25 DE SETEMBRO DE 2017

Destaques da Voz do Brasil: Governo anuncia amanhã incentivo ao emprego e ao empreendedorismo aos beneficiários do Bolsa Família. Em mensagem exclusiva, presidente Michel Temer fala do saque do PIS/PASEP. Analistas de mercado indicam inflação abaixo dos 3%.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Alessandra Bastos: Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Alessandra: Segunda-feira, 25 de setembro de 2017.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Alessandra: Governo anuncia novidades no Bolsa Família.

 

Nasi: Quer incentivar o emprego e empreendedorismo dos beneficiários.

 

Alessandra: Vamos conversar, ao vivo, com o ministro do Desenvolvimento Social.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil.

 

Alessandra: Em mensagem exclusiva, o Presidente Michel Temer fala do saque do PIS/Pasep, mais uma ação para aquecer a economia.

 

Presidente da República - Michel Temer: São cerca de R$ 16 bilhões que vão também fazer uma nova injeção na economia, na indústria, no comércio, no varejo, né? Isso isto vai significar também a possibilidade de abertura de novos empregos.

 

Nasi: Inflação abaixo dos 3% é o que indicam analistas de mercado. Nei Pereira.

 

Repórter Nei Pereira: De acordo com levantamento do Banco Central, a inflação deste ano deve ficar em 2,97%.

 

Alessandra: E vamos dar as últimas informações sobre a atuação das Forças Armadas no Rio de Janeiro.

 

Nasi: E o reforço no calendário de eventos na cidade para atrair turistas e gerar empregos.

 

Alessandra: Na apresentação: Alessandra Bastos e Nasi Brum.

 

Nasi: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar: www.voz.gov.br.

 

Alessandra: Hoje nós abrimos essa edição com uma mensagem do Presidente Michel Temer para você, ouvinte da Voz do Brasil.

 

Nasi: O presidente destaca ações que vem tomando para ajudar na retomada do crescimento e geração de empregos.

 

Alessandra: Uma delas foi o saque do FGTS. Os últimos números da economia mostram um impacto da liberação desse dinheiro para os brasileiros. Movimentou o comércio, a indústria e ajudou a abrir novos postos de trabalho.

 

Nasi: Para o presidente Temer, um programa que atingiu milhões de trabalhadores.

 

Presidente da República - Michel Temer: Você que é nosso ouvinte, você está sabendo, se você não foi beneficiado você soube por alguém, que, na verdade, nós não liberamos R$ 44 bilhões nas contas inativas do Fundo de Garantia, que foi um programa governamental que atingiu milhões de trabalhadores que foram e sacaram o dinheiro que era seu, que estava retido pelo estado, e botaram na economia. Então, nós movimentamos a economia em R$ 44 bilhões. Alguns pagaram dívidas, alguns botaram na poupança, outros gastaram em compras, portanto, isso incentivou muito o varejo, né? Você veja que o varejo aumentou sensivelmente a venda, né, nestes últimos meses, precisamente em função da liberação das contas inativas do Fundo de Garantia.

 

Alessandra: Agora, o presidente lembra que um novo saque vai ser liberado, dessa vez do PIS/Pasep.

 

Nasi: Michel Temer explica direitinho para você ouvinte, como será a injeção de mais R$ 16 bilhões na economia do país.

 

Presidente da República - Michel Temer: Nós tivemos uma nova ideia, que é para anunciar o calendário de saques do PIS/Pasep. O PIS é dos trabalhadores da iniciativa privada e o Pasep e a contribuição que fazem os funcionários públicos... servidores públicos, né? Eu editei uma norma que permite reduzir esse prazo, ou seja, você que tem 65 anos, não precisa mais esperar 70, se for homem, ou você mulher, que tem 62 anos ou mais, né? Também não precisa esperar os 70 anos, podem sacar esses valores. Portanto, nós estamos imaginando que são cerca de R$ 16 bilhões que vão também fazer uma nova injeção na economia, na indústria, no comércio, no varejo, né? Isto vai significar também a possibilidade de abertura de novos empregos. Enfim, estamos fazendo tudo o que é possível para acolher os pleitos do povo brasileiro, e, especialmente tirar o país da crise.

 

Alessandra: Amanhã o governo lança novidades para quem recebe o Bolsa Família.

 

Nasi: É, a ideia é dar independência financeira a essas famílias, ou seja, fazer com que elas possam melhorar de vida e deixar de depender do programa.

 

Alessandra: Para antecipar e explicar melhor como vão ser essas nossas ações, está aqui no nosso estúdio da Voz do Brasil o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra. Boa noite, ministro.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Osmar Terra: Boa noite. Boa noite a todos os ouvintes.

 

Alessandra: Ministro, então, amanhã vamos ter novidades para quem recebe o Bolsa Família?

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Osmar Terra: É, nós estamos... o Plano Progredir, que é uma proposta de melhoria da qualidade de vida das pessoas vinculadas ao Bolsa Família, portanto, as famílias mais pobres do país, visa estimular o empreendedorismo, as pessoas poderem ter o seu pequeno empreendimento, a sua pequena empresa, através de financiamento com microcrédito. Nós estamos conseguindo R$ 3 bilhões de dinheiro que estava em depósito do Banco Central, por ano, para estimular esse microcrédito. Vamos dar capacitação técnica, estudo de mercado para ver que tipo de empreendimento poder dar melhor resultado. Vamos fechar... Estamos fechando um grande pacto com as empresas, principalmente com as grandes empregadoras do Brasil, as grandes redes de comércio, da área de serviços e até indústrias para que um percentual das vagas, uma cota de vagas seja direcionada ao público do Bolsa Família. Então, é um programa para ajudar essas famílias a progredir, para melhorar de vida. Não é um programa para tirar ninguém. O Bolsa Família não vai ter nenhuma exclusão, a não ser que as pessoas melhorem tanto de renda que não precisem mais do programa. O programa vai continuar. E se a pessoa perder aquela renda, ela volta para o programa. O programa Bolsa Família está sem fila de espera nesses últimos meses. Nós conseguimos reduzir a fila de espera. Todo mundo foi incluído no programa. Então, o programa vai ser mantido, está garantido. O presidente da República faz questão de reprisar isso. E o que nós vamos fazer é um apoio para melhorar de vida as pessoas que estão dentro do programa.

 

Nasi: Agora, ministro, na prática, como que vai ser o encaminhamento dessas pessoas ao mercado de trabalho? Como é que vai ser feito isso?

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Osmar Terra: Nós vamos ter tanto, através... Vai ser um trabalho das prefeituras, né? Nós vamos trabalhar... É um pacote de instrumentos que nós vamos dar, microcrédito, oferta de empregos, uma série de medidas, qualificação profissional, um milhão de vagas no Pronatec, voltado para a realidade local, porque o Pronatec não era... que vinha de cima para baixo, que era feito antes, não funcionou, não teve resultado. Então, vai ser oferecido tudo isso à prefeitura e a prefeitura... o prefeito vai ganhar um prêmio pela proporção de famílias que melhorarem de vida também. Vai ser um prêmio feito por região entregue pelo presidente da República, vai ser um recurso repassado ao município, aos programas do município, né, que vai ser o prêmio e um troféu que o prefeito vai ter. Então, vai ter um estímulo que os prefeitos nunca tiveram para também se empenhar nessa questão da geração de emprego e renda para aquelas famílias mais pobres.

 

Alessandra: Mas vai ter estímulo para quem quer abrir seu programo negócio, né, ministro? Como é que vai ser feito isso?

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Osmar Terra: Isso vai ser feito através dos programas municipais de geração de emprego e renda, vai se chegar a essas famílias e vai se oferecer esse recurso do microcrédito. Esse recurso vai ser oferecido através dos bancos. O Banco do Nordeste, por exemplo, é um grande financiador de microcrédito. Inclusive vai anunciar amanhã, vai ter um anúncio surpresa amanhã, né? Em relação... vai melhorar a possibilidade de pagar o microcrédito por quem vai tomar o empréstimo. Enfim, uma série... o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, né? Vai ter um programa da Febraban para fazer com que as pessoas... a educação financeira das pessoas como trabalhar melhor com a economia doméstica, né? Uma série de medidas que vão ser focalizadas nessas famílias que é para melhorar. Não é para excluir ninguém do Bolsa Família e é para melhorar a qualidade de vida, é para progredir, para que as famílias progridam na vida.

 

Nasi: Pois é, e é bom lembrar a você, que está nos ouvindo aqui na Voz do Brasil, que o Bolsa Família é um programa reconhecido no mundo todo, que atende mais de 13 milhões de famílias que estão em situação de pobreza.

 

Alessandra: É com ele que brasileiros garantem pelo menos a alimentação do dia a dia. Gente como o Rogério Sá, que vamos conhecer agora. Mas, no caso dele, que conseguiu mudar de vida, hoje não precisa mais do benefício.

 

Entrevistado - Rogério Sá: Quando eu nasci, a minha primeira cama foi a rua, né? Minha mãe me abandonou na rua. E eu passei 18 anos do orfanato, passei por três orfanatos em São Paulo. Eu não tenho pai, nem mãe, quem me deu meu nome foi o juiz, né?

 

Repórter Gabriela Noronha: Assim começou a história de Rogério Sá de Araújo, abandonado nas ruas de São Paulo, muito jovem conheceu as drogas e a álcool. Aos 18 anos já era viciado em crack. Em 2010, quando chegou em Brasília, a história se repetiu vivendo nas ruas. Mas tudo mudou quando uma organização não governamental deu novo lar ao Rogério. Além do carinho de amigos, ele descobriu direitos que antes nem sabia que tinha, conheceu o Bolsa Família, programa do Governo Federal voltado para famílias carentes e extremamente pobres.

 

Entrevistado - Rogério Sá de Araújo: O Bolsa Família me ajudou muito na recuperação e na minha dignidade, porque o Bolsa Família, ele me ajudava a pagar meu aluguel, ele me ajudava a comprar um remédio, né? Sou muito feliz por esse programa que governo tem, que é a Bolsa Família, que tem ajudado muita gente, assim como me ajudou.

 

Repórter Gabriela Noronha: Rogério conseguiu o que muitos consideravam impossível, depois de 25 anos morando nas ruas, ele aceitou tratamento contra os vícios, retomou os estudos e hoje, aos 45 anos, trabalha fazendo o que mais gosta, ajudar pessoas em situação da rua. Há dois meses abriu mão do benefício Bolsa Família. Ele explica que não precisa mais do dinheiro.

 

Entrevistado - Rogério: Eu penso, como eu vim da rua e eu tenho muitos irmãos, muitos amigos de rua ainda, que eu chamo de irmão, eles precisam desse benefício. Para que esse benefício chegue até eles, eu tenho que abrir mão. O mais importante para mim é a pessoa ter a consciência de chegar e falar: "Não, eu não preciso mais", entendeu? Porque é isso que o Brasil precisa.

 

Repórter Gabriela Noronha: Neste mês, mais de 218 mil famílias foram incluídas no programa. A fila de espera foi zerada pela quarta vez neste ano. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Nasi: Bem, nós estamos, ao vivo, com o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra. Ministro, a ideia, então, é que mais beneficiários possam fazer aí como o Rogério, só que agora com o incentivo do governo?

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Osmar Terra: É, o governo vai fornecer uma série de instrumentos, eu acho que numa escala que nunca foi feita antes, né? Para que uma quantidade muito maior de pessoas possam melhorar de vida, progredir, e, quem sabe, no futuro não precisar mais do Bolsa Família. Mas é um programa voltado para melhorar a qualidade de vida do Bolsa Família e reforçar o Bolsa Família. Não é para criar qualquer dificuldade no Bolsa Família. Tanto é que nós estamos com a fila zerada, né? Nós estamos incluindo todo mundo no programa.

 

Alessandra: Nós agradecemos a presença do ministro Osmar Terra aqui no estúdio da Voz do Brasil, antecipando um pouco do que será anunciado amanhã, não é, ministro, pelo Presidente Michel Temer. Muito obrigada.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Osmar Terra: Eu é que agradeço. E quero lembrar que vai ter um portal específico que vai casar a oferta, as prefeituras vão poder colocar a oferta de mão de obra e as empresas, os empregos que têm para eles. Vai ser um grande programa em nível nacional. Muito obrigado. Um grande braço.

 

Nasi: Economistas do mercado financeiro reduziram novamente a estimativa de inflação para este ano.

 

Alessandra: Eles também preveem crescimento maior do PIB e mais queda nos juros.

 

Nasi: As informações fazem parte do Boletim Focus do Banco Central, que reúne projeções de analistas de mercado.

 

Repórter Nei Pereira: Pela primeira vez os economistas do mercado financeiro estimaram a inflação para 2017 abaixo de 3%. De acordo com o levantamento do Banco Central, a inflação deste ano deve ficar em 2,97%. Esta foi a quinta redução seguida do indicador de inflação. Para 2018 a previsão recuou para 4,08%. Para o Produto Interno Bruto de 2017, o PIB, que é a soma de todas as riquezas produzidas pelo país, o mercado financeiro subiu a estimativa de crescimento de 0,60% para 0,68%. Já para o ano que vem, a previsão de expansão passou para 2,30%, a terceira alta seguida no indicador. As estimativas de crescimento começaram a subir com mais intensidade após a divulgação do resultado do PIB do segundo trimestre deste ano. O mercado financeiro também manteve a sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 7% ao ano para o fechamento de 2017. Atualmente a taxa está em 8,25% ao ano. Nei Pereira, para a Voz do Brasil.

 

Alessandra: 19h14 em Brasília.

 

Nasi: E você vai ouvir ainda nesta edição.

 

Alessandra: Forças Armadas continuam nas ruas do Rio de Janeiro.

 

Nasi: E um reforço no calendário de eventos na cidade maravilhosa quer incentivar o turismo para gerar empregos.

 

"Trânsito. Atenção, motorista".

 

Alessandra: Durante a última semana, campanhas e eventos educativos alertaram a população a ter atitudes para tornar o trânsito mais seguro.

 

Nasi: A Semana Nacional de Trânsito realizou ações em diversas cidades. O repórter José Luiz filho acompanhou uma delas em São Paulo.

 

Alessandra: Na capital paulista os futuros motoristas aprenderam as primeiras regras de trânsito brincando.

 

Repórter José Luiz Filho: Quem está no trânsito, seja de carro ou pé, deve fazer escolhas para evitar acidentes. No caso dos pedestres, usar a faixa da segurança para atravessar a rua. E para os motoristas, esquecer o celular enquanto corrige e jamais assumir o volante do carro depois de consumir bebida alcoólica são alguns exemplos. Mas será que, principalmente os motoristas, fazem estas escolhas? A aposenta Teresa Alonso afirma que para ela celular e volante não combinam.

 

Aposenta - Teresa Alonso: Nunca. Nunca. Está desligado.

 

Repórter José Luiz Filho: Já o motorista Alexander Leite, diz, ao menos, tentar fazer as escolhas certas.

 

Motorista - Alexander Leite: A gente tenta, né? Não é muito fácil, mas vamos tentar.

 

Repórter José Luiz Filho: Para orientar quem precisa estar atento o ano todo, a Semana Nacional do Trânsito deste ano conta com campanhas e eventos educativos, é o que explica Elmer Vicenzi, diretor do Denatran, o Departamento Nacional de Trânsito.

 

Diretor do Denatran - Elmer Vicenzi: Ela reforça a discussão do trânsito seguro junto toda a sociedade. Cabe a cada um, dentro de sua esfera de atuação, agir de uma maneira segura para preservar não só sua própria vida, mas a vida de todos os brasileiros.

Repórter José Luiz Filho: Com o tema 'Minha Escolha Faz Diferença no Trânsito', a Semana Nacional quer lembrar motoristas, pedestres e ciclistas de que a escolha correta pode evitar acidentes e salvar vidas. As ações educativas são realizadas em todo o país. Em São Paulo, estado onde uma pessoa morre no trânsito a cada 90 minutos, o Detran e a Polícia Militar escolheram as crianças como multiplicadoras e montaram em um parque da cidade uma grande tenda com exposição de viaturas, oficina de desenho e uma minicidade, onde os futuros condutores podem aprender regras de trânsito brincando, como nos conta o major da PM, Paulo Oliveira.

 

Major da PM, Paulo Oliveira. Através dessa consciência, desde cedo, que praticar um trânsito seguro é importante.

 

Repórter José Luiz Filho: Augusto, de seis anos, foi com o pai conhecer o espaço. Com o triciclo ele acelerou pelas ruas da minicidade, recebeu dicas dos policiais e apreendeu as primeiras lições de trânsito.

 

Entrevistado - Augusto: Quando o pedestre tiver passando, tem que parar.

 

Repórter José Luiz Filho: Passeio divertido e educativo também para o pai do menino, o segurança Augusto César Silva.

 

Segurança - Augusto César Silva: Já começar a educar, mostrar a importância de respeitar as leis, semáforos, fiscalização, guardas e o próprio pedestre, né? Que é o mais importante.

 

Repórter José Luiz Filho: Entre os anos de 2014 e 2015 o número de mortes em acidentes de trânsito diminuiu 11% em todo o país, segundo o Ministério da Saúde. Reportagem, José Luiz Filho.

 

Nasi: Foram 13 anos de atuação e mais de 37 mil brasileiros. Agora, os militares que participaram da missão de paz das Nações Unidas no Haiti começam a retornar ao Brasil.

 

Alessandra: O primeiro voo chegou em São Paulo neste sábado, com 204 militares. Um deles era o Sargento Leandro dos Santos Bento, da Marinha. Ele fala sobre o que aprendeu enquanto esteve por lá.

 

Sargento da Marinha - Sargento Leandro dos Santos Bento: A gente sempre tira muito aprendizado desse tipo de missão porque é muito tempo de convívio entre pessoas e pessoas diferentes. E a principal lição que fica é a gente aprender a trabalhar mais em grupo, em equipe, respeitando as diferenças das pessoas, tanto das pessoas que convivem com a gente não dia a dia, quanto da própria população do país que está nos hospedando.

 

Nasi: Para o chefe do estado maior conjunto das Forças Armadas, Almirante Ademir Sobrinho, a missão foi um sucesso.

 

Chefe do estado maior conjunto das Forças Armadas - Almirante Ademir Sobrinho: As tropas garantiram as obras, reparos necessários para que o país pudesse começar uma nova vida. Desobstruíram estradas, desobstruíram ruas, cavaram poços para prover água para a população, retiraram escombros das ruas, ajudaram da distribuição de medicamentos e alimentos para a população. Os senhores não têm ideia do que é uma população faminta, necessitando daqueles elementos básicos para sobreviver, avançando sobre um carregamento. Tem que ser contido praticamente com a força. E as Forças Armadas foram muito importantes para organizar essa distribuição de alimento, inclusive, em regiões remotas da Haiti.

 

Alessandra: Até 15 de outubro, todos os brasileiros estarão de volta.

 

Nasi: A atuação das Forças Armadas na Rocinha, no Rio de Janeiro, está cumprindo o objetivo: dar segurança aos moradores e comerciantes da região.

 

Alessandra: Desde a última sexta-feira, 950 militares do Exército, Marinha e Aeronáutica se revezam fazendo um cerco na comunidade, impedindo tiroteio entre traficantes e polícia.

 

Repórter Nathália Koslyk: No quarto dia do cerco das Forças Armadas aos principais acessos do morro da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, a situação está voltando ao normal. É o que explica o Coronel Roberto Itamar, porta-voz do Comando Militar do Leste.

 

Porta-voz do Comando Militar do Leste - Coronel Roberto Itamar: Basicamente com 24 horas, um pouco mais, já se conseguiu estabilizar a situação daquela região, as pessoas já puderam circular normalmente, os turistas até retornaram a circular pela área, o comércio também já pode... já está abrindo suas portas. Então, consideramos que a área já está estabilizada.

 

Repórter Nathália Koslyk: Há nove dias que os moradores da Rocinha convivem com a guerra entre traficantes rivais. O emprego das Forças Armadas foi solicitado pelo governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, na última sexta-feira. O pedido foi autorizado no mesmo dia pelo Ministério da Defesa, que liberou quase mil militares para auxiliarem as forças de segurança do estado. E o objetivo está sendo atendido, de acordo com o Coronel Roberto Itamar.

 

Porta-voz do Comando Militar do Leste - Coronel Roberto Itamar: Essa operação na Rocinha já vem para as Forças Armadas, no contexto das Forças Armadas, já vem obtendo o objetivo previsto, ou seja, dar a segurança e a estabilidade para que a Polícia Militar e a Polícia Civil possam fazer o seu trabalho, que está sendo feito agora com normalidade. O Estado Maior Conjunto segue no seu planejamento e na sua coordenação para que outras ações sejam executadas no âmbito da região metropolitana do grande Rio.

 

Repórter Nathália Koslyk: Os militares estão fazendo revezamento a cada 24 horas para dar continuidade às operações. As ações vão seguir por tempo ainda indeterminado. Reportagem, Nathália Koslyk.

 

Alessandra: 19h20.

 

Nasi: É até difícil ir ao Rio de Janeiro e não esbarrar com outros turistas pelas praias, parques, bares. É a cidade mais visitada do Brasil.

 

Alessandra: Mas isso não quer dizer que é o suficiente. Tanto que o Governo Federal lançou ontem, no último dia do Rock In Rio, um calendário anual de eventos para a cidade.

 

Nasi: A ideia é somar esforços com o governo estadual, municipal e a iniciativa privada para estruturar eventos que já existem e também incentivar novos.

 

Alessandra: Tudo com o objetivo de atrair mais turistas, e, com isso, gerar mais emprego e renda para o estado, que sofre com uma forte crise econômica.

 

Repórter Natália Melo: O contador Marcelo Costa veio lá de Cascavel, no Paraná, para curtir o Rock In Rio, um dos maiores festivais de música do mundo. Ele aproveitou para dar uma esticadinha e conhecer melhor a cidade maravilhosa.

 

Contador - Marcelo Costa: Estou encantado, tanto pelas belezas naturais, a parte da história da cidade também, né? Eu vi bastante cultura onde eu passei também. No Pão de Açúcar tinha apresentação, nas praças.

 

Repórter Natália Melo: E para estimular ainda mais o turismo no Rio, o governo lançou neste domingo um calendário que promete agitar a cidade de janeiro a janeiro. A ideia é investir em campeonatos esportivos, festivais de música, gastronomia, moda e cinema, além das tradicionais festas de ano novo e carnaval. O ministro da Cultura, Sérgio Sá, destacou que a nova programação deve ajudar a movimentar a economia do estado.

 

Ministro da Cultura - Sérgio Sá: Nós estamos estimando a participação do Governo Federal em R$ 150 milhões a serem aportados por empresas estatais na forma de patrocínios e também por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e da Lei Federal de Incentivo ao Esporte.

 

Repórter Natália Melo: Para o ministro do Turismo, Marx Beltrão, pela primeira vez na história do país, o turismo é visto como protagonista na geração de emprego e renda.

 

Ministro do Turismo - Marx Beltrão: Uma perspectiva de aumento de 20% no número de turistas para 2018. Isso vai representar mais de 170 mil novos empregos. Isso vai apresentar um incremento na economia de mais de R$ 7 bilhões.

 

Repórter Natália Melo: O ministro Moreira Franco, da Secretaria Geral da Presidência, também esteve no lançamento do calendário e falou da importância de firmar acordos com o setor hoteleiro e companhias aéreas para atender os turistas. Ainda, segundo o ministro, garantir a segurança dos moradores e dos visitantes continua sendo uma prioridade do Governo Federal.

 

Ministro da Secretaria Geral da Presidência - Moreira Franco: Mobilizou-se o aparato de segurança e informação do Governo Federal, do governo estadual, do governo municipal, tendo como objetivo não uma intervenção imediata, mas, sim, a definição de uma política de segurança para que se consiga construir uma base de segurança pública no estado do Rio de Janeiro capaz de garantir segurança, tranquilidade e paz à sua comunidade.

 

Repórter Natália Melo: Quem foi a Rock In Rio aprovou a novidade e mal pode esperar para voltar.

 

Entrevistado: É sempre bom o ano inteiro ter coisa para fazer, eventos aqui. É interessantíssimo isso.

 

Entrevistada: A gente que gosta de vir para cá, é legal, é um incentivo.

 

Entrevistado: Irei para todos os shows aí que tiver.

 

Repórter Natália Melo: Até o momento já são cem eventos pré-selecionados que devem deixar a cidade, já famosa pelas praias e belezas naturais, ainda mais atraente para os turistas. Reportagem, Natália Melo.

 

Nasi: O Brasil vai voltar a vender carne bovina in natura para a Argentina depois de cinco anos.

 

Alessandra: As vendas estavam suspensas desde 2012, quando o Brasil notificou um caso respeito da doença conhecida como 'vaca louca'.

 

Nasi: A Organização Mundial de Saúde Animal informou naquele mesmo que o Brasil apresentava risco insignificante para a enfermidade.

 

Alessandra: Mesmo assim, só depois de vários meses de negociação entre as autoridades sanitárias de Brasil e Argentina, as exportações voltaram a ser permitidas.

 

Nasi: De acordo do Ministério da Agricultura Brasileiro, a Argentina compra quantidades pequenas de carne bovina do Brasil, mas a reabertura do mercado sinaliza para outros países que o produto nacional tem circulação livre no Mercosul.

 

Alessandra: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Nasi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Alessandra: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Nasi: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

 

Alessandra: Boa noite para você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".