24 DE OUTUBRO DE 2018 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: Força-tarefa para concluir obras até o fim do ano. Governo lança o Programa Desafio Chave de Ouro. Operação da Polícia Federal combate crimes eleitorais. Brasil vai receber novos voos internacionais. E mais turistas estrangeiros significam investimentos em hotéis, restaurantes e geração de empregos. E quem vier para cá vai encontrar aeroportos equipados e com estrutura para receber os passageiros. É o que revela pesquisa realizada com usuários brasileiros.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.




"Está no ar o Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".




Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.




Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.




Gabriela: Quarta-feira, 24 de outubro de 2018.




Nasi: E vamos ao destaque do dia. Força-tarefa para concluir obras até o fim do ano.




Gabriela: Governo lança o Programa Desafio Chave de Ouro. Luciana Collares de Holanda.




Repórter Luciana Collares de Holanda: São 20 ações em todas as regiões brasileiras e em todas as áreas de governo: transporte, saúde, ciência e tecnologia, infraestrutura e educação.




Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.




Gabriela: Operação da Polícia Federal combate crimes eleitorais. Pablo Mundim.




Repórter Pablo Mundim: O objetivo é identificar crimes como a divulgação de imagens de voto de eleitores e ameaças aos candidatos que concorrem nas eleições.




Nasi: Brasil vai receber novos voos internacionais.




Gabriela: E mais turistas estrangeiros significam investimentos em hotéis, restaurantes e geração de empregos.




Nasi: E quem vier para cá, vai encontrar aeroportos equipados e com estrutura para receber os passageiros.




Gabriela: É o que revela a pesquisa realizada com usuários brasileiros. Graziela Mendonça.




Repórter Graziela Mendonça: Oitenta e nove por cento dos entrevistados acham os terminais bons ou muito bons.




Nasi: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.




Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar voz www.voz.gov.br .




Nasi: O governo anunciou hoje que vai realizar uma força-tarefa para concluir obras até o final do ano.




Gabriela: São 20 ações e iniciativas que vão ser priorizadas. Entre elas está a entrega de dois trechos da integração do Rio São Francisco e ajuda para inaugurar mais dois hospitais no país.




Nasi: Um investimento de R$ 1 bilhão.




Repórter Luciana Colares de Holanda: O Desafio Chave de Ouro e um programa de aceleração de 20 obras e iniciativas para que sejam entregues ainda este ano. São ações em todas as regiões brasileiras e em todas as áreas do governo: transporte, saúde, ciência e tecnologia, infraestrutura e educação. A coordenação é do ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun, que explica o que o desafio.




Ministro-Chefe da Secretaria de Governo - Carlos Marun: Esse conjunto de 20 ações são obras e iniciativas que, se não houvesse um esforço extra na área de recursos e também de energia, de cooperação entre diversos órgãos, não conseguiríamos disponibilizar para a população ainda no governo Temer.




Repórter Luciana Colares de Holanda: Os detalhes foram discutidos numa reunião nesta quarta-feira, no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Michel Temer. A previsão de orçamento para a iniciativa é de R$ 1 bilhão. A maior parte destes recursos vem do remanejamento de outras obras e ações que não terão condições de ser concluídas em 2018. Um exemplo do que vai ser feito ainda este ano, é a finalização de duas etapas da integração do Rio São Francisco para fazer a água chegar ao Ceará e no sertão pernambucano, é o que diz o ministro Carlos Marun.




Ministro-Chefe da Secretaria de Governo - Carlos Marun: Nós queremos entregar à população mais duas etapas, uma é a chegada dessa água ao Ceará, cujo caminho após a chegada ao Ceará, leva até Fortaleza. A outra, no eixo leste, é a adutora do Pajeú, que vai permitir cerca de 100 mil pessoas do sertão de Pernambuco e da Paraíba sejam beneficiadas pelas águas do São Francisco.




Repórter Luciana Colares de Holanda: O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, comentou sobre as ações da Pasta. Entre elas está a entrega de dois hospital, um em Aparecida de Goiânia, Goiás, e outro em Cuiabá, no Mato Grosso.




Ministro da Saúde - Gilberto Occhi: Um hospital em Aparecida de Goiânia, que está concluída as obras físicas dele, e nós estamos destinando os recursos de cerca de R$ 25 milhões para aquisição de todos os equipamentos necessários a dotar o hospital de toda a necessidade para podermos inaugurar. O outro é um grande hospital, é o maior hospital do estado do Mato Grosso, lá em Cuiabá, onde ele está dividido entre o Pronto-Socorro e o restante do hospital. Então, nós estamos apoiando a prefeitura de Cuiabá com cerca de R$ 100 milhões.




Repórter Luciana Colares de Holanda: Outras ações que estão dentro do Desafio Chave de Ouro são o lançamento do submarino Riachuelo ao mar, no dia 12 de dezembro, e a finalização das obras da ponte do Guaíba, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Reportagem, Luciana Colares de Holanda.




Gabriela: A arrecadação do governo com impostos e contribuições passou de R$ 110,5 bilhões em setembro.




Nasi: Um dos fatores que influenciaram no resultado foi o aumento da arrecadação com os royalties de petróleo, a contribuição paga pelas empresas para explorar o produção.




Gabriela: O aumento já arrecadação no mês passado também reflete a trajetória de crescimento da economia no país, como avalia o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, Claudemir Malaquias.




Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros - Claudemir Malaquias: No mês de setembro, a arrecadação das receitas federais foi influenciada pelos indicadores macroeconômicos, que ajuda a explicar aí, a recuperação, a trajetória de recuperação da atividade econômica. Também tivemos em setembro aí, e nesse período há um resultado positivo das ações de cobrança da administração tributária. Então, é um empenho maior aí, de todos na regularização de créditos, resultou positivamente no resultado desse período.







Nasi: A Polícia Federal realizou hoje mais uma operação de combate a crimes eleitorais.




Gabriela: Por meio do monitoramento de redes sociais, os agentes aprenderam equipamentos eletrônicos, como celulares, e intimaram nove suspeitos.




Nasi: A operação foi realizada em quatro estados.




Repórter Pablo Mundim: As ações da Operação Olhos de Lince ocorreram em São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco e Rio Grande do Sul. O objetivo é identificar crimes eleitorais, como a divulgação de imagens do voto de eleitores e ameaças aos candidatos que concorrem nas eleições. Os agentes federais apreenderam celulares e produziram termos circunstanciados de ocorrência, que é o procedimento adotado em infrações menos graves. Nove investigados foram intimados. Segundo o delegado Flávio Coca, alguns só retransmitiram conteúdos e a investigação quer identificar os autores.




Delegado - Flávio Coca: A gente tem uma equipe grande e foi feita uma avaliação de vários perfis, porque às vezes as pessoa só replicou e nós queremos chegar em quem criou a ameaça. As pessoas pensam que a polícia não vai chegar nelas ou que a Justiça não vai alcançá-las por estarem na internet, estarem atrás de um celular ou de um teclado de computador. Mas se enganam, porque os olhos alcançam até as pessoas que estão imaginando que estão consultas na internet. Não estão. Mesmo que a pessoa crie um perfil fake, alguma coisa, a polícia consegue investigar e descobrir a origem, então, da ameaça e chegar até essas pessoas.




Repórter Pablo Mundim: Esta é a segunda operação feita a partir do monitoramento das redes sociais. A primeira ocorreu no início do mês, e investigou crimes de violação de sigilo do voto e porte ilegal de arma. Todas as ações fazem parte das atividades do Centro Integrado de Comando e Controle Eleitoral, instalado em Brasília. Reportagem Pablo Mundim.




Gabriela: Você vai ouvir ainda nesta edição que o Brasil vai receber novos voos internacionais.




Nasi: Isso significa mais turistas estrangeiros, o que vai trazer impacto na economia e turismo.




Gabriela: E quem vier para cá vai encontrar aeroportos equipados e com estrutura para receber os passageiros.




"Está chegando a hora. Dia 4 de novembro começa o Enem, e na sexta-feira, dia 2, a TV NBR e a TV Escola trazem para você um supertime de professores no Aulão do Enem. Tem dúvida sobre o que vai cair na prova? Mande pelo WhatsApp: 61-99867-8787. Então, se liga, Aulão do Enem, dia 2 de novembro às 5h da tarde. Transmissão ao vivo Pela NBR, pelo Youtube da NBR, rede sociais da TV Escola ou pelo site: redenacionalderadio.com.br".




Nasi: E a diretora de avaliação e educação básica do Inep, Luana Soares, volta a responder dúvidas de candidatos do Enem.




Gabriela: A pergunta de hoje é do estudante Lucas Mendonça, ele quer saber se é preciso levar o cartão de confirmação nos dias de prova.




Nasi: Assunto do quadro Minuto Enem de hoje.




"Minuto Enem".




Estudante - Lucas Mendonça: Eu gostaria de saber se precisa levar o cartão de confirmação impresso no dia da prova?




Diretora de avaliação e educação básica do Inep - Luana Soares: Pessoal, atenção! Levar o cartão de confirmação não é mais obrigatório, mas o Inep recomenda que você leve, imprima e leve o seu cartão de confirmação, porque nele você vai encontrar todas as informações necessárias sobre o seu local de prova. Então, vai ser mais fácil encontrar a sua sala, o endereço desse local, por isso a gente recomenda que você leve no dia da prova esse cartão de confirmação, embora, de acordo com o nosso edital, ele não seja obrigatório.




"Minuto Enem".

 

Gabriela: O Brasil vai ter quase cem novos voos internacionais nos próximos meses, partindo de 14 países da Europa, da Ásia e da América.




Nasi: De acordo com Embratur, alguns voos vão ficam mais frequentes e outros vão começar a ser ofertados agora.




Gabriela: O maior número de estrangeiros visitando o país vai gerar impactos na economia e no turismo.




Repórter Márcia Fernandes: Mais aviões saindo do exterior e pousando aqui, em terras brasileiras. Um levantamento da Embratur, o Instituto Brasileiro de Turismo, mostra que, até abril do ano que vem, 54 novos voos internacionais vão ter o Brasil como destino, além dos que já operam. Os novos o voos vão sair da América do Sul, de locais como Equador, Argentina, Chile e Paraguai. Na Europa, vão vir da Itália, Holanda, Portugal, França e Reino Unido. Há ainda um reforço no transporte de turistas dos Estados Unidos e de Israel. A frequência de vezes que um voo vai e volta do exterior também vai aumentar. E tudo isso vai aquecer a economia e o turismo brasileiro, de acordo com coordenador-geral de inteligência competitiva e mercadológica de turismo da Embratur, Alisson Andrade.




Coordenador-geral de inteligência competitiva e mercadológica de turismo - Alisson Andrade: Quando a gente fala em trazer dólares por meio do turismo internacional, a gente fala atingir tanto hotelaria, área de transportes, área de serviços de alimentação, então, o benefício para a economia nacional é bastante amplo.




Repórter Márcia Fernandes: Alguns dos motivos que contribuíram para tornar o Brasil mais atrativo aos estrangeiros são a melhoria da infraestrutura dos aeroportos e das cidades com os recentes grandes eventos, a Copa do Mundo e as Olimpíadas, e a facilitação da entrada no país. Desde de janeiro, quem vem da Austrália, Canadá, Estados Unidos e Japão pode solicitar o visto eletrônico. De acordo com Yoshihiro Karashima, direção de uma agência de viagens que atua há mais de 30 anos no atendimento de estrangeiros no Brasil, o incremento de turistas internacionais deve acontecer em todas as regiões do país.




Diretor de agência de viagens - Yoshihiro Karashima: É uma grande oportunidade que eles se desviem um pouco do eixo Rio, para vir para o Brasil central e os outros destinos do Brasil, que têm uma diversidade imensa. O voo direto é excelente para nós, então a gente tem uma perspectiva de crescimento para o ano que vem e nos anos subsequentes.




Repórter Márcia Fernandes: A notícia dos novos voos gerou expectativa entre os viajantes no aeroporto do Brasília. Para o judoca Guilherme Schmidt, que viaja com frequência para representar o Brasil em eventos esportivos, o aumento de voos deve ajudar a reduzir o número de escalas.




Judoca - Guilherme Schmidt: Às vezes não tem voo direto de Brasília, eu tenho que ir para São Paulo, ficar esperando em São Paulo para ir para algum trecho internacional, isso desgasta muito o atleta. Eu acho que com esse aumento de voos vai ser bom.




Repórter Márcia Fernandes: Já para o médico Diego Rocha, deve diminuir o preço das passagens.




Médico - Diego Rocha: Aumentando a concorrência vai diminuir o preço das passagens áreas ficando mais viável para a gente estar viajando, né?




Repórter Márcia Fernandes: Expectativa compartilhada pelo empresário André Melo, que costuma viajar para o exterior duas vezes por ano.

 

Empresário - André Melo: A gente pode fazer uma terceira viagem quem sabe, né? O preço é uma escolha fundamental.

 

Repórter Márcia Fernandes: A maioria dos aviões que pousam no Brasil vêm da América Latina, são quase 660 voos por semana. Em seguida está a Europa com quase 250 voos, seguida da América do Norte, com cerca de 200.




"Tripulação, pouso autorizado".

 

Repórter Márcia Fernandes: Reportagem Márcia Fernandes.




Nasi: E quem vier ao Brasil vai encontrar aeroportos equipados para atender bem os usuários.

 

Gabriela: Uma pesquisa de satisfação da Secretaria de Aviação Civil mostrou que os brasileiros estão satisfeitos com os aeroportos do país.




Nasi: Nove entre cada dez passageiros consideram os terminais bons ou muito bons.

 

Gabriela: A pesquisa serve como referência para melhorar os serviços e atender os usuários.

 

Repórter Graziela Mendonça: Viajar é uma das atividades preferidas da aposentada Ilvanice Santos, de Rio Branco, no Acre. E nas cidades por onde passa, ela sempre repara no conforto dos aeroportos.

 

Aposentada - Ilvanice Santos: Os móveis, se são confortáveis, às vezes a gente passa seis horas de uma conexão para a outra, então você tem que estar sentada e tem que estar assim confortável, né? Alimentação, sempre tem aquela esteirinha que você não precisa andar muito para carregar a mala.

 

Repórter Graziela Mendonça: Itens como esses foram avaliados nos 20 principais aeroportos do país, em pesquisa divulgada hoje pela Secretaria de Aviação Civil e o resultado foi positivo, 89% dos entrevistados acham os terminais bons ou muito bons. O coordenador de desempenho da SAC, Carlos Eduardo Correia, explica como funciona a pesquisa.




Coordenador de Desempenho da SAC - Carlos Eduardo Correia: Ela atribui... o passageiro entrevistado, ele atribui notas de 1 a 5, sendo 1 muito ruim e 5 muito bom, aos itens que são perguntados, são um total de 37 itens relacionados a infraestrutura e serviços. E por último, ele ainda avalia a satisfação dele geral com o aeroporto.




Repórter Graziela Mendonça: A pesquisa traz um ranking dos melhores aeroportos do país. Para isso, eles foram divididos de acordo com o fluxo. Nos que recebem até 5 milhões de passageiros por ano, o mais bem avaliado foi o de Vitória, no Espírito Santo, na categoria intermediária, a nota máxima ficou com Viracopos, em Campinas, São Paulo. E nos aeroportos maiores, com mais de 15 milhões de passageiros, o melhor foi o Galeão, no Rio de Janeiro. A Ilvanice sempre passa por lá em suas viagens e diz que a nota é merecida.




Aposentada - Ilvanice Santos: Uma estrutura muito boa, você não se perde em localização com faixa de sinalização, tem muita opção de descanso e alimentação.




Repórter Graziela Mendonça: Segundo o coordenador da SAC, Carlos Eduardo Correia, a pesquisa serve para melhorar a gestão dos aeroportos no Brasil.




Coordenador de Desempenho da SAC - Carlos Eduardo Correia: A partir do momento que a gente tem um dado concreto, positivo, de como que o passageiro avalia, vê o serviço que é prestado para ele dentro do aeroporto, a gente, sim, consegue dados suficientes para conseguir melhorar esse serviço cada vez mais e proporcionar exatamente aquilo que o passageiro anseia, aquilo que ele deseja.




Repórter Graziela Mendonça: As notas de cada aeroporto podem ser acessadas em: transportes.gov.br. Reportagem: Graziela Mendonça.




Nasi: Os agentes do ICMBio, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, vão trabalhar com o apoio da Força Nacional de Segurança.




Gabriela: A medida foi anunciada agora há pouco pelo ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte.




Nasi: E nós vamos falar ao vivo com a repórter Márcia Fernandes, que tem outras informações. Boa noite, Márcia.




Repórter Márcia Fernandes (ao vivo): Boa noite, Gabriela. Boa noite, Nasi. Boa noite a todos que nos acompanham aqui na Voz do Brasil. Olha, homens da Força Nacional de Segurança, eles vão acompanhar os agentes no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, ICMBio, nos trabalhos da região da Amazônia, principalmente no estado do Pará. A decisão foi tomada depois que ataques foram registrados no norte do país. Em um dos casos, quando a equipe ia para a Floresta Nacional, em Itaituba 2, em Trairão, no Pará, encontrou a única ponte que dá acesso ao local em chamas. Além disso, eles também relataram que os moradores da região teriam bloqueado outros acessos e atirado para o alto para intimidar e impedir que a equipe de trabalhar e seguir com o trabalho. Já no último sábado, em Buritis, em Rondônia, três viaturas do ICMBio foram incendiadas quando uma equipe se preparava para uma operação. Um suspeito pelo crime foi preso. Esse reforço da Força Nacional de Segurança vai ser feito pelos próximos 180 dias e pode ser prorrogado. Ao vivo, de Brasília, Márcia Fernandes.

 

Gabriela: Investimentos em carros que utilizam tecnologia não poluente, a eletricidade e também o etanol.




Nasi: Esse é um dos objetivos do Rota 2030, programa do governo que quer modernizar a indústria automotiva do país sem prejudicar o meio ambiente.




Gabriela: Hoje um desses carros foi apresentado a integrantes do governo em uma fábrica, na cidade paulista de Indaiatuba.

 

Repórter Bruna Saniele: A montadora japonesa Toyota apresentou um veículo que usa duas fontes de energia, eletricidade e etanol. O carro, com alta tecnologia, deve vir a ser fabricado no país no futuro. Para o diretor de assuntos governamentais da Toyota, Ricardo Bastos, a nova tecnologia é a menos poluente usada em todo mundo.




Diretor de Assuntos Governamentais da Toyota - Ricardo Bastos: Do ponto de vista ambiental, ser uma das tecnologias automotivas mais limpas do mundo e do ponto de vista tecnológico, nós vamos trazer para o Brasil uma rota tecnológica que hoje o mundo inteiro está discutindo, avançando, pesquisando, que é a eletricidade nos veículos.

 

Repórter Bruna Saniele: Para o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, o Rota 2030 é uma ferramenta que vai fortalecer a indústria automotiva, com geração de empregos e crescimento econômico.




Ministro de Minas e Energia - Moreira Franco: É de uma iniciativa que, do ponto de vista tecnológico, incorpora essas duas áreas, gera emprego, gera trabalho, gera renda, gera crescimento econômico e ao mesmo tempo permite que as pessoas possam ter no seu dia a dia um carro seguro, um carro que não polui, não destrói o meio ambiente, e eu espero que será, inevitavelmente, um carro que com o tempo terá preços muito melhores do que os carros poluentes de hoje.




Repórter Bruna Saniele: Em setembro, a Toyota anunciou investimentos de R$ 1 bilhão no país e a criação de novas vagas e um outro turno de trabalho nas fábricas de Sorocaba e Porto Feliz, no interior de São Paulo. O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima, destacou que o programa vai trazer ao Brasil as grandes inovações do setor automotivo.




Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Marcos Jorge de Lima: É um programa que nasce já trazendo investimentos para o Brasil, podendo investir em pesquisa, desenvolvimento e inovação no nosso país, que fomenta toda a cadeia automotiva, além dos empregos também, a manutenção do conhecimento em termos de engenharia automotiva que hoje é reconhecida no mundo inteiro.




Repórter Bruna Saniele: O Rota 2030 é um programa para modernizar a indústria automotiva e terá a duração de 15 anos. As indústrias vão ter que cumprir metas em segurança veicular, eficiência energética e aumentar a tecnologia utilizada na produção dos carros. Reportagem: Bruna Saniele.




Nasi: Dez países da África contam com apoio técnico do Brasil para a produção de algodão.




Gabriela: E esse apoio é o assunto da nossa terceira e última reportagem especial sobre essa parceria entre Brasil e África.




Repórter Nei Pereira: As experiências brasileiras bem-sucedidas na área do algodão estão se espalhando pelo continente africano. O primeiro projeto, o Cotton 4 + Togo começou em 2009, no Mali, Benin, Burkina Faso, Chade e depois Togo. Em 2015, foi a vez de Malawi e Moçambique, com o Cotton Shire-Zambeze. Já em 2016, Quênia, Tanzânia e Burundi, receberam o projeto Cotton Victoria e agora está ocorrendo a integração entre os três projetos para troca de experiências. Neste mês, o Mali recebeu pesquisadores de cinco desses países, a comitiva de Moçambique está interessada em aprender mais sobre plantio direto, lá o projeto apresenta resultados significativos, como conta Edson Tanga, do Instituto do Algodão de Moçambique.




Delegado provincial do Instituto do algodão de Moçambique - Edson Tanga: Geralmente a produtividade em Moçambique no setor familiar está em torno, a média nacional, em torno de 550 quilogramas por hectare. Mas com o projeto, com as tecnologias, os técnicos têm trabalhado com os produtores, nós, em duas campanhas consecutivas, conseguimos atingir rendimento em torno de 2.500, 3 mil quilos por hectare.




Repórter Nei Pereira: A iniciativa do Brasil na África está abrindo portas para que as mulheres também participem dos projetos de pesquisa. Camila Guedes Ariza, analista de projetos da ABC, Agência Brasileira de Cooperação, ressalta que antes elas trabalhavam apenas nas lavouras.




Analista de projetos da ABC - Camila Guedes Ariza: A gente tenta fazer no Cotton Victoria é que pelo menos tenha uma igualdade, uma equidade de gênero nos treinamentos, porque se as mulheres trabalham tanto, por que elas não devem ser capacitadas? A capacitação não pode ser destinada apenas aos homens, tem que ser destinada igualmente a todos que trabalham no campo.




Repórter Nei Pereira: Theresa Ukio é do Quênia, ela conta que lá as mulheres têm conquistado cargos importantes no setor de algodão. Num encontro em Bamako, capital do Mali, produtores malineses e pesquisadores se uniram para um dia de campo. Na fazenda experimental, eles conheceram iniciativas que deram certo. Nelci Peres Caixeta, coordenador técnico da ABC para África, Ásia, Oceania e Oriente Médio, explica a importância do evento.




Coordenador técnico da ABC para África, Ásia, Oceania e Oriente Médio - Nelci Peres Caixeta: É um momento em que a instituição de pesquisa demonstra as tecnologias e mostra, compartilha esse conhecimento que foi desenvolvido aqui com os produtores rurais. Então, é um momento muito especial de transferência desse conhecimento a quem vai produzir realmente algodão aqui no Mali.




Repórter Nei Pereira: Com a cooperação na área agrícola, além de aumentar a produção de algodão e melhorar as condições de vida dos produtores, o Brasil está contribuindo para integração dos países da África. Boubakar Diombana, assistente técnico de cooperação do Mali, destaca a diferença da cooperação brasileira com a de outros países.




Assistente técnico de cooperação do Mali - Boubakar Diombana: Trabalha conosco, respeita a sabedoria dos africanos, respeita a cultura dos africanos, em comparação aos outros países.




Repórter Nei Pereira: Os projetos de cooperação do Brasil não estão restritos à África. Ao longo dos 31 anos de existência da Agência Brasileira de Cooperação, foram cerca de 4 mil ações nas mais diversas áreas, em 108 países de todos os continentes. De Bamako, no Mali, Nei Pereira.




Nasi: E essas foram as notícias do governo federal.




Gabriela: Fique agora com o Minuto do TCU, e em seguida, as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional, boa noite.




Nasi: Boa noite para você e até amanhã.




"A Voz do Brasil, Governo Federal".