22 DE AGOSTO DE 2017

Destaques da Voz do Brasil: Recursos do FGTS injetaram R$ 190 bilhões na economia em 2016. Balanço divulgado hoje mostra que maior parte do dinheiro foi investido em obras pelo país. Minha Casa Minha Vida continua entregando casas em todo o país. Ministério de Minas e Energia propõe ampliar concessão da Eletrobrás.

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Transcrição


A Voz do Brasil - 22/08/2017

 

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19 horas.

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje."

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.


Nasi: Boa noite pra você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Terça-feira, 22 de agosto de 2017.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Recursos do FGTS injetaram R$ 190 bilhões na economia em 2017.

 

Nasi: Balanço divulgado hoje mostra que maior parte do dinheiro foi investido em obras pelo país. Beatriz Amiden.

 

Repórter Beatriz Amiden: O maior investimento foi em habitação, seguido por saneamento, além de obras em infraestrutura.

 

Gabriela: E Minha Casa Minha Vida continua a todo vapor. Conversamos com exclusividade com o ministro das Cidades, Bruno Araújo, que falou sobre o andamento do programa e as próximas entregas.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Ministério de Minas e Energia propõe ampliar concessão da Eletrobrás.

 

Nasi: No nosso quadro Defesa do Brasil, vamos viajar para a região norte. Nesta semana, militares fazem uma verdadeira operação de guerra para levar vacinas a comunidades mais distantes.

 

Gabriela: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Nasi: E pra assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gabriela: E o presidente Michel Temer participa neste momento do Congresso do Aço Brasil 2017. O evento acontece aqui em Brasília e reúne empresários e investidores da cadeia siderometalúrgica do país.

 

Nasi: durante dois dias, eles vão discutir os rumos da indústria do aço e da economia brasileira e mundial. O presidente discursa neste momento. Vamos ouvir.

 

Presidente Michel Temer: ... do Conselho Diretor do Instituto do Aço, nós estamos ajustando uma conversa de todos com a área econômica do governo, para verificar se é possível ainda alguma modificação, em face do quanto aqui foi dito. Portanto, ao mencionar este fato, eu quero assegurar a todos que os senhores e as senhoras têm, no governo, um parceiro. Entre esses desafios, naturalmente, vou reiterar o que disse o Alexandre Lyra, está o excesso de capacidade global de produção do aço, que acaba nos prejudicando. Nós sabemos que um mercado internacional sem distorções é essencial para o setor siderúrgico brasileiro. Nossos diplomatas, aliás, estão instruídos a tratar do tema em caráter prioritários, a defender condições equilibradas de competição no setor. E, aliás, muito a propósito, o presidente Alexandre Lyra, eu vou à China agora no dia 29 e carregarei na minha bagagem e nas minhas fichas exatamente esta manifestação e essa preocupação que aqui ouvir. A China tem sido um parceiro extraordinário do Brasil como importador dos nossos produtos, mas, evidentemente, eu levarei esta preocupação, para salientar que a ação internacional da China na venda do aço não pode, naturalmente, nos prejudicar. E, aliás...

 

Gabriela: Você acabou de ouvir agora o presidente Michel Temer, que está discursando, ao vivo neste momento, no Congresso do Aço Brasil 2017.

 

Nasi: E mais uma lista de produtos com imposto de importação zerado foi publicada hoje pela Camex.

 

Gabriela: São 322 máquinas e equipamentos industriais, que hoje são tarifados em até 16% e tiveram imposto reduzido a zero.

 

Nasi: Segundo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, as empresas beneficiadas devem realizar investimentos de mais de US$ 3 bilhões no Brasil.

 

Gabriela: Para o ministro Marcos Pereira, a medida incentiva a retomada da atividade econômica, reduzindo o custo do investimento produtivo.

 

Nasi: Entre os projetos que terão custos reduzidos estão a construção de uma usina termelétrica, a produção de geradores de energia eólica, a construção de um centro de pesquisa de bebidas e a instalação de uma nova linha de produção em uma fábrica de chocolates.

 

Gabriela: O FGTS registrou no ano passado o melhor resultado da história.

 

Nasi: É uma boa notícia para os brasileiros, já que, a partir de agora, o lucro do fundo vai ser dividido em partes iguais entre trabalhadores e o governo.

 

Gabriela: E não é só isso, não. O lucro recorde também vai garantir mais recursos para financiar obras como habitação, saneamento básico e mobilidade urbana.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Você sabia que parte do que é recolhido para a sua conta do FGTS é revertido em benefícios para o cidadão, pelo financiamento de obras em setores como transporte, habitação e saneamento básico?

 

Entrevistada: Não, eu não sabia.

 

Entrevistada: Não. Não fazia ideia.

 

Entrevistada: Não sabia, não.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Das operações de crédito realizadas no ano passado com recursos do Fundo de Garantia, a maior foi no setor de habitação, com quase R$ 80 bilhões. Em saneamento, foram investidos cerca de R$ 226 milhões e, em infraestrutura, R$ 386 milhões. Para Bolívar Moura Neto, secretário executivo do FGTS do Ministério do Trabalho, o fundo beneficia não só o trabalhador, que pode sacar o dinheiro quando perde o emprego ou compra um imóvel, mas toda a população.

 

Secretário executivo do FGTS - Bolívar Moura Neto: Primeiro que ele é uma forma de socorrer o trabalhador naquele momento que ele mais precisa, quando é demitido ou quando ele tem uma doença ou quando ele vai comprar seu imóvel ou quando ele tem um desastre natural. Então ele é a principal fonte de financiamento aí de habitação, saneamento.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: 2016 foi o melhor ano do FGTS, com lucro recorde de R$ 14,5 bilhões. Com isso, o patrimônio líquido do fundo chegou a quase R$ 100 bilhões. E, depois de uma medida provisória, editada no final do ano passado, os lucros do FGTS vão ser divididos entre o próprio fundo e o trabalhador. É o que explica Bolívar Moura Neto.

 

Secretário executivo do FGTS - Bolívar Moura Neto: Pela primeira vez, metade do lucro do FGTS será distribuído aos trabalhadores que têm conta vinculada no FGTS. E a outra metade se incorpora ao patrimônio do Fundo e, no ano seguinte, compõe os recursos que serão aplicados nas diversas aplicações que o fundo faz, como habitação, saneamento, mobilidade urbana.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Entre outras ações, a fiscalização do Ministério do Trabalho também teve um papel importante nesse resultado positivo. Os auditores fiscais recuperaram mais de R$ 3 bilhões em recursos que não tinham sido depositados pelos empregadores nas contas vinculadas de trabalhadores. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Nasi: E você acabou de ouvir que a habitação foi o maior investimento do FGTS.

 

Gabriela: Habitação para quem mais precisa, viu, Nasi. O Minha Casa Minha Vida é um dos financiados pelo fundo e continua entregando moradias em todo o país.

 

Nasi: No sábado, famílias do Amapá receberam as chaves de casa. E em Pernambuco, mais de 4 mil pessoas realizaram ontem o sonho da casa própria.

 

Gabriela: A jornalista Natália Koslik conversou com o ministro das Cidades, Bruno Araújo. Ele falou sobre o andamento do programa e citou vários municípios onde vão acontecer novas entregas.

 

Jornalista Natália Koslik: Olá, ministro, boa noite. Nós conversamos por telefone com a Jucilene Pantoja, uma das contempladas pelo programa Minha Casa Minha Vida, lá em Macapá. Agora ela vai conseguir deixar o aluguel e, com o dinheiro extra, ela pretende investir na carreira. Vamos ouvir.

 

Entrevistada - Jucilene Pantoja: É um sonho de todo mundo, né, ter sua casa, e já realizamos nosso sonho, né? Com esse dinheiro, eu quero comprar, assim, alguma coisa pra mim, porque eu trabalho na área de beleza também, trabalho de manicure. Então, o que eu quero fazer, eu queria investir, né, mais.

 

Jornalista Natália Koslik: Como foram as entregas lá no estado do Amapá no último sábado, ministro?

 

Ministro das Cidades - Bruno Araújo: Oi Natália, boa noite. É um dia de muita festa, um dia de muita alegria. 2.218 casas, apartamentos entregues em Macapá, mais de 8.800 pessoas atendidas, mais de R$ 135 milhões de investimento do Governo Federal. É sempre uma grande alegria, foi uma festa belíssima, que demonstra como o programa segue revigorado pelo governo.

 

Jornalista Natália Koslik: E na segunda-feira foram entregues quase mil unidades em Arcoverde, no estado de Pernambuco. A Maria Agrimar e suas duas filhas finalmente vão ter a casa própria. Ela fala que a ficha ainda não caiu de tanta alegria, e conta sobre os planos com o dinheiro, agora que vai deixar o aluguel.

 

Entrevistada - Maria Agrimar: Vai melhorar em tudo, porque vou economizar, vou ter minha casa própria, que é o meu sonho. Estou muito feliz, muito. Eu ainda não estou acreditando, a ficha ainda não caiu. Vou comprar uns móveis, né, que eu quase não tenho, vou juntar um dinheirinho, né, porque daqui a dois anos, se Deus quiser, vai ter a formatura da minha filha e eu quero comemorar com ela.

 

Jornalista Natália Koslik: Como é que foram essas entregas lá em Arcoverde, ministro?

 

Ministro das Cidades - Bruno Araújo: Muita festa, no sertão de Pernambuco. 929 casas entregues, para atender mais de 4 mil pessoas. Foi um dia de muita festa, muita alegria, R$ 55 milhões de investimento do Governo Federal. Além da importância de entregar o sonho da casa própria daqueles brasileiros que não conseguiriam ter a sua casa, nós geramos renda e emprego na região. E olha lá, temos segunda-feira em Caruaru, também lá no agreste de Pernambuco, a entrega de um dos maiores conjuntos residenciais do Brasil. Vai ser também um dia importantíssimo para os brasileiros.

 

Jornalista Natália Koslik: Ministro, a qualidade das obras que estão sendo entregues também é uma preocupação do Governo?

 

Ministro das Cidades - Bruno Araújo: É uma grande preocupação. Realmente, há muitos problemas que nós identificamos, de obras que foram feitas no passado. E, pra corrigir isso, tanto a Caixa Econômica aciona as empresas responsáveis, mas o mais importante: Nas obras novas que nós contratamos, nós colocamos regras muito mais firmes, muito mais duras e melhorando a construção, cuidando de mais paisagismo, dando mais espaço às ruas e sendo mais exigentes. Então, e um avanço que fizemos nessa nova fase do Minha Casa Minha Vida.

 

Repórter Natália: Ministro, quais serão as próximas entregas e as expectativas pro Minha Casa Minha Vida nesse ano?

 

Ministro das Cidades - Bruno Araújo: Olha, só até o final desse mês, Natália, nós temos lá no Piauí, na Cidade União, Rio Grande do Sul, Caxias do Sul, no Acre, Rio Branco, em Pernambuco, Caruaru, no Ceará, Maracanaú, Alvorada, também no Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Crato, Primavera do Leste, Lagedo. Enfim, são muitos municípios que só esse, até o final do mês, serão mais de 7.670 unidades, uma demonstração que o programa segue firme, realizando sonhos dos brasileiros, gerando emprego e renda.

Nasi: Então está aí a entrevista exclusiva com o ministro das Cidades, Bruno Araújo. Fique ligado com a gente aqui na Voz do Brasil, que vai acompanhar de perto todas essas entregas.

 

Gabriela: A Eletrobrás, empresa que produz e distribui energia elétrica, vai ter uma participação maior da iniciativa privada.

 

Nasi: É que o Ministério de Minas e Energia anunciou hoje que vai propor que a participação da União no capital da empresa seja reduzida, a exemplo do que já foi feito no ano passado com as empresas Embraer e Vale.

 

Gabriela: Segundo o governo, a medida vai ter impactos positivos para a empresa e também para o consumidor. O repórter João Pedro Neto explica.

 

Repórter João Pedro Neto: Uma gigante do setor elétrico em busca de recuperação. A Eletrobrás, empresa estatal líder em geração de energia no país, vai passar por um processo que está sendo chamado de democratização no mercado de ações. Na prática, a União, que hoje controla a empresa, vai reduzir a participação na companhia. Nesta terça-feira, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse que a medida é necessária pra preservar a empresa.

 

Ministro de Minas e Energia - Fernando Coelho Filho: Nós entendemos que, sem se submeter à burocracia e às dificuldades que uma empresa pública hoje tem, ela vai ser uma empresa muito mais eficiente e muito mais ágil.

 

Repórter João Pedro Neto: A operação depende de autorizações governamentais e análises jurídicas e regulatórias para ser efetivada. A proposta vai ser levada ainda ao Programa de Parcerias de Investimentos, responsável por concessões do governo à iniciativa privada, pra definir o modelo exato da operação, como afirmou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: Fazendo exatamente a avaliação de como será encaminhado tudo isso e, tão logo tivermos números mais preciso e avaliações também de mercado, um pouco melhor concretizadas, aí nós vamos fazer o anúncio completo.

 

Repórter João Pedro Neto: Na avaliação do governo, depois que o processo for concluído, a Eletrobrás vai passar a dar lucro em vez de prejuízo. O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse ainda que a medida tem impacto positivo para o consumidor.

 

Ministro de Minas e Energia - Fernando Coelho Filho: A nossa expectativa é com os ganhos de eficiência que a empresa terá, nós vamos ter no futuro um custo pro consumidor final mais barato.

 

Repórter João Pedro Neto: A União tem hoje 51% das ações da Eletrobrás, com direito a voto. A ideia é que, mesmo com a busca de recursos no mercado de capitais, o governo continue com poder de veto em algumas questões da administração da companhia, por se tratar de um setor estratégico para o país. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Gabriela: 19h14 em Brasília.

 

Nasi: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Gabriela: Operação das Forças Armadas leva vacinas a comunidades mais distantes da Amazônia.

 

Nasi: Um negócio onde não há patrão nem empregado.

 

Gabriela: Na economia solidária, todos são responsáveis pelo sucesso do empreendimento.

 

Nasi: São artesãos, catadores de materiais recicláveis e pequenos produtores, que se unem, garantem a produção, emprego e renda para suas famílias.

 

Gabriela: E o Ministério do Trabalho entra com investimentos para compra de equipamentos e cursos de capacitação. 43 milhões de brasileiros já foram beneficiados nos últimos seis anos.

 

Repórter José Luís Filho: A psicóloga Maria Miranda sempre encontra um tempinho para olhar as novidades e comprar alguma peça na loja do Projeto Tear, da cidade de Guarulhos, na grande São Paulo.

 

Psicóloga - Maria Miranda: Shoppings às vezes não têm o trabalho desenvolvido na qualidade que esses profissionais aqui desenvolvem.

 

Repórter José Luís Filho: As peças que Maria tanto gosta são feitas por pessoas como o seu João Brasil, que participa da oficina de marcenaria do projeto.

 

Entrevistado - João Brasil: É bom, porque trabalha um pouquinho, tem um cafezinho à tarde...

 

Repórter José Luís Filho: O Projeto Tear atende, em Guarulhos, 150 pessoas em condição de sofrimento psíquico e desenvolve em nove oficinas de trabalhos baseados na economia solidária, que tem como princípios autogestão e cooperação, atividades que recebem apoio e são consideradas pelo Ministério do Trabalho importantes iniciativas de geração de emprego e renda, como explica o subsecretário de Economia Solidária do Ministério do Trabalho, Natalino Oldakoski.

 

Subsecretário de Economia Solidária - Natalino Oldakoski: São os artesões, são os catadores, é o público da agricultura familiar, é um público que, através dos nossos convênios, o governo fomenta ações pela busca do trabalho e renda.

 

Repórter José Luís Filho: O Ministério do Trabalho investiu mais de R$ 78 milhões no desenvolvimento de atividades de economia solidária no estado. 500 mil pessoas foram atendidas, direta e indiretamente, e o resultado, segundo Viviane Anze, chefe da seção de Economia Solidária da Superintendência Regional do Trabalho de São Paulo, foi uma geração de renda anual no valor de R$ 14,4 milhões, que deve se repetir pelos próximos anos.

 

Chefe da seção de Economia Solidária - Viviane Anze: Esses equipamentos, eles permanecem gerando renda por um prazo estimado de dez anos. A gente chega a R$ 144 milhões em geração de renda.

 

Repórter José Luís Filho: O Projeto Tear, por exemplo, já recebeu computadores e máquinas de costura e, como integrante de uma rede, participou de um edital que investiu R$ 2 milhões em curso para venda de produtos de 150 entidades, como explica a coordenadora do projeto, Denise Antunes.

 

Coordenadora do Projeto Tear - Denise Antunes: A gente muito se beneficiou desse edital, através de cursos ligados a design, cursos ligados a precificação, um projeto muito importante pra rede.

 

Repórter José Luís Filho: E quem participa das atividades do projeto, como o artesão José Raul Costa, reconhece os benefícios dos investimentos do Governo Federal na economia solidária.

 

Artesão - José Raul Costa: É muito importante pra poder ajudar principalmente a minha família. E com o trabalho, eu aprendo a ter mais responsabilidade.

 

Repórter José Luís Filho: Só em 2016, o Ministério do Trabalho investiu R$ 46 milhões em ações nesse segmento e, ainda este ano, será divulgado o resultado de um edital de mais R$ 25 milhões em recursos para os próximos três anos. Reportagem, José Luís Filho.

 

"Defesa do Brasil, Defesa do Brasil, Defesa do Brasil"

 

Nasi: A vacinação é uma das medidas mais importantes de prevenção contra doenças.

 

Gabriela: É, Nasi. No Brasil, o Ministério da Saúde oferece um grande número de vacinas contra doenças graves, pra toda a população.

 

Nasi: Mas como vacinar pessoas que vivem em regiões distantes e de difícil acesso, como é o caso da região amazônica?

 

Gabriela: Então, essa é mais uma situação em que é possível contar com o apoio do Ministério da Defesa, que planeja ações para levar saúde a quem mais precisa.

 

Repórter Marina Melo: Vale do Javari, oeste do estado do Amazonas. Matsés, Marubos, Matis e Canamaris são alguns dos povos indígenas que vivem na região, cercada por rios e pela vegetação típica da floresta amazônica. Durante esta semana, essa comunidade recebe a visita de equipes de saúde para multivacinação, dentro da Operação Gota, coordenada pelos Ministérios da Saúde e da Defesa. Por causa do período de estiagem, com a baixa de água nos rios, a chegada dessas equipes só foi possível com o apoio da Força Aérea Brasileira, como explica o chefe da seção de Operações Complementares do Ministério da Defesa, Comandante Walter Marinho.

 

Chefe de Operações Complementares - Comandante Walter Marinho: Essas localidades basicamente têm a característica de serem de difícil acesso, ou seja, dificilmente, não tendo o apoio de uma estrutura como rios navegáveis, estradas em boas condições, aeroportos, então realmente só equipes muito bem planejadas, com os militares e equipamentos especiais, como os helicópteros que nós usamos, conseguem chegar a essas localidades.

 

Repórter Marina Melo: A coordenadora do setor de Imunizações do Distrito Sanitário Especial Indígena Vale do Javari, Luziane Lopes, explica que essa vacinação é essencial, especialmente para as crianças.

 

Coordenadora de Imunizações - Luziane Lopes: Com esquema vacinal completo, a gente pensa: menor índice de internação em hospitais, o índio aldeado não precisa sair do seu local pra fazer um tratamento e esses pais, responsáveis dessa criança, não têm um ambiente estressor da cidade, porque ele saiu do seu local in loco, pra acompanhar o tratamento dessa criança.

 

Repórter Marina Melo: A indígena da etnia Marubo, Rosanete Rufino, que trabalha para a Secretaria de Saúde Indígena, destaca a importância do apoio da Força Aérea.

 

Entrevistada - Rosanete Rufino: É muito importante, nessa época do rio seco, né, porque lá agora... [ininteligível] Então, a gente precisa alcançar nossas metas na cobertura vacinal e as nossas crianças também precisam ser vacinadas. Então, a gente... Essa época a gente precisa, sim, a Operação Gota, da Força Aérea, pra gente poder alcançar a nossa cobertura vacinal.

 

Repórter Marina Melo: As equipes permanecem no Vale do Javari até esta sexta-feira e deverão imunizar mais de mil pessoas entre crianças, adultos e idosos. Com a colaboração da Major Sílvia Martins, reportagem, Marina Melo.

 

Nasi: Só uma correção aqui na Voz do Brasil: As empresas Embraer e Vale foram concedidas à iniciativa privada em 1994 e 1997, respectivamente.

 

Gabriela: Levar a prática esportiva e o lazer pelo país, esse é o objetivo de um programa do Ministério do Esporte, que atende atualmente 270 mil pessoas de todas as idades.

 

Nasi: E esse número vai aumentar. É que o governo liberou mais de R$ 18 milhões para ampliar o programa na Bahia.

 

Gabriela: A ideia é levar oficinas de várias modalidades esportivas e de graça, como é feito lá no sul do país.

 

Repórter Nei Pereira: Ivoti fica a quase 60 quilômetros de Porto Alegre, no Vale dos Sinos, no Rio Grande do Sul. A cidade, de colonização alemã, tem pouco mais de 20 mil habitantes e uma das atividades de lazer dos moradores é o Programa Lazer Unindo Gerações, que hoje é mantido pela Prefeitura. A estudante Júlia Schmitt, de dez anos, é uma das frequentadoras das oficinas.

 

Estudante - Júlia Schmitt: Segundas-feiras eu faço balé e cultura japonesa, quartas-feiras eu faço biscuit web e nas quintas-feiras eu faço dança étnica e dança.

 

Repórter Nei Pereira: E os beneficiados não são só as crianças, mas os adultos e idosos também. Dona Verena Sinker (F), de 73 anos, participa das atividades há 16 anos. Ela faz musculação, alongamento e pratica esporte para a terceira idade, tudo de graça.

 

Entrevistada - Verena Sinker (F): Pra pagar, a gente, é impossível, às vezes, né? E quando aparece uma oportunidade assim, a gente tem que pegar de mãos beijadas.

 

Repórter Nei Pereira: As ações de esportes e lazer em Ivoti começaram em 1998 e, durante vários anos, foram mantidas pelo Programa Esporte e Lazer da Cidade, PELC, do Ministério do Esporte. A diretora do projeto, Nádia Dias, destaca a importância do programa para a população.

 

Diretora - Nádia Dias: Tu tem um turno em que teu filho, ele fica ou em casa, assistindo TV, ou ele fica numa tia. Aqui não, aqui ele está no clube, no turno inverso, né, fazendo alguma oficina, aprendendo.

 

Repórter Nei Pereira: A exemplo do que ocorreu em Ivoti, o Programa Esporte e Lazer da Cidade continua a levar as experiências bem-sucedidas de políticas públicas para a área em todo o país. E desta vez chega a mais 78 cidades da Bahia. Ao todo, 40 mil pessoas devem ser beneficiadas na Bahia. O programa já está presente em quase todos os estados. O diretor de Políticas Intersetoriais do Ministério do Esporte, Célio René, faz um balanço do projeto.

 

Diretor de Políticas Intersetoriais - Célio René: Conseguimos atender já 24 estados no Brasil. E temos hoje convênios vigentes, 99 convênios. Isso nos possibilita um atendimento hoje aí de aproximadamente 270 mil usuários.

 

Repórter Nei Pereira: Atualmente, existem mais de 710 núcleos do Programa Esporte e Lazer da Cidade em funcionamento em todo o país e o Governo Federal investe quase R$ 200 milhões nos convênios com as prefeituras, que têm duração de dois anos. Reportagem, Nei Pereira.

 

Gabriela: 19h24 em Brasília.

 

Nasi: Profissionais brasileiros formados no exterior vão ter uma nova chance para ingressar no Mais Médicos.

 

Gabriela: Mais de 1.400 vagas que não foram preenchidas para reposição de profissionais estão abertas para médicos com diplomas obtidos fora do país.

 

Nasi: A seleção está na fase de escolha dos médicos, dos locais de preferência para trabalhar. As vagas disponíveis estão em mais de 820 municípios e nove distritos indígenas.

 

Gabriela: O início das atividades desses profissionais está previsto para 9 de outubro.

 

Nasi: O Mais Médicos conta com mais de 18 mil profissionais que atendem em 4 mil municípios e 34 distritos indígenas.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do Governo Federal.

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gabriela: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Gabriela: Uma boa noite pra você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso."