24/02/2017 - A Voz do Brasil

Governo aumenta fiscalização do trabalho infantil durante Carnaval. Polícia Rodoviária Federal realiza operação nas estradas federais para diminuir acidentes durante o feriado. Aplicativo auxilia no combate ao Aedes aegypti em órgãos públicos. Tudo isso você ouviu nesta sexta-feira em A Voz do Brasil!

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Transcrição


Apresentador Airton Medeiros: Em Brasília 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Airton: Boa noite.

 

Gláucia: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Airton: Sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017.

 

Gláucia: E vamos ao destaque do dia: o Brasil está saindo da crise.

 

Airton: Para o Presidente Michel Temer, inflação mais baixa, juros em queda em e novos investimentos sinalizarem a mudança de rumo do país.

 

Presidente da República - Michel Temer: É o começo do crescimento do país, porque quando você combate a recessão, você parte para o crescimento e do crescimento para o combate ao desemprego.

 

Gláucia: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Airton: Fiscalização reforçada para combater o trabalho infantil no carnaval. Ao vivo, Natália Melo.

 

Repórter Natália Melo (ao vivo): Criança trabalhando, só se for na brincadeira. O Ministério do Trabalho quer evitar que os pequenos estejam vendendo produtos nas ruas. E você pode fazer a sua parte. Daqui a pouco eu volto com mais informações.

 

Gláucia: Fiscalização também nas estradas e nos aeroportos. Nei Pereira.

 

Repórter Nei Pereira: Nessa véspera de fim de semana prolongado nós acompanhamos a movimentação nas estradas e no aeroporto de Brasília.

 

Airton: É, e a Voz do Brasil vai também de um projeto que está levando livros para os presídios federais.

 

Gláucia: Cláudio Zeferino está preso e conta como a leitura está resgatando sua liberdade.

 

Detento - Cláudio Zeferino: A gente aprende a ter cautela nas decisões, preparar a vida e seguir um rumo que não é de sofrimento.

 

Airton: A Voz do Brasil de hoje na apresentação de Glaucia Gomes e Airton Medeiros.

 

Gláucia: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar: www.voz.gov.br.

 

Airton: Muita gente já está nas ruas para aproveitar o carnaval.

 

Gláucia: É, e você sabia que pode brincar de forma mais consciente ao não incentivar que crianças estejam trabalhando nesta época do ano?

 

Airton: É, o Ministério do Trabalho vai reforçar as ações de fiscalização para coibir esta prática durante o carnaval. E você também pode fazer a sua parte.

 

Gláucia: A repórter Natália Melo está em algum lugar do Rio de Janeiro num ensaio de um bloco de carnaval e traz mais informações. Boa noite, Natália. Conta para a gente onde você está agora.

 

Repórter Natália Melo (ao vivo):  Olá. Boa noite Glaucia. Boa noite, Airton. Boa noite a todos os ouvintes da Voz do Brasil. Eu estou aqui no Grajaú, na zona norte do Rio de Janeiro, ao lado de pequenos e grandes foliões que aguardam pelo ensaio do bloco carioca Cata-Latas, conhecido por abraçar causas importantes como meio ambiente, reciclagem, entre outras. E o enredo desse ano do bloco é Criança Trabalhando, Só Se For Na Brincadeira. A ideia, além de animar a multidão, é conscientizar as pessoas de que lugar de criança é na escola. E a erradicação do trabalho infantil é um compromisso do governo, que vem reforçando as ações de fiscalização em todo o país. O bloco Cata-Latas conta com a parceria do Ministério do Trabalho e membros do projeto de fiscalização de combate ao trabalho infantil, e de proteção ao trabalhador adolescente do Rio de Janeiro. Bom, a idade mínima para o trabalho no Brasil é de 16 anos e a única exceção é para aprendizagem, a partir de 14 anos. Mas ainda é muito comum que crianças e adolescentes trabalhem na informalidade, sendo exploradas, como no comércio, por exemplo. Eu conversei mais cedo com o um superintendente do Ministério do Trabalho, aqui no Rio, Elton Miomura, que deu exemplos de como as pessoas também podem ajudar a combater o trabalho infantil.

 

Superintendente do Ministério do Trabalho - Elton Miomura: Não comprando, não consumindo nenhum desses produtos que são oferecidos pelas crianças que estão sendo exploradas nesse tipo de trabalho. O lugar da criança é na escola. O que nós temos visto com habitualidade é o trabalho infantil na informalidade, não em estabelecimentos constituídos. O que seria isso? É o pequeno varejo, são as crianças que são exploradas para venda de comércio de balas, de doces, ambulantes. Essa é a atuação que a gente tem procurado combater. E outra forma que a população pode ajudar é denunciando através do Disque 100 e dos outros canais de denúncia, que todos chegarão ao Ministério do Trabalho para que nós façamos as averiguações.

 

Repórter Natália Melo (ao vivo):  E vale lembrar que o Disque 100 recebe denúncias não apenas do trabalho infantil, mas de violações ao direito de maneira geral, o serviço está disponível 24 horas por dia e é de graça. Ao vivo, do Rio de Janeiro, Natália Melo.

 

Airton: E já começou nas rodovias brasileiras a operação da Polícia Rodoviária Federal para garantir a segurança dos motoristas no feriado de carnaval.

 

Gláucia: O fluxo de veículos já está mais intenso e também já aumentou o movimento nos aeroportos.

 

Airton: Nós vamos conversar agora ao vivo com o repórter Nei Pereira, que acompanhou a movimentação na BR-040 aqui no Distrito Federal, e no aeroporto de Brasília. Boa noite, Nei?

 

Repórter Nei Pereira (ao vivo): Boa noite, Airton, Glaucia e aos ouvintes da Voz do Brasil. Aqui no aeroporto de Brasília a movimentação é intensa nos pontos de check in. Desde ontem a Secretaria de Aviação Civil iniciou a Operação Carnaval 2017 nos sete principais aeroportos do país, que são Guarulhos e Congonhas, em São Paulo, Galeão e Santos Dumond, no Rio de Janeiro, Recife, Salvador e Brasília. A fiscalização é para garantir que as empresas respeitem os direitos dos passageiros. Só nos dois aeroportos de São Paulo, nos dois do Rio de Janeiro e no de Salvador, a estimativa do Governo Federal é que cerca de 3 milhões de passageiros passem pelos terminais até o dia 6 de março. Juntos, esses aeroportos vão ter 950 de colagens por dia. Antes da viagem o passageiro deve seguir algumas recomendações, como detalha o gerente de operações da Anac, Marcelo Lima.

 

Gerente de operações da Anac - Marcelo Lima: Que o passageiro faça o check in com bastante antecedência, pelo telefone, ou pela internet, ou ainda no próprio aeroporto para não ter nenhum tipo de problema. Chegue com bastante antecedência no aeroporto também. Para voos domésticos a gente coloca com o mínimo uma hora já esteja no aeroporto, voos internacionais com no mínimo duas horas. Quando for passar pelo raio x, que ele tire todos os itens de metal que estejam com ele e que também retire o notebook da mochila para passar mais rápido na inspeção.

 

Repórter Nei Pereira (ao vivo): Caso tenha algum problema, o passageiro deve procurar a empresa aérea que precisa resolver a situação. Em caso de atraso do voo a partir de uma hora o passageiro tem direito a usar o telefone ou computador da empresa para avisar que vai chegar atrasado. A partir de duas tem direito a alimentação. E a partir de quatro horas tem direito a acomodação em local adequado, que pode ser hospedagem. Se ele tiver alguma denúncia, deve procurar a Anac ou ligar no número 163. Mais cedo eu estive também na BR-040 aqui no Distrito Federal e acompanhei lá o trabalho da Polícia Rodoviária Federal na operação Rodovida. Vamos acompanhar a reportagem.

 

Repórter Nei Pereira: No final da tarde desta sexta-feira o tráfego de veículos já era intenso na BR-040, que liga o Distrito Federal aos estados de Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Para prevenir acidentes, a Polícia Rodoviária Federal começou na sexta-feira da semana passada a segunda fase da operação Rodovida. O chefe do Núcleo do Policiamento da PRF de Brasília, Rodrigo Freitas, explica quais são as ações da operação neste ano.

 

Chefe do Núcleo do Policiamento da PRF de Brasília - Rodrigo Freitas: As fiscalizações estão voltadas para todas as infrações que podem provocar acidentes que leve à morte. Então, as fiscalizações estão focadas em motocicletas, no uso da cadeirinha e cinto de segurança, verificando a conduta do motorista, se está transitando na contramão de direção, fazendo uma ultrapassagem indevida e o uso de álcool e direção ao mesmo tempo.

 

Repórter Nei Pereira: O microempresário José Eldo, que estava dirigindo a trabalho foi parado pela fiscalização, que encontrei irregularidades no veículo.

 

Microempresário - José Eldo: Falta uma faixa refletiva e os pneus traseiros estão carecas.

 

Repórter Nei Pereira: Neste ano, os policiais também estão verificando se os veículos estão circulando com o farol aceso. De acordo com a PRF, em 2016, as ações da operação Rodovida possibilitaram uma redução de 39% nos acidentes nas rodovias brasileiras em relação ao mesmo período de 2015. Reportagem, Nei Pereira.

 

Gláucia: E depois do carnaval é quaresma, e a venda do pescado em todo o país aumenta.

 

Airton: E é preciso ficar de olho no peixe. O Ministério da Agricultura está inspecionando esses produtos vendidos em supermercados.

 

Gláucia: O objetivo é uma ação preventiva para evitar as fraudes, garantindo a qualidade. Na fiscalização do ano passado quase 20% dos pescados coletados apresentaram problemas.

 

Repórter Natália Coslique: O brasileiro gosta de peixe, mas nem sempre se sente seguro com a mercadoria que é oferecida nos supermercados, é o caso da Mina Carvalho Pessoa, de 55 anos, que acaba comendo menos pescados do que gostaria.

 

Entrevistada - Mina Carvalho Pessoa: Gosto muito de peixe. Eu não tenho consumido porque é difícil você encontrar peixe fresco em mercado.

 

Repórter Natália Coslique: E o consumidor se esforça na busca de pescados de boa qualidade. Luiz Fernando Corrêa é mineiro, mora com a esposa e quatro filhos. Na hora de comprar o peixe a família entra em ação.

 

Consumidor - Luiz Fernando Corrêa: A gente quando vai comprar, realmente, precisa olhar muito os olhos do peixe, se a escama do peixe, se está soltando, a cor do peixe, o cheiro.

 

Repórter Natália Coslique: O trabalho é mais difícil quando o peixe está cortado e congelado, por isso o Ministério da Agricultura deu início nesta semana à operação Semana Santa. Foram coletadas amostras de peixes nacionais e importados nas redes de varejo de oito estados brasileiros e do Distrito Federal. O auditor fiscal agropecuário, Paulo Araújo, fala sobre o que pretendem com essa busca.

 

Auditor fiscal agropecuário - Paulo Araújo: É uma garantia que tem que ser dada ao consumidor é uma responsabilidade da empresa, mas a gente, como órgão oficial, cabe a nós controlar e constatar que realmente aquela empresa está adotando os procedimentos para não enganar o consumidor.

 

Repórter Natália Coslique: Empresas suspeitas de substituírem as espécies de pescado em busca de lucro fácil vão entrar em medida cautelar, um regime de controle reforçado, até que comprovem que o produto que está sendo vendido é realmente o que consta no rótulo. E a operação tem o apoio do consumidor, como reforça a aposentada Teresina Gurgel, de 76 anos.

 

Aposentada - Teresina Gurgel: Quanto mais comida saudável a gente coma, melhor ainda é a segurança, porque é a saúde da gente, né?

 

Repórter Natália Coslique: Os estabelecimentos infratores vão sofrer autuações, apreensões de produto e multas. Repórter, Natália Coslique.

 

Airton: Gerar empregos para os brasileiros é a principal meta do governo.

 

Gláucia: Para isso é preciso combater a recessão e organizar a economia.

 

Airton: O governo vem tomando algumas medidas econômicas que têm derrubado a inflação e os juros praticados no mercado.

 

Gláucia: E para o Presidente Michel Temer, com um cenário mais favorável, a confiança de empresários e trabalhadores aumenta, o que sinaliza a retomada do crescimento do país.

 

Repórter Eduardo Biagini: Depois de pegar o país em recessão, as medidas econômicas do governo como limites de gastos públicos, resultaram na queda da inflação e diminuição dos juros. A inflação, que estava perto dos 10%, fechou 2016 em 6,29%. E com os índices baixos em janeiro e fevereiro deste ano, os menores em muitos anos, o Presidente Michel Temer explicou que esse cenário aponta para que a inflação fique abaixo da meta do governo para 2017, que é de 4,5%.

 

Presidente da República - Michel Temer: Qual o significado disso? O significado é a restauração da confiança e da credibilidade no país. Não é sem razão que os investimentos começam a aumentar, os investimentos estrangeiros estão vindo aí. É o começo do crescimento do país, porque quando você combate a recessão você parte para o crescimento e do crescimento para o combate ao desemprego.

 

Repórter Eduardo Biagini: O presidente citou outra medida do governo que vai favorecer a economia, o saque de contas inativas do FGTS a partir do dia 10 de março. Vão ser até R$40 bilhões a mais que vão circular na economia, dinheiro que pode ser usado para pagar dívidas, viajar ou consumir. Para Temer, a reorganização da economia brasileira vai tornar possível o crescimento do país.

 

Presidente da República - Michel Temer: Neste momento em que os juros também começam a cair, nós temos uma renovada esperança de que o Brasil efetivamente cresça. Nós temos dito com muita frequência e eu repito aqui, nós eliminamos a recessão, agora vamos para o crescimento e para desenvolvimento do nosso país. O Brasil tem rumo.

 

Repórter Eduardo Biagini: Nesta semana o Banco Central reduziu a taxa básicas de juros pela quarta vez seguida, a Selic está agora em 12,25% ao ano, o menor patamar dos últimos dois anos. A taxa é usada como referência para juros de empréstimos bancários e de crediários em lojas, por exemplo. Reportagem, Eduardo Biagini.

 

Airton: O Presidente Michel Temer indicou hoje o nome do deputado Agnaldo Ribeiro, da Paraíba, como o novo líder do governo na Câmara.

 

Gláucia: Segundo Temer, o novo líder vai dar continuidade ao relevante papel desempenhado até aqui pelo deputado André Moura, do Sergipe, na defesa das reformas que são necessárias à retomada do crescimento do país.

 

Airton: O Presidente anunciou ainda indicação do deputado Lelo Coimbra, do Espírito Santo, como líder da maioria na Câmara dos Deputados.

 

Gláucia: Para Michel Temer, essa reconhecida capacidade de trabalho e experiência no Legislativo e no Executivo devem levar adiante o diálogo com os deputados da base aliada. 19h14 em Brasília.

 

Airton: Leitura que muda a rumo da vida.

 

Gláucia: É, Airton, daqui a pouquinho nós vamos falar de um projeto que está levando livros para dentro dos presídios federais.

 

Airton: O carnaval está aí e a gente já ouviu hoje que o movimento nas estradas e aeroportos já é grande.

 

Gláucia: É, e se tem gente viajando, o mercado do turismo comemora.

 

Airton: E não é só agora no carnaval, não. O setor tem boas expectativas para os próximos meses. Até julho são três feriados prolongados.

 

Gláucia: Agora, uma pesquisa do Ministério do Turismo mostra que os brasileiros estão mesmo dispostos a viajar, mas apostam em roteiros mais econômicos.

 

Repórter Natália Melo: Mesmo com uma fase difícil na economia, muita gente não desistiu de viajar, como a dona de casa Maria José Pereira, que enfrentou 15 horas de estrada para chegar na cidade maravilhosa.

 

Dona de casa - Maria José Pereira: Bom, a viagem é mais cansativa.

 

Repórter Natália Melo: Para a enfermeira Marcela Barbosa, o dinheiro também está curto. A solução foi escolher uma cidade mais próxima de casa, no Rio de Janeiro.

 

Enfermeira - Marcela Barbosa: Dá para fazer uma viagem mais econômica e poder curtir um pouquinho com a família.

 

Repórter Natália Melo: Os brasileiros estão mais dispostos a fazer as malas este ano. A intenção de viajar nos próximos seis meses aumentou de 19% para 22,7% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o Ministério do Turismo. E uma boa parte pretende viajar de ônibus. O interesse por esse meio de transporte cresceu 7 pontos percentuais. E na busca de mais economia muitos brasileiros também estão preferindo se hospedar na casa de parentes e amigos, como a Débora Oliveira, que veio do interior de Minas Gerais para visitar a irmã.

 

Entrevistada - Débora Oliveira: Sempre quando eu posso, eu faço. Eu não acho tão cansativo porque é poucas horas de viagem, né?

 

Repórter Natália Melo: Entre fevereiro e julho deste ano quase 5 milhões de viagens devem movimentar R$9 bilhões e R$700 milhões no país. Reportagem, Natália Melo.

 

Airton: E para atrair mais consumidores, novas medidas pretendem aquecer o setor. O governo prepara o Plano Mais Turismo.

 

Gláucia: Em entrevista exclusiva o presidente da Embratur, Vinícius Lummertz, adianta: "Uma das novidades é a transformação da Embratur em uma agência de promoção internacional do turismo".

 

Repórter Jéssica do Amaral: Para aumentar o fluxo de visitantes nacionais e internacionais no país o governo quer criar uma agência de promoção internacional do turismo. A ideia é transformar o Instituto Brasileiro de Turismo, Embratur, em uma agência. Um grupo de trabalho formado pelos Ministérios do Turismo e do Planejamento, Sebrae e Embratur foi criado e cada órgão deve propor alternativas de financiamento para a futura agência. É eco adianta o presidente da Embratur, Vinícius Lummertz.

Presidente da Embratur - Vinícius Lummertz: Sim, a Embratur vai ser uma agência. Agora nós vamos definindo as fontes de recursos porque o Brasil precisa de soluções, porque os outros países estão investindo mais do que nós. Os países vizinhos aqui investem na faixa de US$80, US$100 milhões na promoção internacional. Nós estamos investindo US$16, US$17 milhões. Então, nós temos que aumentar.

 

Repórter Jéssica do Amaral: As propostas do grupo de trabalho devem ser apresentadas logo após o carnaval. A criação da agência de promoção internacional é uma das medidas do Plano Mais Turismo, um pacote de medidas para aquecer ainda mais o setor, que esteve em alta no ano passado, como explica ainda Vinícius Lummertz.

 

Presidente da Embratur - Vinícius Lummertz: O Brasil tem um maior potencial para o turismo do ponto de vista da natureza no mundo, é o número um. Em cultura é o oitavo, mas no ambiente para fazer negócios no turismo, de 140 nós somos um dos três piores. Então, nós precisamos mudar esse ambiente.

 

Repórter Jéssica do Amaral: Só no ano passado, de acordo com o Banco Central, os turistas estrangeiros gastaram mais de R$18 bilhões no Brasil. Reportagem, Jéssica do Amaral.

 

Airton: A Petrobras anunciou uma redução no preço do diesel nas refinarias em 4,8%, o da gasolina em 5,4% em média. Os novos valores começam a ser aplicados a partir deste sábado.

 

Gláucia: Se o ajuste for integralmente repassado ao consumidor final, o diesel pode cair 3% nos postos, já a gasolina o impacto pode gerar um impacto de R$0,09 por litro.

 

Airton: O combate ao mosquito Aedes aegypti, aquele que transmite a Dengue, a Chikungunya e a Zika vírus, ganhou mais uma ferramenta.

 

Gláucia: É um aplicativo para telefones celulares, e basta uma foto para informar sobre focos do mosquito.

 

Airton: A novidade começa a ser usada pelas prefeituras e qualquer pessoa pode ajudar nessa batalha.

 

Repórter Beatriz Amiden: Vinte e seis mil ocorrências e 400 focos do mosquito Aedes aegypti. Esses são os números já registrados no novo aplicativo lançado pelo Ministério do Planejamento em parceria com a UFRJ, que auxilia no combate e controle do mosquito. Agora qualquer servidor público pode registrar esses focos. Basta acessar o aplicativo, tirar uma foto e enviar. Todas as informações, inclusive com a localização do foco encontrado, vão para uma base de dados do Ministério do Planejamento, que envia para os órgãos de saúde tomarem as providências necessárias, como explica o diretor de Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Eduardo Gomes.

 

Diretor de Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento - Eduardo Gomes: Na medida em que você tem essa informação trazida em tempo real, isso favorece muito a administração, seja municipal, seja dentro dos próprios órgãos, a tomar ações efetivas. E isso vai evitar a reprodução do mosquito.

 

Repórter Beatriz Amiden: O pesquisador da Coppe UFRJ, Sérgio Rodrigues, afirma que além de registrar as informações, o sistema gera gráficos e estatísticas e vão ajudar o governo a montar estratégias no combate ao mosquito.

 

Pesquisador da Coppe UFRJ - Sérgio Rodrigues: O conjunto dos servidores utilizando isso ao redor do Brasil e agora também os municípios, vai trazer mais informações para o combate ainda mais rápido.

 

Repórter Beatriz Amiden: A Prefeitura de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, já está quase ponta para começar a usar o aplicativo.

 

A subsecretária de vigilância em saúde do município, Fabíola Braz Penna, diz que o sistema vai agilizar o trabalho dos agentes.

 

Subsecretária de vigilância em saúde do município - Fabíola Braz Penna: Uma vez que a gente identificar mais rapidamente locais onde precisa se fazer o tratamento, onde tem mais a presença dos focos, né, do vetor, a gente consegue agilizar também respostas, né, a esses locais e eliminando esses focos, eliminando esses riscos, né?

 

Repórter Beatriz Amiden: A prefeitura que quiser usar a ferramenta deve fazer um rápido cadastro do site: www.planejamento.gov.br/aedes. O aplicativo é fácil de utilizar e gratuito. Reportagem, Beatriz Amiden.

 

Gláucia: Quatro dias de pena reduzida para cada livro lido.

 

Airton: Por isso, quase 90% dos presos dos presídios de segurança máxima estão lendo livros.

 

Gláucia: Esse é o projeto Remissão Pela Leitura. E a Voz do Brasil foi conhecer.

 

Airton: Com autorização do Presídio Federal de Porto Velho, conversamos com Cláudio Zeferino, que está preso e já leu 22 livros nos últimos dois anos.

 

Gláucia: É a leitura que liberta. Vamos conhecer.

 

Repórter Alessandra Bastos: Ela lia livros. A leitura Liesel era o vínculo com o restante do mundo na obra "A Menina Que Roubava Livros". A sede de conhecimento a fez sobreviver ao nazismo alemão. No Presídio Federal de Porto Velho, Cláudio Zeferino cumpre 20 anos de pena por tráfico de drogas e se identificou com a personagens.

 

Detento - Cláudio Zeferino: Ela também se sentia presa, né? História do livro que leva ela daquele mundo real, que naquela época era um sofrimento.

 

Repórter Alessandra Bastos: Para quem passa 22 horas do dia sozinho em uma cela, o livro pode se tornar a principal companhia. No projeto Remissão Pela Leitura os presos têm redução de quatro dias da pena por cada livro que leem. Para receber o benefício, devem escrever uma resenha que é avaliada. Cada detento pode participar até 12 vezes num ano, o que vale 48 dias a menos na cadeia. Quase 90% dos detentos dos presídios federais estão lendo livros. A coordenadora-geral das assistências das penitenciárias do Departamento Penitenciário Nacional, Depen, a Jocemara Rodrigues da Silva, relata que houve melhora em sala de aula, na língua portuguesa e houve até presos que se motivaram a escrever os próprios livros.

 

Coordenadora-geral das assistências das penitenciárias do Depen - Jocemara Rodrigues da Silva: Um deles leu o livro "O Menino De Pijama Listrado", que depois ele quis escrever a própria história, que ele deu o título de "Alpinistas Do Abismo".

 

Repórter Alessandra Bastos: Com a autorização do diretor da penitenciária, Cláudio Zeferino me contou que em dois anos já leu 22 livros.

 

Detento - Cláudio Zeferino: É um costume bom, porque o livro tira a sujeira que tem na mente, né? Aí eu leio agora na base de três, quatro livros por semana, né?

 

Repórter Alessandra Bastos: As resenhas de Cláudio são algumas entre as 6 mil que foram produzidas desde 2010 nas prisões do segurança máxima de Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Norte e Rondônia. O projeto, além de barato, vem ajudando a transformar vidas, diz Jocemara da Silva.

 

Coordenadora-geral das assistências das penitenciárias do Depen - Jocemara Rodrigues da Silva: Acompanhei, assim, o processo de muitos e percebi muita evolução em muitos deles. Me mandam as resenhas, e a pessoa falava do quanto foi importante para ele esse momento e que ele podia também expressar algumas coisas que ele nem ele sabia que tinha.

 

Repórter Alessandra Bastos: O livro "Crime E Castigo", de Dostoievski, é o mais lido nas prisões na categoria filosofia. Conta a história de um assassino em busca de redenção espiritual. Um caminho que Cláudio também espera conseguir.

 

Detento - Cláudio Zeferino: A gente aprende a ter cautela nas decisões. Preparar a vida e seguir um rumo que não é de sofrimento. Dar valor mais à felicidade de si próprio, né? Da própria alma, do próprio espírito.

 

Repórter Alessandra Bastos: Reportagem, Alessandra Bastos.

 

Airton: Essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gláucia: Uma realização da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Airton: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gláucia: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite e um bom fim de semana.

 

Airton: Boa noite para você e até segunda-feira.