25/04/17 - A Voz do Brasil

Governo está mobilizado para aprovar reformas importantes no Congresso. Presidente Michel Temer reúne lideranças para destacar reforma da previdência. E modernização da lei trabalhista, enviada pelo governo, é aprovada em comissão da Câmara! E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje: Saúde na escola vai priorizar vacinação e combate a obesidade nas escolas. E começou ainda a campanha de combate a malária para incentivar que pacientes façam o tratamento até o fim. Vamos falar também dos recursos que as prefeituras vão receber do governo para investir em infra-estrutura!

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19 horas.
 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje."
 
 Nasi: Boa noite.

 

Apresentadora Gláucia Gomes: Boa noite pra você que nos acompanha em todo o país.

 

Nasi: Terça-feira, 25 de abril de 2017.

 

Gláucia: E vamos ao destaque do dia: Governo está mobilizado para aprovar reformas importantes no Congresso.

 

Nasi: Presidente Michel Temer reúne lideranças e diz que reforma da Previdência vai ajudar na retomada do crescimento.

 

Presidente Michel Temer: Nós precisamos fazer isso, porque é importante pro Brasil.

 

Gláucia: E modernização da lei trabalhista enviada pelo governo é aprovada em comissão da Câmara.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gláucia: Saúde na escola vai priorizar vacinação e combate à obesidade nas escolas. Mara Kenupp.

 

Repórter Mara Kenupp: O Ministério da Saúde vai destinar R$ 89 milhões para os municípios que aderirem ao programa.

 

Nasi: E começou a ainda a campanha de combate à Malária, para incentivar que pacientes façam o tratamento até o fim.

 

Gláucia: Vamos falar dos recursos que as prefeituras vão receber do governo para investir em infraestrutura.

 

Nasi: Hoje na apresentação, Gláucia Gomes e Nasi Brum.

 

Gláucia: E pra assistir a gente ao vivo na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

 

Nasi: O governo está mobilizado para aprovar as reformas que o Brasil precisa para retomar o crescimento do país.

 

Gláucia: Pra isso hoje o presidente Michel Temer se reuniu com ministros, governadores e lideranças do Congresso, para tratar da votação da reforma da Previdência.

 

Nasi: Temer destacou por que é preciso reformar e garantir novos investimentos e as aposentadorias no futuro.

 

Repórter Jackson Segundo: A reunião foi feita em um almoço, na residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. O presidente Michel Temer explicou que o objetivo foi falar sobre a necessidade da reforma da Previdência e que o país pode entrar em dificuldades financeiras caso não seja aprovada.

 

Presidente Michel Temer: É pra explicar um pouco como caminhou a reforma até agora, mas para dizer: Olha, nós precisamos fazer isso, porque é importante para o Brasil. Nós temos exemplos concretos, palpáveis, objetivos, dimensionáveis, como é o caso de alguns estados, que estão em grandes dificuldades, em função do problema previdenciário.

 

Repórter Jackson Segundo: Michel Temer citou a Espanha como um exemplo de nação que conseguiu sair da crise financeira após a realização de reformas. Já o ministro da Fazenda Henrique Meirelles falou sobre a necessidade de limitar os gastos públicos e o atual reaquecimento da economia brasileira.

 

Ministro da Fazenda - Henrique Meirelles: O que está por trás desse crescimento é uma aposta muito grande da economia que a reforma da Previdência vai ser aprovada, e que, portanto, a situação fiscal do Brasil vai estar sob controle.

 

Repórter Jackson Segundo: Já o relator da reforma, deputado Arthur Maia, falou sobre as mudanças no projeto, como a redução na idade mínima para a aposentadoria das mulheres. Para o deputado, foi um avanço nas negociações.

 

Deputado - Arthur Maia: Uma reivindicação antiga das mulheres, e o presidente aquiesceu, junto com os parlamentares, no sentido de se fazer uma redução do tempo de aposentadoria das mulheres para 62 anos. De qualquer forma, nós tínhamos uma diferença de cinco anos, agora são apenas três.

 

Repórter Jackson Segundo: De acordo com Arthur Maia, a reforma deve ser discutida até quinta-feira na comissão especial sobre o tema. Só depois ela segue pra votação em plenário, com todos os deputados. Com locução de Jackson Segundo, reportagem, Priscila Machado.

 

Gláucia: Mulheres devem se aposentar com 62 anos e homens com 65 anos. Os dois devem contribuir por pelo menos 25 anos.

 

Nasi: É isso que prevê o relatório da reforma da Previdência, que está em discussão na Câmara dos Deputados.

 

Gláucia: O texto, que foi acordado com o governo, que defende mudanças na Previdência, para garantir as aposentadorias no futuro.

 

Nasi: Em um debate hoje em Brasília, o ministro do Planejamento apresentou a evolução dos gastos com aposentadoria e afirmou que, se a reforma não for aprovada, as despesas com a Previdência podem comprometer investimentos em saúde e educação.

 

Repórter Paulo La Salvia: O debate sobre a reforma da Previdência em Brasília reuniu parlamentares, técnicos e representantes do governo. O ministro do Planejamento, Diogo Oliveira, disse que o Brasil tem uma série de problemas para resolver, mas as mudanças nas regras para se aposentar são urgentes. Primeiro porque o sistema enfrenta saldos negativos crescentes, como o de R$ 15 bilhões registrado no ano passado. Segundo, porque o país pode estabilizar a economia, permitindo que ela volte a crescer. Diogo Oliveira defendeu ainda que com a reforma o governo vai ter mais dinheiro para outras áreas.

 

Ministro do Planejamento - Diogo Oliveira: O problema da Previdência é o problema mais importante das contas públicas do Brasil, ele representa quase 55% da despesa, por isso que ele veio primeiro na ordem das grandes reformas que o governo está promovendo.

 

Repórter Paulo La Salvia: O ministro Diogo Oliveira defendeu que não se pode deixar de fazer as mudanças na Previdência neste momento, porque o governo ainda pode escolher a melhor reforma que deseja fazer, preservando direitos e não cortando benefícios. Diogo Oliveira comentou ainda o parecer do deputado Arthur Maia, relator da reforma na comissão especial da Câmara, que discute a proposta. Segundo o ministro, as alterações feitas no texto original atendem ao mesmo tempo a questão fiscal do governo e as sugestões feitas pelos parlamentares.

 

Ministro do Planejamento - Diogo Oliveira: A aprovação da reforma fica facilitada, em virtude das alterações que foram feitas pelo relatório. O resultado que saiu é um resultado equilibrado. Do ponto de vista fiscal, cria as condições de estabilização da Previdência no país, e, por outro lado, do ponto de vista do Congresso, das demandas parlamentares, também foram atendidas as principais demandas.

 

Repórter Paulo La Salvia: A Reforma da Previdência prevê uma transição para as novas regras, que vai durar 20 anos. Entre elas, está a idade mínima progressiva para homens e mulheres que estão no mercado de trabalho se aposentarem. Reportagem, Paulo la Salvia.

 

Gláucia: Já a Comissão Especial da Reforma Trabalhista aprovou hoje o texto apresentado pelo relator, deputado Rogério Marinho.

 

Nasi: O relatório mantém as principais medidas do projeto original enviado pelo governo.

 

Gláucia: O texto permite que a negociação entre empresas e trabalhadores prevaleça sobre a lei em pontos como parcelamento das férias em até três vezes, plano de cargos e salários, banco de horas e trabalho em casa.

 

Nasi: O projeto vai agora para o plenário da Câmara dos Deputados, e em seguida vai para o Senado.

 

Gláucia: A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores demonstrou apoio às reformas propostas pelo governo, como a trabalhista e a da Previdência.

 

Nasi: O presidente da Anfavea, Antônio Megale, se reuniu hoje com o presidente e os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira.

 

Gláucia: Antônio Megale apresentou um documento com as perspectivas da indústria automobilística e disse que o setor está otimista com expectativa de crescimento para os próximos anos.

 

Presidente da Anfavea - Antônio Megale: A confiança está voltando, nós estamos começando a ver os primeiros sinais de melhoria de mercado. Tenho certeza que a posição vai ser positiva. Com as reformas que estão sendo aprovadas, tenho certeza que estaremos tendo boas notícias, do ponto de vista do crescimento.

 

Nasi: E por falar em otimismo, empresários espanhóis e brasileiros estão reunidos em São Paulo, desde ontem, para discutir oportunidades de negócios.

 

Gláucia: A Espanha é o segundo país com mais investimentos no Brasil e no ano passado foi o 11º principal destino das nossas exportações.

 

Nasi: Empresários espanhóis manifestaram interesse em investir no Brasil e estão otimistas com as reformas que vêm sendo feitas no país.

 

Repórter José Luís Filho: No olhar de quem atravessou o Atlântico para participar do encontro empresarial, o Brasil é um país de grandes oportunidades em vários setores: transportes, infraestrutura, tecnologia, energia. Fernando Garcia, diretor de uma fabricante de vidros fotovoltaicos, vê no Brasil um grande mercado para o produto.

 

Empresário - Fernando Garcia: Confiamos mucho en ese mercado, creemos que tiene um gran potencial.

 

Repórter José Luís Filho: A preocupação e o engajamento do Brasil com a preservação do meio ambiente trouxeram José Luís Mioni ao fórum. Presidente de uma empresa de consultoria e tecnologia ambiental, o executivo pretende investir por aqui. Segundo ele, o Brasil é um mercado em expansão e as ações do governo facilitam os negócios.

 

Empresário - José Luís Mioni: Acordos muy importantes de acercamientos bilaterales, para facilitar este escenario que estamos viviendo aquí en São Paulo.

 

Repórter José Luís Filho: Para Tomás Zanoto, diretor de Relações Exteriores e Comércio Internacional da Fiesp, além de investimentos diretos, essa aproximação pode resultar em um intercâmbio de serviços e mão de obra qualificada.

 

Diretor de Relações Exteriores e Comércio Internacional da Fiesp - Tomás Zanoto: Os espanhóis, por exemplo, têm engenheiros em abundância muito bem formados. É um exemplo que nós estamos dando.

 

Repórter José Luís Filho: O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços disse que o atual momento do Mercosul, com a Argentina na presidência e em seguida o Brasil, vai facilitar as negociações entre o Mercosul e a União Europeia. Segundo Marcos Pereira, os empresários têm papel fundamental para a finalização desse acordo.

 

Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - Marcos Pereira: Trata-se antes de tudo de reconhecermos às empresas o papel de vetores fundamentais da verdadeira integração entre os países.

 

Repórter José Luís Filho: Já o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, afirmou que quem quiser investir aqui encontrará um novo país.

 

Ministro das Relações Exteriores - Aloysio Nunes: Um país em que se respeita a lei, em que se tem segurança jurídica, em que se busca ter uma política macroeconômica, que garanta a estabilidade, que não se brinca com a inflação.

 

Repórter José Luís Filho: E não opinião de Mariano Rajoy, presidente do Governo Espanhol, para o Brasil voltar a crescer e atrair investimentos é preciso seguir com as reformas, como fez a Espanha no início da década.

 

Presidente do Governo Espanhol - Mariano Rajoy: Al día de hoy, España cresce y cria empleo, y lo hace con un modelo de crecimiento más equilibrado y sostenible.

 

Repórter José Luís Filho: A Espanha é hoje o segundo país com mais investimentos no Brasil. As empresas do país geral aqui 265 mil empregos. Reportagem, José Luís Filho.

 

Gláucia: E depois das medidas adotadas pelo governo para reorganizar a economia, dados do Banco Central já mostram que o país começa a se tornar mais forte no cenário internacional.

 

Nasi: Em março, voltamos a registrar superávit nas transações correntes, ou seja, entraram mais recursos estrangeiros do que saíram do país.

 

Gláucia: Nessa balança, o saldo ficou positivo em US$ 1,4 bilhão. É o primeiro resultado positivo para o mês desde 2007.

 

Nasi: Os números também mostram que o Brasil atraiu mais investimentos estrangeiros voltados para o setor produtivo. Todos os segmentos da economia tiveram impacto positivo com esses investimentos.

 

Gláucia: O governo anunciou hoje a criação de um programa para ajudar os municípios a melhorar serviços de iluminação pública, água, esgoto e asfalto.

 

Nasi: O programa de apoio aos municípios vai contar com um fundo de R$ 10 bilhões.

 

Repórter Beatriz Amiden: Débora Almeida é prefeita de São Bento do Uma, uma cidadezinha no interior do Pernambuco. Lá no município, falta água, esgoto e ruas pavimentadas, e o que o governo arrecada não é suficiente para pagar as contas.

 

Prefeita - Débora Almeida: As necessidades da população são muito imediatas, então falta muito recurso para investimento.

 

Repórter Beatriz Amiden: A situação na cidade onde Vinícius Samor é vice-prefeito, Ubá, Minas Gerais, não é muito diferente. A população não tem saneamento básico e nem iluminação.

 

Vice-prefeito - Vinícius Samor: É um problema de muitos anos e que a gente tem buscado agora superar, através de parcerias com o Governo Federal, através de parcerias público-privadas.

 

Repórter Beatriz Amiden: Agora, municípios como estes vão contar com apoio do Governo Federal para resolver problemas essenciais para a população, como saneamento, mobilidade urbana, iluminação pública, água e esgoto. Foi anunciada liberação de R$ 10 bilhões para as prefeituras. R$ 4 bilhões vão fazer parte de um fundo para incentivar concessões nos municípios. Outros R$ 6 bilhões, financiados pelo Fundo de Garantia, vão ser liberados para obras de mobilidade urbana, como recapeamento e pavimentação. É o que explica o Ministro do Planejamento, Diogo Oliveira.

 

Ministro do Planejamento - Diogo Oliveira: Através desse fundo, serão contratados os estudos necessários para a realização dos processos de concessão.

 

Repórter Beatriz Amiden: Os recursos vão priorizar as cidades com mais de 100.000 habitantes. As linhas de créditos vão ser liberadas pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. O presidente da Caixa, Gilberto Occhi, explicou que o banco vai apoiar os municípios para elaboração das concessões e parcerias público-privadas.

 

Presidente da Caixa Econômica Federal - Gilberto Occhi: Fazer um empréstimo é fácil. Fazer a concessão é um grande desafio a todos os municípios brasileiros, e a Caixa é quem vai apoiar cada um desses municípios.

 

Repórter Beatriz Amiden: O anúncio foi feito durante o encontro de municípios com desenvolvimento sustentável, que reúne em Brasília sete mil pessoas. Reportagem, Beatriz Amiden.

 

Gláucia: 19h14 em Brasília.

 

Nasi: Vacinação nas escolas e combate à obesidade entre os alunos.

 

Gláucia: Campanha de combate à Malária no norte do país.

 

Nasi: Daqui a pouco, vamos detalhar pra você novas ações do governo para prevenir doenças e promover saúde entre os brasileiros

 

"Defesa do Brasil, Defesa do Brasil, Defesa do Brasil"

 

Gláucia: Vigiar nossas fronteiras e combater o tráfico de drogas e armas e o contrabando de mercadorias

 

Nasi: Hoje, no nosso quadro dedicado às ações das Forças Armadas, vamos falar de um dos projetos mais importantes do Exército.

 

Gláucia: É o Sisfron. A sigla significa Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras, um trabalho que já é realidade no Mato Grosso do Sul e será levado para outras áreas da fronteira terrestre.

 

Nasi: E vamos entender melhor como funciona na prática, na reportagem de Marina Melo.

 

Repórter Marina Melo: Nos quase 17 mil quilômetros de fronteiras terrestres, que o Brasil tem com dez países vizinhos, como Bolívia, Argentina e Peru, o Sisfron, Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras, terá papel fundamental no combate ao crime. Quase totalmente implementado na 4ª Brigada de Cavalaria, que fica em Dourados, no Mato Grosso do Sul, fronteira com o Paraguai, o programa passa agora por uma fase de testes dos equipamentos adquiridos. O General do Exército Willian Ribeiro Pinho explica que somente com equipamentos de alta tecnologia será possível monitorar faixas tão extensas de terra.

 

General - Willian Ribeiro: Ele tem sensores instalados, eles são radares de vigilância terrestre, que a gente pode acompanhar movimento de viaturas. Nós temos sensores de guerra eletrônica, que podem captar emissões de rádio, nós temos equipamentos de visão termal, pra operar de noite, equipamento de visão noturna.

 

Repórter Marina Melo: Além dos sensores, o Sisfron conta com equipamentos de comunicação de última geração e viaturas equipadas com monitores e sensores, para acompanhar o que acontece nas áreas mais distantes e enviar informações em tempo real aos comandos onde estão os tomadores de decisão, como explica o Coronel Janjar, da 4ª brigada de Cavalaria.

 

Coronel - Janjar: No momento nós estamos fazendo teste diagnóstico do material do Sisfron, onde nós verificamos a operacionalidade do material, a rusticidade, se os requisitos contratados para os equipamentos atendem à doutrina do Exército.

 

Repórter Marina Melo: Assim que for finalizada a fase de testes em Dourados, o programa será expandido para outras regiões de fronteira, como o Mato Grosso e o Paraná. Com o Sisfron, os órgãos responsáveis pelo combate a crimes nas regiões de fronteira, como a Polícia Federal e o Ibama, contarão com um forte aliado para monitorar ilícitos, unindo a capacidade humana com a alta tecnologia e protegendo nosso país de crimes, como tráfico de drogas e contrabando de armas. Reportagem, Marina Melo.

 

Gláucia: 8.400 cisternas de água para consumo foram entregues a famílias do sertão alagoano.

 

Nasi: O governo também entregou quase 2.000 tecnologias sociais de acesso à água. É um outro tipo de cisterna, que capta a água da chuva para irrigar a produção.

 

Gláucia: Neste ano, mais de 17.000 cisternas devem ser construídas em Alagoas para atender famílis que sofrem com a seca.

 

Repórter Carolina Grazziadei: A vida da dona Josefa da Silva mudou muito. Moradora de Santana do Ipanema, no sertão alagoano, a rotina da dona de casa era castigada por longas caminhadas em busca de água para sobreviver. Agora, tudo vai ficar mais tranquilo. As dificuldades impostas pela seca continuam, mas a água para as necessidades mais básicas está garantida. A Dona Josefa é uma das beneficiadas pelas 8.400 cisternas de consumo humano entregues oficialmente pelo Governo Federal neste ano. Ela fala da alegria que é saber que a água para alimentar os filhos está garantia.

 

Entrevistada - Josefa da Silva: Hoje em dia a gente tem o poço artesiano ali e temos nossas cisternas, cada família com duas cisternas, não é bom demais uma coisa dessa? Que hoje em dia a gente toma água saudável, né, que a gente não tomava, tomava água de barreiro. Hoje em dia a gente toma água limpa.

 

Repórter Carolina Grazziadei: O ministro do Desenvolvimento Social e Agrário Osmar Terra participou da solenidade de entrega dos investimentos, que ocorreu na comunidade Riacho Fundo, zona rural de Santana do Ipanema. Também foram entregues 1.900 tecnologias de acesso à água para produção e 108 cisternas escolares. Osmar Terra destaca que a entrega das cisternas é uma demonstração do compromisso do Governo Federal com as pessoas mais sofridas.

 

Ministro do Desenvolvimento Social e Agrário - Osmar Terrra: É a possibilidade que o nosso presidente determinou, da gente diminuir o dano que essa estiagem, essa seca está causando ao povo aqui de Alagoas, dessa região do sertão e do nordeste de uma maneira geral.

 

Repórter Carolina Grazziadei: Ao longo de 2017, serão investidos R$ 67 milhões para a construção de 17.500 cisternas, sendo 15.000 para consumo humano, 2.000 para produção e 500 cisternas escolares no estado de Alagoas. Reportagem, Carolina Grazziadei.

 

Nasi: Vacinação dos alunos e campanha de combate à obesidade.

 

Gláucia: Pra isso, o programa Saúde na Escola está sendo ampliado e vai atender ainda mais estudantes de escolas públicas de todo o país.

 

Nasi: Mas atenção: Para receber os recursos, os municípios precisam aderir ao programa. As inscrições começam já, no mês de maio.

 

Repórter Mara Kenupp: Em Simplício Mendes, município a 400 quilômetros da capital do Piauí, um projeto de teatro de bonecos cativa 4.000 alunos de 10 escolas da rede pública. A atividade faz parte do programa Saúde na Escola. O diretor de Saúde do município, Valfredo Santana Portela, explica que aproveita o lúdico para promover ações de saúde.

 

Diretor de Saúde - Valfredo Santana: São trabalhadas as questões como combate ao Aedes aegypti, como os cuidados com a saúde bucal, higiene pessoal, sobre a questão do acondicionamento do lixo.

 

Repórter Mara Kenupp: O Ministério da Saúde vai destinar R$ 89 milhões para os municípios que aderirem ao programa. A verba será empregada em ações de prevenção e promoção à saúde de crianças e adolescentes da rede pública de ensino. E a novidade é que o dinheiro será liberado em parcela única.

 

Entrevistado: Faço aqui um apelo aos prefeitos, aos governadores, aos diretores de escolas, professores, que façam a adesão ao programa, para que nós possamos ter o máximo de integração entre saúde e educação em benefício de todas as crianças brasileiras.

 

Repórter Mara Kenupp: As escolas terão 12 ações a serem desenvolvidas, entre elas a atualização da caderneta de vacinação dos alunos. O prazo de adesão dos municípios vai de 2 de maio a 14 de junho. A expectativa de alcance é de 144.000 escolas. O ministro da Educação Mendonça Filho falou da importância da integração das duas pastas para a boa formação dos alunos.

 

Ministro da Educação - Mendonça Filho: É fundamental uma ação articulada entre ministérios que atuam na área social, como por exemplo saúde e educação. Que a gente tenha, por exemplo, jovens que necessitam ter acesso à vacinação, e que o acesso à vacinação muitas vezes se verifica de forma distante da realidade do dia a dia das escolas no Brasil.

 

Repórter Mara Kenupp: As escolas vão ser monitoradas em relação ao cumprimento das metas, e os municípios só vão receber novos recursos no ano que vem se alcançarem os objetivos definidos. Reportagem, Mara Kenupp.

 

Gláucia: 19h22 em Brasília.

 

Nasi: E hoje, dia mundial da Malária, o Ministério da Saúde lança a campanha Faça o Tratamento Até o Fim - Sem a doença você vive muito melhor.

 

Gláucia: O foco é incentivar a pessoa a procurar uma unidade de saúde e realizar todo o tratamento contra a doença.

 

Repórter Natália Koslik: A malária é transmitida pela picada do mosquito Anopheles, e pode ser reconhecida por alguns sintomas, como febre, calafrios, vômito e dores no corpo. Apesar de o número de casos ter diminuído mais de 75% nos últimos 10 anos, ainda existem quase 130 mil ocorrências da doença no Brasil. Por isso, o Ministério da Saúde lançou, nesta terça-feira, a campanha de combate à Malária, como destaca o ministro Ricardo Barros.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Então o apelo para que as pessoas façam o tratamento completo. E nós esperamos conseguir com a população a adesão a essa nova campanha de combate à Malária no Brasil.

 

Repórter Natália Koslik: O foco da ação é a região amazônica, que concentra 99% dos casos da doença no país, isso por causa das características climáticas e ambientais do local, que favorecem a reprodução do mosquito. Cristiano Fernandes, chefe do Departamento de Vigilância Ambiental da Fundação de Vigilância em Saúde do estado do Amazonas, enumera algumas ações de combate à doença.

 

Chefe do Departamento de Vigilância Ambiental - Cristiano Fernandes: O diagnóstico precoce do tratamento, controle vetorial, por meio de aplicações de inseticidas, o uso de mosqueteiro impregnado com inseticidas de longa duração, na qual nós distribuímos nas áreas de maior incidência de casos da malária.

 

Repórter Natália Koslik: O clínico geral, Dr. Paulo Reis, que atua há 12 anos no Médicos Sem Fronteiras e já presenciou ocorrência de malária em dezenas de países, alerta para os riscos de deixar o tratamento incompleto.

 

Médico - Paulo Reis: Primeiro risco pra própria pessoa, né? Ela, parando a medicação, o parasita pode voltar a se reproduzir, e vai ser mais resistente à medicação. E é um risco à saúde pública, porque o mosquito vai picar ela, vai poder picar outras pessoas, vai começar a espalhar um parasita que é mais resistente.

 

Repórter Natália Koslik: No final do ano passado, o Ministério da Saúde repassou quase R$ 12 milhões para intensificar as ações de controle da Malária. Reportagem, Natália Koslik.

 

Nasi: O programa Mais Médicos está abrindo mais de 2.300 vagas para profissionais brasileiros.

 

Gláucia: O Ministério da Saúde quer aumentar a participação de profissionais formados no Brasil. E a previsão é substituir mais de 1000 vagas, que hoje estão ocupadas por médicos estrangeiros.

 

Nasi: Também estão sendo repostas vagas desistentes ou de contratos já encerrados.

 

Gláucia: As inscrições vão até 26 de abril.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.
 
 

Gláucia: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de comunicação.

 

Gláucia: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite pra você.

 

Nasi: Boa noite pra você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso."