26 DE FEVEREIRO DE 2019 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: Usina de Itaipu deve ampliar produção de energia elétrica. Este foi o recado do presidente Jair Bolsonaro ao participar da posse do novo diretor-geral da hidrelétrica, General Silva e Luna. E presidente também afirma que aumentar a produção de energia significa maior crescimento da economia do Brasil. Ministério das Relações Exteriores fecha acordo. E brasileiros retidos na Venezuela devem retornar ainda hoje ao país. E vamos falar da Nova Previdência. Proposta prevê fim dos privilégios com regras iguais para aposentadoria de funcionários públicos, privados e também políticos.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Terça-feira, 26 de fevereiro de 2019.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Usina de Itaipu deve ampliar produção de energia elétrica.

 

Gabriela: Este foi o recado do presidente Jair Bolsonaro ao participar da posse do novo diretor geral da hidrelétrica, general Silva e Luna.

 

Nasi: E presidente também afirma que aumentar a produção de energia significa maior crescimento da economia do Brasil.

 

Presidente Jair Bolsonaro: Nós devemos buscar outras fontes de energia, bem como preservar e bem administrar o que nós temos no momento.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Nasi: Ministério das Relações Exteriores fecha acordo.

 

Gabriela: E brasileiros retidos na Venezuela devem retornar ainda hoje ao país. Pablo Mundim.

 

Repórter Pablo Mundim: Em Santa Helena de Uairen, a 15 quilômetros daqui da fronteira, o vice-cônsul do Brasil na Venezuela, Ewerton Oliveira, tenta liberar a passagem deles de volta ao Brasil.

 

Nasi: E vamos falar da nova previdência.

 

Gabriela: Proposta prevê fim dos privilégios, com regras iguais para a aposentadoria de funcionários públicos, privados e também políticos. Márcia Fernandes.

 

Repórter Márcia Fernandes: A contribuição de cada trabalhador vai variar de acordo com o salário, paga mais quem ganha mais e menos, quem ganha menos.

 

Nasi: Na apresentação da Voz do Brasil, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br .

 

Nasi: A maior usina hidrelétrica do mundo tem novo diretor geral.

 

Gabriela: Pelo lado brasileiro, o general Joaquim Silva e Luna vai comandar a Itaipu Binacional pelos próximos três anos.

 

Nasi: A usina, que pertence o Brasil e ao Paraguai, é responsável pela geração de 15% da energia consumida por aqui.

 

Gabriela: E também estimula a economia de municípios do Paraná e do Mato Grosso do Sul com o pagamento de royalties, que são o valor restituído a cidades que tiveram parte do território alagado para a construção do reservatório de Itaipu.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: Com 20 unidades geradoras, Itaipu Binacional fornece, hoje, 15% de toda a energia consumida no Brasil. No caso do Paraguai são 90%. Maior geradora de energia limpa e renovável do planeta, a usina é uma gigante, papel ressaltado pelo ministro de Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque.

 

Ministro de Minas e Energia - Almirante Bento Albuquerque: 'A pedra que canta', Itaipu em tupi-guarani, gera também desenvolvimento regional, compromissos sociais, responsabilidade ambiental, preservação cultural, educação, tecnologia e inovação, e, sobretudo, forte relação de amizade com os nossos irmãos paraguaios.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: Localizada no Paraná, Itaipu gera recursos na forma de royalties. No Brasil, 15 municípios paranaenses e um sul-mato-grossense, que tiveram áreas alagadas para formação do reservatório, são beneficiados diretamente. No discurso de posse, o novo diretor geral da binacional, general Joaquim Silva e Luna, falou sobre mudanças a curto prazo para aprimorar a trajetória de sucesso da hidrelétrica.

 

Diretor geral da binacional - General Joaquim Silva e Luna: Pretendemos nos inteirar de tudo, junto com as diretorias e regular manobras de curto prazo, mas já de olho em 2023. Ajustar a agenda que já está esboçada conforme percepções e orientações recebidas. À medida que o tempo for avançando, as mudanças necessárias certamente serão implementadas e os resultados aparecerão.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: Itaipu também tem também um papel fundamental na economia da cidade de Foz do Iguaçu, são 1,3 mil empregos direitos só do lado brasileiro, profissionais como Cristiano Brezolin, gerente da divisão da manutenção de equipamentos de geração.

 

Gerente de divisão da manutenção de equipamentos de geração - Cristiano Brezolin: Em 1993 eu vim para cá a primeira vez para fazer estágio, quando eu me formei na escola técnica, fiquei seis meses aqui em Foz do Iguaçu, voltei para minha cidade que eu sou natural de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, conclui meu curso de engenharia elétrica e um ano depois de formado surgiu a oportunidade de fazer um programa de trainee aqui na Itaipu. Hoje eu tenho uma divisão de 80 pessoas, a gente faz toda a manutenção elétrica de baixa tensão dentro da usina.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: A usina pertence ao Brasil e ao Paraguai. Pelo acordo, cada país tem direito a 50% da energia gerada. O Paraguai não usa toda a sua cota e vende o excedente para o Brasil. O presidente Jair Bolsonaro explicou que é fundamental a boa gestão da energia para o país.

 

Presidente Jair Bolsonaro: Hoje, um país que não tem energia está fadado ao insucesso e nós devemos buscar outras fontes de energia, bem como preservar e bem administrar a que nós temos no momento. Por isso, a nova diretoria do nosso lado, que passa a partir de agora ter à frente do nosso general Silva e Luna, ex ministro da Defesa, está com essa missão. E nós temos toda a confiança que ele aperfeiçoará muita coisa aqui e podemos dizer que a proximidade daquilo que a usina que faz, será para o bem de nós brasileiros e dos nossos irmãos paraguaios.

 

Repórter Luciana Collares de Holanda: Itaipu entrou em operação em 1984. Em 2023 a dívida de US$ 27 bilhões, contraída para a construção usina, vai estar totalmente quitada. De Foz do Iguaçu, no Paraná, Luciana Collares de Holanda.

 

"Nova previdência, é para todos, é melhor para o Brasil".

 

Nasi: O presidente Jair Bolsonaro falou também, hoje, sobre a nova previdência.

 

Gabriela: A proposta foi entregue na semana passada, no Congresso Nacional, onde vai ser votada.

 

Nasi: O presidente diz contar com o entendimento de deputados e senadores para aprovar a proposta.

 

Presidente Jair Bolsonaro: Não tenho a menor dúvida que o Parlamento fará as correções que têm que ser feitas, né? Porque, afinal de contas, nós não somos perfeitos e as propostas têm que ter aperfeiçoadas, e, mais do que tudo, nós contamos com o patriotismo e com o entendimento do Parlamento para que nós possamos, de fato, a reforma da previdência.

 

Gabriela: E a proposta da nova previdência prevê uma aposentadoria mais justa que a do sistema atual, com regras iguais para funcionários públicos, privados e também políticos.

 

Nasi: E a repórter Márcia Fernandes foi às ruas para saber o que as pessoas estão achando do fim desses privilégios?

 

Repórter Márcia Fernandes: Um sistema mais justo em que todos contribuam. O Governo Federal defende que a proposta da previdência retire privilégios e regalias de grupos que, por muitos anos, foram favorecidos. O gerente de recursos humanos, Alexandre Costa, acha que é hora de todos se adaptarem, paga mais quem ganha mais, e menos quem ganha menos.

 

Gerente de recursos humanos - Alexandre Costa: Aqueles altos salários, que nós sabemos que existe, de certa forma ele vai estar ajudando a pagar quem ganha pouco, até quem vai aposentar. Ele tem que se adaptar, rever as suas contas para poder se adequar isso, eu acho superjusto.

 

Repórter Márcia Fernandes: E a proposta é exatamente essa, a contribuição de cada trabalhador vai variar de acordo com o salário, não importa se trabalha no setor público ou privado. Quem ganha até um salário mínimo, por exemplo, vai pagar 7,5%, e quem ganha salários mínimos mais altos, acima de R$ 39 mil, vai contribuir com 22% do salário. Wagner Batista é cabeleireiro e trabalha em um shopping em Brasília, ele considera justa a proposta.

 

Cabeleireiro - Wagner Batista: O que é que acontece? Se eu ganho menos, eu estou pagando menos, obviamente eu vou conseguir colocar mais dinheiro dentro da minha casa, né? Então, tem que tirar realmente de quem tem, né? A gente que tem baixo salário tem que pagar menos mesmo, é o correto.

 

Repórter Márcia Fernandes: Hoje, a diferença de contribuição dos trabalhadores públicos e privados é grande. Os servidores públicos contribuem com 11% do salário, e com a nova previdência vão ter que pagar alíquotas maiores, de acordo com os altos salários. O bancário aposentado César Rebouças atuou no serviço público e acha que agora é hora de tratar todos iguais.

 

Aposentado - César Rebouças: O maior mérito dessa reforma é que o servidor público, ele não é especial em nada. Então, ele tem que ser tratado rigorosamente como um empregado da empresa privada. Ele tem que ter os mesmos deveres, porque ele só tem direitos.

 

Repórter Márcia Fernandes: A nova previdência também iguala aos trabalhadores comuns os parlamentares, como vereadores, deputados e senadores. Atualmente eles se aposentam com 60 anos, sendo 35 anos de contribuição e recebem um benefício extra para cada ano trabalhado como parlamentar. Com a proposta, quem ainda não foi eleito vai se aposentar com a mesma idade dos outros brasileiros, 65 anos para homens e 62 para mulheres, e quem já está eleito também passa pela regra de transição. Como todos que já estão no mercado de trabalho. A fonoaudióloga Thaís Ribeiro gostou.

 

Fonoaudióloga - Thaís Ribeiro: Eles trabalham como todo mundo trabalha, certo? Então, é digno que eles prestem conta como qualquer um presta, qualquer cidadão paga pelos seus direitos, paga pelos seus deveres. Então eu acho justo, justíssimo a nova lei, e que ela essa cumprida, o que eu quero, o que qualquer cidadão espera.

 

Repórter Márcia Fernandes: O advogado Juliano Costa, que atua com direito previdenciário, defende que a proposta é fundamental para melhorar as contas da União e que todos precisam ajudar.

 

Advogado - Juliano Costa: É um fato incontroverso de que o país está precisando de uma reforma da previdência, tanto para o ajuste de seus números, como também para o envio ao mundo de aqui as coisas serão tratadas de uma forma mais responsável pelo Estado. Eu sinto que é como é se fosse um remédio, amargo, ruim de tomar, mas que é para tratar um doente, e o doente é a previdência, é o Estado Brasileiro. Eu entendo que é indispensável que o Congresso trate este tema e a população com devida importância.

 

Repórter Márcia Fernandes: A nova previdência foi proposta pelo Governo Federal e tramita agora no Congresso Nacional. Ela precisa ser aprovada na Câmara dos Deputados e depois no Senado, antes de ser sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Gabriela: Ter um bebê em casa traz muita alegria para qualquer família.

 

Nasi: É verdade, Gabriela. Mas quando os pais são adolescentes, aí a situação pode ficar complicada.

 

Gabriela: Para desenvolver políticas de prevenção à gravidez na adolescência, o Programa Saúde na Escola, do Ministério da Saúde, está fazendo um mapeamento em todas as escolas do país.

 

Nasi: É, e algumas delas já desenvolvem projetos de esclarecimento e conscientização.

 

Repórter Graziela Mendonça: Carregar no colo enquanto faz as tarefas, trocar fraldas, acordar de madrugada para amamentar, essas são só algumas das novas tarefas dos pais quando chega um bebê. Mas quando esses pais são adolescentes, a situação pode ficar complicada. Para conscientizar os alunos a evitar a gravidez precoce, uma escola de Umuarama, no Paraná, apostou num projeto diferente, o Bebê de Arroz. O diretor José David explica.

 

Diretor de escola - José David: Os alunos, então, eles confeccionam esse bebê de arroz, são cinco quilos de arroz, onde eles têm que fazer ali toda as atividades no dia, sentindo como que é carregar um bebê por 24 horas. Tudo isso daí faz que eles possam perceber que não é simples ter um filho.

 

Repórter Graziela Mendonça: Apesar de ter diminuído nos últimos anos, gravidez na adolescência ainda preocupa. Só no ano passado, foram quase 500 mil casos no Brasil. E para fortalecer as políticas de prevenção, os Ministérios da Saúde e da Educação estão mapeando os casos nas escolas públicas e privadas por meio um questionário, é o que explica a coordenadora do Programa Saúde na Escola, do Ministério da Saúde, Michele Lessa.

 

Coordenadora do Programa Saúde na Escola - Michele Lessa: Esse questionário vai permitir desenvolver um conjunto de ações para prevenir a gravidez na adolescência, quanto para apoiar o cuidado integral da adolescente gestante e no pós-parto, tanto pelas equipes de saúde, quanto pelas equipes de educação.

 

Repórter Graziela Mendonça: O levantamento faz parte do Programa Saúde na Escola, que atende 20 milhões de estudantes em todo o Brasil. A Escola Municipal Claudino Leal, de Olinda, Pernambuco, participa do programa e já realiza várias ações de saúde. Hoje mesmo os alunos participaram de uma palestra, como conta a diretora Patrícia Coruzo.

 

Diretora de escola - Patrícia Coruzo: Eles precisam entender que filho precisa ser planejado, existem métodos contraceptivos para possam tanto evitar a gravidez como doenças, e o planejamento, né? Que a vida precisa ser planejada.

 

Repórter Graziela Mendonça: A Raquel Batista, de 15 anos, participou da atividade na escola e entendeu o recado.

 

Estudante - Raquel Batista: Uma conversa com a gente indicando essas coisas, que é bom se prevenir, é bom, sempre bom, né? Tenho várias amigas que tiveram filho na minha idade, assim, tal. E, assim, eu convivo com elas, e eu vejo que é difícil.

 

Repórter Graziela Mendonça: Os gestores escolares podem responder o questionário até o dia 15 de abril, ele está disponível na plataforma Educacenso, no endereço censobasico.inep.gov.br. Só lembrando que devem informados os casos de gravidez entre 10 e 19 anos, e que não é preciso identificar os adolescentes. Reportagem, Graziela Mendonça.

 

Gabriela: Estímulos, carinho, acolhimento e amor.

 

Nasi: Objetivos do programa Criança Feliz, que chegou a 500 mil crianças e grávidas atendidas.

 

Gabriela: E você vai ouvir ainda nesta edição que o programa vai ser ampliado.

 

Nasi: Brasileiros que estavam retidos na Venezuela vão conseguir retornar para o Brasil ainda hoje.

 

Gabriela: A medida foi resultado de uma negociação entre o Ministério das Relações Exteriores do Brasil e o regime de Nicolás Maduro.

 

Nasi: A fronteira entre os dois países está fechada desde a última sexta feira. O repórter Pablo Mundim está lá em Pacaraima, na divisa entre Brasil e Venezuela, e traz as informações para a gente.

 

Repórter Pablo Mundim: Nesta terça feira, a situação aqui em Pacaraima, que fica na divisa entre Brasil e Venezuela, é tranquila. Não há registro de conflitos entre manifestantes e a Guarda Nacional Bolivariana. Agentes da Polícia Rodoviária Federal e do Exército Brasileiro acompanharam de perto a movimentação não fronteira ao longo do dia. Nossa equipe presenciou a chegada de uma venezuelana que passou mal após atravessar a fronteira e foi atendida pelo Corpo de Bombeiros de Pacaraima. A falta de alimentos e de remédios no país vizinho foi agravada nos últimos dias. E tem brasileiros na Venezuela impedidos de cruzar de fronteira também. Em Santa Helena de Uairen, a 15 quilômetros daqui da fronteira, o vice-cônsul do Brasil na Venezuela, Ewerton Oliveira, tenta liberar a passagem deles de volta ao Brasil.

 

Vice-cônsul do Brasil na Venezuela - Ewerton Oliveira: À medida que a gente espera, o número só vai aumentando, porque as notícias vão se espalhando e eles vêm correndo ao Consulado em busca de ajuda.

 

Repórter: Quantos até agora pelo menos? O senhor falou em cem?

 

Vice-cônsul do Brasil na Venezuela - Ewerton Oliveira: Até ontem, meia-noite, a gente tinha cem.

 

Repórter Pablo Mundim: Quanto à ajuda humanitária, ainda não houve avanços. O governo brasileiro manteve o acordo de escoltar caminhões com mantimentos até a fronteira. Mas a responsabilidade de transportar os produtos é dos venezuelanos. De Pacaraima, em Roraima, Pablo Mundim.

 

Gabriela: E o nosso repórter está, neste momento, na fronteira em Pacaraima, acompanhando os primeiros brasileiros que devem cruzar a divisa.

 

Nasi: Como nós ouvimos agora há pouco com informações do Pablo, os brasileiros que querem deixar a Venezuela estão procurando o consulado para tentar retornar ao Brasil com segurança.

 

Gabriela: Nós apuramos agora, há pouco, com o Ministério das Relações Exteriores, que todos os brasileiros que quiserem retornar vão ter apoio do consulado no país.

 

Nasi: Segundo o informou Itamaraty, em um segundo momento, o governo brasileiro também deve negociar a passagem de venezuelanos. O Pablo continua lá e vai atualizar todas as informações amanhã.

 

Gabriela: E o vice presidente Hamilton Mourão também falou sobre a crise na Venezuela hoje.

 

Nasi: Ele participou de um evento em São Paulo, organizado por uma associação da industrial de materiais de defesa e segurança.

 

Gabriela: O repórter Ricardo Ferraz tem mais informações, ao vivo, para a gente. Boa noite, Ricardo.

 

Repórter Ricardo Ferraz (ao vivo): Boa noite, Nasi, Gabriela. O vice presidente da República, general Hamilton Mourão, falou para os empresários sobre a reunião que participou ontem do grupo de Lima, na cidade de Bogotá, na Colômbia, o tema foi a crise da Venezuela. Mourão reafirmou que a posição do Brasil é de usar a diplomacia e também a pressão política.

 

Vice presidente General Hamilton Mourão: O governo vai continuar naquilo que nós já colocamos, a Venezuela, a nossa condição é usar a diplomacia como método e as pressões políticas e econômicas necessárias até que Sr. Nicolás Maduro compreenda que é a hora de se retirar.

 

Repórter Ricardo Ferraz (ao vivo): O nosso governo quer promover também, fora o tema do discurso do vice presidente, ele falou da importância de uma reforma tributária para incentivar iniciativa privada e também da urgência da aprovação na proposta da nova previdência.

 

Vice presidente General Hamilton Mourão: Hoje estamos iniciando aquela que consideramos a primeira de nossas grandes batalhas, que é a nova previdência. Uma coisa as senhoras e senhores têm que ter plena certeza, se esse governo não fizer nada, em 2022 o nosso país para, nós vamos apenas pagar salários e aposentadorias. Não teremos mais recursos para custeio, nem para investimento, daí a importância nesse passo.

 

Repórter Ricardo Ferraz: O vice presidente ainda destacou a importância que a indústria da defesa teve ao longo da história, como propulsora do desenvolvimento econômico e da inovação tecnológica. Ao vivo, de São Paulo, Ricardo Ferraz.

 

Nasi: Os três primeiros anos de vida de uma criança são fundamentais para o desenvolvimento dela por toda a vida.

 

Gabriela: É nesta fase que ela deve receber estímulos para adquirir habilidades essenciais para o dia a dia.

 

Nasi: Esse é o objetivo do programa Criança Feliz, do Ministério da Cidadania.

 

Gabriela: Com o programa, criança e grávidas inscritas no Bolsa Família recebem em casa a visita de profissionais.

 

Nasi: Os pais são orientados a realizar atividades para desenvolver os filhos.

 

Gabriela: E neste mês o programa chegou à marca de 500 mil crianças e gestantes atendidas.

 

Repórter Renata Garcia: Ainda neste ano, o programa Criança Feliz será ampliado para as crianças de até três anos que fazem parte das famílias inscritas do Cadastro Único. Com números expressivos e chegando a todas as regiões de Brasil, ele já é o maior programa dedicado à primeira infância do mundo, de acordo com especialistas na área. Pesquisas científicas comprovam a importância do investimento nos primeiros anos de vida para o pleno desenvolvimento da capacidade cognitiva. E foi com este foco que o ministro da Cidadania, Osmar Terra, idealizou o programa, criado em 2016.

 

Ministro da Cidadania - Osmar Terra: As crianças do Bolsa Família vivem num ambiente mais estressante, em situações mais adversas que as crianças filhas da classe média, dos mais ricos. Então, elas precisam de um apoio extra, de um estímulo e de um cuidado da própria família para estimulá-las da melhor maneira possível. O que nós fazemos é dar apoio a essas famílias, ajudá las a entender melhor o que está acontecendo no início da vida, tipo de apoio que a criança precisa para se desenvolver de forma plena.

 

Repórter Renata Garcia: Práticas simples, como a troca de olhares com o bebê, a cantiga antes de dormir e a brincadeira de bater palmas, contribuem para o desenvolvimento pleno das crianças. Brinquedos que podem ser feitos em casa também ajudam, como explica a visitadora Elisângela Moreira dos Santos.

 

Visitadora - Elisângela Moreira dos Santos: A gente pede, assim, para reciclar uma caixinha de creme dental ou uma caixinha de sapato, ou uma caixinha de perfume para a gente fazer uma surpresa, levar um brindezinho, uma bala, um pirulito para eles descobrirem o que tem dentro.

 

Repórter Renata Garcia: A dona de casa Maria Claudecir Gonzaga da Silva, de 37 anos, tem oito filhos, todos moram numa pequena casa com apenas três peças. Há um ano, quando estava grávida da caçula, Maria de Fátima, começou a receber as visitas dos técnicos do Criança Feliz e conta que fez muita diferença.

 

Dona de casa - Maria Claudecir Gonzaga da Silva: Eu aprendi a ter mais paciência, né? Ela conversa, tudo o jeito dela, assim. Ela ensinou muitas coisas assim, de como a pessoa lidar com criança. Por exemplo, o menino ficava: "Mãe? Mãe?". Aí você não dá ouvidos, no caso. Hoje em dia eu já dou, já presto mais atenção. Eu chego, sento, fico com ela sentada no colo.

 

Repórter Renata Garcia: Saiba mais sobre o programa Criança Feliz no site cidadania.gov.br. Reportagem, Renata Garcia.

 

Nasi: E voltamos agora, com novas informações do repórter Pablo Mundim, que está lá em Pacaraima.

 

Repórter Pablo Mundim: Boa noite ouvintes da Voz do Brasil. Eu estou em Pacaraima, na divisa entre o Brasil e a Venezuela. Nesse exato momento, 14 brasileiros que estavam em Porto Ordaz atravessaram a fronteira do Brasil. São 14 mulheres que foram transportadas de táxi até o marco da fronteira. Lá elas foram acolhidas por veículos do Exército Brasileiro, que as levaram até a base do Exército aqui em Pacaraima. Em seguida, elas serão levadas para a capital Boa Vista. De Pacaraima, em Roraima, Pablo Mundim.

 

Gabriela: O Banco Central tem novo presidente.

 

Nasi: O cargo vai ser ocupado por Roberto Campos Neto.

 

Gabriela: A indicação foi aprovada agora há pouco pelo Senado.

 

Nasi: Também foram aprovados os nomes de Bruno Serra Fernandes, e de João Manoel Pinho de Mello como diretores do banco.

 

Gabriela: Melhorar o ambiente de negócios no Brasil.

 

Nasi: Para isso, um evento em São Paulo discutiu quatro temas, abertura de empresas, pagamento de impostos, comércio internacional e registro de propriedade.

 

Gabriela: E o governo anunciou algumas medidas, como a digitalização de mais de mil serviços públicos e também a publicação de uma medida provisória que prevê a aprovação de registro imediato para empresas.

 

Repórter Ricardo Ferraz: Um dos objetivos do encontro é discutir ações para fazer o país melhorar sua posição num ranking organizado pelo Banco Mundial, que mede o ambiente de negócio em 190 países. O Brasil ocupa atualmente a 109ª posição no chamado Doing Business. O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Floriano Peixoto, falou sobre essa meta.

 

Ministro da Secretaria Geral da Presidência - Floriano Peixoto: Nós pretendemos agilizar, desburocratizar, utilizar essa meteorologia oferecida pelo Banco Mundial, que serve não só para classificar os países segundo sua facilidade de fazer negócio, mas serve também essa metodologia, essa classificação, como um estímulo, por exemplo, à competitividade, entre as nações, entre os países.

 

Repórter Ricardo Ferraz: O ranking do Banco Mundial leva em consideração leis e determinações que impactam diretamente no ambiente de negócios, como o tempo gasto para abrir uma empresa, para pagar impostos ou para registrar uma propriedade. Uma das ações práticas do Governo Federal deve ser a criação da versão digital do documento de identidade e a informatização para a obtenção de todos dos documentos do Governo Federal, é o que comenta o secretário de Desburocratização do Ministério da Economia, Paulo Uebel.

 

Secretário de Desburocratização - Paulo Uebel: Nós vamos digitalizar mais de mil serviços públicos que são prestados pelo Governo Federal. E vamos também publicar nos próximos dias uma medida provisória criando o Registro Empresarial Simplificado. A partir de agora, 96% dos pedidos de registro de empresa serão aprovados imediatamente. Então, uma mudança grande, além disso, essa medida provisória prevê também que não se necessário autenticar os documentos, que o próprio contador ou advogado vai poder declarar a veracidade desses documentos.

 

Repórter Ricardo Ferraz: A meta do governo é estar entre os 50 países melhores posicionados no ranking do Banco Mundial até 2022. A medida terá impactos diretos na economia, explica Márcia Amorim, secretária de Modernização do Estado.

 

Secretária de Modernização do Estado - Márcia Amorim: Isso traz mais investimentos, isso traz mais empregos, isso traz negócios, isso traz oportunidades de uma vida melhor.

 

Repórter Ricardo Ferraz: O evento para discutir essas questões é resultado da parceria entre Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, a Secretaria Geral da Presidência da República e o Ministério da Economia. Reportagem, Ricardo Ferraz.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as Notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você e até amanhã.

 

"Governo Federal. Pátria amada, Brasil".