23/02/2017 - A Voz do Brasil

Governo central apresenta superávit primário de R$ 19 bilhões em janeiro. Novo tratamento para pacientes com diabetes chega ao SUS. Governo simplifica processo eleitoral para brasileiros residentes no exterior. Tudo isso você ouviu nesta quinta-feira em A Voz do Brasil!

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Transcrição


A Voz do Brasil - 23/02/2017


 
 

Apresentador Airton Medeiros: Em Brasília, 19 horas.
 
 "Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje."
 
 Apresentador Airton Medeiros: Boa noite.
 
 Apresentadora Gláucia Gomes: Boa noite pra você que nos acompanha em todo o país.
 
 Airton: Quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017.
 
 

Gláucia: E vamos ao destaque da Voz de hoje: insulina de ação rápida vai estar disponível no SUS para atender quem tem diabetes do tipo 1. Mara Kenupp.

 

Repórter Mara Kenupp: A insulina de ação rápida deverá estar disponível para distribuição num prazo de 180 dias.

 

Airton: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gláucia: Contas do governo voltam para o azul em janeiro. Nei Pereira.

 

Repórter Nei Pereira: Ações do governo para reduzir despesas ajudaram no resultado positivo de quase R$ 19 bilhões.

 

Airton: A gente vai explicar os impactos da queda dos juros no seu bolso e na vida dos trabalhadores.

 

Gláucia: Geração de empregos. Vamos falar como o governo vai monitorar o mercado de trabalho e incentivar a criação de novos postos.

 

Airton: A Voz do Brasil de hoje na apresentação de Gláucia Gomes e Airton Medeiros.

 

Gláucia: E pra assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Airton: Se ficar em jejum, a glicose baixa. Se comer muito, a glicose sobe.

 

Gláucia: É, e se comer demais, passa mal. Se comer pouco, também.

 

Airton: Vida de quem sofre de diabetes tipo 1 não é fácil. Mas um medicamento que oferece mais qualidade de vida vai ser oferecido agora de graça pelo SUS.

 

Gláucia: É a insulina de ação rápida. A repórter Mara Kenupp explica os efeitos e como o remédio vai ajudar os pacientes.

 

Repórter Mara Kenupp: O dia a dia do programador de sistemas Alex Alves é bem movimentado. Além do trabalho em casa, ele cuida dos três filhos. Dois têm diabetes do tipo 1, uma doença crônica grave, que ocorre ou quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o corpo não usa corretamente a insulina que produz. Por isso, as crianças de Alex seguem uma rotina de muitos cuidados.

 

Programador de sistemas - Alex Alves: Agora ele está tendo aqui um quadro de hipoglicemia, está 52. Então a gente vai ter que fazer uma correção, tem que dar 15 gramas de mel ou de açúcar, duas colheres de açúcar, 15 gramas também, pra poder fazer a correção da glicemia, porque tá baixa.

 

Repórter Mara Kenupp: A novidade é que, a partir de agora, pacientes com diabetes tipo 1, igual à dos filhos de Alex, vão passar a contar com outro medicamento para facilitar o tratamento da doença. É que foi incorporado ao SUS, o Sistema Único de Saúde, a insulina de ação rápida. O medicamento deve ser aplicado antes de comer, para manter a estabilidade da glicose no sangue. Para Alex Alves, conseguir o remédio de graça vai trazer alívio financeiro para a família.

 

Programador de sistemas - Alex Alves: O custo dessa medicação hoje, somente da insulina ultrarrápida, para os meus dois filhos, como eles usam a bomba de insulina, dá R$ 2.100, R$ 2.110, né, pros dois, mensalmente, fora alimentação. O Governo Federal estando à frente disso agora, com a incorporação, espero que facilite também a vida da gente. Que a gente tenha, realmente, essa medicação pra dar continuidade no tratamento.

 

Repórter Mara Kenupp: O Governo Federal já oferece de graça, por meio do programa de farmácia popular, outros medicamentos, insulinas, reagentes e seringas, que ajudam no monitoramento da glicemia. Para a endocrinologista Ermelinda Pedrosa, a inclusão de mais um medicamento no SUS é uma vitória para os cidadãos brasileiros.

 

Endocrinologista - Ermelinda Pedrosa: Esta insulina vai justamente promover um ganho melhor em relação à redução de hipoglicemia. Então, isso já representa, assim, um avanço incomensurável para essa substituição do que a gente chama assim: bolos de insulina, que são aquelas aplicações que a gente faz a cada refeição.

 

Repórter Mara Kenupp: A insulina de ação rápida deverá estar disponível para distribuição num prazo de 180 dias. Reportagem, Mara Kenupp.

 

Airton: As contas do governo apresentaram um resultado positivo de quase R$ 19 bilhões em janeiro deste ano.

 

Gláucia: Isso quer dizer que a arrecadação de impostos e contribuições foi maior que as despesas. Isso sem contar com os gastos, com os juros da dívida pública.

 

Airton: O resultado mostra que o governo vem fazendo a lição de casa com ações para reduzir as despesas.

 

Gláucia: As contas poderiam ser melhores, caso a Previdência não continuasse a apresentar saldo negativo.

 

Repórter Nei Pereira: Em janeiro, a arrecadação superou as despesas, sem contar os juros da dívida pública, em quase R$ 19 bilhões. Sem descontar a inflação, o resultado foi cerca de 28% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado. Esse foi o melhor resultado para janeiro dos últimos quatro anos. Segundo a secretária do Tesouro Nacional, Ana Maria Vescovi, o saldo positivo foi possível com o processo de reorganização das contas públicas.

 

Secretária do Tesouro Nacional - Ana Maria Vescovi: Nós fizemos um esforço tanto de reduzir restos a pagar, quanto de pagar essas despesas de exercícios anteriores, e os próprios restos a pagar. Esse esforço, ele representa aqui uma menor pressão fiscal pro ano de 2017 como um todo.

 

Repórter Nei Pereira: A arrecadação de janeiro é baseada na atividade econômica de final de ano, período de Natal, férias e pagamento do 13º salário, o que aumenta os recursos na economia e, como consequência, a arrecadação de impostos. A previdência social segue como a vilã das contas do governo, enquanto o Tesouro Nacional e o Banco Central arrecadaram R$ 32 bilhões a mais do que gastaram, a Previdência Social apresentou saldo negativo de mais de R$ 13 bilhões. Para diminuir o rombo e garantir que as futuras gerações possam receber aposentadoria, o governo enviou uma proposta de reforma da Previdência. Entre as mudanças, está a criação de uma idade mínima de aposentadoria, de 65 anos, tanto para homens quanto para mulheres, e com o mínimo de 25 anos de contribuição. Reportagem, Nei Pereira.

 

Gláucia: E o bom resultado das contas do governo em janeiro é mais um indicador da retomada do crescimento econômico do país.

 

Airton: Ontem o Banco Central reduziu a taxa básica de juros pela quarta vez seguida. A Selic está agora em 12,25% ao ano, no menor patamar dos últimos dois anos.

 

Gláucia: A isso também se soma a inflação menor. Com esse cenário favorável, o empresário se sente mais confiante para fazer investimentos, produzir mais, comprar máquinas e, como consequência, gerar empregos.

 

Airton: E o consumidor também tem mais acesso a crédito e começa a gastar mais. Compra um produto que precisa, faz uma viagem que estava planejando, o que também reflete em mais empregos.

 

Repórter José Luis filho: Mesmo já esperada pelo mercado, a quarta redução seguida dos juros básicos da economia foi comemorada por representantes do varejo. Para Altamiro Carvalho, economista da Federação do Comércio de São Paulo, uma boa notícia para consumidores e empresários.

 

Economista - Altamiro Carvalho: Para o consumidor, significa um crédito mais barato, embora não de imediato, mas mais acessível a longo prazo. Para as empresas, a mesma coisa, um crédito de financiamento para capital de giro e investimentos mais acessível. Com juros mais acessíveis, você consegue retomar investimentos.

 

Repórter José Luis filho: E se tem mais crédito, a geração de empregos é maior. É o que acredita a FIESP, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. No reflexo das quedas seguidas da taxa Selic é que a indústria paulista abriu 6.500 vagas de trabalho em janeiro. Segundo o assessor para assuntos econômicos da Fiesp, André Rebelo, a recuperação do emprego pode ser mais rápida se a oferta de crédito for ainda maior.

 

Assessor da Fiesp - André Rebelo: A gente acredita que os próximos meses serão de criação de emprego, mas não temos certeza. Então, vamos aguardar números pra aí a gente comemorar o processo de retomada de verdade. Na medida em que crédito aumentar mais rápido, ele aumenta a velocidade da retomada econômica.

 

Repórter José Luis filho: O ministro da Fazenda Henrique Meirelles explicou esta semana que o país está saindo de uma recessão profunda de dois anos. Segundo ele, o governo tem tomado medidas primeiro para tirar o país da crise econômica, como limitar os gastos públicos, incentivar o consumo com o saque de contas inativas do FGTS e aumentar o investimento estrangeiro no país. Meirelles afirmou que, mesmo com o cenário econômico mais favorável, o emprego é o último setor a sentir esses reflexos positivos.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: Por exemplo, no final de 2014 a economia já começou a cair, mas o desemprego estava muito baixo, quer dizer, o emprego ainda estava muito alto. Passaram-se alguns meses, o emprego começou a reagir. Resumo, nós vamos começar a sentir uma melhora do emprego mais à frente, cada vez mais perceptível. No momento, o que nós estamos sentindo é o impacto da recessão.

 

Repórter José Luis filho: E além do emprego, a queda da taxa Selic também vai ter impacto direto no bolso das pessoas. Eu conversei com o presidente da Ordem dos Economistas do Brasil, Manuel Henriques Garcia, que explicou qual é este impacto.

 

Presidente da Ordem dos Economistas do Brasil - Manuel Henriques Garcia: Isso está dando ao trabalhador brasileiro uma condição de melhor e maior poder de compra, né? É um alívio, do ponto de vista do orçamento. Na hora que a taxa de juros cai, a Selic caiu 0,75%, há um alívio ainda maior quando este trabalhador, este brasileiro, vai renegociar a dívida com os bancos. A taxa agora bancária vai diminuir. Se dívidas forem sendo pagas, a inadimplência também vai diminuir, significa um aumento da confiança com relação ao crescimento econômico.

 

Repórter José Luis filho: O resultado prático de mais esse corte nos juros da Selic já apareceu. Em linha com o Banco Central, o Banco do Brasil e outras instituições financeiras particulares decidiram reduzir os juros para o consumidor e algumas linhas de crédito. As previsões são de que 2017 termine com a taxa básica de juros em 9,25% ou menos. Reportagem, José Luis filho.

 

Gláucia: A gente ouviu aí o ministro da Fazenda sobre os reflexos da crise sobre o emprego.

 

Airton: E hoje o IBGE divulgou o número de pessoas sem trabalho em 2016.

 

Repórter Natália Melo: A PNAD contínua, divulgada nesta quinta-feira, mostrou que, em 2016, o Brasil tinha em média 22, 6 milhões de trabalhadores subutilizados, isto é, pessoas que estão desempregadas, que trabalham menos de 40 horas por semana, mas gostariam de trabalhar mais, ou ainda aqueles que buscam emprego, mas não podem assumir a vaga. O número é 24% maior que no ano anterior. O novo indicador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, mostra ainda o tempo que uma pessoa leva até conseguir um trabalho. Entre 2012 e 2016, o número de pessoas que ficaram até dois anos procurando trabalho subiu 121%. O resultado, segundo o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, é fruto das dificuldades na economia.

 

Coordenador de Trabalho e Rendimento - Cimar Azeredo: A crise afeta esse tempo de duração, ou seja, as pessoas estão demorando mais tempo pra conseguir trabalho. Quanto maior é o contingente desocupado, maior vai ser o tempo de duração.

 

Repórter Natália Melo: Outra novidade na pesquisa é a inclusão do indicador que mede a taxa de desocupação por raça ou cor. Essas novas categorias permitem avaliar com mais clareza a realidade de grupos específicos e criar políticas públicas para corrigir distorções. Reportagem, Natália Melo.

 

Gláucia: E como saber onde estão esses desempregados e como agir para mudar esse cenário?

 

Airton: Então, pra isso, o Ministério do Trabalho lançou o Portal do Observatório Nacional do Mercado de Trabalho.

 

Gláucia: A partir de sete bases de dados, entre elas a Rais e o cadastro de empregados com carteira assinada, vai ser possível acompanhar a dinâmica do mercado de trabalho em cada estado, em cada cidade.

 

Airton: Segundo o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, a ferramenta vai apoiar a criação de políticas específicas para atender cada região do país e acelerar a geração de empregos.

 

Ministro do Trabalho - Ronaldo Nogueira: Com esse portal, nós teremos condições de, em tempo real, fazer os estudos, com base nos dados ali lançados e que serão coletados, para que possamos observar a movimentação do mercado de trabalho e as políticas públicas de governo sejam inspiradas conforme nesses dados, contando com a realidade presente. Com isso, ganha o trabalhador, ganha o empregador, ganha o governo em eficiência e ganha o Brasil como um todo.

 

Airton: E agora há pouco o porta-voz da presidência comentou os bons resultados das contas públicas e anunciou o nome do novo ministro da Justiça. Nós vamos agora ao vivo até o Palácio do Planalto conversar com a repórter Luana Karen, que tem as informações. Boa noite, Luana, vamos começar pelo novo ministro?

 

Repórter Luana Karen (ao vivo): Boa noite, Airton, boa noite a todos os ouvintes da Voz do Brasil. Isso mesmo, o presidente Michel Temer confirmou a indicação do deputado federal Osmar Serraglio para o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Osmar Serraglio é advogado e deputado federal pelo PMDB do Paraná. Ele vai ocupar o lugar de Alexandre de Moraes, indicado para o Supremo Tribunal Federal. O presidente também comentou os bons resultados nas contas públicas de hoje, anunciadas hoje. As contas voltaram ao azul, foi o melhor janeiro dos últimos quatro anos. Dados do Tesouro Nacional revelam que as receitas do Governo Central superaram as despesas em quase R$ 19 bilhões no mês de janeiro. Segundo o presidente, o resultado mostra que o Brasil está deixando a recessão e soma-se a uma série de indicadores positivos, como redução da taxa básica de juros da economia e o aumento no fluxo de investimentos estrangeiros. Ao vivo, Luana Karen.

 

Gláucia: 19h15 em Brasília.

 

Airton: O governo vai construir mais de 130 mil cisternas no semiárido brasileiro.

 

Gláucia: Daqui a pouquinho, a gente vai explicar como a população que sofre com a seca pode ser atendida com água de qualidade.

 

Airton: Três trabalhadores resgatados este mês de uma fazenda onde viviam em condições semelhantes à escravidão participaram hoje de uma audiência, em que foram acertadas formas de reparar os danos que eles sofreram por anos.

 

Gláucia: A gente acompanhou essa audiência em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, pra mostrar o final de uma história que ainda hoje é uma realidade no país.

 

Repórter Natália Koslik: Quase 130 anos depois da assinatura da Lei Áurea, que aboliu a escravidão no país, ainda é possível encontrar brasileiros vivendo em condições de trabalho tão degradantes quanto a dos escravos. É o caso de Lino da Conceição, idoso que foi resgatado de uma fazenda no Pantanal, em Mato Grosso do Sul. Ele trabalhou por mais de 20 anos sem documentos, bebendo água com aparência de óleo diesel e dormindo sem nenhuma condição de higiene.

 

Entrevistado - Lino da Conceição: Dormia na rede. Quando chovia, chovia, molhava tudinho. Amanhecia molhado.

 

Repórter Natália Koslik: Junto com Lino, outros três trabalhadores, com idades entre 26 e 50 anos, que viviam em situação análoga à escravidão, foram resgatados neste mês, nas terras de um fazendeiro sul-mato-grossense. O resgate foi resultado de uma força-tarefa do Ministério Público do Trabalho, Ministério do Trabalho e policiais ambientais, civis e federais. Ficou acertado em audiência nesta quinta-feira que os trabalhadores vão receber o dinheiro pelo tempo trabalhado e indenização por danos morais, e vão ter os documentos regularizados. O auditor fiscal do trabalho, Juliano Gullo, participou da operação e explica que essas medidas vão trazer mais dignidade para os trabalhadores.

 

Auditor - Juliano Gullo: Com relação aos empregados, foram providenciadas duas carteiras de trabalho, porque dois trabalhadores não tinham carteira de trabalho. Um dos trabalhadores inclusive não tinha nenhum documento. E nós conseguimos providenciar segunda via da certidão e, dessa forma, trouxemos um pouco de dignidade a esses trabalhadores.

 

Repórter Natália Koslik: O auditor fiscal Juliano Gullo também alertou para a importância de a sociedade denunciar práticas de trabalho abusivas, já que esses locais costumam ter difícil acesso. A denúncia pode ser feita pessoalmente nos órgãos e secretarias do Ministério do Trabalho, nos estados, e também pelo Disque Direitos Humanos, no número 100. Em 2016, mais de 650 trabalhadores foram resgatados em situações semelhantes à escravidão. Minas Gerais é o estado com maior número de trabalhadores libertos, seguido pelo Piauí, Pará e Mato Grosso do Sul. Reportagem, Natália Koslik.

 

Airton: Brasileiros que moram no exterior terão mais facilidades agora para se regularizarem na Justiça Eleitoral.

 

Gláucia: A medida vai permitir que eles recebam o título de eleitor no país onde estão.

 

Airton: E tudo pode ser feito rapidinho, com uma ferramenta na internet. O repórter João Pedro Neto explica.

 

Repórter João Pedro Neto: A iniciativa lançada hoje vai simplificar procedimentos como o alistamento eleitoral e a emissão do título para brasileiros que vivem no exterior. Agora, a maior parte do processo pode ser feita pela internet. O ministro interino das Relações Exteriores, Marcos Galvão, destacou a parceria do Itamaraty com a Justiça Eleitoral e disse que a medida ajuda a garantir que mais brasileiros tenham assegurado o direito a votar e a exercer a cidadania.

 

Ministro interino das Relações Exteriores - Marcos Galvão: O convênio que renovamos hoje ajudará a manter os vínculos desse amplo contingente de expatriados pelo Brasil, assegurando-lhes o pleno exercício de sua cidadania e dando-lhes voz na definição dos destinos políticos em nosso país.

 

Repórter João Pedro Neto: Segundo o Itamaraty, dos cerca de 3 milhões de brasileiros que moram fora do país, estima-se que pelo menos 1,5 milhão poderiam participar das eleições. Mas, no último pleito, apenas cerca de 460 mil pessoas foram registradas. A expectativa é que, com a nova ferramenta, o número de brasileiros no exterior aptos a votar aumente. Para utilizar o serviço, o cidadão deve preencher um formulário no Portal do TSE, na internet, e anexar a versão eletrônica dos documentos necessários. Depois da análise pela Justiça Eleitoral, o título de eleitor será enviado ao Consulado Brasileiro mais próximo do cidadão, que precisará se deslocar apenas uma vez até o local para retirá-lo. O brasileiro que vive fora do país deve acessar o portal do Tribunal Superior Eleitoral, na internet, pelo endereço eletrônico www.tse.jus.br. Reportagem, João Pedro Neto.

 

"Momento Social"

 

Gláucia: Em várias regiões do país, principalmente no semiárido, a população vem sofrendo as consequências de uma das piores secas da história.

 

Airton: E para melhorar as condições de vida dessas pessoas, o governo está investindo mais de R$ 755 milhões para levar água potável para o consumo da população.

 

Gláucia: Isso significa construção de mais de 130 mil cisternas, microaçudes e programas de acesso à água, uma ação que vai atender mais de um milhão de pessoas em 15 estados.

 

Airton: E a dona Teresinha Oliveira, lá de Feira de Santana, conhece bem o sofrimento que é viver sem água e quer saber o que fazer para ter uma cisterna. O ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, é quem vai responder.

 

Ouvinte - Teresinha Oliveira: Olá, ministro, meu nome é Teresinha, sou do município de Feira de Santana, estado da Bahia. Como é que eu faço para ter uma cisterna em minha casa? Necessito muito dessa cisterna.

 

Ministro do Desenvolvimento Social e Agrário - Osmar Terra: O primeiro passo pra ter uma cisterna em casa é estar cadastrada no que nós chamamos o Cadastro Único, que faz o cadastro de toda a população brasileira que ganha até meio salário mínimo per capita. Uma família que as pessoas, somando a renda de toda a família, dividido pelo número de pessoas, dá até meio salário mínimo por pessoa por mês. Então, estando nesse cadastro e morando no semiárido, que é uma região de seca do nordeste, pega até o norte de Minas Gerais, é a região mais sofrida do país em termos de acesso à água, você vai ter o direito de, estando cadastrada, reivindicar essa cisterna. Entra no programa e, em pouco tempo, você deverá ter a cisterna na sua casa.

 

Gláucia: E se, assim como a dona Teresinha, você também tem alguma pergunta sobre as ações e programas sociais do governo, manda pra gente.

 

Airton: Pode ser por e-mail, no endereço voz@ebc.com.br. E tem também o nosso Facebook: facebook.com/bolsafamilia.

 

Gláucia: A sua pergunta vai ser respondida aqui na Voz do Brasil, sempre na quinta-feira. Participe. 19h22 em Brasília.

 

Airton: O programa Criança Feliz encerrou hoje a primeira rodada de formação de multiplicadores. Em todo o país foram realizadas sete capacitações, que prepararam 84 profissionais.

 

Gláucia: Agora eles serão responsáveis por acompanhar a execução do programa e formar os técnicos que vão fazer as visitas às famílias, pra mostrar aos pais a melhor forma de estimular o desenvolvimento das crianças.

 

Airton: E as primeiras crianças começam a ser atendidas em abril.

 

Repórter Carolina Graziadei: A professora Tânia Oliveira Telles é uma das multiplicadoras no Espírito Santo. Ela conta que sai da capacitação com a certeza que o programa Criança Feliz será responsável por grandes transformações sociais.

 

Professora - Tânia Oliveira Telles: Realmente, tem que ter muito amor, muita paixão e acreditar. Eu acho que o nosso papel é de multiplicar esse método, é desafiador, é maravilhoso e, com certeza, nós saímos daqui motivados e com a crença de que realmente vai funcionar.

 

Repórter Carolina Graziadei: Opinião parecida tem a psicóloga Kênia Fontoura, multiplicadora indicada pelo Rio Grande do Sul.

 

Psicóloga - Kênia Fontoura: A partir da primeira infância que a gente vai conseguir pensar uma sociedade mais solidária, mais empática, com adultos capazes, habilitados.

 

Repórter Carolina Graziadei: O secretário nacional de promoção do Desenvolvimento Humano, do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, Alin Girad (F), também participou do encerramento das capacitações. Ele destacou as próximas etapas do programa. Segundo o secretário Alin, a partir de agora a implantação do Criança Feliz se acelera e as primeiras famílias começam a ser atendidas em abril.

 

Secretário nacional de promoção do Desenvolvimento Humano - Alin Girad (F): Nós apenas chegaremos ali pra fortalecer, via visitador. E a família fortalece as competências da criança, que o objetivo último é chegar na criança.

 

Repórter Carolina Graziadei: Até agora, 2.529 municípios já aderiram ao Criança Feliz. Reportagem, Carolina Graziadei.

 

Gláucia: A página do eSocial liberou uma nova funcionalidade para os empregadores domésticos. Agora é possível gerar o comprovante de rendimentos automaticamente pelo sistema.

 

Airton: Esse documento deve ser emitido pelos empregadores que fizeram a retenção do imposto de renda na fonte do seu empregado, no ano de 2016.

 

Gláucia: E essas foram as notícias do Governo Federal.
 
 

Airton: Uma realização da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gláucia: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Airton: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Gláucia: Boa noite pra você e até amanhã.