25 DE FEVEREIRO DE 2019 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: Brasil quer solução pacífica para crise na Venezuela. Em encontro na Colômbia, vice-presidente Hamilton Mourão afirma que países vizinhos devem encontrar uma solução sem medida extrema. E direto da fronteira entre Roraima e a Venezuela, vamos trazer as últimas informações. Nova Previdência: quem já está no mercado de trabalho vai poder escolher qual regra de transição é a mais vantajosa na hora de se aposentar. A Voz do Brasil explica quais são elas. Tragédia em Brumadinho completa 1 mês, e governo continua atuando para dar assistência aos atingidos e garantir segurança das barragens.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite pra você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Brasil quer solução pacífica para crise na Venezuela.

 

Gabriela: Em encontro na Colômbia, vice-presidente Hamilton Mourão afirma que países vizinhos devem encontrar uma solução sem medida extrema.

 

Vice-presidente Hamilton Mourão: Brasil crê firmemente que é possível devolver Venezuela ao convívio democrático das Américas, sem qualquer medida extrema.

 

Nasi: E direto da fronteira entre Roraima e a Venezuela, vamos trazer as últimas informações.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Nova previdência. Quem já está no mercado de trabalho vai poder escolher qual regra de transição é a mais vantajosa na hora de se aposentar.

 

Gabriela: E a Voz do Brasil explica quais são elas. Gabriela Noronha.

 

Repórter Gabriela Noronha: Com a nova previdência proposta pelo governo, quem já está no mercado de trabalho vai poder escolher entre três formas na hora de aposentar.

 

Nasi: Tragédia em Brumadinho completa um mês.

 

Gabriela: E governo continua atuando para dar assistência aos atingidos e garantir segurança das barragens. Ricardo Ferraz.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Ao longo dos últimos dias, o governo federal tomou diversas providências para evitar novos desabamentos.

 

Nasi: Na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar: www.voz.gov.br .

 

Nasi: Regras mais justas, combate aos privilégios, com um sistema sustentável.

 

Gabriela: A proposta da nova previdência traz as mudanças necessárias para garantir o pagamento das aposentadorias no futuro e equilibrar as contas públicas, resultando no crescimento do país.

 

Nasi: E com as novas regras, todo mundo que está no mercado de trabalho quer saber quando poderá se aposentar.

 

Gabriela: Para isso, existem regras de transição, e o trabalhador poderá escolher a que for mais vantajosa para ele.

 

Repórter Gabriela Noronha: Com a nova previdência proposta pelo governo, quem já está no mercado de trabalho vai poder escolher entre três formas na hora de aposentar, são as regras de transição, que valem tanto para o setor privado quanto para o público. Mas será que os brasileiros sabem qual é a melhor opção? Fomos às ruas de Brasília perguntar.

 

Entrevistado: É, a gente às vezes fica um pouco preocupado. Eu iria aposentar daqui a dois anos.

 

Entrevistada: Eu vi pouca coisa. Na verdade, eu estou mais preocupada com os meus pais.

 

Entrevistada: Eu comecei a ler um negócio disso no jornal, sobre as novas regras da previdência, né? Entendi foi nada.

 

Entrevistada: Eu ainda não tenho nada para falar em relação a isso.

 

Repórter Gabriela Noronha: Está com muita dúvida ainda?

 

Entrevistada: Bastante.

 

Repórter Gabriela Noronha: As dúvidas são muitas, então vamos explicar. A primeira regra de transição se parece muito com o que temos hoje. Para receber a aposentadoria integral do INSS, o trabalhador precisa atingir uma quantidade determinada de pontos. O que vale nessa conta é a soma da idade com o tempo de contribuição. Em 2019, essa soma terá que ser 96 pontos para homens e 86 para mulheres. A cada ano, será necessário mais 1 ponto na soma, como explica o advogado Arthur Calaça.

 

Advogado - Arthur Calaça: A partir de 2021, por exemplo, o homem com 98 pontos e 35 anos de contribuição já poderá se aposentar. Em 2022, 99 pontos e 35 anos de contribuição, e assim sucessivamente.

 

Repórter Gabriela Noronha: O trabalhador também poderá aguardar a idade mínima, que chegará a 65 anos para homens após oito anos de transição, e a 62 anos para mulheres após 12 anos. Nesta regra, também será levado em conta o tempo de contribuição de 35 anos para os homens e 30 anos para as mulheres. Já a terceira regra vale para quem está próximo de se aposentar e tiver ao menos 28 anos de contribuição, no caso das mulheres, e 33 anos, no caso dos homens. Nesta, todos terão que cumprir 50% do tempo que falta para atingir o tempo de contribuição. De acordo com o economista e pesquisador, Paulo Tafner, essa exigência vai funcionar como um pedágio.

 

Economista - Paulo Tafner: Aqueles que estão a até dois anos da sua aposentadoria, eles vão se aposentar pelas regras atuais, porém vão pagar um pedágio de 50% do tempo remanescente. Então, a pessoa está a um ano de se aposentar, qual vai ser o grande custo para ele? Trabalhar mais meio ano.

 

Repórter Gabriela Noronha: Para os servidores públicos, o tempo de contribuição será de 35 anos para homens e 30 para mulheres. É preciso ter 20 anos de tempo de serviço e cinco anos no cargo. Para quem ingressou até 31 de dezembro de 2003, o salário integral vai ser mantido. Reportagem: Gabriela Noronha.

 

Nasi: Um mês após o rompimento da barragem de Brumadinho, que deixou mais de 300 vítimas, entre mortos e desaparecidos, o governo não parou de trabalhar.

 

Gabriela: As vistorias de estruturas de hidrelétricas e barramentos de mineração continuam, para garantir a segurança da população que vive no entorno desses locais.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Um mês depois do rompimento da barragem da mineradora Vale, o trabalho das equipes de resgate no mar de lama que tomou conta de Brumadinho, Minas Gerais, continua. Segundo o último balanço, 131 pessoas ainda estão desaparecidas. Impedir que tragédias como essa se repitam é prioridade para o governo federal. Hoje, durante discurso no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra, na Suíça, a ministra Damares Alves, da pasta da Mulher, Família e Direitos Humanos, garantiu que o desastre não ficará impune.

 

Ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos - Damares Alves: Como demonstrou a recente tragédia em Brumadinho, a ação ou omissão de empresas podem ter consequências concretas sobre os direitos humanos, notadamente, o direito à vida. O governo Bolsonaro tem atuado para responder de forma firme a essa tragédia e evitar que novos desastres ocorram no futuro.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Ao longo dos últimos dias, o governo federal tomou diversas providências para evitar novos desabamentos. A Agência Nacional de Energia Elétrica, Aneel, determinou a inspeção de barragens de risco em usinas hidrelétricas. Até maio, serão 142 empreendimentos inspecionados, em 18 estados. Vinte e uma barragens já passaram pela fiscalização. Até dezembro, serão 335. O diretor-geral da Aneel, André Pepitone, explica como é feita a fiscalização.

 

Diretor-geral da Aneel, André Pepitone: Vamos olhar a manutenção desse empreendimento, se as comportas funcionam, se os filtros estão ok, se a usina contém instrumentação adequada que possa garantir a segurança da barragem, além de avaliar todas as condições de manutenção dessas usinas.

 

Repórter Ricardo Ferraz: E a Agência Nacional de Mineração, responsável pela fiscalização de barragens de rejeitos de minérios, vai fiscalizar presencialmente 205 barramentos até o mês de junho. A agência também exigiu que a vistoria desses empreendimentos seja diária e proibiu a construção de barragens que utilizam o método mais instável e arriscado para a população, como a de Brumadinho e Mariana, como explica o diretor da agência, Eduardo Leão.

 

Diretor da Agência Nacional de Mineração - Eduardo Leão: Ela acaba sendo uma condição não muito segura, por causa que você está apoiando o barramento em cima de rejeito, ou seja, é sujeito a movimentações por baixo do barramento. Isso torna ela um pouco mais perigosa, mas estamos falando de vidas de pessoas e de uma sociedade, então é uma ação que tem que ser feita. As barragens que ainda estão em operação, elas têm até 2023 para pararem essa operação, para serem descaracterizadas. E as que já estão paradas, elas têm até 2021 para concluírem esse processo.

 

Repórter Ricardo Ferraz: O Ministério da Cidadania antecipou os pagamentos do Bolsa Família para mais de 1.500 famílias e do BPC, os Benefícios de Prestação Continuada, para pessoas com deficiência e idosos acima de 65 anos do município mineiro. Reportagem: Ricardo Ferraz.

 

Gabriela: Está chegando a hora de prestar contas com o leão.

 

Nasi: Dia 7 de março começa o prazo para declarar o imposto de renda.

 

Gabriela: E quem quiser se antecipar, já pode baixar o programa gerador da declaração e ir juntando os documentos para preencher os dados.

 

Nasi: E como baixar o programa? Assunto do Pra Você, Cidadão de hoje.

 

"Pra Você, Cidadão".

 

Repórter Renata Corsini: O programa para fazer a declaração do imposto de renda já está disponível para download no site da Receita Federal. O prazo para entrega vai de 7 de março a 30 de abril, mas o contribuinte já pode baixar o programa e adiantar as informações. Neste ano, é obrigatório informar o CPF de cada um dos dependentes. Todas as pessoas que tiveram, no ano de 2018, rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 devem apresentar a declaração. Quem trabalha com atividade rural deve fazer a declaração se tiver obtido receita bruta superior a R$ 142.798,50. A declaração pode ser feita pelo computador e também por dispositivos móveis, como tablets e smartphones. A multa para quem não cumprir o prazo é de pelo menos R$ 165,74, variando entre 1% e 20% do imposto devido. Para baixar o programa ou ter mais informações, acesse: receita.economia.gov.br. Renata Corsini para a Voz do Brasil.

 

Gabriela: Um incentivo para melhorar os serviços de energia elétrica à população.

 

Nasi: Daqui a pouco, a gente vai falar de um prêmio da Aneel, a Agência Nacional de Energia Elétrica, que reconhece as melhores companhias do setor do país.

 

Gabriela: O Grupo de Lima anunciou agora há pouco 18 pontos que devem contribuir para a reconstrução institucional, social e econômica da Venezuela.

 

Nasi: A resolução foi tomada em reunião extraordinária do grupo, formado por 11 países latino-americanos e o Canadá.

 

Gabriela: O grupo se reuniu hoje na Colômbia e o Brasil foi representado pelo vice-presidente Hamilton Mourão.

 

Nasi: Nós vamos agora conversar ao vivo com a repórter Danielle Popov, que tem outras informações.

 

Gabriela: Boa noite, Danielle, o que mais ficou decidido nessa reunião?

 

Repórter Danielle Popov (ao vivo): Boa noite, Gabriela, Nasi e também aos ouvintes da Voz do Brasil. Olha, entre as medidas, o Grupo de Lima decidiu denunciar à Corte Penal Internacional, para que leve em consideração a grave situação humanitária no país, onde o regime de Nicolás Maduro impede que a população civil receba ajuda humanitária internacional, como alimentos e remédios. Além disso, países do grupo reiteram a necessidade de investigação do Alto Comissariado da ONU, para que avalie a situação da Venezuela. Os países também manifestaram compromisso em favor de uma transição democrática e confirmaram total apoio ao presidente interino Juan Guaidó.

 

Nasi: E, Danielle, qual é a posição do governo brasileiro com relação à situação da Venezuela?

 

Repórter Danielle Popov (ao vivo): Olha, Nasi, segundo o vice-presidente Hamilton Mourão, que participou da cúpula, o Brasil reafirma considerar que o regime chavista na Venezuela representa uma ameaça à democracia, à defesa e à segurança dos países da região. Hamilton Mourão fez um chamado aos governos de países da América e a organismos internacionais para que adotem medidas eficazes, eficientes e efetivas, a fim de, como ele disse, trazer a Venezuela de volta ao convívio democrático. O vice-presidente disse ainda que o Brasil acredita em uma solução pacífica para a crise do país vizinho.

 

Vice-presidente Hamilton Mourão: Brasil crê firmemente que é possível devolver Venezuela ao convívio democrático das Américas, sem qualquer medida extrema, que nos confunda, como nações democráticas, com aquelas que serão julgadas pela História como agressores, invasores e violadores das soberanias nacionais.

 

Repórter Danielle Popov (ao vivo): O vice-presidente Hamilton Mourão defendeu ainda a aplicação de sanções aos líderes do regime venezuelano, mas disse que essas medidas não devem penalizar a população do país.

 

Vice-presidente Hamilton Mourão: A amizade continental por Venezuela se deve exprimir por uma vigorosa mobilização dos países irmãos, em favor do povo venezuelano.

 

Repórter Danielle Popov (ao vivo): E Juan Guaidó, presidente autoproclamado da Venezuela, que foi reconhecido pelo Brasil, afirmou que a reunião extraordinária do Grupo de Lima foi convocada não apenas pela preocupação com a democracia que, segundo ele, não existe hoje na Venezuela, mas também para atuar claramente na recuperação dos princípios democráticos e do respeito aos direitos humanos no país. E disse que esse é o momento de agir e avaliar todos os cenários internacionais possíveis para garantir o respeito à Constituição Venezuelana. Nasi, Gabriela, eu volto com vocês.

 

Gabriela: Obrigada, Danielle Popov, pelas informações ao vivo aqui na Voz do Brasil.

 

Nasi: A ministra Damares Alves, da Família, Mulher e Direitos Humanos, falou hoje da preocupação do Brasil com as violações de direitos humanos pelo regime de Nicolás Maduro.

 

Gabriela: Durante um conselho da Organização Mundial das Nações Unidas, em Genebra, na Suíça, ela fez um apelo aos outros países para que somem esforços para dar fim à violência.

 

Ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos - Damares Alves: O Brasil apela à comunidade internacional a somar-se aos esforços de libertação da Venezuela, reconhecendo o governo legítimo de Guaidó e exigindo o fim da violência das forças do regime contra sua própria população.

 

Gabriela: E nós voltamos em instantes com mais informações sobre a situação na Venezuela.

 

Nasi: As distribuidoras de energia elétrica mais bem avaliadas do país foram premiadas hoje pela Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel.

 

Gabriela: Um prêmio que busca reconhecer o trabalho das empresas e também incentivar a melhoria na prestação dos serviços para a população.

 

Repórter Márcia Fernandes: Você já pensou como seria sua vida sem energia elétrica? A Maria Alice Pires, moradora de Samambaia, no Distrito Federal, conta que não consegue nem imaginar. Na casa dela moram seis pessoas e, com isso, gasta cerca de R$ 250 por mês.

 

Entrevistada - Maria Alice Pires: [ininteligível] a máquina de lavar, e por minha casa não ter uma iluminação natural, porque ela é muito fechada, aí a gente usa muito lâmpada acesa durante o dia.

 

Repórter Márcia Fernandes: Mas para que a luz chegue sem problemas na casa da Maria Alice é preciso que a empresa responsável pela distribuição faça um bom trabalho. Para reconhecer quem fez isso, a Agência Nacional de Energia Elétrica, Aneel, entregou o Prêmio Iasc de satisfação do consumidor. O diretor da Agência, André Pepitone, conta que o prêmio foi criado há 16 anos e mostra a satisfação dos consumidores em relação à qualidade da distribuição da energia elétrica.

 

Diretor da Aneel - André Pepitone: Hoje foi um dia de festa aqui na Agência Nacional de Energia Elétrica. Nós celebramos o que chamamos do Oscar do setor elétrico. Nós reconhecemos as melhores concessionárias, avaliadas não pelos indicadores técnicos da Aneel, mas por meio do consumidor de energia.

 

Repórter Márcia Fernandes: São 14 categorias variadas, que elegem as melhores permissionárias e concessionárias, segundo a quantidade de unidades consumidoras atendidas e a região do país. Na categoria permissionária acima de 10 mil unidades consumidoras, no Nordeste, por exemplo, venceu a Energisa Borborema. Outras categorias apontam as empresas que melhoraram o desempenho, de 2017 para 2018. Nesta categoria, a melhor permissionária foi a Cooperativa Cetril(F), e a melhor concessionária a Energisa Tocantins. A CEB, que atende a casa da D. Maria Alice, de Samambaia, foi indicada na categoria melhor concessionária acima de 30 mil unidades do Centro-Oeste. E o prêmio principal, na categoria concessionárias acima de 400 mil unidades consumidoras, foi para a Copel. O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, destacou que esse trabalho é importante não apenas para reconhecer, mas para ajudar na melhoria da prestação de serviços de todas as empresas.

 

Ministro de Minas e Energia - Bento Albuquerque: Estou muito feliz de ter podido participar desse evento e sentir também como o nosso mercado está se tornando competitivo. Nós observamos isso pelas empresas que aqui fazem parte e que vibram com as vitórias conquistadas, e aqueles também que estão brigando para melhorar a prestação de serviço para os consumidores, que é a razão de ser desse prêmio.

 

Repórter Márcia Fernandes: Para chegar a este resultado, foi feita uma pesquisa de opinião, de setembro a dezembro do ano passado, em todo o país. Mais de 23 mil consumidores residenciais foram entrevistados, em 600 municípios atendidos por 90 empresas. Reportagem: Márcia Fernandes.

 

Nasi: Em março, a conta de luz não vai ter cobrança extra para os consumidores.

 

Gabriela: É o quarto mês seguido com bandeira verde.

 

Nasi: A cor verde indica condições favoráveis de geração de energia e, por isso, ela fica mais barata.

 

Gabriela: Segundo a Aneel, a Agência Nacional de Energia Elétrica, a estação chuvosa está garantindo aumento da produção de energia pelas usinas hidrelétricas.

 

Nasi: Mas mesmo com a bandeira verde, atenção, consumidor: é importante manter o uso consciente e combater o desperdício de energia.

 

Gabriela: A ajuda humanitária do governo brasileiro aos venezuelanos que chegaria ao país vizinho no último sábado não ocorreu.

 

Nasi: Isso porque a fronteira da Venezuela com o Brasil ficou fechada durante o fim de semana, segundo ordens do regime de Nicolás Maduro, impedindo a entrega de alimentos e remédios.

 

Gabriela: E em Pacaraima, município de Roraima onde fica a fronteira entre os dois países, militares venezuelanos e manifestantes entraram em conflito, deixando mortos e feridos.

 

Nasi: O repórter Pablo Mundim está lá e traz mais informações ao vivo agora para a gente. Uma boa noite, Pablo. Como está a situação aí na fronteira agora?

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Boa noite, Nasi, Gabriela, e principalmente a você, ouvinte da Voz do Brasil. Hoje não houve risco(F) de conflitos entre os manifestantes venezuelanos e a Guarda Nacional Bolivariana. Durante todo o dia, agentes da Polícia Rodoviária Federal e do Exército Brasileiro acompanharam a movimentação na fronteira entre os dois países. Foi um dia mais tranquilo em comparação com o final de semana.

 

Gabriela: E, Pablo, só para a gente recapitular. Nós demos aqui na Voz que o Brasil enviaria os primeiros medicamentos e alimentos para a Venezuela no sábado. Então, isso não ocorreu?

 

Repórter Pablo Mundim (ao vivo): Não ocorreu, Gabriela. A fronteira da Venezuela com o Brasil ficou fechada durante todo o fim de semana, e os veículos venezuelanos que transportariam os mantimentos para lá não conseguiram passagem. Isso desencadeou conflitos entre manifestantes e militares venezuelanos na fronteira, [ininteligível] vítimas e dezenas de feridos. Durante o tumulto, foram usadas bombas de gás lacrimogênio, [ininteligível] regime de Nicolás Maduro [ininteligível].

 

Gabriela: Nós perdemos o contato com o Pablo. O sinal de telefone lá é muito ruim, mas a gente vai continuar aqui no estúdio da Voz do Brasil, com a Helen Bernardes, que também tem essas informações sobre a Venezuela. Então, Helen, o Pablo dizia que os venezuelanos... A ajuda não ocorreu, mas os venezuelanos que ficaram feridos, eles estão sendo atendidos aqui no Brasil?

 

Repórter Helen Bernardes (ao vivo): É, durante o tumulto, o Pablo explicava agora há pouco que durante o tumulto foram usadas bombas de gás lacrimogênio por parte das forças comandadas pelo regime de Nicolás Maduro. Mas o Ministério da Defesa Brasileiro agiu rápido. Ontem, mediou um acordo com os militares venezuelanos para evitar novos confrontos na fronteira. Por meio de nota, o Ministério das Relações Exteriores disse que condena os atos de violência pelo regime ilegítimo de Nicolás Maduro e definiu o uso da força contra o povo venezuelano que espera a ajuda humanitária internacional como de caráter criminoso. Agora, Gabriela, você perguntava sobre os feridos, né? Segundo o Pablo, que está lá em Pacaraima e tem as informações, foram encaminhados para hospitais aqui de Pacaraima e de Boa Vista, que fica a 200 quilômetros da fronteira. O aumento nesse fluxo de atendimento fez com que o governo do estado de Roraima decretasse calamidade pública na saúde.

 

Nasi: Agora, essa medida possibilita maior agilidade nas compras emergenciais de medicamentos e de materiais médico-hospitalares, não é isso, Helen?

 

Repórter Helen Bernardes (ao vivo): É isso mesmo. Isso significa que o Ministério da Saúde poderá ajudar, o governo brasileiro poderá ajudar com compras de mantimentos, com remédios, encaminhar para o país.

 

Gabriela: E quanto a essa ajuda humanitária, Helen, tem previsão de quando esses alimentos e medicamentos vão ser entregues?

 

Repórter Helen Bernardes (ao vivo): Olha, Gabriela, isso vai depender dos avanços das ações agora do presidente da Venezuela, reconhecido pelo Brasil, que é o Juan Guaidó. Aqui, o trabalho é apenas de fazer uma reserva dos produtos. O transporte para o país vizinho é de responsabilidade dos venezuelanos. Com a fronteira fechada, as 200 toneladas de alimentos e medicamentos estão armazenadas lá no Pelotão Especial de Fronteira do Exército, em Pacaraima. Esses mantimentos são kits de saúde para doenças de baixa complexidade, com remédios para dor, febre, inflamação, e alimentos também, como leite em pó e arroz. Lá, nós conversamos mais cedo com uma venezuelana, a Ana Quilarde(F), que é estudante de 21 anos, e ela falou um pouco como essa ajuda humanitária é tão importante.

 

Estudante - Ana Quilarde(F): 'La situación en Venezuela, la verdad es que está cada dia peor. Hay personas que si están muriendo por falta de alimento y por falta de medicamentos importantes. Yo, por ejemplo, tengo família ahí adentro, en Venezuela, y la oportunidad que tenemos aqui de comprar medicina y alimento y llevarlos para allá. Ahora, con la frontera cerrada, eso si dificulta más'.

 

Nasi: E, Helen, o Brasil continua recebendo esses imigrantes?

 

Repórter Helen Bernardes (ao vivo): Continua sim, Nasi. De acordo com a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República, a capacidade da Operação Acolhida foi inclusive ampliada, com aumento do efetivo da equipe de saúde. Toda esta situação na fronteira não mudou a rotina da operação, de resgatar e acolher esses imigrantes, como detalha a chefe da Comunicação Social da Operação, coronel Carla Beatriz.

 

Chefe da Comunicação Social da Operação Acolhida - Coronel Carla Beatriz: É um grupo de pessoas ajudando a acolher esses imigrantes. Continuamos aqui realizando o mesmo serviço, então nada aqui foi alterado, a rotina aqui da operação não foi alterada, continuamos aqui para a missão do ordenamento da fronteira, abrigamento e interiorização.

 

Repórter Helen Bernardes (ao vivo): Olha, e uma última informação, por meio de nota, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República informou ainda que a situação da Venezuela está sendo acompanhada com atenção e mobilizando todos os meios do governo federal. Pablo Mundim está lá e amanhã certamente vai voltar aí com novas informações. Nasi e Gabriela.

 

Gabriela: Obrigada, Helen, pelas informações ao vivo aqui na Voz do Brasil.

 

Nasi: E saiu hoje o resultado do Fundo de Financiamento Estudantil, o Fies, programa que oferece apoio financeiro para estudantes de faculdades particulares.

 

Gabriela: A lista dos aprovados está no site do programa, em: fies.mec.gov.br.

 

Nasi: Os candidatos ao Fies que não foram convocados nesta primeira chamada são automaticamente incluídos na lista de espera.

 

Gabriela: Eles devem acompanhar o portal do Fies todos os dias, entre os dias 27 de fevereiro e 10 de abril, para saber se serão convocados.

 

Nasi: E essas foram as notícias do governo federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite pra você e até amanhã.

 

"Governo federal. Pátria amada, Brasil".