24/03/17 - A Voz do Brasil

Governo determina que carnes de três frigoríficos vão ter que ser recolhidas dos açougues e supermercados. Medida também atinge os produtos que já foram vendidos aos consumidores. A gente vai explicar o que você deve fazer se tiver alguma carne destes frigoríficos na sua casa. Presidente Michel Temer volta a afirmar que problema é pontual e defende a qualidade da carne brasileira. Sonho realizado para mais 1300 famílias. Governo entrega novas unidades do Minha Casa Minha Vida no interior de São Paulo. E tem novidade no programa: Cidades com menos de 50 mil habitantes também vão ter acesso a novas moradias.

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Transcrição


A VOZ DO BRASIL - 24/03/2017

 

 

Apresentador Airton Medeiros: Em Brasília, 19h00.

 

Apresentadora Gláucia Gomes: Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje.

 

Airton: Olá, boa noite.

 

Gláucia: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Airton: Sexta-feira, 24 de março de 2017.

 

Gláucia: E vamos ao destaque do dia: governo determina que carnes de três frigoríficos vão ter que ser recolhidas dos açougues e supermercados. A medida também atinge os produtos que já foram vendidos aos consumidores.

 

Airton: A gente vai explicar o que você deve fazer se tiver alguma carne destes frigoríficos aí na sua casa.

 

Gláucia: Presidente Michel Temer volta a afirmar que problema é pontual e defende a qualidade da carne brasileira.

 

Presidente Michel Temer: Mas a carne não é fraca, não. A carne brasileira é a melhor carne do mundo.

 

Airton: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje...

 

Gláucia: Sonho realizado para mais de 1.300 famílias. Governo entrega novas unidades do Minha Casa, Minha Vida no interior de São Paulo.

 

Airton: E tem novidade no programa: cidades com menos de 50 mil habitantes também vão ter acesso a novas moradias.

 

Gláucia: E na apresentação da Voz do Brasil de hoje, Gláucia Gomes e Airton Medeiros.

 

Airton: Para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gláucia: O governo entregou hoje mais habitações populares pelo Programa Minha Casa, Minha Vida. Dessa vez foram 1.300 unidades para moradores de São José do Rio Preto, em São Paulo.

 

Airton: E a partir de hoje o programa também vai contar com novas regras. Uma delas vai permitir que cidades com menos de 50 mil habitantes sejam atendidas com as casas.

 

Repórter José Luiz Filho: Desde os 16 anos de idade, quando teve o primeiro filho, Sirlene de Souza sonha em ter uma casa própria. Hoje, aos 39 anos, com quatro filhos, ela conseguiu, graças ao Programa Minha Casa, Minha Vida.

 

Moradora Contemplada - Sirlene de Souza: Porque só o fato da prestação ser R$ 25,00 por mês e a luz estar no Baixa Renda, tudo já feito, não vou precisar mexer em nada na casa, para mim é uma maravilha.

 

Repórter José Luiz Filho: Sirlene é de São José do Rio Preto e a casa onde vai morar fica no Parque da Solidariedade, empreendimento entregue nesta sexta-feira pelo presidente Michel Temer. O residencial com 1.300 unidades recebeu investimentos de mais de R$ 111 milhões do governo federal e tem água, esgoto, energia elétrica, asfalto, playground e quadras poliesportivas. Cinco mil pessoas serão beneficiadas com o residencial, todas de famílias com renda mensal de até R$ 1.800,00. Pessoas como Maria Luiza Soares. Viúva desde os 23 anos, mãe de dois filhos, a dona de casa cria seis netos. Por causa de problemas de saúde não consegue se manter nos empregos e sempre teve dificuldades para pagar o aluguel. Contemplada com o imóvel do Minha Casa, Minha Vida, ela espera por dias melhores.

 

Moradora Contemplada - Maria Luiza Soares: Se eu estou feliz? Eu não sei te explicar o tamanho da minha felicidade. Eu estou muito, muito, muito, muito feliz, muito, muito. Que foi uma batalha de 20 anos que eu venho batalhando para conseguir essa casa.

 

Repórter José Luiz Filho: Acompanhada dos netos, D. Maria Luiza foi uma das beneficiárias que receberam no palco as chaves da nova casa. Durante a cerimônia, o ministro das Cidades, Bruno Araújo, divulgou novas regras do Minha Casa, Minha Vida. Entre as mudanças estão novos critérios de seleção para a faixa um do programa, aquela que atende quem tem renda familiar bruta de até R$ 1.800,00 por mês. Também haverá limites máximos de unidades habitacionais por empreendimento: serão até 500 unidades por conjunto habitacional, sendo aceitos agrupamentos de até quatro empreendimentos com duas mil unidades. O ministro das Cidades, Bruno Araújo, ainda anunciou outra novidade.

 

Ministro das Cidades - Bruno Araújo: A partir de hoje o Diário Oficial do país traz a expressão e a ordem do presidente determinando que o Minha Casa, Minha Vida agora pode chegar a qualquer município brasileiro, inclusive os abaixo de 50 mil habitantes, que não eram atendidos por essa modalidade do programa.

 

Repórter José Luiz Filho: O presidente Michel Temer lembrou que o país vive um novo momento, com inflação baixa e aumento da confiança internacional, e citou o sucesso alcançado nos últimos leiloes de concessão de energia elétrica, portos e aeroportos.

 

Presidente Michel Temer: As pessoas, sejam nacionais ou sejam estrangeiros, só investem no Brasil quando o Brasil vai bem. Então, quando ocorre isto é porque a economia está melhorando sensivelmente.

 

Repórter José Luiz Filho: O presidente Temer ainda afirmou que a geração de empregos é o objetivo central do programa. Reportagem, José Luiz Filho.

 

Gláucia: E têm mais novidades no Programa Minha Casa, Minha Vida.

 

Airton: Agora os projetos das casas precisam ser próximos a áreas urbanizadas e já com estrutura básica.

 

Gláucia: Vai ser observada, por exemplo, a distância para escolas, agências bancárias, correios e ponto de ônibus. Quem estiver mais próximo melhor avaliação vai ter. Todas as ruas também devem ter árvores.

 

Airton: De acordo com o ministro das Cidades, Bruno Araújo, a ideia é tornar os ambientes mais agradáveis e humanizados.

 

Ministro das Cidades - Bruno Araújo: Nós estamos corrigindo críticas sistêmicas de arquitetos e urbanistas ao programa, fazendo aperfeiçoamentos de humanismo, de humanização do programa, determinando paisagismo, determinando regras de espaçamento, determinando o limite construtivo de no máximo 500 unidades habitacionais por condomínio, por conjunto habitacional. Enfim, a partir de hoje começam novas contratações dentro da regra do programa.

 

Gláucia: Com as novas regras também vão ser priorizadas pessoas que moram em áreas de risco, famílias chefiadas por mulheres e pessoas com deficiência.

 

Airton: Representantes de grandes instituições financeiras e investidores estiveram reunidos hoje para tratar do futuro das startups.

 

Gláucia: E você sabe o que são startups? São empresas inovadoras, geralmente da área de tecnologia, e bastante promissoras no cenário econômico do país.

 

Airton: Vamos saber mais detalhes com a jornalista Natália Mello.

 

Repórter Natália Mello: Um pequeno laboratório, um escritório compacto, poucos parceiros e um quadro cheio de ideias. A empresa do químico Vinde Grav ainda é recém-nascida, e é numa incubadora de empresas da Universidade Federal do Rio de Janeiro que invenções inovadoras vão tomando forma. O objetivo é trazer novas soluções para o tratamento de esgoto.

 

Químico - Vinde Grav: Uma empresa de biotecnologia ambiental, então a gente tem um foco em resolver ou trazer soluções sustentáveis e responsáveis para combater poluição, por exemplo. Então, a gente por um lado olhou para tecnologias já desenvolvidas no exterior e também fizemos a nossa própria solução e um protótipo que é muito escalonável, é um dos sistemas mais economicamente viáveis em termos de gasto energético.

 

Repórter Natália Mello: A empresa de Vinde Grav é um exemplo de startup, que são empresas jovens e inovadoras preocupadas em criar produtos e serviços que mudam a vida das pessoas. Nesta sexta-feira, o assunto foi tema de um seminário que reuniu empresários e interessados na área para debater os rumos desse tipo de negócio. A presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Maria Silvia Bastos, falou do apoio do BNDES a essas empresas.

 

Presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - Maria Silvia Bastos: O banco hoje já atua bastante nesse setor através dos seus fundos, como os Criatecs, com o apoio à inovação, e também em relação às micro, pequenas e médias empresas, que tem sido um foco muito importante dessa administração. A gente sabe que pode fazer mais. Então, hoje exatamente a gente quer colher aqui frutos, elementos para fazer um diagnóstico mais preciso da atuação do banco e entender aonde a gente pode trabalhar melhor, intervir mais e ajudar nesse segmento que é tão relevante para o crescimento dos empregos e da inovação da economia brasileira.

 

Repórter Natália Mello: Benjamin Quadros é o fundador de uma empresa de TI e contou com o apoio financeiro do BNDES. Ele acredita que a ajuda foi fundamental para a expansão da empresa nos últimos 10 anos.

 

Empresário - Benjamin Quadros: Nós tínhamos uma empresa com menos de R$ 100 milhões de faturamento quando o BNDES entrou, hoje já são muito mais de R$ 300 milhões, três mil profissionais. Eu tenho dúvida de dizer se não tivesse esse apoio financeiro e de governança, se a gente estaria nesse porte hoje.

 

Repórter Natália Mello: No Brasil, as startups seguem avançando. Segundo a última divulgação da Associação Brasileira de Startups de 2016, o país conta com 4.200 empresas desse tipo. Reportagem, Natália Mello.

 

Gláucia: Muita gente tem dificuldade de acompanhar e entender quando o assunto é gasto público.

 

Airton: Geralmente são muitos números, dados e planilhas, e fica difícil traduzir todo esse material para quem não é especialista.

 

Gláucia: Pensando nisso, foi lançada neste mês a nova versão do portal Tesouro Transparente.

 

Airton: Além de ser um ganho para a transparência na gestão das finanças públicas, a página tem recursos mais simples e vai aproximar o cidadão da realidade do país.

 

Repórter Natália Koslyk: O Tesouro Transparente é um grande banco de dados das finanças públicas nacionais. A nova versão do portal vai simplificar as informações e, com isso, aproximar os dados do cidadão, como conta o gerente de Tecnologia da Informação do Tesouro Nacional, Haroldo Mosqueta.

 

Gerente de Tecnologia da Informação do Tesouro Nacional - Haroldo Mosqueta: É um portal que foca na transparência pública, né? O Tesouro está inovando nessa nova versão, dando uma ênfase em simplificar os dados, simplificar o acesso ao cidadão comum.

 

Repórter Natália Koslyk: O cidadão vai conseguir saber com um único click como estão os gastos do governo em relação ao limite estipulado pela Constituição, e se quiser saber mais detalhes também vai poder cruzar informações e conhecer os gastos de cada poder e órgão público, por exemplo. O portal pode ser acessado no endereço www.tesourotransparente.gov.br. E quem tiver dúvidas ou sugestões pode usar o canal Fale Conosco disponível no site. Reportagem, Natália Koslyk.

 

Gláucia: 19hs11min, em Brasília.

 

Airton: Governo investe mais de R$ 10 milhões em nova cadeia no estado de Sergipe.

 

Gláucia: Daqui a pouco a gente traz mais informações sobre como o presídio vai ajudar no sistema prisional do estado.

 

Airton: Três frigoríficos envolvidos nas denúncias de fraude na produção de carnes vão ter que recolher os produtos dos supermercados.

 

Gláucia: E até mesmo os que já foram vendidos aos consumidores deverão ser trocados.

 

Airton: Para falar sobre esse assunto a gente recebe aqui no estúdio o repórter Nei Pereira. Nei, boa noite. Conta para a gente, Nei, quais são esses frigoríficos?

 

Repórter Nei Pereira (ao vivo): Boa noite, Airton, Gláucia e aos ouvintes da Voz do Brasil. Três dos 21 frigoríficos envolvidos nas denúncias da operação Carne Fraca terão que fazer o recolhimento dos produtos distribuídos a supermercados e também os já vendidos aos consumidores. A determinação é da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça com base em laudos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que apontaram irregularidades na produção dos frigoríficos. A Senacon deu um prazo de cinco dias para que os frigoríficos Souza Ramos, de Colombo, Transmite, de Balsa Nova, e Peccin, de Curitiba, todos no Paraná, divulguem como será feito o recolhimento das mercadorias, como explica Kleber Moreira, coordenador da Senacon.

 

Coordenador da Senacon - Kleber Moreira: O recall, a organização do recall, é importante ressaltar, que é uma obrigação e é de responsabilidade da empresa. Então, por isso que a gente notificou a empresa para que dentro do prazo de cinco dias, ela nos informe como é que vai ser feito esse recall, ela que divulgue os produtos afetados, como que o consumidor receber esse atendimento dentro desse prazo aí que a gente estabeleceu para a empresa.

 

Gláucia: Nei, e como o consumidor deve proceder? O supermercado é obrigado a fazer essa troca?

 

Repórter Nei Pereira (ao vivo): Olha, Gláucia, eu conversei com o diretor jurídico do Procon do Distrito Federal, Raoni Machado Juruá, e ele disse que a troca ou devolução do dinheiro é obrigatória e que os estabelecimentos que se recusarem podem sofrer punições.

 

Diretor jurídico do Procon do Distrito Federal - Raoni Machado Juruá: Caso existe meios de comprovar aquela lesão, a gente abriria um processo administrativo para analisar se cabe ou não a aplicação de multa. Ela gira em torno de R$ 414,00 a R$ 6 milhões, mas pode ser questões mais grave e a gente pode até vir a interditar o estabelecimento se continuar infringindo o Código de Defesa do Consumidor.

 

Repórter Nei Pereira (ao vivo): E o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, voltou a defender a qualidade da carne brasileira e tranquilizou os consumidores.

 

Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Blairo Maggi: A grande maioria dos servidores públicos, os mais de 11 mil servidores públicos que nós temos, apenas 33 deles tiveram problemas. Aqui, das 4.837 indústrias de procedimento de carne que nós temos, apenas 21 delas estão sob suspeita. Eu gostaria muito, muito transparentemente de dizer os nossos consumidores, tanto do mercado interno quanto do mercado externo, que confie no sistema. O sistema é muito bom, é um sistema forte, rígido e robusto.

 

Repórter Nei Pereira (ao vivo): Nesta sexta-feira, em uma solenidade em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, o presidente Michel Temer afirmou que a carne produzida no Brasil é forte e é a melhor do mundo. Ele destacou o trabalho do ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, junto aos importadores de carne do Brasil.

 

Presidente Michel Temer: Vocês sabem que um dos grandes mercados que nós temos é exatamente a proteína animal vendida para 150 países do mundo. O Aloysio tem feito um trabalho extraordinário para logo reduzir essas tensões, que ontem já começaram a ser reduzidas. Vocês sabem que a Coreia do Sul, por exemplo, que é grande compradora nossa, havia... num dado momento suspendeu, mas imediatamente no dia seguinte voltou a autorizar a compra da carne brasileira.

 

Repórter Nei Pereira (ao vivo): Na segunda, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, já havia anunciado a suspensão das exportações dos 21 frigoríficos investigados pela PF. Três deles foram interditados e pararam a produção. Os outros 18 podem continuar a vender dentro do Brasil.

 

Airton: Nei Pereira, obrigado pela sua participação, ao vivo, aqui na Voz do Brasil, e tenha uma boa noite.

 

Gláucia: Para entrar em vigor, a reforma do ensino médio precisa da Base Nacional Comum Curricular.

 

Airton: Esse documento, que está em fase de elaboração, vai definir o que cada aluno deve aprender ano a ano.

 

Gláucia: O governo quer começar a implantar as mudanças na educação brasileira a partir de 2018.

 

Airton: A elaboração na Base Nacional Comum Curricular conta com a participação de representantes do governo, pesquisadores, professores e toda a sociedade.

 

Repórter Mara Kenupp: A Base Nacional Comum Curricular, a BNCC, vai transformar e unificar os currículos das escolas públicas e privadas de todo o país. O documento vai apontar os conhecimentos, as competências e as aprendizagens pretendidas para as crianças e jovens com a intenção de melhorar a educação básica, como explica o secretário de Educação Básica do Ministério da Educação, Rossieli Soares da Silva.

 

Secretário de Educação Básica do Ministério da Educação - Rossieli Soares da Silva: Hoje um pai, chega a matrícula na escola, às vezes ele não tem a referência do que o seu filho deveria aprender lá no primeiro aninho em português, em matemática, em cada uma das coisas. A base vai dar essa referência de quais são os conteúdos que um aluno deve saber no Brasil inteiro, independente de onde ele está.

 

Repórter Mara Kenupp: Governos, professores, pais, alunos e especialistas estão participando da elaboração do documento, que já está na terceira versão e tem um calendário a ser seguido. As regionalidades terão que ser respeitadas e, segundo o secretário de Educação Básica, as redes de ensino vão ter autonomia para elaborar ou adequar os conteúdos de acordo com o que for estabelecido na base.

 

Secretário de Educação Básica do Ministério da Educação, Rossieli Soares da Silva: 2018 promete novos capítulos para uma longa história, que é a educação.

 

Repórter Mara Kenupp: A Base Nacional Comum Curricular já recebeu mais de 12 milhões de contribuições. O documento deve ser enviado nos próximos meses para o Conselho Nacional de Educação. Antes do parecer final vão ser realizados debates e audiências públicas. A homologação será feita pelo ministro da Educação. Reportagem, Mara Kenupp.

 

Gláucia: Cada vez mais brasileiros estão interessados no sincero ensino técnico.

 

Airton: É, de acordo com o IBGE, em 2014, cerca de 40 milhões de brasileiros gostariam de estar estudando num curso profissionalizante.

 

Gláucia: E o governo trabalha para oferecer mais oportunidades à população que busca a qualificação profissional.

 

Repórter Natália Mello: Pablo trabalha num centro de atendimento ao turista em Niterói, no Rio de Janeiro. A oportunidade veio depois que ele fez um curso de produção de eventos, há quatro anos, pelo Pronatec, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego do governo federal.

 

Trabalhador - Pablo: Agregou muito valor profissional realmente. Então, a partir dele eu já peguei algo que era um hobby e transformei em profissão.

 

Repórter Natália Mello: Pablo é exemplo de como um curso profissionalizante pode ajudar na hora de entrar no mercado de trabalho. O assunto foi tema do Suplemento Pnad 2014 de Educação e Qualificação Profissional do IBGE, que avaliou pessoas com 15 anos ou mais que estavam frequentando algum tipo de curso profissionalizante. De acordo com a pesquisa, naquele ano mais de três milhões de pessoas faziam qualificação profissional, enquanto 40 milhões gostariam de frequentar esse tipo de curso. Para a analista do instituto, Marina Águas, isso é um indicativo de que os brasileiros querem se qualificar.

 

Analista do Instituto - Marina Águas: A pesquisa mostra que existe um interesse por qualificação. De uma forma geral a educação está ligada à melhoria de produtividade, ela dá retornos positivos.

 

Repórter Natália Mello: A qualificação profissional é a forma de educação mais acessível à população, já que não requer escolaridade mínima. Ela certifica, por exemplo, jardineiros, cuidadores e produtores de eventos, como o foi o caso do Pablo, que agora quer se especializar cada vez mais, fato que reforça outro dado da pesquisa, como explica a analista Marina Águas.

 

Analista do Instituto - Marina Águas: Educação chamando educação. Com relação às pessoas que já haviam frequentado pelo menos mais de uma vez esse interesse supera 60% em fazer um novo curso.

 

Repórter Natália Mello: O diretor de Políticas de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, Valdecir Carlos, disse que a pesquisa ajuda a traçar um caminho para o ensino técnico no país.

 

Diretor de Políticas de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação - Valdecir Carlos: Nós vamos trabalhar no sentido de formular políticas que aumentem a oferta, possibilite ao cidadão que ele realize a sua formação profissional.

 

Repórter Natália Mello: O IBGE avaliou ainda outras duas modalidades de educação profissional: a de graduação tecnológica e de técnico de nível médio. Em 2014, 812 mil alunos frequentaram o curso técnico, a maioria da rede pública. Reportagem, Natália Mello.

 

Gláucia: 19hs20min, em Brasília. Foi inaugurada hoje a cadeia de Areia Branca, em Sergipe.

 

Airton: A nova unidade vai abrir 390 vagas no sistema prisional do estado.

 

Gláucia: A cadeia recebeu investimentos de R$ 10,8 milhões do governo federal.

 

Airton: O ministro da Justiça e Segurança Pública, Osmar Serraglio, que participou da inauguração do presídio, disse que a construção e a melhoria prisional é uma das medidas para desafogar o sistema, que sofre com superlotação.

 

Ministro da Justiça e Segurança Pública - Osmar Serraglio: É um dos instrumentos dos quais nós nos valemos para que debelemos essa pressão social. Enfim, nós precisamos reduzir, nós temos dois grandes nós: nós temos mais de 250 mil mandados por serem executados, os quais nós não temos onde alojá-los. Nós temos já hoje uma superlotação de mais de 300 mil presos que de alguma forma precisamos desafogar. E aqui é uma demonstração cabal desse esforço que aqui o governador faz dentro desse sistema, dentro desse planejamento.

 

Gláucia: E o governo autorizou hoje que os agentes da força-tarefa de intervenção penitenciária fiquem por mais 30 dias no presídio de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte.

 

Airton: O grupo está atuando na guarda, vigilância e custódia de presos desde o final de janeiro, quando conflitos entre facções rivais na penitenciária provocaram a morte de 26 pessoas.

 

Gláucia: A força-tarefa de intervenção penitenciária foi criada no início do ano pelo governo para atuar de forma emergencial dentro dos presídios controlando rebeliões e outros problemas.

 

Airton: Você sabia que o lixo eletrônico pode ser aproveitado para o ensino em sala de aula?

 

Gláucia: É isso mesmo, Airton. Uma universidade do Ceará vai usar a matéria-prima das pilhas para fins de pesquisa e estudo.

 

Repórter Natália Koslyk: Pilhas e baterias usadas têm substâncias tóxicas que oferecem grandes riscos ao meio ambiente, mas, se descartado corretamente, o lixo eletrônico pode ser muito bem aproveitado. O projeto Reciclando Elétrons, do Centro de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal do Cariri, no Ceará, recolheu cerca de 17 quilos de pilhas em sete meses. O professor Thiago Santiago, do laboratório de física, explica o que estão pretendendo fazer com esse material.

 

Professor - Thiago Santiago: Na casa das pilhas, as substâncias químicas, que são realmente prejudiciais para o meio ambiente, a gente vai tentar desfazer uma reciclagem, vai tentar extrair metais de interesse econômico e também interesse acadêmico, né, para poder se utilizar como matéria-prima em pesquisas.

 

Repórter Natália Koslyk: O projeto começou em julho do ano passado. Nesse período foram recebidas pilhas e baterias de diferentes tipos e tamanhos. Agora o material vai ser separado e testado com a ajuda de três estudantes voluntários. Lucas Souza, do curso de engenharia de materiais, é um deles. Ele acredita que vai aprender muito com a experiência e destaca a função social do projeto.

 

Estudante - Lucas Souza: Não só científico, têm muitos materiais que a gente vai poder estudar, vai poder pesquisar, mas também de abranger a sociedade acadêmica nessa causa de reciclagem.

 

Repórter Natália Koslyk: Também foram recolhidos carregadores de celular, componentes de computador, aparelhos de DVD e impressoras. O objetivo é formar um banco de componentes que vêm do lixo eletrônico para auxiliar em diversas áreas de ensino e pesquisa. Reportagem, Natália Koslyk.

 

Airton: Quando um carro ou um celular, por exemplo, tem a possibilidade de apresentar defeito, os proprietários são chamados para fazer a substituição de peças ou até mesmo do produto.

 

Gláucia: Pois é, esse tipo de procedimento tem um nome, recall.

 

Airton: E só no ano passado mais de 9,5 milhões de produtos passaram por recall.

 

Gláucia: O número é o maior desde 2003, de acordo com a Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça.

 

Airton: A maior participação foi dos automóveis, que respondem por 76% das ocorrências.

 

Gláucia: É, e o principal motivo das devoluções foi o risco de lesões e ferimentos.

 

Airton: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Gláucia: Uma realização da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Airton: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gláucia: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite para você e um bom fim de semana.

 

Airton: Boa noite para você e até segunda.