23/03/2017 - A Voz do Brasil

Governo federal lança Novo Processo de Exportações do Portal Único do Comércio Exterior. Campanha busca chamar a atenção para os direitos das mulheres do campo. Governo arrecada R$ 68 milhões com leilão de dois terminais do Porto de Santarém (PA).

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Transcrição

 

"Atenção, radialistas de todo o Brasil. É hora de noticiar os fatos que ajudam a construir um novo país. Direto dos estúdios da Empresa Brasil de Comunicação, em Brasília, vem aí a Voz do Brasil."

 

Apresentador Airton Medeiros: Em Brasília, 19 horas.

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje."

Aírton: Olá, boa noite.

 

Apresentadora Gláucia Gomes: Boa noite pra você que nos acompanha em todo o país.

Aírton: Quinta-feira, 23 de março de 2017.

 

Glláucia: E vamos ao destaque do dia.

 

Aírton: Brasil mais competitivo. Governo lança novo sistema, que reduz custos e prazos para empresas venderem produtos para outros países.

 

Gláucia: Para o presidente Michel Temer, tornar mais simples o processo de exportação gera renda ao Brasil.

 

Presidente Michel Temer: E com isto alcançarmos o objetivo, que é gerar emprego. Porque quando nós fazemos isso, não é pra prestigiar uma ou outra figura, mas é para gerar empregos no nosso país.

 

Aírton: E para detalhar como funciona o sistema, a gente conversa com o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

 

Gláucia: E você ainda vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Aírton: Em mais uma etapa do Programa de Parcerias de Investimentos, governo concede duas áreas do Porto de Santarém, no Pará.

 

Gláucia: Arrecadação chega a quase R$ 70 milhões, além de gerar novos investimentos. Repórter José Luís Filho.

 

Repórter José Luís Filho: A nova concessionária dos terminais portuários em Santarém também deverá fazer investimentos de quase R$ 30 milhões, o que vai aumentar a eficiência e a distribuição de combustíveis em toda a região norte do país.

 

Aírton: A Voz do Brasil de hoje na apresentação de Gláucia Gomes e Airton Medeiros.

 

Gláucia: E pra assistir a gente ao vivo na internet é fácil, basta você acessar www.voz.gov.br.

 

Aírton: Mais um passo foi dado hoje para diminuir a papelada dos custos e aumentar a competitividade dos produtos brasileiros em outros países.

 

Gláucia: Foi lançado o novo processo de exportações do Portal Único de Comércio Exterior.

 

Aírton: É a primeira etapa do portal, que, quando estiver funcionando completamente, deve reduzir em até 40% os prazos de exportação e importação.

 

Gláucia: Isso torna os produtos brasileiros mais competitivos no mercado internacional, o que vai gerar mais renda e emprego para o país.

 

Repórter João Pedro Neto: Para facilitar os procedimentos para exportar, reduzir prazos e custos, o governo anunciou uma série de mudanças, como a unificação de documentos em uma declaração única de exportação, a redução de quase 100 para 36 o número de informações exigidas e a integração do sistema com a Nota Fiscal Eletrônica, tudo concentrado no Portal Único do Comércio Exterior. No lançamento da primeira fase do sistema, o presidente disse que a medida faz parte de uma modernização administrativa que está sendo feita no Governo Federal.

 

Presidente Michel Temer: Ao longo do governo, nós temos solicitado aos próprios ministérios que tragam ao presidente da República as medidas desburocratizantes nos vários ministérios. E isso tem ocorrido com uma frequência extraordinária.

 

Repórter João Pedro Neto: Neste primeiro momento, serão contempladas as exportações realizadas a partir dos aeroportos de Guarulhos e Viracopos, no estado de SP, Galeão, no RJ, e Confins, em MG. A ideia é que já no próximo mês a ferramenta funcione para os portos e até o fim do ano chegue às rodovias e ferrovias e envolva também as importações. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que o novo Portal do Comércio Exterior faz parte de um conjunto de iniciativas para aumentar a produtividade e a competitividade dos produtos brasileiros.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: Os passos seguintes vão ser integrar os processos eletrônicos com as secretarias de Fazenda estaduais, para que nós tenhamos, no final desse processo, tudo operacionalizado de uma maneira digital, de maneira que seja mais seguro, propicie melhor controle, seja mais barato, custe menos para o exportador, e mais rápido.

 

Repórter João Pedro Neto: Os Correios estão dando suporte às novas medidas, como explicou o presidente da empresa, Guilherme Campos.

 

Presidente dos Correios - Guilherme Campos: A simplificação tem como objetivo aumentar o número de operações, aumentar o fluxo de comércio internacional, exportações, importações e de implementos para serem colocados aqui no processo produtivo nacional.

 

Repórter João Pedro Neto: O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, destacou que a medida deve favorecer as exportações de micro, pequenas e médias empresas.

 

Presidente do Sebrae - Guilherme Affif Domingos: Nós estamos fazendo um trabalho que é o Simples Internacional. Se nós buscarmos a simplificação de todas as normas aduaneiras e partirmos para contratos bilaterais entre países que queiram fazer o mesmo processo simplificador.

 

Repórter João Pedro Neto: O Portal Único do Comércio Exterior também permite que empresários realizem consultas sobre a situação das operações de exportação e importação em tempo real. O endereço na internet é siscomex.gov.br. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Aírton: E para trazer mais detalhes sobre esse novo portal, a gente conversa agora ao vivo com o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços Marcos Pereira. Ministro, boa noite.

 

Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Marcos Pereira: Boa noite, Aírton Medeiros, um prazer falar com você e os ouvintes da Voz do Brasil.

 

Aírton: Ministro, o senhor poderia detalhar pra gente quais as principais novidades do novo sistema do Ministério? Quem deve se beneficiar com a mudança?

 

Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Marcos Pereira: Olha, o grande beneficiário das mudanças, Aírton, será os operadores de Comércio Exterior no Brasil. Portanto, aqueles que exportam e que importam. Nesse primeiro momento, junto com o Presidente Temer e o ministro Meirelles, nós lançamos o módulo Exportação Modal Aéreo e vamos complementar esse processo até o final deste ano com o módulo Exportações Modal Terrestres e Marítimos, e, no primeiro semestre do ano que vem, o módulo Importações. Há estudos que dizem e que apontam para uma redução em até 40% no prazo de exportações e importações. Pra lhe dar um número preciso, exportações, nós vamos reduzir o prazo médio de 13 dias para 8 dias. Isso equiparando o Brasil aos países desenvolvidos.

 

Gláucia: Ministro, boa noite.

 

Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Marcos Pereira: Boa noite, Gláucia.

 

Gláucia: Hoje foi lançada uma etapa do Portal Único. Que tipo de serviço o governo ainda vai oferecer dentro do Portal para os empresários?

 

Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Marcos Pereira: Nós vamos oferecer a oportunidade dos empresários poderem fazer as suas operações, realizarem as suas operações de exportações, sem o uso total de papel e de uma forma totalmente eletrônica. Você sabe que o país, o Brasil, em alguns segmentos, infelizmente ainda é o país do carimbo. E nós estamos com o lançamento do Portal Único do Comércio Exterior, vamos dizer assim, eliminando o uso de papel, eliminando o uso de carimbos e dando acesso de forma eletrônica aos operadores de Comércio Exterior, aos empresários que vão exportar. Aliás, tivemos hoje, tão logo terminamos a solenidade de lançamento, no Palácio do Planalto, nós tivemos a primeira empresa, uma novidade aí pros ouvintes da Voz do Brasil, a primeira empresa a registrar o processo de exportação foi a Embraer. Nós sabemos que a Embraer é a terceira maior fabricante de aviões do mundo e é brasileira. E esse produto, que a Embraer registrou hoje, como o primeiro registro, foram peças de aviões para os Estados Unidos. Isso é uma coisa fantástica, porque reduzirá o custo demasiadamente das empresas que vão operar esse mercado.

 

Gláucia: Ministro, agora nós vamos aproveitar a sua participação aqui para falar sobre carne. A gente sabe a importância desse produto para a economia do país.

 

Aírton: Tem um número aqui importante, ministro. Só no ano passado, o Brasil exportou US$ 13,5 bilhões em carne para 137 países.

 

Gláucia: Pois é, ministro. Por isso, que mensagem o senhor transmite à população e aos empresários do Comércio Exterior, preocupados com a questão da carne aqui no país?

 

Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Marcos Pereira: Gláucia, Aírton, a nossa mensagem é uma mensagem de confiança, que os nossos ouvintes, todos que nos ouvem pelo Brasil afora, nós sabemos que a Voz do Brasil tem uma audiência muito grande em todos os rincões do Brasil, de norte a sul, de leste a oeste, no norte e no nordeste. É importante que a dona de casa, o cidadão, as pessoas que nos ouvem, saibam que o Brasil tem segurança. Há segurança alimentar, há segurança na produção de proteína animal, de carne, de frango e de suínos no Brasil. Esse episódio que ocorreu foi um episódio pontual, 21 unidades, num total de 4.847 unidades. Não deveria ter ocorrido, é verdade, mas essas plantas já estão sob fiscalização permanente e quatro delas foram interditadas. E é importante ressaltar que o início da operação da Polícia Federal não foi para identificar eventual comercialização ou produção de carnes estragadas ou carne com papelão, seja lá o que for. Não, não, não. O que a Polícia Federal começou apurando foi uma denúncia de um funcionário do Ministério da Agricultura, no que se refere à corrupção. E, evidentemente, por conta da operação que ocorreu na última sexta-feira, acabou chegando nesse problema menor. Então, a minha mensagem é que confiem no produto. Eu não parei. Eu, pessoalmente, não parei de me alimentar com carne, com frango. E digo pra senhora, para o senhor ouvinte da Voz do Brasil, que a nossa carne é segura. Isso é um desvio pontual e menor, que não compromete o todo.

 

Aírton: Está certo. Nós conversamos com o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira. Ministro, obrigado pela sua participação ao vivo aqui na Voz do Brasil, e tenha uma boa noite.

 

Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Marcos Pereira: Obrigado, Aírton, obrigado, Gláucia. Boa noite pra vocês e os ouvintes.

 

Gláucia: Cada dia de carga parada em um porto ou aeroporto, onde pode representar um aumento de 1% no custo da mercadoria.

 

Aírton: Prejuízo que não interessa ao país, muito menos aos empresários.

 

Gláucia: Um estudo da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, em parceria com o governo brasileiro, mostra que diminuir a burocracia pode reduzir em quase 15% os custos das vendas para o exterior.

 

Aírton: O repórter José Luís Filho foi até São José dos Campos, em SP, onde fica a sede da Embraer, para mostrar como o novo sistema do governo vai ajudar a empresa na hora de exportar.

 

Repórter José Luís Filho: Uma das maiores fabricantes de aviões comerciais, executivos e militares do mundo e uma das principais exportadoras brasileiras, a Embraer, foi parceira do Governo Federal na elaboração dos novos procedimentos de exportação. Para a direção da companhia, a desburocratização proposta pelo governo é fundamental para melhorar a competitividade do país. A empresa já trabalha de forma experimental com os novos processos e deve ser uma das primeiras a utilizar o sistema do Portal Único, como explica o vice-presidente de Suprimentos e Manufaturas, Francisco Soares.

 

Vice-presidente de Suprimentos e Manufaturas - Francisco Soares: A partir de agora, você cadastra sua nota fiscal eletrônica e, num ambiente integrado, você consegue emitir essa declaração única de exportação de uma maneira mais ágil, onde você não precisa repetir a mesma informação em diversos sistemas distribuídos.

 

Repórter José Luís Filho: Com o Portal Único, a meta é reduzir em até 40% o tempo gasto para enviar ou receber uma mercadoria do exterior. Assim, o tempo médio para exportação pode passar de 13 para 8 dias e o de importação de 17 para 10 dias, avanço que vai ajudar muito as empresas brasileiras, como explica Francisco Soares, vice-presidente de Suprimentos e Manufaturas da Embraer.

 

Vice-presidente de Suprimentos e Manufaturas - Francisco Soares: Ganha agilidade, ganha competitividade, reduz o ciclo de exportação e, além disso, o novo sistema vai permitir que você consiga monitorar mais de perto todo o transporte da carga, desde o momento em que você aloca sua carga no aeroporto ou no porto até o momento que ela embarcar.

 

Repórter José Luís Filho: O governo estima que a agilidade proporcionada pelos novos procedimentos deve resultar num aumento de 10,3% nas exportações de produtos industrializados, já em 2018, e de 26,5% até 2030. Reportagem, José Luís Filho.

 

Gláucia: E o presidente voltou a falar sobre a questão da carne no país.

 

Aírton: Temer disse que vai ligar para o presidente da China, Xi Jinping, para esclarecer a situação sobre a investigação da Polícia Federal, que apura o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura em um esquema de fiscalização irregular de frigoríficos.

 

Gláucia: O presidente afirmou que vai solicitar que seja feito um trabalho diplomático com todos os países importadores.

 

Presidente Michel Temer: Já tivemos a delicadeza da presença, no domingo, da grande maioria dos embaixadores dos países importadores, que já compreenderam a questão. Então, nós tivemos uma pronta resposta e, portanto, logo superaremos esse embaraço que pode causar prejuízos ao país. Mas, digo eu, serão logo superados pela compreensão de todos aqueles, e volto a dizer, a imprensa colaborou. Quando fala nacionalidade, eu digo, o Brasil todo colaborou para este fato, porque as pessoas percebem que este é um dos fatores fundamentais para a nossa economia e que não pode ver a sua credibilidade abalada.

 

Gláucia: 19h15 em Brasília.

 

Aírton: Governo comemora leilão de duas áreas de Porto de Santarém no Pará.

 

Gláucia: É mais arrecadação para os cofres públicos e investimentos nos terminais portuários. Daqui a pouco a gente traz os detalhes.

 

"Momento Social"

 

Aírton: O Momento Social de hoje vai esclarecer a dúvida de Deise de Freitas, moradora em Itaboraí, no Rio de Janeiro.

 

Gláucia: Ela recebe o Bolsa Família e trabalha como vendedora autônoma, mas tem medo de perder o benefício, caso consiga um emprego com carteira assinada.

 

Aírton: E ela quer saber se existe esse risco. Quem explica pra ela é o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra.

 

Ouvinte - Deise de Freitas: Olá, ministro, meu nome é Deise, de Itaboraí. Eu queria saber se, tendo um trabalho com carteira assinada, eu tenho risco de perder o Bolsa Família.

 

Ministro do Desenvolvimento Social e Agrário - Osmar Terra: Olha, Deise, é possível, sim, assinar carteira e continuar recebendo o Bolsa Família. Nas regras atuais, se tu tiver um emprego formal e tiver um determinado valor esse emprego, que, somado à renda da família, não ultrapasse a meio salário mínimo per capita, você poderá, sim, continuar recebendo o Bolsa Família, por dois anos. Se ultrapassar meio salário mínimo per capita, não vai ter o Bolsa Família. Mas, nós estamos trabalhando pra uma mudança dessa regra, onde nós vamos aumentar um pouco esse teto, pra que as pessoas possam ter até um emprego melhor, assinar carteira e ainda continuar recebendo o Bolsa Família, como estímulo a assinar carteira. Todo mundo deve ter carteira assinada. A carteira assinada te dá direitos no futuro, a uma aposentadoria melhor, direitos trabalhistas, que quem não tem carteira assinada não tem direito a nada.

 

Gláucia: Elas são agricultoras, geradoras de renda, provedoras do lar.

 

Aírton: O Brasil já tem 14 milhões de mulheres rurais, quase a metade de toda a população que vive no campo.

 

Gláucia: E hoje essas mulheres receberam um reconhecimento importante pelos papeis que ocupam.

 

Aírton: Foi lançada uma campanha para garantir os direitos e valorizar o esforço das mulheres que vivem no campo.

 

Repórter Gabriela Noronha: Maria Júlia Cerrim (F) tem 53 anos e, na bagagem, muitas histórias de luta e dedicação à terra. Moradora da zona rural do município de Portel, a 270 Km de Belém, ela planta mandioca, feijão, abacaxi e outros produtos. Com a agricultura, Maria sustenta a família, mas conta que precisou superar alguns preconceitos.

 

Agricultora - Maria Júlia Cerrim (F): No passado, era só cuidar de menino e cozinhar.

 

Repórter Gabriela Noronha: E agora?

 

Agricultora - Maria Júlia Cerrim (F): Agora é empreendedora.

 

Repórter Gabriela Noronha: A gaúcha Bruna Dariva (F) é de uma outra geração, mas também não tem medo de arriscar. Aos 28 anos, administra uma agroindústria com os pais, na comunidade rural de Erechim, próximo a Porto Alegre.

 

Agricultora - Bruna Dariva (F): Quando eu cheguei nos grandes centros, eu descobri que aquilo ali não era pra mim, que eu não me encaixava. Voltei pro interior, assumi a agroindústria, né, estou à frente da produção da família. Hoje eu sou presidente da Feira do Produtor também, onde 45 famílias expõem os seus produtos, e 70% dessas famílias são geridas por mulheres.

 

Repórter Gabriela Noronha: As histórias de Maria, Bruna e de outras mulheres brasileiras ganham destaque na campanha Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos. A ideia é valorizar o trabalho da mulher no meio rural. No Brasil, é pelas mãos delas que são plantados e colhidos cerca de 45% dos produtos da agricultura familiar. Entre as ações previstas, estão os mutirões para emissão de documentos que, neste ano, devem beneficiar 100 mil mulheres. Também será lançado um edital em abril para apoiar o empreendedorismo, como explica o secretário de Desenvolvimento Agrário, José Ricardo Roseno.

 

Secretário de Desenvolvimento Agrário - José Ricardo Roseno: Financiar assistência técnica para esse grupo de mulheres, financiar obras, investimentos, aspectos administrativos, a parte de comercialização.

 

Repórter Gabriela Noronha: O material da campanha e as histórias das agricultoras podem ser encontradas na internet: www.mulheresrurais.com.br. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gláucia: As regras para aposentadoria das mulheres foram discutidas hoje na Câmara dos Deputados.

 

Aírton: O projeto que está em análise prevê idade mínima de 65 anos para aposentadoria, com 25 anos de contribuição, tanto para homens quanto para mulheres.

 

Repórter Beatriz Amiden: A proposta da reforma da Previdência prevê igualdade para a aposentadoria de homens e mulheres. Pela regra atual, as mulheres podem se aposentar cinco anos antes dos homens. Para a assessora especial da Casa Civil, Martha Seillier, essa diferenciação se justifica por um cenário desigual das mulheres no mercado de trabalho, o que, segundo ela, vem mudando drasticamente nos últimos anos. A assessora da Casa Civil explicou ainda que o Brasil está seguindo uma tendência mundial. De acordo com ela, a previdência de 51% dos países da OCDE, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, que reúne 34 nações, não prevê nenhuma diferença entre homens e mulheres. Outros 35% estão reformulando as regras e caminhando para uma igualdade entre os gêneros na hora da aposentadoria. A assessora da Casa Civil defende que a manutenção dessa diferença entre homens e mulheres na previdência apenas reforça a desigualdade entre os sexos.

 

Assessora especial da Casa Civil - Martha Seillier: A gente só aceita o argumento da dupla jornada quando a gente aceita o argumento de que a mulher se casa, ou de que a mulher tem um companheiro, que a mulher tem um filho, e aí as tarefas domésticas passam a estar completamente desequilibradas em relação a homens e mulheres, ou seja, ela assume boa parte dessas tarefas e os homens não. Eu não nego que isso exista em vários lares, mas eu nego que isso possa ser defendido, que a gente possa achar isso uma normalidade, porque em vários países isso é um escândalo.

 

Repórter Beatriz Amiden: Para a professora universitária especialista em seguridade social, Luiza Pierdoná, a previdência tem sido usada para resolver questões sociais de desigualdade, quando, na realidade, o objetivo deve ser o de manter o rendimento do cidadão quando ele para de trabalhar. Para ela, as diferenças como a de gênero, por exemplo, devem ser resolvidas com políticas públicas e não dentro do sistema previdenciário.

 

Professora - Luiza Pierdoná: Se nós não pensarmos seriamente na sustentabilidade da proteção previdenciária, nós vamos ver aniquilado o princípio democrático.

 

Repórter Beatriz Amiden: A PEC da reforma da Previdência está sendo discutida na Câmara dos Deputados e, se aprovada, deve seguir para o Senado Federal em abril. Reportagem, Beatriz Amiden.

 

Gláucia: 19h21 em Brasília. Dois terminais de combustíveis do Porto de Santarém, no Pará, foram leiloados hoje.

 

Aírton: O Governo vai arrecadar quase R$ 70 milhões com a concessão à iniciativa privada, além de um aluguel mensal pela área e uma taxa por tonelada movimentada.

 

Gláucia: Os leilões fazem parte de uma etapa do Programa de Parcerias de Investimentos, que tornou o modelo de concessões do país mais eficiente e tem atraído mais investidores.

 

Aírton: Na semana passada, já tinham sido concedidos quatro aeroportos.

 

Gláucia: O repórter José Luís Filho acompanhou o leilão de hoje, na Bolsa de Mercadorias e Futuros, em São Paulo, e traz as informações.

 

Repórter José Luís Filho: O segundo leilão realizado pelo governo em uma semana concedeu à iniciativa privada dois terminais portuários em Santarém, no Pará, utilizados para transporte, armazenamento e distribuição de etanol, gasolina e diesel. O consórcio Porto Santarém venceu os dois processos. O primeiro, com uma oferta de R$ 18,2 milhões, e o segundo com o lance de R$ 50 milhões. O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintela Lessa, considerou o leilão um sucesso.

 

Ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil - Maurício Quintela Lessa: Eu acho que o sucesso desse leilão se deve a um esforço muito grande do governo em dialogar com o setor privado e remodelar a forma de concorrência, trazendo inovações, como maior prazo entre a publicação do edital e o leilão, a segurança jurídica que está se dando nesse processo de concessões do Governo Federal.

 

Repórter José Luís Filho: A nova concessionária dos terminais portuários em Santarém também deverá fazer investimentos de quase R$ 30 milhões em renovação de tanques, infraestrutura e segurança das áreas, ao longo dos 25 anos de contrato, o que vai aumentar a eficiência e a distribuição de combustíveis em toda a região norte do país, como explica o ministro Maurício Quintela Lessa.

 

Ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil - Maurício Quintela Lessa: Esse leilão vai aumentar a capacidade de armazenamento e movimentação de combustíveis, não só para a região oeste do Pará, pra todo o estado do Pará, mas com influência também em toda a região norte do Brasil.

 

Repórter José Luís Filho: Com mais esse leilão, o governo mantém o cronograma de concessões estabelecido pelo Programa de Parcerias e Investimentos, que, segundo o secretário de Coordenação de Projetos do PPI, Tarcísio Freitas, trouxe regras mais claras e objetivas para os leilões e, assim, deu mais confiança aos investidores.

 

Secretário de Coordenação de Projetos do PPI - Tarcísio Freitas: O investidor sabe que aquilo vai acontecer, há previsibilidade, tem as novas regras de governança que contribuem pra isso, é a publicação de editais em português e em inglês, pra facilitar o acesso ao investidor, principalmente estrangeiro. Tem um portal, www.projetocrescer.gov.br, que é hoje um grande hub de acesso às informações para os investidores estrangeiros. Então, há todo um esforço que está realmente transformando esse programa num grande sucesso.

 

Repórter José Luís Filho: Além do valor arrecadado, o governo também receberá por mês R$ 2.500 pelo arrendamento da área, e mais R$ 1,45 por tonelada movimentada no primeiro terminal. Pelo segundo, o pagamento mensal feito pelo consórcio vencedor será de R$ 25 mil pela área e R$ 5,40 por tonelada de carga. Reportagem, José Luís Filho.

 

Gláucia: Essas foram as notícias do Governo Federal.

Airton: Uma realização da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Gláucia: Com produção da Empresa Brasil de comunicação.

 

Airton: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional e tenha uma boa noite.

 

Gláucia: Boa noite pra você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso."