23 DE AGOSTO DE 2017

Destaque da Voz do Brasil: Quase 8 milhões de idosos vão poder sacar dinheiro do PIS/PASEP. A medida foi anunciada hoje pelo presidente Michel Temer deve injetar R$16 bilhões na economia. Micro e pequenas empresas vão ter crédito facilitado para capital de giro no BNDES. Governo anuncia novas concessões para melhorar serviços e aumentar arrecadação.

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Transcrição

A VOZ DO BRASIL - 23/08/2017

 

 

Apresentador Nazi Brum: Em Brasília, 19h00.

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje.

 

Gabriela: Olá, boa noite.

 

Airton: Boa noite para você que está aí nos acompanhando em todo o país.

 

Gabriela: Quartafeira, 23 de agosto de 2017.

 

Airton: E vamos ao destaque do dia...

 

Gabriela: Quase oito milhões de idosos vão poder sacar dinheiro do PIS/Pasep.

 

Airton: A medida, anunciada hoje pelo presidente Michel Temer, deve injetar R$ 16 bilhões na economia.

 

Presidente Michel Temer: Isto tudo será uma injeção na economia, além do que se cumpre mais uma função social.

 

Gláucia: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Airton: Micro e pequenas empresas vão ter crédito facilitado para capital de giro no BNDES. Mara Kenupp.

 

Repórter Mara Kenupp: Antes, a aprovação de recursos de capital de giro levava dias. A partir de agora, vai levar poucos segundos.

 

Gláucia: Governo anuncia novas concessões para melhorar serviços e aumentar a arrecadação.

 

Nazi: E você que está nos ouvindo já sofreu com a gripe esse ano?

 

Gabriela: Vamos falar na queda do número de casos e mortes por gripe no Brasil, resultado da vacinação.

 

Nazi: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nazi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nazi: Vinte e seis milhões de brasileiros foram beneficiados recentemente com a medida do governo de liberar os saques das contas inativas do FGTS.

 

Gabriela: No total, foram R$ 44 bilhões que ajudaram a pagar contas, fazer compras, a investir, enfim, que movimentaram a economia.

 

Nazi: E em mais uma medida para retomada do crescimento brasileiro, o governo vai liberar o saque do PIS/Pasep para idosos.

 

Gabriela: Vão ser quase R$ 16 bilhões a mais circulando no país.

 

Repórter Nei Pereira: Quem trabalhou com carteira assinada até 4 de outubro de 1988 pode não saber, mas tem direito ao saque dos recursos do PIS/Pasep, antiga Contribuição de Empresas e do Serviço Público, que foi substituída pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador.

 

Entrevistada: Se tiver vai ser ótimo, maravilhoso, que aí eu posso sacar esse dinheiro.

 

Entrevistada: Se eu achar que tenho direito, eu vou procurar.

 

Repórter Diogo Rezende: O que tiver é bem-vindo?

 

Entrevistada: Ah, lógico. Claro que sim, é bem-vindo.

 

Repórter Nei Pereira: Para facilitar a retirada do dinheiro do PIS/Pasep o governo anunciou hoje mudanças nas regras do saque. A idade mínima foi reduzida para 65 anos para os homens e 62 para as mulheres. Até agora, o saque era permitido somente a partir dos 70 anos. A medida vai beneficiar quase oito milhões de pessoas. O calendário de liberação deve começar em outubro. O presidente Michel Temer disse que, assim como a liberação do saque das contas inativas do FGTS, esta é mais uma ação do governo para melhorar a economia.

 

Presidente Michel Temer: A partir de outubro, aquelas mulheres com 62 e o homem com 65 poderá ir ao estabelecimento bancário para sacar os seus valores. E, convenhamos, não é pouco, não é? Parece que é pouco, mas eu vi que a média é de R$ 1.200,00 por pessoa. Isso tudo será uma injeção na economia, além do que se cumpre mais uma função social.

 

Repórter Nei Pereira: Para saber se tem saldo no PIS/Pasep os trabalhadores da iniciativa privada devem procurar uma agência da Caixa Econômica Federal e os servidores e empregados públicos o Banco do Brasil. No caso dos trabalhadores que já morreram, os herdeiros terão direito aos recursos. Segundo o ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, vai ser um dinheiro extra para quem precisa.

 

Ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão - Dyogo Oliveira: São valores que vão para pessoas realmente necessitadas, que precisam desse dinheiro até para manter as suas despesas mais básicas.

 

Repórter Nei Pereira: A previsão do governo é que sejam liberados quase R$ 16 bilhões. Para o economista César Bergo, a medida vai beneficiar os aposentados e injetar dinheiro na economia.

 

Economista - César Bergo: Vai ser muito importante porque é um segmento que consome muito, né, e tem necessidade. Então de uma hora para outra você vê um recurso pingando na conta, né, então isso anima de qualquer forma, anima o comércio e anima a questão de pagamento de alguma dívida, né, que você tenha adquirido, e também não podemos esquecer o lazer.

 

Repórter Nei Pereira: O saque do PIS/Pasep continua liberado nos casos do beneficiário ou dependente ficar inválido, contrariar o vírus HIV ou sofrer de câncer, além da morte do titular. Reportagem, Nei Pereira.

 

Nazi: Mais crédito na praça.

 

Gabriela: É, Nazi, foi lançado hoje um programa para facilitar acesso a empréstimos para micro, pequenas e médias empresas.

 

Nazi: A previsão do governo é liberar R$ 20 bilhões em novos financiamentos para esses empreendedores até agosto do ano que vem.

 

Gabriela: A ideia é alavancar as empresas, que podem gerar mais empregos no país.

 

Repórter Mara Kenupp: No ano passado, as amigas Bruna Dobrestai e Monique Lourenço resolveram abrir uma esmalteria em Águas Claras, cidade a 30 quilômetros de Brasília. O negócio deu tão certo que elas inauguraram outra loja há poucos meses. Monique Lourenço diz que o capital de giro e todo o investimento para abrir as lojas saiu do próprio bolso das empresárias.

 

Empresária - Monique Lourenço: Se a gente não tivesse essa opção da gente ter o nosso dinheiro para poder investir e ter o capital, com certeza a gente iria recorrer ao financiamento.

 

Repórter Mara Kenupp: A partir de agora, quem tem um negócio e precisa de ajuda para manter as atividades vai poder contar com o apoio do BNDES Giro, um programa do governo lançado nesta quarta-feira. O BNDES Giro simplifica e agiliza pela internet a concessão de crédito para micro, pequenas e médias empresas. O presidente do BNDES, Paulo Rabelo de Castro, anunciou que um dos benefícios está na rapidez para a liberação de empréstimos.

 

Presidente do BNDES - Paulo Rabelo de Castro: O banco já aplica 61% no primeiro semestre deste ano para as micro, pequenas e médias empresas. E aqui revelo uma pequena inconfidência: a única recomendação que me foi dada pelo presidente ao assumirmos o banco foi "cuide bem das micro, pequenas e médias empresas".

 

Repórter Mara Kenupp: Para o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, cuidar deste setor só fará a economia crescer.

 

Presidente do Sebrae - Guilherme Afif Domingos: Foram elas as responsáveis pela geração das 250 mil vagas desse primeiro semestre. Portanto, dinheiro para a micro e pequena empresa é dinheiro para a geração de emprego e de renda.

 

Repórter Mara Kenupp: O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, voltou a afirmar que a economia está em franca recuperação e o emprego também, e que outros projetos como o BNDES Giro para acelerar a economia brasileira estão a caminho.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: Eu tenho certeza que daqui a alguns anos, presidente, nós vamos nos lembrar desse período como um ponto crucial da nossa história, um momento em que saímos da pior recessão e mais longa para construirmos um período prolongado de forte expansão econômica.

 

Repórter Mara Kenupp: O presidente Michel Temer disse na cerimônia que o acesso ao capital de giro pelas empresas é essencial e ajuda no combate ao desemprego.

 

Presidente Michel Temer: O BNDES Giro dá uma injeção de vitalidade nessas micro, pequenas e médias empresas, né, que são presença, como disse, de dinâmica e de peso no comércio, na indústria, nos serviços. Nós estamos falando das campeãs do emprego e do desenvolvimento no nosso país.

 

Repórter Mara Kenupp: O empresário do setor de cosméticos, Jonathan Willian, que vai inaugurar a empresa em setembro em Brasília, disse que o BNDES Giro é tudo que precisava.

 

Empresário - Jonathan Willian: Para o empresário ter um fôlego a ele alcançar os objetivos, né, as metas, e também investir na parte de aperfeiçoamento profissional, tecnologia.

 

Repórter Mara Kenupp: Com o BNDES Giro o governo espera que os novos financiamentos até agosto do ano que vem cheguem a R$ 20 bilhões. Reportagem, Mara Kenupp.

 

Nazi: E o governo também anunciou hoje um conjunto de aeroportos, estradas, portos e outros ativos que vão ser incluídos no Programa de Concessões.

 

Gabriela: A ideia é que a transferência para a iniciativa privada gere investimentos, facilite o ambiente de negócios e ajude no crescimento da economia com a criação de novos empregos.

 

Repórter Paulo La Salvia: São 57 projetos que estão sendo incorporados ao Programa de Parcerias de Investimentos. A expectativa é que as vendas e concessões gerem R$ 44 bilhões em investimentos. O economista Edson Gonçalves, pesquisador da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro, avalia que a nova rodada de projetos do PPI vai ser bem-vinda para os cofres públicos.

 

Economista - Edson Gonçalves: É um dinheiro que é bem-vindo do ponto de vista canal, do ponto de vista macroeconômico. Pode ser usado para fazer frente a despesas do governo central e é muito bem-vindo.

 

Repórter Paulo La Salvia: Vão ser licitados 11 lotes de linhas de transmissão de energia. Na área energética entram também licitações de petróleo e gás no pré-sal e em campos terrestres. No setor de transportes, o governo vai relicitar a rodovia BR-153, que liga Goiás a Tocantins, e conceder a rodovia BR-364, ligando Mato Grosso a Rondônia. Quinze terminais portuários vão ter seus contratos prorrogados. Já no setor aeroportuário, 14 aeroportos vão ter 100% do capital vendido para a iniciativa privada no Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste, com destaque para Congonhas, em São Paulo, que vai ser vendido individualmente. O governo ainda vai vender os 49% de participação que a Infraero tem em quatro aeroportos já concedidos: Brasília, Confins, em Minas Gerais, Guarulhos, em São Paulo, e Galeão, no Rio de Janeiro. O ministro dos Transportes, Maurício Quintella Lessa, disse que os novos aeroportos continuam a ser atrativos.

 

Ministro dos Transportes - Maurício Quintella Lessa: O ativo aeroporto no Brasil tem uma atratividade muito grande. Nós estamos conversando com investidores e eu não tenho a menor dúvida de que serão leilões tão bem sucedidos como foram os primeiros.

 

Repórter Paulo La Salvia: A terceira rodada do PPI prevê ainda que a Companhia Docas do Espírito Santo, a Companhia de Armazéns e Silos de Minas Gerais e a Casa da Moeda vão entrar no programa de desestatização do governo federal. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, defendeu que o Programa de Parcerias de Investimentos já apresenta impactos no país.

 

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência - Moreira Franco: Vinte e quatro bilhões de reais levantados foram para investimentos, o que significa geração de emprego e renda, e somente R$ 6 bilhões foram para outorgas, o que significa criação de novos empregos, novos investimentos, melhoria em diversos setores dos serviços que são prestados.

 

Repórter Paulo La Salvia: A transferência dos empreendimentos à iniciativa privada só deve ocorrer mesmo a partir do ano que vem. Isso porque entre o lançamento do edital e o leilão é necessário um prazo de 100 dias para apresentação das propostas. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Nazi: Ainda estamos no inverno, época mais comum para se ter doenças respiratórias, além da famosa gripe.

 

Gabriela: Pois é, Nazi, esse ano o frio está ainda mais rigoroso. Temperaturas baixas ainda são uma rotina em algumas regiões do país.

 

Nazi: Com certeza tem gente ouvindo agora a Voz do Brasil com alguma blusa de lã, casaco, tentando se aquecer.

 

Gabriela: E mesmo com as temperaturas baixas, as mortes provocadas por algum tipo de gripe, principalmente de idosos, caíram mais de 80% se comparadas ao ano passado.

 

Nazi: E para se chegar a esse resultado uma política do governo foi fundamental. A explicação na reportagem de José Luiz Filho.

 

Repórter José Luiz Filho: Correr, pedalar, caminhar... Fazer exercícios e estar sempre ativo são ótimas formas de cuidar da saúde. A professora Ana Maria Abrantes sabe bem disso, mas quando precisa ela também se previne contra doenças de uma forma mais prática.

 

Professora - Ana Maria Abrantes: Além de fazer exercício, natação, andar, faço yoga todos os dias. Além disso, a vacina contra a gripe é importante, né?

 

Repórter José Luiz Filho: Por que é que é importante?

 

Professora - Ana Maria Abrantes: É importante porque ela ajuda a prevenir, né, pelo menos as gripes piores que, ainda mais em determinadas idades como a minha, pode ter problemas sérios, né?

 

Repórter José Luiz Filho: É, a professora Ana Maria tem razão. Tomar a vacina contra a Influenza é fundamental para se proteger contra a gripe, uma doença que pode matar, principalmente pessoas com mais de 60 anos. Além dos idosos, crianças com mais de seis meses e menos de cinco anos, indígenas, gestantes e mulheres que deram à luz há menos de 45 dias fazem parte do público alvo das campanhas de vacinação realizadas pelo governo. Por isso, cada vez mais brasileiros procuram se proteger. Caso do comerciante Celso dos Santos.

 

Comerciante - Celso dos Santos: Eu acho que é uma prevenção que todo mundo deveria tomar.

 

Repórter José Luiz Filho: E a vacinação é mesmo importante. De janeiro até os primeiros 15 dias de agosto foram registrados no Brasil quase dois mil casos de gripe, com 341 mortes, queda de mais de 80% no número de vítimas em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registradas quase duas mil mortes. Para o diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, João Paulo Toledo, essa redução reflete o sucesso da campanha de vacinação contra a gripe.

 

Diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde - João Paulo Toledo: Essa redução, ela se deve às ações de prevenção preconizadas pelo Ministério da Saúde, assim como a disponibilização de vacina e de medicamento para o tratamento de Influenza. A doença, ela está sob controle, mas nós nunca podemos perder a guarda com relação à Influenza porque eventualmente podemos ter novas epidemias.

 

Repórter José Luiz Filho: O clínico de Vigilância em Saúde da Prefeitura de São Paulo, o médico Rafael Pereira, comemora a redução das mortes causadas pela Influenza, mas lembra que como os vírus da gripe mudam de tempos em tempos, além de hábitos saudáveis e vitaminas é indispensável tomar a vacina todos os anos.

 

Clínico de Vigilância em Saúde da Prefeitura de São Paulo - Rafael Pereira: O que precisa para complementar o sistema imunológico são as vacinas.

 

Repórter José Luiz Filho: Orientação seguida à risca pelo aposentado Américo Mencatti.

 

Aposentado - Américo Mencatti: Estou prevenido, tomo a vacina.

 

Repórter José Luiz Filho: E entre público alvo e geral, 46 milhões de pessoas foram imunizadas em todo o país, um alcance de 82,5% do público prioritário, estimado em mais de 54 milhões de pessoas. Reportagem, José Luiz Filho.

 

Gabriela: 19hs15min, em Brasília.

 

Nazi: Abrir a torneira e nem sempre ter água para beber.

 

Gabriela: Uma realidade que mudou para mais de 400 mil pessoas que vivem no semiárido brasileiro.

 

Nazi: Ainda nesta edição vamos falar das 100 mil cisternas construídas por lá com recursos do BNDES.

 

Gabriela: Chuvas muito fortes, seca prolongada...

 

Nazi: O clima influencia diretamente na produção dos agricultores pelo país.

 

Gabriela: E para evitar que eles cubram sozinhos os prejuízos, o Seguro Rural do governo apoia esses produtores.

 

Nazi: Nos últimos 10 anos, liberou quase R$ 3 bilhões para atender 420 mil produtores rurais.

 

Repórter Diogo Rezende: Tem direito ao prêmio do Seguro Rural os agricultores que tenham a colheita atingida por eventos climáticos ou que não conseguiram vender uma grande parte de seus produtos. Só no primeiro semestre desse ano já foram liberados cerca de R$ 90 milhões para ajudar no seguro das colheitas de frutas e grãos do inverno e verão. O produtor rural Giovani Muller, que faz parte de uma cooperativa no Distrito Federal, diz que o seguro foi fundamental para enfrentar as perdas causadas pela crise hídrica da região.

 

Produtor Rural - Giovani Muller: Tem produtor aqui que a seca foi tão grande, né, a deficiência do déficit hídrico, né, a crise hídrica, a diminuição de chuvas, que o produtor colheu 10, 15 sacas ou zero, teve área de zero, e foi coberto.

 

Repórter Diogo Rezende: Entre 2006 e 2015, o PSR atendeu cerca de 420 mil produtores rurais, cobrindo prejuízo de colheitas de 52 milhões de hectares. Para isso, o seguro disponibilizou quase R$ 3 bilhões. Para Neri Geller, secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, os números comprovam que ter o seguro é uma ferramenta fundamental para os produtores rurais.

 

Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Neri Geller: É simples, o produtor é só entrar no site do Ministério da Agricultura, ver como é que funciona o programa, ele pode fazer cotação com as seguradoras que estão sendo credenciadas e dessa forma contratar o seu seguro com a subvenção de boa parte do recurso pelo Tesouro Nacional.

 

Repórter Diogo Rezende: Os recursos liberados no período de 10 anos se referem a mais de 75 mil apólices de Seguro Rural. Reportagem, Diogo Rezende.

 

Nazi: Água para quem precisa. O Programa Cisternas, do Ministério do Desenvolvimento Social, foi premiado por uma organização alemã e as Nações Unidas como uma das melhores políticas públicas do mundo.

 

Nazi: É que levar águas às regiões que sofrem com a seca não é tarefa fácil.

 

Gabriela: Mas com boa vontade e apoio o programa mostrou que é possível. Vem construindo cisternas por todo o semiárido brasileiro para armazenar água da chuva e matar a sede de milhares de famílias.

 

Nazi: E hoje o BNDES e a Fundação Banco do Brasil comemoraram mais uma parceria para tornar esse projeto uma realidade.

 

Gabriela: Parceria que já entregou 100 mil cisternas e beneficiou 400 mil pessoas.

 

Repórter Carolina Rocha: Uma grande caixa d'água que recebe e armazena água da chuva. Essa é a definição da cisterna, que tem mudado a vida de pessoas que vivem no semiárido brasileiro. Essa região, que representa quase 20% do território brasileiro, sofre com a estiagem todos os anos. Desde 2012, famílias de assentamentos rurais do semiárido recebem cisternas gratuitamente por meio de uma parceria entre a Fundação Banco do Brasil e o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social. O projeto já investiu um total de R$ 340 milhões na construção e instalação de 100 mil unidades. Asclepius Soares, presidente da Fundação Banco do Brasil, explica que os recursos são para dois tipos de cisternas e que elas já beneficiaram 400 mil pessoas.

 

Presidente da Fundação Banco do Brasil - Asclepius Soares: Uma cisterna que nós chamamos que é a água de beber e uma cisterna que é a cisterna de produção, que ela armazena uma quantidade maior de água e que vai dar suporte para as famílias terem uma pequena produção agropecuária.

 

Repórter Carolina Rocha: Há dois meses, na casa de Josias José dos Santos, em Gararu, no Sergipe, foram instaladas duas cisternas: uma guarda a água para o uso da família e a outra serve para a horta e a criação dos animais. Vivendo na região desde que nasceu, Josias conta que esse é o primeiro inverno que passa sem se preocupar com a falta d'água.

 

Morador do Semiárido - Josias José dos Santos: Eu passei a não comprar mais água, entendeu? Eu passei a produzir a minha horta, que eu tinha esse calçadão, e para mim foi uma vitória.

 

Repórter Carolina Rocha: Ao todo, as cisternas já instaladas pela parceria entre a Fundação Banco do Brasil e o BNDES armazenam dois bilhões de litros de água, o equivalente a 800 piscinas olímpicas. Segundo uma pesquisa divulgada pelo BNDES, cerca de 70% dos beneficiários das cisternas de produção são mulheres e mais de 80% recebem o Bolsa-Família. Reportagem, Carolina Rocha.

 

Nazi: Quem pretende conseguir uma bolsa de estudos para uma faculdade privada deve ficar atento: as inscrições para o Programa Universidade para Todos, o ProUni, terminam na sexta-feira, dia 25.

 

Repórter Gabriela Noronha: O brasiliense Igor Caíque Rodrigues cursa jornalismo em uma instituição particular. Hoje, já no último semestre, o estudante lembra que não foi fácil conseguir uma vaga na faculdade escolhida. Sem condições de pagar a mensalidade, Igor conta que recorreu ao Programa Universidade para Todos do governo federal.

 

Estudante - Igor Caíque Rodrigues: As mensalidades, elas são um pouco caras, né? Então, nas melhores faculdades de jornalismo de Brasília com certeza eu não estaria porque são muito altas o custo da mensalidade.

 

Repórter Gabriela Noronha: Com uma pessoa integral desde 2012, Igor conseguiu focar nos estudos e já planeja o futuro.

 

Estudante - Igor Caíque Rodrigues: Inicialmente eu quero me estabilizar no mercado de trabalho e também quero fazer uma especialização, porque daqui... é... a longo prazo eu pretendo dar aula também, eu pretendo ser professor de jornalismo também.

 

Repórter Gabriela Noronha: O ProUni oferece neste semestre 77 mil bolsas remanescentes em mais de mil faculdades. Para concorrer a uma das vagas restantes o interessante precisa ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio a partir de 2010, também é necessário uma média igual ou superior a 450 pontos nas provas e não ter zerado a redação, ter sido aluno de escola pública ou bolsista na particular. A bolsa pode ser integral ou parcial. Segundo o Ministério da Educação, o ProUni já concedeu desde a sua criação, em 2005, mais de dois milhões de bolsas de estudo. São estudantes que como Igor tiveram a oportunidade de mudar de vida.

 

Estudante - Igor Caíque Rodrigues: O ProUni, ele me deu toda essa estrutura, me deu a oportunidade de entrar aqui numa boa faculdade, numa boa instituição, com bons professores, que são reconhecidos pelo mercado de trabalho.

 

Repórter Gabriela Noronha: As pessoas que ainda não estão na faculdade, mas que querem se candidatar a uma bolsa de estudo do ProUni têm até a próxima sexta-feira, dia 25, para manifestar o interesse. Para se inscrever é preciso acessar o site do programa. O endereço é prouni.mec.gov.br. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Gabriela: Quase 700 cirurgias de coração em seis meses.

 

Nazi: Esse foi o resultado alcançado pelo Instituto Nacional de Cardiologia no Rio de Janeiro, mantido pelo Ministério da Saúde.

 

Repórter Natália Mello: Victor Hugo, de nove anos, tem uma cardiopatia congênita, um defeito no coração que surgiu antes mesmo de ele nascer. Atividades que são comuns para muitas crianças, para Victor Hugo são cheias de restrições.

 

Repórter Natália Mello: Victor, qual é o problema que você tem no seu coração?

 

Criança - Victor Hugo: Um sopro.

 

Repórter Natália Mello: E o que é que você não pode fazer por causa desse sopro?

 

Criança - Victor Hugo: Correr, não fazer natação e nem andar de bicicleta.

 

Repórter Natália Mello: Para ganhar mais qualidade de vida, Victor Hugo vai operar o coração no Instituto Nacional de Cardiologia, o segundo hospital público no Brasil que mais faz esse tipo de cirurgia. No primeiro semestre deste ano foram 662 operações, 23 a mais que no mesmo período do ano passado. A coordenadora assistencial do instituto, Aurora Issa, fala sobre esse aumento.

 

Coordenadora Assistencial do Instituto Nacional de Cardiologia - Aurora Issa: Tem toda uma dinâmica de revisão de contrato, de alocação de recursos para que a gente consiga esse esforço contínuo de aumentar os procedimentos que a população precisa.

 

Repórter Natália Mello: O Instituto Nacional de Cardiologia é também a única instituição pública que realiza transplantes de coração em adultos e crianças no estado do Rio de Janeiro. E o número dessas cirurgias também cresceu. Este ano já foram seis, mesmo número registrado no ano passado inteiro. O filho de 16 anos da cozinheira Elza Almeida foi o sexto paciente do ano a receber um novo coração.

 

Cozinheira - Elza Almeida: Ficamos aguardando, achando que ia levar de um ano a dois anos, que demora. Para surpresa nossa em três meses apareceu um coração. Foi feita a cirurgia, no dia foi um sucesso, está maravilhoso o coração dele.

 

Repórter Natália Mello: O Instituto Nacional de Cardiologia realiza, em média, cinco cirurgias por dia. Reportagem, Natália Mello.

 

Gabriela: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Nazi: Fique agora com o Minuto do TCU e, em seguida, a notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Gabriela: Boa noite.