24 DE NOVEMBRO DE 2017

Destaques da Voz do Brasil: Programa Agora é Avançar inicia retomada das primeiras obras, entre elas a segunda ponte do Rio Guaíba em Porto Alegre. IBGE divulga retrato do país com população de 205,5 milhões de brasileiros. Aumenta o diagnóstico e tratamento da aids no Brasil.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Alessandra Bastos: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite pra você que nos acompanha em todo o país.

 

Alessandra: Sexta-feira, 24 de novembro de 2017.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Alessandra: Programa Agora é Avançar inicia a retomada das primeiras obras.

 

Nasi: Hoje foi a vez da segunda ponte do Rio Guaíba, em Porto Alegre.

 

Alessandra: Obra que vai gerar empregos e facilitar a vida de muita gente. Caroline Blauth.

 

Repórter Caroline Blauth: Muito aguardada pelos gaúchos, a segunda ponte sobre o rio foi iniciada em 2014. A garantia de continuidade das obras vai possibilitar a manutenção de 450 empregos e gerar outros 850.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Alessandra: IBGE divulga retrato do país com população de 205,5 milhões de brasileiros.

 

Nasi: Aumenta o diagnóstico e tratamento da Aids no Brasil. Bruna Saniele.

 

Repórter Bruna Saniele: De 2012 a 2016, aumentou em 15% a quantidade de pessoas diagnosticadas com o vírus em tratamento.

 

Alessandra: E vamos falar como pequenas empresas com um grande potencial estão recebendo incentivo do governo para abrir mercado lá fora.

 

Nasi: Hoje, na apresentação da Voz do Brasil, Alessandra Bastos e Nasi Brum.

 

Alessandra: E pra assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nasi: No início do mês, o governo lançou o programa Agora é Avançar.

 

Alessandra: Sete mil obras que estavam paradas pelo Brasil estão sendo retomadas e têm data pra terminar: dezembro de 2018.

 

Nasi: Entre os empreendimentos, está a conclusão da segunda ponte do Rio Guaíba, no Rio Grande do Sul.

 

Alessandra: Isso significa o fim dos congestionamentos, além de reduzir custos com transporte entre os portos de Uruguaiana e Rio Grande.

 

Nasi: O governo anunciou hoje a liberação do dinheiro para a conclusão da obra. De Porto Alegre, a repórter Caroline Blauth tem as informações.

 

Repórter Caroline Blauth: Todos os dias, cerca de 40 mil pessoas atravessam o Rio Guaíba, na região metropolitana de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Até hoje, a única ligação entre a capital gaúcha e a zona sul do estado é uma ponte levadiça. O motorista Márcio Severo Rodrigues conta que, quando ela está fechada, causa intensos congestionamentos.

 

Motorista - Márcio Severo Rodrigues: Transtorno pra população ao redor aqui, as cidades vizinhas, um congestionamento muito grande ali, três, quatro, cinco quilômetros. A construção da nova ponte vai ser uma vitória aí pra população.

 

Repórter Caroline Blauth: Muito aguardada pelos gaúchos, a segunda ponte sobre o rio foi iniciada em 2014. Entre 2015 e 2016, chegou a ser paralisada, mas foi retomada após a liberação de R$ 100 milhões pelo presidente Michel Temer. E, nesta sexta-feira, a notícia que os moradores da região queriam ouvir foi anunciada pelo ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintela.

 

Ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil - Maurício Quintela: É uma obra que demanda recurso que não pode parar, o presidente Michel Temer libera e anuncia hoje a liberação, por parte do Governo Federal, de mais R$ 240 milhões para essa obra, que é uma das obras prioritárias do Governo Federal e do Programa Avançar.

 

Repórter Caroline Blauth: Os recursos para a construção da ponte vêm do Programa Agora é Avançar, lançado há poucos dias pelo Governo Federal para retomar e finalizar obras paradas em todo o Brasil. Segundo o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Moreira Franco, a retomada dessa obra prova que o Brasil está pronto para voltar a crescer.

 

Ministro da Secretaria Geral da Presidência da República - Moreira Franco: Nós vamos avançar, porque a fase difícil, a recessão, a incapacidade, a desorganização fiscal, a desorganização orçamentária, a falta de recursos públicos para investimentos diretos é uma página que nós estamos, com grande esforço, conseguindo virar.

 

Repórter Caroline Blauth: A garantia de continuidade das obras da segunda ponte vai possibilitar a manutenção de 450 empregos e gerar outros 850. Para o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, a geração de postos de trabalho deve ser uma marca do programa.

 

Ministro do Trabalho - Ronaldo Nogueira: O Avançar é um programa extraordinário, que, além de aprimorar a infraestrutura do país, assim como o seu desenvolvimento econômico e social, a geração do emprego é fundamental.

 

 Repórter Caroline Blauth: A obra já está com 55% de execução, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o DNIT. Quando pronta, terá uma extensão de quase 3 Km e altura de um prédio de 13 andares, para permitir a passagem de navios. Reportagem, Caroline Blauth.

 

Alessandra: E o ministro Moreira Franco também visitou o aeroporto da capital gaúcha Salgado Filho, que foi concedido à iniciativa privada em março deste ano.

 

Nasi: A concessionária que vai administrar o aeroporto pelos próximos 25 anos vai investir R$ 600 milhões em obras, que começam em janeiro do ano que vem.

 

Alessandra: O aeroporto, com pistas e terminais ampliados, terá a capacidade aumentada de oito para 22 milhões de passageiros por ano.

 

Nasi: 205,5 milhões de pessoas.

 

Alessandra: Esse é o número de brasileiros residentes no Brasil, e a maior parte mora na região Sudeste do país.

 

Nasi: Segundo o IBGE, somos pouco mais de 51% mulheres e 48% homens.

 

Alessandra: os dados divulgados hoje mostram ainda um retrato da população, quem são e como vivem.

 

Repórter Helen Bernardes: A pesquisa mostra que, entre 2012 e 2016, houve aumento no número de pessoas que se declaram preto ou pardo, representando 112 milhões de brasileiros. Nos últimos quatro anos também cresceu o número de idosos no país, são mais de 25 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais. Por outro lado, caiu o número de crianças com até nove anos de idade, como explica Maria Lúcia Vieira, gerente da pesquisa do IBGE.

 

Pesquisadora - Maria Lúcia Vieira: Tem menos crianças nascendo, ao mesmo tempo em que a população com 60 anos ou mais, ela vem ganhando peso dentro da população total. Isso já é um comportamento que já se vem observando, então isso tem a ver com a questão da expectativa de vida, com as melhores condições de vida dessa população, de algumas políticas que são voltadas pra saúde, pro bem-estar dessa população. Ao mesmo tempo, as mulheres estão tendo menos filhos, estão entrando mais no mercado de trabalho, estão trabalhando mais, estão estudando mais, então elas postergam a decisão de ter filhos.

 

Repórter Helen Bernardes: A pesquisa Pnad também traz um retrato de como os brasileiros vivem. 97% das casas têm água encanada e 65% têm rede de esgoto. Geladeira e televisão estão presentes em mais de 97% das residências e a máquina de lavar em 63% dos domicílios do país. E quem tem telefone fixo em casa? O número diminuiu significativamente, dando lugar ao telefone celular. Isso sem contar na internet, que já chega a mais de 60% das casas. A maior parte dos acessos, por meio do celular. Reportagem, Helen Bernardes.

 

Nasi: O Brasil cumpriu uma das metas das Nações Unidas para o tratamento de pessoas com HIV.

 

Alessandra: Mais de 90% das pessoas atendidas estão tendo sucesso na terapia.

 

Nasi: Mas, de acordo com relatório de monitoramento clínico da doença, ainda existem desafios que precisam ser vencidos.

 

Repórter Bruna Saniele: Em 2008, João Geraldo Neto descobriu que tem o vírus HIV. Somente quando o Sistema Único de Saúde garantiu o tratamento integral a todos os pacientes, em 2013, João teve acesso aos medicamentos gratuitamente. Com a saúde estabilizada, aos 35 anos, João Neto é ativista pelos Direito Humanos e comanda duas páginas em redes sociais para esclarecer sobre direitos das pessoas que vivem com o HIV.

 

Ativista - João Geraldo Neto: É muito interessante o retorno que se tem. A gente coloca vídeos e discussões, e é bem... É um ambiente bem legal, onde pessoas que vivem e que não vivem com o HIV podem conseguir informações bem interessantes, numa linguagem facilitada, né? Acessível a todo mundo.

 

Repórter Bruna Saniele: E a conscientização sobre a doença se reflete no relatório de monitoramento clínico do HIV, do Ministério da Saúde. Em 2016, 830 mil pessoas viviam com o vírus HIV no Brasil. Deste total, 84% sabiam que estavam infectadas. De 2012 a 2016, aumentou em 15% a quantidade de pessoas diagnosticadas com o vírus em tratamento. O relatório mostra ainda que o Brasil atingiu uma das metas para 2016 estabelecidas pelas Nações Unidas para o tratamento da doença. A diretora do Departamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis e Hepatites Virais do Ministério da Saúde comenta.

 

Diretora do Departamento de Infecções Sexualmente Transmissíveis e Hepatites Virais: Talvez seja o único país no mundo que tem esse quantitativo de pessoas tratadas. Das pessoas em tratamento, 91% delas estão com carga viral suprimida e, consequentemente, não transmitem o HIV.

 

Repórter Bruna Saniele: O desafio agora é diminuir a taxa de abandono do tratamento, que é de 9%, e incentivar a adesão dos mais jovens à terapia, pois, segundo o Ministério da Saúde, 44% das pessoas de 18 a 24 anos que vivem com HIV não tomam a medicação. Reportagem, Daniela Almeida. Locução, Bruna Seniele.

 

Alessandra: Em mais uma mostra da retomada do crescimento econômico, a arrecadação do Governo foi considerada positiva no mês de outubro. O repórter Eduardo Biagini explica porque.

 

Repórter Eduardo Biagini: O governo arrecadou mais de R$ 121 bilhões em impostos e contribuições em outubro. Destaque para a Receita Previdenciária, que teve crescimento real de quase 5% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado se deve ao aumento nas contratações com carteira assinada. Em relação a outubro de 2016, o valor arrecadado total caiu, mas a explicação é que, naquele mês, ocorreu uma arrecadação extra, com um programa que permitiu regularizar bens mantidos no exterior, que ficou conhecido como repatriação de recursos. Tirando a repatriação, o crescimento foi de mais de 4%. No acumulado do ano, a arrecadação de impostos e contribuições federais está próxima de R$ 1,1 trilhão. Eduardo Biagini para a Voz do Brasil.

 

Alessandra: 19h11 no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: Uma ideia diferente: Uma pequena empresa pode se tornar grande em pouco tempo e gerar lucro.

 

Alessandra: Você já ouviu falar das startup?

 

Nasi: Daqui a pouquinho vamos falar como o governo está apostando nesses empreendedores.

 

Alessandra: Teatro, música, artes, respeito e cidadania.

 

Nasi: Um projeto sem fins lucrativos que fica na região metropolitana do Distrito Federal leva cultura e conhecimento a meninos de 9 a 15 anos.

 

Alessandra: A embaixadora do programa Criança Feliz, Marcela Temer, foi conhecer de perto esse trabalho voluntário, que pode garantir desenvolvimento pleno a crianças e adolescentes que mais precisam.

 

Repórter Mara Kenupp: Um grupo de meninas que interpretam, tocam instrumentos, pintam, desenham e cantam. Todas moram no bairro de São Sebastião, cidade que fica a 25 Km de Brasília e frequentam o Centro Social Ingá, que pertence à Associação de Assistência, Cultura e Educação Humana, uma instituição sem fins lucrativos que realiza projetos para o desenvolvimento humano e profissional de jovens entre 9 e 15 anos de idade, como explica a diretora presidente Heloise Velloso.

 

Diretora do Centro Social Ingá - Heloise Velloso: Atendendo a 40 alunos no turno matutino e a 40 alunos no turno vespertino, com aulas de teatro, música, violão e artesanato. E ainda também o reforço escolar que é dado pelas nossas voluntárias.

 

Repórter Mara Kenupp: A pequena Lara de Almeida, de dez anos, adora interpretar. Diz que quer ser atriz e ainda participa de outras atividades.

 

Entrevistada - Lara de Almeida: Eu faço aula de teatro, cidadania, português, fotografia, violão...

 

Repórter Mara Kenupp: A jovem Luísa Ramos, de 15 anos, disse que o Centro Social Ingá oferece diversão e aprendizado e que também aproveita todas as atividades oferecidas.

 

Entrevistada - Luísa Ramos: A gente adquire conhecimento e se diverte, tem novas amizades.

 

Repórter Mara Kenupp: A embaixadora do programa Criança Feliz, a primeira-dama Marcela Temer, fez uma visita ao local. A exemplo do Centro Social Ingá, o programa do governo Criança Feliz, lançado há pouco mais de um ano, aposta em educação e brincadeiras para a criançada, que, segundo Marcela Temer, pode mudar o futuro delas.

 

Primeira-dama - Marcela Temer: É gratificante saber da instituição que oferece essas atividades pra essas meninas, promovendo o saber, a cidadania, o respeito ao próximo, a autoestima, a criatividade. Tenho certeza que os ensinamentos da instituição farão diferença no futuro dessas meninas.

 

Repórter Mara Kenupp: Reportagem, Mara Kenupp.

 

Nasi: E o programa Criança Feliz já atende a mais de 120 mil pessoas por semana em 1.300 municípios brasileiros.

 

Alessandra: E pra ajudar tantas crianças a se desenvolverem, desde a gestação até os três anos de idade, mais de 5 mil profissionais foram capacitados e fazem as visitas de casa em casa.

 

Nasi: O balanço do programa foi apresentado no Conselho Nacional de Assistência Social, durante a última reunião do ano.

 

Repórter Pâmela Santos: O Criança Feliz é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social. Ao todo, 2.624 municípios aderiram à iniciativa. Segundo o secretário nacional de Promoção do Desenvolvimento Humano do Ministério do Desenvolvimento Social, Halim Girade, 53% dos municípios que aceitaram o programa já iniciaram as visitas. Para o secretário, o desafio agora é estar na qualidade dos atendimentos.

 

Secretário Nacional de Promoção do Desenvolvimento Humano - Halim Girade: É fazer com que essas visitas aconteçam, mas aconteçam com qualidade. O que nós queremos agora é, cada vez mais, ouvir conselheiros do Conselho Nacional de Assistência, ouvir as demandas e ir formalizando consensos.

 

Repórter Pâmela Santos: O presidente do Conselho, Fábio Bruni, explicou a importância dos conselheiros saberem como está ocorrendo a implementação do Criança Feliz. Segundo ele, o programa está sendo bem aceito pelos municípios.

 

Presidente do Conselho Nacional de Assistência Social - Fábio Bruni: E o que a gente vê é que os municípios aderiram ao Criança Feliz, ao Primeira Infância no SUAS, estão fazendo as contratações, as visitas estão acontecendo e a prioridade que o plano decenal dá para as crianças, em especial aquelas filhas de beneficiárias do Bolsa Família, ela está sendo efetivada na prática.

 

Repórter Pâmela Santos: O Conselho Nacional de Assistência Social é o órgão que delibera todas as ações e programas do Sistema Único de Assistência Social, o SUAS. Reportagem, Pâmela Santos.

 

Alessandra: Brasil e Paraguai assinaram acordo que concede facilidades às pessoas que vivem nas cidades de fronteira.

 

Nasi: Ensino público e atendimento médico na cidade vizinha vão ser algumas das vantagens.

 

Repórter Alessandra Esteves: Brasil e Paraguai assinaram nessa quinta-feira o acordo de localidades fronteiriças vinculadas. O acordo cria uma carteira de trânsito que vai permitir aos moradores da área de fronteira entre Brasil e Paraguai trabalhar e ter acesso, por exemplo, ao ensino público e atendimento médico na cidade vizinha. O acordo, no entanto, ainda precisa ser aprovado pelos congressos do Brasil e do Paraguai, e valerá somente nas cidades vinculadas, como em Foz do Iguaçu, no Brasil, e Cidade do Leste, no Paraguai, como explica o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes.

 

Ministro das Relações Exteriores - Aloysio Nunes: É um acordo que visa, sobretudo, a facilitar a vida dos nossos cidadãos, que vivem, trabalham, moram, produzem numa fronteira que é muito viva e que é um ponto importante de articulação entre os dois polos.

 

Repórter Alessandra Esteves: Temas como relação econômica, segurança e Mercosul também foram debatidos pelos ministros de Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, e o paraguaio, Eladio Loizaga. Os dois países querem fortalecer ainda mais o intercâmbio bilateral, como disse após o encontro o ministro brasileiro.

 

Ministro das Relações Exteriores - Aloysio Nunes: Nós compartilhamos a visão de que as cooperações de segurança devem ser prioridade no contexto da nossa coordenação bilateral.

 

Repórter Alessandra Esteves: Durante a visita ao Brasil, o ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Eladio Loizaga, foi condecorado com a Ordem do Cruzeiro do Sul, em reconhecimento ao trabalho do paraguaio e a amizade entre os dois países. Reportagem, Alessandra Esteves.

 

Alessandra: 19h18 no horário brasileiro de verão.

 

Nasi: Uma ideia diferente e uma pequena empresa pode se tornar grande e gerar lucro rapidamente.

 

Alessandra: São as chamadas startups, e o governo aposta nesses empreendimentos.

 

Nasi: Tanto que está incentivando treinamento e ainda vai investir para que elas possam abrir mercado lá fora.

 

Alessandra: É o programa StartOut Brasil, que vai internacionalizar 240 empresas brasileiras.

 

Repórter José Luís Filho: Nascer com o pé no mercado interno e o outro já em busca de negócios fora do país. Cada vez mais, este é o comportamento das startups brasileiras. E para facilitar essa caminhada fora de casa, uma mãozinha sempre vai bem. A ajuda vem com o programa de internacionalização de startups, o StartOut Brasil, mantido pela Agência Nacional de Exportação, pelo Sebrae e os ministérios das Relações Exteriores e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, como nos conta o secretário de inovação e novos negócios do Mdic, Marcos Vinícius de Souza.

 

Secretário de inovação e novos negócios - Marcos Vinícius de Souza: Vem de marcas que nós vimos em alguns outros países de menor porte, como Israel, como Canadá, como Reino Unido, que têm populações menores que a do Brasil, nós vimos que essas startups já nascem oferecendo seus produtos para o mundo. E esse é o objetivo nosso.

 

Repórter José Luís Filho: O StartOut Brasil seleciona startups com potencial internacional para passar um período fora do país, com tudo pago, e conhecer as necessidades de produtos em outros mercados. Daniel Melo participou no mês passado de uma missão na Argentina. A plataforma desenvolvida por ele para auxiliar médicos a melhorar a autonomia de idosos foi eleita a melhor inovação do evento. Para Daniel, sem a ajuda do Governo Federal, essa possível entrada no mercado externo seria muito difícil.

 

Empreendedor - Daniel Melo: Fazer isso sozinho é impossível, muito difícil pra uma empresa que ainda tem muitas necessidades de capital e pouco dinheiro.

 

Repórter José Luís Filho: O StartOut Brasil foi lançado oficialmente nesta sexta-feira. Antes de seguir para o exterior, os representantes da startup passam por uma preparação, como explica Juarez Leal, coordenador de internacionalização da Apex Brasil.

 

Coordenador de internacionalização - Juarez Leal: Durante alguns meses, esses empreendedores serão preparados para competir internacionalmente, principalmente em saber como se posicionar no exterior.

 

Repórter José Luís Filho: Segundo o secretário de inovação e novos negócios do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Vinícius de Souza, algumas empresas já estão com negócios fora do país.

 

Secretário de inovação e novos negócios - Marcos Vinícius de Souza: No caso do Reino Unido, que foi uma das missões que nós fizemos, de 14 startups que foram pra lá, 9 acabaram realizando algum tipo de negócio lá com o Reino Unido.

 

Repórter José Luís Filho: Rafael Figueroa é um desses empreendedores. Nos Estados Unidos, fechou negócio com o Google, com financiamento de R$ 500 mil. No mês que vem, ele embarca rumo a Paris, onde participa de mais uma missão.

 

Empreendedor - Rafael Figueroa: Nós fizemos outras viagens por nossa conta e é completamente diferente do que quando a gente vai com esse programa, porque a Apex e o Mdic, eles conseguem fazer o matchmaking com várias empresas, então as empresas já estão aguardando a gente lá pras visitas.

 

Repórter José Luís Filho: Com orçamento anual de R$ 3 milhões, o StartOut Brasil quer internacionalizar 240 empresas nos próximos quatro anos. Reportagem, José Luís Filho.

 

Nasi: R$ 8,7 milhões vão ser investidos pelo Ministério da Defesa na compra de alimentos da agricultura familiar.

 

Alessandra: A compra será feita pelo PAA, o Programa de Aquisição de Alimentos.

 

Repórter Juline Pogorzelski: Serão comprados legumes, verduras, frutas, arroz, café, feijão e leite diretamente de produtores rurais. Segundo o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, a compra dos produtos da agricultura familiar pelos órgãos públicos contribui para o enfrentamento da pobreza, garante renda e preço justo aos pequenos produtores.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Osmar Terra: Os quartéis estão comprando alimentos dos agricultores familiares que trabalham e vivem perto das unidades militares. Isso é um avanço importante, que antes era tudo feito uma compra única em nível nacional. E agora não, cada quartel pode comprar. O Ministério da Defesa está muito satisfeito com isso, tanto é que está aumentando. Cada mês tem aumentado mais a compra por parte dessas unidades militares.

 

Repórter Juline Pogorzelski: De acordo com o responsável pelo programa de alimentação do Ministério da Defesa, Fernando Paschoal, o PAA dá oportunidade das entidades adquirirem produtos típicos da região, frescos, diversificados e ainda colaborar com o desenvolvimento local.

 

Responsável pelo PAA - Fernando Paschoal: E, com isso, a gente conseguiu então fornecer aquele produto fresquinho, aquele produto com uma garantia, né, de origem, e a satisfação dos usuários passou a ficar evidente.

 

Repórter Juline Pogorzelski: Os agricultores familiares conseguem comercializar de forma simplificada os seus produtos. Além de fortalecer a agricultura familiar, o programa leva alimentos de qualidade para quem consome. Reportagem, Juline Pogorzelski.

 

Nasi: Mais de 90% dos cursos superiores avaliados pelo Ministério da Educação tiveram resultado satisfatório.

 

Alessandra: Os quase 4.200 cursos avaliados tiraram notas entre 3 e 5.

 

Repórter Luana Karen: Mais de 216 mil alunos estavam matriculados nestes cursos no ano passado. Renato Santos, coordenador-geral de Controle da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o Inep, afirma que os dados são importantes para guiar medidas a serem tomadas pelos responsáveis pelo ensino.

 

Coordenador-geral de Controle da Educação Superior - Renato Santos: Transforma em subsídio para diversos atores envolvidos nos processos formativos, seja em nível de estado, seja em nível institucional, seja para o segmento público, seja para o segmento privado.

 

Repórter Luana Karen: O cálculo do Conceito Preliminar de Curso leva em conta a avaliação de desempenho dos estudantes por meio do Enad. O Inep divulgou hoje os resultados de outra avaliação, o Índice Geral de Cursos, que mede a qualidade das instituições de educação superior. O secretário de Educação Superior substituto do Ministério da Educação, Mauro Luís Rabelo, explica a diferença entre as duas avaliações.

 

Secretário da Educação Superior - Mauro Luís Rabelo: Todas são fundamentais, porque o CPC, que é o Conceito Preliminar de Curso, pode ser utilizado pela coordenação do curso naquela instituição, pra poder fazer um repensar sobre a proposta pedagógica do seu curso. E o IGC é algo onde a instituição se enxerga em relação às demais instituições de educação superior brasileiras.

 

Repórter Luana Karen: De acordo com o Índice Geral de Cursos, 85% das 2.121 instituições avaliadas tiveram resultados satisfatórios em 2016. Na próxima segunda-feira, os dados vão estar abertos ao público no portal do Inep, em inep.gov.br. Reportagem, Luana Karen.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Alessandra: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite e bom fim de semana.

 

Nasi: Boa noite e até segunda.

 

 

"Brasil, ordem e progresso".