23 de junho de 2017

Depois da Rússia, presidente Michel Temer encerrou a agenda internacional na Noruega. E governo vai realizar auditoria nos frigoríficos brasileiros para voltar a vender carne bovina para os Estados Unidos.

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Transcrição


Apresentador Airton Medeiros: Em Brasília 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Airton: Olá. Boa noite.

 

Apresentadora Gláucia Gomes: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Airton: Quinta-feira, 23 de junho de 2017.

 

Gláucia: E vamos ao destaque do dia: o Presidente Michel Temer já está a caminho do Brasil. Depois da Rússia, Temer encerrou a agenda internacional hoje na Noruega.

 

Presidente da República - Michel Temer: E a Noruega foi o oitavo maior investidor estrangeiro no Brasil no ano passado. Vejam, portanto, a importância da presença norueguesa no nosso país.

 

Airton: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gláucia: Governo vai realizar auditoria nos frigoríficos brasileiros para voltar a vender carne bovina para os Estados Unidos.

 

Airton: E o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki, garante que a carne brasileira é de qualidade.

 

Secretário executivo do Ministério da Agricultura - Eumar Novacki: Nós temos consciência de que o produto produzido no Brasil é um produto saudável, de qualidade e vamos demonstrar isso com muita transparência, com muita clareza, com muita celeridade para o país e para o mundo.

 

Gláucia: Alívio no bolso: prévia da inflação atinge menor nível para junho em 11 anos.

 

Airton: Hoje a Voz do Brasil na apresentação de Glaucia Gomes e Airton Medeiros.

 

Gláucia: E para assistir a gente ao vivo, na internet, basta acessar: www.voz.gov.br.

 

Airton: Chegou ao fim nesta sexta-feira a viagem oficial do Presidente Michel Temer à Noruega.

 

Gláucia: Temer foi recebido pela primeira ministra do país, pelo rei e por outras autoridades. Um dos temas em destaque foi o meio ambiente. Temer falou sobre as iniciativas do governo brasileiro para combater o desmatamento.

 

Airton: A Noruega é o principal investidor do Fundo da Amazônia, que finança ações de proteção e uso sustentável da floresta.

 

Repórter Paulo La Salvia: O Presidente Michel Temer encerrou a visita à Noruega com uma agenda voltada às autoridades norueguesas. A primeira ministra recebeu Temer na residência oficial em Oslo. Erna Solberg destacou as boas relações entre os dois países e os interesses comuns como o acordo entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio, que reúne, além da Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein. A aproxima etapa de negociação ocorre em agosto na cidade de Genebra. Outro tema da reunião foi o meio ambiente. O Presidente Michel Temer falou sobre as iniciativas de combate ao desmatamento no Brasil.

 

Presidente da República - Michel Temer: O momento atual é um momento que exige exatamente evitar-se o desmatamento, e, por isso mesmo, que, nós, no Dia Mundial do Meio Ambiente, por exemplo, nós ampliamos alguns parques nacionais, dou aqui o exemplo de um parque chamado Parque da Chapada dos Veadeiros, e, de igual maneira, um parque nacional do Pará. E mais recentemente nós vetamos medidas que ampliavam enormemente áreas propícias, digamos assim, para o desmatamento.

 

Repórter Paulo La Salvia: Ao lado da primeira ministra, o Presidente Michel Temer ressaltou outras convergências entre Brasil e Noruega, que diante de conflitos internacionais buscam o diálogo. Segundo o presidente, esta é uma prática interna do governo brasileiro.

 

Presidente da República - Michel Temer: O nosso governo faz um governo, vamos dizer assim, quase semiparlamentarista porque tem uma parceria muito grande com o Congresso Nacional. E as instituições, só para tranquilizar a todos, as instituições do Brasil funcionam com uma regularidade extraordinária.

 

Repórter Paulo La Salvia: Temer também se encontrou com o presidente do Parlamento da Noruega, Olemic Thommessen. E na saída do Legislativo norueguês fez um balanço da viagem ao país escandinavo.

 

Presidente da República - Michel Temer: Nós tivemos uma reunião com os investidores noruegueses no Brasil, que é um grupo muito poderoso, tem mais de 120 empresas norueguesas no nosso país que investem fartamente. Ontem ainda revelaram esse interesse em investir ainda mais no Brasil.

 

Repórter Paulo La Salvia: O último compromisso do presidente na Noruega foi um encontro com o Rei Harold V, que ofereceu um almoço em homenagem à Michel Temer. De Oslo, na Noruega, Paulo La Salvia.

 

Airton: O governo já está trabalhando para reverter a suspensão de exportações da carne brasileira para os Estados Unidos.

 

Gláucia: De acordo com o Ministério da Agricultura, o Brasil recebeu informações sobre inconformidades na carne in natura exportada para os Estados Unidos e já tinha tomado medidas para solucionar o problema.

 

Airton: O governo determinou uma investigação sobre os lotes de vacina contra a febre aftosa, que podem ter causado o problema.

 

Gláucia: Também está sendo feita uma auditoria em frigoríficos que vendem mais para o mercado americano.

 

Airton: O Ministério da Agricultura informou que as inconformidades encontradas na carne brasileira vendida aos Estados Unidos não têm potencial para causar problemas de saúde.

 

Repórter Luana Karen: O governo brasileiro já está respondendo aos questionamentos feitos pelo governo norte-americano, que suspendeu a entrada de carne in natura do Brasil nos Estados Unidos após serem detectados abscesso, ou seja, informações na carne vacinada contra febre aftosa. Segundo o secretário executivo do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Eumar Novacki, foi determinada auditoria nos frigoríficos envolvidos e também que seja investigada a qualidade das vacinas aplicadas nos animais e que pode ter provocado a reação.

 

Segundo o secretário executivo do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento - Eumar Novacki: Nossa equipe técnica já está respondendo essa carta, colocando pontualmente tudo aquilo que nós entendemos ser pertinente ao caso, mas, mais uma vez nós estamos reafirmando, até o momento, tudo aquilo que os Estados Unidos nos colocou, nada coloca em risco a saúde pública, isso é importante que fique claro.

 

Repórter Luana Karen: O ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, afirmou que as conversas sobre a carne brasileira com os Estados Unidos vinham ocorrendo e que o próprio governo brasileiro já havia suspendido cinco frigoríficos para análise. Blairo Maggi afirmou ainda que deve ir aos Estados Unidos nos próximos dias para discutir a questão e disse que o mercado norte-americano é muito importante por servir de guia para outros países.

 

Ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento - Blairo Maggi: Como é uma suspensão temporária, nós estaremos na semana que vem trabalhando para finalizar os planos que já vínhamos fazendo aqui e eu pretendo, assim que nos americanos receberem as informações do Brasil, me deslocar até os Estados Unidos com uma equipe para que a gente possa fazer as discussões necessárias e restabelecer esse mercado tão importante que o Brasil conquistou nos últimos anos. Mas também há que se entender que nós estamos exportando carne para o maior concorrente que nós temos em todo o mundo e há uma pressão muito grande por parte dos produtores americanos, desde a época da liberação, para que haja embargo, que não se permita a chegada de carne brasileira lá.

 

Repórter Luana Karen: Foram 17 anos de negociação até o Brasil começar a exportar carne in natura aos Estados Unidos em setembro do ano passado. Quinze frigoríficos estavam autorizados a vender para o mercado norte-americano. De janeiro a maio desde ano esses frigoríficos exportaram US$49 milhões para os Estados Unidos. Até maio de 2017, 2,79% das vendas de carne bovina in natura do Brasil foram para os Estados Unidos. Reportagem, Luana Karen.

 

Gláucia: A prévia da inflação oficial do mês de junho registrou 0,16% abaixo da taxa de 0,24% de maio.

 

Airton: Segundo os dados divulgados nesta manhã pelo IBGE, é o menor índice para meses de junho desde 2006.

 

Gláucia: Responsáveis por quase metade das despesas dos brasileiros, os grupos de alimentação e bebidas e de transporte foram os que mais contribuíram para a queda na inflação. Ficaram mais baratos produtos comprados para consumo em casa, como tomate, frutas, óleo de soja e pescado.

 

Airton: Todas as regiões pesquisadas pelo IBGE registraram queda nos preços em junho.

 

Gláucia: Últimos dias do Feirão da Casa Própria, da Caixa Econômica Federal.

 

Airton: Agora é a vez dos moradores do Distrito Federal, Curitiba e Fortaleza buscarem o melhor negócio para deixar o aluguel de lado.

 

Gláucia: Este ano até agora o feirão já movimentou R$10 bilhões.

 

Repórter Nasi Brum: Logo nos primeiros minutos de atendimento do último feirão do ano, o vigilante Rogério França estava lá com a família, ele foi ver as condições de financiamento.

 

Vigilante - Rogério França: A gente veio ver como é que está esse feirão da Caixa aí.

 

Repórter Mara Kenupp: Tem esperanças?

 

Vigilante - Rogério França: Muitas, muitas.

 

Repórter Nasi Brum: Para o balconista Renato José de Oliveira, que também esteve no evento com a família e espera o nascimento do segundo filho, a hora é de aproveitar.

 

Balconista - Renato José de Oliveira: Vou pesquisar para ver quais são as melhores condições para a gente, os melhores preços. A intenção é sair com a casa própria hoje daqui.

 

Repórter Nasi Brum: No feirão de Brasília são mais cem stands concentrados no pavilhão de exposição do parque da cidade e estão sendo oferecidos quase 7 mil imóveis novos e usados localizados no Distrito Federal. O vice-presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal, Eduardo Almeida, disse que as empresas estão preparadas para atender bem o cliente.

 

Vice-presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal - Eduardo Almeida: Mais do que comprar uma casa, é um sonho. A grande maioria dos compradores aqui, compra a primeira residência, então é mais importante ainda.

 

Repórter Nasi Brum: Esse ano, até agora, o feirão já movimentou mais de R$10 bilhões. No último realizado em 11 cidades, em três dias foram mais de 51 mil negócios encaminhados. Para o vice-presidente de habitação, Nelson Antônio de Souza, a expectativa é que os números de 2017 superem os do ano passado.

 

Vice-presidente de habitação - Nelson Antônio de Souza: No primeiro trimestre de 2017, viso a viso o primeiro trimestre de 2016, nós aplicamos, a Caixa Econômica Federal, 22,5% a mais, isso demonstra de maneira contundente que a economia reagiu, que esses recursos que estão sendo injetados na economia, na construção civil, estão gerando emprego, que estão gerando renda.

 

Repórter Nasi Brum: O Feirão da Caixa, que começou nesta sexta-feira e vai até o domingo, acontece também em Curitiba e Fortaleza, nas três cidades, 700 empregados da Caixa Econômica Federal vão trabalhar nas operações de crédito para a casa própria, basta que o interessado leve documento de identidade, CPF e comprovante de renda. Com reportagem de Mara Kenupp, locução, Nasi Brum.

 

Airton: O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, voltou a reforçar hoje que o país está crescendo, mas que precisa aprovar as reformas em tramitação no Congresso, como a reforma da Previdência e a reforma trabalhista.

 

Gláucia: O ministro participou de um evento com empresários em São Paulo.

 

Repórter José Luiz Filho: Henrique Meirelles apresentou aos empresários dados da recuperação da economia, queda da inflação, aumento do poder de compra da população, redução do indevidamente de empresas e das famílias, estabilidade da taxa de desemprego com geração de novos postos de trabalho. Um cenário, que na visão de empresários e executivos como Renato Franklin, presidente de uma companhia de locação de veículos, traz confiança e otimismo o mercado.

 

Presidente de companhia de locação de veículos - Renato Franklin: A gente já viu alguns sinais de recuperação. O primeiro, por exemplo, o consumidor volta o procurar crédito de forma forte, principalmente o consumidor de baixa renda.

 

Repórter José Luiz Filho: Para Henrique Meirelles, o Brasil já deixou para trás a maior crise econômica da história, mas é preciso aprovar o quanto antes as reformas da Previdência e trabalhista, que, segundo ele, terão efeitos duradouros.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: Quanto mais rápido a reforma for aprovada, melhor, inclusive, por uma questão de formação de expectativa na economia. Em dito isso, nós estamos falando de uma reforma aqui que vai fazer efeito por décadas e que já está possivelmente sendo necessária no Brasil também por muitos anos.

 

Repórter José Luiz Filho: Com base na melhora de indicadores da economia, resultado do segundo o ministro das reformas estruturais já em vigor, como controle dos gastos públicos e medidas microeconômicas como Portal Único de Exportações é necessário aprovar as reformas da Previdência e trabalhista, que ainda estão em debate no Congresso. Reportagem, José Luiz Filho.

 

Airton: E a modernização das leis trabalhistas também foi tema de um debate hoje no Rio Grande do Sul.

 

Gláucia: O assessor especial da Casa Civil, Bruno Dalcomo, explicou que 14 milhões de brasileiros estão desempregados e outros 45 milhões na informalidade. E que essas pessoas precisam de uma mudança nas leis que ajude na geração de empregos formais.

 

Assessor especial da Casa Civil - Bruno Dalcomo: A realidade então que nós nos deparamos é que 60 milhões de brasileiros não têm nenhum amparo na justiça do trabalho, nenhum amparo das leis trabalhistas e na maior parte das vezes previdenciários também. Isso para colocar um pouco de forma mais concreta, isso significa que as pessoas não têm décimo salário, direito a multas rescisórias, não têm FGTS, não têm auxílio-maternidade, auxílio-doença, a invalidez, nada disso.

 

Airton: A modernização vai permitir que a empresas e trabalhadores negociem diretamente alguns pontos, como divisão das férias em três períodos e participação nos lucros da empresa. O assessor especial do Ministério do Trabalho, Admilson Moreira dos Santos, lembrou que esse é um dos pedidos dos trabalhadores.

 

Assessor especial do Ministério do Trabalho - Admilson Moreira dos Santos: As partes, trabalhador e empregador, quando sentam para negociar não têm segurança se aquilo que está sendo pactuado vai ser observado mais à frente. Todos sindicatos de todas as centrais sindicais reclamam isso. Ao você trazer no Projeto de Lei essa regulamentação aonde o que for negociado prevalece em relação à lei, você traz às partes essa segurança.

 

Gláucia: A reforma trabalhista ainda vai ser votada pela Comissão de Constituição e Justiça e de lá segue para o Plenário do senador. 19h15 em Brasília.

 

Airton: Remédios para emagrecimento. Algumas substâncias foram liberadas hoje para consumo.

 

Gláucia: Quer saber quais? Daqui a pouquinho a gente até fala.

 

Airton: Quem não se lembra da merenda da escola? Arroz, carne, macarrão, arroz doce?

 

Gláucia: E os melhores profissionais que preparam a merenda das nossas crianças agora serão premiados.

 

Airton: É o concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar.

 

Repórter Nei Pereira: Em uma escola de Brasília a sexta-feira foi dia de dança junina e para repor a energia dos alunos, um lanche especial aprovado pega criançada.

 

Entrevistada: É muito bom, eu gosto.

 

Entrevistada: Eu gosto muito do arroz doce daqui, é feito com muito amor.

 

Repórter Nei Pereira: As merendeiras da escola Verônica Almeida e Maria da Glória dão a receita para que a refeição caia no gosto dos alunos.

 

Merendeira - Verônica Almeida: Vem o cardápio da Secretaria de Habitação, e aí a gente vai adaptando, né? Bota um temperinho para ficar mais gostoso.

 

Merendeira - Maria da Glória: A gente faz com amor, né? Como se estivesse cozinhando na nossa casa, para os nossos filhos.

 

Repórter Nei Pereira: Merendeiras de mão cheia como a Verônica e o Maria têm uma chance para mostrar a todo o país o que sabem na segunda edição do concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar. Para participar é preciso trabalhar em qualquer escola pública da educação básica. Além de valorizar essas profissionais, a ideia é incentivar a alimentação saudável, como explica Karina Santos, coordenadora-geral do Programa Nacional de Alimentação Escolar, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.

 

Coordenadora-geral do Programa Nacional de Alimentação Escolar - Karina Santos: É estimular a comunidade escolar a participar dessas atividades desenvolvendo bons hábitos relacionados à alimentação.

 

Repórter Nei Pereira: Para chegar com chances de vitória uma das dicas é usar alimentos locais, produzidos pela agricultura familiar. Entre os prêmios estão kits para a preparação de alimentos e dinheiro. Mas as grandes vencedoras de cada região vão ganhar ainda uma viagem internacionais para a República Dominicana. Karina Santos, do FNDE, diz que lá existe em programa de merenda escolar semelhante ao brasileiro.

 

Coordenadora-geral do Programa Nacional de Alimentação Escolar - Karina Santos: As merendeiras e merendeiros vão ter a oportunidade de conhecer a experiência da implementação de um programa de alimentação escolar baseado nas diretrizes do programa do Brasil.

 

Repórter Nei Pereira: Mas, atenção, as inscrições para o concurso podem ser feitas até a próxima segunda-feira. Os detalhes estão no site do concurso, no endereço: melhoresreceitas.mec.gov.br. O Programa Nacional de Alimentação Escolar atende 154 mil escolas e 41 milhões de estudantes. Só em 2017 vão ser investidos mais de R$4 bilhões no programa. Com a colaboração de Luana Karen, reportagem, Nei Pereira.

 

Gláucia: Foi inaugurado hoje o Haiti, nos arredores da capital Porto Príncipe, um hospital reformado com recursos do governo brasileiro.

 

Airton: O hospital é uma das três unidades de saúde construídas pelo Brasil no país, como parte do Projeto Internacional de Reconstrução do Haiti.

 

Gláucia: O centro de saúde tem aproximadamente 40 leitos e atende a mais de 200 pessoas por dia em especialidades como ortopedia, ginecologia, obstetrícia e pediatria, além de clínica geral.

 

Airton: O ministro da Saúde, Ricardo Barros, que está no Haiti, explicou em entrevista exclusiva à Voz do Brasil que o Brasil participa de um esforço internacional para recuperar o país caribenho, que foi atingido por catástrofes naturais.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: O governo brasileiro coopera, assim, como Cuba, Venezuela, Canadá, tem várias cooperações aqui. O Haiti sofreu um terremoto, tem uma fragilidade decorrente disso, recentemente também um tufão passou por aqui, um estrago muito grande. Então, é um país que precisa de ajuda e o novo governo está muito disposto a consolidar a economia, poder recuperar o país dessa emergência e necessidade de solidariedade.

 

Gláucia: A unidade inaugurada no Haiti leva o nome de Zilda Arns, médica fundadora da Pastoral da Criança, que desenvolveu várias ações na área de saúde pública, voltadas à população mais pobre.

 

Airton: O Brasil em coopera com a reconstrução do país em outras áreas.

 

Gláucia: Em reuniões com os ministros da saúde, Ricardo Barros, e do desenvolvimento Social, Osmar Terra, representantes do governo haitiano demonstraram interesse em conhecer tecnologias brasileiras em setores como o combate à fome.

 

Repórter Carolina Graziadei: O governo haitiano quer conhecer o funcionamento do Cadastro Único do Brasil para aplicar essa tecnologia na gestão dos programas locais. Ações na área de segurança alimentar e nutricional e de enfrentamento à seca também foram discutidas. O Haiti mantém mais de 400 restaurantes comunitários e quer aperfeiçoar o serviço a partir das ações brasileiras. O ministro Osmar Terra destacou que o Brasil pode contribuir com conhecimento adquirido para o enfrentamento da pobreza e atenção à primeira infância.

 

Ministro - Osmar Terra: O que nós estamos fazendo é trazer a colaboração dos programas sociais, os programas de proteção básica, os programas de cuidados com desenvolvimento infantil, que é o Criança Feliz, para ajudar nessa reconstrução. Nessa reconstrução da estrutura social, na questão de desenvolvimento humano para a população do Haiti. Eu acredito que vai ser uma contribuição valiosa.

 

Repórter Carolina Graziadei: Ficou acertado que o ministro de Assuntos Sociais e do Trabalho do Haiti, Roosvelt Bellevue, virá ao Brasil em julho para continuar a construção desta cooperação na área social. Reportagem, Carolina Graziadei.

 

Gláucia: 19h20 em Brasília.

 

Airton: O presidente da República em exercício, Rodrigo Maia, sancionou hoje a lei que libera a prescrição, manipulação e venda de remédios para a emagrecer.

 

Gláucia: As substâncias anfepramona, femproporex e mazindol são usadas para inibir o apetite.

 

Airton: Em 2011 a Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, havia retirado do mercado as três substâncias.

 

Gláucia: Em nota, a Anvisa lembra que como qualquer medicamento, o uso deve ser orientado por um médico.

 

Airton: E que no caso dos inibidores de apetite, isso é ainda mais importante, já que interferem em sistemas do corpo humano.

 

Gláucia: E agora todas as compras de medicamentos do SUS deverão ser registradas em uma plataforma online, o Banco de Preços em Saúde.

 

Airton: Por essa ferramenta qualquer pessoa vai poder ter acesso aos fornecedores e aos preços praticados no país.

 

Gláucia: Isso vai trazer mais transparência para o uso dos recursos públicos e também mais economia.

 

Repórter Luiz Felipe Leite: Todas as compras de medicamentos para abastecer o Sistema Único de Saúde, o SUS, devem ter preços registrados em um sistema online. A medida vale para o Ministério da Saúde, estados, municípios e o Distrito Federal, que agora passam a alimentar de forma obrigatória o Banco de Preços em Saúde. Para o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a ferramenta online vai trazer transparência e economia para os recursos públicos.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Qualquer pessoa pode entrar e saber todos os preços que nós compramos, tudo o que nós compramos, de quem compramos e quanto pagamos. Então, todos os órgãos de poder público que compram qualquer tipo de medicamento, equipamento de saúde, eles registram o preço que eles compraram no Banco de Preços, de modo que as pessoas que precisem cotar, né, uma prefeitura vai comprar o equipamento, um hospital, eles lá no Banco de Preços e sabem o menor preço, porque todos os preços estão lá registrados.

 

Repórter Luiz Felipe Leite: O Banco de Preços em Saúde vai proporcionar o aumento da concorrência e mais condições para negociação de custos junto aos fornecedores e fabricantes, gerando economia para o sistema de saúde. Estados e municípios têm de 1 de setembro a 30 de novembro deste ano para se cadastrarem no sistema. O registro das informações de compras homologadas referentes ao exercício 2017 deverão ser iniciadas a partir de primeiro de dezembro deste ano. Gradualmente outros produtos além dos medicamentos também terão a região obrigatório. Reportagem, Luiz Felipe Leite.

 

Airton: Os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio, que pediram isenção da taxa de inscrição, mas tiveram o medido negado têm até este domingo, dia 25, para entrar com o recurso.

 

Gláucia: Mas, de acordo do Ministério da Educação, só vão poder enviar documentos da situação socioeconômica os estudantes que erraram no momento da inscrição e geraram boleto.

 

Airton: A medida é fruto de um acordo entre o Inep, responsável pelas provas do Enem, e o Ministério Público Federal.

 

Gláucia: A força-tarefa de intervenção penitenciária vai permanecer em Natal, no Rio Grande do Norte, por mais 30 dias.

 

Airton: A autorização foi dada hoje pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim.

 

Gláucia: Os agentes da força-tarefa exercem atividades de guarda, vigilância e custódia de presos na Penitenciária Estadual de Alcaçuz.

 

Airton: Eles estão na penitenciária desde 26 de janeiro, depois que brigas entre facções rivais destruíram pavilhões e deixaram ao menos 26 pessoas mortas.

 

Gláucia: Trabalhadores brasileiros já sacaram mais de R$37 bilhões das contas inativas do FGTS, de acordo com a Caixa Econômica Federal.

 

Airton: Esse valor é referente aos saques realizados por trabalhadores nascidos entre janeiro e novembro até a última quarta-feira, dia 21 de junho.

 

Gláucia: Os trabalhadores nascidos em dezembro, os últimos, vão poder sacar o dinheiro no mês de julho.

 

Airton: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gláucia: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Airton: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gláucia: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite para você.

 

Airton: Boa noite e até a semana que vem.

 

"Brasil, ordem e progresso".