para tablets e smartphones. Reportagem, Luciana Collares da Holanda.

 

Nasi: Só lembrando que o programa gerador da declaração do imposto de renda vai estar disponível para ser baixado na internet a partir de segunda-feira, dia 25.

 

Gabriela: Está mantida a ajuda humanitária aos venezuelanos, mesmo com o fechamento da fronteira do Brasil com o país vizinho por ordem do regime de Nicolás Maduro.

 

Nasi: E o governo brasileiro está se antecipando para que não falte combustível nem energia para a população de Roraima.

 

Gabriela: A repórter Danielle Popov traz os detalhes, ao vivo, agora para gente. Boa noite, Danielle.

 

Repórter Danielle Popov (ao vivo): Boa noite, Gabriela, Nasi, e também aos ouvintes da Voz do Brasil. De acordo com o porta-voz da presidência, Otávio Rêgo Barros, o presidente Jair Bolsonaro liderou uma reunião hoje com diversas autoridades para tratar sobre essa questão da Venezuela. Foi formado de um gabinete de crise para acompanhar a situação em Boa Vista e Pacaraima após a decisão do regime de Nicolás Maduro de fechar as fronteiras com o Brasil. O cronograma de entregas de alimentos e medicamentos continua mantido para amanhã, dia 23, sem previsão de término. Durante pronunciamento, o porta-voz Rêgo Barros informou que na base aérea em Boa Vista há um estoque de 200 toneladas de mantimentos como feijão, arroz, leito em pó, açúcar, sal e kits de primeiros socorros. Esses produtos devem ser transportados por um caminhão venezuelano em território brasileiro para Pacaraima, e, de lá, até à fronteira, num percurso de aproximadamente 180 quilômetros. E se houver qualquer impedimento vão tentar novamente no dia seguinte.

 

Porta-voz da Presidência da República - Otávio Rêgo Barros: A operação tem previsão de início com a entrega das doações brasileiras e de outras nações no dia de amanhã, 23 de fevereiro, e se estenderá por mais alguns dias ainda sem previsão de término. As doações serão transferidas por caminhões venezuelanos até Pacaraima, e, de lá, para a Venezuela. Os caminhões que não tiveram condições de adentrar àquele país, retornarão à Boa Vista para uma nova tentativa.

 

 

Nasi: Danielle, existe algum risco de desabastecimento aí da população de Boa Vista com o fechamento da fronteira?

 

Repórter Danielle Popov (ao vivo): Nasi, de acordo com o porta-voz Rêgo Barros, há uma previsão de complementar, por meio comboio, 60 caminhões de óleo por dia para garantir que não falte combustível e também não vai faltar energia. Em nota, o Ministério de Minas e Energia informou que o Parque Térmico de Roraima gera energia suficiente para abastecer a região. E este ano a geração de energia deve aumentar, está aberta uma consulta pública para a realização tem de um leilão de novas fontes de geração de energia em Roraima para substituir os contratos atuais e prover a autonomia energética ao estado. O leilão deve acontecer ainda neste semestre. Nasi e Gabriela.

 

Gabriela: Obrigada, Danielle Popov, pelas informações, ao vivo, aqui na Voz do Brasil.

 

Nasi: A Adutora do Agreste foi criada para levar água para mais de 1 milhão de pessoas que convivem com a seca no Noroeste.

 

Gabriela: A obra é composta por dois eixos para transferir a água do Rio São Francisco para adutoras, rios e açudes da região, os eixos norte e leste.

 

Nasi: Ao todo, a adutora beneficiará 23 cidades pernambucanas.

 

Gabriela: E para ajudar toda essa população, foram liberados mais de R$ 80 milhões para concluir a obra.

 

Nasi: Com isso, as águas do Velho Chico vão percorrer todos os canais em direção ao Ceará.

 

Repórter Pablo Mundim: O recurso vai para o eixo leste as obras da Adutora do Agreste, que capta a água do rio São Francisco para abastecer adutoras e ramais dos rios e açudes da região. Cerca de 400 mil pessoas vão ser beneficiadas. O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, destacou a importância da obra para a população e para o desenvolvimento na região.

 

Ministro do Desenvolvimento Regional - Gustavo Canuto: A possibilidade de você dar segurança hídrica aos reservatórios e garantir que haverá água, possibilita que as regiões utilizem aquela água para outras finalidades, inclusive, agricultura e outras atividades econômicas que dependem da água.

 

Repórter Pablo Mundim: O ministro Gustavo Canuto defendeu a conclusão do eixo norte da transposição, que também é uma das prioridades do Governo Federal.

 

Ministro do Desenvolvimento Regional - Gustavo Canuto: O foco, agora, principal, é finalizar as obras civis do eixo norte que possibilitem a passagem da água, principalmente até o Reservatório Jati, que é a interligação com o cinturão das águas do Ceará e vai viabilizar a chegada da água ao Castanhão e à região metropolitana de Fortaleza. Essa, das prioridades, é a nossa prioridade maior.

 

Repórter Pablo Mundim: Com um total de 640 quilômetros de extensão, a Adutora do Agreste abastece 23 municípios. Ao todo, o eixo leste do projeto do São Francisco já garante abastecimento regular de água a mais de 1 milhão de pessoas na Paraíba e em Pernambuco. Reportagem, Pablo Mundim.

 

"O nome dela é Jennifer, eu a encontrei ela no Tinder...".

 

Gabriela: Você conhece essa música, Nasi?

 

Nasi: Olha, Gabriela, acho que quase todo mundo conhece, viu?

 

Gabriela: Pois é, essa música tão conhecida foi escolhida pelo Ministério da Saúde para passar um recado bem sério.

 

Nasi: É verdade. A intensão é que durante o carnaval, mesmo com toda aquela alegria, o folião não se esqueça da prevenção contra a Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis.

 

Repórter Gabriela Noronha: O carnaval está chegando, e mesmo com toda a alegria do primeiro bloco afro do Brasil, o Ilê Aiyê, o Ministério da Saúde pede uma reflexão: Pare, pense e use camisinha. E foi em Salvador, considerada a capital do carnaval, que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, lançou a nova campanha de prevenção ao vírus HIV. Segundo o ministro, a ideia é conscientizar os foliões para o uso o preservativo.

 

Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta: É um comportamento de risco que pode, muitas vezes, fazer do nosso maior e melhor carnaval uma memória triste. Vamos fazer um grande carnaval e vamos fazer um ano de muita consciência em relação à sua responsabilidade com o seu corpo e com o corpo das pessoas que você ama.

 

Repórter Gabriela Noronha: O foco principal da campanha este ano são os homens e jovens. Dados do último boletim epidemiológico do HIV, mostram que 73% dos novos casos de Aids em 2017 ocorreram no sexo masculino, e em cada cinco casos um é da faixa etária entre os 15 e 24 anos. Para o chamar a atenção desse público, o preservativo distribuído pelo SUS ganhou uma nova embalagem, e o recado vai no ritmo da música que promete ser um hit nos blocos de carnaval.

 

"O nome dela é Jennifer...".

 

Repórter Gabriela Noronha: Gabriel Diniz, intérprete de 'Jennifer' é o embaixador da campanha este ano

 

Cantor - Gabriel Diniz: Olha, pessoal, o seu Gabriel Diniz, o cantor da 'Jennifer', mas agora o assunto é sério. A Aids é uma doença que ainda não tem cura, e um dado que me assusta para caramba é que 73% dos novos casos de HIV são entre homens de 15 a 39 anos. Então, o importante é se conscientizar e usar camisinha, não importando onde se conheçam, se no aplicativo, se é no carnaval, se é no ônibus, se é na balada, tem que se prevenir.

 

Repórter Gabriela Noronha: E o ministro Luiz Henrique Mandetta reforça, a música pode contribuir para o sucesso da campanha.

 

Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta: Eu achei que letra, ela retrata muito bem o tempo do comportamento. O nome dela é Jennifer, tenho certeza que a Jennifer pode até fazer as paradas, mas Jennifer pede sempre para usar a camisinha.

 

"Mas ela faz umas paradas...".

 

Repórter Gabriela Noronha: Para este carnaval o Ministério da Saúde distribuiu 130 milhões de preservativos masculinos aos estados, 22% a mais que o enviado em 2018. O SUS também disponibiliza preservativo femininos, gel lubrificante, testes rápidos de HIV em postos de atendimento. Reportagem. Gabriela Noronha.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as Notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite e um bom fim de semana.

 

Gabriela: Boa noite e até segunda.

 

"Governo Federal. Pátria amada, Brasil".