26 DE SETEMBRO DE 2017

Destaques da Voz do Brasil: Progredir é o novo plano anunciado pelo presidente Michel Temer para quem recebe o Bolsa Família. Governo quer acelerar processo de desenvolvimento da vacina contra o zika. Pesquisa sobre coleta e tratamento de esgoto em todo o país vai ajudar municípios a planejarem investimentos.

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Transcrição


Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19 horas.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite pra você que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Terça-feira, 26 de setembro de 2017.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia.

 

Gabriela: Progredir é o novo plano anunciado pelo presidente Michel Temer para quem recebe o Bolsa Família.

 

Nasi: Ideia é abrir portas para o emprego com um milhão de vagas em capacitação profissional.

 

Gabriela: E quem quer abrir um negócio vai ter R$ 3 bilhões em crédito.

 

Presidente Michel Temer: Meu sonho é que, num dado momento, nós venhamos aqui pra comemorar a desnecessidade de qualquer benefício de natureza individual, porque todos estarão empregados no nosso país.

 

Nasi: E você também vai ouvir na Voz do Brasil de hoje.

 

Gabriela: Governo quer acelerar processo de desenvolvimento da vacina contra o Zika. Paola de Orte.

 

Repórter Paola de Orte: Agora deve-se iniciar a produção da vacina para testes em humanos. A ideia é que a vacina possa chegar mais rápido para a população.

 

Nasi: E vamos falar ainda sobre a situação da coleta e tratamento de esgoto em todo o país.

 

Gabriela: Pesquisa vai ajudar os municípios a planejar investimentos e garantir qualidade da água nos rios brasileiros.

 

Nasi: Hoje, na apresentação, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E pra assistir a gente ao vivo na internet, basta clicar www.voz.gov.br.

Nasi: Em entrevista, ao vivo, aqui na Voz do Brasil, ontem, o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, antecipou o anúncio do novo plano para famílias de baixa renda.

 

Gabriela: Hoje, nós vamos detalhar ponto a ponto desse anúncio, que tem como objetivo melhorar a renda e a vida da família, seja com um emprego melhor ou abrindo o próprio negócio.

 

Nasi: Esta é a ideia do plano Progredir, um pacote de medidas para ajudar as pessoas que recebem o Bolsa Família ou que estão no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo.

 

Gabriela: Parcerias para dar oportunidades de emprego a esta faixa da população, além da oferta de cursos, fazem parte do plano.

 

Repórter Nei Pereira: A ideia do plano Progredir é melhorar a qualidade de vida de até um milhão de famílias, que recebem o Bolsa Família, e pessoas que estão inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo. Para que elas tenham mais chances no mercado de trabalho, vão ser abertas um milhão de vagas em cursos técnicos e mais 400 mil em oficinas de preparo profissional. O ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, destaca que o Progredir vai contar com a parceria do setor privado para oferta de empregos.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Osmar Terra: Nós vamos trabalhar com todas as empresas, principalmente essas do ramo do comércio, de serviços, que têm uma oferta maior de empregos, possam dedicar 10% dos empregos gerados, dos novos empregos gerados, pra o Bolsa Família, em especial pros jovens do Bolsa Família.

 

Repórter Nei Pereira: Um dos setores que assinou parceria com o programa é o hoteleiro, que, só no Rio de Janeiro, conta com uma rede com 152 mil leitos e abriu mais de 20 mil vagas de emprego durante as Olimpíadas. O presidente da Associação das Indústrias e Hotéis do Rio de Janeiro, Alfredo Lopes, destaca que gerar empregos é promover ação social.

 

Presidente da Associação das Indústrias e Hotéis do Rio de Janeiro - Alfredo Lopes: Novos empregos são sinônimo de distribuição de renda e justiça social. Significa também retomada econômica, e isso que começa a ocorrer no Brasil.

 

Repórter Nei Pereira: Só neste mês, mais de 13 milhões de famílias receberam o Bolsa Família. Isso corresponde a cerca de 25% da população brasileira. O presidente Michel Temer lembrou que o governo tem demonstrado preocupação com a área social. No ano passado, o benefício do Bolsa Família aumentou 12,5%, depois de mais de dois anos sem nenhum reajuste. Além disso, a fila de espera de pessoas para receber o benefício foi zerada. Para Temer, o Plano Progredir é mais uma forma de gerar emprego e renda e não impede que as famílias continuem a receber o benefício.

 

Presidente Michel Temer: O programa Bolsa Família não vai acabar, não. E quando o sujeito começar a progredir, ou seja, tiver carteira assinada, ou seja, montar um pequeno estabelecimento, com microcrédito, com juros reduzidos, não é? Ele não vai deixar de ter ainda, por dois anos, de ainda perceber o Bolsa Família. Então, o Bolsa Família é fundamental. Mas qual é o meu sonho? É que daqui a, sei lá, 10, 15 anos, que seja, não vou fixar prazo, mas que, num dado momento, nós venhamos aqui pra comemorar a desnecessidade de qualquer benefício de natureza individual, porque todos estarão empregados no nosso país.

 

Repórter Nei Pereira: Para participar dos cursos profissionalizantes e da oferta de emprego, as pessoas que recebem o Bolsa Família ou estão inscritas no Cadastro Único podem fazer o cadastro pela internet, e ainda elaborar o próprio currículo. O endereço é mds.gov.br/progredir. Reportagem, Nei Pereira.

 

Nasi: E além do incentivo ao emprego, outra proposta do Plano Progredir para aumentar a renda das famílias mais pobres do país é estimular o empreendedorismo.

 

Gabriela: Para isso, quem recebe o Bolsa Família vai contar com financiamentos e empréstimos para ter a chance de ser dono do próprio negócio.

 

Repórter João Pedro Neto: Ao todo, vão ser R$ 3 bilhões por ano em microcrédito, ou seja, empréstimos de baixo valor pra famílias inscritas no Cadastro Único pra Programas Sociais do Governo Federal. Dinheiro que vai poder ser usado pra abrir ou ampliar um pequeno negócio ou empreendimento, como afirma o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra.

 

Ministro do Desenvolvimento Social - Osmar Terra: É R$ 3 bilhões por ano que nós vamos ter disponíveis para o público do Bolsa Família criar os seus pequenos empreendimentos, terem a sua possibilidade de ter uma renda em cima do empreendedorismo. Nós vamos apoiá-los com qualificação profissional, vamos apoiá-los com assistência técnica. As pessoas que estão no Bolsa Família precisam e querem progredir.

 

Repórter João Pedro Neto: O limite dos empréstimos é de R$ 15 mil. Por enquanto, os recursos vão ser oferecidos por instituições, como o Banco do Brasil, Caixa Econômica e o Banco do Nordeste, mas outras podem se credenciar. O presidente do Banco do Nordeste, Marcos Holanda, afirma que as ações da instituição são alinhadas com o Progredir.

 

Presidente do Banco do Nordeste - Marcos Holanda: Anunciando uma redução dos juros do microcrédito, nossos juros já eram os juros mais baratos do mercado, vão ficar mais barato ainda, dentro desse ambiente, numa economia que viabiliza juros menores, anunciando isso.

 

Repórter João Pedro Neto: Tudo para que mais pessoas tenham oportunidades e sejam empreendedoras, como Francisco Honório, coordenador da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços. Ex-morador de rua em Fortaleza, hoje ele tem uma rede de supermercados na capital cearense e emprega mais de 1,6 mil pessoas. Para Francisco Honório, o programa permite que as famílias que recebem benefícios sociais possam realmente progredir.

 

Empreendedor - Francisco Honório: Nós temos que construir sonhos para as famílias que vivem dos benefícios e oportunizam-se de um novo momento. Esse momento está criado com este Programa Progredir, em cujo programa nós encontramos eixos necessários para fazer com que, a partir do compartilhamento e dos sonhos, o Brasil possa, sim, voltar a uma trilha normal.

 

Repórter João Pedro Neto: O Progredir prevê ainda assistência técnica às famílias de baixa renda, sobre gestão e ampliação dos negócios, além de orientação sobre abertura de contas, aquisição de máquinas de cartões e pedidos de microcrédito. Para Enid Rocha Andrade, diretora-adjunta de estudos e políticas sociais do Ipea, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, as medidas anunciadas vêm de encontro com a necessidade da população mais vulnerável do país.

 

Diretora-adjunta de estudos e políticas sociais do Ipea - Enid Rocha Andrade: Esse programa, ele acerta ao reduzir a burocracia para crédito, para inclusão bancária, intermediação da mão de obra, que é o que essa família necessita. E, mais importante do que isso, ele vem ampliar a cidadania dessa população.

 

Repórter João Pedro Neto: O programa prevê ainda oficinas e cursos de educação financeira para 100 mil famílias. Reportagem, João Pedro Neto.

 

Nasi: O desenvolvimento da vacina contra o Zika vírus está na terceira fase.

 

Gabriela: Depois de testes em macacos e camundongos, com resultados positivos, o processo entra na fase de testes em humanos.

 

Nasi: E pra acelerar esta fase, a Fiocruz vai contratar uma empresa norte-americana, assunto que foi tema de um encontro do ministro da Saúde brasileiro com o secretário de Saúde norte-americano, Tom Price.

 

Repórter Paola de Orte: Na reunião com o secretário de Saúde dos Estados Unidos, Ricardo Barros falou sobre a parceria com o governo norte-americano para acelerar a produção da vacina contra o Zika vírus. O desenvolvimento da vacina é do Instituto Evandro Chagas, em parceria com a Universidade do Texas, a Universidade de Washington e o NIH, o National Institutes of Health. Os testes em camundongos e macacos terminaram com resultados positivos. A aplicação de uma única dose da vacina preveniu a transmissão da doença nos animais, e, durante a gestação, o contágio de seus filhotes. É um dos mais avançados estudos para oferta de uma futura vacina contra a doença. Agora, deve-se iniciar a fase 3, que é a de produção da vacina para testes em humanos. Para isso, vai contratar uma empresa norte-americana e acelerar esse processo. A ideia é que a vacina possa chegar mais rápido para a população, como explica o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: É preciso ter a vacina para iniciar os testes e estamos buscando acelerar esse processo. Vacina da Zika é um desenvolvimento brasileiro que, eu tenho certeza, vai ser muito útil para o controle da Zika em todo o mundo. Os testes foram muito bons.

 

Repórter Paola de Orte: Segundo Ricardo Barros, com esse esforço, a vacina deve chegar ao mercado num prazo de dois anos. Por isso, ele avisa: o verão está chegando e a população deve continuar mantendo os cuidados com o mosquito.

 

Ministro da Saúde - Ricardo Barros: Temos feito um apelo à população, para que se mantenha alerta, atuando para eliminação dos focos de Zika. No nosso Sexta-Feira sem Mosquito, toda sexta-feira buscar os focos de Zika em casa, no local de trabalho, no local, nos parques públicos, porque é dever de cada cidadão eliminar os focos do mosquitos.

 

Repórter Paola de Orte: O ministro da Saúde disse ainda que outra parceria com o instituto norte-americano e o Butantã está em andamento para desenvolver a vacina contra a Dengue. R$ 300 milhões já foram investidos. De Washington, nos Estados Unidos, Paola de Orte.

 

Gabriela: Atendimento básico de saúde mais eficiente e agentes comunitários mais preparados.

 

Nasi: Novas medidas na Política Nacional de Atenção Básica, que podem fazer a diferença no atendimento de saúde à população.

 

Gabriela: Que mudanças são essas? Nós acompanhamos uma visita dos agentes, pra contar pra vocês.

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Prancheta e caneta na mão, chapéu e garrafa d'água para espantar o calor. Ah, e nos pés um tênis confortável para conseguir cumprir as seis horas de caminhadas diárias. Essa é a rotina da Nilza Silva Souza, agente comunitário de saúde. Há cinco anos nessa função, ela diz que ama o que faz.

 

Agente comunitário de saúde - Nilza Silva Souza: Só em poder ajudar as pessoas, um pouquinho que seja, mas, já ajudando, a gente vendo a satisfação no rosto das pessoas, a gente fica muito gratificado, né?

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Os agentes comunitários de saúde fazem visitas domiciliares, levando à comunidade orientações de saúde, bem-estar e fazendo a ponte entre a população e os serviços básicos de saúde do governo. A nossa equipe acompanhou um atendimento na casa do Seu Jânio Lúcio e da Dona Luciane Ribeiro, na Comunidade Sol Nascente, a 30 quilômetros de Brasília. Os dois são hipertensos. Para fazer esse atendimento, a nossa agente de saúde teve que ir acompanhada de uma médica e de uma enfermeira. Mas, em pouco tempo, os atendimentos como esse vão poder ser feitos pelos agentes comunitários sozinhos. É que a nova Política Nacional de Atenção Básica prevê a capacitação dos agentes comunitários de saúde, que vão poder fazer os atendimentos, como medir pressão, glicemia e realizar pequenos curativos. E a novidade deixou o casal Luciene e Jânio muito satisfeitos.

 

Entrevistada - Luciane Ribeiro: A gente não vai ficar esperando, não tem aquela espera que a gente vê lá, né?

 

Entrevistado - Jânio Lúcio: Vai melhorar mais ainda, com certeza, com certeza. Ela poder medir, verificar a pressão da gente...

 

Repórter Beatriz Albuquerque: Aqueles que precisam de fato ir ao posto de saúde para atendimentos mais complexos vão esperar menos na fila e vão ter mais profissionais disponíveis. É o que explica Marina Bueno, gerente da Unidade Básica de Saúde de Ceilândia, no Distrito Federal.

 

Gerente de UBS - Marina Bueno: Essa demanda, ela vai diminuir, a demanda interna do Centro de Saúde. Todo mundo sai ganhando: o servidor, que está aqui dentro, né, que tem uma demanda alta...

 

Repórter Beatriz Albuquerque: O paciente vai poder usar os serviços não só perto de onde mora, mas também perto do trabalho ou da casa de familiares. Outra novidade é que serviços como pré-natal vão ter que ser oferecidos em todas as Unidades Básicas de Saúde. Reportagem, Beatriz Albuquerque.

 

Nasi: A revogação do decreto que extinguia a Renca, Reserva Nacional de Cobre e Associados, foi publicada hoje no Diário Oficial da União.

 

Gabriela: A Renca é uma área com mais de 4 milhões de hectares na divisa do Amapá com o Pará.

 

Nasi: Com a decisão, o governo preserva as condições da reserva, reconhecida em 1984.

 

Gabriela: Em nota, o Ministério do Meio Ambiente diz que reafirma o seu compromisso e de todo o governo com a preservação do meio ambiente. 19h14 em Brasília.

 

Nasi: Aí na sua cidade tem coleta e tratamento do esgoto?

 

Gabriela: Um levantamento divulgado hoje mostra como anda o acesso a esse serviço em todo o país.

 

Nasi: A gente vai detalhar essa pesquisa daqui a pouquinho, ainda nessa edição. Não sai daí.

 

"Defesa do Brasil! Defesa do Brasil! Defesa do Brasil!".

 

Gabriela: Eles levam conhecimento, apoio e cidadania para brasileiros que vivem em regiões afastadas.

 

Nasi: São estudantes que participam do Projeto Rondon, uma iniciativa do Ministério da Defesa, que está precisando de ajuda pra dar seus próximos passos.

 

Repórter Marina Melo: Promover a cidadania, contribuindo com o desenvolvimento sustentável de comunidades carentes que vivem no interior do país. Esse é o objetivo do Projeto Rondon, desenvolvido pelo Ministério da Defesa, em parceria com governos estaduais e municipais, além de instituições de ensino superior públicas e privadas, que levam universitários a essas localidades, contribuindo também com a formação desse estudante como cidadão. Todo ano, são feitas expedições que levam os participantes a essas localidades. Para o ano que vem, já estão abertas as inscrições a entidades privadas sem fins lucrativos que tenham interesse em ser parceiras do projeto, disponibilizando bens e serviços, conforme explica o gerente do Projeto Rondon, Coronel Hidenobu Yatabe.

 

Gerente do Projeto Rondon - Coronel Hidenobu Yatabe: Esse chamamento público é para credenciamento de entidades privadas sem fins lucrativos. E qual é o objetivo desse chamamento? É que a gente consiga patrocinadores que nos forneçam material e serviços em apoio ao Projeto Rondon, do Ministério da Defesa.

 

Repórter Marina Melo: O Coronel Yatabe explica quais são as vantagens em se apoiar um projeto como o Rondon.

 

Gerente do Projeto Rondon - Coronel Hidenobu Yatabe: O Projeto Rondon, nós já temos 50 anos de vida, então está se associando a uma marca de 50 anos de vida, que leva cidadania para as comunidades mais distantes do nosso país, também a oportunidade de divulgar a sua marca em outros estados.

 

Repórter Marina Melo: Em 2018, na próxima etapa do projeto, serão visitados municípios dos estados de Alagoas e Mato Grosso do Sul. As entidades privadas que tiverem interesse em participar como parceiras podem obter mais informações no endereço eletrônico www.projetorondon.defesa.org.br. Reportagem, Marina Melo.

 

Gabriela: O sinal analógico de TV vai ser desligado amanhã nas cidades de Salvador e Fortaleza e outros municípios da Bahia.

 

Nasi: Outras duas cidades do Ceará, Juazeiro do Norte e Sobral, não conseguiram atingir o percentual mínimo de 90% e tiveram o desligamento do sinal adiado para o ano que vem.

 

Gabriela: Rio de Janeiro e Vitória, no Espírito Santo, são as próximas cidades a receber o sinal digital de TV, no dia 25 de outubro.

 

Nasi: O consumo de carne de porco aqui no Brasil ainda é baixo, se comparado ao da Europa.

 

Gabriela: Para se ter uma ideia, cada brasileiro come em média 15 quilos de carne suína por ano. Já os europeus consomem 60 quilos por pessoa em um ano.

 

Nasi: Realidade que, aos poucos, vai mudando. Governo e produtores trabalham para que a carne de porco volte a ser preferência na mesa dos brasileiros.

 

Repórter José Luís Filho: Qualidade, preço acessível e sabor são atributos da carne suína, a proteína animal mais consumida no mundo. A aposentada Alcione Montandon diz adorar.

 

Aposentada - Alcione Montandon: Eu sou mineira, nós fomos acostumados com carne de porco daquela maneira, né? É gordura, fritura e tudo mais. Minas nunca dispensou a carne de porco. O mineiro, sempre a preferência dele é a carne do porco, muito boa. Vale a pena.

 

Repórter José Luís Filho: Mesmo com tantos atrativos, no Brasil a carne suína ainda não é uma preferência nacional. Cada brasileiro come, em média, 15 quilos ao ano, menos da metade do consumo de carne bovina e um terço da de frango, enquanto em países da Europa e Ásia o consumo anual de carne de porco ultrapassa os 60 quilos por pessoa. Na opinião do terapeuta Sobak Rebelo, o pouco apreço dos brasileiros pela carne de porco tem motivos culturais.

 

Terapeuta - Sobak Rebelo: A carne do porco foi muito marginalizada há algum tempo. Hoje é uma proposta. Inclusive a banha do porco, ela substitui qualquer óleo hoje.

 

Repórter José Luís Filho: Para mudar essa realidade, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos, com apoio do Governo Federal, realiza a Semana Nacional da Carne Suína. O Brasil produz anualmente 3,7 milhões de toneladas de carne de porco, cerca de 20% são exportados. A expectativa do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, é que a exportação aumente quando o Brasil conquistar o certificado de área livre de febre aftosa sem vacinação.

 

Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Blairo Maggi: O Brasil vai receber agora, o ano que vem, no mês de abril, o status de livre com vacinação e, na sequência, até 2022, o Brasil deve ser declarado livre sem vacinação. Nós não temos a doença, mas os protocolos de importação deles não permitem esse tipo de atividade.

 

Repórter José Luís Filho: O sucesso da carne suína pode ser visto no centro de São Paulo em um restaurante especializado. Segundo Janaína Rueda, uma das sócias, ao contrário do que muitos dizem, o brasileiro gosta e vai passar a comer cada vez mais carne de porco.

 

Empresária - Janaína Rueda: A casa tem todos os dias três horas, quatro horas de espera. Então, tenho certeza que o brasileiro é apaixonado pelo porco. Talvez ele não soubesse.

 

Repórter José Luís Filho: Vai saber agora?

 

Empresária - Janaína Rueda: Vai saber já.

 

Repórter José Luís Filho: A suinocultura brasileira movimentou, só no ano passado, R$ 64 bilhões. Reportagem, José Luís Filho.

 

Gabriela: 19h20 em Brasília.

 

Nasi: Conhecer o problema para planejar a solução. Essa é a ideia de um levantamento sobre coleta e tratamento de esgotos que foi apresentado hoje em Brasília.

 

Gabriela: O Atlas Esgotos mostra que a situação do setor no Brasil tem muitas deficiências.

 

Nasi: A qualidade da água de 110 mil quilômetros de rios está comprometida por resíduos não tratados.

 

Gabriela: Mas existem também bons exemplos.

 

Repórter Paulo La Salvia: Um oásis no meio do cerrado. Este local é o Distrito Federal, de acordo com o Atlas Esgotos, parceria da Agência Nacional de Águas e do Ministério das Cidades. Segundo o estudo, 83% dos esgotos residencial e comercial são coletados e tratados na capital do país e o resíduo que é despejado no Lago Paranoá, por exemplo, tem 95% da carga orgânica retirada. Para a coordenadora de operação da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal, Ana Maria Mota, o tratamento dos resíduos preserva o meio ambiente.

 

Coordenadora de operação da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal - Ana Maria Mota: O lançamento de fósforo e nitrogênio leva a uma proliferação de algas e pode levar à mortandade de peixe, redução de oxigênio da água. O Lago Paranoá já passou por essa situação. Essa situação já foi revertida com a construção das estações de tratamento de esgoto.

 

Repórter Paulo La Salvia: Mas, a realidade de Brasília é bem diferente do restante do Brasil, por dois motivos: segundo o Atlas Esgotos, mais da metade dos municípios brasileiros não coleta e trata o esgoto; e 61% da carga orgânica gerada por dia no país, o que equivale a 5,5 mil toneladas de resíduos, são despejadas no meio ambiente sem tratamento, principalmente nos rios. O Rio Tietê, na capital paulista, é um exemplo. O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, lembra que o saneamento básico é de responsabilidade de estados e municípios, mas o Governo Federal apoia os gestores municipais em iniciativas no setor.

 

Ministro do Meio Ambiente - Sarney Filho: Temos intensificado programas de esgoto e de água para os municípios ribeirinhos do Rio São Francisco e para alguns municípios de alguns rios que deságuam no São Francisco. Esse Atlas vai servir pra que a gente possa ter um conhecimento pormenorizado das necessidades, das áreas em estado crítico e, a partir daí, poder dar foco.

 

Repórter Paulo La Salvia: Segundo o Atlas Esgotos, para universalizar o saneamento básico no Brasil é necessário investimento de quase R$ 150 bilhões até 2035. Em relação a esta discussão, ocorre também em Brasília, em março do ano que vem, o 8º Fórum Mundial da Água, organizado pelo Governo Federal em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o PNUD. Reportagem, Paulo La Salvia.

 

Nasi: A Receita Federal está de olho em empresas que não recolhem as contribuições devidas.

 

Gabriela: No mês que vem vai ser realizada uma operação conjunta com órgãos de fiscalização estaduais e municipais para autuar empregadores que estão em débito com o fisco.

 

Repórter Mara Kenupp: Na ação integrada que a Receita Federal vai promover em outubro com os fiscos municipais e estaduais, vão ser fiscalizadas empresas que omitiram receitas para pagar menos imposto. Vinte e cinco mil empresas nessa situação foram notificadas e quase três mil já regularizaram a situação, como explica o subsecretário de Fiscalização, Iágaro Martins.

 

Subsecretário de Fiscalização - Iágaro Martins: Identificamos empresas que omitiram receitas referentes à nota fiscal eletrônica, ou nota fiscal de serviço, e também vendas recebidas através de cartão de crédito ou cartão de débito.

 

Repórter Mara Kenupp: A Receita também deve começar a autuar ainda este ano empresas que foram notificadas em duas ações anteriores. Foram vistoriadas cerca de 14 mil empresas que aderiram ao Simples Nacional, mas que não se enquadram no programa. O subsecretário da Receita, Iágaro Martins, afirma que os valores sonegados somaram aproximadamente R$ 420 milhões, e que essas empresas têm até 30 de setembro para regularizar a situação.

 

Subsecretário de Fiscalização - Iágaro Martins: São 14 mil empresas, que, embora não sejam optantes do Simples, se declararam pra Receita como se fossem do Simples, para não pagar contribuição previdenciária incidente sobre a folha de pagamento. Nós identificamos essas empresas e comunicamos a elas, pra que elas se autorregularizem, né? E se não se autorregularizarem serão autuadas pelos auditores da Receita Federal.

 

Repórter Mara Kenupp: Nessa categoria do Simples Nacional, quase 1,2 mil empresas já retificaram os débitos, que contabilizaram R$ 50 milhões. Reportagem, Mara Kenupp.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite.

 

Nasi: Boa noite pra você e até amanhã.

 

"Brasil, ordem e progresso".