24 DE JULHO DE 2017

Destaques da Voz do Brasil: 75 mil vagas vão ser abertas para o Fies. País tem número recorde de transplantes de medula óssea. Cuidado e atenção: dicas para evitar choques e acidentes envolvendo energia elétrica.

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Transcrição

A Voz do Brasil - 24/07/2017

 

Apresentador Aírton Medeiros: Em Brasília, 19 horas.

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje."

Aírton: Olá, boa noite.


Apresentadora Gláucia Gomes: Boa noite pra você que nos acompanha em todo o país.

 

Aírton: Segunda-feira, 24 de julho de 2017.

 

Gláucia: E vamos ao destaque do dia: Financiamento Estudantil, 75 mil vagas vão ser abertas para o Fies. Natália Koslik.

 

Repórter Natália Koslik: As inscrições começam nesta terça-feira e seguem até a próxima sexta-feira.

 

Aírton: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gláucia: País tem número recorde de transplantes de medula óssea. Natália Melo.

 

Repórter Natália Melo: No ano passado, foram realizados no Brasil mais de 2.300 transplantes de medula óssea, quase 80% deles foram financiados pelo SUS, o Sistema Único de Saúde.

 

Aírton: Mais oportunidades para os jovens. Governo abre edital para abrir novas Estações Juventude 2.0. Vamos falar sobre mais esta política pública com o secretário nacional de Juventude.

 

Gláucia: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gláucia Gomes e Aírton Medeiros.

 

Aírton: E pra assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Gláucia: Cursos de fotografia, teatro de rua, desenvolvimento de jogos. Oportunidades de qualificação para os jovens.

 

Aírton: Várias atividades para esta parcela da população estão sendo desenvolvidas, por meio de parcerias do Governo Federal com prefeituras, que fazem ações específicas, de acordo com o perfil da comunidade local.

 

Gláucia: É o programa Estação Juventude.

 

Aírton: E o repórter Paulo La Salvia conferiu como vem funcionando o Estação Juventude lá em Jundiaí, cidade do interior do estado de São Paulo.

 

Repórter Paulo La Salvia: O programa Estação Juventude funcionou na cidade de Jundiaí, há 60 quilômetros da capital, São Paulo, por dois anos, de junho de 2015 até o mês passado. Dez mil jovens, de 15 a 29 anos, participaram das oficinas do programa. Letícia Nogueira foi uma das estudantes. Ela fez três cursos, um de fotografia e dois de teatro, e não parou. Continua trilhando o caminho das artes cênicas, ao participar de um grupo profissional de teatro da região, além de estudar e trabalhar com produção de eventos. Letícia avalia que o Estação Juventude pode dar as ferramentas para o jovem entrar no mercado de trabalho.

 

Estudante - Letícia Nogueira: Você pode, a partir disso, desenvolver alguma coisa que venha a ser essa fonte de renda. Eu fiz teatro e é algo que eu gostaria que fosse a minha renda, adoraria ser uma atriz profissional. Foi meu primeiro contato com o teatro e, assim, foi muito importante pra mim, porque eu faço teatro até hoje.

 

Repórter Paulo La Salvia: Além de capacitar os jovens, o Estação Juventude teve, desde sua origem em 2012, uma vertente social, tanto que, em Jundiaí, ele atendeu de forma prioritária jovens de bairros com maior vulnerabilidade. O coordenador do Estação Juventude no município, Samuel Ferraz, lembra que o programa foi uma parceria com o Governo Federal, que investiu R$ 258 mil.

 

Coordenador do Estação Juventude - Samuel Ferraz: A ideia é que ele se tornasse um espaço para o desenvolvimento de ações que potencializassem o jovem como cidadão e como profissional.

 

Repórter Paulo La Salvia: Samuel Ferraz adianta que, agora, a meta é participar da 2ª edição do programa, o Estação Juventude 2.0, com ações de empreendedorismo para qualificar o jovem e atender às necessidades do mercado de trabalho na cidade.

 

Coordenador do Estação Juventude - Samuel Ferraz: A tendência é fomentar ações voltadas ao empreendedorismo, tecnologia e inovação, que são áreas estratégicas aqui para o município.

 

Repórter Paulo La Salvia: O Estação Juventude 2.0 foi lançado na semana passada e vai investir R$ 11 milhões a partir de convênios com estados e municípios. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Gláucia: E, desde a semana passada, o governo abriu um edital, para que estados e municípios façam igual Jundiaí e tenham uma Estação Juventude 2.0 em funcionamento.

 

Aírton: Para dar mais detalhes desta ação, a gente recebe aqui na Voz do Brasil o secretário nacional de Juventude, Assis Filho. Secretário, boa noite.

 

Secretário Nacional de Juventude - Assis Filho: Boa noite, Aírton Medeiros, Gláucia Gomes, as vozes do Brasil aqui, e a todos os nossos fiéis ouvintes da Voz do Brasil.

 

Aírton: Secretário, a gente viu que a Estação Juventude fez a diferença para muitos jovens lá na cidade de Jundiaí. E a ideia desse novo edital é que outras cidades e estados façam o mesmo?

 

Secretário Nacional de Juventude - Assis Filho: A ideia é a mesma. Esse programa existe desde 2013, ele está há mais de dois anos sem nenhum edital aberto e o presidente Michel Temer orientou a Secretaria Nacional de Juventude a abrir um edital que vai investir mais de R$ 11 milhões no financiamento de novas Estações Juventudes, com novo formato, novo modelo, Estação Juventude 2.0, que estará disponível o financiamento, através do edital que foi publicado no dia 20, quinta-feira passada, portanto, e que os estados e municípios poderão, a partir do dia 4 de agosto, portanto teremos 15 dias do edital em fase de divulgação, do dia 20 até o dia 3 e, a partir do dia 4, o Siconv, que é o Sistema de Convênios do Governo Federal, estará aberto para as propostas dos entes federados.

 

Gláucia: Quais são os critérios para que as prefeituras e os governos estaduais participem deste edital, secretário?

 

Secretário Nacional de Juventude - Assis Filho: Passado essa primeira fase de divulgação do edital, que vai até o dia 3 de agosto, no dia 4 nós teremos aberto o Siconv para as propostas dos entes federados. O novo processo de habilitação dessas propostas, que será um processo transparente, democrático, republicano e que atenderá aos princípios constitucionais da administração pública, estabelecerá algumas razões específicas de habilitação. Primeiro, os municípios têm que aderir ao Programa Identidade Jovem e ao Plano Juventude Viva, que são outros dois programas da Secretaria que visam potencializar as políticas para a juventude. Nós vamos ofertar o edital, mas queremos que esses entes participem de outros dois projetos do Governo Federal. Nós também exigimos que os municípios tenham, na sua estrutura administrativa, órgão de juventude, seja secretaria, superintendência ou assessoria, e que tenham também conselhos estaduais ou municipais de juventude. A nossa condição de habilitação visa institucionalizar a política nacional de Juventude nos estados e nos municípios. O Governo Federal entende que, pra financiar uma política pública nos entes federados, eles precisam valorizar a participação desses jovens nas suas estruturas administrativas.

 

Aírton: Secretário, qual o balanço que a Secretaria faz do Estação Juventude? O número de jovens atendidos e investimento realizado até agora?

 

Secretário Nacional de Juventude - Assis Filho: Nós já investimos mais de R$ 23 milhões nos Estação Juventude em todo o Brasil, já foram 81 convênios firmados entre estados e municípios, em modalidades itinerantes, campo e na modalidade complementar. Esse edital, que foi lançado na quinta-feira passada, dia 20, ele atende à modalidade complementar. O governo vai investir mais de R$ 11 milhões. Somente nesse ano de 2017, nós vamos investir mais da metade de tudo que já foi investido nos anos passados. O presidente Michel Temer também nos garantiu que nós vamos lançar nos próximos meses editais pra contemplar Estações Juventudes tanto na área do campo como também itinerante.

 

Gláucia: Secretário Nacional de Juventude, Assis Filho, muito obrigada pela sua participação ao vivo com a gente aqui na Voz do Brasil.

 

Secretário Nacional de Juventude - Assis Filho: Eu que agradeço a participação, Gláucia e Aírton e a todos os ouvintes aqui da Voz do Brasil.

 

Aírton: Quem precisa ou faz um transplante de medula óssea sabe o quanto é importante ter doadores compatíveis e leitos disponíveis para o tratamento.

 

Gláucia: No ano passado, o Brasil registrou recorde nesse tipo de transplante.

 

Aírton: E grande parte das operações foi feita pelo SUS, o Sistema Único de Saúde.

 

Gláucia: E para ampliar este atendimento, o Instituto Nacional do Câncer, no Rio de Janeiro, acaba de inaugurar uma nova ala para o tratamento de mais pacientes.

 

Repórter Natália Melo: Há quatro anos, Vagner Londres descobriu que estava com leucemia, um tipo de câncer no sangue. Apesar do susto e dos dias difíceis que viriam pela frente, ele conta que o tratamento no Instituto Nacional do Câncer, o Inca, foi imediato. A doença foi curada, depois de um transplante de medula óssea.

 

Entrevistado - Vagner Londres: Fiz sessões de quimioterapia, fiquei um ano bem e depois tive a recaída. Fiz o transplante e hoje eu estou só fazendo o acompanhamento. Agora, vida nova, né?

Aproveitar o máximo que eu possa aproveitar aí e voltar a trabalhar. Daqui a pouco, tudo normal.

 

Repórter Natália Melo: No ano passado, foram realizados no Brasil mais de 2.300 transplantes de medula óssea, um recorde no país. Quase 80% deles foram financiados pelo SUS, o Sistema Único de Saúde. E esse número deve aumentar. O Inca, único hospital no Estado do Rio de Janeiro que realiza transplantes de medula óssea de alta complexidade, pelo SUS, inaugurou em julho uma nova ala. Vão ser agora 16 leitos e a expectativa é que a média do número de transplantes no instituto aumente de 85 para até 110 por ano. O coordenador da Divisão Médica do Centro de Transplante de Medula Óssea do Inca, Renato Castro, explica que o espaço vai atender tanto os pacientes que esperam por novas doações quanto aqueles que apresentam complicações após os procedimentos.

 

Coordenador da Divisão Médica - Renato Castro: São pacientes portadores de linfomas, de leucemias, de alguns tumores sólidos, pacientes que têm indicação de transplante de medula óssea. Existe uma demanda reprimida, o que faz com que os pacientes esperem por um leito disponível para o transplante durante um certo tempo, o que aumenta ainda mais a importância de ampliar esse serviço assim que possível.

 

Repórter Natália Melo: Quem quiser se tornar um doador de medula óssea deve procurar um hemocentro. A medula retirada do osso da bacia se recompõe em 15 dias. É necessário ter entre 18 e 55 anos de idade, ter boa saúde e não ter doença infecciosa ou incapacitante. Reportagem, Natália Melo.

 

"Entenda a reforma trabalhista"

 

Aírton: O trabalho em casa, também chamado de home office ou teletrabalho, está se tornando cada vez mais comum.

 

Gláucia: E esse tipo de serviço, que antes não estava previsto em nenhuma legislação, é um dos pontos que faz parte da modernização das leis trabalhistas.

 

Aírton: E o trabalho em casa é o assunto de hoje da série de reportagens que estamos apresentando aqui, na Voz do Brasil, sobre o que muda na relação entre empresas e trabalhadores. Vamos ouvir.

 

Repórter José Luís Filho: São 2h da tarde de um dia de semana e Cristiane Lourenço não está no escritório da empresa onde é gerente de sustentabilidade e parcerias. É que o expediente vai ser feito no apartamento onde ela mora.

 

Gerente - Cristiane Lourenço: Eu tenho uma flexibilidade de eu poder fazer as minhas atividades à distância. Ficar em casa e poder cumprir o horário de trabalho, dentro da minha própria casa.

 

Repórter José Luís Filho: No home office ou teletrabalho, a gerente mantém a mesma rotina do escritório, desenvolve projetos em andamento, participa de reuniões por telefone, conversa com a equipe. Para Cristiane Lourenço, a comodidade de não ter de enfrentar, por exemplo, o trânsito de uma metrópole como São Paulo, é uma das recompensas desse modelo de trabalho.

 

Gerente - Cristiane Lourenço: Realmente foca no que é necessário, eu não tenho interrupções do dia a dia do escritório e pelo que você ganha também de qualidade de vida. Moro em São Paulo, no mínimo duas horas no dia eu estou ganhando quando eu fico trabalhando de casa.

 

Repórter José Luís Filho: O teletrabalho foi um dos itens regulamentados pela modernização das leis trabalhistas, proposta pelo governo, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Michel Temer. Esse modelo tem como característica a prestação de serviço fora das dependências de uma empresa, com o uso de tecnologias de informação e comunicação que não constituam trabalho externo. Na multinacional onde Cristiane atua, o teletrabalho foi implementado há seis anos e hoje cerca de 1.500 funcionários fazem home office uma vez por semana. Na opinião do diretor de Operação de RH e Relações Trabalhistas da empresa, Éder Correia, com a garantia da lei, empregados e trabalhadores vão ganhar segurança jurídica.

 

Diretor de Operação de RH e Relações Trabalhistas - Éder Correia: Legalizar o trabalho remoto é algo que, pra mim, era absolutamente relevante para o mundo de hoje. É algo que permite que as partes concordem situações que fiquem melhor pra ambas, né? Que era, eu acho que era um impedimento que a gente tinha, então acho que reduz risco jurídico e amplia com certeza possibilidades.

 

Repórter José Luís Filho: Para que o teletrabalho seja realizado, a legislação prevê algumas regras, como a especificação das atividades em contrato individual do trabalho e acordo com o funcionário em relação aos equipamentos e à infraestrutura das atividades realizadas remotamente. Reportagem, José Luís Filho.

 

Gláucia: 19h14 em Brasília.

 

Aírton: Cuidado e atenção. Vamos trazer dicas para evitar choques e acidentes envolvendo energia elétrica.

 

Gláucia: É daqui a pouco.

 

Aírton: Um aplicativo de graça em que você pode descobrir qual o posto de saúde, hospital ou maternidade mais perto da sua casa.

 

Gláucia: Ou ter acesso ao histórico de atendimentos e remédios retirados na rede pública.

 

Aírton: É o eSaúde, assunto do 'Pra você, Cidadão' de hoje.

 

"Pra você, Cidadão"

 

Repórter Mirna Ledo: Um aplicativo para smartphones e tablets facilita a sua comunicação com o Ministério da Saúde. É o eSaúde, a plataforma móvel e de serviços digitais oficial do Ministério. Por meio dele, você pode localizar a unidade da rede pública mais próxima e de acordo com a sua necessidade, como posto de saúde, hospital, maternidade, farmácia popular e centro de atenção psicossocial, entre outros. A ferramenta também fornece informações sobre o histórico de atendimentos do paciente, como data e especialidade da consulta médica. Também é possível acessar a lista de medicamentos retirados e exames realizados, além de consultar dados do Cartão Nacional de Saúde e do Cartão de Vacinação. Você também pode registrar reclamações ou fazer denúncias online por meio da ouvidoria do Sistema Único de Saúde, o SUS. Para ter o eSaúde no seu aparelho, basta baixá-lo de graça nas lojas de aplicativos. Mirna Ledo para a Voz do Brasil.

 

Gláucia: Empreendedores com boas ideias podem desenvolver projetos ou produtos que geram renda, emprego e crescimento para o país.

 

Aírton: E para ajudar que essas ideias saiam do papel, foi criado o InovAtiva Brasil, um projeto mantido pelo Governo Federal, com apoio do Sebrae, para incentivar as chamadas startups, empresas do ramo de tecnologia.

 

Repórter Nei Pereira: Este ano, 126 participantes tiveram a oportunidade de apresentar seus projetos a investidores, no primeiro ciclo do InovAtiva Brasil, realizado em São Paulo. As startups são pequenas empresas, geralmente de tecnologia, que estão iniciando sua operação no mercado e que ainda passam pela fase de pesquisas. O projeto do Bernardo Mattioda, de Porto Alegre, foi um dos finalistas. Ele desenvolveu um eletrodoméstico para cultivar hortas orgânicas dentro de casa. O equipamento, semelhante a um frigobar, comporta até nove vasos, que possibilita o cultivo de vários tipos de plantas.

 

Finalista do InovAtiva Brasil - Bernardo Mattioda: É gerar soluções pra agricultura urbana. Nós desenvolvemos eletrodomésticos que criam hortas dentro de casas e apartamentos e, a partir daí, tu pode cultivar vegetais totalmente orgânicos, livres de agrotóxico, de uma maneira muito divertida e prática.

 

Repórter Nei Pereira: Os finalistas participam de cursos gratuitos de empreendedorismo de alto nível com especialistas. O gerente de Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade do Sebrae Nacional, Célio Cabral, destaca o apoio do órgão para o envolvimento dos empreendedores no projeto.

 

Gerente de Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade do - Célio Cabral: Além das mentorias e das ações de capacitação à distância, essas empresas contam também com toda a estrutura de suporte do Sebrae, de capacitação presencial e de apoio às empresas participantes.

 

Repórter Nei Pereira: O programa começou em 2013 e já está na 6ª edição. O número de inscritos vem crescendo a cada ano, como destaca o secretário de Inovação e Novos Negócios do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Igor Nazareth.

 

Secretário de Inovação e Novos Negócios - Igor Nazareth: Nós tivemos até hoje 7.500 projetos submetidos no nosso programa. Desses 7.500, nós selecionamos mais de 1.200 e, desses 1.200, 550 nós fizemos a conexão com o mercado, ou seja, nós colocamos eles em contato com investidores, anjos, com grandes empresas que têm uma estratégia de [ininteligível], ou que investem, ou são possíveis parceiros dessas startups.

 

Repórter Nei Pereira: As empresas em estágio inicial selecionadas, que terminarem todo o ciclo da InovAtiva Brasil, recebem um certificado e um selo digital Startup Acelerada, que pode ser usado na divulgação da empresa. Elas também poderão ter benefícios em outros programas públicos e privados de fomento às startups. Reportagem, Nei Pereira.

 

Gláucia: Muitos equipamentos numa mesma tomada, esquecer o ferro elétrico ligado, falar com o celular carregando, cerol na hora de brincar com pipas.

 

Aírton: Essas são algumas das principais causas de acidentes e de mortes com energia elétrica.

 

Gláucia: Ter consciência dos riscos e sempre tomar cuidado são as melhores maneiras de evitar desastres.

 

Repórter Paulo La Salvia: A dona de casa de Brasília Elisângela Valente sabe muito bem o que é tomar um choque na rede elétrica.

 

Dona de casa - Elisângela Valente: Eu estava lavando roupa, né, estava descalça, o chão todo molhado e eu acredito que tinha algum fio solto no tanquinho. E aí, no momento que eu fui enfiar a mão, eu senti o choque, né, e a força foi tão grande que ele me jogou pra trás, eu caí.

 

Repórter Paulo La Salvia: Foram 773 acidentes como o de Elisângela no ano passado no Brasil. 126 levaram à morte, segundo a Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica. O tenente Souza Mendes do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal dá dicas para quem tiver algum problema.

 

Bombeiro - Tenente Souza Mendes: Se está tendo um curto-circuito dentro da sua residência, desligue a chave. Se persistiu saída de fumaça ou faísca, ligar 193 imediatamente.

 

Repórter Paulo La Salvia: Dicas como a do bombeiro Souza Mendes também são abordadas em campanhas nacionais, que reduziram os danos no país. Em cinco anos, de 2001 a 2006, quando o público não era informado, ocorreram quase mil acidentes e cerca de 350 mortes por ano no Brasil. Já no dobro do período, do fim de 2006, quando ocorreu a primeira campanha nacional, a 2016, foram em média 836 acidentes com 297 mortes por ano. Para o secretário-adjunto de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ildo Grudtner, a redução dos acidentes vai ser ainda maior com mais informação na sociedade.

 

Secretário-adjunto de Energia Elétrica - Ildo Grudtner: A redução dos acidentes só vai ocorrer depois que a sociedade esteja consciente dos riscos que envolve manusear inadequadamente energia elétrica.

 

Repórter Paulo La Salvia: É por isso que a Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica lançou a 11ª campanha, que, neste ano, além de alertar para os acidentes, vai abordar o uso consciente da energia elétrica. É o que explica o presidente da Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica, Nelson Fonseca Leite.

 

Presidente da Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica - Nelson Fonseca Leite: A primeira vertente é fazer com que as pessoas tenham um consumo compatível com o seu orçamento doméstico.

 

Repórter Paulo La Salvia: Entre os 14 tipos mais comuns de acidentes, cinco lideram a lista. Eles ocorrem em maior intensidade na construção civil, nas ligações clandestinas, na instalação de antenas, na poda de árvores e com pipas. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Aírton: A partir de amanhã, estão abertas as inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil, o Fies.

 

Gláucia: No total, são 75 mil novas vagas oferecidas para financiamento em instituições de ensino superior privadas.

 

Repórter Natália Koslik: João Martim terminou o ensino médio no ano 2000. Ele sempre quis fazer um curso de engenharia, mas precisou esperar mais de dez anos para realizar esse sonho. Agora, aos 40, ele caminha para o sétimo semestre do curso de Engenharia Elétrica numa instituição privada de Brasília e conta que isso só se tornou possível por meio do Fies, o Fundo de Financiamento Estudantil.

 

Estudante - João Martim: Porque antigamente os financiamentos não era assim. Era igual o banco mesmo, né, e era altíssimo. Então aí, com o Fies e com a ajuda do Governo Federal, isso baixou muito. E essa carência aí de 18 meses, nossa, isso aí foi uma ajuda muito grande pra gente.

 

Repórter Natália Koslik: Para que outros estudantes tenham a mesma oportunidade de João, estão abertas a partir desta terça-feira as inscrições para o Fies, para o segundo semestre de 2017. São 75 mil vagas para quem busca financiamento e uma vaga em instituições privadas de ensino superior. É uma oportunidade importante, de acordo com Fernando Bueno, diretor substituto de Políticas e Programas de Educação Superior, do Ministério da Educação.

 

Diretor substituto de Políticas e Programas de Educação - Fernando Bueno: Ele é uma das formas de entrada e permanência do estudante no ensino superior. Nós temos também o Sisu e o Prouni, e essa é uma terceira opção, que ainda dá margem, né, opções pros alunos que não conseguiram uma vaga nesses outros programas.

 

Repórter Natália Koslik: Podem concorrer os estudantes que tenham atingido média das notas igual ou superior a 450 pontos no Enem e não tenham zerado a redação. Também é necessário que o candidato tenha renda familiar mensal de até três salários mínimos, o que torna o financiamento também um meio de inclusão, como explica Fernando Bueno, do Ministério da Educação.

 

Diretor substituto de Políticas e Programas de Educação - Fernando Bueno: Pra esse tipo de público, que a gente considera como renda baixa, às vezes é uma das únicas oportunidades que ele tem, realmente. A gente considera esse programa também um programa inclusivo.

 

Repórter Natália Koslik: O estudante pode consultar as instituições e os cursos ofertados a partir desta segunda-feira, dia 24, na página eletrônica do Fies Seleção. Já as inscrições começam nesta terça-feira e seguem até a próxima sexta-feira. A relação dos candidatos pré-selecionados vai ser divulgada no dia 31, mesma data em que será aberta a lista de espera. Reportagem, Natália Koslik.

 

Aírton: Nove municípios dos estados da Bahia, Minas Gerais, Maranhão, Paraná, Pará e Santa Catarina tiveram a situação de emergência reconhecida pelo Ministério da Integração Nacional.

 

Gláucia: Com a publicação da medida, as prefeituras podem solicitar recursos do Governo Federal pra ações de socorro, assistência, restabelecimento de serviços essenciais e recuperação das áreas prejudicadas pelos desastres naturais.

 

Aírton: E essas foram as notícias do Governo Federal.

Gláucia: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Aírton: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gláucia: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite pra você.

 

Aírton: Boa noite pra você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso."