26/04/17 - A Voz do Brasil

IBGE divulga dados de pesquisa sobre relações de trabalho no Brasil. Câmara dos Deputados discute proposta de reforma das Leis Trabalhistas - votação deve ocorrer ainda hoje. Rede pública de saúde disponibiliza cirurgia de mudança de sexo.

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Transcrição

A VOZ DO BRASIL – 26/04/2017


Apresentador Nazi Brum: Em Brasília, 19h00.

Apresentadora Gláucia Gomes: Está no ar a Voz do Brasil. As notícias do governo federal que movimentaram o país no dia de hoje.

Nazi: Boa noite.

Gláucia: Boa noite para você que nos acompanha em todo o país.

Nazi: Quarta-feira, 26 de abril de 2017.

Gláucia: E vamos ao destaque do dia: ter o horário de trabalho flexível agrada a maioria dos trabalhadores brasileiros. É o que mostra a pesquisa do IBGE. Nei Pereira.

Repórter Nei Pereira: Mais de 75% dos empregados que têm essa opção estão satisfeitos.

Nazi: E essa flexibilidade na jornada de trabalho está dentro da reforma trabalhista enviada pelo governo ao Congresso. Paulo La Salvia.

Repórter Paulo La Salvia: O plenário da Câmara discute neste momento a proposta do governo federal de alteração das leis trabalhistas. Eu volto daqui a pouco com mais informações.

Gláucia: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje...

Airton: Todas as fábricas aderem a selo e consumidor vai saber se carro é econômico e polui menos. Beatriz Amiden.

Repórter Beatriz Amiden: Todos os modelos e versões de veículos comercializados no país terão o selo de eficiência de consumo e emissão de gases.

Gláucia: E vamos falar também como pequenas e grandes empresas podem ter acesso a R$ 10 bilhões de fundo do governo para investir.

Nazi: Hoje, na apresentação, Gláucia Gomes e Nazi Brum.

Gláucia: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br.

Nazi: Ter o horário de trabalho flexível agrada à maioria dos brasileiros.

Gláucia: Foi isso que mostrou uma pesquisa do IBGE, divulgada hoje, sobre relações de trabalho no Brasil em 2015.

Nazi: O estudo também mostrou que, dos trabalhadores pesquisados, 60% estavam satisfeitos com salários e gratificações, e que o acesso à capacitação profissional chegou à maioria dos empregados remunerados.

Repórter Nei Pereira: Entrar no trabalho todo dia sem a rigidez do horário fixo faz parte da rotina da auditora dos Correios, Maria de Souza Meirelles. Ela se beneficia de uma medida adotada pela empresa que permite que os trabalhadores da área administrativa comecem o expediente entre 7h30 e 10h00 da manhã. Com isso, a auditora consegue se organizar para outros compromissos.

Auditora dos Correios - Maria de Souza Meirelles: Você precisa de um médico, né? Às vezes na hora você precisa de uma flexibilidade maior de tempo na consulta. Então, fazer um exame. Então, você tem essa possibilidade também.

Repórter Nei Pereira: Os Correios adotam a flexibilidade de horário nas unidades administrativas desde 2006. Segundo o gerente de Frequências e Afastamentos dos Correios, Manoel Paulo, com a medida ganha o trabalhador e também a empresa.

Gerente de Frequências e Afastamentos dos Correios - Manoel Paulo: Ter um empregado, o efetivo dela, durante a jornada toda de trabalho na unidade.

Repórter Nei Pereira: Uma pesquisa do IBGE, feita com quase 52 milhões de trabalhadores, mostra que a flexibilidade foi o quesito com maior satisfação entre as pessoas que participaram do estudo: mais de 75% dos empregados que têm essa opção estão satisfeitos. O coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, destaca a importância do horário flexível para o trabalhador.

Coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE - Cimar Azeredo: As pessoas precisam cuidar das pessoas, do pai, da mãe, dos avôs, né, e elas precisam ter essa flexibilidade de levar o filho na escola. Principalmente para os jovens, eles precisam de flexibilidade para poder estudar, para poder aumentar a qualificação dele.

Repórter Nei Pereira: O levantamento aponta ainda que mais de 58% dos trabalhadores não recebiam auxílio-alimentação e mais da metade não recebiam benefícios sociais complementares, e mais de 60% dos empregados estavam satisfeitos ou muito satisfeitos com o salário e gratificações. O representante da Organização Internacional do Trabalho no Brasil, Antonio Carlos Mello Rosa, afirma que a pesquisa mostra avanços e desafios.

Representante da Organização Internacional do Trabalho no Brasil - Antonio Carlos Mello Rosa: O Brasil reduziu muito o trabalho infantil, mas ainda é preciso continuar avanço, o trabalho escravo também, a desigualdade de gênero e raça diminuíram bastante, mas existem, e também as desigualdades territoriais.

Repórter Nei Pereira: O estudo mostra também que mais de 18 milhões de trabalhadores eram sindicalizados em 2015, quase 20% do total de empregados, os contratados por empresas terceirizadas somavam quase 10 milhões de pessoas, o que representa quase 19% dos trabalhadores analisados. Reportagem, Nei Pereira.

Gláucia: A pesquisa do IBGE revela ainda que 1,5 milhão de trabalhadores remunerados não podiam sair do trabalho por causa de dívidas com os patrões em itens como alimentação e transporte.

Nazi: E alguns pontos para modernizar essa relação de trabalho estão na reforma trabalhista enviada pelo governo ao Congresso.

Gláucia: O plenário da Câmara dos Deputados está discutindo neste momento o projeto. Ontem a comissão especial aprovou o parecer do relator, o deputado Rogério Marinho.

Nazi: E o repórter Paulo La Salvia está na Câmara dos Deputados e tem, ao vivo, as informações. Boa noite, Paulo.

Repórter Paulo La Salvia (ao vivo): Boa noite, Nazi, Gláucia e ouvintes da Voz do Brasil. É isso mesmo, as discussões continuam aqui no plenário da Câmara. O relator da reforma trabalhista, deputado Rogério Marinho, já leu o parecer no plenário, mas a oposição está se utilizando de instrumentos regimentais para obstruir os trabalhos, como apresentar requerimentos para a retirada do projeto da pauta. Três desses requerimentos já foram rejeitados pelos deputados. Para o projeto ser aprovado é necessária a maioria simples dos presentes, ou seja, metade mais um dos votos, respeitando o quórum mínimo de 257 deputados na sessão. Caso o texto-base passe por esta etapa, ainda devem ser analisadas as emendas, que podem modificar trechos do projeto. O projeto enviado pelo governo dá mais força de lei aos acordos ou convenções coletivas de trabalho que tratem de temas como o parcelamento de férias e banco de horas. A proposta permite que sindicatos e empresas, por exemplo, negociem jornadas de trabalho e dividam os 30 dias de férias anuais em até três períodos. Ao vivo, Paulo La Salvia.

Gláucia: Um fundo que financia pequenos e grandes negócios em regiões do país, investimentos que geram emprego e renda.

Nazi: O Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste, o FCO, por exemplo, já liberou este ano mais de um R$ 1,2 bilhão em créditos para empreendedores de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

Gláucia: Onde esse dinheiro é investido? É isso que vamos conferir na reportagem de Gabriela Noronha.

Repórter Gabriela Noronha: Há cinco anos, o brasiliense Felipe Leandro dos Santos decidiu entrar para o ramo da culinária. Ele e os sócios conquistaram o público de Brasília servindo pratos à base de frango. O sucesso veio rápido. Para ampliar o negócio o empresário conta que precisou de recursos e encontrou no Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste a opção com juros mais baixos e maior prazo para quitar a dívida.

Empresário - Felipe Leandro dos Santos: A principal vantagem é os juros, talvez seja o menor do mercado hoje. Tem uma carência muito boa, na época a gente pegou dois anos para começar a pagar. E também o prazo, um prazo extenso, que dá tempo de você colocar o dinheiro para investir e ter um retorno para conseguir pagar o investimento.

Repórter Gabriela Noronha: Com o FCO, empreendedores como Felipe têm a chance de investir no próprio negócio. O fundo ajuda a financiar as atividades que geram emprego e renda. A ideia do governo federal é levar desenvolvimento econômico e social aos estados da região. De acordo com o vice-presidente do Banco do Brasil, José Eduardo Pereira Filho, os financiamentos atendem pequenos produtores rurais, associações, cooperativas de produção e investidores pequenos e grandes.

Vice-Presidente do Banco do Brasil - José Eduardo Pereira Filho: A grande novidade é essa aproximação do Banco do Brasil com o empresariado, fazendo com que nesse cenário de melhorias dos fatores econômicos do país também se inclua esse acesso mais direto ao crédito.

Repórter Gabriela Noronha: Denoder Santos apresentou um projeto ao FCO em 2015 e conseguiu de imediato a aprovação do crédito. Com o dinheiro, ela conta que realizou o sonho de transformar em berçário uma pequena escola de Ceilândia, no Distrito Federal.

Empresária - Denoder Santos: Hoje nós temos, em média, 17 pessoas trabalhando. Temos nutricionista, quadro de parte pedagógica, né? Temos a parte da cozinha, o pessoal da limpeza, temos as monitoras. Hoje nós temos aqui, em média, umas cento e poucos crianças. E a gente tem projetos aí para trazer mais.

Repórter Gabriela Noronha: Para este ano, são mais de R$ 10 bilhões disponíveis para o Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O interessado pode procurar uma agência da região Centro-Oeste para se informar ou solicitar a contratação de um financiamento. Reportagem, Gabriela Noronha.

Nazi: Um passaporte para que os agricultores familiares tenham acesso a facilidades como financiamento a juros baixos e assistência para produzir mais e melhor.

Gláucia: É a Declaração de Aptidão do Pronaf, que atesta a condição do pequeno produtor.

Nazi: E para trazer mais segurança foram definidos novos procedimentos para a retirada dessa declaração. A repórter Natália Koslyk explica como.

>> “Vaca Mugindo”.

Repórter Natália Koslyk: João Batista Miranda mora em um sítio no município mineiro de Bertioga com a esposa e quatro filhos. A maior parte da produção do agricultor familiar é voltada para a pecuária leiteira. Há mais de 20 anos que ele conta com o Pronaf para fazer crescer o seu negócio.

Agricultor Familiar - João Batista Miranda: Os investimentos que eu fiz foi o trator, animais. Acessei para custeio. Fazendo o investimento correto a gente consegue passar pelas crises e pelas turbulências muito mais fácil, né?

Repórter Natália Koslyk: O acesso ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, o Pronaf, só é possível por meio do documento chamado DAP, que é uma espécie de declaração de que o pequeno produtor atende aos requisitos para fazer parte do programa. João Batista tem a sua faz tempo. Já o filho, o Thiago Rodrigues Miranda, de 20 anos, está ansioso para ter a própria declaração.

Agricultor Familiar - Thiago Rodrigues Miranda: Os juros são muito baixos, né, e o acesso a ele é muito mais fácil. Ajuda muito o produtor a crescer, porque você começar do nada sem nenhum investimento é meio difícil.

Repórter Natália Koslyk: Neste mês, foram definidas novas regras para a emissão da DAP. A ideia é regularizar a emissão do documento. Quem explica é o secretário-adjunto da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, Jefferson Coriteac.

Secretário-Adjunto da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário - Jefferson Coriteac: A nova portaria da DAP, ela vem para nós termos um controle muito mais apurado dos emissores, uma facilidade para quem vai tirar, que são os agricultores familiares. Com essa nova portaria nós conseguimos abrir o leque. Aonde a DAP não chegava, hoje ela vai chegar.

Repórter Natália Koslyk: E tudo isso ajuda os agricultores a permanecerem no campo, como conta João Batista, que a gente conheceu lá no início da matéria.

Agricultor Familiar - Thiago Rodrigues Miranda: Eu quero morrer morando no sítio. Gosto demais e gosto muito do que faço. A minha propriedade é pequena, 53 hectares no total, mas eu acho que tem espaço para toda a minha família aqui.

Repórter Natália Koslyk: Para saber como ter acesso à DAP e aos programas do governo voltados para a agricultura familiar é só acessar o endereço na internet: mda.gov.br. Reportagem, Natália Koslyk.

Gláucia: 19hs12min, em Brasília.

Nazi: Escolher um carro econômico e que polui menos.

Gláucia: Daqui a pouco vamos falar de novas adesões ao selo que pode ajudar o consumidor na hora de comprar um veículo novo.

Nazi: O sistema de Libras é considerado pelas comunidades surdas como língua materna.

Gláucia: E, diferente do que muita gente pensa, não se trata de uma linguagem com gestos e mímicas; é uma língua cheia de palavras e sinais e expressões.

Nazi: Nesta semana comemoramos o Dia Nacional da Libras e o Ministério da Educação traz uma série de ações para incluir deficientes auditivos e atender a esses brasileiros dentro das salas de aula.

>> “Música”.

Repórter Bruno Romeu: No dia 24 de abril é celebrado o Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais, que tem como sigla Libras. O Ministério da Educação tem uma secretaria em que uma de suas missões é exatamente a de incluir: é a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão, a Secadi. Para Ivana de Siqueira, secretária da Secadi, comemorar a data do Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais é uma questão de cidadania.

Secretária da Secadi - Ivana de Siqueira: Porque a inclusão dessas pessoas depende também do acesso que elas têm a essa língua, a essa possibilidade de se expressar e de se comunicar e de se interagirem no mundo e no lugar onde elas estão.

Repórter Bruno Romeu: Toda escola pode ter um professor de Libras, desde que seja identificada a necessidade. Com a linguagem de Libras as oportunidades aparecem, como explica Ivana de Siqueira.

Secretária da Secadi - Ivana de Siqueira: Isso abriu uma grande possibilidade, principalmente na área de educação, na área de cultura, para a socialização dessas pessoas, uma vez que também eles têm direito de ter na educação um intérprete de língua de sinais nas escolas aonde identificam alunos surdos.

Repórter Bruno Romeu: A secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão, Ivana de Siqueira, ressalta que o MEC oferece cursos para capacitar professores na utilização da Língua Brasileira de Sinais.

Secretária da Secadi - Ivana de Siqueira: Para isso o MEC oferece cursos de formação de intérprete de língua de sinais, como temos também no Instituto Nacional de Surdo um curso de pedagogia bilíngue.

Repórter Bruno Romeu: De acordo com o Censo de 2010 do IBGE, o Brasil possui 9,7 milhões de pessoas com deficiência auditiva. Reportagem, Bruno Romeu.

Gláucia: E a partir de agora, universidades e institutos federais de ensino técnico de nível médio vão ter que reservar parte das vagas às quotas de escolas públicas para estudantes com deficiência.

Nazi: A medida foi publicada no Diário Oficial da União e as instituições de ensino vão ter três meses para se adaptar.

Gláucia: A reserva deverá ser na mesma proporção do número total de pessoas com deficiência, no estado onde está a instituição, segundo o último Censo do IBGE.

Nazi: Atualmente, as instituições federais já devem reservar pelo menos 50% das vagas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. Essa regra está mantida.

Gláucia: Nascer com um corpo de homem e não se identificar com ele ou nascer com um corpo de mulher e se sentir do gênero masculino.

Nazi: Segundo estimativas, cerca de 25 milhões de pessoas no mundo vivem essa condição: são os transsexuais ou transgêneros.

Gláucia: Para alguns, mudar o nome ou trocar o jeito de se investir já basta, mas, para vários outros, o caminho da cirurgia, da mudança de sexo, é a opção.

Nazi: O SUS oferece esse procedimento com acompanhamento médico e cirurgia. No Brasil, nove locais estão habilitados pelo Ministério da Saúde para atender a esse público.

Repórter Natália Mello: A advogada Maria Eduarda Silva é transgênero. Nasceu em corpo de homem, mas sempre se identificou como mulher. Para a advogada, não foi fácil lidar com a sensação de estar no corpo errado.

Advogada - Maria Eduarda Silva: A dor psicológica era tão grande que eu resolvi apostar a perder todos e assumir de vez.

Repórter Natália Mello: Foi quando Maria Eduardo resolveu buscar ajuda no Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinológica do Rio de Janeiro, o Iede, para iniciar o chamado processo transsexualizador. No Rio, o hospital é referência no atendimento ambulatorial pelo Sistema Único de Saúde, o SUS. No Brasil, são nove os centros habilitados para atender a este público. Maria Inês Gadelha, diretora do Departamento de Atenção Especializada e Temática do Ministério da Saúde, dá mais detalhes.

Diretora do Departamento de Atenção Especializada e Temática do Ministério da Saúde - Maria Inês Gadelha: E normalmente a cirurgia não é feita em um único ato. Ela se segue de cirurgias complementares, não é, como, por exemplo, a retirada do pomo-de-adão, a adequação das cordas vocais para o afinamento da voz.

Repórter Natália Mello: A endocrinologista e coordenadora do Ambulatório de Disforia de Gênero do Iede, Karen de Marca, fala sobre a importância de oferecer um serviço público de saúde para o público transgênero.

Endocrinologista e Coordenadora do Ambulatório de Disforia de Gênero do Iede - Karen de Marca: Têm pacientes que chegam realmente muitos deprimidos, alguns já tentaram o suicídio, e a partir do momento que a gente acolhe o paciente, só isso às vezes já acalma o paciente.

Repórter Natália Mello: E como acalma. O sorriso no rosto de Maria Eduarda diz tudo.

Advogada - Maria Eduarda Silva: Houve um alívio na minha vida, porque eu antes me sentia uma pessoa deprimida assim, sem vontade de viver, sem vontade de fazer as coisas, e, hoje em dia, eu me sinto simplesmente uma pessoa como outra qualquer.

Repórter Natália Mello: Os nove serviços habilitados este ano pelo Ministério da Saúde ficam em São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e Uberlândia. Reportagem, Natália Mello.

Gláucia: Na hora de comprar um carro novo você se preocupa com a economia de combustível e a emissão de gases poluentes?

Nazi: Se a sua resposta for sim, então você precisa ficar atento.

Gláucia: A partir de agora, todos os carros vendidos no país apresentam um selo do Inmetro com informações sobre o consumo e a emissão de resíduos.

Repórter Beatriz Amiden: O Sr. Jair Barcellos troca de carro todos os anos. Além de escolher a cor, o modelo e a potência do veículo, ele sempre presta atenção em um detalhe.

Entrevistado - Jair Barcellos: Aquele selinho, né, para ver termos de ‘poluência’ e tudo. Sempre que eu vou comprar um carro, eu olho se ele é econômico e se ele polui.

Repórter Beatriz Amiden: E não é só o Sr. Jair que está preocupado com isso, não. Nélson Aguiar é diretor comercial de uma concessionária em Brasília e garante que mais de 60% dos clientes procuram saber se o carro que estão comprando é econômico e se polui o meio ambiente.

Diretor Comercial de Concessionária - Nélson Aguiar: Se o carro tiver um grande gasto de combustível, realmente não vende esse produto.

Repórter Beatriz Amiden: E a novidade anunciada pelo governo é que agora todos os modelos e versões de veículos comercializados no país terão o selo de eficiência de consumo e emissão de gases. Apesar de não ser obrigatória, todas as fábricas importadoras do Brasil fizeram a adesão, como explica o presidente do Inmetro, Carlos Augusto de Azevedo.

Presidente do Inmetro - Carlos Augusto de Azevedo: Cem por cento das fábricas, 100% dos veículos no Brasil estão no programa de etiquetagem. Isso significa você ter mais eficiência energética, né, e mais economia para as pessoas, quer dizer, os nossos veículos são mais competitivos no mundo todo.

Repórter Beatriz Amiden: Para o coordenador-substituto de Controle de Resíduos e Emissões do Ibama, Márcio Beraldo, o programa já apresenta resultados positivos no meio ambiente. Ele cita o exemplo da cidade de São Paulo, que hoje já tem um ar bem menos poluído.

Coordenador-Substituto de Controle de Resíduos e Emissões do Ibama - Márcio Beraldo: Já há muitos anos não se fala tanto da qualidade ruim do ar de São Paulo, a não ser em momentos específicos, né, e isso graças ao programa de controle de emissões.

Repórter Beatriz Amiden: O programa de etiquetagem veicular começou em 2008 e os veículos recebem selos com faixas coloridas de ‘A’ (mais eficiente), até ‘E’ (menos eficiente). Esse programa brasileiro é considerado um dos melhores do mundo. Reportagem, Beatriz Amiden.

Gláucia: 19sh21min, em Brasília.

Nazi: Se cozinhar é uma arte, o merendeiro é o artista das escolas.

Gláucia: É, e para reconhecer o trabalho desses profissionais e incentivar hábitos de alimentação saudável, foi lançado um concurso neste mês.

Nazi: A iniciativa vai premiar os merendeiros com as receitas mais caprichadas de cada região.

Repórter Jéssica do Amaral: Quando vai chegando a hora da merenda, o aroma da cozinha toma conta dos corredores de uma escola pública do Distrito Federal. Mas não é só o cheiro, não.

>> “Música”.

Repórter Jéssica do Amaral: A merendeira Isabel Lélis de Souza conta que faz as receitas com muito amor.

Merendeira - Isabel Lélis de Souza: O tempero melhor é o amor, o carinho. Não há mal que faz. Eu não sei fazer por obrigação, mas sei fizer porque gosto de fazer.

Repórter Jéssica do Amaral: E isso não passa despercebido pelos pequenos alunos da escola. As crianças contam quais são as suas comidas preferidas.

Aluna: Macarrão.

Aluna: Carne.

Aluna: Cenoura.

Aluna: Franco.

Repórter Jéssica do Amaral: Em reconhecimento pelo trabalho dos merendeiros, o Ministério da Educação lançou a segunda edição do concurso “Melhores Receitas da Alimentação Escolar”. A iniciativa vai selecionar os melhores pratos de cada região, levando em conta sabor e os hábitos saudáveis de alimentação. Maria de Lourdes Fidelis, uma das vencedoras da primeira edição do concurso, é merendeira há quatro anos em uma escola do Paraná. Ela fala sobre o prêmio que conquistou com uma receita de torta de arroz nutritiva.

Merendeira - Maria de Lourdes Fidelis: Fico assim grata por tudo, né, o que aconteceu na minha vida, porque, assim, eu recebi aqui na minha escola vários países, né, de fora aí que vieram aqui com caravanas para experimentar essa torta e para saber mesmo como que é a merenda no Brasil, né?

Repórter Jéssica do Amaral: Nesse ano, o governo federal aumentou em 20% os repasses para a merenda escolar. Para a nutricionista da Secretaria de Educação do Distrito Federal, Tamara Braz Ribeiral, essa preocupação com a alimentação equilibrada na escola é essencial para as crianças.

Secretaria de Educação do Distrito Federal - Tamara Braz Ribeiral: Com certeza em casa eles vão pedir para os pais, né, para preparar alimentos, comprar frutas, né?

Repórter Jéssica do Amaral: As inscrições para o concurso podem ser feitas no site melhoresreceitas.mec.gov.br até o dia 26 de maio. Reportagem, Jéssica do Amaral.

Gláucia: E a Receita Federal já recebeu quase 20,9 milhões de declarações do imposto de renda até às 17h00 de hoje.

Nazi: É, e quem ainda não enviou o documento deve se apressar, porque faltam apenas dois dias para o término do prazo.

Gláucia: A expectativa da Receita Federal é de que até sexta-feira mais oito milhões de contribuintes entreguem a declaração.

Nazi: Lembrando que quem perder o prazo vai ter que pagar multa de até 20% do valor do imposto.

Gláucia: E essas foram as notícias do governo federal.

Nazi: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação da Presidência da República.

Gláucia: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

Nazi: Fique agora com o Minuto do TCU e, em seguida, a notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Uma boa noite.

Gláucia: Boa noite para você e até amanhã.