26 DE OUTUBRO DE 2018 - PODER EXECUTIVO

Destaques da Voz do Brasil: Combate a crimes eleitorais, segurança em locais de votação e nas estradas. Ações do governo para que o segundo turno das eleições seja tranquilo. E tem ainda atuação das Forças Armadas para garantir o voto a todos os brasileiros. Conta de luz mais barata. Depois de 6 meses, bandeira tarifária volta a ser amarela em novembro. Brasil é referência em bancos de leite humano no mundo, e está levando a experiência para Moçambique.

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Transcrição

Apresentador Nasi Brum: Em Brasília, 19h.

 

"Está no ar A Voz do Brasil. As notícias do Governo Federal que movimentaram o país no dia de hoje".

 

Apresentadora Gabriela Mendes: Olá, boa noite.

 

Nasi: Boa noite para você, que nos acompanha em todo o país.

 

Gabriela: Sexta-feira, 26 de outubro de 2018.

 

Nasi: E vamos ao destaque do dia. Combate a crimes eleitorais. Segurança em locais de votação e nas estradas.

 

Gabriela: Ações do Governo para que o segundo turno das eleições seja tranquilo. Márcia Fernandes.

 

Repórter Márcia Fernandes: Dois centros que já haviam funcionado no primeiro turno foram reativados. Um deles funciona na sede da Polícia Federal e vai investigar crimes eleitorais.

 

Nasi: E tem ainda a atuação das Forças Armadas para garantir o voto a todos os brasileiros. Nei Pereira.

 

Repórter Nei Pereira: Helicópteros da Força Aérea Brasileira transportam urnas, mesários e agentes de segurança aos locais de votação de difícil acesso.

 

Gabriela: E você também vai ouvir na Voz do Brasil.

 

Nasi: Conta de luz mais barata.

 

Gabriela: Depois de seis meses, bandeira tarifária volta a ser amarela em novembro. Bruna Sanieli.

 

Repórter Bruna Sanieli: A taxa extra será de R$ 1 a cada 100 kW/h de energia consumida.

 

Nasi: Brasil é referência em bancos de leite humano no mundo.

 

Gabriela: E está levando a experiência para Moçambique. João Pedro Neto.

 

Repórter João Pedro Neto: Sua implementação é resultado de uma parceria de cooperação técnica com o Brasil, que apoiou a construção, equipou o local, capacitou profissionais e compartilhou tecnologias.

 

Nasi: Hoje, na apresentação, Gabriela Mendes e Nasi Brum.

 

Gabriela: E para assistir a gente, ao vivo, na internet, basta acessar www.voz.gov.br .

 

Nasi: O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, se reuniu hoje com a chefe da missão da Organização dos Estados Americanos, que está no Brasil para observar as eleições.

 

Gabriela: Eles conversaram sobre as medidas de segurança que o Governo está adotando para garantir a tranquilidade durante o segundo turno.

 

Repórter Márcia Fernandes: O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que, no encontro, falou com Laura Chinchilla, chefe da Missão de Observação Eleitoral da OEA, sobre o esquema organizado pelo Governo para garantir a segurança nas eleições. Dois centros que já haviam funcionado no primeiro turno foram reativados. Um deles funciona na sede da Polícia Federal e vai investigar crimes eleitorais. O outro centro funciona na sede da Polícia Rodoviária Federal. O local reúne informações das Polícias Militares, Civis, Corpo de Bombeiros, órgãos de trânsito e Guardas Municipais de todo o país, e busca coibir crimes como a boca de urna. O ministro Raul Jungmann acredita que, no segundo turno, o processo de votação deve ser mais rápido, já que os eleitores vão escolher apenas o presidente e, em alguns estados, o governador. O ministro disse também que o Governo Federal está empenhado em investigar e combater as informações que tentam desacreditar o processo eleitoral.

 

Ministro da Segurança Pública - Raul Jungmann: Uma coisa são as fraudes que buscam iludir e passar a imagem de que o sistema não é seguro, e me refiro aqui ao sistema eletrônico. O nosso foco é exatamente com aqueles que buscam atacar a base da própria eleição, que é o sistema eleitoral. E a Polícia Federal já abriu aproximadamente uma dezena de inquéritos, e aliás chegou a todos aqueles que fizeram fraudes contra o sistema eleitoral.

 

Repórter Márcia Fernandes: A Advocacia-Geral da União, que também participa do esquema de segurança para as eleições, vai manter, como no primeiro turno, 300 advogados públicos de plantão para monitorar as ações judiciais que envolvem o processo eleitoral. Reportagem, Márcia Fernandes.

 

Nasi: E outras ações para garantir que todos votem são feitas pelas Forças Armadas.

 

Gabriela: Em comunidades afastadas, no interior da Amazônia, por exemplo, são os helicópteros da Força Aérea Brasileira que levam urnas e mesários.

 

Nasi: Só no segundo turno, são 27 mil militares das três forças auxiliando os Tribunais Regionais Eleitorais.

 

Gabriela: A reportagem que você vai ouvir agora contou com a produção da Força Aérea Brasileira.

 

Repórter Nei Pereira: Centenas de quilômetros Floresta Amazônica adentro estão comunidades, aldeias indígenas e seringais. Muitas das vezes, o acesso a essas pessoas é só por rio ou helicóptero. Mesmo assim, o direito delas ao voto está garantido nestas eleições, com apoio das Forças Armadas. Helicópteros da Força Aérea Brasileira transportam urnas, mesários e agentes de segurança aos locais de votação de difícil acesso. O juiz eleitoral Fábio Farias diz que, sem a Força Aérea, seria difícil chegar até esses eleitores.

 

Juiz eleitoral - Fábio Farias: São brasileiros como todos nós, então há o direito de exercício do sufrágio universal, está previsto na Constituição, é um direito fundamental e nós temos que garantir isso a todos os brasileiros.

 

Repórter Nei Pereira: Nas eleições deste ano, são 13 helicópteros da FAB auxiliando a Justiça Eleitoral nos estados do Acre e Roraima. Na comunidade acreana de Lua Nova, a cidade mais próxima está a 100 quilômetros de distância. Lá não tem estradas e o nível do rio está baixo, devido à estiagem, o que dificulta a navegação. E é o acesso pelo ar que garante aos eleitores da localidade o direito de votar. Raimundo Coelho, morador da comunidade, conta que as pessoas viajam horas até chegar às urnas.

 

Entrevistado - Raimundo Coelho: Eleitor vem até de mais longe, não é? Até de três, quatro horas de viagem, vêm votar aqui. Agradeço muito o Governo investir isso aqui e diminuir muito o sacrifício da comunidade.

 

Repórter Nei Pereira: O resultado da votação das comunidades isoladas é transmitido via satélite. O equipamento que faz a transmissão também é transportado pela FAB. Beatriz de Assis, servidora do TRE do Acre, ressalta que, com a ajuda das Forças Armadas, faz com que todos os cidadãos possam votar.

 

Servidora do TRE - Beatriz de Assis: Índios que estão nas aldeias, esses seringais, que muitos deles não tem luz, então assim, a preocupação do TRE é que todos sejam tratados de uma mesma forma, todos consigam exercer esse direito de escolha.

 

Repórter Nei Pereira: E não é só a FAB que participa da logística das eleições. Exército e Marinha também atuam para que a democracia seja exercida por todo cidadão. Só no segundo turno, são quase 27 mil militares das três forças auxiliando os Tribunais Regionais Eleitorais na distribuição de urnas e mesários nas áreas de difícil acesso. Eles ainda vão reforçar a segurança nos locais de votação, como detalha o chefe de Operações do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, Almirante Ademir Sobrinho.

 

Chefe de Operações do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas - Almirante Ademir Sobrinho: O juiz eleitoral de cada localidade verifica o nível de tensão que existe e pede ao TSE o apoio das Forças Armadas, que consiste basicamente em garantir que os eleitores cheguem desimpedidos aos locais de votação, na sua urna eletrônica.

 

Repórter Nei Pereira: Todo esse trabalho será coordenado pelo Centro de Operações Conjuntas, que funciona no Ministério da Defesa, em Brasília. No local, até a noite do próximo domingo, militares, representantes do TSE, da Agência Brasileira de Inteligência e da Secretaria Nacional de Segurança Pública se revezam 24 horas por dia para monitorar a atuação das Forças Armadas em todo o país durante o processo eleitoral. Reportagem, Nei Pereira.

 

Nasi: E quando terminar a votação, no domingo, os votos das urnas eletrônicas vão ser transmitidos para os computadores do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília.

 

Gabriela: O funcionamento das redes usadas para transmitir esses dados vai ser monitorado durante toda a votação, por técnicos da Anatel, a Agência Nacional de Telecomunicações.

 

Nasi: De acordo com Júlio Stanzani, superintendente de Fiscalização da Agência, técnicos vão estar em todos os estados e no Distrito Federal.

 

Superintendente de Fiscalização da Anatel - Juliano Stanzani: A Anatel, ela disponibilizou mais de 50 agentes de fiscalização para acompanhar todo esse processo de votação. Então, nós temos pelo menos dois agentes de fiscalização em cada estado e inclusive aqui em Brasília, junto à sala de controle, que é montada pelo TSE, nós temos também fiscais que ficam aqui de plantão.

 

Nasi: E só uma correção, o superintendente de fiscalização da Anatel é Juliano Stanzani.

 

Gabriela: E nestas eleições, as rodovias federais estão com fiscalização reforçada.

 

Nasi: Transporte irregular de eleitores e outros crimes eleitorais estão no foco da Polícia Rodoviária Federal.

 

Gabriela: Tudo para garantir eleições seguras e tranquilas.

 

Repórter Gabriela Noronha: A operação começou nessa sexta-feira e ocorre até domingo, dia 28. Durante o período, a Polícia Rodoviária Federal vai intensificar a fiscalização nas rodovias federais. Crimes eleitorais, como boca de urna, corrupção, transporte irregular de eleitores e compra de votos estarão no foco dos agentes federais. O porta-voz da PRF, Diego Brandão, explica que o objetivo é garantir a segurança dos eleitores.

 

Porta-voz da PRF - Diego Brandão: São ações de policiamento para prevenir, coibir ocorrência de crimes eleitorais no dia da votação, e a gente vai reforçar a nossa fiscalização, com o objetivo de garantir a segurança dos eleitores que utilizarão as rodovias federais do país.

 

Repórter Gabriela Noronha: A primeira fase da Operação Eleições ocorreu no primeiro turno. Diversas ocorrências de crimes eleitorais foram flagradas em todo o país. Em apenas uma ocorrência, no Mato Grosso, por exemplo, a PRF prendeu três homens transportando uma quantia de mais de R$ 96 mil para compra de votos. Infrações como o transporte irregular de passageiros, excesso de velocidade, embriaguez ao volante e ultrapassagens indevidas também vão ser fiscalizadas pela PRF, para evitar a ocorrência de acidentes durante o período de maior movimentação nas estradas. Reportagem, Gabriela Noronha.

 

Nasi: O consumidor vai pagar menos pela energia elétrica em novembro.

 

Gabriela: É que a bandeira tarifária do mês que vem vai ser amarela.

 

Repórter Bruna Sanieli: A Aneel, Agência Nacional de Energia Elétrica, divulgou hoje o retorno da bandeira tarifária para a cor amarela. Isso significa uma redução de R$ 4 no valor cobrado do consumidor a cada 100 kWh de energia. De acordo com a Aneel, apesar dos níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas ainda estarem baixos, o preço da energia caiu no mercado com a chegada do período chuvoso. O sistema de bandeiras foi criado para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica. As cores verde, amarela e vermelha indicam se a energia custa mais ou menos por causa das condições de geração. E é bom lembrar ao consumidor que, mesmo com a redução do valor cobrado na bandeira, é preciso ter consciência. De Brasília, Bruna Sanieli.

 

Nasi: O número de pessoas endividadas no Brasil caiu no mês passado.

 

Gabriela: De acordo com o Banco Central, a inadimplência em setembro ficou em pouco mais de 4%.

 

Nasi: É considerado inadimplente quem está com o nome nos Serviços de Proteção ao Crédito.

 

Repórter Graziela Mendonça: Há três anos, a jornalista Juliana Barbosa, de Brasília, ficou desempregada e passou por uma fase difícil. Sem renda, ela acabou atrasando as contas de casa e teve o nome incluído nos Serviços de Proteção ao Crédito. Ela conta que está reorganizando as finanças e espera ter o nome limpo no fim do ano.

 

Jornalista - Juliana Barbosa: Ainda não está fácil cumprir as contas, mas eu fiz um planejamento financeiro e, a partir de dezembro, eu começo a pagar a última dívida, e aí eu consigo retirar meu nome da Proteção de Crédito.

 

Repórter Graziela Mendonça: Assim como Juliana, muitos brasileiros estão buscando regularizar as dívidas. Segundo dados do Banco Central, a taxa de inadimplência de setembro foi a menor desde março de 2011, ficou em 4,1%. No fim do ano passado, essa taxa era perto dos 5%. O chefe-adjunto do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Renato Baldini, explica os motivos para essa queda.

 

Chefe-adjunto do Departamento de Estatísticas - Renato Baldini: Houve um período de crescimento da inadimplência em anos, nos últimos anos, acompanhando ao cenário mais complicado da conjuntura econômica, mas houve também um processo intenso de renegociações, repactuações, várias formas foram buscadas entre o sistema financeiro e as empresas, para solução disso.

 

Repórter Graziela Mendonça: De acordo com o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, a retomada do emprego no Brasil e a criação de pequenos negócios também influencia na redução do endividamento.

 

Economista da Serasa Experian - Luiz Rabi: Dívida está diretamente ligada com o desemprego, o emprego tem diminuído nesses últimos meses, pelo aumento do chamado empregado por conta própria, ou seja, tem muita gente que, por não conseguir recolocação no mercado de trabalho, está se tornando um microempreendedor individual.

 

Repórter Graziela Mendonça: A redução da inadimplência foi maior entre as pessoas jurídicas, passando de 3,3% em agosto para 3,1% em setembro. Nas pessoas físicas, o índice caiu de 5% para 4,9%. Reportagem, Graziela Mendonça.

 

Gabriela: Ministério da Educação cria novas regras para faculdades e universidades emitirem diplomas.

 

Nasi: Daqui a pouco vamos dar os detalhes de como as mudanças vão evitar fraudes nesses documentos.

 

"Está chegando a hora. Dia 4 de novembro começa o Enem, e na sexta-feira, dia 2, a TV NBR e a TV Escola trazem para você um supertime de professores no Aulão do Enem. Tem dúvida sobre o que vai cair na prova? Mande pelo WhatsApp: 61-99867-8787. Então, se liga, Aulão do Enem, dia 2 de novembro às 5h da tarde. Transmissão ao vivo Pela NBR, pelo Youtube da NBR, rede sociais da TV Escola ou pelo site: redenacionalderadio.com.br".

 

Gabriela: E o Enem é a porta de entrada para o estudante ingressar em uma faculdade ou universidade, receber financiamento estudantil ou bolsas de estudo em universidades privadas.

 

Nasi: No Minuto Enem de hoje, a Tamires quer saber como usar a nota da prova para entrar na faculdade.

 

Gabriela: A diretora de Avaliação e Educação Básica do Inep, Luana Soares, responde.

 

"Minuto Enem".

 

Estudante - Tamires: A nota do Enem, eu posso entrar direto na faculdade, sem fazer vestibular?

 

Diretora de Avaliação e Educação Básica - Luana Soares: Sim. Por meio do Sisu você vai ter oportunidade de entrar nas universidades públicas federais, estaduais ou até municipais, que aderirem ao Sistema Unificado de Seleção. As universidades particulares também podem ter seus critérios próprios de seleção e utilizar o exame como nota total ou parcial para entrada nessa instituição. Além disso, a nota do Enem também permite a você conseguir uma bolsa de estudos por meio do Prouni, Programa Universidade para Todos, ou ainda um financiamento por meio do Fies, que também considera da nota do Enem.

 

"Minuto do Enem".

 

Nasi: O Ministério da Educação criou novas regras para emissão de diplomas em universidades e faculdades.

 

Gabriela: A ideia é modernizar e evitar fraudes nesses documentos.

 

Repórter Pablo Mundim: Com as novas regras, as instituições de ensino superior vão ter autonomia para cancelar diplomas, quando verificarem indícios de fraudes no processo de expedição. Segundo o secretário executivo do Ministério da Educação, Henrique Sartori de Almeida Prado, as mudanças fazem parte de um processo de modernização, que vai garantir maior segurança na emissão dos documentos.

 

Secretário Executivo do Ministério da Educação - Henrique Sartori de Almeida Prado: Nós tivemos um trabalho, junto com o Ministério Público Federal, para aprimorar a forma de expedir diplomas, a forma de registrar diplomas, e também fazer esse controle junto com as instituições que estão regulares, de poder trazer às instituições também uma responsabilidade sobre a análise, e também a prerrogativa, se identificando a irregularidade, cancelar aquele diploma ou aquele documento emitido. Então, isso traz mais segurança, mais transparência e, ao mesmo tempo também, um desafio maior para que as instituições possam se adaptar a esse novo modelo.

 

Repórter Pablo Mundim: Os novos diplomas também vão passar por mudanças. Todos os documentos emitidos no país vão precisar ter as mesmas informações, e no verso tem que constar o nome da empresa que é responsável pela instituição de ensino, como explica o secretário do MEC.

 

Secretário Executivo do Ministério da Educação - Henrique Sartori de Almeida Prado: O que o diploma tem que constar? O nome completo do diplomado, a nacionalidade, o número de identidade e tudo que identifique o aluno com a instituição, por exemplo, data de conclusão do curso, data de colação de grau, data da expedição do diploma, o selo nacional, o nome da instituição, o nome do curso, o grau conferido, se é bacharelado ou se é licenciatura.

 

Repórter Pablo Mundim: A expedição e o registro da primeira via do diploma, do histórico escolar e do certificado de conclusão de curso continuam gratuitos. As instituições de educação superior terão prazo de 180 dias para se adaptarem às novas regras. Reportagem, Pablo Mundim.

 

Nasi: O Brasil possui a maior e mais completa rede de bancos de leite humano do mundo, uma referência internacional.

 

Gabriela: Por meio dos bancos de leite, é possível coletar e distribuir leite materno com qualidade, e assim contribuir para a diminuição da mortalidade de bebês e crianças.

 

Nasi: E o Brasil usa esta experiência para ajudar outros países, como Moçambique, na África, que inaugurou hoje o primeiro banco de leite do país.

 

Gabriela: Sinal de esperança no país onde morrem 30 recém-nascidos a cada mil, de acordo com o Programa Nacional de Pediatria em Moçambique.

 

Repórter João Pedro Neto: O primeiro banco de leite humano de Moçambique já começou a coletar e processar o leite materno das primeiras doadoras. Em breve, vai ser fonte de segurança alimentar e nutricional para bebês que precisam. O espaço fica no Hospital Central de Maputo, capital do país, e a sua implementação é resultado de uma parceria de cooperação técnica com o Brasil, que apoiou a construção, equipou o local, capacitou profissionais e compartilhou tecnologias. Na inauguração, a ministra da Saúde de Moçambique, Nazira Abdula, destacou a parceria e disse que a ideia é sensibilizar mais mães para a doação.

 

Ministra da Saúde de Moçambique - Nazira Abdula: Especificamente no setor da saúde, nós temos essa opção da infraestrutura que ganhamos e, sobretudo, a área da formação. Esta operação é bastante forte. Através do banco de leite, nós vamos passar a divulgar muito mais a importância do aleitamento materno, que é o alimento mais importante para o recém-nascido.

 

Repórter João Pedro Neto: Num primeiro momento, o banco de leite de Moçambique vai atender bebês internados no Hospital Central de Maputo, mas a ideia é que, com o tempo, possa atender toda a capital. Até agora, mais de 60 moçambicanas já fizeram a doação de leite. Isabele Naif é uma delas. Como um de seus filhos nasceu prematuramente e precisou de leite, hoje ela sabe bem a importância desse gesto.

 

Entrevistada - Isabele Naif: Àquela altura, não tínhamos o banco de leite e o bebê passava mal às vezes. Então, desta vez, já com o banco de leite, eu digo: por que não abraçar a causa? Muito mais que uma doação, é um ato de amor, um gesto de amor, carinho.

 

Repórter João Pedro Neto: A implantação do banco de leite em Maputo foi coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação, ligada ao Ministério das Relações Exteriores, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz, o Ministério da Saúde, o Departamento para o Desenvolvimento Internacional do Reino Unido e também apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Pnud. De acordo com Paulo Lima, coordenador-geral de Cooperação Técnica dos Países de Língua Portuguesa na África e na Ásia, da ABC, a iniciativa pode ajudar a melhorar indicadores de saúde no país, como já aconteceu em outras nações.

 

Coordenador-geral de Cooperação Técnica dos Países de Língua Portuguesa na África e na Ásia - Paulo Lima: O primeiro banco de leite humano da África foi implantado em Cabo Verde e já demonstrou resultados. Houve uma queda de 5% da mortalidade infantil do Hospital. Em Moçambique, certamente isso acontecerá, isso já é confirmado, não só no Brasil, como em todos os 24 países que têm banco de leite instalado.

 

Repórter João Pedro Neto: O Brasil tem uma rede de mais de 200 bancos de leite humano, que é reconhecida internacionalmente, e já apoiou, por meio de cooperação técnica, a implantação de outras 113 unidades, em 24 países da América Latina, Europa e África. De Maputo, em Moçambique, João Pedro Neto.

 

Nasi: Você sabia que materiais como uma lata de alumínio de cerveja ou refrigerante demoram mais de cem anos para se decompor?

 

Gabriela: E no caso de plásticos, como copos e canudinhos, esse tempo aumenta para quase 500 anos?

 

Nasi: Para alertar as pessoas sobre a importância de não jogar lixo em mares, rios e no meio ambiente, a Marinha do Brasil apoiou o lançamento de uma cartilha.

 

Gabriela: O material conta a história real de uma menina de cinco anos de idade, que, inconformada com a poluição, formou um mutirão para retirar o lixo de uma praia do Rio de Janeiro.

 

Repórter Daniele Popov: Mariana Pereira da Costa mora no município de São Gonçalo, no Rio de Janeiro. Na primeira vez em que foi à praia, ela se assustou com a quantidade de lixo na areia e com o fato de não ter encontrado um animal sequer no local, e quis entender o porquê, como relembra o pai, Sandro Preto da Costa.

 

Entrevistado - Sandro Preto da Costa: Ela falou assim: Então por que a gente não limpa essa praia? Só assim os peixes deixam de morrer e esse cheiro deixa de existir. Aí eu falei: Legal a ideia. Vamos fazer um projeto sobre isso, de limpeza das praias? Só assim a gente vai conscientizando as pessoas e multiplicando esse conhecimento.

 

Repórter Daniele Popov: Aos cinco anos de idade, a pequena Mariana, junto com o pai e amigos, ajudou a retirar quilos de lixo da praia de Pedrinhas, no Rio de Janeiro. Ela conta como foi.

 

Entrevistada - Mariana Pereira da Costa: Meu pai, ele foi chamando quem ele conhecia, aí a gente foi pegando em sacos de lixos, foi pegando o lixo e foi colocando dentro do saco. Aí depois que a gente limpou a praia, a gente fez uma brincadeira lá com os bonecos de lixo reciclável.

 

Repórter Daniele Popov: A história de Mariana inspirou pesquisadores da Universidade de São Paulo a criarem a cartilha "Mariana e a batalha contra os supermacabros: A ameaça do lixo nos mares". Por meio de uma história em quadrinhos, o material ressalta a importância de não jogar lixo no meio ambiente, explicando o tempo de decomposição de tudo que é lançado na areia ou na água, como plástico e metal. É o que explica a bióloga Elisa Menck, que participou da confecção da cartilha.

 

Bióloga - Elisa Menck: Foi muito inspirador para a gente, que trabalha nessa área, ver que partiu de uma criança de cinco anos a mudança, não é? Então acho que foi uma inspiração que veio nesse sentido, de tentar passar isso na forma de uma cartilha, para quem quisesse e pudesse ler.

 

Repórter Daniele Popov: Para marcar o lançamento da cartilha, Mariana e os amigos da escola tiveram um dia dedicado à educação ambiental. Começaram pelas profundezas do mar numa exposição aquática. O passeio também foi uma oportunidade para conhecer um pouco mais da Amazônia Azul, conhecida como patrimônio aquático brasileiro, uma faixa marítima de 4,5 milhões de quilômetros quadrados. A criançada explica melhor. Vocês já ouviram falar na Amazônia Azul?

 

Crianças: Sim!

 

Repórter Daniele Popov: O que é a Amazônia Azul?

 

Entrevistada: A Amazônia Azul é um espaço que tem, tipo uma Amazônia, só que é de água.

 

Repórter Daniele Popov: E o que a gente tem que fazer pela Amazônia Azul?

 

Entrevistada: Reciclar ela.

 

Entrevistada: Não jogar lixo...

 

Repórter Daniele Popov: Não jogar lixo, o que mais?

 

Entrevistada: Respeitar ela.

 

Repórter Daniele Popov: A iniciativa contou com apoio da Marinha do Brasil. De acordo com o comandante Marco Carvalho, a Amazônia Azul, além de reconhecida pela diversidade de recursos naturais, pode ser fonte de desenvolvimento para o país.

 

Comandante - Marco Carvalho: O potencial para geração de energia, seja ela através de fonte renovável ou não, é inesgotável. Nos demais campos na área de recursos, com potencial biotecnológico também, a diversidade associada ao ambiente marinho é muito grande. Na área de recursos mineiras também, você tem jazidas de diversos tipos de minério espalhado ao longo dessa nossa Amazônia Azul.

 

Repórter Daniele Popov: O evento faz parte das comemorações do Dia Nacional da Amazônia Azul, celebrado em 16 de novembro. Do Rio de Janeiro, Daniele Popov.

 

Nasi: E essas foram as notícias do Governo Federal.

 

Gabriela: Uma realização da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República.

 

Nasi: Com produção da Empresa Brasil de Comunicação.

 

Gabriela: Fique agora com as notícias do Poder Judiciário e do Congresso Nacional. Boa noite e bom fim de semana.

 

Nasi: Boa noite para você e até segunda.

 

"A Voz do Brasil, Governo Federal".