22 DE SETEMBRO DE 2017

Destaques da Voz do Brasil: Presidente Michel Temer faz pronunciamento aos brasileiros e diz que tem a verdade como arma para governar e fazer o Brasil avançar. 950 militares das Forças Armadas estão nas ruas do Rio de Janeiro. Governo libera recursos do orçamento para garantir atendimento em áreas como segurança, educação e previdência.

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Transcrição


Apresentador Luciano Seixas: Em Brasília 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Alessandra Bastos: Boa noite.

 

Luciano: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Alessandra: Sexta-feira, 22 de setembro de 2017.

 

Luciano: E vamos ao destaque do dia.

 

Alessandra: Presidente Michel Temer faz pronunciamento aos brasileiros.

 

Luciano: E diz que tem a verdade como arma para governar e fazer o Brasil avançar.

 

Presidente da República - Michel Temer: Queriam parar o país, comprometer a recuperação dos investimentos, impedir a retomada cada vez mais forte dos empregos. Tenho a convicção de que os particulares submeterão essa última denúncia aos critérios técnicos e legais e à verdade dos fatos.

 

Alessandra: E você também vai ouvir na Voz de Brasil de hoje.

 

Luciano: Novecentos e cinquenta militares das Forças Armadas estão nas ruas do Rio de Janeiro. Nathália Koslyk.

 

Repórter Nathália Koslyk: Eles reforçam a operação policial do estado no Morro da Rocinha.

 

Luciano: E nós vamos conversar, ao vivo, com o ministro da Defesa Raul Jungmann.

 

Alessandra: E hoje também na Voz: governo libera recursos do orçamento para garantir atendimento em áreas como segurança, educação e previdência.

 

Luciano: E vamos falar de queimadas. O número de focos em setembro caminha para ser o maior de toda a história.

 

Alessandra: Hoje na apresentação: Alessandra Bastos e Luciano Seixas.

 

Luciano: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar: www.voz.gov.br.

 

Alessandra: Novecentos e cinquenta militares do Exército, Marinha e Aeronáutica estão neste momento fazendo um cerco da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro.

 

Luciano: Desde domingo a comunidade vem sofrendo com tiroteios entre traficantes.

 

Alessandra: Na manhã de hoje os criminosos atacaram policiais que cercavam a região, causando problemas ao trânsito e à população.

 

Alessandra: Para combater a criminalidade o governo do Rio de Janeiro pediu apoio do Governo Federal.

 

Luciano: E para falar sobre esse assunto, a agente conversa, ao vivo, por telefone, com o ministro da Defesa, Raul Jungmann. Boa noite, ministro.

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann (ao vivo): Boa noite. Boa noite, ouvintes.

 

Alessandra: Ministro, qual está sendo o papel das Forças Armadas nessa operação que começou hoje?

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann (ao vivo): Bom, nós temos 900... Como você disse 950 homens das três forças que estão realizando um cerco na comunidade, um cerco defensivo, um cerco de proteção, mas também para assegurar que as forças policiais, elas possam procurar os bandidos, encontrar os criminosos e prendê-los dentro da área da Rocinha. Esse é, sobretudo, o nosso papel e nós já estamos apostos e nós vamos passar a noite lá, nós não vamos sair pelo menos até amanhã e esperamos que dê resultado essa nossa intervenção. Posso também lhe dizer que neste instante, neste momento, a Rocinha está pacificada, não há tiroteios, não há conflitos entre gangues, também não há entre as forças e os criminosos.

 

Luciano: Que bom, ministro. Agora, desde julho as forças policiais federais vêm apoiando as forças locais aí no combate ao crime. As ações têm feito com que a população tenha mais tranquilidade, esteja se sentindo mais segura?

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann (ao vivo): Os dados que nós temos do Instituto de Segurança Pública do estado do Rio de Janeiro é que nesse período nós tivemos melhoras em várias modalidades de crimes e delitos, assaltos, roubos de automóveis, de cargas, caiu 37%. Agora, algo que foi construído, sobretudo, essa situação de violência e insegurança ao longo de décadas nós não podemos revertê-las praticamente em dois meses de trabalho. Isso vai demorar tempo, um trabalho duro, não existe mágica, não existe pirotecnia.

 

Alessandra: Ministro, a operação que começou hoje conta com quase mil homens das Forças Armadas, se houver necessidade, mais militares podem atuar já de forma imediata?

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann (ao vivo): Se for necessário o Comando Integrado de Polícia, Secretaria de Segurança e Forças Armadas, nós estaremos à disposição para dobrar, triplicar, enfim, aquilo que for necessário dentro do limite dos nossos recursos, dos efetivos que nós temos no Rio de Janeiro. Mas nós estamos prontos para, caso necessário, fazer neste momento ou mais diante uma ampliação.

 

Luciano: Então, ministro, o governo garante para a população do Rio de Janeiro que não faltarão recursos para que as Forças Armadas continuem a auxiliar as forças locais de segurança, é isso?

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann (ao vivo): Não faltaram e não faltarão. Eu vi várias notícias dizendo que nós estávamos com problemas orçamentários. Eu desmenti isso permanentemente. Nós não tivemos nenhuma falta de recursos para operar. A parada de 30 dias que foi dito: "Ah, as Forças Armadas não estão nas ruas há 30 dias", foi porque nós não somos solicitados. A Secretaria de Segurança, as polícias do Rio de Janeiro estavam fazendo outras operações em outras áreas, com outras modalidades e não precisaram das Forças Armadas. Elas continuaram trabalhando, só que elas não nos solicitaram. Eu lembro sempre, nós atuamos por demanda em apoio, ajudando as forças de segurança locais. Se nós não formos solicitados, não fomos para rua, é porque nós não fomos solicitados. Não foi falta de um centavo, sequer, aliás, o presidente Temer, assinou, autorizou uma medida provisória centralizando R$ 47 milhões só exclusivamente para o Plano Nacional de Segurança na etapa Rio de Janeiro. De forma que não faltaram, não houve nenhuma parada da nossa parte e não faltarão recursos até o último dia do governo do presidente Temer para estar presente apoiando a população do Rio de Janeiro, que quer mais paz, segurança e menos violência.

 

Alessandra: Correto, ministro. Qual o recado que o senhor gostaria de deixar neste momento para a população do Rio, para a população do país, que está preocupada com essa situação?

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann (ao vivo): Eu diria que nós estamos procurando fazer a nossa parte, inclusive, temos já resultados positivos. Mas isso é uma batalha dura, será uma batalha longa. E o que a gente pede à população é que confie, os resultados vão aparecer com o tempo. O Rio de Janeiro, com o apoio do Governo Federal, ele está tendo um resgate fiscal, ou seja, o governador vai poder... E ontem eu almocei com ele, ele me dizia que vai levantar um empréstimo de R$ 3 bilhões, que ele vai pagar os salários atrasados, que vai pagar o décimo terceiro, que volta a pagar o RAS, que é exatamente aquela complementação pelo trabalho dos policiais, que volta o sistema exatamente de incentivo de metas, que são os resultados por desempenho. E que ele também tem outras ideias, que em breve ele vai anunciar, está disposto a uma reestruturação, o fortalecimento das polícias. Então, o Rio de Janeiro volta a ter condições de caminhar com as suas próprias pernas, não só dentro da segurança, mas em outras áreas. Os resultados vão aparecer. Mas todo esse imenso, essa imensa deterioração em segurança foi uma construção de décadas e é preciso muito trabalho, nós vamos estar ao lado para que esse trabalho caminhe e para que a população do Rio de Janeiro, de fato, tenha segurança, tenha a paz que lhe é devida e que as autoridades têm que procurar, evidentemente constituídas, e esse é nosso papel, que tem o dever de propiciar.

 

Alessandra: Ministro da Defesa, Raul Jungmann, muito obrigada pela participação, ao vivo, aqui na Voz do Brasil.

 

Ministro da Defesa - Raul Jungmann (ao vivo): Eu que agradeço. Uma boa noite de paz a todos.

 

Luciano: Boa noite, ministro. E vamos ouvir agora como foi esse primeiro dia de cerco à Rocinha na reportagem de Nathália Koslyk.

 

Repórter Nathália Koslyk: Um helicóptero das Forças Armadas sobrevoou a região antes de os militares chegarem na comunidade, no meio da tarde desta sexta-feira. Primeiro eles se agruparam na parte debaixo da Rocinha e subiram com armas em punho. O Coronel Roberto Itamar, porta-voz do Comando Militar do Leste, explicou como está funcionando o primeiro dia das atividades das Forças Armadas na comunidade.

 

Porta-voz do Comando Militar do Leste - Coronel Roberto Itamar: As Forças Armadas estão fazendo uma operação de cerco, ocupando pontos estratégicos da comunidade, de forma a liberar efetivos da Polícia Militar para que possam realizar o trabalho de polícia no interior da comunidade, cumprindo mandados de busca e apreensão e mandados de prisão emanados pela justiça. Esse cerco, esse isolamento da área tem o objetivo de dar segurança e estabilidade às operações da segurança pública. Então, não somente o controle de pessoas, viaturas, mas também do trânsito, além também do controle do espaço aéreo mediante medidas de restrição de voo.

 

Repórter Nathália Koslyk: O Presidente Michel Temer deve anunciar nos próximos dias um pacote na área social para compor as ações de inteligência, segurança e justiça no Rio de Janeiro. Reportagem, Nathália Koslyk.

 

Alessandra: O Presidente Michel Temer divulgou um vídeo nas redes sociais em que se defende da denúncia da Procuradoria-Geral de República enviada esta semana ao Congresso.

 

Luciano: O presidente criticou delações e os ataques que vem recebendo. Temer afirmou que está do lado da verdade e que vai continuar no governo para retomar o crescimento do país.

 

Presidente da República - Michel Temer: A verdade é a única arma que tenho para me defender desde o início deste processo de denúncias e que busca desestabilizar meu governo e paralisar o avanço do Brasil. Tudo o que afirmei desde o início dos ataques que venho sofrendo, podem conferir, se confirmou. Tenho orgulho de estar presidente da República pelo o que pude fazer até agora. Em resumo, retirei o país da recessão mais grave de toda a sua história em pouco mais de um ano e quatro meses de governo. Farei muito mais até janeiro de 2019.

 

Repórter Nathália Koslyk: O presidente afirmou ter convicção que os deputados vão rejeitar a denúncia, encerrando os últimos episódios de uma triste página da nossa história.

 

Presidente da República - Michel Temer: Queriam parar o país, comprometer a recuperação dos investimentos, impedir a retomada cada vez mais forte dos empregos. Tenho convicção de que os parlamentares submeterão essa última denúncia aos critérios técnicos e legais e à verdade dos fatos. Uma análise crítica e desapaixonada provará os abusos dos que conspiraram contra a Presidência da República e o Brasil.

 

Luciano: O número de queimadas no mês de setembro caminha para ser o maior de toda a história.

 

Alessandra: Já são mais de 95 mil focos registrados pelo Inpe, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Só setembro de 2007 havia chegado a esse número.

 

Luciano: E quem mora na região central do país deve estar acompanhando de perto. Como a chuva não cai, uma ponta de cigarro pode acabar causando um incêndio de grandes proporções.

 

Alessandra: Para fazer a prevenção e o combate ao fogo, brigadistas contratados pelo Ibama ficam de prontidão.

 

Luciano: Já são mais de mil espalhados pelo país. Até este mês 800 foram contratados de forma temporária para ajudar a combater as queimadas.

 

Repórter João Pedro Neto: Todo ano, nesta época, a história se repete. Os incêndios florestais atingem várias regiões do país e o número de queimadas se multiplica. E para enfrentar esse problema a natureza conta com um reforço, os brigadistas florestais contratados temporariamente pelo Ibama para atuar na prevenção e no combate aos incêndios. Devalcino Araújo, que coordena a brigada do Distrito Federal, conta como é o dia a dia de trabalho no grupo.

 

Entrevistado - Devalcino Araújo: A equipe fica rondando, tem as torres de observação. E identificado, a gente parte para o combate. E também enquanto não tem incêndio, está previsto do contrato deles, também fazer essas atividades de recuperação de área degradada, né? Que a gente tem feito muito.

 

Repórter João Pedro Neto: O grupo do Distrito Federal é chamado de Brigada de Pronto Emprego e age em todo o país em apoio a outros grupos nas situações críticas. Márcio Marques, que há vários anos é contratado para autuar na brigada, diz que, apesar das dificuldades, o trabalho é gratificante.

 

Entrevistado - Márcio Marques: A gente não trabalha só com o combate, a gente trabalha prevenindo e também salvando a natureza. Um trabalho que acho que para grande maioria é muito gratificante, está aqui mais pelo amor do que pelo dinheiro.

 

Repórter João Pedro Neto: Mas, Gabriel Zacarias, chefe do Prevfogo, o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, lembra que só o trabalho deles não é suficiente. A sociedade também precisa se envolver.

 

Chefe do Prevfogo - Gabriel Zacarias: Não use fogo na vegetação. Evite fogo para queimar lixos e cuide das crianças, também que costumam utilizar fogo, fogueiras e outras atividades de lazer que usem fogo, que façam sempre de maneira protegida e tenha a certeza de antes de ir embora, extinguir por completo aquele fogo.

 

Repórter João Pedro Neto: O trabalho de combate e prevenção aos incêndios é realizado em áreas federais, unidades de conservação, terras indígenas e quilombolas e assentamentos rurais. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Alessandra: 19h14 em Brasília.

 

Luciano: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Alessandra: Nordeste é a região que mais empregou em agosto. E o salário inicial dos trabalhadores também cresceu.

 

Luciano: O governo anunciou hoje a liberação de mais recursos no orçamento deste ano.

 

Alessandra: São R$ 12,8 bilhões a mais para serem investidos na continuidade de serviços públicos importantes para a população em áreas de segurança, educação e ciência, por exemplo.

 

Luciano: O dinheiro, que estava bloqueado, foi liberado depois da alteração da meta fiscal aprovada recentemente.

 

Repórter Luana Karen: A recomposição do orçamento foi possível depois que o Congresso Nacional autorizou o governo a encerrar o ano com um saldo negativo de R$ 159 bilhões. Segundo o ministro do Planejamento Desenvolvimento e Gestão, Diogo Oliveira, a distribuição de recursos não vai afetar o cumprimento da meta fiscal.

 

Ministro do Planejamento Desenvolvimento e Gestão - Diogo Oliveira: Considerando a meta de 159, nós teremos, portanto, um espaço de R$ 12,824 bilhões para expansão da despesa discricionária.

 

Repórter Luana Karen: O ministro Diogo Oliveira listou algumas áreas que devem ter prioridade na liberação de recursos.

 

Ministro do Planejamento Desenvolvimento e Gestão - Diogo Oliveira: Hoje, as áreas que mais me preocupam são exatamente as áreas de segurança, defesa. Área de educação também é uma área que gera muita preocupação, educação, ciência e tecnologia, porque têm projetos em andamento, pesquisa, né? Pessoas que recebem bolsas. Então, são valores que precisam ser disponibilizados para que não haja a interrupção. A nossa rede de atendimento, né, ao público da previdência, dos diversos órgãos que têm atendimento ao público também merecem muita atenção.

 

Repórter Luana Karen: Os gastos que mais impactaram para o aumento das despesas foram saúde e seguro-desemprego. Por outro lado, houve aumento na arrecadação da Previdência Social por conta da retomada na geração de empregos e também aumento de receitas com a antecipação do pagamento pela outorga do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Reportagem, Luana Karen.

 

Alessandra: O salário médio inicial dos brasileiros aumentou no mês de agosto.

 

Luciano: Além disso, o Nordeste foi o que mais empregou.

 

Alessandra: Os dados são do Cadastro Geral de Empregos e Desempregados, o Caged, divulgado melo Ministério do Trabalho, e mostra aumento do emprego pelo quinto mês seguido.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: A Maria das Dores da Silva Santos, de 27 anos, estava desempregada há quatro meses. Ela, que mora em Teresina, no Piauí, tem um filho de seis anos e estava muito preocupada com as contas da casa. Quando recebeu a notícia, duas semanas atrás, que seria contratada por uma clínica odontológica, ficou muito feliz.

 

Entrevistada - Maria das Dores da Silva Santos: Fui até o local, fui chamada, fiz a entrevista. No dia seguinte já foi contratada. E aí, caiu do céu.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: E os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Caged, mostram que histórias como a da Maria das Dores estão se repetindo por todo o país. Só no mês de agosto foram criadas mais de 35,4 mil novas vagas de emprego. A região Nordeste foi a que gerou mais empregos em agosto, com quase 20 mil novas vagas. Além disso, o salário médio de admissão também subiu na comparação com o mês de julho. O salário médio dos novos contratados em agosto foi de quase R$ 1,5 mil, uma alta de quase 0,9% em relação ao julho. Para o economista Jose Luiz Pagnussat, essa melhoria no rendimento acontece porque o mercado de trabalho está aquecido, mais competitivo e os empresários estão mais confiantes.

 

Economista - Jose Luiz Pagnussat: É, o aumento do salário nas admissões só ocorre quando você já começa a ter alguma competição no mercado de trabalho. Isto significa que não só na geração de empregos formais, outras formas de ocupação estão ocorrendo, e, até pelos dados, num ritmo bastante acentuado, seja pelo microempreendedor, seja pelo empreendedor em pequenos negócios, que hoje está se ocupando mais, então, com a sua atividade.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Em 2017 já foram criadas mais de 163 mil novas vagas de emprego, número 0,4% maior que o mesmo período do ano passado. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Luciano: O ministro da Fazenda, que está em Nova Iorque, comentou esses resultados do Caged.

 

Alessandra: Segundo, Henrique Meirelles, o aumento no número de trabalhadores empregados com Carteira assinada é sinal de recuperação da economia.

 

Luciano: A correspondente Paola de Orte tem, ao vivo, as informações. Boa noite, Paola.

 

Repórter Paola de Orte (ao vivo): Boa noite, Luciano. Os dados do Caged, o Cadastro Geral de Emprego, que mostra um aumento de mais de 35 mil vagas de trabalhos formais em agosto, indicam, segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que a economia brasileira está em recuperação. O ministro também afirmou que a retomada do emprego é o melhor programa social para os brasileiros.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: O fato de o emprego já estar mostrando uma recuperação consistente, mostra que está consolidado o crescimento e a recuperação da economia brasileira, saindo definitivamente da recessão. Agora de uma forma consistente e consolidada pelo emprego. Porque, na medida em que começa a aumentar emprego, isso consolida o aumento da demanda, e vai concentrar num círculo [falha no áudio]. Aumenta a demanda, aumenta mais o emprego.

 

Repórter Paola de Orte (ao vivo): Henrique Meirelles disse que a liberação de quase R$ 13 bilhões do orçamento, que estavam bloqueados, também é consequência da recuperação da economia e resultado das medidas adotadas pelo governo. Na viagem aos Estados Unidos, o ministro da Fazenda teve várias reuniões com investidores estrangeiros. Segundo ele, os empresários demonstraram interesse pelos processos de privatização no Brasil, que podem gerar oportunidades para diversos setores. De Nova Iorque, nos Estados Unidos, Paola de Orte para a Voz do Brasil.

 

Luciano: 19h20 em Brasília.

 

Alessandra: E hoje é o Dia Mundial Sem Carro.

 

Luciano: Neste Dia Mundial Sem Carro o Ministério das Cidades elaborou uma série de ações para incentivar a mudança de hábitos.

 

Alessandra: A começar pelos funcionários, a ideia é que eles possam usar a bicicleta para chegar ao trabalho.

 

Luciano: Até um aplicativo foi desenvolvido para incentivar também a carona. Ideias aprovadas pelos funcionários.

 

Repórter Gabriela Noronha: Se livrar do trânsito caótico de todas as manhãs, exercitar o corpo e a mente. Esses foram alguns dos motivos que levaram o engenheiro Wagner Alves a substituir o carro pela bicicleta como meio de transporte. E se engana quem pensa que ele mora perto do trabalho. Todos os dias pedala mais de 20 quilômetros de casa ao Ministério das Cidades.

 

Engenheiro - Wagner Alves: Ah, eu chego no trabalho já com um humor excelente, volto para casa, já chego com um humor excelente. Não chego cansado de querer deitar. Chego já com um exercício físico pronto. Para a cabeça é o melhor remédio que tem.

 

Repórter Gabriela Noronha: A bicicleta é um meio econômico e sustentável, por isso, no Dia Mundial Sem Carros ela é estrela. A data surgiu na França em 97 e foi se espalhando pelo mundo. A ideia é estimular o uso de transportes alternativos. O Dia Mundial Sem Carros fez parte também da programação de um projeto do Ministério das Cidades, o Mobilidade ao Redor. Segundo a coordenadora da ação, Daniele Costa, o objetivo é gerar resultados permanentes.

 

Coordenadora da ação - Daniele Costa: O que a gente percebe é que cada vez se faz mais uso do automóvel, inclusive, para os deslocamentos casa-trabalho. Nesse contexto, se cada pessoa vier no seu carro, o espaço viário não comporta todas essas pessoas.

 

Repórter Gabriela Noronha: A servidora federal, Júlia Spinelli, aproveitou o dia para baixar paro o aplicativo que organiza um sistema de caronas entre os colegas de trabalho.

 

Servidora federal - Júlia Spinelli: É um aplicativo superfácil de usar. Você abre, ele já aparece um mapa de pessoas que estão no seu caminho, e aí você oferece carona para essas pessoas.

 

Repórter Gabriela Noronha: O Brasil tem mais 51 milhões de automóveis nas ruas e é um dos países com mais mortes no trânsito. São aproximadamente 40 mil mortes por ano. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Alessandra: Atenção, agricultores familiares, o Exército e a Aeronáutica vão investir mais de R$ 4 milhões na compra de alimentos produzidos por pequenos produtores.

 

Luciano: As oportunidades são para agricultores de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.

 

Repórter Roberto Rodrigues: O agricultor Alisson Corrêa de Jesus, que produz hortaliças, frutas e verduras no interior de Alegrete, no Rio Grande do Sul, enviou proposta e aguarda pelo resultado. Segundo ele, este programa garante renda e preço justo aos pequenos agricultores.

 

Agricultor - Alisson Corrêa de Jesus: Porque hoje em dia, com a crise no Brasil, está complicado até para vender um produto. Me dá uma garantia muito boa, né? Porque é uma coisa ali que está meio certa, praticamente, porque você não tem que estar correndo de mercado. E estando bem certo é meio caminho andado, né? É só produzir.

 

Repórter Roberto Rodrigues: O Grupamento de Apoio da Aeronáutica, em Anápolis, Goiás, vai destinar R$ 4 milhões para a compra de produtos dos pequenos agricultores. No Mato Grosso do Sul o Grupamento de Apoio da Aeronáutica de Campo Grande está destinando R$ 84 mil para a compra de alimentos. A coordenadora-geral de Aquisição e Distribuição de Alimentos do Ministério do Desenvolvimento Social, Hétel Santos, afirma que o governo está trabalhando para ampliar o número de órgãos que compram diretamente dos agricultores familiares.

 

Coordenadora-geral de Aquisição e Distribuição de Alimentos do Ministério do Desenvolvimento Social - Hétel Santos: Nós estamos trabalhando para que os órgãos da União, agora, comprem também usando recursos deles da agricultura familiar. Assim, sendo mais uma oportunidade de movimentar a economia local.

 

Repórter Roberto Rodrigues: O 10º Batalhão da Infantaria de Montanha de Exército, em Minas Gerais, está com o processo de compras aberto para adquirir frutas, legumes, carnes, feijão e arroz. O investimento será de R$ 49,4 mil. No Rio Grande do Sul o 19º Batalhão da Infantaria Motorizada, na cidade de São Leopoldo, vai investir R$ 25,6 mil na compra de frutas, verduras, legumes, queijos e mel. Reportagem, Roberto Rodrigues.

 

Alessandra: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Luciano: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Alessandra: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Luciano: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite e bom fim de semana.

 

Alessandra: Boa noite para você e até segunda.

 

"Brasil, ordem e progresso".